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Posts na categoria "Fórmula 1"

F1-2012 - GP da Malásia: Alonso tira mais um coelho e Pérez brilha de novo!

26 de março de 2012 0

O GP da Malásia começou, para variar, com chuva. Afinal, qualquer pessoa com alguma cultura geral sabe que no final da primavera o vento vira e passa a soprar do mar para o continente nesta região (a Ásia de Monções) e as chuvas são extremamente frequentes no final de tarde. Mas como o Tio Bernie Ecclestone não está nem aí, tivemos uma corrida de 10 voltas, bandeira vermelha por 1h10min, e retorno da ação na sequência, com pista molhada.  O risco de repetir a corrida de 2009, que durou menos que a metade, foi forte.

A corrida foi, digamos, esquisita. Quem, em sã consciência, imaginaria uma vitória do Fernando Alonso com esta Ferrari deprimente? É claro que a parada para trocar os pneus beneficiou Alonso e Sérgio Pérez (o melhor da corrida), mas ainda assim o ritmo de corrida de ambos foi surpreendente. Alonso se deu bem ao ficar mais uma volta com pneus de chuva antes de trocar pelos intermediários!

Mais uma vez Lewis Hamilton foi o mais rápido nos treinos, e não conseguiu manter o ritmo na corrida, enquanto Jenson Button teve uma prova lamentável, que incluiu até erros grosseiros de pilotagem. Já Felipe Massa… Bom, na minha opinião o rendimento dele desde o GP da Alemanha de 2010 é motivo de demissão, jamais teria renovado contrato.

Enquanto isto, a nova geração faz bonito: Jean-Eric Vergne fez outra boa prova e marcou pontos, enquanto David Ricciardo teve seus momentos. Bruno Senna, depois de mais uma péssima largada, fez corrida muito segura em sua boa Williams e terminou em sexto. Teria ficado na frente do companheiro Pastor Maldonado, que também foi bem, mas este novamente teve problemas nas voltas finais (motor).

O campeonato segue totalmente indefinido, sem favoritos. A Red Bull fez uma corrida ruim, com Sebastien Vettel andando apagado no pelotão inicial. Mas a temporada européia, a que normalmente indica tendências, ainda está longe de começar.

Próxima parada? Xangai, China em três semanas!

Show de Fernando Alonso em Kuala Lumpur - Foto: SAEED KHAN / AFP

Vamos aos prêmios?
  • Troféu “Jim Clark” - Sérgio Pérez, disparado, repetindo a premiação do GP da Austrália. Menção honrosa para Fernando Alonso, que levou uma horrível Ferrari à uma inesperada vitória.
  • Troféu “Rouge & Blanc” – Para Bruno Senna, que largou mal, foi lá para trás depois de um toque com Pastor Maldonado, e chegou na ótima sexta colocação.
  • Troféu “Chris Amon” – Repetindo a Austrália, de novo Pastor Maldonado. Desta vez o motor lhe deixou na mão faltando duas voltas.
  • Troféu “Fiofó de Ouro” – Nico Hulkenberg, que fez uma corrida apagada e ainda assim ganhou um pontinho com a quebra de Maldonado no final.
  • Troféu “Didi Mocó Prize For Technical Achievements” - Felipe Massa, em um final de semana humilhante, ‘coroado’ com a vitória do companheiro de equipe.
  • Troféu “Porquê Eu Não Fiquei Com Minha Boca Fechada” - To pensando em excluir este prêmio e só dar ele eventualmente. Se bem que no meio da temporada começam as bobagens.
  • Troféu “Dick Vigarista” - Muito feio, sr. Jenson Button. Mereceu pela batida tosca com a Hispania.

    VEJA TAMBÉM
  • GP DA MALÁSIA 2010: Até que enfim, heinhô Vettel?
  • GP DA MALÁSIA 2009: Button vence a `meia-prova`
  • PREMIAÇÕES ESPECIAIS DO ALMANAQUE ESPORTIVO – F-1 2012

F1-2012 - GP da Austrália, e o passeio das McLaren

22 de março de 2012 0

A temporada 2012 da Fórmula-1 começou de maneira arrasadora para as McLaren-Mercedes. Só não foi um passeio maior pela desastrada estratégia de pit-stops que tirou a dobradinha de Jenson Button e Lewis Hamilton, beneficiando o bicampeão Sebastien Vettel. O time de Woking dominou todos os treinos e a classificação, largando nas duas primeiras posições.

As corridas no Albert Park normalmente são divertidas. Esta foi em nível médio de animação, teve alguns bons momentos mas principalmente um domínio total da McLaren. Uma pena que a ótima corrida do Pastor Maldonado tenha terminado em um acidente, sozinho, na última volta.

E o Felipe Massa, hein? Que corrida horrorosa, desde os treinos, passando pela apática corrida e finalizando com um acidente facilmente evitável com Bruno Senna. Tá correndo sério risco de passar no Departamento Pessoal da Ferrari… E se não melhorar, ainda no meio da temporada.

Só não foi dobradinha porque um safety car beneficiou Vettel e tirou Hamilton do segundo lugar, que teve uma atuação bem apagada e só aproveitou os abandonos à sua frente.

McLarens sobraram na Austrália - Foto: Torsten Blackwood / AFP

PRÊMIOS GP DA AUSTRÁLIA 2012

  • Troféu “Jim Clark” Sérgio Perez, que mostrou ousadia e regularidade saindo da 22º colocação para o 8º lugar. Foi superior inclusive ao inglês Jenson Button.
  • Troféu “Rouge & Blanc” - Pastor Maldonado, que fez ótima corrida e lutou muito pelos pontos, mas bateu no finalzinho e ficou de fora dos dez primeiros.
  • Troféu “Chris Amon”Jean-Eric Vergne, que fez boa corrida com a STR e chegaria em 9º lugar, mas perdeu duas posições com o acidente de Pastor Maldonado e terminou em 11º lugar.
  • Troféu “Fiofó de Ouro” – Justamente para o companheiro de Vergne, Daniel Ricciardo, que fez dois pontos na última volta e terminou em 9º lugar.
  • Troféu “Didi Mocó Prize For Technical Achievements”Felipe Massa em um dos seus piores finais de semana da carreira. Fez tudo errado, completando com uma batida estúpida com o compatriota Bruno Senna.
  • Troféu “Porquê Eu Não Fiquei Com Minha Boca Fechada” - Todo mundo comportado.
  • Troféu “Dick Vigarista” - Pessoal andou comportado, os acidentes foram de corrida.

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F1-2012: As Premiações Especiais do Almanaque Esportivo voltaram!

19 de março de 2012 0

E os tradicionais prêmios da Fórmula-1 no Almanaque Esportivo estão de volta! Sem editar desde 2010 e o famigerado GP da Alemanha (ler motivos aqui), estou retomando os prêmios mais bizarros da internet esportiva tupiniquim.

A maior parte (senão totalidade) dos prêmios foi inventada nos NewsGroups de Fórmula-1 pelo amigo Carlos Henrique Moyna. Ou seja, o objetivo aqui não é ser criativo e sim ver um lado diferente do esporte.

McLaren, as favoritas em 2012 - Foto: Torsten Blackwood / AFP

Vamos à definição dos prêmios e mais tarde a escolha dos ‘premiados’ do GP da Austrália, disputado ontem em Melbourne.

  • Troféu “Jim Clark” - Para o melhor piloto da corrida
  • Troféu “Rouge & Blanc” – Para o piloto mais combativo da corrida (não necessariamente o melhor).
  • Troféu “Chris Amon” – Para o azarado do final de semana
  • Troféu “Fiofó de Ouro” – Para o sortudo do final de semana
  • Troféu “Didi Mocó Prize For Technical Achievements” – Para o incompetente/lambança do final de semana
  • Troféu “Porquê Eu Não Fiquei Com Minha Boca Fechada” - Para quem “falou demais e deu bom dia a cavalo”
  • Troféu “Dick Vigarista” - Para quem jogou sujo.

Calendário oficial da temporada 2012:

  1. 18/03 – 3h GP da Austrália / Albert Park
  2. 25/03 – 5h GP da Malásia / Sepang
  3. 15/04 – 4h GP da China / Xangai
  4. 22/04 – 9h GP do Bahrein /Sakhir
  5. 13/05 – 9h GP da Espanha / Circuit de Catalunya
  6. 27/05 – 9h GP de Mônaco / Monte-Carlo
  7. 10/06 – 15h GP do Canadá / Gilles Villeneuve
  8. 24/06 – 9h GP da Europa / Valência
  9. 08/07 – 9h GP da Inglaterra / Silverstone
  10. 22/07 – 9h GP da Alemanha / HHockenheim
  11. 29/07 – 9h GP da Hungria / Hungaroring
  12. 02/09 – 9h GP da Bélgica / Spa-Francorchamps
  13. 09/09 – 9h GP da Itália / Monza
  14. 23/09 – 9h GP de Cingapura / Cingapura
  15. 07/10 – 3h GP do Japão / Suzuka
  16. 14/10 – 3h GP da Coreia do Sul / Yeongam
  17. 28/10 – 7h30 GP da Índia /Jaypee
  18. 04/11 – 11h GP dos Emirados Árabes Unidos/Yas Marina
  19. 18/11 – 17h GP dos Estados Unidos /Circuito das Américas
  20. 25/11 – 14h GP do Brasil / Interlagos

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Semana brazuca na F-1: 30 anos do 1º de Piquet e 20 anos do 3º de Senna!

20 de outubro de 2011 0

Comemorações especiaisl para o automobilismo brasileiro, pois na segunda-feira dia 17 e nesta quinta-feira dia 20 comemoramos dois dos mais importantes títulos de todos os tempos na Fórmula-1. No dia 17 de outubro de 1981, Nélson Piquet se sagrava campeão mundial pela primeira vez no GP dos Estados Unidos. Já no dia 20 de outubro de 1991, Ayrton Senna comemorou seu terceiro e último título mundial, no GP do Japão.

1981 – O primeiro título mundial de Nélson Piquet

A corrida final de 1981 seria disputada em Watkins Glen, mas por problemas financeiros passou para Las Vegas, no improvisado estacionamento de um Cassino, o Caesar’s Palace. Três pilotos tinham chances de ser campeão naquela tarde de sábado:  o argentino Carlos Reutemann, com 49 pontos, o brasileiro Nélson Piquet com 48 (vice-campeão do ano anterior) e o francês Jacques Laffite com 43 pontos. A rivalidade entre Piquet e Reutemann era muito grande, e Piquet ainda foi ajudado pelo ex-rival, o australiano Alan Jones, que era companheiro de Reutemann na Williams e tinha um relacionamento ainda pior com o argentino.

Reutemann largou na pole, mas despencou para o 5º lugar ainda na primeira volta, atrás de Alan Jones, Gilles Villeneuve, Bruno Giacomelli e Alain Prost.Na volta 17, Piquet passou por Reutemann, o que já lhe daria o título pois Laffite estava muito atrás. Sem a quarta marcha, Reutemann terminou a corrida em oitavo lugar, contra o quinto de Piquet e o sexto de Laffite.

Em uma pista cheia de curvas fechadas e um calor absurdo, Piquet passou 15 minutos se recuperando fisicamente antes de receber a taça de campeão mundial. Era o seu primeiro dos três títulos (seria campeão novamente em 1983 e 1987), e o terceiro do Brasil (que havia comemorado o bicampeonato de Émerson Fittipaldi em 1972 e 1974). Naquela temporada, Piquet venceu em Buenos Aires, Ímola e Hockenheim.

1991 – O tricampeonato de Ayrton Senna

Se eu não tinha idade para acompanhar as duas primeiras conquistas de Piquet, na última de Ayrton Senna foi exatamente o oposto. Vi todas as corridas de uma temporada sensacional em 1991, com reviravoltas ao longo do ano e se encerrando na penúltima prova em Suzuka, no Japão. De um domínio absoluto nas primeiras quatro provas, Senna se viu ofuscada pela mágica Williams de Adrian Newey (sim, este mesmo que projetou a Red Bull nos últimos anos) e viu o título se polarizar em uma disputa com o inglês Nigel Mansell.

O títulos se encaminhava para o inglês, mas uma vitória crucial de Senna na Hungria (Hungaroring) e outra na pista belga de Spa-Francorchamps mudou o panorama. Isto somado à uma desqualificação após uma bobagem da Williams no pit-stop de Mansell na pista portuguesa de Estoril, deixou o título à feição para o brasileiro. Ao chegar em Suzuka, Senna tinha 16 pontos de vantagem faltando 20 em disputa.

Nos treinos classificatórios, o companheiro de equipe Gerhard Berger fez a pole-position, deixando Senna em segundo e Mansell em terceiro. Posições inalteradas nas primeiras 10 voltas, com Berger disparando na liderança e Mansell preso por Senna. Na décima volta, o inglês errou a tomada da primeira curva e parou na brita: Senna tricampeão. Então Senna buscou a diferença para Berger e passou com facilidade. Na última curva, cedeu a liderança para o colega e grande amigo Berger, que conquistou sua primeira vitória na McLaren(mas também detestou a atitude).

Veja o compacto da corrida aqui e da temporada aqui:

Senna terminou a temporada vencendo em Phoenix, Ímola, Interlagos (sua 1º vitória em casa) , Montecarlo, Hungaroring, Spa-Francorchamps e Adelaide. Lamentavelmente, foi o último título brasileiro na categoria, que obteria ainda outros quatro vice-campeonatos: Senna em 1993, Rubens Barrichello em 2002 e 2004 e Felipe Massa em 2008.

F-1 Onboard – Anos de 1970 e 1980

20 de outubro de 2011 0

Depois de começar a série com imagens onboard da Fórmula-1 nos anos 50 e 60, as duas primeiras décadas da Fórmula-1, vamos falar agora dos temíveis anos 70 e dos emocionante anos 80 na categoria máxima do automobilismo mundial sempre com um ponto de vista de dentro dos carros, mostrando o trabalho dos pilotos ao longo das décadas.

Primeiro o saudoso e louco Clay Reggazzoni na velocíssima pista de Osterrreiching (Zeltweg), Áustria, no ano de 1973. O suíço ficaria paralítico após um acidente em 1980 em Long Beach. Continuou correndo mesmo com a deficiência física, inclusive participando de Rali Paris-Dakar. Detalhes em um tributo feito pelo Almanaque em 2008. Vejam o desempenho do carismático suíço em sua BRM:

Em 1976 e 1977, a Tyrrell utilizou o revolucionário carro P-34, com seis rodas (quatro na frente e duas atrás). Pilotado pelo sul-africano Jody Scheckter, o francês Patrick Depallier e a lenda sueca Ronnie Peterson (este já em 1977), disputou 30 corridas vencendo 1 (GP da Suécia de 1976, com Scheckter e Depallier em dobradinha) e obtendo ainda uma pole-position (também em Anderstorp, Suécia, 1976, com Scheckter), além de 3 melhores voltas e 12 pódios, em um desempenho bastante bom. O projeto foi abandonado devido à dificuldades do fornecedor de pneus em fazer compostos competitivos em tamanho reduzido para os pneus frontais. Vejam uma volta de Depallier:

Agora o ano é 1979, e o já campeão mundial Mario Andretti usa um carro com efeito asa na difícil pista sueca de Anderstorp, pilotando a inesquecível Lotus preta. Vejam a tocada do ítalo-norte-americano:



Passamos para a década de 80, e agora o homem ao volante é o fantástico austríaco Niki Lauda, tricampeão mundial. Pilotando uma McLaren, Lauda mostra seu estilo limpo de pilotagem, bem ao estilo do campeão mundial Jenson Button e do bicampeão mundial, o brasileiro Émerson Fittipaldi. Lauda está correndo em casa, já que a pista é a austríaca Zeltweg, 1982:

Para fechar a série, um estilo totalmente diferente. O brasileiro Ayrton Senna em sua possante Lotus, com motor Renault turbo na pista de Monaco, câmbio manual. Impressionante:


VEJA TAMBÉM

F-1 Onboard – Anos de 1950 e 1960

Senna vs. Vettel em Suzuka - A evolução da tecnologia na Fórmula-1

11 de outubro de 2011 1

Muito interessante este vídeo comparativo entre a condução de Ayrton Senna e a de Sebastian Vettel, novo bicampeão da Fórmula. Em um intervalo de 22 anos, a Fórmula-1 evoluiu radicalmente, sobretudo na condução do carro. Senna com dificuldades conduzindo à marretada o possante V10 Honda, enquanto Vettel guia com suavidade no dificílimo circuito japonês de Suzuka:
SENNA:

VETTEL:

Entretanto, não sou favorável aos nostalgismos, e a fenomenal reprodução do Roda Viva, da TV Cultura, com Ayrton Senna em 1986 deixa isto muito claro (confira a edição estendida, parte I e parte II). A complexidade dos comandos no Red Bull 2011 complica tanto quanto o câmbio manual da McLaren de 1989.

Inclusive defendo a idéia de que vivemos o iniciar de uma nova “Era Dourada” na Fórmula-1, com meia dúzia de pilotos de ótimo nível (Vettel, Lewis Hamilton, Robert Kubica), jovens promissores com ou sem lugar no grid (Kamui Kobayashi, Sérgio Pérez, Nico Hulkenberg, David Ricciardo, Pastor Maldonado, Jaime Alguesuari), capitaneados por veteranos campeões e profundamente talentosos (Jenson Button e Fernando Alonso), além de bons coadjuvantes, casos de Massa e Rosberg. Os pilotos em final de carreira são apenas quatro: Barrichello, Webber, Schumacher e Trulli.

O Brasil só não vive este momento de ‘euforia‘ pois nenhum dos grandes talentos da nova geração é brasileiro, a despeito de considerar o sem cockpit Lucas Di Grassi um piloto de alto quilate. O melhor piloto brasileiro, na minha opinião, desde a trágica morte de Senna é Hélio Castro-Neves, que preferiu brilhar no automobilismo norte-americano.

F-1 Onboard - Anos de 1950 e 1960

23 de setembro de 2011 0

Iniciando uma série especial com vídeos mostrando a condução dos pilotos ao longo da história da Fórmula-1. Hoje vamos mostrar dois vídeos envolvendo as duas primeiras décadas da Fórmula-1.

No primeiro, o imortal argentino Juan Manuel Fangio, primeiro pentacampeão da categoria, no antigo traçado de Monza, ainda sem as variantes e com a famosa curva inclinada da pista italiana.

O britânico Stirling Moss na temível pista de Nurburgring, Alemanha:

O legendário escocês Jim Clark pilotando sua Lotus tradicional em Oulton Park, 1963 em um F-1 mas em GP não oficial da Inglaterra:

E um último de brinde, um F-2 correndo em Nurburgring em volta de exibição no GP de 1967 (eles foram autorizados a correr). Não sei o piloto, mas vale a pena:

Na próxima semana, vídeos dos anos 70 e 80, já com alguns brasileiros sendo mostrados!

F-1, Hungria: Renault de Nick Heidfeld repete Barcelona e pega fogo de novo!

31 de julho de 2011 1

O estranho incêndio no carro de Nick Heidfeld não foi o primeiro na atual temporada de Fórmula-1. Na metade do GP da Hungria, o piloto alemão (em pressão após maus resultados na temporada 2011), viu seu Renault pegar fogo durante a parada nos boxes. De acordo com informações da equipe, o exaustor se incendiou e causou o fogo por todo o carro. Vejam as imagens:

O curioso é que no GP da Espanha,em Barcelona, o carro de Heidfeld também pegou fogo. Vejam as imagens:

GP DO CANADÁ: Vettel 'inaugura os trabalhos' no Muro dos Campeões

10 de junho de 2011 0

O já lendário “Muro dos Campeões” fez sua primeira vítima na temporada 2011 da Fórmula-1. O campeão Sebastien Vettel acertou a mureta na reta dos boxes do circuito de Montreal, nos treinos livres do GP do Canadá. Vettel nada sofreu, mas repetiu o que já ocorreu com diversos pilotos campeões mundiais da F-1 e de outras categorias. Ele nada sofreu.

O "Muro dos Campeões" em Montreal

Em uma só edição, 1999, Jacques Villeneuve, Damon Hill e Michael Schumacher acertaram o muro no mesmo lugar. Ali, outros pilotos campeões em categorias distintas também já foram ‘abençoados’: Nico Rosberg (GP2), Ricardo Zonta (F-3000), Jarno Trulli (F-Ford Inglesa), David Coulthard (F-3), entre outros. Vejam a compilação:

TÚNEL DO TEMPO: há 20 anos, Nélson Piquet vencia pela última vez na F-1!

02 de junho de 2011 2

Exatamente hoje comemoramos os 20 anos da última vitória de Nélson Piquet na Fórmula-1. Foi no dia dois de junho de 1991 que o Brasil comemorou sua 23º vitória com o tricampeão mundial, em uma inusitada e sensacional corrida (como quase sempre ocorre), na ilha de Notredame. O inglês Nigel Mansell vencia até a volta final, quando teve problemas e deu a vitória de bandeja para o brasileiro da Benetton.

O italiano Riccardo Patrese largou na pole-position, seguido por Mansell, Ayrton Senna, Alain Prost, Roberto Moreno, Gerhard Berger, Jean Alesi e só então Piquet, em oitavo lugar. Ao contrário do que ocorre hoje em dia, a corrida foi um teste de resistência: 15 carros tiveram problemas mecânicos e 3 bateram, nenhum com gravidade.

Antes de 35 voltas, de um total de 69, Berger, Moreno, Senna, Prost e Alesi já haviam abandonado.  Seguro em segundo lugar, Piquet estava contente com a posição, a melhor da equipe naquela temporada até o momento. O resultado seguia surpreendente, com a ótima Tyrrell de Stefano Modena em terceiro lugar pressionando Patrese, com problemas no câmbio.

Na última volta, Mansell começa a acenar para os torcedores na linda ilha de Notredame, quando o carro foi parando…  E Piquet assumiu a ponta! A explicação oficial da Williams é que ocorreu um problema no câmbio. Mas a boca-pequena do Paddock diz que Mansell bateu com o cotovelo na ignição ao levantar o braço. Outra fonte disse que, ao acenar para os fãs, ele deixou o carro tão devagar após o ‘cotovelo’ que o motor desligou.

O fato que estes oito pontos (Mansell ainda terminou em 6º lugar e na época a vitória valia 9 pontos), fizeram falta. Senna aproveitou  este (e outros tantos) erro de Mansell, chegou em vantagem em Suzuka e se sagrou tricampeão, o último título brasileiro na Fórmula-1.

Era também a sétima vitória consecutiva do Brasil, pois Piquet havia vencido as últimas duas corridas do ano anterior (no Japão, uma dobradinha com Roberto Moreno, e depois uma soberba disputa com Mansell na última volta do GP da Austrália). Em 1991, Senna vencido as primeiras quatro provas daquela temporada.

Bons tempos para o automobilismo brasileiro, hein?