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Posts na categoria "Automobilismo"

F-1: Desobediência de acordo entre pilotos ocorreu com Reutemann, Pironi e Senna

25 de março de 2013 4

As manchetes do GP da Malásia de Fórmula-1 deste domingo rodearam um único assunto:  a ultrapassagem entre Sebastien Vettel sobre Mark Webber, seu companheiro na Red Bull Racing. O que seria uma disputa normal de pista causou impacto porque foi a RBR que pediu para ambos reduzirem o ritmo e "levarem os carros para casa". Aproveitando-se da diminuição de velocidade de Webber, que liderava na reta final da corrida em Sepang, Vettel passou o companheiro em uma ultrapassagem dura, que durou várias curvas.

Isto causou um profundo mal-estar na equipe, visível após a corrida no pódio, na coletiva, em todos os lugares. Este rolo envolvendo pilotos da mesma equipe não é nenhuma novidade. Vamos contar alguns incidentes, em 1981, 1982 e 1989. São casos diferentes do ocorrido em 2010, no famoso "Fernando is faster than you" para o Felipe Massa, porque neste caso o piloto obedeceu ao jogo de equipe (maiores detalhes neste post).

1981 - CARLOS REUTEMANN X ALAN JONES - WILLIAMS - GP DO BRASIL EM JACARÉPAGUÁ

Em 1981, a Williams mandou o argentino Carlos Reutemann reduzir o ritmo e ceder a vitória no GP do Brasil em Jacarépaguá para o companheiro, então campeão mundial, Alan Jones. Porém Reutemann não o fez, a despeito dos sinais dos boxes e venceu a corrida. Jones sequer apareceu no pódio e Reutemann, que foi sistematicamente mais rápido que o companheiro ao longo da temporada, perdeu o título mundial por um ponto para o brasileiro Nélson Piquet.

Argentino Carlos Reutemann: se negou a fazer jogo de equipe em 1981 - Foto: Reprodução jornal Zero Hora

1982 - DIDIER PIRONI X GILLES VILLENEUVE - FERRARI - GP DE SAN MARINO EM ÍMOLA

Em 1982, um incidente semelhante ocorreu na Ferrari envolvendo o francês Didier Pironi e o canadense Gilles Villeneuve. No GP de San Marino em Ímola, a Ferrari pediu para os dois reduzirem o ritmo e conduzirem para uma dobradinha, Villeneuve em 1º e o Pironi em 2º. Porém o francês derespeitou e gerou uma histórica batalha pela vitória, vencida pelo francês. Os dois, que eram grandes amigos, nunca mais se falaram. Duas semanas depois, Villeneuve morreu em um acidente em Zolder, na Bélgica.
Contei esta história em uma mini-série em 2008: 2008 = 1982? Esperamos que não, parte I e 2008 = 1982? Esperamos que não, parte II

Lendário canadense Gilles Villeneuve: viu o companheiro Didier Pironi descumprir ordem da Ferrari - Foto: Divulgação

1989 - AYRTON SENNA X ALAIN PROST - MCLAREN - GP DE SAN MARINO EM ÍMOLA

A história de 1989 envolveu o brasileiro Ayrton Senna e o francês Alain Prost, também na McLaren e coincidentemente na mesma pista de Ímola em San Marino. Na corrida, Prost largou na pole e Senna em segundo e havia um acordo que, depois da largada, nenhum dos dois tentaria uma ultrapassagem nas primeiras voltas, somente quando a corrida já estivesse estabilizada. Mas na segunda volta Gerhard Berger bateu e pegou fogo na Tamburello (sim, a mesma), e a corrida foi interrompida. Na volta, Senna derespeitou o acordo de cavalheiros e ultrapassou Prost. Totalmente desnorteado, o francês fez uma corrida ridícula. Era o início de uma das mais violentas rivalidades da história da Fórmula-1, também dissecada em 2008: Os grandes duelos da F-1: Senna vs. Prost e este de 2007: Os brazucas não são santos... Senna vs. Prost

Senna descumpriu 'acordo de cavalheiros' contra Prost em 1989 - Foto: Marlboro Divulgação

F-Truck: Piloto sofre fraturas em acidente grave no treino em Guaporé

13 de outubro de 2012 2

Diumar Bueno, piloto da Fórmula-Truck, sofreu diversas fraturas após um grave acidente ocorrido neste sábado na etapa de Guaporé-RS. Bueno perdeu os freios de seu caminhão, que saiu da pista, depois novament ecruzou a pista, bateu nos pneus e despencou em um barranco de 15 metros.

Consciente, foi resgatado pela equipe de socorro e não corre risco de morte, mas sofreu fraturas nas pernas e no braço direito. Vejam as imagens:

Curioso lembrar que o mesmo Diumar Bueno se envolveu no acidente espetacular, sem tanta gravidade, com Bruno Junqueira em 2010 no circuito de Interlagos, também pela Fórmula-Truck. Esta batida foi citada aqui no Almanaque Esportivo naquela época:

F1: Acidente em Spa reabre discussão sobre segurança da cabeça dos pilotos

05 de setembro de 2012 0

A violenta batida na curva La Source, 1º volta do GP da Bélgica de Fórmula-1, reabre uma antiga discussão a respeito da segurança dos pilotos. Mais uma vez, por pura sorte, um piloto não sofreu uma grave lesão na cabeça ao ser atingido por um carro em alta velocidade. A Lotus do franco-suíço Romain Grosjean passou a centímetros da cabeça do espanhol Fernando Alonso.

Coulthard passando a 3 cm de Wurz, por cima do volante - Reprodução TV

Coulthard passando a 3 cm de Wurz, por cima do volante - Reprodução TV

Vou ser franco com vocês, caros leitores, o problema para mim é um só: o risco sério de uma decapitação. Considero imprescindível que o Instituto FIA intensifique estudos para alternativas protegendo as laterais dos pilotos, sem desvirtuar o esporte. Muitas vezes pensei em uma espécie de cabine, mas o risco disto ficar travado em caso de batida mais incêndio complica bastante a alternativa.

Em 2007, no GP da Austrália, o incidente mais grave: David Coulthard dividiu uma curva com o austríaco Alexander Wurz e decolou. A lâmina do assoalho passou a 3 cm do capacete de Wurz.

A melhor escolha talvez passe pela troca do material em torno das laterais do piloto, e uma melhor proteção daquela área, sem afetar os espelhos retrovisores. Isto evitaria, no GP do Brasil de 1994, a batida na cabeça de Martin Brundle (com a McLaren), atingido na cabeça por Jos Verstappen, que por sua vez havia sido jogado para fora da pista em uma manobra irresponsável do norte-irlandês Eddie Irvine. Sobrou ainda para o francês Eric Comas:

Como a proteção seria ao lado, isto não evitaria o incidente de 1998 entre os norte-americanos Bryan Herta e Alex Barron na F-CART, em Elkhart Lake. Herta rodou sozinho e ficou ao contrário, quando Barron também rodou sozinho e 'subiu em cima' de Herta. Vejam:

Riscos são inerentes a este esporte. Mas dá para minimizá-los.

AUTOMOBILISMO: o momento mais engraçado da história

04 de setembro de 2012 0

Esta é antiga mas vale a pena! Ano de 2001, Campeonato Australiano de Supercars V8. Na corrida disputada nas ruas de Canberra, capital do país, o australiano Marcos Ambrose teve um pequeno probleminha...

Vejam ATÉ O FINAL:

Fórmula E será lançada em 2014 - Corridas com carros elétricos

29 de agosto de 2012 0

Uma corrida com carros elétricos a 240km/h? Pois a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) autorizou nesta segunda-feira a criação da "Fórmula E", uma competição que terá exclusivamente carros elétricos. Um grupo de investidores espanhóis, com apoio de empresários da Inglaterra, investirá 50 milhões de euros na nova categoria, a estrear em 2014.

A primeira temporada tem a previsão de 20 carros, com 10 times de dois pilotos. A previsão é de que dez Grandes Prêmios ocorram no ano inaugural, com corridas em todos os continentes (sendo a maioria na Europa). Uma prova no Rio de Janeiro está prevista.

O presidente da FIA, o francês Jean Todt, afirmou: " estes novos eventos vão proporcionar um grande engajamento das gerações mais jovens. Esta série espetecular vai oferecer tanto entretenimento quanto a oportunidade de compartilhar os valors da FIA em larga escala, como energia limpa, mobilidade e sustentabilidade"

O protótipo, chamado "Formulec EF01", tem baterias que duram 15 a 20 minutos. Como as corridas terão uma hora de duração, teremos um pit-stop obrigatório para a troca dos carros (que serão recarregados enquanto o outro continuará nas provas). Vejam um vídeo do protótipo em uma volta experimental na cidade de Moscou, próximo ao Kremlin:

Um dos investidores, o experiente empresário espanhol Alejandro Agag (dono de times na GP2 e GP3), declarou: "Não esperamos que as grandes montadoras entrem na competição logo no início. A indústria ainda não tem familiaridade com carros de corrida elétricos.  Mas aguardamos a sua chegada no futuro."

Tricampeão mundial de F-1, Nélson Piquet completa 60 anos nesta sexta-feira

17 de agosto de 2012 3

Nélson Piquet Souto Maior, ou simplesmente Nélson Piquet, completa 60 anos nesta sexta-feira. O tricampeão mundial de Fórmula-1, uma das pessoas mais sensacionais e autênticas da história do automobilismo mundial, hoje curte a aposentadoria gastando o dinheiro que obteve ao longo de sua histórica carreira.

Nélson Piquet, nos tempos de Williams, completa hoje 60 anos - Foto: Arquivo RBS

Foram 207GP's, 23 vitórias, 24 poles, 23 voltas mais rápidas, 60 pódios e os títulos mundiais de 1981, 1983 e 1987, além do vice-campeonato em 1980 e dos 3º lugares em 1986 e 1990. Correndo na categoria máxima entre 1978 e 1991, Piquet teve o privilégio de ser um piloto de elite ao lado de pilotos históricos como Niki Lauda, Alain Prost, Ayrton Senna, Gilles Villeneuve e Nigel Mansell.

Exímio acertador de carros, profundo conhecedor da mecânica e das relações interpessoais, Piquet detestava a badalação do circo, sempre com um humor sarcástico, ácido.  Dentro da pista, era um misto de piloto veloz com estratégico, que cometia pouquíssimos erros e estava sempre à espera da melhor oportunidade. Sempre fui de Piquet.

Um tributo especial ao Nelsão:

Nesta semana festiva, nada melhor que ver os especiais escritos pelo Leonardo Félix, no Tazio Racing: http://tazio.uol.com.br/f1/nelson-piquet-a-trajetoria-dos-60-anos-do-tricampeao-decada-a-decada, e pelo pelo amigo Paulo Teixeira, do Continental Circus, este dividido em 4 partes:

Mas hoje eu vou fechar com vídeos mostrando o outro lado, aquele que eu sempre curti: o engraçado. Sem nenhum freio na língua e no que pensava.Piquet colocando chifrinhos no Mansell - Jacarépaguá, 1986

Piquet dando uma sacaneada no narigão de Alain Prost:

Colocando "chifrinhos" no odioso presidente da FIA Jean-Marie Balestre:

E sem papas na língua, falando o que bem entende:

VEJA TAMBÉM

Túnel do Tempo: Há 12 anos, Rubinho vencia pela 1º vez na Fórmula-1

30 de julho de 2012 0

Na seção "Túnel do Tempo" do Almanaque Esportivo desta semana, vamos rever a primeira vitória de Rubens Barrichello na Fórmula-1: o GP da Alemanha de 2000. Há exatos 12 anos, Rubinho em sua primeira temporada pela Ferrari conseguia uma vitória improvável na saudosa pista de Hockenheim, ainda em seu traçado original.

Rubinho, que até a temporada 2000 tinha como melhores resultados dois segundos lugares (GP do Canadá 1995, GP de Mônaco 1996), e outros quatro terceiros (GP do Pacífico 1994; San Marino, França e Europa, todos no ano de 1999, fazia um início regular na Ferrari, muito atrás do companheiro Michael Schumacher e com dificuldades de andar próximo às McLaren Mika Hakkinen e David Coulthard. Segundo no GP da Austrália, Mônaco e Canadá, tinha sido 3º na Espanha, França e Áustria.  Obrigado ao leitor Gabriel Fiúza que me apontou a falha de levantamento.

No treino de classificação, diversos problemas deixaram o brasileiro em 18º lugar. Um início nada auspicioso para Rubinho... A corrida, com o tempo bastante nublado na área da Floresta Negra, já começava com problemas:  Schumacher e Giancarlo Fisichella se tocaram na primeira curva, batendo com força e abandonando a corrida, para decepção dos milhares de alemães que lotavam o autódromo torcendo pelo seu ídolo.

Faltando 17 voltas, com Hakkinen e Coulthard liderando com folgas, o incidente com o insano que invadiu a pista e ocasionou um novo safety-car. Este incidente foi citado semana passada aqui no Almanaque Esportivo: F-1 Bizarro: os 3 malucos que invadiram a pista durante as corridas!

Isto atrapalhou a corrida da McLaren, que perdeu tempo ao trocar os pneus de Hakkinen e Coulthard ao mesmo tempo, derrubando o escocês para o fim do pelotão. Só que a corrida maluca não havia se encerrado, e na saída do safety-car para os boxes, retornando à corrida, o francês Jean Alesi e o brasileiro Pedro Paulo Diniz batem violentamente, causando nova entrada.

Com poucas voltas e pista molhada em alguns setores, muitos pilotos foram para os boxes colocar pneus de chuva. Rubens Barrichello, Heinz-Harald Frentzen, David Coulthard e Ricardo Zonta, que não haviam parado e se seguravam com pneus de pista seca no asfalto molhado, estavam entre os primeiros, com Hakkinen em 5º lugar.

Frentzen quebrou, Zonta foi punido e depois bateu e Hakkinen encostou, indo para o 2º lugar. Nas voltas finais, Rubinho torcia para que a chuva não ocorresse, senão teria que parar ou perderia a vantagem. Com muito cuidado na pista molhada e de pneus slicks, o brasileiro conseguiu chegar à linha de chegada em primeiro lugar.

A emotiva narração de Galvão Bueno, do qual eu não sou muito fã, é lendária:

Barrichello comemora ao lado de Coulthard sua 1º vitória - Foto: AFP

Esta corrida foi marcada por alguns recordes:

  • Barrichello se tornou o piloto com mais GP's antes de conquistar a primeira vitória: 123 largadas. Marca só quebrada pelo australiano Mark Webber (130 GP's) em 2009 também no GP da Alemanha.
  • Seu 18º lugar na largada antes de obter a vitória era (e é ainda) a 3º melhor marca da história, superado apenas pelo 22º lugar do inglês John Watson no GP dos EUA em 1983 e pelo 19º lugar do norte-americano Bill Vukovich no GP dos EUA de 1954.
  • Foi a primeira vitória do Brasil desde o distante ano de 1993, no GP da Austrália e obtida por Ayrton Senna.
  • Rubens Barrichello encerrou sua carreira de 19 anos na Fórmula-1 em 2011 com: 322 GP's, 11 vitórias, 14 pole-positions e 17 melhores voltas.

Italiano comemora antes da hora e perde corrida: confira outras histórias semelhantes!

12 de julho de 2012 0

O motociclista italiano Ricardo Russo se superou neste último final de semana e jogou fora uma vitória provável no Campeonato Italiano de Velocidade. No GP de Mugello, categoria Superbikes até 600cc, Russo vencia no início da última volta de forma apertada. Achando que era a bandeirada final, diminuiu a velocidade e passou a comemorar efusivamente a "conquista".

Porém a corrida não havia se encerrado! Ele demorou quase toda a volta para perceber, voltar a acelerar. Russo acabou na deprimente 14º colocação. Vejam o vídeo:

  • Outros casos históricos me vieram na cabeça. O primeiro foi do piloto sueco Bjorn Wirdheim, que em 2008 perdeu a 2º bateria da GP2 em Mônaco por comemorar antes da linha de chegada, vencida pelo dinamarquês Nicolas Kiesa. Leiam o que escrevi em 2008: Oie, eu sou muito burro e perdi a corrida!!!
  • Temos ainda a célebre última vitória de Nélson Piquet na Fórmula-1, GP do Canadá de 1991 em Montreal. O inglês Nigel Mansell comemorava, acenava para a torcida e isto aconteceu: GP do Canadá: a última vitória de Nélson Piquet
  • Khalid Askri, goleiro do FAR Rabat, foi eliminado da Copa do Marrocos por comemorar um pênalti antes da hora. Também comentei isto aqui no Almanaque: Pênalti inacreditável: goleirão achou que tinha defendido, mas...
  • Bem semelhante à anterior, em um campeonato amador de futebol da Itália, o goleiro Angeli saiu comemorando uma defesa. Mas a bola não tinha parado ainda... MONDO BIZARRO: Pênaltis inacreditáveis na Itália e na Islândia!
  • Outra história que eu lembrei ocorreu nos Jogos Olímpicos de Inverno em 2006, na cidade italiana de Turim. A norte-americana Lindsey Jacobellis vencia com folga a competição de snowboarder. No último salto, foi fazer pose e acabou se desequilibrando e caindo. A suíça Tanja Frieden, que estava muito longe, acabou levando o ouro, e Jacobellis ficou com a prata. Vejam o vídeo ao vivo do erro patético da snowboarder:
  • A mais estúpida de todos foi a derrota do colombiano Alex Kuyavian no Campeonato Mundial de Patinação, prova dos 10 km de velocidade. Ele vencia com larga vantagem quando passou a comemorar com uma reta de antecipação. Se desconcentrou e desacelerou de tal maneira que acabou ultrapassado pelo sul-coreano Lee Sang Cheol. Vejam o vídeo:

Há 10 anos - "Hoje não, Hoje não... HOJE SIM": a maior vergonha da Ferrari

12 de maio de 2012 0

Há dez anos, uma das mais patéticas cenas da história da Fórmula-1 ocorreu. Foi no dia 12 de maio de 2002, na histórica pista de Zeltweg. Jamais, em 15 anos acompanhando o automobilismo, tinha escutado vaias tão estrondosas na Fórmula-1 até o GP da Áustria de 2002. Sim, foi aquela corrida que Rubens Barrichello deixou Michael Schumacher passar na última curva e ganhar a prova.

Nem os apupos contra o fascista francês Jean-Marie Balestre, no GP do Brasil de 1990, tinha sido tão escandalosa. Aquela era um sentimento de revolta maturado por meses desde os incidentes que tiraram Ayrton Senna da disputa do título no GP do Japão de 1989.

Porém o que ocorreu ao final da corrida disputada no A1-Ring foi algo espontâneo... Imediato... Sem nenhuma preparação.

Rubinho e Schumacher na reta de chegada...

Com o alemão disparado na liderança da temporada, Rubinho fazia um final de semana perfeito, culminando com uma corrida magnífica liderando de ponta a ponta a corrida em Zeltweg. Faltando oito voltas, com o alemão em segundo lugar, Rubinho começa a ser contactado pela equipe e ordenado por Jean Todt a deixar o alemão passar. Na última volta, na última curva, isto acontece.

O resultado? Uma vaia imensa no circuito, de maioria alemã e torcedora de Schumacher, que não aceita o que acabou de ver e reprova a atitude. Um pódio ridículo, com Schumacher deixando Barrichello subir para o primeiro lugar e um olhar simplesmente destruidor de Ralf Schumacher contra seu próprio irmão. Vejam as imagens e lembrem-se:

E uma entrevista em 2007 sobre isto:

Minha opinião: foi um erro grosseiro da Ferrari. Schumacher não precisaria, seria líder isolado de qualquer maneira. A equipe italiana liderava com tanta vantagem que aquilo foi um desgaste desnecessário.

Rubinho errou também. Ficou com a imagem de capacho eterno, poderia ter sim segurado a posição. Que arrumasse uma confusão, azar. Ficou com a imagem de medroso, de covarde.

Para todo o sempre.

500 Milhas de Daytona: Montoya roda e bate em carro de serviço, que explode!

28 de fevereiro de 2012 0

Simplesmente caótica a edição de 2012 das 500 milhas de Daytona, a prova nobre da NASCAR norte-americana. Depois de diversos adiamentos por causa da chuva nas últimas 36 horas, a corrida finalmente ocorreu nesta segunda-feira à noite, ainda que em condições precárias.

Na volta 160, sob bandeira amarela, o colombiano Juan Pablo Montoya teve um pneu furado e perdeu o controle do carro. Para azar supremo, bateu no caminhão-turbina (que é usado para secar a pista) que estava em uma das curvas do oval. No acidente, os dois carros pegaram fogo, muito devido à enorme quantidade de combustível de avião que o caminhão normalmente transporta.

Montoya nada sofreu, mas o motorista do caminhão está no Centro Médico. As imagens mostram outro fiscal de prova correndo para ajudar o colega acidentado. A prova está com bandeira vermelha e a enorme quantidade de combustível incendiado derreteu o asfalto.

Provavelmente a corrida será encerrada prematuramente, e terá uma bizarra vitória de Dave Blaney. Ano passado, ele  ficou em 32° lugar no campeonato, e nunca venceu em 28 provas, com apenas duas pole-positions.