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Posts de abril 2012

As 25 maiores transferências da história do RS - Corrigidas pela inflação!

27 de abril de 2012 7

Depois de um exaustivo trabalho, apresento aos meus leitores as 25 MAIORES TRANSFERÊNCIAS DO FUTEBOL GAÚCHO EM TODOS OS TEMPOS. Todos os valores de época foram corrigidos pelo índice do IPC-A, do IBGE.  São 13 colorados e 12 gremistas ao longo de 32 anos de levantamento. O último a entrar na lista foi o lateral-direito Mário Fernandes, vendido por excelentes 15 milhões de euros para o CSKA Moscou-RUS na última semana.

Meu critério de “corte” foram vendas que, com seus números corrigidos, superaram 10 milhões de reais. Curiosamente, o número de 25 coincidiu com este critério, e a lista começa com a mais antiga de todas. Falcão foi vendido para a Roma por módicos US$ 1,7 milhões, ou algo em torno de 94 milhões de cruzeiros.

Nos 10 primeiros, empate: 5 colorados e 5 gremistas. Os quatro primeiros são colorados: Alexandre Pato, Fábio Rochemback, Nilmar e Lúcio, com Scheidt completando a lista. Se Rochemback e Scheidt estão fácil na lista de piores contratações européias de todos os tempos, os outros tiveram períodos de grande sucesso, sobretudo Lúcio, uma lenda no futebol europeu e mundial.

Dos 13 colorados, todos foram formados no Beira-Rio à exceção de Giuliano, que jogou profissionalmente no Paraná. Já no caso do Grêmio, são 2 que jogaram fora profissionalmente de maneira regular: Paulo Nunes (Flamengo) e Réver (Paulista-SP).

OBS: CLIQUEM NA IMAGEM PARA VER EM TAMANHO COMPLETO

As 25 maiores transferências do RS em todos os tempos - Arquivo Pessoal/clique para ampliar

POR POSIÇÃO

  • Goleiros (1); Laterais (1); Zagueiros (4); Volantes (5); Meias (6); Atacantes (8)

POR DESTINO

  • Alemanha, Espanha e Portugal (4); França e Ucrânia (3); Rússia, Inglaterra e Itália (2) ; Escócia (1)

VEJA TAMBÉM

Feliz dia do goleiro: meus ídolos Schmeichel, van der Sar, Preud'homme e Taffarel

26 de abril de 2012 1

Ainda em tempo de comemorarmos neste 26 de abril, o dia do goleiro, vou postar os vídeos com meus quatro ídolos de infância. Quatro goleiros, todos marcados por inúmeros títulos, um carisma incrível e sobretudo a excelência técnica.

O brasileiro Taffarel, o holandês Edwin van der Sar, o belga Michel Preud’homme e o dinamarquês Peter Schmeichel marcaram o mundo do futebol. Vejam grandes momentos destes arqueiros sensacionais:

  • PREUD’HOMME

  • SCHMEICHEL
  • TAFFAREL
  • VAN DER SAR

Políticas de futebol? Utopia no Brasil, mas realidade na Europa, parte II

23 de abril de 2012 0

Ontem analisamos as políticas de futebol dos grandes clubes brasileiros. Ou seria melhor dizer: a ausência das mesmas. Está claro que este problema depende de muitas coisas: profissionalização dos clubes, estabilidade política, projeção de resultados a médio-longo prazo, consistência financeira. Hoje vamos estudar quatro exemplos, totalmente diferentes entre si, e que reforçam a idéia da política de futebol: Barcelona, Ajax, Stoke City e Swansea City.

No Barcelona, desde 1988 o time joga no 4-3-3, em todas as divisões. O “tiki-taka“, método de passes curtos, movimentação intensa e jogadas em aproximação, foi adotado por Johan Crujff, Louis Van Gaal, Frank Rikjaard e agora Josep Guardiola. Isto aliado a um fortíssimo trabalho de categorias de base fez o clube se tornar tricampeão europeu em menos de 10 anos com mais da metade do time formado em suas “canterias”. É claro que o sucesso estrondoso das últimas 4 temporadas está aliado a fatores como ter 3 jogadores acima da média ao mesmo tempo: Iniesta, Xavi e Lionel Messi, o melhor do mundo.

A filosofia de futebol está lá: o técnico Guardiola, também formado no clube e ídolo por mais de uma década do time, já decretou que prefere improvisar volantes se não trouxer um zagueiro do estilo que ele quer: que saiba sair jogando. O contra-ponto ocorre em algumas contratações inexplicáveis, como a do excepcional sueco Zlatan Ibrahimovic, que teve uma temporada horrenda no Barça. Mesmo muito técnico e exímio goleador, seu estilo de jogo não ‘casou’ com o Barça e acabou relegado a um papel secundário. Vejam a diferença no jogo Chelsea 1×0 Barcelona da semana passada:

Chelsea 1x0 Barcelona - Fourfourtwo.com

Passes no ataque de Chelsea 1x0 Barcelona - FourFourtwo.com

No Ajax há quase 40 anos se joga, com alguns intervalos, no 3-4-3, com um losango no meio-campo, jogando em velocidade pelos flancos. Aliás, o time holandês é a fonte de inspiração do Barça, que recebeu a lenda holandesa Johan Crujff nos anos 70 como jogador e anos 80 e 90 como treinador e depois dirigente. Vale lembrar do time campeão europeu e mundial de 1995: oito jogadores foram formados no clube. Isto não é por acaso: o clube tem mais de 60 times de categorias de base e a melhor rede de olheiros do planeta.

Ajax no célebre 3-4-3 dos anos 80 - this11.com

Mesmo times menores temos exemplos de sucesso. O Stoke City é um antiquíssimo clube que completa 150 anos no ano que vem. Tradicionalmente na Segunda Divisão, sem títulos relevantes. Adquirido por um consórcio islandês, subiu para a Primeira Divisão em 2008. Por anos sua meta sempre foi escapar do rebaixamento e o clube adotou uma política radical: um estilo defensivo, direto, baseado no contato físico, bola aérea e velocidade. Posse de bola e passes laterais? Esquece. Bola longa, sempre. Vejam os gráficos do Chelsea contra o Barcelona, tirem toda a qualidade técnica do time londrino e, pronto: está feito o Stoke City.

O moderno Britannia Stadium tem as dimensões mínimas: 100 x 64, para facilitar a de. As jogadas de cobrança de lateral de Rory Delap já se tornaram lendárias, com inúmeros gols marcados assim. Os treinadores são contratados seguindo esta filosofia, e o atual Tony Pulis tem tido ótimos resultados em Copas Inglesas e garantindo, pelo segundo ano seguido, vaga na UEFA Europa League.

O estilo de jogo do Stoke City. A posição do centroavante depende do vento... - Fonte: http://www.holtamania.com

Seus torcedores cantam: ““We’re Stoke City, we’ll play how we want” (“nós somos o Stoke City, e nós jogamos como quisermos”) . E o mais legal é  que eles jogam mesmo! Vejam abaixo o compacto de um jogo que define a maneira de jogar da equipe de Stoke-on-Trent:

Do mesmo porte, mas seguindo uma filosofia totalmente diferente, temos o galês Swansea City. Em dez anos, saiu da zona de rebaixamento para a quinta divisão para a divisão de elite do futebol inglês. Desde 2007 o clube segue uma abordagem latina, em especial o futebol de influência catalã da Espanha. Trazida pelo técnico Roberto Martinez, ex-jogador do próprio time, os Swans seguem a filosofia do Barcelona, de passes curtos e triangulações, que foi mantida por seu sucessor técnico Paulo Bento e pelo atual, o elogiadíssimo Brendan Rodgers.

O time sempre sai com a bola jogando e é recordista de passes na Premier League. Abaixo imagens da troca de passes na derrota de 2×0 para o Newcastle. O que deixa claro que, ganhando ou perdendo o time joga sempre igual:

O "Swanselona" de Brendan Rodgers - Fonte: fourfourtwo.com

E imagens amadoras de um jogo do time reserva contra o Liverpool. Isto deixa bem claro que não é só o time titular e sim todo o clube com este comprometimento:

O fato é que equipes muito modestas, como o Stoke e o Swansea, conseguem permanecer com folga na Primeira Divisão Inglesa, enquanto times tradicionais como Southampton, Newcastle, Sunderland e Leeds United foram rebaixados recentemente. Com poucos recursos, estes times buscaram aprimorar idéias, mesmo que radicalmente diferentes entre si.

Barcelona, Ajax, Stoke e Swansea acharam uma identidade.
Uma maneira de jogar.
O sucesso é consequência.

Políticas de futebol? Utopia no Brasil, realidade na Europa, parte I

22 de abril de 2012 0

A espetacular fase do Barcelona nos últimos anos acabou gerando menos discussões do que gostaria na imprensa esportiva. Imaginava uma enxurrada de polêmicas sobre a fórmula do sucesso, que inclui a Espanha, atual campeã européia e mundial de seleções. Previa comparativos com o que tem sido feito no país, mas esta perspectiva pouco ocorreu.

Nem mesmo a humilhante derrota de 4×0 do Santos na final do último Mundial de Clubes mudou esta perspectiva, de buscar discutir o futuro do futebol brasileiro. Os pífios resultados da Seleção Brasileira, aliados à uma inexistência de “maneira de jogador” de todos os grandes clubes do país são frutos da falta de continuidade. Sejam das pessoas, sejam das idéias.

Espanha contra a Suíça na última Copa - Fonte: Arquivo Pessoal

As lamentáveis declarações de Andrés Sánchez, Diretor de Seleções da CBF e ex-presidente do Corinthians, de que o time espanhol passa por uma fase e teve a “sorte” de uma geração de ouro que não vai mais repetir, apenas deixam claro de que o Brasil não discute este assunto com a profundidade que deveria: a ausência de políticas de futebol no cenário nacional.

Não há uma linha de trabalho nas categorias de base do futebol brasileiro focada na formação de atletas e uniformidade da maneira de jogar. Cada clube tem suas características históricas: times como Corinthians e Grêmio basearam-se em marcação forte aliada à qualidade, enquanto equipes como o Santos e o Flamengo quase sempre tiveram sucesso com um futebol mais ofensivo. Isto não importa nesta questão. É irrelevante.

Pois o que devemos observar nos clubes, sejam potências nacionais, forças regionais ou equipes de pequeno porte, é que inexiste um trabalho profundo, buscando formar atletas e unificar linhas de trabalho até chegar ao elenco profissional. Pela volatilidade das questões políticas, afinal pouquíssimos clubes tem permanência de um mesmo presidente ou grupo de conselheiros por um longo tempo, há uma clara deficiência de planejamento dentro do futebol.

Os treinadores chegam e trazem reforços indicados, sem contar indicações ‘casadas’ com seus empresários, muitas vezes sem critério algum. Como o círculo vicioso não termina, a pressão imediata por resultados é muito grande e estes treinadores são demitidos. E o que fazer com os atletas indicados por eles? Recentemente vimos o problema no Grêmio com Silas: indicou Uendel, Ferdinando, Ozéia e William, todos ex-comandados no Avaí. Silas caiu em agosto e o Grêmio ficou com jogadores fora dos planos até o final do ano (Uendel foi pior, ainda tem contrato!).

Outro fator que enxergo como nefasto nesta carência de idéias é a supervalorização dos treinadores. No Brasil se pagam salários superiores à potências européias como Alemanha e Itália. Nomes com poucos títulos nacionais em muitos anos de carreira rodam pelos grandes clubes com salários em uma ascendente, independente dos resultados.

Massimiliano Allegri, ascendente treinador campeão italiano pelo gigante Milan, tem o maior salário do futebol italiano: cerca de 400 mil reais mensais. Isto o deixa em patamar abaixo de Dorival Júnior, Tite, Muricy Ramalho, Cuca, Celso Roth, sem contar os multicampeões Muricy Ramalho, Wanderley Luxemburgo e Felipão. O problema é que Celso Roth ganha salários de 100 mil reais para cima há 10 anos, e só foi ganhar algo de expressão em 2010. Cuca desde 2004 está na rota dos grandes e tem apenas dois estaduais. A relação entre títulos e nível salarial não existe.

Pelas deficiências dos clubes, os técnicos brasileiros são vistos como um “departamento de futebol ambulante“. Que contratam, vendem jogadores como se tivessem o tempo que possuem os managers ingleses. Mas na prática, possuem a instabilidade no cargo de treinadores italianos, que apenas assistem seus presidentes contratarem ou dispensarem atletas.

O que defendo é a adoção de uma política de futebol nos clubes, independente dos dirigentes. Políticas definidas nos planejamentos estratégicos dos clubes, baseadas em critérios científicos e na tradição do clube. Gerando uma identificação das torcidas com seus respectivos times.

Temos ‘cases’ de sucesso na Europa em times gigantescos, como o espanhol Barcelona, grandes potências regionais, como o holandês Ajax. E até mesmo em times pequenos, como o inglês Stoke City e o galês Swansea City.
Isto veremos amanhã…

As 10 maiores transferências da história do futebol gaúcho - abr/2012

18 de abril de 2012 16

Por 15 milhões de euros, valor não confirmado, a venda do lateral-direito Mário Fernandes manteve uma série de paradigmas no tocante às maiores transferências do futebol gaúcho em todos os tempos. Há anos você lê aqui no Almanaque Esportivo este levantamento que diz muito sobre a formação das categorias de base dos maiores clubes do estado.

Por exemplo, o Internacional segue com números bem superiores ao Grêmio: 7 colorados contra 3 tricolores. Não necessariamente isto é bom, diga-se de passagem, é apenas um fato. Todos os atletas chegaram aqui nas categorias de base ou, no máximo, antes dos 20 anos.

Pato, Nilmar e Mário Fernandes - As três maiores transferências da história do RS (créditos para Franck Fife/AFP, Cesar Manso/AFP e Lucas Uebel/Divulgação)

Pato, Nilmar e Mário Fernandes - As três maiores transferências da história do RS (créditos para Franck Fife/AFP, Cesar Manso/AFP e Lucas Uebel/Divulgação)

Nas dez maiores transferências de todos os tempos, são cinco defensores (um lateral-direito e quatro volantes), um meia e quatro atacantes. O curioso é que todos os jogadores do Grêmio são defensores: Lucas, Rafael Carioca e o próprio Mário Fernandes!

As maiores transferências da história do RS - Arquivo Pessoal


OBS: Vale ressaltar que se o balanço fiscal do ano posterior indicar um valor diferente eu irei ajustar aqui.
OBS2: Não estou contemplando a inflação no período, ou seja, é apenas um demonstrativo.

VEJA TAMBÉM

BIZARRO: Zagueiro faz gol contra do meio-campo na Turquia!

17 de abril de 2012 2

O defensor croata Ante Kulusic, do Gençlerbirligi, se superou neste final de semana. Em jogo válido pela Copa Spor Toto, competição que reúne do 9º ao 18º colocado do Campeonato Turco, ele marcou um golaço do meio-campo. Seria fenomenal se o gol não tivesse sido contra

Foi na derrota de 4×0 do seu Gençlerbirligi contra o Gaziantepspor, e a bobagem feita por Kulusic ao recuar uma bola, ocorreu no final do jogo quando a partida já estava 3×0 para o time da casa. Ou seja: a fatura já estava liquidada. Vejam o lance:

Confraria do Aimoré tem evento nesta terça-feira em São Leopoldo

16 de abril de 2012 0

A Confraria Índio Capilé está convidando todos os torcedores e simpatizantes do Clube Esportivo Aimoré a participarem de evento nesta terça-feira, dia 17 no estádio Cristo Rei em São Leopoldo, às 20h.

O evento é para homenagear as empresas e abnegados que colaboraram financeiramente na disputa da Copa RS 2011, competição na qual o Índio Capilé fez boa campanha e chegou à segunda-fase.

Convite - Confraria do Aimoré

Convite - Confraria do Aimoré - Divulgação

Após tragédia de Morosini, Di Natale tem gesto extraordinário na Itália

16 de abril de 2012 1

A morte do meia Piermario Morosini, de ataque cardíaco em pleno jogo Pescara x Livorno, pela Série B italiana, expôs um lado dramático ainda maior deste trágico acontecimento. O jogador, de 25 anos e que pertencia à Udinese e estava emprestado ao Livorno, era o único parente em primeiro grau vivo da irmã Maria Carla, que é deficiente mental.

Amigo de longa data de Morosini, o craque e capitão da Udinese Antônio Di Natale pedirá a guarda de Maria Carla. “Para Mario, a irmã era o que de mais importante havia na vida. Pela Maria Carla e pelo Mario, irei ficar ao seu lado o resto da minha vida”, declarou um emocionado Di Natale. A família havia perdido a mãe em 2003, o pai dois anos depois. O outro irmão, também deficiente, suicidou-se em 2009.

Piermario Morosini, 25 anos, morreu em campo no sábado - AFP/AFP

A corrente de solidariedade se estendeu à Atalanta, time que formou Morosini, e também à Udinese, que irá amparar a moça por meio de sua entidade assistencial. O Livorno também pode pagar uma pensão anual para auxiliar Maria Carla. A moça vive em uma casa de saúde em Bérgamo.

Copa do Brasil: Recordes e maiores goleadas desde 1989

13 de abril de 2012 2

Ontem tivemos mais três jogos da Copa do Brasil 2012. Curiosamente três goleadas pela mesma diferença: Atlético-PR 5×1 no Criciúma, mais os 4×0 da Portuguesa no Juventude e do Fortaleza sobre o Náutico, todos pela segunda fase da competição. Considerando-se “goleada” no critério por 3 ou mais gols de diferença. A maioria das informações deste post são do grande colaborador Edison Klein.

Até hoje foram 447 goleadas em 2245 jogos, percentual de 19,91% na competição. Para efeito de comparação, no Campeonato Brasileiro foram 2011 goleadas em 15.250 jogos desde 1971, totalizando 13,18%. Se formos considerar apenas desde 1989, foram 13,19% de goleadas, 1022 em 7746 jogos. Idêntico! Mesmo nos pontos corridos (isto é de 2003 em diante), este panorama não se inverte, pelo contrário: 14,45% de goleadas, 556 em 3846 jogos. Confesso que fiquei bastante surpreso com estes dados.

O Atlético-MG é o time que mais goleou na história desta competição nacional: 25 vezes, a última de 5×0 no Peñarol-AM fora de casa. Ele superou o Flamengo, que tem 24 goleadas, o São Paulo e o Vasco da Gama com 21 goleadas. Na sequência, Vitória, Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro com 20. Em casa, o Atlético-MG e o Vitória tem 17 goleadas, contra 16 do Palmeiras. Já como visitante, o recordista é o Corinthians com 9, seguido por Atlético-MG e Flamengo com 8.

O outro lado da moeda: os times mais goleados da competição. O ‘recorde’ é dividido por quatro times: CSA-AL, Rio Branco-AC, Remo e América-RN, todos goleados 9 vezes. Em casa, o América-RN, o CSA-AL, o Flamengo-PI, o Náutico e, pasmem, o Vasco da Gama tem 3 goleadas sofridas. Já como visitante, o Remo ‘lidera’ com 8, seguido por Rio Branco-AC e Atlético-MG.
Como referência, as maiores goleadas da competição em todos os tempos:

  1. 28/02/1991 – Atlético/MG 11 x 0 Caiçara/PI – Belo Horizonte/MG
  2. 28/03/2001 – São Paulo/SP 10 x 0 Botafogo/PB – São Paulo/SP
  3. 10/03/2010 – Santos/SP 10 x 0 Naviraiense/MS – Santos/SP
  4. 06/04/1993 – Internacional/RS 9 x 1 Ji-Paraná/RO – Porto Alegre/RS
  5. 28/02/1996 – Sergipe/SE 0 x 8 Palmeiras/SP – Aracajú/SE
  6. 10/02/1998 – Vasco da Gama/RJ 8 x 0 Picos/PI – Rio de Janeiro/RJ
  7. 04/03/1997 – Portuguesa/SP 8 x 0 Kaburé/TO – São Paulo/SP
  8. 26/04/1995 – Flamengo/RJ 8 x 0 Kaburé/TO - Rio de Janeiro/RJ
  9. 15/03/2000 – Interporto/TO 0 x 8 Bahia/BA – Porto Nacional/TO

Diretor de Seleções da CBF, Andrés Sánchez diz que "Barcelona é uma balela" - Uma reflexão

09 de abril de 2012 2

Pelo visto o futebol brasileiro ainda continuará muitos anos patinando se depender da maneira de pensar de seus dirigentes. Andrés Sánchez, o todo-poderoso diretor de seleções da CBF, disparou lamentáveis declarações neste domingo. Em entrevista à TV Gazeta, o ex-presidente do Corinthians declarou que o “Barcelona é uma balela” e ainda cometeu um vergonhoso equívoco de informação ao bradar: “Onde estava o Barcelona há cinco, seis anos?”

Nem vamos considerar o fato que nesta época, o Barcelona era bicampeão espanhol e campeão europeu, com o melhor jogador do mundo (Ronaldinho) eleito em 2004 e 2005. Fica até chato tripudiar sobre alguém que certa vez afirmou: “A verdade é que enquanto uma pessoa tem duas Mercedes Benz para andar, outras precisam pegar ônibus“. Isto ocorreu há sete anos, quando era vice-de-futebol do idôneo Kia Joorabichan no Corinthians da MSI…

Mas é aterrador ler isto do responsável por cobrar bons resultados do treinador da Seleção Brasileira, aliás seu ex-comandado Mano Menezes e que faz um trabalho pífio. É desesperador.

Vou repetir toda a entrevista: “Isso daí de que o Barcelona tem uma escola de futebol, que todo mundo joga igual, é tudo balela. É fase. O que eles ganhavam cinco, seis anos atrás? Nada. E o que vão ganhar daqui cinco, seis anos? Nada, porque Xavi (32), Iniesta (27), Messi (24) e tudo mais vão parar de jogar. Eu já fui pra lá e não vi o time jogar igual ao profissional, ainda perderam de 2 a 0 (Nota do Almanaque: foi 2×1) para o sub-17 do. Corinthians. A única coisa que eu vi de diferente é que os garotos não têm a obrigação de ganhar”.


VAMOS AOS FATOS?
  1. O Barcelona joga assim há mais de 30 anos, desde que Johan Crujff trouxe sua filosofia do Ajax. Não é um time ocasional.
  2. Todos jogam assim, desde o time sub-fraldinha do Barça até o profissional. O Inter pegou o time reserva do Barcelona e sofreu demais para arrancar um empate, porque os reservas jogam igualzinhos aos titulares.
  3. O trabalho de base do Barcelona é tão bom que, se tirarmos os jogadores contratados, o Barça fica com oito, nove das categorias de base. O time que chega mais perto disto, de muito longe, é o Ajax.
  4. O Andrés Sánchez não deve estar vendo os jogos do Barcelona, pois a idade da maioria dos reservas e alguns titulares (tipo o Messi!) é muito baixa, prontos para jogar anos em alto nível.
  5. O trabalho de base do Corinthians foi destruído nos últimos anos justamente pela gestão Andrés Sánchez. Até o tenebroso Alberto Dualib formou mais atletas na base do Parque São Jorge. Para vocês verem, nesta competição citada o Timão quase levou a equipe Sub-18 ao invés de Sub-17. Emblemático.
  6. Se o Barcelona tem alguma “sorte” é de ter gente pensando no futuro, a longo prazo, no comando do clube.
  7. Daqui há seis anos (o tempo indicado por Sánchez), quantos jogadores do Corinthians Sub-17 estarão na Seleção Brasileira? Ravi; Abner, Lucão, Paulo Cesar, PC; Ayrton, Rivinha, Lucas Kevin, Giovanni; Juninho (Matheus), Washington (Léo/Leandro)
  8. Agora façam o mesmo exercício para este time:  Bañuz, Edu (Pol Calvet), Bakoyoc (Miguel Ángel), Bagnack, Ayala, Samper, Babunki (Adama), Patri, Dongou, Quintillà and Grimaldo.
  9. Realmente os jogadores do Barcelona não tem obrigação de ganhar. Isto é consequência. Eles tem obrigação de se formarem como atletas. De saberem os fundamentos, domínio, passe, posicionamento, marcação e cabeceio.

O mais absurdo é que isto esconde uma lição demonstrada na Copa do Mundo de 2010 e na final do Mundial de Clubes em 2011, ambos vencidos pelo futebol espanhol. Lá, assim como na Alemanha, está sendo priorizado o trabalho de categorias de base, prospecção de talentos, qualificação dos técnicos. Isto aliado a um futebol ofensivo, coletivo, bem ao gosto dos torcedores, encanta novos adeptos.

Guardiola vs. Andrés Sánchez - Quem tá certo? - Montagem TI RBS sobre fotos de Franck Fife/AFP e CBF_Divulgação

Enquanto isto, o futebol brasileiro segue na filosofia do “Muricybol“, do treinador Muricy Ramalho tetracampeão brasileiro e maior exemplo desta maneira de jogar. Ligação direta, bolas paradas, jogo defensivo. Que primeiro pensa em anular o adversário e só depois jogar. Desperdiçando o talento coletivo para girar em torno de uma ou duas “superestrelas”.
No dia que este é bem marcado ou joga mal, acabam-se as opções. E o fracasso ocorre.

Como sugestão de leitura para o Andrés Sánchez (famoso justamente por não ler coisa alguma), indico “A bola não entra por acaso“, do ex-dirigente do Barcelona Ferran Soriano.

Talvez aprenda as lições que o futebol brasileiro tanto necessita.

Ou não…