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Fair-Play às avessas: Luiz Adriano faz gol legal, mas imoral na Liga dos Campeões

21 de novembro de 2012 6

Simplesmente lamentável o que o atacante brasileiro Luiz Adriano, do ucraniano Shakhtar Donetsk, fez ontem na vitória de 5×2 contra o dinamarquês Nördsjaelland, pela quinta rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa. Quando o jogo estava 1×0, ainda no primeiro tempo, Luiz Adriano aproveitou uma devolução de bola escancarada para marcar um gol, sob os olhares atônitos dos dinamarqueses.

Pior, o time depois tentou deixar o adversário fazer um gol e um zagueiro impediu. Vejam o lance.

Há alguns anos, meu amigo Alexandre Limeira me demonstrou que o excesso de fair-play acaba jogando contra o andamento da partida, pois aumenta o número de interrupções e de ‘cêra técnica’. Isto fica exemplificado ao ver vídeos de jogos dos anos 80 e 90. Passei a defender a idéia e quanto mais observo os jogos atuais, mais fica claro o problema.

Parkhurst revoltado com Luiz Adriano - Lars Poulsen / AP

Hoje li um texto do amigo Vicente Fonseca, que também tem um posicionamento semelhante, falando que exatamente os defensores da “redução do fair-play” é que ficarão prejudicados por uma atitude como a do ex-atacante colorado. Vejam seus argumentos em “Gol Contra”.

Outras histórias eu já contei aqui no Almanaque, vou resumir nos links abaixo:

Comentários (6)

  • Eduardo diz: 21 de novembro de 2012

    Vi o lance e tenho a impressão que o juiz marcou falta do jogador que ficou caído no chão, após o atendimento do jogador, o juiz autorizou a cobrança da falta e o Luiz Adriano pegou a bola no ataque.
    Se fosse lance de fair-play a bola deveria ser chutada para lateral, perto de onde aconteceu a falta.
    O juiz não anulou a jogada que teve algum tempo até sair o gol, o juiz também não entendeu que era lance de fair-play.
    Talvez eu esteja errado, mas este foi o meu entendimento do lance.
    Logo depois o Luiz Adriano fez mais dois gols.

  • Zé diz: 21 de novembro de 2012

    O “fair play” nada mais é do que uma cortesia. Ou seja, ninguém tem obrigação de praticá-lo. É ridículo que se exija o “fair play” no futebol, um esporte onde, a todo momento, os jogadores tentam ludibriar os árbitros e ganhar tempo com simulações. O mesmo cidadão que devolve a bola, logo tá pedindo um lateral ou escanteio quando tocou por ultimo na bola, pedindo falta, cartão pro colega, etc. No Brasil mesmo, o que mais se vê é jogador fazendo fita quando o resultado lhe convém, e os trouxas do outro time pondo a bola pra fora. Chega a dar nojo! O que poderia ser feito para melhorar essa situação ridícula, era regulamentar o “fair play”. É bem simples: o time, cujo jogador precisou de atendimento médico, pausando o jogo, perde a posse de bola na sequência. Simples assim, o time “A” parou o jogo, então a bola é do time “B”. E o tempo descontado na íntegra.

  • Eduardo diz: 21 de novembro de 2012

    No programa Redação do SPORTV2 assisti, agora, todo lance, realmente foi um fair-play, o juiz lançou a bola do alto da sua mão e o jogador lançou para defesa do adversário, o Luiz Adriano não deveria ter pego a bola e muito menos ter feito o gol.
    No comentário anterior eu disse que tinha dúvida sobre o início do lance, pensei que a bola tinha saído como bola ao chão, mas não foi isto que aconteceu.
    No lance houveram dois erros, o primeiro e mais grave, do Luiz Adriano que não respeitou o fair-play e o segundo do juiz, como autoridade máxima no jogo se omitiu, deveria ter anulado a jogada assim que o Luiz Adriano se apoderou da bola e correu em direção ao gol.
    Meu comentário anterior foi equivocado.

  • DL diz: 22 de novembro de 2012

    Somente o colorido retardado do Kenny Praga para chamar o Barcos de mau caráter por colocar a mão na bola e agora elogiar esse jogadorzinho medíocre e idiota…só porque ele saiu do seu clubeco!!!
    O último jogador que eu vi fazer isso, foi na copa são paulo de futebol júnior, o jogador do figueirense quis dar de esperto, fez o gol, tirou a maior onda de todos.
    No inicio do ano, quebrou a perna no catarinense e não joga desde então…quem é o experto agora??? Esse tal de L.Adriano que se cuide!!!

  • Mauro diz: 22 de novembro de 2012

    Imoral e hipócrita é o fair-play. Querem passar aos jogadores responsabilidades que são dos árbitros (aplicação das regras). O futebol é um jogo. E jogadores são pagos para ludibriar adversários dentro da lei (o que é um drible?). Luís Adriano se valeu de um recurso legal e tirou vantagem disso. É o que qualquer jogador faz. Vejo que os “moralistas” que criticam o gol do L. Adriano estão entre aqueles que vibraram com o gol do Luís Fabiano na última copa, quando deu um balãozinho sensacional, com as mãos, no zagueiro adversário, e ainda mentiu ao árbitro negando que tinha se valido desse recurso fraudulento. Mas, aí, o L. Fabiano foi esperto, blá-blá-blá… Elogiam o L. Fabiano (e poderia ser o Maradona, Henry) por fazer um gol fraudado e criticam o L. Adriano que, inteligentemente, se vale de uma brecha e faz um gol legal. Hipócritas!

  • Gilmar Gonçalves diz: 22 de novembro de 2012

    Simplesmente lamentável? Não!
    Lamentável é a quantidade de simulações que jogadores fazem quando o resultado é favorável ao seu time, caindo no chão para que o árbitro interrompa um ataque do adversário e chame atendimento. Daí entram os médicos do clube, o esperto mata tempo, se levanta numa boa e ainda o adversário tem que esperar cortesia do outro time, que jogará a bola para lateral.
    Far Play é sinônimo de hipocrisia. O Luiz Adriano errou ao dizer que não viu o lance, só isso. No mais, fez o que tinha que fazer: seguir a jogada.

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