Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Posts de maio 2011

Manchester United vs. Barcelona, round IV - Final da Liga dos Campeões de 2009

27 de maio de 2011 0

Em 2009, Manchester United e Barcelona fizeram o confronto direto mais importante de suas histórias. De um lado, o time inglês, já tricampeão e buscando ser o primeiro time campeão consecutivo da Liga dos Campeões, desde o início do novo formato em 1993. Do outro, o gigante catalão buscando o tricampeonato europeu. Mais do que isto, a Tríplice Coroa, pois já havia obtido o título espanhol e da Copa do Rei. A decisão seria no majestoso estádio Olímpico de Roma.

Como atual campeão, teoricamente o time inglês seria o favorito. Porém não era isto que ocorria naquele time. Com Cristiano Ronaldo praticamente de saída (isto se confirmaria 2 meses depois), o time carecia de conjunto, tinha problemas com lesões e uma fase ruim de boa parte dos titulares.Michael Carrick e Anderson, que então jogava de volante, viviam um momento muito ruim.

Depois de uma primeira fase irregular, líder com 2 vitórias e 4 empates contra o Villarreal (Espanha), Aalborg (Dinamarca) e Celtic Glasgow (Escócia), o Manchester embalou na fase de mata-mata: despachou Internazionale, Porto (com direito a um gol histórico de Cristiano Ronaldo) e o arquirrival Arsenal com uma goleada nas semifinais de 4×1.

Já o Barcelona, em seu primeiro ano sob comando de Pep Guardiola, tinha um time que encantava a cada jogo e era o favorito dos torcedores e da imprensa. Em uma fase brilhante, o argentino Lionel Messi fazia uma dupla incrível no ataque com o camaronês Samuel Eto’o. Iniesta e Xavi começavam a montar o senhor meio-campo de futebol que assombraria o mundo pelos próximos anos.

Depois de atropelar na primeira fase o Sporting Lisboa (Portugal), o Shakhtar Donetsk(Ucrânia) e o Basel(Suíça), o Barcelona surrou o Lyon e o Bayern de Munique antes de duelos históricos contra o Chelsea. 0×0 no Camp Nou e 1×1 no finalzinho com um golaço de Iniesta garantiram a vaga na final, em um jogo fenomenal marcado pela polêmica arbitragem de Tom Henning Øvrebø, que teve quatro reclamações de pênalti do time inglês (eu teria dado 2 deles sem nem pensar) .

Na decisão, o jogo começou com uma blitz do Manchester United. Em menos de 10 minutos, o United perdeu três chances boas de gol com Cristiano Ronaldo, com o Barcelona visivelmente perdido. Então, o lance que decidiu o jogo: Iniesta conduziu a bola com liberdade sobre Carrick e Anderson e achou Eto’o. Este se livrou de Nemanja Vidic e chutou forte para fazer 1×0.Perdido, o Manchester viu Messi chutar perto do travessão dez minutos depois.

A estratégia do técnico Alex Ferguson de deixar Carlos Tévez, em grande fase, no banco, centralizar Wayne Rooney e adiantar Cristiano Ronaldo se mostrava um naufrágio completo. Xavi em falta e Messi em jogada individual deram sustos à Van der Sar, em uma noite surpreendentemente insegura.

No segundo tempo, Ferguson voltou ao esquema padrão, colocando Tévez no ataque e recuando Cristiano Ronaldo. Mas nem assim segurou, pois Thierry Henry e Xavi (de falta novamente e desta vez no travessão) quase ampliaram. O Manchester até tentou avançar, mas não conseguia controlar o jogo no meio-campo. Em atuação brilhante, Xavi comandava o setor e puxava os ataques blaugrana. A saída de Park para a entrada de Berbatov bagunçou o jogo de novo e decidiu a partida.

Aos 24 minutos, Xavi cruzou e o pequenino Messi cabeceou no alto, cruzado, marcando 2×0. Na saída de bola, Cristiano Ronaldo quase descontou para o United, mas depois não teve jeito. Nos minutos finais, a raça inglesa se tornou violência e Ronaldo, mais Paul Scholes, fizeram lances desleais passíveis de expulsão, mas só receberam amarelo. Aos espanhóis, algumas chances em contra-ataque, mas o título estava assegurado.

COMPACTO DO JOGO:

O Barcelona era tricampeão europeu! Até o final daquele ano, o Barcelona ainda conquistaria a Supercopa Espanhola e Européia e o Mundial de Clubes da FIFA. Todos os seis títulos no ano. É mole?

FICHA DA DECISÃO

27 de maio de 2009
ESTÁDIO OLÍMPICO DE ROMA (ITÁLIA)

BARCELONA: Valdés, Puyol, Touré, Piqué e Sylvinho; Busquets, Xavi e Iniesta (Pedro); Messi, Eto’o e Henry (Keita). Técnico: Pep Guardiola

MANCHESTER UNITED: Van der Sar, O’Shea, Ferdinand, Vidic e Evra; Carrick, Anderson (Tevez), Giggs (Scholes) e Park (Berbatov); Rooney e Cristiano Ronaldo. Técnico: Alex Ferguson


SÉRIE COMPLETA DOS DUELOS ENTRE BARCELONA E MANCHESTER UNITED

Venezuelano sofre acidente fortíssimo na Indy Lights em Indianápolis

27 de maio de 2011 2

O venezuelano Jorge Gonçalves escapou ileso de uma batida violenta na corrida desta sexta-feira pela Indy Lights em Indianápolis. Faltando sete voltas para o final, Gonçalves  disputava posição com Anders Krohn e Bryan Clauson, quando Krohn perdeu o controle e rodou. Para desviar do companheiro de equipe, Gonçalves reduziu e desviou, perdendo o controle do carro e batendo espetacularmente no muro interno do circuito.Por algum milagre, Gonçalves não se machucou. A prova foi vencida pelo norte-americano Josef Newgarden.  Vejam as imagens:

Minha memória recordou outro acidente, este de triste lembrança. Nas 500 milhas de Indianápolis de 1973, o piloto Swede Savage perdeu o controle e bateu na mureta interna da pista, tal qual ocorreu com Gonçalves.Porém o resultado foi catastrófico, o carro explodiu no choque e se desintegrou. Um mecânico de sua equipe, Armando Teran, saiu correndo para ajudar mas foi atropelado por um caminhão de bombeiros e morreu imediatamente.

Savage liderava a prova naquele momento. Milagrosamente, ele saiu da pista consciente mas com várias lesões. No hospital, recebeu uma transfusão de plasma contaminado e desenvolveu Hepatite-B. Savage, de 27 anos, morreu de falência do fígado 33 dias depois do acidente.

Manchester United vs. Barcelona, round III - Os épicos jogos de 1994, 98 e 2008

27 de maio de 2011 0

Depois de contar dois mata-matas nos quais o Manchester United venceu o Barcelona, agora iremos contar a história de jogos bem mais recentes. O primeiro na fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa 1994/95, quando o Barça empatou em 2×2 no Camp Nou e surrou o Manchester por impiedosos 4×0 no Camp Nou. Depois, empates em 3×3 na temporada 1998/99. E por último, as semifinais da Liga na temporada 2007/08.

1994/95 – LIGA DOS CAMPEÕES DA EUROPA

O Barcelona ainda lambia as feridas da derrota na final da Liga anterior, quando perdeu para um destroçado Milan (muitos desfalques) por 4×0. Ainda com Romário e Hristo Stoichkov, o time espanhol saiu atrás com um gol de Hughes. Mas no primeiro tempo, o “Baixinho” Romário empatou em jogada de alta velocidade. No segundo tempo, Bakero fez 2×1 e parecisa selar a vitória dos visitantes. Porém um gol espetacular de Lee Sharpe, de letra, selou o empate em Old Trafford. Veja os gols: http://www.youtube.com/watch?v=21Z6CVFOSrY

No segundo turno daquela fase de grupos, o Barcelona trucidou o United. Enfiou estrondosos 4×0 sem nenhuma apelação, em um ‘vareio de bola’ no Camp Nou.  Sem Peter Schmeichel e Eric Cantona (na época apenas 1 estrangeiro era permitido), o Manchester já levou 2×0 no primeiro tempo, gols de Stoichkov e Romário. Na etapa complementar, o búlgaro fez mais um antes que Albert Ferrer completasse o marcador, para delírio dos 115 mil torcedores presentes ao estádio do Barcelona. Naquele time começava a brilhar um jovem volante chamado Josep Guardiola, hoje treinador do Barcelona… Vejam os gols: http://www.youtube.com/watch?v=2A4OcyS2KPM

1998/99 – LIGA DOS CAMPEÕES DA EUROPA

O segundo duelo é da temporada 1998/99, também pela fase de grupos da Liga dos Campeões. Na ocasião, em um “grupo da morte” o Barcelona (que fazia 100 anos naquela temporada) ficou na mesma chave do Manchester United, do Bayern de Munique (que seria o vice-campeão) e do pobre Brondby (Dinamarca), obviamente massacrado pelos gigantescos rivais. Então ocorreram dois empates em 3×3, sendo que o segundo eliminou o Barça da disputa e abalou a moral do técnico Louis Van Gaal.

No primeiro jogo em Old Trafford, o Manchester abriu 2×0. Com sua formação dita “perfeita”, com Roy Keane, Paul Scholes, Ryan Giggs e David Beckham, o time de Ferguson saiu na frente com gols de Giggs e Scholes. Mas comandado por Rivaldo, o Barcelona empatou no segundo tempo com os brasileiros Sonny Anderson e Giovanni (de pênalti). Beckham marcou um golaço de falta e fez 3×2, mas Luís Enrique,  novamente de pênalti, empatou e fechou em 3×3. Vejam os gols: http://www.youtube.com/watch?v=R4USdxYBMxE

No jogo de volta, o Barça precisava vencer para seguir vivo e logo a um minuto de jogo, fez 1×0 com Sonny Anderson. O Manchester empatou ainda no primeiro tempo com Dwight Yorke. Na etapa complementar, Andy Cole virou para 2×1 logo no início em uma grande tabelinha com Yorke. Mas Rivaldo descontou minutos depois em cobrança de falta. Aproveitando erros defensivos do Barcelona, Yorke marcou de novo para o United, antes de Rivaldo marcar um gol histórico, de bicicleta. Ele ainda chutou um míssil no travessão e ainda deixou Giovanni livre com um passe de calcanhar, mas o brasileiro errou e selou o marcador em um novo espetacular 3×3. Vejam os gols: http://www.youtube.com/watch?v=w3Lltd_g82c

2007/08 – LIGA DOS CAMPEÕES DA EUROPA

O último grande enfrentamento entre estes gigantes do esporte mundial por fases preliminares em competições européias ocorreu em 2008. Na ocasião, o Manchester havia eliminado a Roma na fase anterior, enquanto o Barça havia batido o Schalke 04. No time inglês, Cristiano Ronaldo fazia uma temporada assombrosa ao lado de Wayne Rooney e Carlos Tévez, enquanto o Barcelona de Lionel Messi, Xavi e Iniesta vivia os últimos momentos sob comando de Frank Rikjaard, com um time já desgastado em sua maneira de jogar.

O primeiro jogo foi um horror, 0×0 na Espanha. A única coisa de realmente legal na partida foi o pênalti desperdiçado por Cristiano Ronaldo bem no início do jogo, e mais algumas boas defesas de Edwin Van der Sar. Vejam o compacto: http://www.youtube.com/watch?v=iiTUCQ2jd8c.

A segunda partida foi bem mais interessante, com chances de gol de ambos os lados. Logo no início, Paul Scholes marcou um gol característico de seu talento: um petardo ‘do meio da rua’. Depois, Ji Park-Sung, Deco, Nani (3x), Tévez e por último Thierry Henry desperdiçaram chances claras em um jogão de bola, que classificou o Manchester para a final contra o Chelsea (da qual sairia campeão). Vejam o compacto: http://www.youtube.com/watch?v=yZobrNI2yC4

SÉRIE COMPLETA DOS DUELOS ENTRE BARCELONA E MANCHESTER UNITED

Manchester United vs. Barcelona, round II - Final da Recopa Europeia em 1991

26 de maio de 2011 1

Continuando a série preparatória para a decisão da Liga dos Campeões da Europa, sábado entre Manchester United e Barcelona, vamos viajar no tempo até 1991. Depois de contarmos a história do jogo de 1984, pelas quartas-de-final da Recopa, vamos recordar a decisão entre estas duas equipes há exatos 20 anos, pela mesma Recopa (hoje extinta).

De um lado, o Barcelona que iniciava uma trajetória que lhe deixaria no topo do futebol europeu em menos de uma temporada. Já comandada pelo gênio inquieto do holandês Johan Crujff, o Barça tinha o talento do zagueiraço Ronald Koeman, a classe superior do dinamarquês Michael Laudrup e o oportunismo do artilheiro Julio Salinas. Faltavam ainda os craques Hristo Stoichkov e Romário, que chegariam na temporada seguinte.

Já o Manchester United no início de sua fase vitoriosa, já possuía a espinha dorsal defensiva de Dennis Irwin, Gary Pallister e Steve Bruce. No meio, a categoria de Bryan Robson e o dinamismo de Paul Ince, e no ataque a eficiência do galês Mark Hughes. O treinador já era Alex Ferguson.

O jogo único foi disputado no belo De Kuip, estádio do Feyenoord em Roterdã-HOL. Era a primeira decisão de um time inglês após os cinco anos de suspensão de todas as competições europeias após o massacre de Heysel, quando dezenas de torcedores da Juventus morreram após distúrbios com a torcida do Liverpool. Cercado de um colossal sistema de segurança, 50 mil torcedores assistiram um bom jogo.

Levemente inferior tecnicamente, o Manchester aproveitou a falta de experiência dos espanhóis contra o estilo direto de jogo, já que há anos nenhum time do continente tinha jogos oficiais contra os clubes ingleses. Enquanto o Barça tentava tocar a bola, o United abusava do jogo aéreo e das estocadas em velocidade.

Foi assim que saiu o primeiro gol já no segundo tempo, aos 23 minutos em conclusão de oportunismo de Hughes. Logo depois, o centroavante drbilou o goleiro Busquets (pai do atual volante do Barcelona Busquets) e, quase sem ângulo, chutou forte para fazer 2×0. Aos 35 do segundo tempo, Koeman(o maior zagueiro-artilheiro da história do futebol) bateu falta, o goleiro Les Sealey falhou e diminuiu para o Barcelona, 2×1. Dali em diante o Barça, mesmo com 1 jogador a menos (Nando expulso), massacrou o United, Mas a barreira defensiva inglesa se segurou e o Manchester foi campeão, primeiro título europeu de Ferguson no comando do time.


SÉRIE COMPLETA DOS DUELOS ENTRE BARCELONA E MANCHESTER UNITED

Manchester United vs. Barcelona, round I - Recopa Europeia de 1984

26 de maio de 2011 0

De hoje até sábado, vamos contar aqui no Almanaque Esportivo a história de duelos históricos entre Manchester United e Barcelona, finalistas da Liga dos Campeões da Europa em Londres. A capital inglesa receberá dois tricampeões europeus, e somente um obterá o tetra da Liga.

Estas duas equipes já se enfrentaram em finais européias (Recopa em 1991, Liga dos Campeões em 2009), e tiveram duelos épicos nas temporadas de 1984, 1994, 1999 e 2008. Serão estas histórias a serem contadas a partir de agora, na contagem regressiva da grande decisão no templo sagrado de Wembley.

A primeira história é uma das mais marcantes. Pelas quartas-de-final da Recopa Europeia, competição extinta que reunia os campeões das copas nacionais de cada país, Manchester United e Barcelona se enfrentaram na Espanha e depois na Inglaterra. De um lado, o Barcelona com os astros Bernd Schuster e Diego Maradona. Do outro, um time que tinha os talentos de Bryan Robson e Norman Whiteside.

No primeiro jogo, o Barcelona enfiou 2×0 no Camp Nou lotado. Porém o resultado não fez jus à partida, pois o United jogou bem e merecia melhor sorte. Tanto é que os gols foram de Graeme Hogg (contra) e  Rojo, já nos acréscimos. Sendo assim, a confiança dos quase 60 mil torcedores do United no jogo de volta era grande. Todos confiavam em uma grande atuação de Robson, conhecido também como “Capitão Marvel“. E foi isto que ocorreu em uma épica noite na qual o Manchester United superou o Barcelona!

O jogo começou com uma blitz inglesa no clássico estilo de jogo vertical e bolas longas, o ‘kick-and-rush’. Foi assim que o time do técnico Ron Atkinson imprensou os catalães em seu campo até que Bryan Robson, em jogada ensaiada de escanteio após desvio do redimido Graeme Hogg, fizesse  1×0 aos 27 minutos. O United seguiu pressionando, e Maradona tentava empurrar o Barça para o ataque, sem sucesso. Depois de inúmeras chances de gols perdidas, terminava o primeiro tempo.

Na etapa final, a pressão do time da casa foi ainda superior. A saída de bola do Barcelona foi testada até seu limite, com êxito: depois de recuada errada de Pinto e rebatida do goleiro Urruti, o Manchester perdeu 2 gols no mesmo lance antes que Robson aproveitasse rebote de Urruti e fizesse 2×0.

Dois minutos depois, com o Barcelona atordoado, nova sequência de conclusões e Frank Stapleton fuzilou o arco catalão desguarnecido, Manchester 3×0. Precisando de um gol  para levar o jogo às penalidades máximas, a equipe espanhola foi para o ataque e teve chances com o gênio de Maradona, sem resultado.

Final, Manchester classificado, invasão de campo. Loucura em Old Trafford:


SÉRIE COMPLETA DOS DUELOS ENTRE BARCELONA E MANCHESTER UNITED

Janela de Transferências - Gilberto Silva pode jogar antes de agosto

24 de maio de 2011 1

Entrou com força a discussão sobre a Janela de Transferências, especialmente para o caso do volante Gilberto Silva, novo contratado do Grêmio. Na minha opinião, por ele ter encerrado o contrato no dia 30 de junho com o Panathinaikos da Grécia, não se aplicaria o regulamento das Janelas de Transferências.

No artigo seis do documento oficial da FIFA, fica clara a exceção para jogadores com o passe livre. A FIFA não quer que atletas sem contrato sejam impedidos de trabalhar, vai contra qualquer regulamentação trabalhista. Ela apenas controla as transferências, pois para haver uma transferência é necessário um contrato em vigor.

Gilberto Silva só em agosto? Não é o que eu penso - Franck Fife, AP

CONFIRA ABAIXO O TEXTO ORIGINAL:

Article 6 Registration periods
1. Players may only be registered during one of the two annual registration periods fixed by the relevant association. As an exception to this rule, a professional whose contract has expired prior to the end of a registration period may be registered outside that registration period. Associations are authorised to register such professionals provided due consideration is given to the sporting integrity of the relevant.

The first registration period shall begin after the completion of the season and shall normally end before the new season starts. This period may not exceed twelve weeks. The second registration period shall normally occur in the middle of the season and may not exceed four weeks. The two registration periods for the season shall be communicated to FIFA at least 12 months before they come into force. FIFA shall determine the dates for any association that fails to communicate them on time.

Tradução livre do trecho em vermelho:

“…Como exceção à esta regra, um profissional cujo contrato expirou antes do fim da janela pode ser registrado fora do período de janela…”

Vamos aos fatos:

- Transferências nacionais são de responsabilidade da CBF e internacionais seguem as regras da FIFA.

  • Existem duas janelas de transferências internacionais, regulamentadas pela FIFA. Cada confederação escolhe a que vai cumprir.
  • Um mesmo jogador não pode fazer duas transferências internacionais para três times diferentes em um ano (a não ser que sejam em temporadas com início e fim diferentes, do tipo Brasil e Europa).
  • Jogadores dos grandes centros europeus NÃO PODEM se transferir para o futebol brasileiro entre 1° de fevereiro e 31 de maio; e depois entre 1° de setembro e 31 de dezembro.
  • Jogadores com passe livre podem ser inscritos fora da janela, respeitando apenas os períodos de inscrição nos campeonatos nacionais.
  • A janela de transferência é considerada sempre no sentido de quem contrata. Por exemplo, o período da janela discutido entre uma compra de jogador brasileiro para a Europa Ocidental é o referente ao país comprador envolvido. E vice-versa.
  • Jogadores com passe livre que assinam com um novo clube não constituem “transferências” e, sendo assim, não se aplicam à estas regras.

Existem duas janelas regulamentadas pela FIFA para transferências internacionais: uma longa e outra curta. Cada Federação Nacional escolhe qual vai cumprir. Já defendi que a CBF deveria inverter as janelas e apresentei os motivos.

Os sul-americanos, os clubes do leste europeu e os asiáticos preferem a janela de verão entre 1° de janeiro e final de março, e a de inverno no mês de agosto (antecipada ano passado para meados de julho). Já os times do oeste europeu (no qual se incluem Espanha, Itália, Inglaterra, Alemanha, Portugal, etc), preferem a janela de verão entre 1° de junho e 31 de agosto, com a de inverno em janeiro.

Exemplo mostrado em 2008 quando o Grêmio contratou o paraguaio Júlio dos Santos:

“Palavras do Paulo Pelaipe, vice-presidente de futebol do Grêmio, ainda em 2008: “Mas com o fechamento da janela internacional no dia 31 de janeiro, persistimos na nossa convicção e no interesse no atleta, e conseguimos no fim da manhã um fax do presidente do clube alemão autorizando que finalizasse as negociações com o Grêmio…Já existe um acordo, a documentação do Bayern está com o Rodrigo Caetano…

Ou seja, eu estava totalmente correto na minha interpretação, ao contrário do que alguns leitores falaram… A data de publicação no BID não possui qualquer relação com o assunto. O meia gremista Roger, por exemplo, só foi publicado no BID na última quinta-feira, e há mais de uma semana ele está no Olímpico.”

As regras são bastante claras e inflexíveis. Fora destes prazos, transferências internacionais somente em atletas com passe livre.

Desafio a alguém mostrar uma contratação brasileira (ou mesmo argentina) no período após 31 de janeiro envolvendo jogadores que vieram dos seguintes países: Portugal, Holanda, Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Escócia e Itália. Não considerar “passe livre”.

Japão, Leste Europeu (que joga em outro período por causa do frio extremo) e Oriente Médio não usam o mesmo calendário.

Pago um café para quem conseguir.

VEJA TUDO QUE SAIU NO ALMANAQUE SOBRE JANELA DE TRANSFERÊNCIAS:

'Hooligans' paralisam clássico na Áustria mas param em manobra dos policiais

22 de maio de 2011 0

Cenas lamentáveis de violência ocorreram neste domingo no jogo Rapid Wien 0×2 Austria Wien, pelo Campeonato Austríaco. O Rapid perdia por 1×0, gol de Roland Linz e tinha acabado de levar o segundo gol, marcado por  Zlatko Junuzovic. Então hooligans pertencentes à torcida da casa simplesmente invadiram o campo aos 26 minutos do primeiro tempo.

Mascarados para dificultar identificações, foram para cima dos jogadores e pareceram se direcionar à torcida adversária, jogando sinalizadores nos adversários.Foi então que a polícia local entrou em campo e deu um show de competência. Em linha, centenas de policiais foram ‘limpando’ o gramado e acabando com a bagunça e apreendendo diversos marginais. O Rapid deve perder os pontos da partida, que foi suspensa pelo árbitro por falta de segurança. Vejam as imagens:

Swansea marca gol do meio-campo, bate Nottingham Forest e está em Wembley!

17 de maio de 2011 1

Um gol espetacular do meio de campo garantiu a classificação de um time de País de Gales para o jogo mais valioso da história do futebol mundial. O galês Swansea City superou o bicampeão europeu Nottingham Forest, do meu amigão Luís Felipe dos Santos, por 3×1 nos play-offs da Segunda Divisão Inglesa e está na final em Wembley.

Torcida do Swansea comemora dentro de campo a vaga em Wembley - Site oficial do Swansea - http://www.swanseacity.net

Ou seja, segue na luta pela vaga na bilionária Primeira Divisão Inglesa. Está no jogo cujo vencedor recebe, em média, mais de 230 milhões de reais a mais no orçamento da temporada seguinte em relação ao time derrotado. É esta a diferença entre ficar na Segunda Divisão Inglesa e subir para a Premier League.

A decisão do play-off da Championship League. Seu adversário sairá do arquirrival Cardiff City contra o Reading, que se enfrentam amanhã. A decisão é no final do mês em Wembley, normalmente lotado e cuja bilheteria isolada já supera 5 milhões de reais.

No primeiro jogo semana passada, um 0×0 heróico no qual os Swans tiveram um jogador expulso a dois minutos de partida e lutaram contra toda a temível atmosfera do City Ground e da fanática torcida do Forest. O Swansea tenta retornar à divisão de elite depois de quase 30 anos, disputando apenas as temporadas de 81/82 e 82/83. Seria uma ascensão da Quarta Divisão para a Primeira Divisão em exatas seis temporadas.

Os 19.816 torcedores que bateram o recorde do novo Liberty Stadium viram Leon Britton e Stephen Dobbie marcar dois golaços , ainda no primeiro tempo, 2×0 para o Swansea. Robert Earnshaw (curiosamente, galês) descontou para o Nottingham Forest (campeão inglês em 78, europeu em 79 e 80) no final do segundo tempo. O Forest ainda chutou na trave aos 44 da etapa final. Aos 48 minutos, o goleiro Lee Camp foi para o ataque em um escanteio, que não deu em nada.

No rebote, Darren Pratley conduziu em velocidade e chutou do meio de campo, perto da linha lateral, para o gol vazio. Era o gol da classificação, do início de um pandemônio nas arquibancadas e uma sensacional comemoração do treinador Brendan Rodgers, cumprimentando torcedores em uma desabalada carreira. Festa, invasão de campo e gritos de “Estamos indo para Wembley”:


szólj hozzá: Swansea 3-1 Nottingham

VEJA TAMBÉM:

Manchester United na história: o soberano da Inglaterra com 19 títulos

14 de maio de 2011 2

O suado empate em 1×1 contra o Blackburn Rovers deu o título do Campeonato Inglês para o Manchester United. Mais do que isto, o time se sagrou vencedor pela 19° vez da competição, superando o arquirrival Liverpool na soberania do futebol da terra da Rainha. A conquista veio com uma rodada de antecipação, sendo inalcançável pelo virtual vice-campeão, o Chelsea. E a festa pode ser completa, pois dia 28 ocorre a final da Liga dos Campeões da Europa contra o Barcelona em Wembley, bem pertinho de Manchester.

A vitória de hoje é histórica. Desde 1976, o Liverpool tinha a hegemonia do futebol nacional ao conquistar seu nono título e superar o Arsenal. Ganhou mais nove conquistas até 1990, quando obteve seu último Inglês. Neste momento, o Manchester United amargava um longo jejum desde 1967 sem conquistas. Um presidente do Manchester City, campeão em 1968, chegou a falar nos anos 80: “O City foi o último campeão nacional de Manchester e será o próximo“. Proféticas palavras… ao contrário.

O título de hoje é a síntese do trabalho do técnico Alex Ferguson, há 25 anos no comando do time. Hoje “Sir” (Cavaleiro da Rainha), o escocês de 70 anos assumiu o time no meio do jejum, que teve direito a uma temporada na Segunda Divisão em 1976. Dez anos depois, depois de surpreendentes e contínuos títulos no futebol escocês pelo modesto Aberdeen (incluindo uma inacreditável Recopa Européia!), últimos títulos que escaparam da dupla de Old Firm (Glasgow Rangers e Celtic Glasgow).

Depois de recusar uma proposta do Arsenal (ele só não foi porque Walter Smith, que seria seu auxiliar técnico, assumiu o Glasgow Rangers), chegou a Old Trafford em um time que vivia do passado. Coube a ele reestruturar um time mágico nos anos 50 (arrasado pelo acidente aéreo de Munique) e igualmente espetacular nos anos 60 (conquistando 3 títulos nacionais e uma Copa dos Campeões da Europa), Ferguson correu risco de ser demitido em 1990, caso não vencesse o rival Manchester City em uma Copa da Inglaterra. Venceu por 1×0 e acabou conquistando aquele torneio, e depois a Recopa Européia.

Era o fôlego que precisava Ferguson. Naquele mesmo ano, a reestruturação das categorias de base lançava seu primeiro diamante. Um tímido ponteiro esquerdo galês chamado Ryan Giggs, com 17 anos. Ele iniciou o lançamento da geração chamada “Class of 92″ (campeã da Copa da Inglaterra de Juniores), que tinha ele e mais David Beckham, Paul Scholes, Gary Neville e Nicky Butt.

"Adeus Cantona e United - Voltem aqui somente quando tiverem 18 títulos"

Dali para frente… Tudo seria diferente… Para a temporada seguinte, Ferguson faria seu grande golpe: contrataria a peso de ouro o francês Eric Cantona do arquirrival Leeds United. Polêmico, sanguíneo, o astro francês comandou um período de glórias do United conquistando seu primeiro título após 25 anos, justamente no início da Premier League em 1993 e que já tinha talentos como Peter Schmeichel, Roy Keane e Mark Hughes.

Então, um momento curioso: em janeiro de 1994, a torcida do Liverpool fez uma faixa escrita “Adeus, Cantona e United. Voltem aqui quando tiverem 18 títulos” após um empate em 3×3 em Anfield Road.

A saída de Cantona, que abandonou o futebol precocemente em 1997, não abalou o time. Pelo contrário, abriu o espaço para a afirmação do inesquecível time da Tríplice Coroa, que conquistou o Campeonato Inglês, a Copa da Inglaterra (incluindo um lendário duelo contra o Arsenal na semifinais e o mágico gol de Giggs:

E a final da Liga dos Campeões, virando por 2×1 contra o Bayern de Munique com os dois gols nos acréscimos marcados por Teddy Sheringham e Ole Solskjaer.

Ver Ryan Giggs visivelmente emocionado, conquistando seu décimo segundo título Inglês no auge de seus 37 anos, é algo impressionante. Com quase 900 jogos e quase inacreditáveis 33 títulos pelo Manchester United, é realmente especial. Ele acaba de igualar o recorde mundial do goleiro português Vítor Baia, e pode superar caso vença a Liga dos Campeões (o que seria, para ele, um tricampeonato do torneio).

Finalmente, depois de 17 anos aguardando o momento certo, chegou a vez de colocar a faixa, respondendo aqueles torcedores de Anfield Road em um longínquo inverno de 1994:

Recordes de Giggs, de Ferguson, do Manchester United.

O novo soberano da Inglaterra!

O lado engraçado da Fórmula-1

12 de maio de 2011 0

A sequência de vídeos abaixo mostra momentos mais bizarros e engraçados da Fórmula-1 em todos os tempos.  Tem de tudo no vídeo 1: acidentes estúpidos, os famosos “F1 fingers” (impublicáveis), momentos de bastidores, gafes de pilotos (duas do campeão mundial Kimi Raikkonen), a famosa briga de Nélson Piquet com Eliseo Salazar a socos no GP da Alemanha em Hockenheim, 1983. Pit-stops desastrados

No vídeo dois, seguem as bobagens: a sequência de aquaplanagens em Nurburgring, mais gafes de bastidores. Piquet e Alain Prost em divertidas provocações, etc.

E este com momentos mais recentes: