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EXCLUSIVO - Todos os estádios de futebol já utilizados no Campeonato Brasileiro desde 1971!

24 de maio de 2013 1

Com exclusividade, o Almanaque Esportivo publica a lista de todos os estádios de futebol já utilizados no Campeonato Brasileiro desde 1971. São 131 estádios divididos em quase todos os estados do país, exceto Rondônia, Tocantins, Acre, Roraima e Amapá. Todo o extenso levantamento foi feito pelo pesquisador Edison Klein ao longo das últimas quatro décadas em seus arquivos pessoais.

O Rio Grande do Sul está representado por nove estádios de seis cidades diferentes: Beira-Rio e Olímpico (Porto Alegre), Centenário e Alfredo Jaconi (Caxias do Sul), Aldo Dapuzzo (Rio Grande), Santa Rosa (Novo Hamburgo), Baixada Melancólica (Santa Maria), Colosso da Lagoa (Erechim) e Bento Freitas (Pelotas). A Arena do Grêmio será o décimo estádio gaúcho no Campeonato Brasileiro.

Maracanã, Mineirão e Morumbi - Estádios mais usados no Brasileirão - Foto: Montagem sobre Arquivo Grupo RBS

O Beira-Rio é o quinto estádio mais utilizado, com 570 jogos e 1395 gols, e certamente será superado pelo Serra Dourada (também com 570 jogos) nesta temporada, já que não irá sediar jogos do Brasileirão (salvo mudança radical nos planos). Já o Olímpico terminou sua história no Brasileirão com 537 jogos e 1316 gols, mas não será superado por ninguém. Os líderes de utilização são, como eu imaginava, Maracanã, Mineirão e Morumbi. Dos cinco primeiros, o Beira-Rio é o que mais foi utilizado por um único time, pois tivemos ainda um jogo do Brasil de Pelotas no Beira-Rio.

Vejam a lista completa nos meus arquivos públicos disponibilizados via Google Drive: 1971 – 2012 – Estádios utilizados no Campeonato Brasileiro

# Estádio/Cidade/Estado Jogos % do Total Gols % do Total Média de Gols
1 Maracanã/Rio de Janeiro-RJ 1.282 8,26% 3.212 8,30% 2,5055
2 Mineirão/Belo Horizonte-MG 1.034 6,66% 2.730 7,05% 2,6402
3 Morumbi/São Paulo-SP 775 4,99% 2.004 5,18% 2,5858
4 Pacaembu/São Paulo-SP 639 4,12% 1.591 4,11% 2,4898
5 Beira-Rio/Porto Alegre-RS 570 3,67% 1.395 3,60% 2,4474
6 Serra Dourada/Goiânia-RJ 570 3,67% 1.512 3,91% 2,6526
7 Couto Pereira/Curitiba-PR 552 3,56% 1.302 3,36% 2,3587
8 Fonte Nova/Salvador-BA 543 3,50% 1.244 3,21% 2,291
9 Olímpico/Porto Alegre-RS 537 3,46% 1.316 3,40% 2,4507
10 Arruda/Recife-PE 419 2,70% 1.065 2,75% 2,5418
11 São Januário/Rio de Janeiro-RJ 415 2,67% 1.170 3,02% 2,8193
12 Vila Belmiro/Santos-SP 400 2,58% 1.142 2,95% 2,855
13 Palestra Itália/São Paulo-SP 347 2,24% 998 2,58% 2,8761
14 Brinco de Ouro/Campinas-SP 346 2,23% 866 2,24% 2,5029
15 Ilha Do Retiro/Recife-PE 312 2,01% 724 1,87% 2,3205
16 Orlando Scarpelli/Florianópolis-SC 262 1,69% 627 1,62% 2,3931
17 Castelão/Fortaleza-CE 260 1,68% 659 1,70% 2,5346
18 Moisés Lucarelli/Campinas-SP 258 1,66% 718 1,86% 2,7829
19 Arena da Baixada/Curitiba-PR 255 1,64% 717 1,85% 2,8118
20 Canindé/São Paulo-SP 241 1,55% 590 1,52% 2,4481
21 Alfredo Jaconi/Caxias do Sul-RS 220 1,42% 529 1,37% 2,4045
22 Machadão/Natal-RN 205 1,32% 491 1,27% 2,3951
23 Barradão/Salvador-BA 203 1,31% 611 1,58% 3,0099
24 Vivaldo Lima/Manaus-AM 196 1,26% 418 1,08% 2,1327
25 Rei Pelé/Maceió-AL 179 1,15% 418 1,08% 2,3352
26 Engenhão/Rio de Janeiro-RJ 178 1,15% 487 1,26% 2,736
27 Pedro Pedrossian/Campo Grande/MS 165 1,06% 360 0,93% 2,1818
28 Batistão/Aracajú-SE 156 1,01% 348 0,90% 2,2308
29 Engenheiro Araripe/Vitória-ES 151 0,97% 295 0,76% 1,9536
30 Pinheirão/Curitiba-PR 149 0,96% 377 0,97% 2,5302
31 Aflitos/Recife-PE 146 0,94% 356 0,92% 2,4384
32 Baenão/Belém-PA 141 0,91% 326 0,84% 2,3121
33 Caio Martins/Niterói-RJ 140 0,90% 364 0,94% 2,6
34 Presidente Vargas/Fortaleza-CE 138 0,89% 281 0,73% 2,0362
35 Albertão/Teresina-PI 137 0,88% 296 0,76% 2,1606
36 Mangueirão/Belém-PA 135 0,87% 388 1,00% 2,8741
37 Durival de Brito/Curitiba-PR 129 0,83% 298 0,77% 2,3101
38 Heriberto Hülse/Criciúma-SC 122 0,79% 294 0,76% 2,4098
39 Independência/Belo Horizonte-MG 121 0,78% 332 0,86% 2,7438
40 Anacleto Campanella/São Caetano-SP 119 0,77% 283 0,73% 2,3782
41 Nhozinho Santos/São Luís-MA 105 0,68% 202 0,52% 1,9238
42 José Fragelli/Cuiabá-MT 102 0,66% 268 0,69% 2,6275
43 Marcelo Stefani/Braganca Paulista-SP 97 0,63% 203 0,52% 2,0928
44 Raulino de Oliveira/Volta Redonda-RJ 94 0,61% 241 0,62% 2,5638
45 Alacid Nunes/Belém-PA 86 0,55% 196 0,51% 2,2791
46 Ernestão/Joinville-SC 82 0,53% 168 0,43% 2,0488
47 Ernani Satiro/Campina Grande-PB 76 0,49% 165 0,43% 2,1711
48 Mané Garrincha/Brasilia-DF 66 0,43% 159 0,41% 2,4091
49 Arena do Jacaré/Sete Lagoas-MG 65 0,42% 185 0,48% 2,8462
50 Pelezão/Brasília-DF 65 0,42% 141 0,36% 2,1692
51 Moca Bonita/Rio de Janeiro-RJ 64 0,41% 133 0,34% 2,0781
52 Almeidão/João Pessoa-PB 63 0,41% 146 0,38% 2,3175
53 Santa Cruz/Ribeirão Preto-SP 61 0,39% 162 0,42% 2,6557
54 Ressacada/Florianopolis-SC 60 0,39% 181 0,47% 3,0167
55 Café/Londrina-PR 58 0,37% 151 0,39% 2,6034
56 Pituacu/Salvador-BA 55 0,35% 112 0,29% 2,0364
57 Laranjeiras/Rio de Janeiro-RJ 53 0,34% 130 0,34% 2,4528
58 Godofredo Cruz/Campos-RJ 52 0,34% 110 0,28% 2,1154
59 Major Levy Sobrinho/Limeira-SP 49 0,32% 116 0,30% 2,3673
60 Bento Freitas/Pelotas-RS 41 0,26% 99 0,26% 2,4146
61 Centenario/Caxias do Sul-RS 41 0,26% 104 0,27% 2,5366
62 Cerejão/Taguatinga-DF 40 0,26% 111 0,29% 2,775
63 Willie Davids/Maringá-PR 40 0,26% 109 0,28% 2,725
64 Pedro Ludovico/Goiânia-GO 39 0,25% 71 0,18% 1,8205
65 Herminio Ometto/Araras-SP 38 0,24% 86 0,22% 2,2632
66 Ipatingão/Ipatinga-MG 38 0,24% 113 0,29% 2,9737
67 Uberabão/Uberaba-MG 38 0,24% 85 0,22% 2,2368
68 Arena Barueri/Barueri-SP 37 0,24% 94 0,24% 2,5405
69 Luso Brasileiro/Rio de Janeiro-RJ 36 0,23% 110 0,28% 3,0556
70 Parque Do Sabia/Uberlândia-MG 28 0,18% 64 0,17% 2,2857
71 Prudentão/Presidente Prudente-SP 28 0,18% 77 0,20% 2,75
72 Bruno Jose Daniel/Santo André-SP 27 0,17% 61 0,16% 2,2593
73 Jonas Duarte/Anápolis-GO 26 0,17% 65 0,17% 2,5
74 João Castelo/São Luis-MA 25 0,16% 60 0,16% 2,4
75 Barão de Serra Negra/Piracicaba-SP 24 0,15% 48 0,12% 2
76 Bezerrão/Gama-DF 24 0,15% 54 0,14% 2,25
77 Luis Viana Filho/Itabuna-BA 24 0,15% 54 0,14% 2,25
78 Municipal/Juiz de Fora-MG 22 0,14% 54 0,14% 2,4545
79 Juca Ribeiro/Uberlândia-MG 19 0,12% 42 0,11% 2,2105
80 Marechal Hermes/Rio de Janeiro-RJ 19 0,12% 51 0,13% 2,6842
81 Martins Pereira/São José-SP 19 0,12% 34 0,09% 1,7895
82 Jóia da Princesa/Feira de Santana-BA 18 0,12% 30 0,08% 1,6667
83 Italo Del Cima/Rio de Janeiro-RJ 17 0,11% 29 0,07% 1,7059
84 Lacerdão/Caruaru-PE 17 0,11% 44 0,11% 2,5882
85 Kleber Andrade/Cariacica-ES 16 0,10% 39 0,10% 2,4375
86 Aldo Dapuzzo/Rio Grande-RS 15 0,10% 28 0,07% 1,8667
87 Indio Conda/Chapecó – SC 15 0,10% 32 0,08% 2,1333
88 Palma Travassos/Ribeirão Preto-SP 15 0,10% 25 0,06% 1,6667
89 Fonte Luminosa/Araraquara-SP 14 0,09% 35 0,09% 2,5
90 Alfredo de Castilho/Bauru-SP 13 0,08% 24 0,06% 1,8462
91 Ari de Oliveira/Campos-RJ 13 0,08% 24 0,06% 1,8462
92 Caldeirão do Diabo/São José do Rio Preto-SP 13 0,08% 27 0,07% 2,0769
93 Teixeirão/São José do Rio Preto-SP 12 0,08% 36 0,09% 3
94 Arthur Marinho/Corumbá-MG 11 0,07% 28 0,07% 2,5455
95 Vila Olimpica/Curitiba-PR 11 0,07% 22 0,06% 2
96 Zezinho Magalhães/Jaú-SP 10 0,06% 29 0,07% 2,9
97 Coaracy da Mata Fonseca/Arapiraca-AL 8 0,05% 18 0,05% 2,25
98 Ibirapuera/São Paulo-SP 8 0,05% 22 0,06% 2,75
99 Presidente Vargas/Santa Maria-RS 7 0,05% 18 0,05% 2,5714
100 Ronaldo Junqueira/Pocos de Caldas-MG 7 0,05% 11 0,03% 1,5714
101 Colina/Manaus-AM 6 0,04% 8 0,02% 1,3333
102 Edson Passos/Rio de Janeiro-RJ 6 0,04% 20 0,05% 3,3333
103 Leonardo Nogueira/Mossoró-RN 6 0,04% 9 0,02% 1,5
104 Romildo Ferreira/Mogi Mirim-SP 6 0,04% 25 0,06% 4,1667
105 Gávea/Rio de Janeiro-RJ 5 0,03% 11 0,03% 2,2
106 JK/Itumbiara-GO 5 0,03% 11 0,03% 2,2
107 Justiniano Mello e Silva/Colatina-ES 5 0,03% 4 0,01% 0,8
108 Melão/Varginha-MG 5 0,03% 7 0,02% 1,4
109 Parque São Jorge/São Paulo-SP 5 0,03% 12 0,03% 2,4
110 Presidente Medici/Brasilía-DF 5 0,03% 11 0,03% 2,2
111 Rua Bariri/Rio de Janeiro-RJ 5 0,03% 7 0,02% 1,4
112 Santa Rosa/Novo Hamburgo-RS 5 0,03% 6 0,02% 1,2
113 Walter Ribeiro/Sorocaba-SP 5 0,03% 13 0,03% 2,6
114 Germano Kruger/Ponta Grossa-PR 4 0,03% 6 0,02% 1,5
115 Jose Lancha Filho/Franca-SP 4 0,03% 6 0,02% 1,5
116 Moacyrzão/Macaé-RJ 4 0,03% 10 0,03% 2,5
117 Colosso da Lagoa/Erechim-RS 3 0,02% 12 0,03% 4
118 Jayme Cintra/Jundiai-SP 3 0,02% 5 0,01% 1,6667
119 Olímpico/Cascavel-PR 3 0,02% 6 0,02% 2
120 Curuzu/Belém-PA 2 0,01% 7 0,02% 3,5
121 Pajuçara/Maceió-AL 2 0,01% 8 0,02% 4
122 Teixeira de Castro/Rio de Janeiro-RJ 2 0,01% 10 0,03% 5
123 Eduardo Guinle/Nova Friburgo-RJ 1 0,01% 1 0,00% 1
124 Joaquinzão/Taubaté – SP 1 0,01% 3 0,01% 3
125 Junco/Sobral-CE 1 0,01% 1 0,00% 1
126 Municipal/Mirassol-SP 1 0,01% 3 0,01% 3
127 Nogueirão/Mogi das Cruzes-SP 1 0,01% 1 0,00% 1
128 Primeiro de Maio/São Bernardo do Campo-SP 1 0,01% 3 0,01% 3
129 Socrates Stamato/Bebedouro-SP 1 0,01% 1 0,00% 1
130 Tancredo Neves/Jataí – GO 1 0,01% 4 0,01% 4
131 Toca Do Leão/Santa Bárbara D’Oeste-SP 1 0,01% 1 0,00% 1
15.518 Total de Jogos 38.702 Total de Gols

Valdomiro e Índio são os 'papa-títulos' da Dupla Gre-Nal; Danrlei vem a seguir

21 de maio de 2013 13

Quem são os jogadores com mais conquistas na história de Grêmio e Internacional? O blog Poester Esporte, do meu amigo de longa data Anderson Poester, fez este interessante levantamento dos jogadores da dupla Gre-Nal. A lista completa tem mais de 40 nomes, mas selecionei os dez primeiros colocados.

Vale lembrar que os jogadores dos anos 60 e 70 são prejudicados porque nesta época haviam poucas competições oficiais em disputa (os Estaduais duravam muitos meses e só havia uma competição nacional), então o levantamento é meramente ilustrativo.

Ao todo, são sete colorados e cinco gremistas. Índio e Valdomiro são os jogadores com mais conquistas oficiais, 13 cada um. Logo a seguir, temos a lenda gremista Danrlei (goleiro) com 12 títulos. Na sequência, três gremistas: a lenda gremista Airton, o atacante Vieira e o lateral-esquerdo Roger, além do goleiro colorado Clemer, ambos com 11. Dos dez primeiros, Aírton jogou por 15 anos no Grêmio e é o recordista em permanência no mesmo clube.

1º – ÍNDIO – 13 TÍTULOS (2005/13)
Campeonatos Gaúchos: 2005, 2008, 2009, 2011, 2012 e 2013
Copa Libertadores: 2006 e 2010
Recopas Sul-Americanas: 2007 e 2011
Mundial de Clubes: 2006
Copa Sul-Americana: 2008
Copa Suruga Bank: 2009

1º – VALDOMIRO – 13 TÍTULOS (1968/80;1982)
10 Campeonatos Gaúchos: 1969, 1970, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1978 e 1982
3 Campeonatos Brasileiros: 1975, 1976 e 1979

3º – DANRLEI – 12 TÍTULOS (1993/2003)
Campeonatos Gaúchos: 1993, 1995, 1996, 1999 e 2001
Copas do Brasil: 1994, 1997 e 2001
Copa Libertadores: 1995
Campeonato Brasileiro: 1996
Recopa Sul-Americana: 1996
Copa Sul: 1999

4º – CLEMER – 11 TÍTULOS (2002/09)
Campeonato Gaúcho: 2002, 2003, 2004, 2005, 2008 e 2009
Mundial de Clubes: 2006
Copa Libertadores: 2006
Copa Sul-Americana: 2008
Recopa Sul-Americana: 2007
Copa Suruga Bank: 2009

4º – ROGER – 11 TÍTULOS (1994/2003)
Campeonato Gaúcho: 1995, 1996, 1999 e 2001
Copa do Brasil: 1994, 1997 e 2001
Copa Libertadores: 1995
Campeonato Brasileiro: 1996
Recopa Sul-Americana: 1996
Copa Sul: 1999

4º – VIEIRA – 11 TÍTULOS (1955/1968)

Campeonato Gaúcho: 1956, 1957, 1958, 1959, 1960, 1962, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968

4º – AÍRTON – 11 TÍTULOS (1954/1968)

Campeonato Gaúcho: 1956, 1957, 1958, 1959, 1960, 1962, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968

8º – BOLÍVAR – 10 TÍTULOS (2003/06;2008/12)
Campeonato Gaúcho: 2004, 2005, 2009, 2011 e 2012
Copa Libertadores: 2006 e 2010
Copa Sul-Americana: 2008
Recopa Sul-Americana: 2011
Copa Suruga Bank: 2009

9º – RENAN – 9 TÍTULOS (2006/08; 2010/12)
Campeonato Gaúcho: 2005, 2008, 2011 e 2012
Copa Libertadores: 2006 e 2010
Recopas Sul-Americana: 2007 e 2011
Mundial de Clubes: 2006

10º – MAZARÓPI – 9 TÍTULOS (1983/90)
Campeonato Gaúcho: 1985, 1986, 1987, 1988, 1989 e 1990
Mundial de Clubes: 1983
Libertadores: 1983
Copa do Brasil: 1989

10º – PAULO CÉSAR CARPEGIANI – 9 TÍTULOS (1970/77)
Campeonato Gaúcho: 1970, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1976
Campeonato Brasileiro: 1975 e 1976

10º – ESCURINHO – 9 TÍTULOS (1970/77)
Campeonato Gaúcho: 1970, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1976
Campeonato Brasileiro: 1975 e 1976

Presidentes da Dupla Gre-Nal: todos os títulos e vice-campeonatos nos últimos 20 anos

20 de maio de 2013 9

Quem foi o presidente mais vitorioso da Dupla Gre-Nal? E quais foram os que conquistaram os títulos mais relevantes? Para organizar o estudo, adotei a “linha de corte” em 20 anos. Ou seja, só contabilizei os títulos de 1991 para cá, citando de passagem os 4 presidentes que comandaram Grêmio e Internacional neste intervalo de tempo e que já tinham sido presidentes anteriormente (Fábio Koff e Paulo Odone no Grêmio, José Asmuz e Pedro Paulo Záchia no Internacional). Este período foi cuidadosamente escolhido para refletir as maiores décadas de títulos de Grêmio e Internacional.

Fábio Koff e Fernando Carvalho - Os presidentes mais vitoriosos da Dupla

No lado gremista, o esperado: Fábio Koff é o presidente com mais títulos. Em cinco anos comandando o Grêmio (considerando-se apenas desde 1991), Koff levantou nada menos que sete títulos, quatro deles muito especiais: Copa do Brasil de 1994, o Brasileirão de 1996, a Recopa Sul-Americana de 1996 e a Libertadores de 1995. Koff foi vice-campeão ainda de 2 Copas do Brasil e do Mundial. Com o título da Copa do Brasil de 2001 e da Copa Sul, José Alberto Guerreiro está na frente de Paulo Odone neste período (se contabilizarmos a história, Odone tem ainda outros quatro Campeonatos Gaúchos e 1 Copa do Brasil).

Pelos caminhos do Beira-Rio, o dirigente com os títulos mais importantes é Fernando Carvalho, com seis conquistas incluindo uma Libertadores em 2006 e o Mundial de Clubes FIFA no mesmo ano. Já Vittorio Piffero também tem seis conquistas, também uma Libertadores (2010), e mais uma Recopa (2007) e uma Copa Sul-Americana (2008). O único presidente colorado no estudo com um título nacional é José Asmuz.

Três presidentes do Internacional (Carvalho, Piffero e o atual, Giovanni Luigi), conquistaram títulos em todos os anos de seu mandato. Apenas Fábio Koff conseguiu a proeza. Outra estatística curiosa: 4 presidentes gremistas e 3 colorados ficaram sem títulos ao longo de todo seu mandato. Os três colorados foram consecutivos, entre 1998 e 2001. O presidente que ficou mais tempo comandando um clube neste período foi Paulo Odone, por seis temporadas, seguido por Fernando Carvalho com cinco anos.

PRESIDENTES DO GRÊMIO NOS ÚLTIMOS 20 ANOS

TÍTULOS

  • Rafael Bandeira dos Santos: sem títulos
  • Fábio Koff - 1993/96: Campeonato Gaúcho (1993, 1995 e 1996), Copa do Brasil (1994), Recopa Sul-Americana (1996), Campeonato Brasileiro (1996), Copa Libertadores (1995)
  • Luís Carlos Silveira Martins (Cacalo) – 1997/98: Copa do Brasil (1997)
  • José Alberto Guerreiro – 1999/02: Campeonato Gaúcho (1999 e 2001), Copa do Brasil (2001), Copa Sul (1999)
  • Flavio Obino – 2003/04 – sem títulos
  • Paulo Odone – 2005/08 – Campeonato Gaúcho (2006 e 2007), Segunda Divisão (2005)
  • Duda Kroeff – 2009/10 – Campeonato Gaúcho (2010)
  • Paulo Odone – 2011/12 – sem títulos
  • Fábio Koff – 2013 – sem títulos

VICE-CAMPEONATOS IMPORTANTES NOS ÚLTIMOS 20 ANOS

  • Fábio Koff – 1993/96 – Copa do Brasil (1993 e 1995), Mundial (1996)
  • Paulo Odone – 2005/08 – Copa Libertadores (2007), Brasileiro (2008)

OBS: O atual presidente Fábio Koff também conquistou títulos importantíssimos em sua primeira gestão, nos anos de 1982 e 1983: 1 Copa Libertadores e 1 Mundial, além de ter sido vice-campeão brasileiro em 1982 Já Paulo Odone, também nos anos 80 (entre 1987 e 1990) se sagrou tetracampeão gaúcho e campeão da Copa do Brasil em 1989, e era o presidente na dramática derrota para o Internacional no chamado “Gre-Nal do século” em 1989.

PRESIDENTES DO INTERNACIONAL NOS ÚLTIMOS 20 ANOS

TÍTULOS

  • José Asmuz – 1990/93 – Campeonato Gaúcho (1991 e 1992), Copa do Brasil (1992)
  • Pedro Paulo Záchia – 1994/97 – Campeonato Gaúcho (1994 e 1997)
  • Paulo Rogério Amoretty – 1998/99 – sem títulos
  • Jarbas Lima – 2000 – sem títulos
  • Fernando Miranda – 2001 – sem títulos
  • Fernando Carvalho – 2002/06 – Campeonato Gaúcho (2002, 2003, 2004 e 2005), Copa Libertadores (2006), Mundial de Clubes FIFA (2006)
  • Vittorio Piffero – 2007/10 – Campeonato Gaúcho (2008 e 2009), Recopa Sul-Americana (2007), Copa Libertadores (2010), Copa Sul-Americana (2008), Copa Suruga Bank (2009)
  • Giovanni Luigi – 2011/2013 – Campeonato Gaúcho (2011, 2012 e 2013), Recopa Sul-Americana (2011)

VICE-CAMPEONATOS

  • Fernando Carvalho – 2002/06 – Campeonato Brasileiro (2005 e 2006)
  • Vittorio Piffero – 2007/10 – Campeonato Brasileiro (2009), Copa do Brasil (2009), Recopa Sul-Americana (2009)

OBS: O ex-presidente José Asmuz, que comandou o Inter entre 1980 e 1981, foi bicampeão gaúcho e vice-campeão da Libertadores em 1980. Já Pedro Paulo Záchia não obteve títulos em sua primeira passagem no comando colorado, em 1988 e 1989. Sua gestão foi marcada pelos dois dramáticos jogos contra o Bahia (final do Brasileiro de 1988) e Olímpia (semifinal da Libertadores de 1989), além da dolorosa derrota no Gauchão de 1989 nos pênaltis para o Grêmio.

Disputa de pênaltis na história - Grêmio (com vídeos!)

13 de maio de 2013 3

A derrota para o Juventude há duas semanas encerrou uma boa sequência de vitórias consecutivas nas penalidades para o Grêmio, que já somava 2 sucessos na temporada 2013. Repetindo 2011, quando perdeu o título estadual também em uma disputa de penalidades, o Tricolor ficou alijado da competição desta maneira.

Grohe defendendo o pênalti da LDU - Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Ao longo da história, foram 35 disputas de pênaltis, contabilizando-se apenas jogos oficiais e divididos assim: Campeonato Gaúcho (15), Copa do Brasil (4), Campeonato Brasileiro (5), Copa CONMEBOL (2), Supercopa da Libertadores (3), Copa Mercosul (1), Copa Libertadores (4) e Copa Intercontinental (1).

O Grêmio venceu em 15 oportunidades: Campeonato Gaúcho (8), Copa do Brasil (1), Campeonato Brasileiro (1), Copa CONMEBOL (1), Supercopa da Libertadores (1)  e Copa Libertadores (3). As derrotas: Campeonato Gaúcho (7), Copa do Brasil (3), Campeonato Brasileiro (4), Copa CONMEBOL (1), Supercopa da Libertadores (2), Copa Mercosul (1) e Copa Intercontinental (1).

VITÓRIAS GREMISTAS NOS PÊNALTIS

DERROTAS GREMISTAS NOS PÊNALTIS

ALGUMAS CURIOSIDADES

  • No Brasileiro de 1988 e no Gauchão de 1989, jogos terminados em empate eram decididos em disputas de pênaltis. Por isto tantas repetições nestas duas competições.
  • O Grêmio foi campeão gaúcho de 1989 na disputa de pênaltis, com cobranças decisivas defendidas pelo veteraníssimo Mazaropi. O curioso é que o Inter tinha chegado na decisão invicto, com seis vitórias em seis disputas. Perdeu no jogo mais importante.
  • Em 1993, o Grêmio eliminou o Palmeiras nas quartas-de-final da Copa do Brasil. O curioso desta disputa é que o atacante Gílson errou duas vezes: no tempo normal e na disputa de pênaltis.
  • Em 1995, contra o Ajax, e em 2011, contra o Internacional, a disputa de pênaltis gerou não só a eliminação do Grêmio como a perda do título em disputa.
  • Em 1997, Grêmio e Brasil de Pelotas protagonizaram uma série de 22 pênaltis (Mauro Galvão tinha sido expulso, e o Brasil retirou um atleta da cobrança). Na primeira repetição, o melhor batedor Luizinho errou e o Grêmio se garantiu na final.
  • A mais bizarra foi em 1997, na Libertadores contra o Guarany de Assuncíon. O Grêmio converteu as duas primeiras, assim como o time paraguaio converteu a sua 1º cobrança. Dali em diante foram sete erros consecutivos até o erro derradeiro dos visitantes e a classificação tricolor.

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Disputas de pênaltis ao longo da história - Internacional (com vídeos!)

09 de maio de 2013 4

O Internacional se sagrou campeão gaúcho no último domingo ao bater, nos pênaltis, o Juventude por 4×3, levantando o tricampeonato estadual. Repetindo 2011, quando conquistou o Gauchão na disputa de pênaltis contra o Grêmio, o título veio nas mãos de um goleiro: Muriel, que repetiu Renan e defendeu a cobrança decisiva.

Muriel pega o pênalti decisivo do tricampeonato - Foto: Ricardo Duarte/Zero Hora

Ao longo da história, foram 28 disputas, contabilizando-se apenas jogos oficiais e divididos assim: Campeonato Gaúcho (13), Copa do Brasil (4), Brasileirão (9 ), Copa Sul-Americana (1) e Copa Libertadores (1).

O Internacional venceu em 19 oportunidades: Campeonato Gaúcho (10), Copa do Brasil (2), Brasileirão (5) e Copa Sul-Americana (1). As derrotas: Campeonato Gaúcho (3), Copa do Brasil (2), Brasileirão (4) e Copa Libertadores (1).

VITÓRIAS COLORADAS NOS PÊNALTIS (19)


DERROTAS COLORADAS NOS PÊNALTIS


ALGUMAS CURIOSIDADES

  • No Brasileiro de 1988 e no Gauchão de 1989, jogos terminados em empate eram decididos em disputas de pênaltis. Por isto tantas repetições nestas duas competições.
  • O Inter se sagrou campeão nos pênaltis em 2011 no Gauchão e 2013, também no Gauchão.
  • Em compensação, perdeu o título na derrota de 1989 no Campeonato Gaúcho.
  • Nesta competição, o Colorado venceu seis disputas. Só não podia perder a que perdeu, na última rodada do hexagonal final contra o Grêmio.
  • A derrota mais significativa foi de 1989, quando o Internacional perdeu nos pênaltis a semifinal da Libertadores contra o paraguaio Olímpia, depois de já perder no tempo normal por 3×2, com direito a pênalti desperdiçado pelo artilheiro colorado Nílson com o marcador em 2×2.

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A 'touca' virou: Juventude virou carrasco do Grêmio e freguês do Inter nos últimos 5 anos

29 de abril de 2013 21

A decisão do próximo domingo entre Internacional e Juventude, que vale o título da Taça Farroupilha, também vale o título do Gauchão antecipadamente para o time de Porto Alegre. E talvez consagrar de vez a mudança que ocorreu nos últimos cinco anos, quando o Juventude não assusta mais o Inter e tem atormentado a vida do Grêmio. Mais um capítulo no último sábado, quando o Grêmio foi eliminado do Gauchão pelo time de Caxias do Sul nas penalidades. Uma mudança do que víamos até pouco tempo atrás…

Tudo começou nos anos 90. Qualquer jogo entre Internacional e Juventude era cercado de muita expectativa. O “Juve-Nal” era quase sempre um dos jogos mais importantes. A derrota na final do Gauchão de 1998 e, principalmente, a humilhação na semifinal da Copa do Brasil de 1999, além de outras derrotas nas competições geraram uma rivalidade acirrada. Com o Grêmio, parecia o oposto: além do Juventude ter perdido todas as finais para o Tricolor (Gauchões de 1996, 2001 e 2007), ainda foi eliminado diversas vezes, inclusive de mata-matas do Brasileirão no qual tinha vantagem do mando de campo (2002).

Porém os últimos 5 anos mostram uma mudança significativa nos resultados. Tudo começou com as quartas-de-final do Gauchão daquela temporada. O Grêmio foi eliminado pelo Juventude em pleno Olímpíco, depois de vencer fora de casa no Alfredo Jaconi. Naquele mesmo ano, o Inter enfiou assombrosos 8×1 no mesmo Juventude e foi campeão estadual. Deste momento em diante, o Grêmio tem mais derrotas que vitórias contra o Juventude, e o Inter não perdeu mais. Desde aquela calorenta tarde de domingo em maio, quando o centroavante Mendes arrasou o time treinado por Celso Roth em um Olímpico lotado, esta rivalidade mudou de lado.

Jogo da virada: Grêmio 2×3 Juventude, quartas-de-final Gauchão 2008 – Grêmio eliminado

2009
Grêmio 2×0 Juventude
Grêmio 2×0 Juventude – Juventude eliminado 1º turno
2010
Juventude 1×2 Grêmio
2011
Juventude 3×2 Grêmio
2012
Juventude 2×1 Grêmio
2013
Juventude 2×1 Grêmio
Juventude (5)1×1(4) Grêmio – Grêmio eliminado do 2º turno e do Gauchão.
TOTAL: 8J, 3V Grêmio, 4V Juventude, 1E, 13 gols Grêmio, 12 gols Juventude

No mesmo período, o Internacional brilhou contra o Juventude e acabou com a sina de “touca”. O Colorado vinha de três derrotas seguidas para o Juventude no Gauchão daquele ano: 1×0 no Beira-Rio, 3×0 em Caxias e 1×0 no Alfredo Jaconi, partida de ida das finais do Gauchão daquele ano. Em uma atuação épica, o Colorado enfiou 8×1 no Juventude, 4 gols em cada tempo e com direito a gol do goleiro Clemer no finalzinho da partida. De lá para cá, nenhuma derrota e apenas um único empate. O Juventude foi eliminado em dois mata-matas.

Jogo da virada: Internacional 8×1 Juventude, finalíssima Gauchão 2008 – Inter campeão

2009
Juventude 3×3 Internacional

2010
Internacional 5×0 Juventude
Internacional 2×0 Juventude – Juventude eliminado 1º turno

2011
Internacional 3×1 Juventude
Juventude 1×2 Internacional – Juventude eliminado 2º turno e do Gauchão.

2012
Internacional 7×0 Juventude

2013
Internacional 4×1 Juventude
TOTAL: 9J, 8V Inter, 1E, 34 Gols Inter, 7 gols Juventude

Terceira Divisão Inglesa tem final histórico: pênalti perdido, gol de contra-ataque!

28 de abril de 2013 3

O Doncaster Rovers se sagrou campeão da League One, a Terceira Divisão Inglesa, de maneira inacreditável neste sábado. O time chegou na rodada em segundo lugar, atuando fora de casa contra o Brentford no centenário Griffin Park em Londres. O time do norte da Inglaterra estava na iminência de perder a promoção automática (garantida aos dois primeiros colocados da divisão) em uma cobrança de pênalti contra seu adversário direto. Era só Marcello Trotta converter o pênalti marcado já nos segundos finais da partida.

O jovem atacante italiano, emprestado pelo Fulham e de apenas 20 anos, resolveu assumir uma responsabilidade que não era sua, “se consagrar”. Mas deu tudo errado: Trotta chutou no travessão e, com um gol no contra-ataque do lance,  James Coppinger aproveitou o atônito Brentford e marcou para os Rovers, dando a vitória por 1×0 e o título para o time de Yorkshire.  A sequência, de pouco menos de um minuto, é desesperadora:

Para entender melhor, vejam a situação antes do jogo:

  1. Bournemouth- 82 pontos – Promovido à Segunda Divisão matematicamente
  2. Doncaster Rovers – 81 pontos – Promovido à Segunda Divisão
  3. Brentford  - 79 pontos – Nos playoffs entre o 3º e o 6º colocados, valendo uma vaga na Segunda Divisão

Se a cobrança fosse convertida por Marcelo Trotta:

  1. Bournemouth - 83 pontos  - Promovido à Segunda Divisão
  2. Brentford – 82 pontos – Promovido à Segunda Divisão
  3. Doncaster Rovers – 81 pontos – Nos playoffs entre o 3º e o 6º colocados, valendo uma vaga na Segunda Divisão

Como ficou no final, com o gol no contra-ataque:

  1. Doncaster Rovers – 84 pontos – Campeão e promovido à Segunda Divisão
  2. Bournemouth – 83 pontos – Vice-Campeão e promovido à Segunda Divisão
  3. Brentford – 79 pontos – Nos playoffs entre o 3º e o 6º colocados, valendo uma vaga na Segunda DivisãoIsto obviamente me lembrou os instantes a seguir da cobrança de Ademar defendida por Galatto, até o gol de Anderson que deu o título da Série B para o Grêmio (se o jogo terminasse em empate, o Grêmio subia mas o título iria para o Santa Cruz).

DIA DO GOLEIRO: Parabéns para meus ídolos Taffarel, Schmeichel e Van der Sar

26 de abril de 2013 6

Hoje, 26 de abril é o “Dia do Goleiro” aqui no futebol brasileiro. A data foi escolhida para comemorar o aniversário do histórico goleiro Manga, nascido em 26 de abril de 1937. E o Almanaque Esportivo fará uma homenagem aos seus três ídolos de infância: Taffarel, o dinamarquês Peter Schmeichel e o holandês Edwin van der Sar.

Dia do Goleiro em homenagem à "Manguita Fenômeno" - Foto: Genaro Joner / Agencia RBS

  • TAFFAREL – BRASIL – INTERNACIONAL, PARMA, REGGIANA, ATLÉTICO-MG, GALATASARAY

Difícil falar sobre o jogador mais importante em minha vida como torcedor de futebol. Taffarel é especial para mim. Um goleiro que nunca foi muito alto, mas sempre se posicionou de maneira espetacular, com uma inteligência e firmeza indiscutível.

Depois de se tornar o primeiro goleiro brasileiro com status de estrela no futebol mundial, virou ídolo em quase todos os times que passou. Na Seleção Brasileira é uma lenda. Então, fica minha homenagem com dois vídeos, cenas raras de defesas pouco lembradas:

E as mais clássicas:

  • PETER SCHMEICHEL – DINAMARCA – GLADSAXE-HERO, HVIDOVRE – MANCHESTER UNITED – SPORTING LISBOA – ASTON VILLA – MANCHESTER CITY

Peter Schmeichel me chamou a atenção no inverno de 1992. Com atuações assombrosas pela Dinamarca, me fez procurar saber que time ele atuava e mais detalhes sobre o atleta. Dali iniciou-se uma relação de 20 anos com o Manchester United, mas hoje o assunto é Schmeichel. Gigantesco, o dinamarquês era um líder dentro e fora de campo, mas sua suprema técnica e a explosão muscular eram imbatíveis. Com uma firmeza impressionante, se tornou um dos maiores goleiros da história do futebol mundial. Vejam grandes momentos de Peter, The Dane.

EDWIN VAN DER SAR – AJAX – JUVENTUS – FULHAM – MANCHESTER UNITED

O goleiro Edwin van der Sar é um misto das duas lendas anteriores. Gigante como Schmeichel, ágil como Taffarel. Um goleiro que aos 40 anos estava em plena forma, com atuações espetaculares por um dos maiores times do mundo. Ícone do Ajax, se tornou quase ao final de carreira um dos mais brilhantes jogadores recentes do Manchester United.

Grandes defesas de Van der Sar até chegar ao Manchester United:

E sua fase gloriosa em Old Trafford:

Revolução Alemã, Parte V (final): O futuro do futebol alemão e lições a serem aprendidas pelo Brasil

19 de abril de 2013 8

Ao longo desta semana, o Almanaque Esportivo fez uma profunda análise de tudo que ocorreu na Alemanha nos últimos quinze anos. De como o futebol alemão chegou ao fundo do poço (para os rigorosos padrões germânicos). E a maneira pela qual conseguiu se reerguer do atoleiro: planejamento, organização, investimentos corretos e disciplina financeira.

Muitas dos problemas e das soluções apresentadas ao longo desta semana são perfeitamente factíveis de serem implementadas no Brasil, salvo as habituais diferenças culturais e econômicas entre os dois países. Podemos avaliar em três grandes grupos: formação de atletas, alterações estruturais no plano de jogo e modelo financeiro dos clubes.

  • CATEGORIAS DE BASE

Esta talvez seja a parte mais fácil de ser implementada no futebol brasileiro, mas a que requer mais seriedade e organização. A CBF, federação mais rica e rentável do planeta, tem totais condições financeiras de bancar centros de treinamentos espalhados em todo o Brasil. A questão é a falta de interesse da entidade em reduzir os lucros em prol do desenvolvimento do esporte. Sem contar a falta de transparência da gestão anterior de Ricardo Teixeira e da atual, do ainda mais contestado José Maria Marín.

Ao contrário da entidade máxima do futebol brasileiro, preocupada apenas em faturar com a Seleção, os clubes estão muito mais avançados na formação de atletas. Muitos times fazem investimentos pesados em categorias de base, com despesas e estruturas de gigantes europeus. É o caso da dupla Gre-Nal, Cruzeiro, Atlético-MG, São Paulo, Santos e o Fluminense.

O problema é no aspecto técnico dos treinamentos. O foco nas categorias de base é na obtenção de títulos e a parte física é beneficiada por esta avaliação. Jogadores fisicamente privilegiados se destacam contra adversários ainda em formação física. Esquema táticos focados na vitória e não na construção correta do perfil técnico do atleta são priorizados.

O resultado é bastante insatisfatório porque, excetuando-se os jogadores diferenciados de praxe, os atletas chegam ao profissional com deficiências severas em fundamentos básicos, como passe, cruzamento, conclusões ou cabeceio. Uma reformulação no modelo técnico das categorias de base deve ser estudado, adaptado à realidade brasileira, e executado individualmente pelo menos entre os grandes clubes do país.

O curioso é que esta interessante fonte de renda para clubes com torcidas tradicionais em mercados consumidores mais restritos, como times de capitais nordestinas ou de estados como Pará e Goiás, investem muito pouco em algo que poderia ser a salvação financeira dos mesmos. O comparativo é válido com clubes portugueses como Porto, Benfica, e holandeses como Ajax e PSV, de mercados bem menores na Europa mas que conseguem equilibrar confrontos muitas vezes com um trabalho de excelência na formação de jogadores e prospecção de talentos.

  • REVISÃO DE CONCEITOS TÁTICOS DO FUTEBOL NACIONAL

A discussão neste ponto é mais ampla. Há muito tempo não vemos um time brasileiro com uma solução tática original, jogando de um jeito diferente. Existe uma uniformidade de esquemas táticos, e os resultados se baseiam apenas na diferenças individuais dos elencos e no moral (estado anímico) de cada equipe.

Os clubes brasileiros não possuem uma “filosofia de futebol” alinhada com o histórico de cada equipe, implementado desde as categorias de base. Falta um trabalho de longo prazo, que transcenderia o mandato dos presidentes eleitos das equipes brasileiras e estaria no DNA de cada time.

A média geral dos treinadores nos grandes times brasileiros ganha muito e está totalmente parada no tempo, repetindo trabalhos insatisfatórios e pulando de um clube para outros. Novos nomes no cenário nacional demoram demais para se afirmar. Com salários dos maiores do mundo, a Série A do Brasileirão hoje expõe treinadores limitados, com soluções táticas ultrapassadas e que habitualmente sofrem em confrontos contra adversários de outros países da América do Sul, com poder econômico bastante inferior ao do Brasil.

A sistemática de treinos nos grandes clubes brasileiros é uma repetição de movimentações sem maior profundidade, focados em individualidades contra um trabalho em conjunto. A eterna insistência em “definição dos onze titulares”, do “treino alemão” (uma ironia hoje em dia) resulta em um desgaste físico do grupo principal, além da ausência de alternativas táticas.

Mario Gotze, da nova geração alemã, passa pelo brasileiro Júlio César em amistoso de 2012 – Foto: Michael Probst AP

Quando pressionados, os principais treinadores “escapam pela direita”, como o multicampeão Muricy Ramalho. Depois de escalar, pela primeira vez no ano, um esquema com três zagueiros justamente contra o Barcelona na final do Mundial, e ser impiedosamente surrado, Muricy ainda teve a audácia de dizer em 2013: “No Barcelona eles não levam muito a sério a parte tática”Oi?

  • REFORMULAÇÃO DA MATRIZ DE RECEITAS DOS CLUBES BRASILEIROS

Hoje os times brasileiros sobrevivem das cotas de televisionamento. Mesmo que alguns, como Internacional e Grêmio, consigam receitas expressivas em seus quadros sociais, os estádios são fontes de despesas, não de receitas. O futebol brasileiro ainda não está pronto para uma presença de torcedores independentemente da fase do time, como vemos sistematicamente no Newcastle, Sunderland, Southampton e outros times médios. Afinal, o brasileiro só vai ao campo quando seu time está ganhando ou quase sendo rebaixado.

Sem esta fidelidade ainda impregnada no futebol brasileiro, o preço do espetáculo deve ser proporcional ao interesse do torcedor. Ao nível da competição. Ao poder aquisitivo do mercado envolvido. Para definições como estas, existem dois modelos financeiros: o inglês, com ingressos elitizados e que possuem demanda nos grandes clubes. E o alemão, intensamente discutido na última quarta-feira, focado na ocupação plena dos estádios.

Em decisões incompreensíveis de dirigentes de clubes e federações, ou atendendo à interesses das redes de TV, os preços mínimos dos jogos dos campeonatos inclusive competições menores como os Estaduais, estão muito acima de qualquer bom senso. É mais barato você assistir Borussia Dortmund x Bayern de Munique pelo Campeonato Alemão que ver Internacional x Esportivo pelo Gauchão. Isto simplesmente é inaceitável!

Com dezenas de milhões de pessoas entrando na emergente classe média brasileira, os times de futebol do país deveriam estar focando seus esforços neste público-alvo. Fidelizando um número maior de pessoas nos estádios, com uma taxa de ocupação bem superior à atual, aumenta a exibição dos patrocinadores aumenta neste mercado,pois a exposição de mídia da marca em um jogo com casa cheia é infinitamente maior que a de um estádio vazio.

O consumo no estádio aumenta, o número de famílias presentes aumenta. Um ciclo virtuoso de receitas.

A torcida é a razão de existir de todo e qualquer clube. Mais do que títulos, ídolos, estádios, dinheiro. Sem ela, o clube perde sua alma.

O futebol brasileiro precisa recuperar-se. Existem caminhos. E

O difícil é reconhecer os problemas e passar a trilhar, com paciência, planejamento e determinação.

Boa sorte, Brasil.

E parabéns, Alemanha.

TÚNEL DO TEMPO: Em um 1º de Abril há 12 anos, Grêmio patrolava Inter no Olímpico

01 de abril de 2013 2

Primeiro de Abril de 2001. Não, não era mentira, mas eram tempos conflituosos para o Grêmio, que daria a volta por cima e arrasaria o Internacional por 4×2, abrindo caminho para dois títulos no primeiro semestre daquele ano. Data especial para os gremistas, já que em 1950 no campo da Timbaúva segurou o Rolo Compressor em um 1×1 amistoso, e em 2006, cinco anos depois do jogo citado abaixo, empataria em 0×0 o primeiro jogo da final do Gauchão daquela temporada, quando o Tricolor se sagraria campeão de maneira surpreendente em um Beira-Rio abarrotado.

Em um domingo calorento e chuvoso, o Grêmio passava um momento de instabilidade fora dos gramados. O pedido de falência da ISL naquela semana havia abalado e causado muitos problemas ao presidente gremista, José Alberto Guerreiro. Além disto, a traumática saída de Ronaldinho para o Paris Saint-Germain e os três meses de salários atrasados causavam insatisfação no milionário elenco gremista.

Dentro dos gramados, o técnico Tite, então um iniciante em grandes clubes após um formidável trabalho no Caxias campeão gaúcho 2000, ainda se afirmava e tentava tirar o máximo de um elenco espetacular e que havia fracassado miseravelmente no ano anterior, ficando fora até da Copa Libertadores. Mas em campo o Grêmio tinha um time formidável, com opções no time titular e no banco. Além disto, o fato de não perder clássicos para o rival há 2 anos, a vantagem na tabela do primeiro turno do Gauchão deixavam o Grêmio como favorito.

Já o Internacional vivia um momento típico dos anos 90 em pleno século XXI. Depois de uma temporada bem acima das expectativas, com um sexto lugar honroso para um time modesto e sem investimentos, a diretoria colorada sob comando do presidente Fernando Miranda fez tudo errado: deu plenos poderes ao técnico Zé Mário, não investiu no time e promoveu mudanças que baixaram o nível técnico da equipe.

O resultado foi desastroso: o Inter já chegou no Gre-Nal três pontos atrás do rival, com um time contestado e jogando muito mal. Passou com as calças na mão pelo Vila Nova-GO e não tinha tido nenhuma atuação de qualidade, sendo contestado por público e crítica. Mesmo assim, 30 mil pessoas foram ao Olímpico Monumental, deixando de assistir uma pancada de Rubens Barrichello pela Ferrari na traseira de em Interlagos, no GP do Brasil de Fórmula-1 daquele ano. Corrida, aliás, decidida por uma ultrapassagem espetacular de David Coulthard sobre Michael Schumacher no “S do Senna” quase no final da corrida, usando um retardatário como “escudeiro” no movimento.

Dentro de campo, com um bom público no estádio Olímpico, o Grêmio dominou as ações do início ao fim: depois de perder chances de gol com Rodrigo Mendes e Zinho, o Grêmio abriu o marcador aos 23 minutos com Tinga em rebote de cobrança de escanteio. Aos 42, o mesmo Tinga recebeu passe de Renato Martins (com o peito!) e ampliou, 2×0.

No início do segundo tempo, Rodrigo Mendes aproveitou erro de Fábio Rochemback no início da jogada e ampliou para 3×0. Era a maior diferença em prol do Grêmio em um clássico desde 1990. Então, uma reação imediata do Inter: Luís Cláudio (de bicicleta!), Fábio Pinto descontaram, 3×2! Do nada, Marcelo Rosa quase empatou o jogo mas a zaga tirou em cima da linha. Depois dos 40, Zinho sofreu e cobrou pênalti cometido por  Fernando Cardozo, 4×2. O pesadelo colorado do “troco” pelo 5×2 de 1997 poderia ter ocorrido a seguir, em um pênalti que o árbitro Fabiano Gonçalves poderia ter marcado logo a seguir, mas o placar terminou inalterado até o final.

Ou seja: o favorito venceu, e convenceu. Se classificou para a final do Estadual com uma rodada de antecedência. O Juventude venceria o segundo turno, mas seria atropelado na final. O Grêmio, no dia 17 de junho, seria tetracampeão da Copa do Brasil ao atropelar o Corinthians. Data na qual Tite começava a entrar no rol dos grandes treinadores da história do futebol gaúcho…

GRÊMIO
Danrlei; Ânderson Lima, Marinho, Mauro Galvão e Rubens Cardoso; Anderson Polga, Eduardo Costa, Tinga e Zinho; Rodrigo Mendes (Warley) e Renato Martins (Itaqui). Técnico: Tite.

INTERNACIONAL
João Gabriel; Denílson, Fernando Cardozo, Espínola e Marcelo Santos (Marco Aurélio); Leandro Guerreiro (Gil Baiano), Carlinhos, Fábio Rochemback e Lê (Marcelo); Fábio Pinto e Luiz Cláudio. Técnico: Zé Mário.

Árbitro: Fabiano Gonçalves
Local: estádio Olímpico Monumental
Público: 29.062 (com 26.417 pagantes)
Renda: R$ 240.795,00