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Posts de abril 2011

1993 - Por que Falcão não deu certo no Inter

09 de abril de 2011 12

Sabem este time com salários em dia, organizado, infraestrutura completa de treinamentos, funcionários bem remunerados, administração de excelência e com jogadores que completam 100, 200 jogos pelo clube? Este é o retrato do Internacional após 2002. Pois esqueçam tudo isto. Estamos voltando 18 anos no tempo e o cenário era beeeem diferente…

O Internacional de 1993 era um dos mais bagunçados de uma época já conturbada, sob gestão do presidente José Asmuz. Depois de um primeiro semestre catastrófico, no qual foi eliminado da Libertadores na primeira fase, em último em um grupo de quatro no qual se classificavam três, foi eliminado pelo Londrina na Copa do Brasil e ainda perdeu o Gauchão por antecipação para o Grêmio. Nada menos impactante para um time mediano que só teve Jandir de contratação e cujo ataque foi formado por Jairo Lenzi e Rudinei, pois Gérson já sofria com sintomas da AIDS que lhe vitimaria no ano seguinte.

Este era o contexto sob o qual chegou Paulo Roberto Falcão para comandar o Inter no Brasileirão de 1993. Para completar as dificuldades, poucos reforços vieram, mas alguns jogadores de expressão na época: Paulinho McLaren, Mazinho Oliveira, Djair, Adílson (Baptista)… Também trouxe um zé ninguém chamado Beto Cruz, que começou como titular mas perdeu a posição para o igualmente péssimo Marcão. As esperanças coloradas estavam no ataque, de Paulinho e Wágner, que havia marcado época no Fluminense ao lado de Ézio.

Querem mais? Classificavam-se 3 de 8 times e o grupo do Inter era disparado o mais forte. Tinha um dos maiores times do futebol mundial na década, o bicampeão São Paulo de Telê Santana. Um surpreendente Corinthians, que ficou invicto toda a primeira fase com Mário Sérgio de técnico, Rivaldo, Winck, Válber, Viola e Zé Elias comandando o time. Um belíssimo Flamengo, de Marcelinho, Gilmar, Júnior Baiano, Edu Lima, Nélio, Casagrande. E um promissor Cruzeiro, com os experientes Roberto Gaúcho, Luís Fernando Rosa Flores e um garoto abusado, de 16 anos. Ronaldo…. E olha que o Bragantino também tinha um time muito competitivo.

Para completar, durante a Copa América o Inter simplesmente não fez amistosos nem uma pré-temporada, chegando no Brasileiro com pouco entrosamento. No primeiro turno, Wágner sofreu uma gravíssima lesão e ficou fora por mais de 1 ano. Paulinho manteve sua irregularidade (fez apenas seis gols em 14 jogos) e o time fracassava ofensivamente.

A inexperiência de Falcão, e a pressão por ser o maior ídolo da história do clube, ainda eram prejudicadas pela baderna fora de campo. Os salários atrasavam 2, 3 meses e alguns jogadores citavam contusões não-diagnosticadas, notadamente Djair e Mazinho Oliveira. A boa defesa, a despeito de alguns erros do ídolo Fernandez, era abalada pelos péssimos laterais, sobretudo no lado direito.

Ao longo da competição, o Inter em casa empatou 3 vezes: Bragantino, Corinthians e São Paulo, vencendo o resto com alguma facilidade. Como visitante, venceu o Bahia e empatou com o Bragantino. O grande desastre ocorreu na antepenúltima rodada, quando o totalmente eliminado Botafogo, que ficou mais de 10 rodadas sem fazer gol, venceu por 2×0. Isto obrigava o Inter a vencer o São Paulo e o Cruzeiro, empatando a primeira e perdendo a segunda de goleada.

Eliminado, o clube ia para mais uma discussão política, com Pedro Paulo Záchia ganhando facilmente a eleição. Ele queria que Falcão se tornasse dirigente das categorias de base, mas este não aceitou. Era o fim de sua passagem, de menos de 1 ano, comandando seu time do coração.

Sendo assim, afirmo que Falcão errou em aceitar ir para um clube que sequer pagava salários em dia. Não teve reposição após a lesão de Wágner. Errou principalmente na abordagem dos jogos fora de casa.

Mas também tinha um time inferior a pelo menos três dos sete adversários e deu um pouco de azar em jogos cruciais nos quais merecia melhor resultado (empates em casa contra Corinthians e São Paulo, uma imerecida derrota no Morumbi contra o mesmo Tricolor).

Time base:

Fernandez; Marcão (Beto Cruz), Adílson (Argel), Wladimir e Daniel (Zinho); Daniel Frasson, Djair, Élson e Mazinho Oliveira; Wágner (Mazinho Loyola) e Paulinho McLaren

CAMPANHA:

1º TURNO
São Paulo 3×2 Internacional
Internacional 1×0 Botafogo
Internacional 1×1 Bragantino
Corinthians 2×0 Internacional
Internacional 1×0 Bahia
Flamengo 3×0 Internacional
Internacional 3×0 Cruzeiro

2º TURNO
Bragantino 3×3 Internacional
Bahia 1×0 Internacional
Corinthians 1×1 Internacional
Internacional 2×0 Flamengo
Botafogo 2×0 Internacional
Internacional 1×1 São Paulo
Cruzeiro 4×1 Internacional

'El Pistoleiro', ex-gremista José Luis Garcés leva tiro da polícia no Panamá

08 de abril de 2011 0

Vocês lembram do atacante panamenho José Luís Garcez, contratado em 2004 e de meteórica passagem pelo Grêmio no nefasto ano de 2004? Foi baleado no último domingo e aguarda no hospital para ser levado a um presídio, aonde cumprirá 3 anos de sentença.Garcés estava em um táxi quando levou voz de prisão graças a um mandato expedido em 11 de março. Ele e seu irmão Marvin reagiram com tiros e Garcés levou dois tiros. Não corre risco de morte, mas está sob forte escolta policial na cidade de La Chorrea. A dica foi do jornalista João Renato Alves.

Contratado e com o apelido de “El Pistolero“, Garcez nem jogou no Olímpico apesar de ter feito toda a pré-temporada em Bento Gonçalves.”Me entusiasmei ao ver algumas fitas com jogos do Garcés”, disse o então Vice-Presidente de Futebol Saul Berdichvski. O que ele não sabia é que Garcés havia passado sete meses na prisão. Quando estava para vir ao Brasil, Garcés havia dito “minha vida de pistoleiro ficou para trás, é muito triste e dolorosa”.

‘Surpresa’ com as informações sobre o passado do atleta, a diretoria do Grêmio aos poucos tirou ele dos planos. Antes de abril, Garcés foi liberado para retornar ao San Francisco, time do Panamá.

Depois jogou pelo Nacional-URU, Belenenses-POR, CSKA Sofia-BUL e Acadêmica-POR, aonde também deu um sumiço.S eu último time foi o saudita Al-Ettifaq, em 2009. Marcou 25 gols em 69 jogos pela Seleção do Panamá. Desde então, José Luís Garces está parado sem jogar por causa dos problemas com a justiça panamenha, apenas treinando com o m esmo San Francisco local.

Link da notícia original: http://www.tvn-2.com/noticias/noticias_detalle.asp?id=49624

OPINIÃO: A hora e a vez de Paulo Roberto Falcão

07 de abril de 2011 16

No post anterior, explanei sobre os motivos pelos quais o técnico Celso Roth deve deixar o comando técnico do Internacional. Mas uma pergunta imediatamente deve ser respondida: “OK, Roth caiu. Quem vem?”. Baseado no histórico de lentidão da direção do Internacional em anunciar um novo treinador, algo que ocorre desde 2002, não imagino uma resposta rápida.

Porém esta pode ser, finalmente, a oportunidade de uma mudança de paradigma na filosofia de futebol do Internacional. Desde 2002, excetuando-se o período com Abel Braga e algumas fases de Tite, o Colorado ficou marcado por treinadores defensivos, nada ousados e conservadores na utilização de jogadores talentosos ao mesmo tempo.

Ivo Worthmann, Guto Ferreira, Celso Roth, Cláudio Duarte, Muricy Ramalho, Lori Sandri, Joel Santana, de novo Muricy, Alexandre Gallo, Mário Sérgio, Jorge Fossati e, de novo, Celso Roth, sempre foram técnicos que, em algum momento, foram taxados de ‘retranqueiros‘.

A citada reformulação nas idéias coloradas só pode ocorrer em uma escolha por treinadores que privilegiam o futebol ofensivo, de qualidade. Disponíveis, apenas dois: Dorival Júnior, quase demissionário no Atlético-MG.

E Paulo Roberto Falcão, hoje comentarista da Rede Globo. Este seria a minha escolha, vamos aos motivos.

PORQUE FALCÃO?

Antes de mais nada, Falcão foi um técnico inexperiente porém com méritos em seu trabalho de 1990 até 1995. Na sua passagem pela CBF, foi injustamente demitido após fazer exatamente o que foi pedido por Ricardo Teixeira: expurgar o time bagunçado de 1990. Levou para a Seleção jogadores que marcariam época no futebol mundial como Cafú e Mauro Silva.

Paulo Roberto Falcão - Foto site www.internacional.com.br

No Inter de 93, pegou um time com dificuldades ofensivas e, mesmo em um grupo dificílimo no Brasileirão, fez boa campanha com jogos épicos contra Corinthians e São Paulo. Passou ainda por América do México e um ainda amador Japão antes de ser um dos mais populares comentaristas do futebol brasileiro.

Há algum tempo Falcão demonstra interesse em retornar ao comando de um time. Suas idéias de futebol são claras, sempre expressas com firmeza nos espaço de rádio e TV. Premia por times técnicos e jogadores de qualidade. Seria ouvido pelos atletas e, ao mesmo tempo, não seria ‘engolido pelo vestiário‘ de jogadores multicampeões ou marrentos. Afinal, nenhum dos atletas no Beira-Rio tem cacife para dizer: ” e quem é tu para dizer que sabe algo?”. Para completar, quem conhece as histórias da biografia de Falcão sabe que ele sempre foi um dos atletas mais malandros dentro do vestiário.

No aspecto anímico, seria uma injeção de ânimo no torcedor. Até pelo bom retrospecto do rival Grêmio, que trouxe Renato Portaluppi, o maior jogador de sua história, para comandar o time. É verdade que Renato é mais experiente que Falcão, e estava em plena atividade como treinador. Mas o impacto positivo seria rigorosamente o mesmo.

MINHA OPINIÃO?

Siegmann irá apenas repetir todas as decisões de Fernando Carvalho. Vai querer, como ele, um treinador de ‘voz forte no vestiário’.

Irá escolher um técnico com linha dura, defensivo.

Dunga vem aí.


OPINIÃO: Porque Celso Roth deve (já devia) sair?

07 de abril de 2011 0

A derrota de 1×0 para o Jaguares, atual lanterna do Campeonato Mexicano, pela Copa Libertadores 2011,  é mais uma prova do ‘circo de horrores’ que a torcida do Internacional está sujeita já há algum tempo. Desde o título da Taça Libertadores, bisando o fiasco do Cruzeiro de 1997, praticamente nada foi feito de maneira correta no futebol colorado.

Celso Roth está no clube até o Inter ser eliminado da Libertadores. Ou até acabar a paciência da diretoria contra a fúria da torcida. Isto pode ocorrer ainda hoje, na volta da viagem do México. Talvez seja este o momento de uma guinada, uma quebra de paradigma, dentro do futebol colorado. Explicações vagas dos jogadores, treinador e dirigentes só pioraram o clima, causando enxurradas de comentários e e-mails de colorados nas redes sociais e redações dos meios de comunicação.

RELATO DE UM FRACASSO

Após o título da Libertadores, os erros começaram no Beira-Rio. Primeiro, o excesso de cautela e a dúzia de jogos com time misto ou reserva no segundo semestre, culminando com a péssima sétima colocação no Brasileirão. Depois, a falta de coragem de Roth em tirar os titulares, em péssima fase, Wílson Mathias, Tinga e Alecsandro, deixando Giuliano, Oscar e Leandro Damião apenas como opção no banco de reservas.

A opção por um esquema 4-2-3-1 que claramente prejudicava o melhor futebol de Rafael Sobis, isola o centroavante (seja quem for) e deixava o time ineficiente no ataque. Em diversos jogos, o Inter tocava a bola, tocava a bola e nada. Para completar, uma zaga velha e lenta:  os quatro principais  zagueiros estão acima de 30 anos. Um deles, o multicampeão Índio, já passou dos 35 jogando mal e foi bizarramente premiado com mais dois anos de contrato. O ápice da trajetória do fracasso ocorreu obviamente na derrota de 2×0 para o TP Mazembe em Abu Dhabi.

Quase tudo é de responsabilidade do técnico Celso Roth. Mas não tudo. O paradoxo se vê quando a Internazionale, campeã mundial e igualmente pressionada pelos péssimos resultados, demitiu o técnico campeão Rafa Benítez. Já o Inter, que terminou em terceiro, manteve o treinador. Informações de bastidores indicam que o aval de Fernando Carvalho foi crucial para esta manutenção.

Em 2011, o ano começou auspicioso para o time: quatro reforços de boa qualidade foram contratados, e muitos jogadores insuficientes foram liberados. Porém o exagero na utilização do fraco Inter-B, culminando com o mico na Taça Piratini, obrigou o vice-presidente Roberto Siegmann a uma decisão radical, e na minha opinião, corretíssima: o fim deste grupo que não acrescenta nada tecnicamente, custa uma fortuna e só serve para beneficiar atletas medianos e seus procuradores. Siegmann mostrou ousadia ao rejeitar os preceitos de Fernando Carvalho, idealizador e maior defensor do Inter-B, e rapidamente liberou 20 jogadores.

Depois, o time ficou 15 dias sem jogar, apenas treinando. Começou bem, goleando o Ypiranga, seguido por um empate em 3×3 com o Caxias e uma vitória de goleada sobre o horrendo Jorge Wilstermann na Libertadores. Um tropeço em casa, 0×0 com o Novo Hamburgo, seguido por um 1×0 no São José, outro 0×0 no Beira-Rio contra o São Luiz, e um 3×0 no mesmo J. Wilstermann. Um magro 1×1 com o Lajeadense e a derrota de ontem.

Os problemas são vários: insistência com jogadores em fase técnica deplorável, como Nei, Wílson Matias e Índio. Falta de poder ofensivo para armar jogadas contra adversários retrancados. E uma visível falta de comprometimento nos últimos jogos. Sinais do fim do controle de Roth sobre o grupo, algo tão valorizado pelos dirigentes nos últimos meses. Sem contar a insistência por ações defensivas e a manutenção do ineficiente 4-2-3-1 com meias que fazem poucos gols. A substituição do cansado Bolatti por um volante, o já famigerado Wílson Mathias, com o Inter já perdendo para o Jaguares, apenas ilustra os equívocos de um técnico perdido.

Existe algo no futebol: o fato novo. A dupla Gre-Nal, excetuando-se nas desastrosas contratações de Joel Santana (Inter, 2004) e Paulo Autuori (Grêmio, 2009) sempre melhorou consideravelmente com o novo treinador. Ano passado, o Tricolor conseguiu isto com a saída de Silas.

Ou seja: Roth já foi, só não sabe ainda a data.

E quem seria o substituto? Vejam no próximo post…

Opinião: até quando pilotos vão morrer para algo ocorrer na CBA

04 de abril de 2011 2

A trágica morte de Gustavo Sondermann, aos 29 anos em uma corrida de Copa Montana ontem em Interlagos explodiu uma revolta que já ocorria há algum tempo no meio do automobilismo brasileiro. O que era silencioso ficou evidente e, acima de tudo, cristalino nos comentários de pilotos e jornalistas brasileiros especializados no assunto.

É evidente que o acidente é inerente ao esporte automotor, e que uma batida especificamente em “T”, ou seja, quando um piloto fica atravessado na pista e recebe um choque de outro carro em alta velocidade, é a mais mortífera de todas. Exatamente como a de ontem com Sonderman, e igualzinha à morte de Rafael Sperafico em 2007 na mesma curva.

O problema é que não foi o primeiro e nem será o último acidente na Curva do Café e não se vê definições da Confederação Brasileira de Automobilismo, uma entidade encastelada em si só (CBF), muito longe do esporte o qual se diz representante (na FIA, inclusive) e, principalmente, dos anseios da comunidade esportiva.

Isto é um reflexo do descaso no qual a entidade está mergulhado desde os nefastos anos sob comando de Paulo Scaglione, entre 2001 e 2009. A atual gestão de Cleyton Pinheiro recebe igualmente as mesmas críticas. Hoje um piloto de Stock Car paga 40 mil reais só para se inscrever na categoria máxima do automobilismo brasileiro, e o mesmo ocorre em todas as demais divisões e níveis.

Não existem critérios técnicos e o interesse financeiro impera absoluto em todas as categorias, cmo disse o jornalista Victor Martins em um longo desabafo “A Hora da Mudança. Ou seja, com dinheiro qualquer um pode correr em qualquer categoria. Para piorar, nada deste dinheiro vai para os esportes de base ou condições de segurança das pistas, como a ultrapassada Tarumã.

Sobre Interlagos, palco da Fórmula-1 desde 1990, o primeiro comunicado do presidente Cleyton Pinheiro foi colocar a culpa na FIA. Duvidam? Então leiam por vocês mesmos. Enquanto isto, ano passado o vice-presidente da CBA, Antonio dos Santos Neto, foi preso em setembro por fraude na Secretaria de Saúde do Pará. O ex-presidente da Federação Paraense (que não faz nada pelo esporte), segue no site oficial da entidade.

Hoje, o jornalista e acima de tudo amante do automobilismo Galvão Bueno fez uma “Carta Aberta” pedindo providências ali. Bruno Senna, Rubens Barrichello e Felipe Massa (amigo de infância de Sondermann) mostraram irritação e tristeza com o acidente que vitimou Sondermann.

Todos estes acidentes terem ocorrido na “Curva do Café” em Interlagos parecem ser sintomáticos. Falta coragem de mudar aquela pista, recuando as arquibancadas e aumentando a área de escape, ou simplesmente colocando uma chincana ali. Os pilotos que atuam no Brasil se mostraram profundamente tristes e revoltados, acusando a CBA de absoluto descaso com o esporte no país.

Felipe Maluhy, da Stock Car,  informou que desde 2008, após o acidente de Sperafico, se cogitam mudanças. A mais simples é a criação da chincana móvel utilizada em provas de motociclismo, e a outra é o já especificado recuo da arquibancada. Na primeira, os pilotos reclamaram e na segunda as questões financeiras rechaçaram.

Sérgio Jimenez, da veloz categoria GT3, chutou o balde: “Vão esperar quantos pilotos se fuderem pra fazer área de escape ali? Pagamos impostos pra quê? O templo do automobilismo brasileiro, custa afastar o muro? Custa quanto? É muito difícil ou vamos esperar morrer mais um piloto?”

Se vocês acham que pilotos não fazem nada pela categoria, vejam o que Émerson Fittipaldi e Jackie Stewart fizeram pela seguranças nas pistas do mundo inteiro na inesquecível série “Segurança nas Pistas”, do Almanaque Esportivo

VEJA TAMBÉM – OUTROS ACIDENTES NA CURVA DO CAFÉ

Rafael Sperafico morreu em 2007 na Stock Car:

Este ano, o fotógrafo João Lisboa, de 52 anos, morreu ali em um ‘track day’, com a pista aberta ao grande público. Ali também ocorreu o gravíssimo acidente de 2003 na Fórmula-1, envolvendo Mark Webber, Fernando Alonso e Giancarlo Fisichella.


Mais um acidente em 1999, quando o francês Stephane Sarrazin bateu e ricocheteou para dentro da pista no GP Brasil de F-1, mas felizmente ninguém o acertou:


SÉRIE COMPLETA – SEGURANÇA NA FÓRMULA-1


Há algo de muito podre no Reino da Confederação Brasileira de Automobilismo.

E não é de agora.

Com informações do site Grande Prêmio – http://www.grandepremio.com.br

O futebol italiano ainda pulsa: Napoli faz virada histórica e sonha com título

03 de abril de 2011 0
Depois do histórico Napoli 4×3 Lazio no entupido estádio San Paolo em Nápoles, voltei a acreditar no renascimento do futebol italiano. Passei a vida assistindo o melhor futebol do mundo no Campeonato Italiano. Os jogos, com imagens da RAI, passavam na hora do almoço e podíamos ver a nata do futebol mundial: Maradona, Van Basten, Gullit, Baresi, Maldini, Careca, Rikjaard, Mancini, Matthaus, Klinsmann, e bota etc… Até 2003 o futebol italiano vivia um bom momento, que paradoxalmente não se refletia em títulos da Seleção Italiana.
De lá para cá, uma onda violentíssima de mortes dentro e fora dos estádios, e escândalos sucessivos de corrupção que causaram até o rebaixamento da poderosa Juventus e punições para Lazio, Milan e Fiorentina, afundou o futebol italiano. Gradualmente, o público sumiu dos estádios, os craques migraram para a Espanha, Inglaterra e Alemanha.
Somente a Internazionale se manteve competitiva, se sagrando campeã européia na última temporada. O título na Copa do Mundo de 2006 mais premiou uma geração de ouro italiana no final de suas carreiras, do que propriamente refletia uma organização no futebol local.
A média de público despencou para 24 mil torcedores, muito pouco acima da já criticada média dos estádios brasileiros. A Alemanha tem quase o dobro, e a Inglaterra muito perto disto (e com estádios muito menores). A renovação no futebol italiano não existe, enquanto isto, os alemães revelam jogadores às dúzias, garantindo renovação para os próximos dois ou três Mundiais.
Pior que tudo isto é o estilo de jogo na Itália. Times defensivos eram regra, mas não unanimidades nos anos 80 e 90. Se havia o defensivo Milan invicto de Fabio Capello no início dos anos 90 ou a forte Juventus de Carlo Ancelotti alguns anos depois, vimos também o mesmo Milan com o trio holandês, a Roma de Totti e Batistuta, e a Lazio de Verón, Crespo e Mancini.
Hoje, enfim, vi algo diferente. Precisando vencer para assumir o segundo lugar e ainda sonhando com os títulos, o Napoli pegava um adversário complicado. A Lazio passou o jogo inteiro atacando, ignorando a pressão do entupido San Paolo, cujo clima relembrava os míticos duelos contra a Juventus de Platini e o Milan de Van Basten.
E foi a Lazio que saiu na frente, com um golaço de Stefano Mauri aos 29 do primeiro tempo. Nervoso, o Napoli não criava chances concretas e sofria com os contra-ataques. Em uma bola parada, o brasileiro André Dias ampliou aos 14 minutos do segundo tempo. Então, a reação fulminante: primeiro Andrea Dossena e depois o uruguaio Edinson Cavani empataram o jogo em menos de cinco minutos, 2×2.
Quando todos imaginavam uma virada napolitana, um erro de arbitragem: o veterano volante Cristian Brocchi chutou de longe, a bola bateu no travessão e entrou, saindo imediatamente. Gol não-marcado para a Lazio, para desespero dos ‘laziale’, em lance idêntico ao chute de Frank Lampard contra a Alemanha na última Copa. Porém a Lazio continuou em cima e, um minuto depois, Mauro Zárate chutou forte, o goleiro espalmou e Salvatore Aronica marcou um gol contra, Lazio 3×2. Tudo isto em dez minutos, quatro gols.
O jogo acabou? Que nada, o Napoli teve um pênalti em Cavani, que ele mesmo converteu, 3×3 aos 35 do 2º tempo. Com um a mais após a expulsão de Giuseppe Biava, o Napoli foi com tudo e virou aos 43 minutos, quando o herói Cavani marcou seu terceiro gol no jogo, 25º na Série A e fechou o placar, 4×3 para o Napoli. Outro Giuseppe, o Sculli ainda foi expulso nos acréscimos, deixando a Lazio com nove atletas até o final do jogo.
O título é quase do Milan. O Napoli sonha com a Liga dos Campeões.
Mas os torcedores de Nápoles e de Roma reviveram o quanto o futebol pode ser apaixonante.
Estádio cheio, muitos gols, times ofensivos, viradas e um resultado heróico para o time da casa.
Ao menos neste domingo, tivemos carnaval em Nápoles.

HISTÓRIA DO FUTEBOL - Site com fotos raríssimas e sensacionais

01 de abril de 2011 0

Imagens raras, momentos históricos do futebol mundial. Ou lances desconhecidos de atletas que há muito já se foram. Mais de um século de imagens obtidas em um arquivo pessoal mantido por jornalistas ingleses estão disponíveis na internet.

Por uma indicação do amigo de longa data Alexandre Aníbal, conheci o site de imagens ‘The Football Archivist“, “O Arquivo do Futebol” em uma tradução literal do inglês.

O site é simplesmente espetacular. São mais de 100 fotos entre 1893 e 1982, se eu não me engano. Não vou ficar enrolando, apenas colocarei abaixo algumas das imagens mais legais. Como não consegui deduzir se posso usar as imagens ou não, deixei apenas os links.