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Revolução Alemã, Parte I: O declínio, as causas e o 'divisor de águas' para a retomada

15 de abril de 2013 12

Há pouco menos de dez anos, a Alemanha se preparava para sediar pela segunda vez a Copa do Mundo. Fora de campo, a expectativa era imensa, com estádios e cidades preparados para fazerem a melhor Copa do Mundo de todos os tempos (o que seria fielmente cumprido em dois anos). Mas dentro de campo o desânimo imperava. Depois da geração espetacular de Lothar Matthaus, Jurgen Klinsmann, Mathias Sammer, Thomas Hassler, Andreas Moller e Steffan Effenberg, o futebol alemão de clubes e seleções estava em uma situação delicada.

Em Portugal na Eurocopa 2004, a Seleção Alemã ficou em 12º lugar de 16 seleções. E isto era melhor que a campanha anterior, penúltimo lugar em 2000 na Holanda. Depois de ser tricampeã mundial na Itália em 1990, o time alemão havia parado nas quartas-de-final em 1994 e 1998, com uma equipe sem renovação, repetindo-se taticamente.

O contraponto ocorreu na Copa de 2002 quando, em uma combinação impressionante de sorte e eficiência focada no destaque individual de Michael Ballack e Olivier Kahn, chegou na final sem jogar bem. Perdeu para o Brasil em seu único grande jogo. Um “aborto da natureza”. Não representava o futuro.

Nos times alemães, a situação não era melhor: o gigante Bayern de Munique havia chegado à final da Liga dos Campeões duas vezes seguidas (campeão em 2001) e o Bayer Leverkusen surpreendeu com o vice em 2002. Porém a fonte secou: os clubes naufragavam nas competições européias e foram superados pelos ingleses no ranking da UEFA, ficando em 4º lugar e perdendo uma vaga na Liga dos Campeões para os arquirrivais ingleses, atrás de italianos e espanhóis. De 17% de estrangeiros em 1992, a Alemanha tinha passado para 34% em 1997 e absurdos 60% em 2002.

Uma Bundesliga com média de público apenas regular, sem maiores incidentes de violência, mas ingressos caros e jogos desinteressantes. Repletos de estrangeiros e veteranos, era alinhada no segundo nível junto com o Campeonato Francês e apenas um pouco acima do Português. Léguas de distância da “Premier League”, da “Série A” e da “La Liga”. Por seis anos, de 2002 a 2008, a Alemanha não colocou nenhum semifinalista na Liga dos Campeões.

Em uma profunda reflexão interna, os alemães perceberam que deveriam focar na formação de novos jogadores e fortalecer o futebol de clubes, o Campeonato Alemão. E isto iremos ver nesta terça-feira…

Comentários (12)

  • Diogo diz: 15 de abril de 2013

    Perin, parabéns pela iniciativa de abordar esse assunto. Aliás, parabéns pelo blog, sou leitor assíduo e acho um dos melhores, com análises detalhadas, racionais e coerentes, sobre assuntos interessantes que passam longe do corriqueiro. Bem que essa revolução alemã podia ser um modelo para melhormos as coisas também aqui no Brasil… Mas com Marin e DelNero fica difícil…

  • Luiz diz: 15 de abril de 2013

    Depois de assistir a entrevista do Paul Breitner na ESPN fiquei triste pelas coisas do nosso futebol, o cara deu uma aula dentro e fora de campo, estamos na conta mão da história, nosso futebol e lento e desatualizado, nossos jogadores jogam para eles próprios e não para a equipe, fomos criados para nos exibir e não para ganhar, nós ainda ficamos idolatrando jogadores que agem dessa forma, não é de se estranhar que alguns jogadores atrasem sua ida ao futebol moderno, que triste realidade a nossa, mudanças já para não ficarmos lembrados do país que foi um dia o maior campeão de todas as copas.

  • Marcelo diz: 15 de abril de 2013

    Esse Paul Breitner e um arrogante idiota. ja vi ele falando uma vez que o neymar deveria ir para o futebol europeu. que e um absurdo ele estar aqui. Ele acha que o mundo gira em torno da europa e ele como europeu ate entendo, nao concordo mas entendo. O Luis falou varias vezes jogador mas todas as vezes que citou esta palavra poderia trocar por neymar que daria na mesma. Pois saiba que o Neymar nao joga para ele so, joga para o time, ou melhor, joga PELO TIME INTEIRO tanto e que os companheiros dele ficam esperando ele fazer alguma coisa pois ele sempre que resolve e da show. Ele joga do lado do joaozinho enquanto messi tem xavi e iniesta por exemplo. e sim o melhor jogador do Brasil e se ele quer ficar no Brasil estou certo que muitos como eu fazem muito gosto. Claro que o alemao quer que ele va para la, afinal e o centro do mundo, onde se joga um futebol racional e esteril. O Brasil pode copiar a ORGANIZACAO europeia, mas o estilo de jogo nao deve mudar, ganhamos 5 copas jogando assim e o Neymar e uma fagulha desse futebol tao espetacular que nos apaixonamos e fomos tantas vezes campeoes. E para terminar Luis CONTINUAMOS SENDO OS MAIORES VENCEDORES DE COPAS DO MUNDO E O UNICO A IR A TODOS OS MUNDIAIS caso tenha esquecido.

  • Frederico Zerfass diz: 17 de abril de 2013

    No primeiro texto da série, sobre a geração vencedora da Alemanha foi dito que fazia parte do time Thomas Müller. Este é um jogador atual e o nome do baixinho com grande futebol, que era meia na copa de 90, é Thomas Haessler.

  • Frederico Zerfass diz: 17 de abril de 2013

    Outra correção: em 98 a Alemanha foi eliminada nas oitavas (e não nas quartas).

  • Frederico Zerfass diz: 19 de abril de 2013

    Beleza, Alexandre. Viajei na info das oitavas. Perdão!

  • Ezequiel diz: 19 de abril de 2013

    Perin, na real eu acho que tu te confundiste com o Andreas Moller, que jogou a Copa de 90, jogava na Juventus, e no Borussia. E tu te esqueceste do melhor deles: Rudi Voeller!

    Segue o link pro artigo da wikipedia sobre o Moller: http://en.wikipedia.org/wiki/Andreas_M%C3%B6ller

  • andre ruszkowski borges diz: 20 de abril de 2013

    Muito bom o texto,so duas correçoes,o Bayern de Munique foi campeão em 2001 em 2000 foi o real,e o Bayer Leverkusen foi em 2002

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