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ONG "Meu Rio" aponta problemas na obra do Metrô para 2014 e 2016

08 de março de 2012 1

A ONG “Meu Rio” está solicitando o apoio da sociedade pedindo assinaturas contra o prolongamento imediato das obras no Metrô do Rio de Janeiro. As iniciativas, consideradas essenciais para o desenvolvimento da capital fluminense para a Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, estão sofrendo pressão do Ministério Público Estadual do Rio.

Esta entidade, que desde o ano passado está lutando pela transparência em todas as obras envolvendo estes dois eventos de grande expressão e importância para o Rio de Janeiro. Mais detalhes no site oficial do movimento: http://meurio.org.br/paginas/sobre_nos

O Meu Rio divulgou o seguinte comunicado sobre as obras no metrô:

PRÓXIMA ESTAÇÃO: VOCÊ ESCOLHE!

O metrô é uma obra da maior importância para a cidade, extremamente cara e demorada, e por isso não pode ser feita sem que se tenha certeza de que o traçado escolhido é o melhor para o Rio. Apesar disso, o Governo do Estado está usando a desculpa das Olimpíadas para justificar uma obra sem licitação, duramente criticada por instituições que vão desde associações de moradores até o Ministério Público Estadual.
Felizmente, ainda é possível parar essa obra e pedir que outras duas opções de traçado sejam estudadas e apresentadas ao cidadão. A Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA) ainda não deu a licença ambiental ao projeto e o Ministério Público Estadual já pediu que a licença não seja concedida. O presidente da CECA, Antonio Carlos Gusmão, ainda não decidiu o que fazer, e vai receber sugestões da sociedade até essa quinta-feira, dia 08 de março.

Se fizermos pressão agora, podemos convencer Antonio Carlos Gusmão a acatar o pedido do Ministério Público e impedir que mais dinheiro seja gasto em obras do Metrô até que a gente tenha certeza de que o traçado escolhido é o melhor para o Rio. Afinal, depois que a obra começar não vai ter mais volta: esse vai ser o Metrô que os cariocas vão ter que usar, por gerações.

A linha 1 do Metrô foi concedida em 1998 ao grupo Opportrans, composto por uma série de empresas dentre as quais o banco Opportunity, cujo dono, Daniel Dantas, foi condenado por fraude. Em 2007, o Governador do Estado Sérgio Cabral aprovou uma modificação no contrato entre o governo e a Opportrans, dando à concessionária o direito de estender a linha 1 sem licitação. De um dia por outro, a concessão passou a valer uma grana ainda mais preta. Um ano depois, ela foi vendida à Invepar, que controla o metrô até hoje.

O projeto que o Governo e a concessionária estão chamando de linha 4 na verdade é uma extensão da linha 1 até a Barra, começando em Ipanema e passando pelo Leblon e São Conrado. A linha 4 original passaria pelo Morro de São João, Humaitá, Jardim Botânico e Gávea, antes de seguir para a Barra, e, segundo o Ministério Público, beneficiaria mais gente. A grande diferença entre os dois projetos é que, por causa dessa modificação do contrato aprovada pelo governador em 2007, a extensão pode ser feita sem licitação pela mesma empresa que já controla nosso metrô.

O Secretário Estadual de Transportes, Julio Lopes, disse ao Meu Rio que a opção pela extensão da linha 1 é motivada por uma preocupação em atender mais gente e dar mais benefícios à cidade e à população. Mas se o Governo não está estudando nenhuma outra alternativa, incluindo a da linha 4 original, já licitada, fica parecendo que não é a sociedade quem vai lucrar com esse novo traçado.

Felizmente, o Ministério Público Estadual está do nosso lado e já se manifestou, entregando à CECA um parecer técnico contrário aos estudos apresentados, afirmando que a opção apresentada pelo Governo não é a mais segura, nem a mais barata e muito menos a que atende melhor à população.

Agora a bola está com a gente e temos só até quinta-feira para pressionar o presidente da CECA a impedir a concessão de licença ambiental para a extensão da linha 1 do Metrô. Apenas dessa forma poderemos garantir que outras duas opções de traçado do Metrô sejam estudadas e apresentadas à população:

Fontes:

- Estudo Técnico do Ministério Público criticando o Estudo de Impacto Ambiental: http://bit.ly/meumetro-doc1

- Aditivo ao contrato de concessão assinado por Sergio Cabral em 2007: http://bit.ly/meumetro-doc3

- Mais informações sobre a primeira prisão de Daniel Dantas: http://bit.ly/meumetro-doc4

- Declaração de Antonio Carlos Gusmão dizendo que vai receber sugestões da sociedade até dia 08 de Março: http://bit.ly/meumetro-doc2

Parceiros de campanha:

ANIMA LEBLON – Associação de Moradores do Leblon

Comentários (1)

  • myriam guzman diz: 4 de novembro de 2012

    As obras que vão beneficiar o povo em geral e para sempre, são sempre enroladas e
    viciadas em mutretas. Estamos vendo aí a Supervia e o desconforto total dos
    usuários. Metro direto para a Barra, passando pela Gávea.

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