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Posts de agosto 2012

BRASILEIRÃO 2012 - Artilheiros e assistentes da Dupla Gre-Nal

20 de agosto de 2012 0

Com a goleada de ontem por 4×0 no Figueirense, o Grêmio disparou como melhor ataque do futebol gaúcho em 2012. São 90 gols contra 83 do Internacional na atual temporada, com praticamente o mesmo número de jogos. No Campeonato Brasileiro a diferença é bastante razoável: 28 gols contra 22, e isto faz o Tricolor somar três pontos a mais que o Colorado.

No Grêmio o grande destaques individual vai para Marcelo Moreno. Em 15 jogos, ele já marcou seis vezes e tem cinco assistências. Elano, com 2 gols e 4 assistências, também está bem. Até o momento, 12 jogadores do Grêmio diferentes já marcaram no Brasileirão.

Marcelo Moreno - destaque individual do RS na Série A 2012 - Foto: Diego Vara

GRÊMIO
ARTILHARIA NO BRASILEIRÃO – 28 GOLS

  • Marcelo Moreno – 6 gols
  • André Lima – 5 gols
  • Leandro – 4 gols
  • Kléber – 3 gols
  • Elano – 2 gols
  • Souza, Vílson, Miralles, Werley, Marquinhos, Fernando, Marco Antônio – 1 gol

ASSISTÊNCIAS NO BRASILEIRÃO

  • Marcelo Moreno – 5 assistências
  • Elano – 4 assistências
  • Souza – 3 assistências
  • Kléber, Marquinhos – 2 assistências
  • Edílson, Fernando, Marco Antônio, Rondinelly, Zé Roberto – 1 assistência
  • Rebote/Roubada de bola – 6
  • Pênalti – 1

INTERNACIONAL

No Inter, que tem uma das melhores defesas mas um dos piores ataques da Série A, o lesionado Dagoberto é o único grande destaque individual, com 11 jogos, 4 gols e 3 assistências. Leandro Damião (3 gols, 2 assistências) e Fred  (2 gols, 3 assistências) são os mais próximos. Até o momento, 14 jogadores diferentes já marcaram pelo Colorado neste nacional.

ARTILHARIA NO BRASILEIRÃO – 22 GOLS

  • Dagoberto – 4 gols
  • Damião – 3 gols
  • Jajá, Fred – 2 gols
  • Juan, Mike, Ygor, Gilberto, D’Alessandro, Índio, Dátolo, Oscar, Élton, Fabrício – 1 gol
  • Bruno Aguiar (contra) – 1 gol

ASSISTÊNCIAS NO BRASILEIRÃO

  • Fabrício – 4 assistências
  • Dagoberto, Fred – 3 assistências
  • Leandro Damião – 2 assistências
  • D’Alessandro, Élton, Guiñazu, Jajá, Marcos Aurélio, Otávio, Élton, Guiñazu, Kléber, Marcos Aurélio – 1 assistência
  • Rebote/Roubada – 1
  • Falta – 1
  • Gol Contra – 1

Tricampeão mundial de F-1, Nélson Piquet completa 60 anos nesta sexta-feira

17 de agosto de 2012 3

Nélson Piquet Souto Maior, ou simplesmente Nélson Piquet, completa 60 anos nesta sexta-feira. O tricampeão mundial de Fórmula-1, uma das pessoas mais sensacionais e autênticas da história do automobilismo mundial, hoje curte a aposentadoria gastando o dinheiro que obteve ao longo de sua histórica carreira.

Nélson Piquet, nos tempos de Williams, completa hoje 60 anos - Foto: Arquivo RBS

Foram 207GP’s, 23 vitórias, 24 poles, 23 voltas mais rápidas, 60 pódios e os títulos mundiais de 1981, 1983 e 1987, além do vice-campeonato em 1980 e dos 3º lugares em 1986 e 1990. Correndo na categoria máxima entre 1978 e 1991, Piquet teve o privilégio de ser um piloto de elite ao lado de pilotos históricos como Niki Lauda, Alain Prost, Ayrton Senna, Gilles Villeneuve e Nigel Mansell.

Exímio acertador de carros, profundo conhecedor da mecânica e das relações interpessoais, Piquet detestava a badalação do circo, sempre com um humor sarcástico, ácido.  Dentro da pista, era um misto de piloto veloz com estratégico, que cometia pouquíssimos erros e estava sempre à espera da melhor oportunidade. Sempre fui de Piquet.

Um tributo especial ao Nelsão:

Nesta semana festiva, nada melhor que ver os especiais escritos pelo Leonardo Félix, no Tazio Racing: http://tazio.uol.com.br/f1/nelson-piquet-a-trajetoria-dos-60-anos-do-tricampeao-decada-a-decada, e pelo pelo amigo Paulo Teixeira, do Continental Circus, este dividido em 4 partes:

Mas hoje eu vou fechar com vídeos mostrando o outro lado, aquele que eu sempre curti: o engraçado. Sem nenhum freio na língua e no que pensava.Piquet colocando chifrinhos no Mansell - Jacarépaguá, 1986

Piquet dando uma sacaneada no narigão de Alain Prost:

Colocando “chifrinhos” no odioso presidente da FIA Jean-Marie Balestre:

E sem papas na língua, falando o que bem entende:

VEJA TAMBÉM

MARATONA ESPORTIVA - Osório sediará o “Desafio de Basquete: 24 HORAS”

15 de agosto de 2012 3

Já imaginaram um jogo de basquete com um dia de duração? Pois neste final de semana, mos dias 18 e 19 de agosto acontecerá o jogo de basquete do ano em Osório, litoral norte do Estado. Chamado de “Desafio de Basquete: 24 HORAS”, a partida vai movimentar a comunidade esportista do Estado!

Desafio de Basquete - 24 horas - Foto: Divulgação

O evento consiste num jogo de basquete, com suas regras usuais, mas que durará 24 horas seguidas, onde 400 atletas se revezarão para que o jogo nunca pare. O “Desafio de Basquete: 24 HORAS” inicia às 16h do dia 18 e acaba às 16h do dia 19, sempre no ginásio A do Centro Olímpico David José Fleck. Os participantes podem se inscrever como equipe ou se inscrever individualmente. Todos os inscritos recebem uma camiseta do evento e uma medalha de participação. Terá a participação desde pessoas que nunca praticaram o esporte até ex-atletas profissionais, como Cruxen (campeão brasileiro pela Pitt/Corinthians em 1994), Pitu e os jogadores da ABPA(Associação do Basquete de Porto Alegre), além da participação do DJ Ro, com muita música nas 24 horas de evento.

Até hoje a maratona mais longa de um jogo de basquete ocorreu na Hungria, quando membros do “György Boronkay Technical and Grammar School” da cidade de Vác, jogaram por 107 horas consecutivas. A partida, disputada entre 1 e 5 de Julho de 2010, terminou em 9.900 x 8.169 e durou 25 horas a mais que o recorde anterior, que era desta mesma entidade escolar.

Pretende-se, através do evento, dar maior visibilidade ao Basquete e aos esportes em si, motivando as pessoas da comunidade envolvida para a sua prática e estimulando novos praticantes. Além de esportivo, o evento terá um cunho social onde, na sua inscrição, os participantes doarão dois quilos de alimentos ou duas peças de roupas, que serão entregues em ação paralela, sendo beneficiada assim a comunidade carente vizinha ao Centro Olímpico do Bairro Medianeira.

O “Desafio de Basquete: 24 HORAS” tem como objetivo servir como um grande instrumento de propulsão e ascensão do basquetebol, fazendo-o ocupar o seu verdadeiro lugar na mente e nos corações dos gaúchos. Objetiva também promover a inclusão e igualdade social, enfatizando a democratização da prática esportiva, além de unir todos num jogo super desafiador e emocionante com muitas brincadeiras e sorteio de brindes.
Lembrando que, para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, Osório está selecionada como Centro de Treinamento para seleções de basquete, o que vai alavancar ainda mais o esporte na cidade.
O evento tem o apoio da Prefeitura Municipal de Osório, Secretaria Municipal da Juventude, Esporte e Lazer, Corsan e Governo do Estado do RS.

Desafio de Basquete - 24 horas - Foto: Divulgação

"The Dream Team'92" - A inigualável equipe de basquete norte-americana

13 de agosto de 2012 0

Dream Team” só teve um: 1992. Ponto. Há 20 anos o mundo do basquete vivenciou seu maior momento. A construção de um dos maiores times da história do esporte mundial (na minha humilde opinião o maior), mudou o patamar do basquete nos Jogos Olímpicos, ampliou horizontes da NBA, tornando-se a competição mais badalada dos Jogos Olímpicos de Barcelona. Mas, sobretudo, o Pavelló Olímpic de Badalona viu vários dos maiores atletas de todos os tempos. Juntos, no mesmo time. Para encantar gerações por muitos e muitos anos.

The Dream Team'92 - Foto oficial divulgação USA Basketball http://www.usabasketball.com/

Você já imaginou atuando em um mesmo time: Pelé, Maradona, Garrincha, Zinedine Zidane, Franz Beckenbauer, Johann Crujff, Lionel Messi? E, em uma corrida em Spa-Francorchamps, pudéssemos assistir Ayrton Senna, Alain Prost, Gilles Villeneuve, Juan Manuel Fangio, Michael Schumacher, Nélson Piquet, Jim Clark, Stirling Moss e Fernando Alonso largarem no mesmo grid? Ou então um Torneio de Wimbledon com Roger Federer, Rafael Nadal, Bjorn Borg, Ivan Lendl, Pete Sampras, Andre Agassi? Pois foi exatamente isto que vimos no time de basquete masculino dos Estados Unidos em 1992.

Sempre representados por colegiais e universitários, os EUA foram batidos nas semifinais pela União Soviética nos Jogos Olímpicos de Seul, logo após terem sido derrotados pelo Brasil em casa no Pan-Americano de 1987 em Indianápolis. Em 1989, a FIBA e o COI autorizaram jogadores profissionais dos Estados Unidos, atletas da NBA, a disputarem as Olimpíadas. Algo um tanto anacrônico, afinal qualquer jogador na europa ou mesmo no Brasil já eram profissionais, mas OK. A Federação Norte-Americana de Basquete pediu à NBA que liberasse seus atletas, algo visto com bastante reticência no primeiro momento, mas concedido.

O time comandado por Chuck Daly e Lenny Wilkins tinha três dos 5 maiores jogadores de basquete de todos os tempos: Larry Bird (Boston Celtics), Magic Johnson (Los Angeles Lakers) e o legendário, único, absoluto, Michael Jordan (Chicago Bulls). Outros jogadores espetaculares eram: Scottie Pippen (Chicago Bulls), Patrick Ewing (New York Knicks), John Stockton e Karl Malone (Utah Jazz), Chris Mullin (Golden State Warriors), David Robinson (San Antonio Spurs), Clyde Drexler (Portland TrailBlazers), Charles Barkley (Philadelphia 76′ers) e o universitário Christian Laettner. Parece que Laettner foi convocado apenas para dizer: “ok, eles não eram perfeitos e são terrestres“. Jordan, Ewing e Mullin já haviam sido campeões olímpicos quando eram universitários, em Los Angeles, 1984.

O que fez este time ainda mais especial é que a maioria dos atletas estavam em momentos espetaculares na carreira, à exceção de Bird que sofria com crônicos problemas nas costas. Pelo legado da carreira, recebeu a homenagem com a convocação. Ao final de suas carreiras, 11 dos 12 atletas entraram no “Hall da Fama” do Basquete, exceto Laettner. Os jogos sempre recebiam lotação máxima e eram cercados por grande cobertura de mídia. Dentro de quadra, os norte-americanos resolveram dar espetaculo.

O jogo era menos competitivo, mais espetacular. Quase um “Harlem GlobeTrotters” em jogos profissionais. O maior massacre foi na estréia, contra os angolanos, vencendo por 68 pontos de diferença. O jogo contra os brasileiros, no qual Pippen fez uma marcação implacável na estrela brasileira Oscar, que ainda assim marcou 24 pontos. O Brasil terminaria como o segundo time a marcar mais pontos nos EUA até então.

Com suprema facilidade, o Dream Team venceu todos os adversários e conquistou a medalha de ouro. Na final, a Croácia, comandada por Toni Kukoc e a lenda Drazen Petrovic deu uma complicadinha no primeiro tempo, mas no final acabou impiedosamente derrotada. Ao menos o consolo de ter feito mais pontos nos EUA: 85 (na final), e o de ter sofrido menos: 103 (na primeira fase).

PRIMEIRA FASE
Estados Unidos 116 x 48 Angola
Estados Unidos 103 x 70 Croácia
Estados Unidos 111 x 68 Alemanha
Estados Unidos 127 x 83 Brasil
Estados Unidos 122 x 81 Espanha

QUARTAS-DE-FINAL
Estados Unidos 115 x 77 Porto Rico
SEMIFINAL
Estados Unidos 127 x 76 Lituânia
FINAL
Estados Unidos 117 x 85 Croácia

ALGUMAS CURIOSIDADES EM NÚMEROS

  • Média de pontos: 117,3 pontos por jogo
  • Cestinhas: Barkley, 18 pontos por jogo. Jordan fez 14.9, Malone 13 e Mullin 12.9
  • Média de pontos de vantagem por vitória: 43,8 pontos de diferença.
  • Melhor aproveitamento em arremessos de três pontos: Jordan, 0.875
  • Melhor aproveitamento em arremessos de dois pontos: Jordan e Barkley 0.711
  • Melhor aproveitamento em lances livres: Laettner, 0.9
  • Média de aproveitamento em arremessos de dois pontos pelos adversários: 0.375
  • Números de tempos pedidos pelo técnico Chuck Daly no torneio: 0 (isto mesmo, pessoal: ZERO).

Jogos Olímpicos - Saudosas medalhas no 4x100m do atletismo em Atlanta e Sydney

10 de agosto de 2012 0

Em baixa nas últimas edições dos Jogos Olímpicos, o atletismo masculino já trouxe inúmeras medalhas para o Brasil. São quatro medalhas de ouro: Adhemar Ferreira da Silva, bicampeão no salto triplo em 1952 e 1956, Joaquim Cruz, campeão olímpico em 1984 nos 800m rasos, e Mauren Maggi, campeã olímpica em salto à distância em 2008.

Os brasileiros conquistaram ainda três pratas e sete bronzes no total de modalidades do atletismo, totalizando 14 no total.  Este esporte só perde para o judô, vela e voleibol na lista de esportes com mais conquistas até hoje na história dos Jogos Olímpicos. Mas a tradição brasileira esmoreceu nos últimos anos.

À parte do ouro de Mauren em Beijing, o atletismo brasileiro tem tido resultados inexpressivos, especialmente no masculino. É bem verdade que Vanderlei Cordeiro de Lima estava perto do ouro na mítica Maratona de Atenas em 2004 quando aquele padreco(ex) insano o acertou, mas os demais resultados foram bem ruins. Só chegamos à duas finais até o momento, e temos mínimas chances nos revezamentos 4×100 masculino e feminino, além da sempre imprevisível maratona.

Nesta semana que começam as disputas no atletismo, vale recordar os dois momentos brilhantes do revezamento 4×100 rasos nos Jogos de Atlanta (bronze) e Jogos de Sydney (prata). Esta prova é especial porque além da velocidade em si, depende muito do entrosamento.

Em Atlanta, o Brasil tinha chances remotas, pois além dos favoritos Estados Unidos e Canadá, a Grã-Bretanha, Jamaica, Nigéria estavam mais cotadas. O time brasileiro de Arnaldo de Oliveira, André Domingos, Édson Luciano e Róbson Caetano fizeram um bom tempo na primeira fase, atrás somente da Ucrânia em sua raia. Logo na 1º fase, a zebraça: os ingleses derrubaram o bastão e foram eliminados.

Nas semifinais, mais zebras: enquanto o Brasil passava tranquilo em 2º lugar na primeira eliminatória, atrás dos canadenses, na segunda eliminatória um verdadeiro caos: jamaicanos, australianos baamianos e nigerianos se atrapalharam e foram eliminados.

Sendo assim, o Brasil só precisava bater, na prática, um eventual erro na troca dos bastões e os ucranianos para ganharem o bronze. Foi exatamente isto que ocorreu, com direito ao show canadense capitaneado por Donovan Bailey e uma bela recuperação do brazuca André Domingos. Vejam:

Quatro ano depois em Sydney, o prognóstico brasileiro era bem melhor. Claudinei Quirino substituía o veterano Róbson Caetano, de novo ao lado dos medalhistas de bronze em Atlanta André Domingos,  Édson Luciano e Cláudio Roberto, e com o novato Vicente Lenílson entrando no time.

Logo na primeira fase, novamente os ingleses se atrapalharam todos e foram eliminados, repetindo o mico de quatro anos antes. O Brasil, mesmo poupando seu melhor velocista (Claudinei), fez o segundo tempo, logo abaixo dos norte-americanos. Com um time muito fraco, já sem o campeão olímpico Donovan Bailey, o Canadá sofria a pressão. Cuba e Jamaica eram os outros adversários brasileiros, com os eternos favoritos Estados Unidos buscando recuperar a hegemonia.

Nas semifinais, e já com Claudinei Quirino, o Brasil passou com problemas na última transição, mas ainda assim com o terceiro tempo, ao lado dos jamaicanos (empatados, aliás), 1 décimo atrás do surpreendente time cubano e longe dos americanos, que tinham Maurice Greene como principal velocista.

Na decisão, o drama com Vicente Lenílson, que correu com dores na virilha. Ele fez um bom início e passou para Édson Luciano. Em ritmo crescente, André Domingos pegou o bastão e ficou em ótima posição. Na última transição, o Brasil estava em terceiro, atrás dos cubanos e dos norte-americanos. Em uma arrancada sensacional, Claudinei Quirino obteve a prata no melhor momento do atletismo masculino brasileiro daquela Olimpíada, à frente de Cuba (bronze) e dos EUA (ouro):

Futebol olímpico - Histórias de Los Angeles, Seul, Atlanta e Sydney!

10 de agosto de 2012 0

No próximo sábado, a Seleção Brasileira entrará em campo no lendário estádio de Wembley contra o México em busco do topo.  O time treinado por Mano Menezes tentará a inédita medalha de ouro olímpica no futebol. O Brasil, pentacampeão mundial, só obteve duas medalhas de prata e outras duas de bronze.

Apesar do futebol irregular, a campanha brasileira é perfeita: 3×2 contra o Egito, 3×1 contra Belarus, 3×0 na Nova Zelândia (todos na primeira fase), 3×2 em Honduras  (quartas-de-final) e 3×0 na Coréia do Sul, garantindo vaga nas semifinais e a medalha de prata. Leandro Damião é o artilheiro da competição com seis gols.

Em 2008, o Almanaque Esportivo contou quatro histórias do futebol olímpico brasileiro. As boas campanhas dos anos 80 em Los Angeles e Seul, e as dramáticas derrotas para os africanos em 96 e 2000. O Brasil ainda obteve a medalha de bronze em 2008, na última edição dos jogos. Confiram estas histórias:

ENTREVISTA - Paulão avalia os 20 anos da conquista do ouro em Barcelona!

09 de agosto de 2012 0

Há exatos 20 anos o Brasil conquistou sua primeira medalha de ouro em um esporte coletivo. Foi no voleibol masculino, vitória de 3×0 sobre a Holanda no dia 09 de agosto de 1992. O time brazuca, treinado por Zé Roberto Guimarães, tinha Maurício, Marcelo Negrão, Paulão, Carlão, Tande e Giovane como titulares, e mais Amauri, Talmo, Pampa, Jorge Édson, Janélson e Douglas no grupo campeão.
Ali iniciou-se a pavimentação de um caminho que ainda nos daria três campeonatos mundiais (2002, 2006 e 2010), o bicampeonato olímpico em Atenas (2004) e mais uma medalha de prata (Beijing, 2008), além de nove títulos de Liga Mundial. Na campanha vitoriosa em Barcelona foram sete vitórias, e apenas três sets perdidos, lutando contra o favoritismo de nações mais tradicionais no esporte.
Algozes de 1984 e 1988, na chamada “Geração de Prata”, os Estados Unidos eram os favoritos ao lado da Itália, então tricampeã da recém-criada Liga Mundial de Vôlei. Quarto lugar em Seul, o Brasil buscava superar a prata de Los Angeles e buscar o ouro. Era um time jovem, com três atletas que haviam disputado a Olimpíada anterior ( Paulão, Pampa e Maurício) e Amauri, que também esteve em Seul e foi ainda medalhista de prata em Los Angeles.

Para marcar este momento histórico do esporte nacional, o Almanaque Esportivo entrevista um dos atletas mais importantes daquela conquista. Paulo André Jukoski da Silva, ou simplesmente Paulão. Este gaúcho de Gravataí é um dos mais bem sucedidos atletas da história do volêi brasileiro. Campeão Olímpico nos Jogos de Barcelona em 1992,  atualmente comanda a APAV/Canoas, campeão da Superliga-B em 2011 e que irá disputar a Superliga Nacional de Volêi Masculino em 2012.
Casado com Cláudia, pai de Pedro e Pietra (também jogadores de vôlei), Paulão concedeu esta entrevista para o Almanaque Esportivo a respeito dos 20 anos da história conquista no Palau Sant Jordi, em Barcelona.

ALMANAQUE ESPORTIVO: Olá, Paulão, seja bem-vindo ao Almanaque Esportivo e, mais uma vez, parabéns pelos 20 anos da conquista de ouro em Barcelona. Qual é a análise que você tem do impacto daquela que foi a 1º medalha de ouro em esportes coletivos do Brasil em Olimpíadas?
PAULÃO: Prazer estar com vocês! Mudou a visão, o espírito! Começamos a acreditar que podíamos ganhar dos outros países! Mas, com certeza, em nós mesmos!

Paulão, com a medalha de ouro - Foto: Arquivo Pessoal

ALMANAQUE ESPORTIVO: A base da equipe vinha de um sofrido Mundial em 1990, disputado no Brasil. A derrota dramática contra os italianos por 3×2 nas semifinais, abateu o time que perdeu também a disputa do 3° lugar para a União Soviética. Além disto, você, Maurício, Amauri e Pampa também tinham sofrido revés idêntico em Seul, perdendo na semifinal para os EUA e na disputa do bronze para a Argentina. Como estava o emocional daquele jovem time, de média de idade de 24 anos, para os jogos em Barcelona?
PAULÃO: Ninguém acreditava em nós! Mas foi bom … Começamos uma história de superação e criamos e escrevemos a nossa história.
ALMANAQUE ESPORTIVO: Qual foi o jogo mais difícil? A semifinal contra os Estados Unidos, depois de toda a carga emocional das Olimpíadas de Los Angeles e Seul?
PAULÃO: Os americanos adoram olimpíadas! Treinam para ela! E entraram dispostos a vencer de qualquer maneira! Mas estávamos muito leves e focados! Sem duvida o jogo mais difícil.

ALMANAQUE ESPORTIVO: A quele time era muito jovem, jogadores de destaque como Maurício, Tande, Giovane e Marcelo Negrão eram muito jovens. Como era lidar com aquela garotada?

PAULÃO: Foi muito fácil! Não existia vaidades! Fica fácil de conversar , cobrar e pedir algo! Queridos amigos!
ALMANAQUE ESPORTIVO: Depois do título, o que mudou em tua vida? Os salários melhoraram? O apoio das empresas e da mídia ao vôlei mudou? Ou já naquela época o esporte era bastante estruturado?
PAULÃO: A vida sem dúvida mudou! Uma loucura … Melhoraram os salários! Uma pena que não temos aposentadoria remunerada!!! Mas o esporte no Brasil ainda necessita de muito investimento, principalmente na base educacional.
ALMANAQUE ESPORTIVO: E como vê o atual momento? O time está desgastado depois dos 10 anos com Bernardinho ou o tricampeonato olímpico ainda é possível? Você considera que o ciclo “Bernardinho” está próximo de terminar?
PAULÃO: Os dois técnicos são exelentes e mostram isto a cada campeonato! E quando se trabalha com pessoas é assim mesmo, repleto de altos e baixos! O diferente Sao as outras equipes que querem ganhar de qualquer maneira.
ALMANAQUE ESPORTIVO: Finalize com a expectativa, os reforços e quais são os objetivos da APAV/Canoas na Superliga Nacional de Volêi? Até onde o time pode chegar?
PAULÃO: É um projeto novo e com alguns valores maravilhosos! E nosso objetivo é classificar entre os oito finalistas !!! Mas deve vir reforços ainda ! Mas ainda é segredo…

Paulão, comandante da APAV/Canoas - Foto:Felipe Lause_Divulgação PMCA

Vamos aguardar… Enquanto isto, comemorem o título de 1992 mais uma vez:

O Fascismo no futebol europeu - Série Especial no Almanaque Esportivo

04 de agosto de 2012 0

Em 2007, escrevi uma série no Almanaque Esportivo sobre grupos de ultra-direita envolvidos no futebol. Não só englobavam torcedores violentos, como também tinham posicionamentos políticos radicais. Em resumo, essencialmente grupos racistas, xenófobos e violentos.

The Muckers - Torcida neonazista do modesto inglês Blackpool

E violência é inimiga do futebol. Isto não combina, não faz sentido. Não existe.

Para lutar contra um inimigo, temos que conhecê-lo o máximo possível. Esta foi a intenção da série de posts sobre grupos de ultra-direita inseridos no futebol. Espero que tenham gostado.

O FASCISMO NO FUTEBOL EUROPEU

Postado por Alexandre Perin