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Posts do dia 13 agosto 2012

"The Dream Team'92" - A inigualável equipe de basquete norte-americana

13 de agosto de 2012 0

Dream Team” só teve um: 1992. Ponto. Há 20 anos o mundo do basquete vivenciou seu maior momento. A construção de um dos maiores times da história do esporte mundial (na minha humilde opinião o maior), mudou o patamar do basquete nos Jogos Olímpicos, ampliou horizontes da NBA, tornando-se a competição mais badalada dos Jogos Olímpicos de Barcelona. Mas, sobretudo, o Pavelló Olímpic de Badalona viu vários dos maiores atletas de todos os tempos. Juntos, no mesmo time. Para encantar gerações por muitos e muitos anos.

The Dream Team'92 - Foto oficial divulgação USA Basketball http://www.usabasketball.com/

Você já imaginou atuando em um mesmo time: Pelé, Maradona, Garrincha, Zinedine Zidane, Franz Beckenbauer, Johann Crujff, Lionel Messi? E, em uma corrida em Spa-Francorchamps, pudéssemos assistir Ayrton Senna, Alain Prost, Gilles Villeneuve, Juan Manuel Fangio, Michael Schumacher, Nélson Piquet, Jim Clark, Stirling Moss e Fernando Alonso largarem no mesmo grid? Ou então um Torneio de Wimbledon com Roger Federer, Rafael Nadal, Bjorn Borg, Ivan Lendl, Pete Sampras, Andre Agassi? Pois foi exatamente isto que vimos no time de basquete masculino dos Estados Unidos em 1992.

Sempre representados por colegiais e universitários, os EUA foram batidos nas semifinais pela União Soviética nos Jogos Olímpicos de Seul, logo após terem sido derrotados pelo Brasil em casa no Pan-Americano de 1987 em Indianápolis. Em 1989, a FIBA e o COI autorizaram jogadores profissionais dos Estados Unidos, atletas da NBA, a disputarem as Olimpíadas. Algo um tanto anacrônico, afinal qualquer jogador na europa ou mesmo no Brasil já eram profissionais, mas OK. A Federação Norte-Americana de Basquete pediu à NBA que liberasse seus atletas, algo visto com bastante reticência no primeiro momento, mas concedido.

O time comandado por Chuck Daly e Lenny Wilkins tinha três dos 5 maiores jogadores de basquete de todos os tempos: Larry Bird (Boston Celtics), Magic Johnson (Los Angeles Lakers) e o legendário, único, absoluto, Michael Jordan (Chicago Bulls). Outros jogadores espetaculares eram: Scottie Pippen (Chicago Bulls), Patrick Ewing (New York Knicks), John Stockton e Karl Malone (Utah Jazz), Chris Mullin (Golden State Warriors), David Robinson (San Antonio Spurs), Clyde Drexler (Portland TrailBlazers), Charles Barkley (Philadelphia 76′ers) e o universitário Christian Laettner. Parece que Laettner foi convocado apenas para dizer: “ok, eles não eram perfeitos e são terrestres“. Jordan, Ewing e Mullin já haviam sido campeões olímpicos quando eram universitários, em Los Angeles, 1984.

O que fez este time ainda mais especial é que a maioria dos atletas estavam em momentos espetaculares na carreira, à exceção de Bird que sofria com crônicos problemas nas costas. Pelo legado da carreira, recebeu a homenagem com a convocação. Ao final de suas carreiras, 11 dos 12 atletas entraram no “Hall da Fama” do Basquete, exceto Laettner. Os jogos sempre recebiam lotação máxima e eram cercados por grande cobertura de mídia. Dentro de quadra, os norte-americanos resolveram dar espetaculo.

O jogo era menos competitivo, mais espetacular. Quase um “Harlem GlobeTrotters” em jogos profissionais. O maior massacre foi na estréia, contra os angolanos, vencendo por 68 pontos de diferença. O jogo contra os brasileiros, no qual Pippen fez uma marcação implacável na estrela brasileira Oscar, que ainda assim marcou 24 pontos. O Brasil terminaria como o segundo time a marcar mais pontos nos EUA até então.

Com suprema facilidade, o Dream Team venceu todos os adversários e conquistou a medalha de ouro. Na final, a Croácia, comandada por Toni Kukoc e a lenda Drazen Petrovic deu uma complicadinha no primeiro tempo, mas no final acabou impiedosamente derrotada. Ao menos o consolo de ter feito mais pontos nos EUA: 85 (na final), e o de ter sofrido menos: 103 (na primeira fase).

PRIMEIRA FASE
Estados Unidos 116 x 48 Angola
Estados Unidos 103 x 70 Croácia
Estados Unidos 111 x 68 Alemanha
Estados Unidos 127 x 83 Brasil
Estados Unidos 122 x 81 Espanha

QUARTAS-DE-FINAL
Estados Unidos 115 x 77 Porto Rico
SEMIFINAL
Estados Unidos 127 x 76 Lituânia
FINAL
Estados Unidos 117 x 85 Croácia

ALGUMAS CURIOSIDADES EM NÚMEROS

  • Média de pontos: 117,3 pontos por jogo
  • Cestinhas: Barkley, 18 pontos por jogo. Jordan fez 14.9, Malone 13 e Mullin 12.9
  • Média de pontos de vantagem por vitória: 43,8 pontos de diferença.
  • Melhor aproveitamento em arremessos de três pontos: Jordan, 0.875
  • Melhor aproveitamento em arremessos de dois pontos: Jordan e Barkley 0.711
  • Melhor aproveitamento em lances livres: Laettner, 0.9
  • Média de aproveitamento em arremessos de dois pontos pelos adversários: 0.375
  • Números de tempos pedidos pelo técnico Chuck Daly no torneio: 0 (isto mesmo, pessoal: ZERO).