Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Posts na categoria "Copa 2010"

Golaço de Forlán em Caxias lembra gols nas Copas de 2002 e 2010

04 de março de 2013 1

O golaço de canhota do uruguaio Diego Forlán, na vitória de 2×0 do Internacional sobre o Esportivo, me fez lembrar gols magistrais do atacante em Copas do Mundo. Ambidestro, Forlán sempre marcou muitos gols de fora da área, mas ainda não havia concluído assim no Internacional. Até este domingo, quando marcou duas vezes desta maneira.

Diego Forlán comemora o primeiro dos dois golaços contra o Esportivo - Foto: Mauro Vieira, RBS

O primeiro gol que me veio a mente foi no empate de 3×3 do Senegal com o Uruguai, Copa de 2002. Forlán marcou o primeiro na “remontada” da Celeste, insuficiente para a classificação mas mostrando um talento inegável:

Já em 2010 o gol foi tão bonito quanto. Na semifinal contra a Holanda, Forlán empatou o jogo com este chutaço, em jogo que os sul-americanos perderiam por 3×2:

Resumão das quartas, os melhores e piores do Mundial

06 de julho de 2010 1

As quartas-de-final da Copa do Mundo 2010 terminaram no último sábado. Quatro times seguiram adiante no Mundial da África do Sul, e outras quatro equipes voltaram para casa. Para decepção nacional, mais uma vez caímos nas quartas-de-final, sina brasileira que ocorreu nos Mundiais de 82, 86, 2006 e 2010.

A Holanda, time preconizado por mim em 2003, virou sobre o time brasileiro e passou para as semifinais quando enfrentará o Uruguai. Sneijder, o astro da Internazionale, foi o autor de dois gols no confronto contra o time de Dunga. Detalhes sobre a derrocada e uma análise para o futuro serão feitos em um post complementar.

No maior ‘milagre’ do Mundial até agora, a “Celeste Olímpica” reviveu um momento histórico ao bater Gana nos pênaltis depois de um 1×1 no tempo normal e de escapar de um pênalti aos 121 minutos de jogo, ou 16 do 2º tempo da prorrogação. Para desespero de todo um continente, Asamoah Gyan chutou no travessão a primeira oportunidade de um time africano chegar às semifinais de uma Copa do Mundo. Gana se iguala à Camarões (1990) e Senegal (2002) como melhor resultado da África em um Mundial.

Já a Alemanha, superando os prognósticos de um placar tão elevado mas confirmando a eficiência de seu jogo veloz e ofensivo, enfiou uma goleada de 4×0 sobre a Argentina de Diego Maradona. Messi, de novo, foi apagado e não fez gols. O técnico alemão Joachim Loew mostrou que sabia anular os pontos fortes argentinos, explorando a fragilidade do time mal-treinado pela lenda da Villa Fiorito.

Finalizando, a Espanha confirmou as expectativas e superou o Paraguai por 1×0 em um jogo muito duro para a atual campeã européia. Porém, mais importante que isto, foi a atuação soberba da equipe paraguaia, que finalmente fez um jogo de muita qualidade no Mundial. Desespero para o jovem Óscar Cardozo, que errou um pênalti no tempo normal que poderia ter dado a classificação em um jogo tão equilibrado. A Espanha errou também, mas no final do jogo David Villa decidiu a partida e, de quebra, se tornou artilheiro da Copa com 5 gols.

Tudo que de melhor, e pior, ocorreu nas quartas-de-final da Copa 2010 - Crédito: fotos AFP

Melhor time das quartas-de-final: Alemanha, que patrolou a Argentina

Pior time das quartas-de-final: Argentina, goleada pelso alemães

Melhor defesa das quartas-de-final: Para mim, o Paraguai, que mesmo perdendo segurou um time absurdamente superior

Pior defesa das quartas-de-final: Argentina, que falhou conforme todos esperavam

Melhor ataque das quartas-de-final: Alemanha, que goleou em uma fase decisiva.

Pior ataque das quartas-de-final: Paraguai e Argentina, que ficaram em branco.

Surpresas positivas das quartas-de-final: Paraguai, que fez um inesperado ótimo jogo contra a Espanha depois de sucessivas partidas abaixo da crítica.

Surpresas negativas das quartas-de-final: A péssima atuação defensiva do Brasil, justo nosso ponto forte.

Zebra das quartas-de-final: A Holanda, que fez um péssimo 1° tempo mas virou sobre o Brasil com autoridade

Craque das quartas-de-final: Sneijder (Holanda), melhor em campo contra os brasileiros e autor de dois gols.

Revelação das quartas-de-final: Khedira (Alemanha), atuação espetacular contra os argentinos, anulando Messi & Cia

Golaço das quartas-de-final: O 3° gol da Alemanha, quando Schweinsteiger entrou a dribles na defesa argentina

Gol heróico das quartas-de-final: Villa (Espanha), no finalzinho na duríssima vitória da Espanha sobre o Paraguai.

‘Quase golaço’ das quartas-de-final: Jogadaça brasileira, com toques de primeira e que terminou em um chute de longe de Kaká para milagre do goleiro holandês Stekelenburg.

Defesa das quartas-de-final: Stekelenburg (Holanda), em chutaço de Kaká quando a Holanda perdia por 1×0. Menção honrosa para a defesa de Casillas no pênalti mal-batido de Oscár Cardozo. Menção honrosa para a ‘defesa’ de Luís Suárez (Uruguai)

Frango das quartas-de-final: Júlio César (Brasil), que falhou feio no 1° gol da Holanda. Contra do Felipe Melo, mas erro do brasileiro.

Burrice das quartas-de-final: Felipe Melo (Brasil), sendo merecidamente expulso após um pontapé em Robben.

Mico das quartas-de-final: O pênalti perdido pelo ganês Gyan aos 16 minutos do 2° tempo da prorrogação, que classificaria o seu time para a semifinal.

Melhor técnico das quartas-de-final: Gerardo Martino (Paraguai), que mexeu em seis posições e acertou o time paraguaio

Pior treinador das quartas-de-final: Diego Maradona (Argentina), que errou no planejamento tático e nas substituições. Dunga merece menção, pois não tirou Felipe Melo antes deste ser expulso

Melhor árbitro das quartas-de-final: Olegário Benquerença (Portugal), muito bem nos 120 min de Gana 1×1 Uruguai.

Pior árbitro das quartas-de-final: Carlos Batres (Guatemala) e seus bandeirinhas no jogo Espanha 1×0 Paraguai por não mandar bater de novo a penalidade paraguaia de Cardozo (os espanhóis invadiram) e porque não deu pênalti para Espanha no rebote do pênalti desperdiçado por Xabi Alonso

Melhor jogo das quartas-de-final: Alemanha 4×0 Argentina

Pior jogo das quartas-de-final: Espanha 1×0 Paraguai

Top das quartas-de-final: Alemanha, Holanda e Espanha

Bottom das quartas-de-final: Argentina, Brasil

Seleção das quartas-de-final: Stekelenburg (Holanda); Lahm (Alemanha), Da Silva (Paraguai), Mertersacker (Alemanha) e Boateng (Alemanha); Khedira (Alemanha), Schweingsteiger (Alemanha), Sneijder (Holanda) e Iniesta (Espanha); Villa (Espanha) e Klose (Alemanha)

VEJA TAMBÉM:

Copa 2010: Resumão da 1º rodada, os melhores e piores do Mundial

Imagens da euforia uruguaia no jogo contra Gana - em Johannesburgo, POA e Montreal

05 de julho de 2010 1

Ainda repercutindo o histórico triunfo do Uruguai sobre Gana, nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2010, achei três vídeos monstrando a torcida uruguaia durante o jogo.

O melhor de todos é o já célebre vídeo amador do astro uruguaio Diego Forlán no hotel em Johannesburgo logo após o jogo histórico:

Outro deles mostra um enorme contingente de uruguaios em Porto Alegre, em um famoso restaurante típico da capital.

Reparem no desespero da torcida no instante de tempo 0min11s:

O último mostra a torcida em Montreal, em um bar da belíssima cidade canadense. Vejam:

Semifinal de 2010, Holanda vs. Uruguai marcou a estréia da "Laranja Mecânica" em 1974

05 de julho de 2010 1

Holanda e Uruguai se enfrentam nesta terça-feira pelas semifinais da Copa do Mundo de 2010. Os holandeses superaram o Brasil enquanto os uruguaios, em um jogo inesquecível, bateram os ganeses nos pênaltis. A Holanda não chegava nas semifinais desde 1998, quando perdeu para o Brasil. Já o Uruguai não chegava nas semifinais há 40 anos, quando perdeu igualmente para o Brasil.

O mais curioso é que esta partida marcou também a estréia do lendário time da Holanda em 1974 na Copa do Mundo da Alemanha Ocidental. Na ocasião, os holandeses enfrentaram os uruguaios e deram um dos maiores shows tático-técnicos da história. Foi o nascimento do “Futebol Total”, do time treinado por Rinus Michels e capitaneado em campo por Johan Cruijff. Curiosamente, o pai do astro uruguaio Diego Forlán jogou naquele dia, Nestor Pablo Forlán.

O estádio Niedersachsenstadion em Hannover nunca mais viu uma exibição como aquelas. Foi a estréia da “Laranja Mecânica” e do “Carrossel Holandês” !

A Holanda, que só tinha disputado, e muito mal, apenas duasCopa do Mundo (1934 e 1938), mostrou inovações táticas que nenhum outro time do mundo conseguiu repetir depois. Outros conceitos, como marcação pressão e linha de impedimento, foram adotados e são seguidos até hoje.

O placar foi de 2×0 para a Holanda, mas deveria ter sido muito mais. Rep marcou aos oito do primeiro tempo e 42 do segundo tempo. Se acham exagero, vejam o compacto daquele jogo:

E aqui, com narração da época:

HOLANDA (2): Jongbloed – Suurbier, Rijsbergen, Haan, Krol – Jansen, Neeskens, van Hanegem, Rep – Cruijff (c), Rensenbrink

URUGUAI (0): Mazurkiewicz – Jauregui, Masnik (c), Forlán, Pavoni – Espárrago, Montero-Castillo, Rocha, Cubilla (68 Milar) – Morena, Mantegazza

Em 2003, eu previ que o time do Ajax faria sucesso - A ZH acreditou!

02 de julho de 2010 1

Nesta sexta-feira, na derrota por 2×1 de virada para a Holanda, que tirou a Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 2010, vimos cinco titulares do time do Ajax de 2003 entre os 11 holandeses que começaram o jogo. E outro, van der Vaart, não jogou porque estava machucado. Me lembrei da primeira vez que meu nome saiu na Zero Hora, foi em

Na época sugeri para uma coluna das sextas-feiras do Luiz Zini uma matéria sobre o time do Ajax sensação européia no 4-3-3 ofensivo daquela época. Naquele time alguns nomes se destacavam: Sneijder, Stekelenburg (que disputava posição com o romeno Lobont), Van der Vaart, de Jong, Heitinga (todos holandeses), Ibrahimovic (sueco), Chivu (romeno) e Grygera (tcheco). Eles jogavam com os experientes Gálasek e Sonck.

Para minha surpresa, minha sugestão foi escolhida e saiu a publicação disto na Zero Hora dia 09/05/2003. Vejam o recorte abaixo:

\

Sete anos se passaram, alguns nomes não brilharam tanto quanto se esperava (um romeno Nicolae Mitea ficou pelo caminho, sumido na carreira), mas outros se tornaram estrelas internacionais. Ibrahimovic brilhou no próprio Ajax e no futebol italiano, Robben é o craque do vice-campeão europeu Bayern de Munique enquanto Sneijder é ídolo no campeão europeu, a Internazionale.

Faltou experiência na época, afinal o time conquistou apenas uma Copa da Holanda e outro Campeonato Nacional. Porém chegou nas quartas-de-final da Liga dos Campeões 2002/03, sendo eliminado pelo futuro campeão Milan com um gol de Inzaghi aos 44 do 2º tempo. Vejam imagens do título holandês de 2002:

Hoje, Stekelenburg e principalmente Sneijder definiram a eliminação brasileira. Ruim para nós, mas a confirmação daquele time do Ajax de 2002/03…

Em 2005 escrevi sobre a renovação holandesa para uma lista de futebol:

—–Mensagem original—–

De: Alexandre Perin [mailto:perin79@terra.com.br]

Enviada em: quinta-feira, 9 de junho de 2005 11:58

Para: mundodabola@yahoogrupos.com.br

Assunto: Holanda

Marco Van Basten, recuperando os dois anos perdidos com o idiota do Van Gaal, está fazendo um belo trabalho de renovação na Seleção Holandesa

O time está muito confiante, e como sempre, a Holanda mostra uma fortísima capacidade de renovação.Vários garotos estão se firmando no time, além dos que já são um pouco mais tarimbados e agora tem jogado mais constantemente (Van der Vaart, Sneijder)… Além dos calejados e qualificados Cocu, Van

Bommel, Van Nistelrooy e Van der Sar…

Agora tem mais: Robben, Van Persie, Kuyt (me parece um centroavante matador, já fez 2 gols nas Eliminatórias em 2 jogos), Maduro, de Jong, Vlaat, Ryan Babel,

Este time vai incomodar muito na Euro’2008 e na Copa de 2010... Só não sei como estará a zaga…

Alexandre Perin

Só nos resta rir... Felipe Melo facts!

02 de julho de 2010 11
Já que fomos pro saco, só nos resta rir das inevitáveis piadas… Algumas são inéditas, outras adaptações…
Felipe Melo Facts - Pierre-Philippe Marconi, AFP
  • Por causa do Felipe Melo, os melhores momentos da copa vão ser editados pelo Quentin Tarantino.
  • As namoradas de Felipe Melo têm medo de pedir carinho a ele. Ele pode entender carrinho
  • Milhares de pessoas no mundo deram entrada no hospital após assistir à atuação de Felipe Melo em transmissão 3D.
  • Felipe Melo não é bom de matemática mas gosta de dividir sem deixar restos.
  • O cartão de visitas do Felipe Melo é o vermelho.
  • No jogo de xadrez: Cristiano Ronaldo é a Dama; Kaká é o Bispo; Julio Batista é a Torre; Felipe Melo, o Cavalo.
  • Uma vez Felipe Melo foi jogar JoKenPo com o presidente Lula. Ele tinha uma tesoura, e o Lula, 5 dedos.
  • O Michael Jackson morto faz muita falta. O Felipe Melo vivo faz mais ainda.
  • Após os treinos, alguns jogadores treinam cobranças de faltas, já Felipe Melo treina como cometê-las.
  • A lenda da mula sem cabeça começou depois de um pé alto de Felipe Melo.
  • O saci tinha duas pernas até ser atingido por Felipe Melo
  • Todas as seleções têm volante… nós temos para-choque.
  • Felipe Melo é o único jogador que você encontra no FIFA 2010, no Winning Eleven e no Mortal Kombat.
  • O Felipe Melo não é o Dunga JR, ele é o Dunga Junior Baiano
  • O Corcunda de Notre Dame era um modelo famoso até conhecer Felipe Melo
  • Felipe Melo não nasceu, foi expulso do útero
  • Aquiles uma vez dividiu uma bola com Felipe Melo, seu calcanhar nunca mais foi o mesmo
  • Felipe Melo foi expulso da escolinha do Junior Baiano por agredir o Bruno do Flamengo….
  • Chuck Norris encerrou sua carreira no cinema após um carrinho de Felipe Melo… Em “Velozes e furiosos!!!”

Copa 2010: Resumão das oitavas, os melhores e piores do Mundial

29 de junho de 2010 0

As torcidas nos estádios e os milhões de espectadores viram o início da fase eliminatória do Mundial de 2010 sem nenhuma zebra. As oitavas-de-final proporcionaram muitos gols pois foram assinalados 22 gols em 8 partidas, média muito próxima a 3 gols por jogo. Exceto no último dia. Mais do que isto, os jogos foram empolgantes, emocionantes e de boa qualidade. Exceto no último dia.

A ressalva se faz presente, pois as partidas desta terça-feira, Paraguai 0×0 Japão (5×3 para os sul-americanos nos pênaltis) e Espanha 1×0 Portugal foram os jogos mais fracos (tá, ok, o duelo ibérico foi melhor tecnicamente apesar de insosso).

O Brasil venceu com facilidades o time do Chile, eterno freguês. Inclusive acertei o autor de dois gols brasileiros: Luís Fabiano e Robinho, eternos carros chilenos. Esqueci do Juan… O jogo contra a Holanda será bem mais difícil, vou falar deles nesta quarta e quinta-feira.

Os favoritos Brasil, Alemanha, Argentina, Paraguai, Uruguai, Espanha passaram de fase, enquanto EUA x Gana era equilibrado e deu o time africano na prorrogação. Os uruguaios fazem a melhor campanha desde 1970, quando foram para as semifinais. Já os ganeses se igualam ao Senegal em 2002 e Camarões em 1990 como as melhores campanhas africanas de todos os tempos.

Drama, festa, glória, decepção - As oitavas do Mundial 2010, que pega fogo - Crédito: Montagem TI RBS sobre fotos da AP e AFP

É claro que tivemos polêmicas de arbitragem. O escandaloso gol não-marcado para a Inglaterra, que a bola entrou 33cm dentro do gol contra a Alemanha entrou para a história do futebol mundial. Muitos falam em “justiça divina” citando o erro de 1966, quando a Inglaterra ganhou da Alemanha na final do Mundial com um gol que a bola bateu em cima da linha e o bandeirinha deu gol. Para recordar: o lance de 1966 foi muito difícil e a Alemanha (Ocidental) também tinha sido beneficiada naquele jogo, com um pênalti contra si não marcado na prorrogação e com o gol de empate no tempo normal (2×2) marcado após uma falta inexistente.

O gol em escandaloso impedimento assinalado por Carlos Tévez na vitória da Argentina sobre o México também entrou para a história, pelo erro em si e pelo fato da polêmica ter sido causada por uma repetição do lance (em super slow-motion) no telão do estádio, alertando os mexicanos para o erro grosseiro do bandeirinha. Pior para o árbitro Roberto Rossetti, o melhor do mundo e que não apitará a final do Mundial por causa deste erro do seu auxiliar.

Vamos às minhas análises?

Melhor time das oitavas-de-final: Alemanha, que patrolou a Inglaterra

Pior time das oitavas-de-final: Chile, atuação medíocre diante dos brasileiros

Melhor defesa das oitavas-de-final: Brasil, que não chegou nem perto de levar um gol

Pior defesa das oitavas-de-final: Inglaterra, que levou 4 e poderia ter tomado muito mais

Melhor ataque das oitavas-de-final: Alemanha, com dois gols de contra-ataques mortais

Pior ataque das oitavas-de-final: Paraguai, Chile, Japão que não fizeram gols e nem tentaram muito

Surpresa positiva das oitavas-de-final: Gana, jogou bem contra os EUA

Surpresa negativa das oitavas-de-final: Portugal, muito mal contra a Espanha

Zebra das oitavas-de-final: Sem zebras.

Craque das oitavas-de-final: Mueller (Alemanha), que fez dois gols e deu o passe para outro

Revelação das oitavas-de-final: Suárez (Uruguai), autor de dois gols, um deles lindíssimo.

Golaço das oitavas-de-final: Tévez (Argentina), tirambaço na gaveta do anão mexicano Óscar Perez

Gol heróico das oitavas-de-final: Asamoah Gyan (Gana), no início da prorrogação contra os Estados Unidos.

‘Quase golaço’ das oitavas-de-final: O gol (MUITO MAL) anulado de Frank Lampard no 1º tempo de ALE 4×1 ING

Defesa das oitavas-de-final: Stekelenburg (Holanda), em chute do eslovaco Vittek quando o jogo ainda estava 1×0 para seu time

Frango das oitavas-de-final: Sung-Ryong (Coréia do Sul), que falhou feio no 1° gol do Uruguai

Burrice das oitavas-de-final: Osório querendo driblar Higuaín e doando o 2° gol argentino. Menção para o telão em Johanesburgo que mostrou o gol impedido de Tévez.

Mico das oitavas-de-final: Os dois erros grosseiros de arbitragem já históricos – o gol que valia mas não valeu dos ingleses e o gol que não valia mas valeu dos argentinos.

Melhor técnico das oitavas-de-final: Dunga (brasil), um nó-tático no experiente Marcelo Bielsa (Chile)

Pior treinador das oitavas-de-final: Takeshi Okada (Japão), que renunciou ao ataque e foi merecidamente eliminado.

Melhor árbitro das oitavas-de-final: Wolfgang Stark (Alemanha) no jogo Uruguai 2×1 Coréia do Sul

Pior árbitro das oitavas-de-final: para dois bandeiras, Stefano Airoldi (ITA) no jogo ARG 3×1 MÉX e Maurício Espinosa (URU) no jogo ALE 4×1 ING

Melhor jogo das oitavas-de-final: Alemanha 4×1 Inglaterra

Pior jogo das oitavas-de-final: Paraguai 0×0 Japão

Top das oitavas-de-final: Alemanha, Argentina, Brasil

Bottom das oitavas-de-final: Chile, Japão, México

Seleção das oitavas-de-final: Kingson (Gana), Pereira (Uruguai), Juan (Brasil), Lúcio (Brasil) e Heinze (Argentina); Gilberto Silva (Brasil), Schweinsteiger (Alemanha), Sneijder (Holanda) e Mueller (Alemanha); Tévez (Argentina) e Suárez (Uruguai)

VEJA TAMBÉM:

Copa 2010: Resumão da 1º rodada, os melhores e piores do Mundial

Copa 2010: Resumão da 2º rodada, os melhores e piores do Mundial

Copa 2010: Resumão da 3º rodada, os melhores e piores do Mundial

Copa 2010: Resumão da 3º rodada, os melhores e piores do Mundial

27 de junho de 2010 0

Com dois dias de atraso, vamos continuar falando dos melhores de cada rodada da Copa do Mundo. A 3° e última partida da primeira fase confirmou a eliminação surpreendente dos últimos dois finalistas, Itália (campeã) e França (vice-campeã).

Também confirmou um predomínio do futebol sul-americano, com seus cinco times classificados e quatro deles em 1° lugar do grupo. Apenas o Chile sofreu uma derrota em toda a primeira fase, e foi contra a poderosa Espanha por 2×1.

A CONCACAF classificou os tradicionais EUA e México para a segunda fase, enquanto os africanos só emplacaram Gana. Já a Ásia garantiu os também tradicionais Japão e Coréia do Sul na segunda fase. Como esperado, a Oceania não classificou a Nova Zelândia, mas esta não fez feio: terminou o Mundial com três empates e invicta.

Glória, euforia, decepção, tristeza. Imagens típicas de uma 3° rodada de Copa do Mundo

  • Melhor time da terceira rodada: Uruguai, líder do ‘grupo da morte’ e jogando muito bem
  • Pior time da terceira rodada: Dinamarca, tomou um baile histórico dos japoneses
  • Melhor defesa da terceira rodada: Uruguai, ainda sem levar gol no Mundial e com pouquíssimos sustos.
  • Pior defesa da terceira rodada: Itália, tomou três gols em falhas defensivas
  • Melhor ataque da terceira rodada: Eslováquia, ganhou a vaga de maneira surpreendente.
  • Pior ataque da terceira rodada: Suíça, que só precisava fazer um gol para se classificar e não chegou nem perto.
  • Surpresas positivas da terceira rodada: Japão, Eslováquia, Gana
  • Surpresas negativas da terceira rodada: Dinamarca,
  • Zebra da terceira rodada: Eslováquia 3×2 Itália, despachando a atual campeã mundial
  • Craque da terceira rodada: Villa (Espanha), melhor em campo da classificação espanhola
  • Revelação da terceira rodada: Honda (Japão), disparado o melhor em campo na vitória sobre a Dinamarca
  • Golaço da terceira rodada: Quagliarella, Itália, marcando de cobertura no ângulo
  • ‘Quase golaço’ da terceira rodada: Robben (Holanda), que em seu primeiro lance driblou o marcador e acertou a trave do goleiro camaronês.
  • Gol heróico da terceira rodada: Donovan, classificando os EUA nos acréscimos contra a Argélia, e eliminando a Eslovênia.
  • Gol perdido da terceira rodada: Yakubu Aiyegbeni (Nigéria) que perdeu dois gols incríveis contra a Coréia do Sul. Um deles sem goleiro.
  • Defesa da terceira rodada: Kawashima (Japão), se recuperando do frango no jogo anterior ao pegar uma penalidade.
  • Frango da terceira rodada: Sorensen (Dinamarca), levando um gol ridículo de falta de mais de 40m. Em diagonal.
  • Burrice da terceira rodada: Chileno Bravo, tomando um gol ridículo da Espanha saindo a la “Pato Abbondanzieri”
  • Mico da terceira rodada: Eliminação francesa ainda na primeira fase com apenas um ponto. E da campeã Itália, lanterna do grupo
  • Melhor técnico da terceira rodada: Takeshi Okada (Japão), montou um time que explora o que os japoneses tem de melhor.
  • Pior treinador da terceira rodada: Marcelo Lippi (Itália), que errou da convocação até a última escalação no Mundial.
  • Melhor árbitro da terceira rodada: Carlos Simon  (Brasil), arbitragem magnífica em Gana 0×1 Alemanha
  • Pior árbitro da terceira rodada: Viktor Kassai (Hungria), não deu pênalti claro para os mexicanos e ainda errou em cartões e impedimentos.
  • Melhor jogo da terceira rodada: Eslováquia 3×2 Itália
  • Pior jogo da terceira rodada: Paraguai 0×0 Nova Zelândia
  • Top 3 da terceira rodada: Uruguai, Japão e Eslováquia
  • Bottom 3 da terceira rodada: França, Itália e Dinamarca
  • Seleção da terceira rodada: Paston (Nova Zelândia), Lahm (Alemanha), Nakazawa (Japão), Lugano (Uruguai) e Clemente Rodríguez (Argentina); Touré (Costa do Marfim), Schweinsteiger (Alemanha), Milner (Inglaterra) e Honda (Japão); Villa (Espanha) e Vittek (Eslováquia)

VEJA TAMBÉM:

Copa 2010: Resumão da 1º rodada, os melhores e piores do Mundial

Copa 2010: Resumão da 2º rodada, os melhores e piores do Mundial

França e sua montanha-russa nas Copas do Mundo: 2002 e 2010

25 de junho de 2010 0

Continuando a contar a irregular trajetória da Seleção Francesa de Futebol. Depois de contar dos vexames de 1990 e 1994, quando ficou de fora da Copa do Mundo, os momentos trágicos continuam: as eliminações de 2002 e 2010 ainda na primeira fase.

2002

Depois do título mundial de 1998 e da conquista da Eurocopa em 2000, a França era apontada como a favorita para a conquista do Mundial ao lado da Argentina. E tal qual nossos vizinhos de continente, protagonizou um fiasco histórico. Caiu na primeira fase com duas derrotas e  um empate, e sem marcar um golzinho sequer.

Os problemas começaram nos amistosos finais antes do Mundial. Zidane, em grande fase técnica, sofreu lesão e ficou fora dos dois primeiros jogos da Copa contra Senegal e Uruguai. Já Cissé quebrou a perna antes de um amistoso contra a China e foi cortado. Na partida inaugural, o estreante Senegal marcou 1×0 com Papa Bouba Diop, e segurou o resultado até o final. Trezeguet e Henry acertaram a trave de Tony Sylva, enquanto El-Hadji Diouf também acertou o travessão de Barthez. Zebraça na abertura do Mundial do Japão e Coréia do Sul:

No segundo jogo, contra o Uruguai, outro show de gols desperdiçados. Para piorar, Henry foi expulso ainda no primeiro tempo, deixando a França com 1 jogador a menos. No finalzinho, o Uruguai ainda perdeu o gol que daria a eliminação imediata dos atuais campeões. Vejam o compacto:

Na última partida, mesmo totalmente descontado, Zidane foi chamado. A França precisava vencer a Dinamarca, ou estaria eliminada. Mais uma vez, Trezeguet acertou o travessão e Zidane teve boa atuação. Mas gols de Rommedahl no primeiro tempo, e Dahl-Tomasson no segundo tempo encerraram o sonho francês. Final, Dinamarca 2×0 e França se tornava o segundo time campeão do mundo a ser eliminado ainda na primeira fase. O primeiro foi o Brasil em 1966.

2010:

Atual vice-campeã mundial, a França chegou na Copa totalmente desacreditada. Em crise técnica e institucional, tinha o treinador Raymond Domenech criticado pelos atletas há mais de dois anos, após o fiasco na Euro 2008 (eliminada na 1º fase). Nas Eliminatórias, ganhou apertadinho da Lituânia duas vezes, as duas com gols nos quinze minutos finais do Franck Ribery.

Sem estas vitórias apertadas, não teria sequer ido à repescagem. Nesta ganhou da Irlanda com o célebre gol de Gallas na prorrogação, aproveitando mão dupla de Henry. Um dos lances mais roubados da história das Eliminatórias Européias. Henry não foi punido, o árbitro também não. Vejam:

Uma várzea, punida nesta Copa.

Como todos vocês já sabem.

VEJA TAMBÉM:

França e sua montanha-russa nas Copas do Mundo: 1990 e 1994

França e sua montanha-russa nas Copas do Mundo: 1990 e 1994

25 de junho de 2010 0

A eliminação de maneira ridícula, ainda na primeira fase, da Seleção Francesa manteve o histórico “eletrocardiograma” dos “Les Bleus” nos últimos 30 anos de Mundiais. Campeã em 1998, a França manteve a sina de ir muito bem ou ir muito mal nas Copas do Mundo. Vamos contar estas histórias aqui no Almanaque.

Os números são expressivos, para ambas as teses:

  • Campeã: 1998
  • Vice-campeã: 2006
  • Semifinalista: 1982 e 1986
  • Eliminada na 1º fase: 2002 e 2010
  • Nem se classificou: 1990 e 1994

Vamos começar a contar os fiascos de 1990 e 1994 e à noite os vexames de 2002 e 2006. No sábado, as semifinais de 1982 e 1986, o vice de 2006 e o título de 1998. O Brasil esteve envolvido em 86, 1998 e 2006…

1990:

A eliminação ainda na fase classificatória de 1990 foi comandada por um inexperiente técnico Michel Platini. Hoje presidente da UEFA, ex-dirigente da FFF, Platini engatinhava fora dos gramados quando assumiu no lugar do veterano técnico Henri Michel, comandante nas Copas de 1982 e 1986. Este foi demitido após uma vitória magra sobre a Noruega e um empate contra o Chipre.

Michel Platini, treinador da França nas Eliminatórias de 1990 - Foto: http://www.wikipedia.org

Em renovação, a França sofria sem Platini, Fernandez, Giresse e Six. Jovens como Papin e eficientes como Sauzée lideravam o time dentro de campo. Se a Iugoslávia mostrava um futebol espetacular da geração de ouro antes da Guerra Civil, ninguém imaginava que a Escócia seria páreo para a França. Mas pontos perdidos contra o Chipre e Noruega e uma derrota para a Escócia, todas fora de casa, custaram a classificação. A Espanha ficou atrás da Iugoslávia (16 pontos em 20 possíveis), e da Escócia, que fez 10 pontos contra 9 da França.

1994:

Esta não tem explicação. Depois do fiasco nas Eliminatórias de 1990, a França começou a ter Gerard Houlliér no comando do time em um grupo no qual despontavam ainda a Suécia e a Bulgária. Com um time renovado, os franceses tinham jogadores talentosos como Cantona e Ginola, jovens como Lizarazu e Desailly além de experientes como Papin e Deschamps. Começou mal, levando 2×0 da Bulgária (de Balakov, Stoichkov e Kostadinov) em Sofia. Ganhou seis em sete partidas, conseguiu um empate contra a fortíssima Suécia e só precisava vencer a lanterna Israel, que havia levado 4×0 em Tel-Aviv na rodada de ida.

Saiu perdendo com gol de Ronen Haraz, virou com dois golaços de Franck Sauzée e David Ginola ainda no primeiro tempo. Estava classificada até 38 do segundo tempo, quando Berkovitch empatou após rebote de Bernard Lama. Desesperada pelo gol da classificação antecipada, a França tomou um gol ridículo de contra-ataque aos 48 do segundo tempo, final Israel 3×2 em pleno Parc des Princes. Vejam o compacto do jogo na narração da TV israelense:

Nervosa, a França foi acusada de displicência no jogo anterior e não poderia perder para a Bulgária em casa. começou na frente com um gol de Eric Cantona no primeiro tempo. Cinco minutos depois, o eficiente búlgaro Kostadinov empatou para os búlgaros. Bizarramente, a França ficou o segundo tempo inteiro na defesa, ao invés de marcar o gol do desafogo.

Nos acréscimos, David Ginola cavou falta no ataque. Ao invés de segurar a bola, na cobrança ele fez um cruzamento errado, que gerou um contra-ataque. Kremenliev recuperou a bola, tocou para Balakov, que lançou Penev. Este abriu para Kostadinov que, sem ângulo, conseguiu o gol da vitória e classificação búlgara. Vejam o gol:

Desespero total na França, e o técnico Houlliér covardemente afirmou depois do jogo: “Ginola assassinou a nação francesa”, culpando um único jogador. Ginola e Cantona não mais jogaram pela França e o primeiro teve que se autoexilar na Inglaterra, aonde marcou época defendendo o Newcastle. Eles não estavam no grupo campeão Mundial de 1998. Irônico, o tradicional jornal Le Monde estampou no dia seguinte ao jogo no Parc des Princes: “França classificada para a Copa… de 1998“, aludindo o fato dos franceses serem anfitriões do Mundial seguinte.

França contra Israel: Lama; Desailly, Roche (Lizarazu) e Blanc; Petit, Deschamps, Le Guen e Sauzée; Papin, Cantona e Ginola (Djorkaeff). Técnico: Gerard Houllier

França contra Bulgária: Lama; Desailly, Roche e Blanc; Petit, Deschamps, Le Guen, Sauzée (Guérin) e Pedros; Papin (Ginola) e Cantona. Técnico: Gerard Houllier