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Posts de outubro 2011

Semana brazuca na F-1: 30 anos do 1º de Piquet e 20 anos do 3º de Senna!

20 de outubro de 2011 0

Comemorações especiaisl para o automobilismo brasileiro, pois na segunda-feira dia 17 e nesta quinta-feira dia 20 comemoramos dois dos mais importantes títulos de todos os tempos na Fórmula-1. No dia 17 de outubro de 1981, Nélson Piquet se sagrava campeão mundial pela primeira vez no GP dos Estados Unidos. Já no dia 20 de outubro de 1991, Ayrton Senna comemorou seu terceiro e último título mundial, no GP do Japão.

1981 – O primeiro título mundial de Nélson Piquet

A corrida final de 1981 seria disputada em Watkins Glen, mas por problemas financeiros passou para Las Vegas, no improvisado estacionamento de um Cassino, o Caesar’s Palace. Três pilotos tinham chances de ser campeão naquela tarde de sábado:  o argentino Carlos Reutemann, com 49 pontos, o brasileiro Nélson Piquet com 48 (vice-campeão do ano anterior) e o francês Jacques Laffite com 43 pontos. A rivalidade entre Piquet e Reutemann era muito grande, e Piquet ainda foi ajudado pelo ex-rival, o australiano Alan Jones, que era companheiro de Reutemann na Williams e tinha um relacionamento ainda pior com o argentino.

Reutemann largou na pole, mas despencou para o 5º lugar ainda na primeira volta, atrás de Alan Jones, Gilles Villeneuve, Bruno Giacomelli e Alain Prost.Na volta 17, Piquet passou por Reutemann, o que já lhe daria o título pois Laffite estava muito atrás. Sem a quarta marcha, Reutemann terminou a corrida em oitavo lugar, contra o quinto de Piquet e o sexto de Laffite.

Em uma pista cheia de curvas fechadas e um calor absurdo, Piquet passou 15 minutos se recuperando fisicamente antes de receber a taça de campeão mundial. Era o seu primeiro dos três títulos (seria campeão novamente em 1983 e 1987), e o terceiro do Brasil (que havia comemorado o bicampeonato de Émerson Fittipaldi em 1972 e 1974). Naquela temporada, Piquet venceu em Buenos Aires, Ímola e Hockenheim.

1991 – O tricampeonato de Ayrton Senna

Se eu não tinha idade para acompanhar as duas primeiras conquistas de Piquet, na última de Ayrton Senna foi exatamente o oposto. Vi todas as corridas de uma temporada sensacional em 1991, com reviravoltas ao longo do ano e se encerrando na penúltima prova em Suzuka, no Japão. De um domínio absoluto nas primeiras quatro provas, Senna se viu ofuscada pela mágica Williams de Adrian Newey (sim, este mesmo que projetou a Red Bull nos últimos anos) e viu o título se polarizar em uma disputa com o inglês Nigel Mansell.

O títulos se encaminhava para o inglês, mas uma vitória crucial de Senna na Hungria (Hungaroring) e outra na pista belga de Spa-Francorchamps mudou o panorama. Isto somado à uma desqualificação após uma bobagem da Williams no pit-stop de Mansell na pista portuguesa de Estoril, deixou o título à feição para o brasileiro. Ao chegar em Suzuka, Senna tinha 16 pontos de vantagem faltando 20 em disputa.

Nos treinos classificatórios, o companheiro de equipe Gerhard Berger fez a pole-position, deixando Senna em segundo e Mansell em terceiro. Posições inalteradas nas primeiras 10 voltas, com Berger disparando na liderança e Mansell preso por Senna. Na décima volta, o inglês errou a tomada da primeira curva e parou na brita: Senna tricampeão. Então Senna buscou a diferença para Berger e passou com facilidade. Na última curva, cedeu a liderança para o colega e grande amigo Berger, que conquistou sua primeira vitória na McLaren(mas também detestou a atitude).

Veja o compacto da corrida aqui e da temporada aqui:

Senna terminou a temporada vencendo em Phoenix, Ímola, Interlagos (sua 1º vitória em casa) , Montecarlo, Hungaroring, Spa-Francorchamps e Adelaide. Lamentavelmente, foi o último título brasileiro na categoria, que obteria ainda outros quatro vice-campeonatos: Senna em 1993, Rubens Barrichello em 2002 e 2004 e Felipe Massa em 2008.

F-1 Onboard – Anos de 1970 e 1980

20 de outubro de 2011 0

Depois de começar a série com imagens onboard da Fórmula-1 nos anos 50 e 60, as duas primeiras décadas da Fórmula-1, vamos falar agora dos temíveis anos 70 e dos emocionante anos 80 na categoria máxima do automobilismo mundial sempre com um ponto de vista de dentro dos carros, mostrando o trabalho dos pilotos ao longo das décadas.

Primeiro o saudoso e louco Clay Reggazzoni na velocíssima pista de Osterrreiching (Zeltweg), Áustria, no ano de 1973. O suíço ficaria paralítico após um acidente em 1980 em Long Beach. Continuou correndo mesmo com a deficiência física, inclusive participando de Rali Paris-Dakar. Detalhes em um tributo feito pelo Almanaque em 2008. Vejam o desempenho do carismático suíço em sua BRM:

Em 1976 e 1977, a Tyrrell utilizou o revolucionário carro P-34, com seis rodas (quatro na frente e duas atrás). Pilotado pelo sul-africano Jody Scheckter, o francês Patrick Depallier e a lenda sueca Ronnie Peterson (este já em 1977), disputou 30 corridas vencendo 1 (GP da Suécia de 1976, com Scheckter e Depallier em dobradinha) e obtendo ainda uma pole-position (também em Anderstorp, Suécia, 1976, com Scheckter), além de 3 melhores voltas e 12 pódios, em um desempenho bastante bom. O projeto foi abandonado devido à dificuldades do fornecedor de pneus em fazer compostos competitivos em tamanho reduzido para os pneus frontais. Vejam uma volta de Depallier:

Agora o ano é 1979, e o já campeão mundial Mario Andretti usa um carro com efeito asa na difícil pista sueca de Anderstorp, pilotando a inesquecível Lotus preta. Vejam a tocada do ítalo-norte-americano:



Passamos para a década de 80, e agora o homem ao volante é o fantástico austríaco Niki Lauda, tricampeão mundial. Pilotando uma McLaren, Lauda mostra seu estilo limpo de pilotagem, bem ao estilo do campeão mundial Jenson Button e do bicampeão mundial, o brasileiro Émerson Fittipaldi. Lauda está correndo em casa, já que a pista é a austríaca Zeltweg, 1982:

Para fechar a série, um estilo totalmente diferente. O brasileiro Ayrton Senna em sua possante Lotus, com motor Renault turbo na pista de Monaco, câmbio manual. Impressionante:


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F-1 Onboard – Anos de 1950 e 1960

Campeão Dan Wheldon morre em acidente catastrófico na F-Indy

17 de outubro de 2011 0

Mais uma vez, a Fórmula-Indy encerra a temporada em tragédia. Repetindo o ocorrido em 1999, quando o talentoso canadense Greg Moore morreu na última corrida da temporada, ontem a vítima foi o britânico Dan Wheldon. Campeão da categoria em 2005, o inglês morreu ainda na pista após seu carro decolar na traseira do veterano Paul Tracy e bater, de cabeça para baixo, no muro externo do oval de Las Vegas.

Tragédia na última corrida de 2011 mata Dan Wheldon - Robert Laberge, AFP

Posso afirmar sem nenhuma dúvida: este foi o acidente mais catastrófico que eu vi em mais de 25 anos acompanhando corridas de automobilismo, seja qual for a categoria.

Um piloto morreu e outros quatorze se envolvem em um acidente de massiva violência na 13º volta das 500, com direito a três decolagens (incluindo a fatal de Wheldon):

Reparem que o vídeo acima começa justamente na câmera onboard de Wheldon, que acaba decolando após a redução de velocidade após o acidente à sua frente. Quem aparece capotando é Will Power, sem ferimentos maiores. Um brasileiro, Vitor Meira, se envolveu na batida mas não sofreu ferimentos. Todos os envolvidos: Alex Lloyd, Buddy Rice, Charlie Kimball, Dan Wheldon, Ernesto Viso, J.R. Hildebrand, James Jakes, Jay Howard, Paul Tracy, Pippa Mann, Tomas Scheckter, Townsell Bell, Vítor Meira, Wade Cunningham e Will Power.

Em homenagem, os pilotos que não se envolveram no acidente fizeram 5 voltas de honra para o colega, sob aplausos do público e silêncio dos demais profissionais:

Neste ano, Wheldon, que não correu a temporada regular e participou apenas das 500 milhas de Indianápolis e da fatídica prova em Las Vegas, venceu de maneira espetacular as 500 milhas prova mais famosa do automobilismo mundial.O britânico estava em segundo lugar na última volta das 250 voltas quando o líder, e novato, J.R. Hildebrand bateu na última curva e foi se arrastando pela reta dos boxes. Wheldon passou por ele, que terminou em segundo. Se tornou o primeiro piloto a vencer as 500 milhas liderando apenas uma única volta, a última. Vejam como foi:

Dan Wheldon, inglês de Emberton e 33 anos,  deixa a esposa Susie e dois filhos, Sebastian (2 anos) e Oliver (6 meses).

Dan Wheldon - reprodução site oficial Indycar - http://www.indycar.com

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Senna vs. Vettel em Suzuka - A evolução da tecnologia na Fórmula-1

11 de outubro de 2011 1

Muito interessante este vídeo comparativo entre a condução de Ayrton Senna e a de Sebastian Vettel, novo bicampeão da Fórmula. Em um intervalo de 22 anos, a Fórmula-1 evoluiu radicalmente, sobretudo na condução do carro. Senna com dificuldades conduzindo à marretada o possante V10 Honda, enquanto Vettel guia com suavidade no dificílimo circuito japonês de Suzuka:
SENNA:

VETTEL:

Entretanto, não sou favorável aos nostalgismos, e a fenomenal reprodução do Roda Viva, da TV Cultura, com Ayrton Senna em 1986 deixa isto muito claro (confira a edição estendida, parte I e parte II). A complexidade dos comandos no Red Bull 2011 complica tanto quanto o câmbio manual da McLaren de 1989.

Inclusive defendo a idéia de que vivemos o iniciar de uma nova “Era Dourada” na Fórmula-1, com meia dúzia de pilotos de ótimo nível (Vettel, Lewis Hamilton, Robert Kubica), jovens promissores com ou sem lugar no grid (Kamui Kobayashi, Sérgio Pérez, Nico Hulkenberg, David Ricciardo, Pastor Maldonado, Jaime Alguesuari), capitaneados por veteranos campeões e profundamente talentosos (Jenson Button e Fernando Alonso), além de bons coadjuvantes, casos de Massa e Rosberg. Os pilotos em final de carreira são apenas quatro: Barrichello, Webber, Schumacher e Trulli.

O Brasil só não vive este momento de ‘euforia‘ pois nenhum dos grandes talentos da nova geração é brasileiro, a despeito de considerar o sem cockpit Lucas Di Grassi um piloto de alto quilate. O melhor piloto brasileiro, na minha opinião, desde a trágica morte de Senna é Hélio Castro-Neves, que preferiu brilhar no automobilismo norte-americano.