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Posts de abril 2011

Borussia Dortmund: o campeão mais jovem do futebol europeu!

30 de abril de 2011 2

O poderoso Borussia Dortmund, uma das 3 maiores torcidas do futebol alemão, foi campeão alemão pela sétima vez neste sábado. A “Salva de Prata” foi levantada após uma vitória de 2×0 sobre o FC Nürnberg no lendário Westfalenstadion, gols do atacante paraguaio Lucas Barrios e do polonês Robert Lewandowski, aliada à derrota do Bayer Leverkusen contra o FC Köln. O “Deuscher Meister” (campeão alemão) conquista seu primeiro título em nove anos, se igualando ao arquirrival Schalke 04 e atrás somente do Nürnberg (nove títulos) e do Bayern de Munique (22 conquistas).

Porém muito mais importante do que isto é a sensação de que algo especial ocorre no vale do Ruhr. O time do Borussia Dortmund é um dos mais jovens da Europa e, sem dúvida, o mais novo time campeão nacional da temporada. A média geral do elenco é de 24,6 anos, mas a do time titular é muito inferior a isto.

A festa da sempre marcante Südtribune (o tobogã atrás de um dos gols), merece uma homenagem. A música que toca é a “Marcha Triunfal” da opera Aída, de Giuseppe Verdi:

O treinador Jürgen Klopp mostrou um trabalho formidável em um elenco que só tinha um titular veterano, o goleiro Roman Weidenfelder com 30. O capitão Sebastien Kehl com 31 mas  mal jogou na temporada por causa das lesões que assolam sua carreira. E foi substituído com brilhantismo pelo jovem Nuri Sahin, de 22 anos.

Depois, Barrios, com 26 anos e o restante dos titulares é uma bela ‘gurizada’, o que aponta um futuro ainda mais brilhante. Subotic (22 anos), Blaszczykowski (25 anos),  Kagawa (22 anos), Piszczek (25 anos), Schmelzer (24 anos)  e Hummels (24 anos) formaram a espinha dorsal do time de Klopp.

Tudo isto comandado em campo pelo jovem Mario Götze, de 18 anos e apontado como uma das maiores promessas do futebol alemão da década, do nível das estrelas Mesut Ozil e Thomas Müller. Talvez o maior símbolo seja o igualmente jovem Kevin Großkreutz (22 anos), nascido e criado na região de Dortmund, que une talento com um amor ao time do coração, torcedor fanático do BvB 09.

Veteranos, os brasileiros Dedê (que se despede após 14 anos na equipe e mais de 300 jogos) e Antônio Da Silva (desconhecido, se tornou profissional na Alemanha) mostraram experiência em alguns jogos, enquanto o jovem Felipe Santana, ex-zagueiro do Figueirense, foi utilizado algumas vezes. O Borussia assumiu a liderança na décima rodada e não mais perdeu a mesma. Chegou a ter 15 pontos de vantagem, mas gastou a ‘gordura’ nas últimas rodadas. Nada que impedisse o título com duas rodadas de antecipação.

Este processo nada mais é do que o reflexo da renovação adotada no futebol alemão nesta década. Depois de resultados medíocres na Copa do Mundo de 1998 e sobretudo na Eurocopa de 2000, a Alemanha decidiu que algo deveria ser feito. A Federação Alemã incentivou o trabalho das categorias de base e uma profunda reformulação ocorreu na maneira de jogar. Os times alemães são hoje dos mais ofensivos da Europa, e isto se reflete também no Deutschland Mannschaft, a Seleção da Alemanha.

Se a Copa do Mundo de 2002 já mostrava alguns jovens talentos, como Miroslav Klose e Michael Ballack e foi vice-campeão (perdendo para o Brasil a decisão), o time de 2006 avançou ainda mais na renovação, mesmo que tenha sido terceira colocada, brilhando especialmente Bastian Schweinsteiger, Per Metresacker, Phillip Lahm e Lukas Podolski.

Em 2010, sem dúvida a Alemanha era o time mais jovem e mais atraente de se ver jogando, com o belíssimo 4-2-3-1 que emplacou goleadas na Inglaterra e Argentina. Além dos citados Müller e Ozil, outros talentos surgiriam: Khedira, Badstuber, Boateng e Neuer. Faltou superar a Espanha na semifinal, repetindo o terceiro lugar do Mundial anterior.

Ainda assim, a equipe treinada por Joachim Löw segue bem cotada como uma das favoritas para a Copa de 2014 no Brasil.

Parabéns, Borussia Dortmund!


LIBERTADORES: Estatística de decisões do Inter em casa e como visitante

29 de abril de 2011 3

O Internacional, em oito prévias participações em Taças Libertadores, já disputou doze vezes uma fase eliminatória. O retrospecto colorado chega a impressionar. São seis classificações como mandante no segundo jogo e quatro como visitante.  Além de dois títulos obtidos em casa, contra o São Paulo e contra o Chivas Guadalajara-MÉX, foram outras oito classificações.

Em 12 disputas de mata-mata, o Inter só foi eliminado duas vezes. A primeira a final de 1980 e a outra na semifinal de 1989. Os jogos contra o Nacional-URU e Olímpia-PAR, respectivamente, são 3 das maiores tragédias coloradas. Uma delas em Montevidéu e a outra em pleno Beira-Rio, no célebre “Sarriá à Gaúcha“.

Classificações como mandante no segundo jogo:

  • 2006 – Nacional-URU (oitavas-de-final)
  • 2006 – LDU-EQU (quartas-de-final)
  • 2006 – Libertad-PAR (semifinal)
  • 2006 – São Paulo (final, Inter campeão)
  • 2010 – Banfield-ARG (oitavas-de-final)
  • 2010 – Chivas Guadalajara (final, Inter campeão)

Eliminações como mandante no segundo jogo:

  • 1989 – Olímpia-PAR (semifinal)

Classificação como visitante no segundo jogo:

  • 1989 – Peñarol-URU (oitavas-de-final)
  • 1989 – Bahia (quartas-de-final)
  • 2010 – Estudiantes-ARG (quartas-de-final)
  • 2010 – São Paulo (semifinal)

Eliminações como visitante no segundo jogo:

  • 1980 – Nacional-URU (final, Inter vice-campeão)

OBS: O Inter foi eliminado na primeira fase em 1976, 1993 e 2007. Em 1977 a segunda-fase era um triangular.

VEJA TAMBÉM

Na terça-feira mostrei o retrospecto do Grêmio em matas-matas na Taça Libertadores. Ao longo da história o Tricolor fez 25 jogos de mata-mata com 17 classificações e 8 eliminações.

LIBERTADORES: Estatística de decisões do Grêmio em casa e como visitante

Grêmio se atrapalha, perde e fica em situação dramática na Libertadores

27 de abril de 2011 7
Um desastre. Esta expressão sintetiza a surpreendente derrota de 2×1 do Grêmio para a Universidad Catolica, oitavas-de-final da Libertadores
2011. Em uma atuação de bravura mas pouca técnica e organização tática, o time de Renato Portaluppi jogou quase 60 minutos com dezjogadores, após uma expulsão merecida e absolutamente infantil de Borges, já perdendo por 1×0. Comandado por uma atuação soberba do capitão Fábio Rochemback, e com Douglas rejeitando a fama e mostrando uma grande entrega em campo, o Grêmio empatou no segundo tempo em um lance isolado de puro talento. Mas a desorganização e o visível cansaço imperou nos minutos finais e novamente a Catolica passou à frente no final do jogo, 1º derrota em casa desde a final da Libertadores 2007.

Desolação após segundo gol da Universidad Catolica - FOTO: Jefferson Bernardes, AFP

Nem a pífia atuação do árbitro argentino Nestor Pitana, que deixou de expulsar 3 chilenos e ainda Rochemback, servirá de desculpas para o mau resultado, futebol e sentimento de angústia sobre a permanência do Grêmio na principal competição do ano. Com vários lesionados e um ataque em frangalhos, aliados à visível má-vontade da diretoria com seu trabalho, Renato terá uma missão dificílima na próxima quarta-feira, quando a vitória é imprescindível e nem assim pode ser suficiente (1×0 não adianta e 2×1 leva às penalidades).
O início pareceu auspicioso aos 35 mil empolgados tricolores. Um gol quase de trapalhada em escanteio a dois minutos e depois um chute de Douglas no poste antes de 10 minutos pareciam indicar uma noite favorável. Mas um susto ocorreu na sequência, quando Adílson perdeu no meio-campo, Meneses conduziu e disparou um míssil  ao lado das traves defendidas por Marcelo Grohe.
Depois do sufoco inicial, aos poucos o 4-5-1 de Juan Antônio Pizzi colocava o jogo no ritmo que os visitantes desejavam. Aos 28 minutos, um dos gols mais juvenis dos últimos anos no Olímpico: o Grêmio se atirou com 2 dos 3 volantes para o ataque e Gílson perdeu a bola.  A Catolica deu um chutão. Cañete dominou, limpou um afoito Rafael Marques no meio-campo, avançou e só tocou para Lucas Pratto. Com frieza, o atacante argentino entrou na grande área e chutou rasteiro para fazer 1×0 a favor do time chileno.
O Grêmio abusava de jogadas pelo flanco, passes errados para o ataque, erros de posicionamento em campo. Borges quase empatou na sequência, chutando cruzado para fora. Aos 29, Tomás Costa não foi expulso por pisar o rosto de Rochemback, que havia entrado muito forte nele antes. Aos 34 minutos, um possível herói azul caiu em desgraça. Borges perdeu a cabeça, deu um cotovelaço em Henríquez, foi dedurado pelo bandeirinha e expulso pelo perdido Pitana. Emblemática a expressão de profundo desgosto de Renato para seu principal atacante.
A bagunça defensiva foi vista em jogadaça de Cañete, que chutou para fora aos 43 e quase ampliou para os visitantes. No lance derradeiro da
primeira etapa, Douglas bateu falta e o inseguro Garcés fez grande defesa ao pé da trave direita. Fim da etapa inicial e aplausos da torcida, ciente das dificuldades mas acreditando em uma reação.
O segundo tempo começou com um equívoco de Renato, que tirou o terceiro volante William Magrão mas, ao invés de colocar os experientes Carlos Alberto e Escudero, colocou o garoto Lins isolado no ataque. Já a promessa Leandro sentiu o jogo e, aos 17 anos, afundou em sua estréia na Libertadores, sendo substituído na metade do segundo tempo por Carlos Alberto. Quando a Catolica errou uma sequência de saídas de bola, o Grêmio aproveitou: Douglas recebeu na ponta-direita, limpou para o meio, olhou, limpou de novo e desferiu um petardo no ângulo, golaço e 1×1 aos 14 minutos. Virada?
Não foi o que ocorreu, o Grêmio se afobou mais ainda e simplesmente não jogava pelo meio-campo trocando passes. Aos 23, Villanueva deu uma entrada assassina em Lins e não foi expulso, e logo depois Valenzuelaacertou Rochemback em outro lance violento, o que seria o 2º amarelo e posterior expulsão. Aos 28 minutos, erro de passe no meio-campo e bela jogada pelo lado esquerdo da Catolica. Meneses recebeu na linha de fundo e cruzou no segundo poste para Pratto fuzilar Grohe, 2×1.
Dali em diante o Grêmio não fez rigorosamente nada. Exausto e com dificuldades de articulação, o Tricolor transpirava com Douglas, Adílson e
Rochembackmas sem a mínima inspiração dos demais. A entrada de Escudero aos 44 minutos no lugar do vaiadíssimo Gílson mostrou novamente a total desconfiança de Renato com o argentino. A última chance foi da Catolica, quando Meneses aproveitou erro defensivo, chegou na cara do gol e chutou em cima de Marcelo Grohe, que salvou o Grêmio de uma real eliminação. Fim de jogo, muitas vaias no Olímpico.
Em uma semana, Renato terá o retorno de Rodolfo na zaga, mas seguirá sem Lúcio e Victor. Perdeu ainda Borges e não terá André Lima.
Ah, e tem Gre-Nal no domingo. Como disse o ex-dirigente colorado Ibsen Pinheiro, ‘Gre-Nal serve para arrumar ou bagunçar a casa’.
Uma vitória dá o bicampeonato estadual, ânimo para a decisão em Santiago e paz. Uma derrota só amplia a desconfiança e leva para duas
decisões desgastantes no Gauchão.
Desconfortável, Renato mostra sinais de esgotamento com a falta de opções. E a torcida começa a dar sinais de desânimo.
Agora complicou bastante.

LIBERTADORES: Estatística de decisões do Grêmio em casa e como visitante

26 de abril de 2011 2

O retrospecto do Grêmio decidindo fora de casa é regular na Taça Libertadores ao longo das participações tricolores. Foram oito oportunidades, com quatro classificações e quatro eliminações jogando a primeira em casa e a segunda como visitante, exatamente a situação que começará a ser definida nesta terça-feira, contra a Universidad Catolica-CHI. Parte das informações e a ideia deste post foram originados de tuitadas do blog Carta na Manga, do ótimo jornalista Vicente Fonseca (perdão pelo meu erro estúpido!!).

Os números como classificado decidindo no Olímpico são amplamente favoráveis: 17 confrontos, com 13 classificações (e 1 título, em1983 contra o Peñarol) e 4 eliminações. Confiram os dados completos:

Classificações como mandante no segundo jogo:

  • 1983 -Peñarol-URU (final, Grêmio campeão)
  • 1995 – Olímpia-PAR (oitavas-de-final)
  • 1995 – EMELEC-EQU (semifinal)
  • 1996 – Botafogo (oitavas-de-final)
  • 1996 – Corinthians (quartas-de-final)
  • 1997 – Guaraní-PAR (oitavas-de-final)
  • 1998 – Nacional-URU (oitavas-de-final)
  • 2002 – River Plate-ARG (oitavas-de-final)
  • 2003 – Olímpia-PAR (oitavas-de-final)
  • 2007 – São Paulo (oitavas-de-final)
  • 2007 – Defensor-URU (quartas-de-final)
  • 2009 – Universidad San Martín-PER (oitavas-de-final)
  • 2009 – Caracas-VEN (quartas-de-final)

Eliminações como mandante no segundo jogo:

  • 1997 – Cruzeiro (semifinal)
  • 2002 – Olímpia-PAR (semifinal)
  • 2007 – Boca Juniors-ARG (final)
  • 2009 – Cruzeiro (semifinal)

Classificação como visitante no segundo jogo:

  • 1995 – Palmeiras (quartas-de-final)
  • 1995 – Nacional-COL (final, Grêmio campeão)
  • 2002 – Nacional-URU (quartas-de-final)
  • 2007 – Santos (semifinal)

Eliminações como visitante no segundo jogo:

  • 1984 – Independiente-ARG (final)
  • 1996 – América de Cáli-COL (semifinal)
  • 1998 – Vasco da Gama (quartas-de-final)
  • 2003 – Independiente Meddelín-COL (quartas-de-final)

OBS: O Grêmio foi eliminado na primeira fase em 1981 e 1990.

No total foram 25 mata-matas, com oito eliminações e dezessete classificações.

VEJA TAMBÉM:

Há 15 anos: Grêmio conquistava o bicampeonato da América! Parte I

Há 15 anos: Grêmio conquistava o bicampeonato da América! Final

Há 25 anos: Grêmio reconquista a América!

Futebol italiano negocia direitos de TV em conjunto e bate recorde

25 de abril de 2011 0

A união faz a força… ao menos na Itália. Uma revolução pode marcar o final da temporada 2010/11 do futebol italiano. Se o título está praticamente garantido ao Milan depois de sete anos, mudanças significativas na partilha financeira podem modificar o fluxo do futebol no país, em profunda crise econômica, técnica e até mesmo de prestígio nas últimas temporadas.

A divisão de direitos através de um acordo coletivo para os próximos dois anos gerou um benefício considerável para todos os envolvidos. O contrato adquirido pela Mediaset (do grupo do premiê Silvio Berlusconi) e pela Sky Italia, gerou mais de 1,8 bilhão de euros para os times das Séries A e B pelo período até metade de 2012.

Depois de anos no ostracismo, se distanciando da Liga Inglesa e vendo os crescimentos da Liga Espanhola e Alemã, a Itália dá o primeiro passo para a recuperação. Reparem que hoje somente o futebol espanhol não possui um contrato coletivo de vendas. E a disparidade entre Real Madrid, Barcelona contra os demais tem sido tão grande que até mesmo estes já pensam em refazer a forma de negociação para as próximas temporadas.

CRITÉRIOS ADOTADOS

  • 40% – Divididos igualmente
  • 30% – Divididos em critérios esportivos – 15% para as classificações nas últimas 5 temporadas, 10% para as classificações históricas e 5% baseado nas colocações da última temporada
  • 30% – Divididos por interesses das redes de TV – 25% proporcionalmente às maiores torcidas, e 5% em proporção ao número de habitantes nas cidades dos clubes

Esta divisão continuou beneficiando os chamados 3 grandes – Milan, Internazionale e Juventus, sendo a então hexacampeã Internazionale a única a passar dos 100 milhões de euros.

Mas também deu um fôlego financeiro a times de torcidas representativas (como Roma e Napoli) e que vem fazendo boas campanhas nos últimos anos (especialmente o Palermo). O resultado é que até os times pequenos fizeram mais de 15 milhões de euros.

A lição que fica é… Bom, todos me entenderam.

OPINIÃO: O ‘artiheiro das duas áreas’ decide e Grêmio fica a um jogo do título

25 de abril de 2011 0

Agora só falta um jogo. Como o técnico Renato Portaluppi vem ressaltando há algumas rodadas, o Grêmio só precisa conquistar a final da Taça Farroupilha para se sagrar campeão antecipado do Gauchão 2011 e levantar o bicampeonato. Neste sábado, o dificílimo 3×2 sobre o Cruzeiro no gramado sintético do estádio Passo D’Areia mostrou um herói inusitado: Rafael Marques.

Depois de ter marcado o primeiro gol do campeonato, o último na Taça Piratini (que levou para a vitória nos pênaltis contra o Caxias), Rafael Marques marcou de novo no final do segundo tempo e deu a vitória que coloca sua equipe há 90 minutos do título estadual. Um pouco para desculpar as seguidas falhas no sistema defensivo, já que o próprio Rafael Marques falhou nos dois gols do Cruzeiro.

O adversário tricolor na final sai amanhã entre Juventude e Internacional. Quem vencer, decide o título em casa em jogo único contra o Grêmio. Se for nos pênaltis, só joga no Olímpico caso o adversário seja o Internacional. De negativo, lesão do goleiro Victor e lesão muscular de Lúcio, que não devem enfrentar a Universidad Catolica, terça-feira pelas quartas-de-final da Taça Libertadores em Porto Alegre. Com as lesões de Collaço e Gílson, agora são três laterais-esquerdos lesionados.

Em um sintético encharcado no Passo D’Areia, fica a pergunta: como estaria qualquer gramado ‘normal’ depois de 24 horas de chuvas torrenciais no estado? Sem as opções Bruno Collaço e Gílson, este lesionado no último treino, Renato não optou por Neuton e sim o outrora titular Lúcio na lateral-esquerda. Uma possibilidade já vista em outros jogos com William Magrão jogando bem mais adiantado. Gabriel e Rafael Marques jogaram de tênis, enquanto os demais atuaram de chuteiras baixas.

E a decisão quase se mostrou perfeita logo a 52 segundos, quando Magrão desferiu um petardo e Fábio fez monumental defesa. O jogo seguiu elétrico, com o Grêmio dominando um acossado Cruzeiro, que reagia com ação mas sem consequências. A estratégia gremista de marcar pressão adiantado se mostrava muito positiva, com o Cruzeiro errando passes e tendo dificuldades no toque de bola. O Grêmio conseguiu cavar diversas faltas na entrada da área. Na melhor delas, Rodolfo meteu na barreira.

Aos 34, o lance que preocupará a torcida gremista nos próximos dias: Em grande jogada de Jô, Mauro divide forte com Victor. O goleiro tenta se recuperar, não consegue e sai de campo lesionado, entrando Marcelo Grohe. Dois minutos depois, o Grêmio enfim abre o marcador: Leandro, até então apagado em campo, recebe ótimo passe de Borges, dribla a marcação e chuta cruzado, superando Fábio e 1×0 para o Tricolor. Completamente perdido, o Cruzeiro escapa do segundo aos 44 minutos, quando Adílson chuta, o goleiro Fábio desvia e a bola acerta o travessão. A “blitz” tricolor seguiu no minuto seguinte, com Rafael Marques e Gabriel perdendo ótimas chances em um mesmo escanteio. Fim de um primeiro tempo movimentado, com o Grêmio muito superior e o Cruzeiro completamente dominado.

O jogo mal havia recomeçado e o lateral-esquerdo Tinga sofreu falta dura de Gabriel, amarelo para o gremista. Na cobrança, Márcio Lima cruzou e Claudinho aproveitou erro de Rafael Marques e desviou de cabeça para empatar, 1×1 no Passo D’Areia. Dois minutos depois, em jogada semelhante, Borges cabeceou livre para fora. Então, algo que ocorreu a um minuto, foi concretizado 50 minutos depois: William Magrão conduziu a bola e chutou de longe, a bola desviou e entrou, Grêmio 2×1. Um prêmio à visão de Renato Portaluppi e ao bom jogo de Magrão, que mostra capacidade de jogar à frente dos volantes.

No minuto seguinte, Borges sofreu penalidade clara de Márcio Lima, mas o péssimo árbitro Vinícius Costa não marcou. Quatro minutos depois, Mauro aproveitou erro grosseiro de Lúcio e acertou o poste. No rebote, Almir desperdiçou o gol de empate. Logo depois, Márcio cruzou e Léo Maringá cabeceou para empatar, 2×2 em um jogo eletrizante! E, de novo, um gol de jogo aéreo na deficiente defesa do Grêmio. Renato, que tinha justificado a saída de Leandro contra o Ypiranga (também em um empate) por ‘não ser batedor de pênaltis’, tirou o batedor oficial Borges e colocou Carlos Alberto.

Aos 29 do segundo tempo, depois de tanto falhar na defesa, Rafael Marques resolve no ataque: Rochemback cruza e ele desvia de carrinho para colocar o Grêmio pela terceira vez na frente. Cinco minutos depois, Alberto fez falta de amarelo, levou o segundo e foi para rua. Sem reação, o Cruzeiro se atirou para o ataque, contra um agora sólido Grêmio. Sem forças físicas, o time sensação do Gauchão, que não disputava a Primeira Divisão há 31 anos, encerrou sua participação com brilhantismo. Final, Grêmio classificado 3×2 Cruzeiro.

Ao Grêmio, resta apenas 90 minutos para o título.
Para eliminar duas decisões emboladas com o mata-mata da Libertadores.
E para Renato conquistar seu primeiro caneco no comando do Grêmio.

Feliz Páscoa!

22 de abril de 2011 0

O blog está de recesso até segunda-feira. Boa páscoa a todos!

Inter não vence em Caxias desde 2005; Juventude desde 2008

20 de abril de 2011 0

Juventude e Internacional se enfrentam no próximo domingo no estádio Alfredo Jaconi. Quem perder, dá adeus ao Gauchão 2011, e o classificado vai para a final da Taça Farroupilha, 2º turno da competição.  O jogo está marcado de forte expectativa, pois o alviverde mostra sinais de recuperação técnica depois de quatro anos desastrosos, caindo da Série A para a Série D.Já o Internacional terá o primeiro confronto no interior do técnico Paulo Roberto Falcão, no comando há duas partidas.

Ao longo da história, a vantagem do Internacional nos confrontos diretos é algo, digamos, abissal. São 182 jogos com 106 vitórias do Inter, 35 vitórias do Juventude, ocorrendo ainda 41 empates . 358 gols para o Inter e 166 para o Juventude.

Porém nos anos 90, o panorama foi bem diferente. Ao longo do período entre 1995 e 2001, o time caxiense teve mais vitórias que o Internacional, sobretudo em jogos decisivos. O Juventude eliminou o Colorado no Gauchão de 1996, na Copa do Brasil 1999 e ainda na decisão estadual em 1998.  A rivalidade se acirrou a níveis altíssimos, com diversas confusões dentro e fora de campo.Até mesmo nos confrontos pelo Campeonato Brasileiro, ocorre equilíbrio: 8 vitórias para cada lado e 3 empates em 19 jogos.

Porém desde 2005, a situação mudou. Somente em 2008 o Juventude terminou o ano com mais vitórias que o Inter (3×1), porém neste ano ocorreu o paradoxo: o Inter perdeu os três primeiros jogos, mas bateu o Ju na decisão do Gauchão por inacreditáveis 8×1, se sagrando campeão.

A última vitória colorada em Caxias ocorreu há cinco jogos, no Gauchão de 2005. Na ocasião, Edinho e Índio marcaram os gols da vitória colorada, com Bruno descontando para o Juventude. Curiosamente, o atual treinador do Juventude, Picoli, saiu desacordado de campo, em uma ambulância após choque de cabeça. No Inter, Tinga, Rafael Sobis e o provável reserva Índio jogaram naquele dia e devem atuar neste domingo.

FICHA DO JOGO:

Juventude 1 X 2 Internacional – 20/03/2005
Local: Alfredo Jaconi, Caxias do Sul; Arbitragem: Leandro Vuaden; Renda: R$ 100.080,00; Público: 12.650; Gols: Edinho (I), aos 14min do segundo tempo, Bruno (J), aos 27min50seg do segundo tempo, e Índio (I), aos 34min20seg do segundo tempo.; Cartões: Ageu, Daniel e Edu Silva (J), Edinho, Índio, Gavilán, Tinga e Wilson (I).

Juventude: Júlio Sérgio; Picoli (Daniel), Naldo e Ageu; Valentim, Camazzola (Rodrigo Silva), Lauro, Juliano e Edu Silva; Rodrigo e Marcelo (Bruno). Técnico: Ivo Wortmann.

Internacional: Clemer (André); Índio, Edinho e Wilson; Bolívar, Gavilán, Tinga, Fernandão e Jorge Wagner; Rafael Sobis e Diogo (Wellington). Técnico: Muricy Ramalho.


Já a última vitória do Juventude, tanto em Caxias do Sul quanto em qualquer outro local, ocorreu na final do Gauchão de 2008, primeiro turno. Na ocasião, um erro de Fernandão no último minuto de jogo, deu a vitória para o time caxiense. O gol foi de Maicon, no finalzinho da partida.

Juventude 1 X 0 Internacional – 27/04/2008
Local: Alfredo Jaconi, Caxias do Sul; Arbitragem: ; Renda: R$ 227.800,00.; Público: 13.385.; Gols: Maicon (J), aos 47min50seg do segundo tempo.; Cartões: Maicon (J), aos 47min50seg do segundo tempo. Cartões amarelos: Orozco, Ji-Paraná, Marcão (I), Márcio Alemão (J).

Juventude: Michel Alves; Hélder, Márcio Alemão, Nunes e Elvis; Renan (Hércules), Juan Peres, Lauro (Maicon) e Leandro Cruz (Márcio Goiano); Mendes e Ivo. Técnico: Zetti.

Internacional: Clemer; Índio, Orozco, Marcão; Bustos, Danny Morais, Magrão, Andrezinho (Adriano, 34min50seg2ºt) e Ji-Paraná (Titi, 18min2ºt); Nilmar (Iarley, 18min2ºt) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.


Últimos dez confrontos

  • 2007 – Juventude 2×1 Internacional – Brasileirão, 1º turno
  • 2007 – Internacional 3×0 Juventude – Brasileirão, 2º turno
  • 2008 – Internacional 0×1 Juventude – Gauchão, 1º turno
  • 2008 – Juventude 3×0 Internacional – Gauchão, 2º turno
  • 2008 – Juventude 1×0 Internacional – Gauchão, finais, 1º jogo
  • 2008 – Internacional 8×1 Juventude – Gauchão, finais, 2º jogo
  • 2009 – Juventude 3×3 Internacional – Gauchão, 2º turno
  • 2010 – Internacional 5×0 Juventude – Gauchão, 1º turno
  • 2010 – Internacional 2×0 Juventude – Gauchão, quartas-de-final do 1º turno
  • 2011 – Internacional 3×1 Juventude – Gauchão, 1º turno

TOTAL: 5V Inter, 1E, 4D Juventude, 25Gols Inter, 12 Gols Juventude

Perguntas que Paulo Odone não responde, temporada 2011

15 de abril de 2011 26
Depois do péssimo resultado em Santa Cruz de La Sierra, derrota de 3×0 para os reservas do já eliminado Oriente Petrolero, muitos questionamentos contra o técnico Renato Portaluppi. Sim, Renato errou demais na escalação, substituições, até mesmo na lista dos 25 da Libertadores.
Porém quem manda mais: o treinador ou o presidente Paulo Odone? Em momentos de dúvidas, cabe ao presidente indicar o caminho, orientar os próximos passos. Fazer o macroplanejamento da temporada, também conhecido como “estratégia”. E não é isto que vemos.
As perguntas abaixo são absurdamente simples, porém sem resposta da diretoria tricolor:
  • Até quando a gestão de futebol do Grêmio irá liberar as invencionices de Renato? Mudar o time sistematicamente no primeiro tempo é chamado por muitos de ‘coragem‘. Já eu chamo de ‘erro no planejamento‘, pois consiste em pensar mal o time, avaliar inadequadamente o adversário e ser surpreendido. Está na hora disto ter uma avaliação mais dura por parte da diretoria.
  • Até quando o presidente irá insistir no discurso de “raça“, “superação“, “imortalidade tricolor” e esquecer de montar bons times? Parece ser uma prerrogativa nos anos de gestão de Odone o culto à vontade em detrimento da técnica. Dá certo eventualmente, mas na maioria das vezes o melhor (ou um dos melhores), vence.
  • Até quando a Geral do Grêmio seguirá com os conhecidos privilégios, como viagens subsidiadas para Uruguai, Bolívia e Peru? Os conhecidos de sempre viajam para arrumar confusão até em Santa Cruz de La Sierra ontem. Só este ano foram incidentes registrados pela imprensa: Liverpool(em Montevidéu-URU), Ypiranga (em Erechim), Universidad (em Canoas), Lajeadense e Oriente Petrolero (em Santa Cruz de La Sierra-BOL). Teremos quantos mais?
  • Até quando seguirá a política de fritura branda no técnico Renato Portaluppi? Se Odone discorda dos métodos e da postura do time, deveria ter tido a coragem de não renovar em dezembro, suportando a fúria da torcida. A postura de criticar escandalosamente depois das derrotas só aumenta a divergência entre as duas idéias de futebol. Algo como “Nós ganhamos”, “eles empatam” (Renato + jogadores) e “O Renato perde”. Mesmo os quero-quero do Olímpico sabem que Odone é defensivista e Renato um amante do ataque. Porém esta discordância não pode ser a ponto de inviabilizar o vestiário.
  • Até quando haverá um excesso de liberdade nas contratações do técnico Renato? Até agora Odone  cedeu às nomeações de Renato, sem uma análise mais criteriosa da Diretoria de Futebol. A última foi trazer um meia-atacante problemático quando já tinha diversos jogadores para a mesma função (e que não conseguem jogar um do lado do outro). Para solucionar a complicada questão da 3º função de meio-campo, tirou Lúcio da sua posição preferida, ,abrindo outro ponto de discussão na lateral-esquerda. A Vice-Presidência de Futebol sob comando do educadíssimo Antônio Vicente Martins tem que ser soberana.
  • Talvez a pergunta mais importante: e a política de futebol para 2011? Ronaldinho não veio, Jonas foi embora e o time simplesmente não contratou atacantes. O time da Libertadores 2011 considerado ‘titular’ só tem um jogador contratado em 2011: Rodolfo. Ou seja, a tão criticada gestão Duda Kroeff deixou o time-base da administração seguinte.

Poucas perguntas. Todas simples.

Respostas? Paulo Odone…

Túnel do Tempo: há 25 anos, Senna vencia Mansell por míseros 0.014s em Jerez!

13 de abril de 2011 0

O autódromo de Jerez de la Frontera, na Espanha, ficou marcado por três grandes acontecimentos na história da sua curta passagem pela Fórmula-1. A pista situada na longínqua província de Cádiz teve um gravíssimo acidente em 1990, quando Martin Donnelly desintegrou sua Lotus e ficou em coma, atirado no meio da pista.

Lá ocorreu a vergonhosa manobra de 1997, quando Michael Schumacher jogou o carro para cima de Jacques Villeneuve na decisão do título (Schumacher quebrou e o canadense foi o campeão). Maiores detalhes: Dick Vigarista parte II: Jerez de la Frontera, ano de 1997

E teve, há exatos 25 anos, o segundo final mais emocionante da Fórmula-1. Foi neste mesmo 13 de abril em 1986 que o brasileiro Ayrton Senna bateu o inglês Nigel Mansell por ínfimos 0.014s, ou cerca de 75cm de vantagem na linha de chegada. Era a segunda prova da temporada, a primeira prova na pista de Jerez, extremamente afastada dos grandes centros e que manteve públicos ridículos na categoria ao longo de todos os anos. “Lá onde o vento faz a curva”, disse certa vez o sempre espirituoso tricampeão mundial Nélson Piquet.

Senna, como se tornaria um hábito em sua carreira, largou na pole-position com absurdos 0.8s de vantagem sobre o segundo no grid, Piquet. Atrás, Mansell, Alain Prost, Keke Rosberg e René Arnoux. A corrida se tornou uma monótona fila indiana (parecida com os tempos atuais), de pilotos segurando o consumo de combustível (reduzidos de 225 para 195 litros) e pneus.

No meio da prova, Senna foi ultrapassado por Mansell, que passou todo mundo e aproveitou uma confusão entre Senna e o retardatário Marc Surer. O brasileiro não desistiu e seguiu tentando dar o troco em Mansell, o que finalmente ocorreu. Prost, que vinha espreitando, aproveitou e passou o inglês no mesmo momento.Faltando oito voltas, Mansell trocou um pneu que esvaziava, retornando 20 segundos atrás e em terceiro.

Passou Prost rapidamente e começou a descontar os 19 segundos em apenas sete voltas. Na última volta, o inglês tirou absurdos 1.3s e tentou o bote final na reta de chegada. Ele  passou a apenas 0,014s do brasileiro (ou 93cm), na segunda chegada mais apertada da história da categoria.

Em sua autobiografia, Mansell disse que se a linha de chegada fosse cinco metros mais distante, teria vencido. Os pontos fizeram muita diferença no final do ano, quando perdeu o título para Alain Prost na última corrida, o GP da Austrália em Adelaide.

Vejam o compacto:

Aquela foi a terceira vitória na carreira de Senna, que tinha vencido antes no GP de Portugal em Estoril em 1985 e no GP da Bélgica do mesmo ano, em Spa-Francorchamps. Foi também a primeira vez que Ayrton Senna assumiu a liderança do Mundial de Pilotos na categoria.

  1. 1971 – GP da Itália, Peter Gethin x Ronnie Peterson – 0.010s
    GP da Itália de 1971: a chegada mais apertada da F-1 em todos os tempos
  2. 2002 – GP dos EUA, Barrichello x Michael Schumacher – 0.011 (esta não conta, foi a vergonheira em Indianápolis)
  3. 1986 – GP da Espanha, Ayrton Senna x Nigel Mansell – 0.014s
  4. 1982 – GP da Áustria, Elio de Angelis x Keke Rosberg – 0.050s
    Chegadas sensacionais: GP da Áustria de 1982 e triunfo italiano
  5. 1969 – GP da Itália, Jackie Stewart x Jochen Rindt – 0.080s
  6. 1954 – GP da França, Juan Manuel Fangio x Karl Kling – 0.100s
  7. 1955 – GP da Grã-Bretanha, Stirling Moss x Juan Manuel Fangio – 0.100s
  8. 1961 – GP da França, Giancarlo Baghetti x Dan Gurney – 0.100s
  9. 2000 – GP do Canadá, Michael Schumacher x Rubens Barrichello – 0.174s
  10. 2002 – GP da Áustria, Michael Schumacher x Rubens Barrichello – 0.182s (a grande vergonheira-mor, em Zeltweg)
    Ferrari fiasco, parte II: Austria 2002, o vexame