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Posts na categoria "Fórmula 1"

TÚNEL DO TEMPO: 40 anos do desastre de Zandvoort e do heroísmo de David Purley

29 de julho de 2013 0

40 anos de um dos momentos mais trágicos, e inacreditáveis, da história da Fórmula 1. No dia 29 de julho de 1973 morria o jovem e promissor inglês Roger Williamson, no GP da Holanda em Zandvoort. Mais do que uma fatalidade, a morte escancarou o caos que eram as questões de segurança na categoria então, o descaso dos administradores dos circuitos, da FIA e dos dirigentes de equipe, e a omissão de boa parte dos pilotos.

E também uma tentativa heróica do também piloto David Purley em salvar seu amigo de um carro em chamas, sem equipamentos e sem apoio nenhum das equipes de socorro.

O texto especial sobre a tragédia de Zandvoort vocês podem ler aqui:

Segurança na F-1, VII: o herói eterno David Purley

04 de novembro de 2008

Purley, um exemplo de coragem para todo o sempre/Car Mooij

E vejam também a série sobre o assunto, uma das mais bacanas do Almanaque Esportivo nestes últimos seis anos.

SÉRIE COMPLETA – SEGURANÇA NA FÓRMULA-1

SENNA: Honda faz homenagem e reproduz com sons e luzes a pole de 1989 no Japão

26 de julho de 2013 0

A montadora Honda fez uma bela homenagem para o tricampeão mundial Ayrton Senna, morto há 19 anos.  A empresa japonesa entregava os motores da McLaren nos três títulos mundiais do brasileiro e está de volta à escuderia britânica a partir de 2015. Então resolveu homenagear o lendário piloto fazendo uma enorme estrutura no circuito de Suzuka, palco dos três títulos de Senna.

Homenagem da Honda para Senna - Reprodução

Com caixas de som e luzes, a Honda montou a “volta virtual” de Ayrton Senna no treino classificatório do famoso GP do Japão de 1989, quando Senna fez a pole-position e bateu o recorde do circuito em 1m38s041. Os dados foram obtidos da telemetria do carro naquele dia, e o ronco reproduzido fielmente em uma gravação noturna. Inclusive a telemetria é um dos principais destaques, já que foi implementada pela própria Honda na categoria há cerca de 30 anos.

O comercial termina com o slogan: “A tecnologia que um dia apoiou Senna, agora para sua perfeita experiência de dirigir”. Apenas divirtam-se, lembrem e se emocionem:

A corrida é uma das mais polêmicas da história da categoria. Quase ao final da corrida, Senna tentou passar Prost e foi fechado. Prost abandonou e se Senna não vencesse a corrida, o campeonato terminava ali, mas Senna foi empurrado pelos fiscais, buscou uma distância e passou Alessandro Nannini.

Mas foi desclassificado após a corrida pelos comissários por ter “recebido ajuda irregular” com forte pressão do presidente da FIA, o francês Jean-Marie Balestre. Este resultado deu o título para Prost. Este incidente teria consequências ainda no ano seguinte, quando na mesma pista Senna deliberadamente jogou Prost para fora e foi campeão mundial em circunstâncias igualmente controversas.

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F-1: Desobediência de acordo entre pilotos ocorreu com Reutemann, Pironi e Senna

25 de março de 2013 4

As manchetes do GP da Malásia de Fórmula-1 deste domingo rodearam um único assunto:  a ultrapassagem entre Sebastien Vettel sobre Mark Webber, seu companheiro na Red Bull Racing. O que seria uma disputa normal de pista causou impacto porque foi a RBR que pediu para ambos reduzirem o ritmo e “levarem os carros para casa”. Aproveitando-se da diminuição de velocidade de Webber, que liderava na reta final da corrida em Sepang, Vettel passou o companheiro em uma ultrapassagem dura, que durou várias curvas.

Isto causou um profundo mal-estar na equipe, visível após a corrida no pódio, na coletiva, em todos os lugares. Este rolo envolvendo pilotos da mesma equipe não é nenhuma novidade. Vamos contar alguns incidentes, em 1981, 1982 e 1989. São casos diferentes do ocorrido em 2010, no famoso “Fernando is faster than you” para o Felipe Massa, porque neste caso o piloto obedeceu ao jogo de equipe (maiores detalhes neste post).

1981 – CARLOS REUTEMANN X ALAN JONES – WILLIAMS – GP DO BRASIL EM JACARÉPAGUÁ

Em 1981, a Williams mandou o argentino Carlos Reutemann reduzir o ritmo e ceder a vitória no GP do Brasil em Jacarépaguá para o companheiro, então campeão mundial, Alan Jones. Porém Reutemann não o fez, a despeito dos sinais dos boxes e venceu a corrida. Jones sequer apareceu no pódio e Reutemann, que foi sistematicamente mais rápido que o companheiro ao longo da temporada, perdeu o título mundial por um ponto para o brasileiro Nélson Piquet.

Argentino Carlos Reutemann: se negou a fazer jogo de equipe em 1981 - Foto: Reprodução jornal Zero Hora

1982 – DIDIER PIRONI X GILLES VILLENEUVE – FERRARI – GP DE SAN MARINO EM ÍMOLA

Em 1982, um incidente semelhante ocorreu na Ferrari envolvendo o francês Didier Pironi e o canadense Gilles Villeneuve. No GP de San Marino em Ímola, a Ferrari pediu para os dois reduzirem o ritmo e conduzirem para uma dobradinha, Villeneuve em 1º e o Pironi em 2º. Porém o francês derespeitou e gerou uma histórica batalha pela vitória, vencida pelo francês. Os dois, que eram grandes amigos, nunca mais se falaram. Duas semanas depois, Villeneuve morreu em um acidente em Zolder, na Bélgica.
Contei esta história em uma mini-série em 2008: 2008 = 1982? Esperamos que não, parte I e 2008 = 1982? Esperamos que não, parte II

Lendário canadense Gilles Villeneuve: viu o companheiro Didier Pironi descumprir ordem da Ferrari - Foto: Divulgação

1989 – AYRTON SENNA X ALAIN PROST – MCLAREN – GP DE SAN MARINO EM ÍMOLA

A história de 1989 envolveu o brasileiro Ayrton Senna e o francês Alain Prost, também na McLaren e coincidentemente na mesma pista de Ímola em San Marino. Na corrida, Prost largou na pole e Senna em segundo e havia um acordo que, depois da largada, nenhum dos dois tentaria uma ultrapassagem nas primeiras voltas, somente quando a corrida já estivesse estabilizada. Mas na segunda volta Gerhard Berger bateu e pegou fogo na Tamburello (sim, a mesma), e a corrida foi interrompida. Na volta, Senna derespeitou o acordo de cavalheiros e ultrapassou Prost. Totalmente desnorteado, o francês fez uma corrida ridícula. Era o início de uma das mais violentas rivalidades da história da Fórmula-1, também dissecada em 2008: Os grandes duelos da F-1: Senna vs. Prost e este de 2007: Os brazucas não são santos… Senna vs. Prost

Senna descumpriu 'acordo de cavalheiros' contra Prost em 1989 - Foto: Marlboro Divulgação

F1: Acidente em Spa reabre discussão sobre segurança da cabeça dos pilotos

05 de setembro de 2012 0

A violenta batida na curva La Source, 1º volta do GP da Bélgica de Fórmula-1, reabre uma antiga discussão a respeito da segurança dos pilotos. Mais uma vez, por pura sorte, um piloto não sofreu uma grave lesão na cabeça ao ser atingido por um carro em alta velocidade. A Lotus do franco-suíço Romain Grosjean passou a centímetros da cabeça do espanhol Fernando Alonso.

Coulthard passando a 3 cm de Wurz, por cima do volante - Reprodução TV

Coulthard passando a 3 cm de Wurz, por cima do volante - Reprodução TV

Vou ser franco com vocês, caros leitores, o problema para mim é um só: o risco sério de uma decapitação. Considero imprescindível que o Instituto FIA intensifique estudos para alternativas protegendo as laterais dos pilotos, sem desvirtuar o esporte. Muitas vezes pensei em uma espécie de cabine, mas o risco disto ficar travado em caso de batida mais incêndio complica bastante a alternativa.

Em 2007, no GP da Austrália, o incidente mais grave: David Coulthard dividiu uma curva com o austríaco Alexander Wurz e decolou. A lâmina do assoalho passou a 3 cm do capacete de Wurz.

A melhor escolha talvez passe pela troca do material em torno das laterais do piloto, e uma melhor proteção daquela área, sem afetar os espelhos retrovisores. Isto evitaria, no GP do Brasil de 1994, a batida na cabeça de Martin Brundle (com a McLaren), atingido na cabeça por Jos Verstappen, que por sua vez havia sido jogado para fora da pista em uma manobra irresponsável do norte-irlandês Eddie Irvine. Sobrou ainda para o francês Eric Comas:

Como a proteção seria ao lado, isto não evitaria o incidente de 1998 entre os norte-americanos Bryan Herta e Alex Barron na F-CART, em Elkhart Lake. Herta rodou sozinho e ficou ao contrário, quando Barron também rodou sozinho e ‘subiu em cima’ de Herta. Vejam:

Riscos são inerentes a este esporte. Mas dá para minimizá-los.

Tricampeão mundial de F-1, Nélson Piquet completa 60 anos nesta sexta-feira

17 de agosto de 2012 3

Nélson Piquet Souto Maior, ou simplesmente Nélson Piquet, completa 60 anos nesta sexta-feira. O tricampeão mundial de Fórmula-1, uma das pessoas mais sensacionais e autênticas da história do automobilismo mundial, hoje curte a aposentadoria gastando o dinheiro que obteve ao longo de sua histórica carreira.

Nélson Piquet, nos tempos de Williams, completa hoje 60 anos - Foto: Arquivo RBS

Foram 207GP’s, 23 vitórias, 24 poles, 23 voltas mais rápidas, 60 pódios e os títulos mundiais de 1981, 1983 e 1987, além do vice-campeonato em 1980 e dos 3º lugares em 1986 e 1990. Correndo na categoria máxima entre 1978 e 1991, Piquet teve o privilégio de ser um piloto de elite ao lado de pilotos históricos como Niki Lauda, Alain Prost, Ayrton Senna, Gilles Villeneuve e Nigel Mansell.

Exímio acertador de carros, profundo conhecedor da mecânica e das relações interpessoais, Piquet detestava a badalação do circo, sempre com um humor sarcástico, ácido.  Dentro da pista, era um misto de piloto veloz com estratégico, que cometia pouquíssimos erros e estava sempre à espera da melhor oportunidade. Sempre fui de Piquet.

Um tributo especial ao Nelsão:

Nesta semana festiva, nada melhor que ver os especiais escritos pelo Leonardo Félix, no Tazio Racing: http://tazio.uol.com.br/f1/nelson-piquet-a-trajetoria-dos-60-anos-do-tricampeao-decada-a-decada, e pelo pelo amigo Paulo Teixeira, do Continental Circus, este dividido em 4 partes:

Mas hoje eu vou fechar com vídeos mostrando o outro lado, aquele que eu sempre curti: o engraçado. Sem nenhum freio na língua e no que pensava.Piquet colocando chifrinhos no Mansell - Jacarépaguá, 1986

Piquet dando uma sacaneada no narigão de Alain Prost:

Colocando “chifrinhos” no odioso presidente da FIA Jean-Marie Balestre:

E sem papas na língua, falando o que bem entende:

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Túnel do Tempo: Há 12 anos, Rubinho vencia pela 1º vez na Fórmula-1

30 de julho de 2012 0

Na seção “Túnel do Tempo” do Almanaque Esportivo desta semana, vamos rever a primeira vitória de Rubens Barrichello na Fórmula-1: o GP da Alemanha de 2000. Há exatos 12 anos, Rubinho em sua primeira temporada pela Ferrari conseguia uma vitória improvável na saudosa pista de Hockenheim, ainda em seu traçado original.

Rubinho, que até a temporada 2000 tinha como melhores resultados dois segundos lugares (GP do Canadá 1995, GP de Mônaco 1996), e outros quatro terceiros (GP do Pacífico 1994; San Marino, França e Europa, todos no ano de 1999, fazia um início regular na Ferrari, muito atrás do companheiro Michael Schumacher e com dificuldades de andar próximo às McLaren Mika Hakkinen e David Coulthard. Segundo no GP da Austrália, Mônaco e Canadá, tinha sido 3º na Espanha, França e Áustria.  Obrigado ao leitor Gabriel Fiúza que me apontou a falha de levantamento.

No treino de classificação, diversos problemas deixaram o brasileiro em 18º lugar. Um início nada auspicioso para Rubinho… A corrida, com o tempo bastante nublado na área da Floresta Negra, já começava com problemas:  Schumacher e Giancarlo Fisichella se tocaram na primeira curva, batendo com força e abandonando a corrida, para decepção dos milhares de alemães que lotavam o autódromo torcendo pelo seu ídolo.

Faltando 17 voltas, com Hakkinen e Coulthard liderando com folgas, o incidente com o insano que invadiu a pista e ocasionou um novo safety-car. Este incidente foi citado semana passada aqui no Almanaque Esportivo: F-1 Bizarro: os 3 malucos que invadiram a pista durante as corridas!

Isto atrapalhou a corrida da McLaren, que perdeu tempo ao trocar os pneus de Hakkinen e Coulthard ao mesmo tempo, derrubando o escocês para o fim do pelotão. Só que a corrida maluca não havia se encerrado, e na saída do safety-car para os boxes, retornando à corrida, o francês Jean Alesi e o brasileiro Pedro Paulo Diniz batem violentamente, causando nova entrada.

Com poucas voltas e pista molhada em alguns setores, muitos pilotos foram para os boxes colocar pneus de chuva. Rubens Barrichello, Heinz-Harald Frentzen, David Coulthard e Ricardo Zonta, que não haviam parado e se seguravam com pneus de pista seca no asfalto molhado, estavam entre os primeiros, com Hakkinen em 5º lugar.

Frentzen quebrou, Zonta foi punido e depois bateu e Hakkinen encostou, indo para o 2º lugar. Nas voltas finais, Rubinho torcia para que a chuva não ocorresse, senão teria que parar ou perderia a vantagem. Com muito cuidado na pista molhada e de pneus slicks, o brasileiro conseguiu chegar à linha de chegada em primeiro lugar.

A emotiva narração de Galvão Bueno, do qual eu não sou muito fã, é lendária:

Barrichello comemora ao lado de Coulthard sua 1º vitória - Foto: AFP

Esta corrida foi marcada por alguns recordes:

  • Barrichello se tornou o piloto com mais GP’s antes de conquistar a primeira vitória: 123 largadas. Marca só quebrada pelo australiano Mark Webber (130 GP’s) em 2009 também no GP da Alemanha.
  • Seu 18º lugar na largada antes de obter a vitória era (e é ainda) a 3º melhor marca da história, superado apenas pelo 22º lugar do inglês John Watson no GP dos EUA em 1983 e pelo 19º lugar do norte-americano Bill Vukovich no GP dos EUA de 1954.
  • Foi a primeira vitória do Brasil desde o distante ano de 1993, no GP da Austrália e obtida por Ayrton Senna.
  • Rubens Barrichello encerrou sua carreira de 19 anos na Fórmula-1 em 2011 com: 322 GP’s, 11 vitórias, 14 pole-positions e 17 melhores voltas.

F-1 Bizarro: os 3 malucos que invadiram a pista durante as corridas!

23 de julho de 2012 1

Cornelius Horan invadindo o GP da Inglaterra de 2003 - Captura de TV

Vou contar agora casos inacreditáveis que colocaram os invasores, pilotos e fiscais de pista em desespero durante provas da Fórmula-1 nos últimos 15 anos. São três pessoas que invadem a pista durante provas e deixam todos em pânico até que são impedidas pelos comissários. Em resumo: três idiotas.

2000 – GP DA ALEMANHA – HOCKENHEIM

Na lendária pista de Hockenheim, ainda em seu antigo traçado, Um empregado demitido da Mercedes-Benz invadiu a pista na parte mais veloz do circuito e cruzou a mesma sob o olhar atônito dos fiscais de pista que tentavam impedi-lo. Com uma faixa dizendo que a montadora havia lhe demitido depois de 20 anos de serviço, este homem obrigou a entrada de um safety-car até que fosse imobilizado pelos fiscais.  A corrida ficou marcada por um fortíssimo acidente entre o brasileiro Pedro Paulo Diniz e o francês Jean Alesi e, claro, pela primeira vitória de Rubens Barrichello na Fórmula-1, a primeira em sete anos do Brasil na categoria.

2000 – GP DA INGLATERRA – SILVERSTONE

O demente padre irlandês Cornelius Neil Horan invadiu a pista em um setor de alta velocidade na 11º volta. Ao contrário do alemão invasor de três anos antes, Horan entrou no meio da pista com banners escrito “Leia a Bíblia” e “A Bíblia está sempre com a razão”. Horan correu sério risco de ser atropelado e causar um incidente de graves proporções, pois andava na contra-mão da pista em direção à curva, aonde a visibilidade dos pilotos seria menor. Ele foi imobilizado por um fiscal de pista antes que o pior ocorresse:

Este ex-padre (excomungado pela Igreja Católica), faria bem pior no ano seguinte: invadiria a prova de 42km da Maratona de Atenas e derrubou o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, que então liderava faltando poucos quilômetros. Vanderlei terminou com o bronze e posteriormente foi agraciado com a medalha “Pierre de Coubertin“, a honraria máxima do esporte mundial. Assim como em 2000, Hakkinen liderava mas perdeu a distância por causa do safety-car. Rubinho, em uma de suas melhores corridas na carreira, venceu novamente.

2004 – GP DA ESPANHA – BARCELONA

Nesta corrida o invasor foi um velho conhecido. O mundialmente conhecido e insano”Jimmy Jump” invadiu a volta de apresentação do GP da Espanha com sua habitual indumentária ‘promovendo’ a liberdade da Catalunha. Jimmy foi derrubado e retirado pelos fiscais de pista antes que os pilotos ficassem sabendo. A corrida, que não foi afetada pelo incidente, foi vencida por Michael Schumacher.

OBS: obviamente não citei o incidente do GP da África do Sul em 1977, Kyalami, no qual um fiscal de pista morreu atropelado pelo britânico Tom Pryce, igualmente morto no acidente. São casos diferentes, apesar do equívoco em estar dentro da pista ter sido idêntico.

Italiano comemora antes da hora e perde corrida: confira outras histórias semelhantes!

12 de julho de 2012 0

O motociclista italiano Ricardo Russo se superou neste último final de semana e jogou fora uma vitória provável no Campeonato Italiano de Velocidade. No GP de Mugello, categoria Superbikes até 600cc, Russo vencia no início da última volta de forma apertada. Achando que era a bandeirada final, diminuiu a velocidade e passou a comemorar efusivamente a “conquista”.

Porém a corrida não havia se encerrado! Ele demorou quase toda a volta para perceber, voltar a acelerar. Russo acabou na deprimente 14º colocação. Vejam o vídeo:

  • Outros casos históricos me vieram na cabeça. O primeiro foi do piloto sueco Bjorn Wirdheim, que em 2008 perdeu a 2º bateria da GP2 em Mônaco por comemorar antes da linha de chegada, vencida pelo dinamarquês Nicolas Kiesa. Leiam o que escrevi em 2008: Oie, eu sou muito burro e perdi a corrida!!!
  • Temos ainda a célebre última vitória de Nélson Piquet na Fórmula-1, GP do Canadá de 1991 em Montreal. O inglês Nigel Mansell comemorava, acenava para a torcida e isto aconteceu: GP do Canadá: a última vitória de Nélson Piquet
  • Khalid Askri, goleiro do FAR Rabat, foi eliminado da Copa do Marrocos por comemorar um pênalti antes da hora. Também comentei isto aqui no Almanaque: Pênalti inacreditável: goleirão achou que tinha defendido, mas…
  • Bem semelhante à anterior, em um campeonato amador de futebol da Itália, o goleiro Angeli saiu comemorando uma defesa. Mas a bola não tinha parado ainda… MONDO BIZARRO: Pênaltis inacreditáveis na Itália e na Islândia!
  • Outra história que eu lembrei ocorreu nos Jogos Olímpicos de Inverno em 2006, na cidade italiana de Turim. A norte-americana Lindsey Jacobellis vencia com folga a competição de snowboarder. No último salto, foi fazer pose e acabou se desequilibrando e caindo. A suíça Tanja Frieden, que estava muito longe, acabou levando o ouro, e Jacobellis ficou com a prata. Vejam o vídeo ao vivo do erro patético da snowboarder:
  • A mais estúpida de todos foi a derrota do colombiano Alex Kuyavian no Campeonato Mundial de Patinação, prova dos 10 km de velocidade. Ele vencia com larga vantagem quando passou a comemorar com uma reta de antecipação. Se desconcentrou e desacelerou de tal maneira que acabou ultrapassado pelo sul-coreano Lee Sang Cheol. Vejam o vídeo:

Há 10 anos - "Hoje não, Hoje não... HOJE SIM": a maior vergonha da Ferrari

12 de maio de 2012 0

Há dez anos, uma das mais patéticas cenas da história da Fórmula-1 ocorreu. Foi no dia 12 de maio de 2002, na histórica pista de Zeltweg. Jamais, em 15 anos acompanhando o automobilismo, tinha escutado vaias tão estrondosas na Fórmula-1 até o GP da Áustria de 2002. Sim, foi aquela corrida que Rubens Barrichello deixou Michael Schumacher passar na última curva e ganhar a prova.

Nem os apupos contra o fascista francês Jean-Marie Balestre, no GP do Brasil de 1990, tinha sido tão escandalosa. Aquela era um sentimento de revolta maturado por meses desde os incidentes que tiraram Ayrton Senna da disputa do título no GP do Japão de 1989.

Porém o que ocorreu ao final da corrida disputada no A1-Ring foi algo espontâneo… Imediato… Sem nenhuma preparação.

Rubinho e Schumacher na reta de chegada...

Com o alemão disparado na liderança da temporada, Rubinho fazia um final de semana perfeito, culminando com uma corrida magnífica liderando de ponta a ponta a corrida em Zeltweg. Faltando oito voltas, com o alemão em segundo lugar, Rubinho começa a ser contactado pela equipe e ordenado por Jean Todt a deixar o alemão passar. Na última volta, na última curva, isto acontece.

O resultado? Uma vaia imensa no circuito, de maioria alemã e torcedora de Schumacher, que não aceita o que acabou de ver e reprova a atitude. Um pódio ridículo, com Schumacher deixando Barrichello subir para o primeiro lugar e um olhar simplesmente destruidor de Ralf Schumacher contra seu próprio irmão. Vejam as imagens e lembrem-se:

E uma entrevista em 2007 sobre isto:

Minha opinião: foi um erro grosseiro da Ferrari. Schumacher não precisaria, seria líder isolado de qualquer maneira. A equipe italiana liderava com tanta vantagem que aquilo foi um desgaste desnecessário.

Rubinho errou também. Ficou com a imagem de capacho eterno, poderia ter sim segurado a posição. Que arrumasse uma confusão, azar. Ficou com a imagem de medroso, de covarde.

Para todo o sempre.

Os melhores blogs de Esportes: Un café con Serena

26 de março de 2012 0

Serena Navarrete é uma venezuelana viciada em automobilismo, em especial Fórmula-1. Conheci esta simpática pessoa através do twitter (@SerenaRF1) por indicação do grande português Paulo Alexandre Teixeira (@Speeder76), que há anos mantém o já lendário Continental Circus, que também aparecerá neste espaço de divulgação. Ela é autora do blog Um Café com Serena”, no qual fala sobre a categoria máxima do esporte.

Blog Un Café con Serena - Reprodução

Porém ela não se limita a falar sobre as corridas, tampouco a assistir “in loco” os Grandes Prêmios. Serena disserta sobre o que lhe vem à cabeça, desde política, cultura, civilização (leiam este ótimo texto sobre o Rio de Janeiro, escrito dia 1º de janeiro deste ano). Aliás, ela  mora no Brasil e é daí que esta entrevista começa:

Almanaque: Olá, Serena, tudo bem? O que fez uma venezuelana deixar o Caribe para morar no Rio de Janeiro?

Serena: Obrigada pela atenção que me brinda. A gente tinha uma boa oferta de trabalho e devido às condições politicas e sociais na Venezuela hoje em dia, apresentava-se como uma boa oportunidade.

Almanaque:Você trabalha com jornalismo esportivo, ou é um hobby para ti?

Serena: Na verdade é um hobby, mesmo porque sempre quis estudar jornalismo e fazer especialização na matéria de esporte.

Almanaque: De onde partiu a inspiração de escrever em um blog sobre automobilismo?
Serena: Eu já havia escrito em algumas oportunidades para conhecidos na Espanha e Venezuela. Eles me apoiaram a escrever meu próprio blog. Naquele instante eu fiquei receosa, entretanto eles mesmos coordenaram o setup do blog. Como eu aprecio muito café, achamos que era um nome apropriado, E o blog existe graças a esta equipe magnífica que sempre me apoiou.

Almanaque: Desde quando acompanhas o esporte?

Serena: Eu acompanho o esporte desde 1983.

Almanaque: E como tu enxergas tua visão no automobilismo, no qual a presença feminina é ainda menor do que em outros esportes?

Serena: Bom, desde o início da existência da humanidade, o homem sempre desejou demonstrar superioridade sobre a mulher, e acredito que por essa mesma razão a presença feminina é infinitamente menor no mundo a motor, mesmo que seja fascinante para ambos os sexos. Nos dias de hoje, em que o automobilismo envolve tanto dinheiro, segurança ao espectador e ao piloto (mesmo que isto falte em outras categorias) ainda apresenta muitas limitações, coisa que os seguidores atuais da F1 já se acostumaram, mas sinto saudades dos motores turbos. Infelizmente também tenho que mencionar os custos envolvidos entre o piloto, escuderia e talento.

Almanaque: Quantos GP’s você já assistiu presencialmente?

Serena: Só dois: os Grande Prêmios do Brasil em 2010 e 2011

Serena e o coração venezuelano no GP do Brasil de 2011 - Foto: Arquivo Pessoal

Almanaque: Tens o sonho de assistir a algum GP em especial fora do Brasil?

Serena: Com certeza, o Grande Prêmio de Monza é um sonho de todo espectador e amante do esporte a motor, Também o Grande Prêmio da Bélgica, acho que Spa-Francorchamps deve ser um privilégio, assim como Canadá e Mônaco.  Depois disso eu poderia morrer satisfeita.

Almanaque: Como enxergas a atual temporada?

Serena: Até agora a temporada só teve duas corridas, mas elas já demonstram que a briga deste ano vai ser boa, sem aquela coisa do monopólio por uma equipe. Pilotos que vão ter que demonstrar se na verdade eles são bons quanto mostravam, só que agora sem ter o melhor carro no grid.
Almanaque: Quem são os teus favoritos e preferidos?

Serena: Na atual temporada nunca ocultei o meu favoritismo por Alonso, agora com a volta de Kimi Raikkonen também fico de olho. O Jenson Button tem uma maturidade na categoria impressionante, O Sergio Perez e Bruno Senna. Mas posso citar outros grandes nomes que a gente não esquece nunca, como o Juan Manuel Fangio,,Ayrton Senna, Niki Lauda, Mario Andretti, Alain Prost, Jack Braham e o antigo Schumacher.

Almanaque: Finalizando, fora das pistas, como você enxerga o momento do Brasil e de sua Venezuela?”

Serena: O Brasil vive um momento maravilhoso, tem muito crescimento econômico, muito investimento. Tomara que a politica tome consciência também de investir na educação e infraestrutura. A Venezuela já vivenciou tudo isto, só que os políticos e as suas políticas nunca preocuparam-se com o povo que tinha menores recursos.O resultado do pais é o governo que hoje temos. Um país focado só para as rendas petrolíferas, o turismo não faz parte dos planos da economia. A matéria prima é quase toda importada e, alem disso o governo fica destruindo a empresa privada e acabando com as chances de gerar emprego.

Então por hoje é isto. Na próxima semana, o blog “Carta na Manga”, de opiniões fortes e centradas sobre o futebol gaúcho, brasileiro e mundial.