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Posts de fevereiro 2013

Entrada criminosa em Ronaldinho lembra lances de Dinho e Bolívar

27 de fevereiro de 2013 10

Nesta terça-feira, no massacre de 5×2 do Atlético-MG contra o Arsenal de Sarandí, tivemos um legítimo Tributo ao Carrinho(alô Richard Ducker!). Diego Braghieri acertou uma entrada inaceitável sobre Ronaldinho, com o placar já em 5×2, aos 43 do 2º tempo. O juiz marcou pênalti mas não deu o mais que merecido cartão vermelho. E R10 ainda errou a cobrança… Vejam o lance:

Em 1995, o volante Dinho desferiu uma entrada criminosa no meia Negretti, do Bragantino, na derrota de 2×0 pelo Campeonato Brasileiro.  Depois de levar uma bola no meio das pernas, já perdendo o jogo, Dinho acertou no atleta do time paulista.

Dinho foi expulso, e o jogador adversário ficou fora do Campeonato Brasileiro por ter sofrido uma lesão nos ligamentos do joelho. Alguns meses depois, até como gratidão, Negretti seria contratado pelo Grêmio e fez gol na estréia, vitória contra o São Luiz de Ijuí pelo Gauchão.

Dinho x Negretti em 1995 - Arquivo Zero Hora

Em 2012, o zagueiro colorado Bolívar fez algo muito semelhante no Beira-Rio, vitória de 1×0 contra o Bahia. Ele deu um carrinho no joelho do jovem Dodô, que teve rompimento dos ligamentos do joelho. Bolívar, ao contrário de Dinho e assim como Bragheri, não foi expulso:

Solskjaer: 40 anos do "Baby-Faced Assassin"

26 de fevereiro de 2013 3

O memorável centroavante norueguês Ole Gunnar Solskjaer, lenda do Manchester United, completa hoje 40 anos. Autor do gol do título europeu em 1999, Solskjaer marcou impressionantes 126 gols em 366 jogos, quase sempre como reserva, ao longo de 11 anos em Old Trafford. Apelidado de “Baby-Faced Assassin“, ou “matador com carinha de bebê” por seu rosto de criança e seu instinto mortífero, o atacante tinha um impressionante faro de gol: estava sempre bem posicionado e, com muita velocidade, não precisava de muitas chances para marcar. Hoje, já aposentado, é um treinador de sucesso, com grande prestígio na Europa e cotado pelos grandes clubes.

Em 26 de julho de 1996, Sir Alex Ferguson pagou 1,5 milhões de libras no que se tornaria a maior barganha da história do futebol inglês. Por este dinheiro, contratou um desconhecido centroavante norueguês, rápido e técnico, junto ao Molde. Solskjaer veio depois de 31 gols em 38 jogos no futebol de seu país, mas ninguém tinha grandes expectativas sobre seu desempenho na Inglaterra.  Ledo engano.

Já na temporada de estréia, mesmo sendo um reserva indiscutível, Solskjaer marcou 18 gols, incluindo um na estréia, míseros seis minutos depois de entrar como reserva contra o Blackburn Rovers. No banco de reservas, estudava os defensores rivais e percebia a melhor estratégia quando fosse necessário entrar. Foi assim que, em 1999, na histórica goleada de 8×1 sobre o Nottingham Forest, Solskjaer marcou 4 gols em apenas 12 minutos após entrar como substituto:

Naquele mesmo ano, Solskjaer marcaria o gol do título europeu: entrando como reserva no lugar de Andy Cole aos 36 do segundo tempo, quando o Manchester United perdia por 1×0 para o Bayern de Munique, no Camp Nou em Barcelona. Após o gol de empate de Teddy Sheringham aos 45, Solskjaer aparou, no segundo pau, um escanteio de Beckham e casquinha de Sheringham. Gol do título, aos 47 do segundo! Dois gols e a virada inglesa!

Ole Gunnar Solskjaer: 40 anos do "Baby-Faced Assassin"

Em 2001/02, Solskjaer foi titular pela única vez no ataque, barrando Cole e Dwight Yorke, ao lado de Ruud van Nistelrooy. Fez 18 gols em sua melhor temporada. No ano seguinte, Solskjaer não foi bem e em 2003/04 havia se transformado em um eficiente winger pela direita. Porém uma séria lesão no joelho, que iria lhe acompanhar até o final da carreira, o tirou de praticamente toda a temporada. Só voltou em abril, marcando gols e sendo o melhor em campo na final da Copa da Inglaterra, contra o Arsenal.

2004/05 e 2005/06 seriam um pesadelo: com duas lesões seguidas no joelho, Solskjaer jogou apenas cinco vezes. Ainda assim sua mística com os torcedores crescia de tamanha maneira que o atacante foi eleito o patrono da Associação de Torcedores do Manchester United.

Mas uma ótima pré-temporada em 2006 deixou Ferguson com a convicção que o atacante de 32 anos ainda teria o que oferecer: marcou 7 gols, mesmo ficando um mês parado entre fevereiro e março. Seria o “Canto do Cisne“, o derradeiro momento de glória na carreira do letal centroavante. Isto porque uma nova lesão nas férias deixou claro que o fim havia chegado: aos 34 anos de idade, Solskjaer estava se aposentando precocemente.

Como jogador da Seleção Norueguesa, Solskjaer foi titular absoluto enquanto teve condições físicas. Ao lado do eficiente Tore Andre Flo, jogou a Copa do Mundo de 1998 e a Eurocopa de 2000, e marcou 23 gols em 67 jogos pela Noruega, quinto maior artilheiro da história de seu país.

Então seu futuro mudou para o banco de reservas: por dois anos, Solskjaer foi treinador das categorias de base, ainda durante sua carreira. Treinou por um ano e meio o time reserva do Manchester United e, em janeiro de 2011, assumiu o Molde, time de sua terra natal e de onde havia partido para brilhar na Inglaterra.

Pela primeira vez na história, o Molde foi campeão norueguês: em 2011. Repetiu a dose em 2012, e foi cotado para assumir times da primeira divisão inglesa. Por enquanto Solskjaer recusou, achando que os convites não viriam em um momento adequado. Por enquanto.

Até hoje uma lenda, com suas música cantada pelos torcedores (uma é adaptação de “You are My Sunshine” e a outra pergunta “quem colocou a bola na rede dos alemães?”), Solskjaer segue no coração dos torcedores de Old Trafford. Com vocês, um tributo ao “Baby-Faced Assassin”: Ole Gunnar Solskjaer.

VEJA TAMBÉM:

OPINIÃO: De quando o vôlei imita o futebol nos piores quesitos

25 de fevereiro de 2013 0

Abro espaço para minha querida amiga Ariadne Rodrigues, co-idealizadora do site No Huddle Br, que deixa claro seu descontentamento com o nível de rivalidade visto na última sexta-feira, no jogo de vôlei entre os arquirrivais Osasco e Rio de Janeiro pela Superliga Feminina de Vôlei.

“O ginásio lotado, torcida presente em peso também do lado de fora para conferir o jogo num telão. O seu time está em segundo lugar e vai enfrentar o líder da competição que, por sinal, é o seu maior rival. Para apimentar mais ainda o enredo, é o último jogo da fase classificatória e você quer muito a primeira colocação para ter uma vida mais fácil nas quartas-de-final.
“É Libertadores? É Champions League? Putz, é NFL!” Não. É Superliga Feminina de Vôlei, temporada 2013. E o jogo era o clássico dos clássicos da Superliga: Osasco vs Rio de Janeiro. Se você não entende patavinas de vôlei, o confronto equivale a um Grêmio e Internacional.
De ambos os lados, elencos com jovens talentos já convocadas para seleções juvenis, bem como medalhistas olímpicas de Atlanta à Londres. Pegue isso tudo e junto com a sinopse lá de cima e temos a expectativa de um jogo memorável, épico e dramático.
O embate, por muito pouco, não virou um ringue de gel. A torcida do Osasco não somente vaiou o Rio e a arbitragem, como recorreu de forma unânime aos insultos, como por exemplo, chamar a oposta Sarah Pavan de burra e, conforme o esperado, mirar boa parte das vaias e “palavras carinhosas” a ponteira Nathália. Algumas jogadoras do Osasco recorreram em partes a mesma estratégia das cubanas em 1996, ou seja, comemoração excessiva para desestabilizar o emocional adversário.
A postura de algumas jogadoras do Osasco foi algo preocupante, ainda mais em se tratando que algumas delas são campeãs olímpicas, jogadoras da atual seleção. Não foi agradável ver Adenízia e Jaqueline comemorando mais efusivamente que o normal, indo pedir apoio da torcida (desnecessário quando se joga dentro de casa com 5.000 pagantes torcendo a favor), bem como ver Jaqueline, após receber um toco, dar uma bolada esquisita em Juciely (lance que despertou polêmica, pois no final do jogo a jogadora foi evasiva e não disse se o lance foi sem querer).
Todo o clima de provocação, seja da torcida, seja de algumas jogadoras, deu certo em partes. Natalia, o principal alvo da torcida, errou muito em quadra e acabou sendo trocada por Régis já no meio do terceiro set. Juciely, que chegou a chorar ao ser substituída uma vez por Bernardo e também devido a tensão do jogo, entrou no clima de provocação no tie-break e chegou a encarar a Jaqueline após um lance favorável do Osasco.
Tal postura é preocupante? Sim, afinal de contas, aposto que muitas dessas jogadoras não apoiaram a postura das cubanas em 1996, além de serem jogadoras de seleção, onde cada jogo requer uma postura a mais comportada o possível. Aposto que muitas não querem ver o vôlei transformado num futebol, e justamente nos pontos negativos. E arrisco dizer que se fosse o adversário quem tivesse tomado tal postura, elas estariam reclamando até o presente momento de atitude antidesportiva.
Mas a maior polêmica de todas ainda estava por vir, antes do início do tie-break, momento que rende cartão amarelo para Bernardo e Luizomar e por pouco não prejudicou as jogadoras em quadra. A polêmica foi a seguinte: Fofão perdeu o fôlego no final do terceiro set, o set da virada para o Rio. Jogando aos 42 anos de idade, num ritmo frenético nas últimas rodas, a levantadora teve que ser substituída no quarto set pela reserva Roberta. Bernardo complementou em entrevista que a levantadora fica até três dias sem treinar quando o Rio tem jogos que vão até o tie-break, justamente devido a sua idade, portanto a atitude foi para poupar a jogadora de qualquer desgaste que a prejudicasse no momento e nos playoffs da Superliga.
Mas parece que Luizomar não gostou, juntou a forma apática de jogar do Rio com a substituição, mais os erros da arbitragem para chamar o jogo do Rio e a substituição de levantadora de “desrespeitoso e menosprezo”. Bernardo poderia ter ignorado Luizomar, mas preferiu responder de forma nada educada – e a TV pegou e passou esta parte. Se vocês não conseguem ter uma visão do bate boca, apenas se lembrem de Tite e Felipão no célebre episódio “fala muito”. Ao final do jogo quando todos já rumavam aos vestiários, mais bate boca entre assistentes técnicos podia ter terminado em troca de tapas.
Jaqueline teve razão absoluta ao dizer que tal confusão entre os técnicos acaba por prejudicar o jogo. Se as atitudes descabidas dos técnicos influenciam os times, a atitude dos atletas pode influenciar suas torcidas. Pressupondo que um esporte onde há emoção de sobra e uma liga competitiva que cresce e atrai cada vez mais torcedores tende a desenvolver alguns fanáticos no meio, então podemos nos preocupar com o surgimento de gente mais insensata e que reaja de forma agressiva. Não é exagero pensar assim – ou vocês acham que o futebol sempre foi antro de grupos fanáticos, de expressão máxima da testosterona? Troca de farpas em redes sociais já existe, com torcedores de um time invadindo o espaço do rival apenas para provocar – e seria ótimo que ficasse só nisso.
Talvez nada disso passe na cabeça dos atletas de vôlei, mas ao menos no Brasil o assunto talvez precisa começar a ser encarado com maior zelo. Todo esse clima de nervosismo, frustração e acerto de contas por pouco não transformou um super clássico num jogo banal de várzea, daqueles que assistimos por falta de programação melhor na TV e que vira notícia negativa no dia seguinte.
Patético ver o vôlei tomando contornos do esporte bretão justamente nos detalhes que menos é preciso.

Gre-Nal 396: Nos últimos 20 anos, apenas 14 gols de pênalti em 67 clássicos

24 de fevereiro de 2013 6

Na vitória de 2×1 do Internacional sobre o Grêmio, tivemos um momento raro: gol de pênalti em Gre-Nal, convertidos por Diego Forlán e William José. Mais ainda: dois no mesmo jogo! Isto porque nos últimos 20 anos, foram disputados 67 clássicos Gre-Nal pelas mais diversas competições regionais, estaduais, nacionais e internacionais. Neste período tivemos os momentos de maior glória de Grêmio e Internacional, em décadas alternadas. Porém o que chama a atenção é o número irrisório de pênaltis marcados: apenas 13 (14, obrigado a todos pela correção nos comentários).

Diego Forlán faz de pênalti em Gre-Nal, lance raro em clássicos - Foto: Porthus Junior/Agencia RBS

Apenas uma vez, neste período todo, tivemos também dois gols de pênalti no mesmo jogo: foi em 2009, no chamado “Gre-Nal do Centenário” quando o Inter venceu o Grêmio por 2×1 no jogo que abriria caminho para o bicampeonato estadual invicto, válido pela então Taça Fábio Koff. Na ocasião, Tcheco abriu o marcador e Andrezinho empatou, ambos cobrando pênalti

A lista dos gols de pênalti nos últimos 20 anos está abaixo. Reparem que de 1993 até 2007, tivemos apenas QUATRO penalidades assinaladas. Não identifiquei a última vez que um jogador da dupla Gre-Nal errou um pênalti.

  • 1995 – Campeonato Gaúcho – Internacional 2×1 Grêmio – Leandro (I)
  • 1999 – Seletiva Pré-Libertadores – Grêmio 1×1 Internacional – Ronaldinho (G)
  • 2001 – Campeonato Gaúcho – Grêmio 4×2 Internacional – Zinho (G)
  • 2004 – Copa Sul-Americana – Grêmio 2×1 Internacional - Cláudio PitBull (G)
  • 2008 – Campeonato Brasileiro – Grêmio 1×1 Internacional – Roger (G)
  • 2008 – Copa Sul-Americana – Internacional 1×1 Grêmio – Daniel Carvalho (I)
  • 2009 – Campeonato Gaúcho – Internacional 2×1 Grêmio – Tcheco (G) e Andrezinho (I)
  • 2010 – Campeonato Brasileiro – Grêmio 2×2 Internacional – Alecsandro (I)
  • 2011 – Campeonato Gaúcho – Grêmio 2×3 Internacional – D’Alessandro (I)
  • 2011 – Campeonato Brasileiro – Internacional 1×0 Grêmio – D’Alessandro (I)
  • 2012 – Campeonato Gaúcho – Grêmio 2×2 Internacional – Marcelo Moreno (G)
  • 2013 – Campeonato Gaúcho – Internacional 2×1 Grêmio – Diego Forlán (I) e William José (G)

Especial Gre-Nal no Almanaque Esportivo: Os clássicos de 1996 a 2013

2013

2011
2010

2009:

2008:

2007:

Demitido liderando campeonato, temperamental técnico Paolo Di Canio surta e rouba ex-clube

22 de fevereiro de 2013 0

Paolo Di Canio, agora ex-treinador do Swindon Town da Terceira Divisão inglesa (a League One), reagiu de forma inesperada à sua já surpreendente demissão nesta semana. Líder da competição,  o Swindon trocou de dono recentemente e o novo dono achou muito alto o salário de Di Canio.

O temperalmental astro do futebol italiano e inglês  fazia um trabalho formidável no modestíssimo time do sudoeste da Inglaterra há alguns anos, mas a diretoria queria renegociar o contrato, de 850 mil libras anuais. Revoltado, Di Canio pediu demissão no último dia 18, substituído pelos interinos Tommy Miller e Darren Ward.

Mas a saída de Di Canio não ficou assim: na madrugada de ontem, ele e alguns membros de sua ex-comissão técnica, invadiram o seu antigo escritório. Com a senha, Di Canio desarmou o alarme e levou diversos objetos, alguns pessoais de sua parte e outros que pertenciam ao clube. A informação foi confirmada pela diretoria do Swindon Town, que não indicou que providências irá tomar.

A história do roubo é estranhíssima, mas não é a primeira doideira na carreira de Paolo Di Canio. Ele iniciou a carreira na Lazio e teve brilhantes passagens pelo West Ham, Sheffield Wednesday e de volta na Lazio, e sempre foi ‘fora da casinha’.

Com notórias relações com a parte facista da torcida da Lazio, causou polêmica mais de uma vez comemorando gols fazendo a saudação fascista. Vejam um vídeo com uma comemoração assim no início e outra no final da carreira, quando foi punido pela Federação Italiana de Futebol:

Na Inglaterra, sua primeira grande bobagem foi ainda como jogador do Sheffield Wednesday, quando empurrou o árbitro Paul Alcock após ser expulso de campo:

Em 2000, jogando pelo West Ham contra o Bradford City,  Di Canio pediu substituição após se revoltar totalmente três pênaltis não-marcados sobre ele no mesmo jogo. Dois deles foram simplesmente escandalosos. Aliás, este foi para mim, o último grande time do West Ham, que tinha os então garotos Joe Cole, Frank Lampard (autor do gol da vitória de 5×4!!! em jogada de Di Canio) , Rio Ferdinand, o falecido Marc-Vivien Foé, Trevor Sinclair, e o costarriquenho Paulo Wanchope. Vejam os lances e o gol desta famosa vitória em Upton Park, também conhecido como Boleyn Ground:

A história final de Di Canio eu já contei, sobre o sensacional gesto de fair-play, quando pegou a bola com a mão para não se provalecer do goleiro Paul Gerrard, do Everton, que estava lesionado. Vejam a história aqui no Almanaque e o lance em si:

Comecial de cerveja inova e coloca estagiários em situações inesperadas!

20 de fevereiro de 2013 1

A Heineken, patrocinadora oficial da Liga dos Campeões, se superou na ação de marketing que envolveu um jogo da principal competição européia e a contratação de um estagiário da área de eventos e publicidade da empresa. Não é novidade, já que em 2009 a Heineken fez uma ação espetacular envolvendo torcedores do Milan em um jogo da Liga dos Campeões, história contada aqui no Almanaque Esportivo.

Normalmente entrevistas de estágio são chatas, cansativas e, principalmente, previsíveis. A cervejaria holandesa transformou isto em uma situação totalmente inusitada: nove candidatos passaram por três situações diferentes, cada um por uma delas. Eles não sabiam que seria um comercial…

Um dos estagiários, em situação 'inesperada' - Captura de tela

A primeira era um recrutador que gostava de andar de mãos dadas. A segunda, o mesmo recrutador passava mal e precisava de ajuda. A terceira, o candidato e o recrutador tinham que sair correndo por uma evacuação de emergência do prédio, e os “bombeiros” precisavam de mais uma pessoa para ajudar a posicionar uma barreira de queda para um suicida.

Se eu contar mais estraga, especialmente o final. Divirtam-se:

POR TODA A VIDA: jogadores ainda em atividade que só jogaram em um time!

19 de fevereiro de 2013 8

Ontem contei a história dos doze jogadores brasileiros que atuaram por um só time ao longo de toda a carreira e por mais de dez anos. Hoje vamos citar os principais jogadores (das maiores ligas sul-americanas e européias) que atuaram por um só time por dez ou mais anos e que ainda estão em atividade.

Esta história é repleta de craques, muitos deles conhecidos de todos nós, e outros jogadores surpreendentes. Mas, repetindo: só valem atletas que jamais defenderam dois times como profissionais, valendo empréstimos, times no início ou final de carreira.

Interessante ressaltar que o jogador que ficou mais tempo em um só clube e por toda a sua carreira é o supremo defensor italiano Paolo Maldini, que jogou por assombrosos 25 anos pelo Milan. Ainda em atividade, o galês Ryan Giggs é o recordista. Ele está há 23 temporadas no Manchester United.

Ryan Giggs, recordista com 23 anos no Manchester United - Foto: Andrew Yates / AFP

Apenas um time tem quatro atletas na lista: o Barcelona, que novidade né? Xavi, Iniesta, Puyol e Victor Valdés (que sairá desta lista pois vai trocar de clube em 2014). Com três atletas o Manchester United (Darren Fletcher, Ryan Giggs e Paul Scholes), o japonês Kashima Antlers (Masashi Motoyama, Hitoshi Sogahata e Takeshi Aoki).

Com dois jogadores: o escocês Kilmarnock (Garry Hay e James Fowler), o inglês Liverpool (Jamie Carragher e Steven Gerrard), a italiana Roma (Francesco Totti e Daniele de Rossi) e o russo Zenit (Vyacheslav Malafeev e Igor Denisov).

Ainda vou ressaltar alguns nomes e seus respectivos times: Gianpaolo Bellini (Atalanta-ITA), Gastón Turus (Belgrano-ARG), Carlos Gurpegi (Athletic Bilbao-ESP), Bastian Schweinsteiger (Bayern de Munique-ALE), Marc Planus (Bordeaux-FRA), Oka Nikolov (Eintracht Frankfurt-ALE), Héctor Reynoso (Chivas Guadalajara-MÉX), Tony Hibbert (Everton-ING), Steven Cherundolo (Hannover 96-ALE), Sabri Sarioglu (Galatasaray-TUR) e Iker Casillas (Real Madrid-ESP)

POR TODA A VIDA: quem são os jogadores brasileiros que só defenderam um time!

18 de fevereiro de 2013 8

TREZE. Este é o número de jogadores brasileiros que atuaram em um só clube por dez ou mais temporadas. Ou seja, atletas que começaram a jogar profissionalmente e encerraram suas carreiras defendendo uma única agremiação de maneira oficial (e, em alguns casos, a Seleção Brasileira). Não vale jogadores que ficaram muito tempo e depois voltaram ao mesmo clube.

O recordista é o lendário goleiro Kafunga, do Atlético-MG, que defendeu por assombrosos 20 anos o gol do time de Belo Horizonte, de 1935 até 1955. Com um ano a menos, o goleiro palmeirense Marcos, campeão mundial pela Seleção Brasileira em 2002, com 19 temporadas. Com 16 anos, temos o zagueiro Altair, lenda do Fluminense e que também ganhou uma Copa do Mundo, em 1962, ao lado do bicampeão mundial Nilton Santos, talvez um dos maiores laterais-esquerdos da história do futebol e ídolo eterno do Botafogo.

Kafunga - Goleiro do Atlético-MG por assombrosos 20 anos

O atacante Pepe, com 15 anos pelo Santos de Pelé vem a seguir, assim como o zagueiro Junqueira (Palmeiras, 14 anos). Os atacantes Carlitos (Internacional) e Jarbas Batista (Flamengo), defenderam estes clubes por 13 anos. Com 12 anos como profissionais por um só time, dois laterais-direito do Flamengo: Biguá (dos anos 40) e Leandro (dos anos 70 e 80), e o atacante Preguinho (Fluminense). Nesta longa lista, o único meia: Carlinhos, que desfilou seu futebol clássico por 11 anos no Flamengo. Por último, um volante, Zé do Monte, que atuou por 10 anos no Atlético-MG

Nenhum deles está em atividade, boa parte já faleceu e o mais jovem da lista encerrou a carreira em 2011. São 2 goleiros, 2 zagueiros, 3 laterais, 1 volante, 1 meia e 4 atacantes. O que jogou há mais tempo foi Preguinho, que iniciou a carreira em 1928. E o mais recente, o goleiro Marcos, que encerrou em 2011.

O Almanaque Esportivo está aberto a novas inclusões, sobretudo de jogadores de futebol do interior, inclusive jogadores que ainda estão em atividade! Aguardo indicações (a primeira veio com Rafael Kfoury, de Belo Horizonte, que lembrou de Zé do Monte), seguindo as regras:

  • Jogou profissionalmente em um, e apenas um, time.
  • Jogou pelo menos 10 ou mais anos por este time.

AMANHÃ: jogadores famosos que defenderam apenas um clube ainda em atividade


Sua Majestade aérea, Michael Jordan comemora 50 anos neste domingo!

17 de fevereiro de 2013 8

Michael Jordan, simplesmente o maior jogador de basquete de todos os tempos, e o maior atleta que eu vi na vida, completa hoje 50 anos de idade. Hexacampeão da NBA pelo mítico Chicago Bulls nos anos 90, Jordan é, de maneira praticamente unânime, o ponto máximo de um dos esportes mais populares do planeta. E nada mais sintomático que o “All-Star Weekend” da NBA ser justamente no final de semana desta data tão significativa para este gênio de 1,98m e 98kgs.

Michael Jordan quando foi eleito para o Hall da Fama do Basquete - Foto: Stephan Savoia, AP

É difícil definir um atleta simplesmente completo: maior pontuador em média e aproveitamento da história da NBA, Jordan também virou uma lenda por seu desempenho defensivo, tanto em tocos quanto em roubadas de bola, eleito duas vezes o melhor jogador defensivo da temporada. Eleito para o “All-Star Game” em todas as temporadas, MVP (Most Valuable Player) em todos os títulos do Chicago Bulls e ainda o MVP das finais cinco dos seis anos. E isto não dá nem 5% dos recordes (lista completa aqui na Wikipedia)

10 arremessos nos instantes finais de Jordan:

Cresci vendo Michael Jordan brilhar, e sofrendo desilusões com meu eterno freguês New York Knicks na Conferência Leste. Um amigo de infância, o hoje médico André Carvalho Felício, disse certa vez nos históricos playoffs: “O Jordan só tem um defeito: ele não erra!”. Larry Bird, um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos, disse após Jordan fazer 63 pontos em um jogo de playoff contra o seu Boston Celtics: “Vi Deus disfarçado de Michael Jordan”. Detalhe: Jordan estava em sua segunda temporada, no ano de 1985.

Contei no Almanaque Esportivo os históricos playoffs de 1992/93, contra New York Knicks e Phoenix Suns, e 1997/98, contra o Utah Jazz. Mas isto é muito pouco para perceber o impacto do jogador. Para vocês terem uma idéia, o Miami Heat retirou a camisa 23 em homenagem a Michael Jordan. Detalhe: MJ só jogou pelo Chicago Bulls e pelo Washington Wizards, nunca pelo time da Flórida.

E as finanças? Graças a ele, a multinacional Nike chegou a um nível inimaginável. Em certos anos, a figura de Michael Jordan movimentou um bilhão (sim, um BILHÃO) de dólares na economia norte-americana. Suas duas aposentadorias causaram um impacto financeiro bastante grande na NBA, já que Jordan era favorito de todas as torcidas, inclusive daquelas que era um carrasco, como algumas ovações recebidas no Madison Square Garden em Nova Iorque, ginásio do Knicks.

São tantos recordes, tantas conquistas, tanto tudo.
Michael Jordan é uma lenda do esporte.
A maior que eu vi.

Então, de presente, as 50 maiores jogadas da história de Michael Jordan:

VEJA TAMBÉM

Real Madrid x Manchester United: confiram a história deste confronto de titãs!

13 de fevereiro de 2013 0

Hoje teremos Real Madrid vs. Manchester United, pelas oitavas-de-final da Liga dos Campeões no majestoso Santiago Bernabéu. Será o primeiro confronto do gênio Cristiano Ronaldo contra seu ex-clube, 3 temporadas após sua ida para Madrid e contra um técnico que considera como um pai, o multicampeão Sir Alex Ferguson.

Virtual campeão inglês, o time visitante busca seu quarto título europeu, enquanto os espanhóis tentam salvar a temporada desastrosa na Liga nacional, na caça de seu décimo título continental. Este jogo tem muita história ao longo de quase 50 anos, que serão contadas agora pelo Almanaque Esportivo. 3 dos 4 confrontos tiveram o vencedor campeão europeu ao final da competição. Então, divirtam-se!

O primeiro confronto ocorreu na temporada 56/57, 3×1 para o Real na ida, 2×2 na volta nas semifinais da então Copa dos Campeões, e o Real Madrid seria o campeão pelo segundo ano consecutivo. Já em 1967/68, o Manchester ganhou de 1×0 e segurou um mítico 3×3 no Santiago Bernabéu, também válido pelas semifinais da Copa dos Campeões. O Manchester se sagraria campeão europeu pela primeira vez, pouco mais de 10 anos após a Tragédia de Munique.

Temporada 99/2000. Depois da histórica “Tríplice Coroa“, com direito ao título da Liga dos Campeões sobre o Bayern de Munique com requintes de crueldade (dois gols nos acréscimos), o Manchester United era o melhor time do planeta naquela temporada. Nas quartas-de-final da Liga dos Campeões pegaria o Real Madrid, 0×0 na partida de ida.

No jogo de volta, as coisas começaram erradas quando Roy Keane fez um gol contra. Raúl, em lançamento de Steve McManaman, ampliaria para 2×0. Então, o lance mágico: após um drible absurdamente humilhante de calcanhar sobre Henning Berg, o cracasso argentino Fernando Redondo cruzou para Raúl fazer 3×0. David Beckham (um golaço), e Paul Scholes (de pênalti), reduziriam o marcador, mas a vitória e a classificação já eram de Madrid. Dali em diante, del Bosque se firmaria e se consagraria como técnico campeão mundial em 2010 e europeu em 2012, ambos pela Seleção Espanhola. Vejam o compacto :

Em 2003, foi a vez de um brasileiro brilhar, o mítico Ronaldo, em confronto também pelas quartas-de-final da Liga dos Campeões. E olha que nos dois lados tínhamos: Zidane, Raúl, Roberto Carlos, David Beckham, Ryan Giggs, Ruud van Nistelrooy! No jogo de ida, 3×1 para o Real Madrid com gols de Luís Figo e Raúl (2x). Na partida de volta, Ronaldo abriu o marcador, cancelado por van Nistelrooy. Em oito minutos frenéticos, Ronaldo faria 2×1, Iván Helguera (contra) deixaria tudo igual, antes de Ronaldo fazer seu hat-trick aos 14 do segundo tempo, e deixando a classificação praticamente garantida. Com uma reação de muita raça, o Manchester empatou e virou com dois gols de Beckham, insuficientes para a classificação mas valorizando os brios do time inglês. Confiram os gols:

Meu palpite para o duelo desta temporada?

Meu coração diz Manchester United.

Minha mente diz Real Madrid.

Veremos quem irá acertar.