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Posts na categoria "Futebol Sul-Americano"

POR TODA A VIDA: jogadores ainda em atividade que só jogaram em um time!

19 de fevereiro de 2013 8

Ontem contei a história dos doze jogadores brasileiros que atuaram por um só time ao longo de toda a carreira e por mais de dez anos. Hoje vamos citar os principais jogadores (das maiores ligas sul-americanas e européias) que atuaram por um só time por dez ou mais anos e que ainda estão em atividade.

Esta história é repleta de craques, muitos deles conhecidos de todos nós, e outros jogadores surpreendentes. Mas, repetindo: só valem atletas que jamais defenderam dois times como profissionais, valendo empréstimos, times no início ou final de carreira.

Interessante ressaltar que o jogador que ficou mais tempo em um só clube e por toda a sua carreira é o supremo defensor italiano Paolo Maldini, que jogou por assombrosos 25 anos pelo Milan. Ainda em atividade, o galês Ryan Giggs é o recordista. Ele está há 23 temporadas no Manchester United.

Ryan Giggs, recordista com 23 anos no Manchester United - Foto: Andrew Yates / AFP

Apenas um time tem quatro atletas na lista: o Barcelona, que novidade né? Xavi, Iniesta, Puyol e Victor Valdés (que sairá desta lista pois vai trocar de clube em 2014). Com três atletas o Manchester United (Darren Fletcher, Ryan Giggs e Paul Scholes), o japonês Kashima Antlers (Masashi Motoyama, Hitoshi Sogahata e Takeshi Aoki).

Com dois jogadores: o escocês Kilmarnock (Garry Hay e James Fowler), o inglês Liverpool (Jamie Carragher e Steven Gerrard), a italiana Roma (Francesco Totti e Daniele de Rossi) e o russo Zenit (Vyacheslav Malafeev e Igor Denisov).

Ainda vou ressaltar alguns nomes e seus respectivos times: Gianpaolo Bellini (Atalanta-ITA), Gastón Turus (Belgrano-ARG), Carlos Gurpegi (Athletic Bilbao-ESP), Bastian Schweinsteiger (Bayern de Munique-ALE), Marc Planus (Bordeaux-FRA), Oka Nikolov (Eintracht Frankfurt-ALE), Héctor Reynoso (Chivas Guadalajara-MÉX), Tony Hibbert (Everton-ING), Steven Cherundolo (Hannover 96-ALE), Sabri Sarioglu (Galatasaray-TUR) e Iker Casillas (Real Madrid-ESP)

Sub-20: Brasil e Argentina decretam vexame histórico e caem na 1º fase

19 de janeiro de 2013 2

Brasil e Argentina protagonizaram o maior fiasco da história dos Sul-Americanos Sub-20. O Brasil, atual tricampeão continental e campeão mundial, foi eliminado ontem ao levar 2x0 do Peru, com apenas uma vitória em 4 jogos. Já a Argentina deu um vexame ainda maior: sede do torneio, foi eliminada por antecipação e com apenas uma vitória em 4 jogos. Um fiasco do tamanho do continente, já que classificavam-se 3 dos 5 times de cada grupo.

A Seleção Brasileira, treinada por Émerson Ávila, mostrou o caos que temos nas categorias de base do futebol nacional. Do modelo com sucesso adotado por Mano Menezes, com Ney Franco de técnico do Sub-20 e coordenador do Sub-23, muito se perdeu com as mudanças na CBF.

Além da geração ser mediana, sem os talentos de Neymar, Oscar, Lucas Moura, entre outros, o técnico se mostrou perdido: insistiu em esquemas totalmente díspares entre si (ofensivo demais no 1º jogo, retranqueiro nos demais). A não-titularidade de Rafa Alcântara (depois de tanta briga para que ele jogasse pelo país) e Bruno Mendes (de final de temporada espetacular pelo Botafogo) foram outros dos problemas.

No caso da Argentina, campeã pela última vez em 2003 mas campeã mundial em 2007, o vexame é ainda maior. É o terceiro insucesso consecutivo em Sul-Americanos, pois em 2009 conseguiu a proeza de ser a 5º em 6 times no hexagonal final e ficar fora do Mundial, enquanto em 2011 ficou em 3º, foi pro Mundial (classificavam-se 4 times) mas fora das Olimpíadas de Londres.

Um vexame que faria qualquer país sério reestudar o que está ocorrendo em suas categorias de base e buscar alternativas.

Mas na CBF, comandada pelo ancião José Maria Marín, e na AFA, pelo eterno Julio Grondona? Esqueçam.

Brasil perdendo para o Uruguai - Foto: ALEJANDRO PAGNI / AFP

Fair-Play às avessas: Luiz Adriano faz gol legal, mas imoral na Liga dos Campeões

21 de novembro de 2012 6

Simplesmente lamentável o que o atacante brasileiro Luiz Adriano, do ucraniano Shakhtar Donetsk, fez ontem na vitória de 5x2 contra o dinamarquês Nördsjaelland, pela quinta rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa. Quando o jogo estava 1x0, ainda no primeiro tempo, Luiz Adriano aproveitou uma devolução de bola escancarada para marcar um gol, sob os olhares atônitos dos dinamarqueses.

Pior, o time depois tentou deixar o adversário fazer um gol e um zagueiro impediu. Vejam o lance.

Há alguns anos, meu amigo Alexandre Limeira me demonstrou que o excesso de fair-play acaba jogando contra o andamento da partida, pois aumenta o número de interrupções e de 'cêra técnica'. Isto fica exemplificado ao ver vídeos de jogos dos anos 80 e 90. Passei a defender a idéia e quanto mais observo os jogos atuais, mais fica claro o problema.

Parkhurst revoltado com Luiz Adriano - Lars Poulsen / AP

Hoje li um texto do amigo Vicente Fonseca, que também tem um posicionamento semelhante, falando que exatamente os defensores da "redução do fair-play" é que ficarão prejudicados por uma atitude como a do ex-atacante colorado. Vejam seus argumentos em "Gol Contra".

Outras histórias eu já contei aqui no Almanaque, vou resumir nos links abaixo:

DRAMA EM BOGOTÁ: Grêmio aumenta sina de fracassos em território colombiano

16 de novembro de 2012 9

A dramática, e polêmica, eliminação na Copa Sul-Americana contra o Millionários-COL deixou a torcida do Grêmio com um sabor amargo. Se existe algum lugar no qual o Tricolor gaúcho não tem muita sorte é na Colômbia em competições sul-americanas.

Rentería elimina Grêmio e segue a sina na Colômbia - Foto: AFP PHOTO/Luis Acosta

É verdade que conquistou a Libertadores de 1995 contra o Nacional de Medellín em um empate de 1x1, após 3x1 no jogo de ida no estádio Olímpico. Mas o retrospecto global contra times colombianos é catastrófico fora de casa: 8 derrotas, 1 empate e 1 única vitória, em 2009 contra o Boyacá Chicó.

Foram três eliminações em competições de mata-mata, a mais dramática nas semifinais de 1996 contra o América de Cali e igualmente de virada por 3x1 após um 1x0 em casa no jogo de ida. Na ocasião, o zagueiro Bermúdez, que marcou era no Boca Juniors de Carlos Bianchi, fez dois gols:

No Olímpico, em compensação, o Grêmio jamais perdeu: foram 7 vitórias e 2 empates.

VEJA TODOS OS CONFRONTOS

Copa Libertadores 1983 - Triangular semifinal
  • América de Cali 1 x 0 Grêmio, Grêmio 2 x 1 América de Cali
Copa Libertadores 1995 - Finais
  • Grêmio 3 x 1 Atlético Nacional, Atlético Nacional 1 x 1 Grêmio

Copa Libertadores 1996 - Semifinais

  • Grêmio 1 x 0 América de Cali, América de Cali 3 x 1 Grêmio
Supercopa 1997 - Primeira fase
  • Grêmio 2 x 2 Atlético Nacional, Atlético Nacional 3 x 1 Grêmio
Copa Libertadores 2003 - Quartas-de-finais
  • Grêmio 2 x 2 Independiente Medellín, Independiente Medellín 2 x 1 Grêmio

Copa Libertadores 2007 - Primeira fase

  • Grêmio 0 x 0 Cucuta, Tolima 1 x 0 Grêmio, Grêmio 1 x 0 Tolima, Cucuta 3 x 1 Grêmio
Copa Libertadores 2009 - Primeira fase
  • Boyacá Chicó 0 x 1 Grêmio, Grêmio 3 x 0 Boyacá Chicó

Copa Libertadores 2011 - Primeira fase

  • Atlético Júnior 2 x 1 Grêmio, Grêmio 2 x 0 Atlético Júnior

Copa Sul-Americana 2012 - Quartas-de-finais

  • Grêmio 1x0 Millionários, Millionários 3x1 Grêmio

TORCIDAS: Nike, Boca Juniors e um terremoto!

23 de outubro de 2012 3

Simplesmente genial a ação de marketing da multinacional Nike com o Boca Juniors, clube patrocinado pela empresa. Dono de uma torcida fanática em um estádio temível pela atmosfera intimidadora, o time de Buenos Aires utiliza algumas estratégias de impacto: microfones e captando o som da torcida e sendo amplificados por alto-falantes, torcida organizada pulando exatamente em cima do vestiário visitante, entre outros.

Relato de um jogador adversário: “Nós estávamos no campo perto da torcida do Boca. Eles começaram a gritar e pular. As paredes estavam tremendo e eu pensei: Isso tudo vai desabar”.Ou seja, um caldeirão.

La Bombonera ensandecida - Foto: AP Photo/Natacha Pisarenko/BD

La Bombonera ensandecida - Foto: AP Photo/Natacha Pisarenko/BD

Mas e em um estádio visitante? A Nike, em parceria com a agência de publicidade BBDO, fizeram a seguinte experiência em um jogo do Boca, a final da Copa da Argentina contra o Racing fora de casa: foram instalados quatro acelerômetros (veja o que é isto), que implementaram uma superfície virtual que interpretava o impacto da torcida pulando.

O resultado foi espetacular: simulação de um terremoto de 6.4 na escala Richter!

No final, o slogan da campanha da Nike: "“Toda partida é um jogo em casa. Esse é o Boca”.

PESQUISA: Todos os estrangeiros campeões ou vice da Libertadores jogando no Brasil

12 de julho de 2012 2

Depois do post falando sobre  Brasileiros no exterior: quais venceram a Libertadores e Liga dos Campeões!, resolvi inverter. Pesquisei quais jogadores estrangeiros foram campeões da Copa Libertadores da América jogando por clubes brasileiros. A lista, ao contrário do que eu pensava, não é muito extensa. O último a entrar foi o reserva, e quase nunca acionado, Luís Ramirez, peruano e campeão pelo Corinthians na semana passada.

O primeiro  estrangeiro campeão foi uma surpresa para mim. Achava que tinha sido o argentino Perfumo pelo Cruzeiro em 1976, mas depois vi que o defensor tinha sido adversário do Cruzeiro na final, jogando pelo River Plate.

Sendo assim, a primazia coube ao capitão gremista Hugo de León, campeão da América em 1983. Apenas dez anos depois, o também uruguaio Matosas (reserva), foi campeão. Depois tivemos dois títulos de Arce e Rivarola, os únicos estrangeiros bicampeões por clubes brasileiros (no Grêmio em 1995 e Palmeiras em 1999).

O recorde eu imaginava: o Inter de 2010 com 5 estrangeiros campeões da América, dois deles titulares e outros dois que começaram titulares, mas terminaram no banco. Curiosidade: o Santos jamais foi campeão ou vice-campeão da Libertadores com um atleta estrangeiro no grupo.

ESTRANGEIROS CAMPEÕES DA LIBERTADORES POR TIMES BRASILEIROS

  • 1983 – De León (URU) - Grêmio
  • 1993 – Matosas (URU) - São Paulo
  • 1995 – Arce (PAR), Rivarola (PAR) - Grêmio
  • 1999 – Arce (PAR), Rivarola (PAR) - Palmeiras
  • 2005 – Lugano (URU) – São Paulo
  • 2006 – Rentería (COL) – Internacional
  • 2010 – Bruno Silva (URU), Sorondo (URU), Pato Abbondanzieri (ARG), Guiñazu (ARG), D’Alessandro (ARG) - Internacional
  • 2012 – Luís Ramirez (PER) - Corinthians
  • Total: 12 jogadores campeões. Arce e Rivarola foram campeões 2 vezes.

Os vice-campeões são praticamente o mesmo número. Os primeiros foram os uruguaios Pedro Rocha e Forlán, vice-campeões em 1974 pelo São Paulo. Como curiosidade, Matosas que foi campeão em 1993 e vice-campeão em 1994, assim como Arce e Asprilla em 1999 e 2000; e Lugano em 2005 e 2006
ESTRANGEIROS VICE-CAMPEÕES DA LIBERTADORES POR TIMES BRASILEIROS

  • 1974 - Pedro Rocha (URU), Forlán (URU) - São Paulo
  • 1980 – Benítez (PAR) – Internacional
  • 1984 - De León (URU) - Grêmio
  • 1994 – Matosas (URU) - São Paulo
  • 2000 - Arce (PAR), Asprilla (COL) - Palmeiras
  • 2006 – Lugano (URU) – São Paulo
  • 2007 – Saja (ARG), Schiavi (ARG), Gavilán (PAR) – Grêmio
  • 2008 - Darío Conca (ARG) - Fluminense
  • 2009 – Sorín (ARG) – Cruzeiro
  • TOTAL: 13 jogadores vice-campeões

LEITURA COMPLEMENTAR

PESQUISA: Brasileiros no exterior que venceram a Libertadores e Liga dos Campeões!

10 de julho de 2012 5

Quais atletas brasileiros conquistaram os títulos continentais da América e da Europa jogando por equipes de outros países? Por sugestão do leitor André Soares Ribeiro (que por sua vez contou com informações de Rafael Maranhão, Manoel Junqueira, Heitor e dados do comentarista esportivo Paulo Vinícius Coelho), que fez o levantamento abaixo dos jogadores campeões na Liga dos Campeões da Europa, fiz o levantamento de atletas campeões na Copa Libertadores da América jogando em times do exterior.

Vários dos atletas na listagem da Libertadores tiveram passagens formidáveis no futebol gaúcho: Jair, Manga, Iarley, Salvador. Outro deles, João Cardoso, que jogou no Grêmio com um destaque apenas fugaz, se tornou uma lenda no futebol argentino nos anos 60.
Brasileiros campeões e vice da Libertadores por times estrangeiros
CAMPEÕES

  • 1982 – Jair – Peñarol (URU)
  • 1971 – Manga – Nacional (URU)
  • 1967 – João Cardoso – Racing Club (ARG)
  • 1960 – Salvador – Peñarol (URU)

VICE-CAMPEÕES

  • 2004 – Iarley – Boca Juniors (ARG)
  • 1997 – Julinho – Sporting Cristal (PER)
  • 1969 – Manga - Nacional (URU)
  • 1963 – Orlando Peçanha – Boca Juniors (ARG)

Brasileiros campeões e vice da Copa dos Campeões/Liga dos Campeões da Europa por times estrangeiros
CAMPEÕES

  • 1960 - Canário, Didi - Real Madrid-ESP
  • 1963 - Dino Sani e Mazola Altafini e Germano - Milan-IT
  • 1964 - Jair da Costa - Internazionale-ITA
  • 1965 - Jair da Costa - Internazionale-ITA
  • 1969 - Sormani - Milan-ITA
  • 1987 - Juari, Casagrande, Celso, Paulo Ricardo e Elói - Porto-POR
  • 1997 - Júlio César - Borussia Dortmund-ALE
  • 1998 - Roberto Carlos, Zé Roberto e Sávio - Real Madrid-ESP
  • 2000 - Roberto Carlos, Júlio César e Sávio - Real Madrid-ESP
  • 2001 - Élber, Paulo Sérgio - Bayern de Munique-ALE
  • 2002 - Roberto Carlos, Flávio Conceição e Sávio - Real Madrid-ESP
  • 2003 - Dida, Serginho, Roque Júnior e Rivaldo - Milan-ITA
  • 2004 - Carlos Alberto, Derlei, Deco e Bruno Moraes - Porto-POR (obrigado Diego Zanini e Fábio pelas correções)
  • 2006 - Edmílson, Belletti, Ronaldinho Gaúcho, Sylvinho, Thiago Motta e Deco - Barcelona-ESP
  • 2007 - Dida, Serginho, Cafu, Kaká e Ricardo Oliveira - Milan-ITA
  • 2008 - Anderson - Manchester United-ING
  • 2009 - Sylvinho, Daniel Alves - Barcelona-ESP
  • 2010 - Júlio César, Lúcio, Maicon, Thiago Motta e Mancini - Internazionale-ITA
  • 2011 - Daniel Alves, Maxwell, Adriano e Thiago Alcântara - Barcelona-ESP
  • 2012 - David Luiz, Ramires e Alex - Chelsea-ING
    Total: 50 jogadores, com Roberto Carlos e Sávio sendo tricampeões europeus, sempre pelo Real Madrid (valeu, André!)

VICE-CAMPEÕES

  • 1957 - Julinho - Fiorentina-ITA
  • 1961 - Evaristo de Macedo - Barcelona-ESP
  • 1962 - Canário - Real Madrid-ESP
  • 1972 - Jair da Costa - Internazionale-ITA
  • 1973 - Mazola Altafini - Juventus-ITA
  • 1984 - Falcão e Toninho Cerezzo - Roma-ITA
  • 1992 - Toninho Cerezzo - Sampdoria-ITA
  • 1988 - Elzo,Chiquinho, Wando, Mozer - Benfica-POR
  • 1990 - Aldair, Ricardo Gomes e Valdo - Benfica-POR
  • 1991 - Mozer - Olympique Marseille-FRA
  • 1994 - Romário - Barcelona-ESP
  • 1999 - Élber - Bayern de Munique-ALE
  • 2001 - Fábio Aurélio - Valencia-ESP
  • 2002 - Zé Roberto, Lúcio - Bayer Leverkusen-ALE
  • 2005 - Dida, Cafu, Serginho e Kaká - Milan-ITA
  • 2006 - Gilberto Silva - Arsenal-ING
  • 2007 - Fábio Aurélio - Liverpool-ING
  • 2008 - Alex, Belletti - Chelsea-ING
  • 2009 - Anderson, Rodrigo Possebom, Rafael e Fábio - Manchester United-ING
  • 2010 - Breno - Bayern de Munique-ALE
  • 2011 - Anderson, Rafael e Fábio - Manchester United-ING
  • 2012 - Rafinha e Luiz Gustavo - Bayern de Munique-ALE
    Total: 34 jogadores , com Anderson, Rafael e Fábio duas vezes vice pelo Manchester United, enquanto Mozer e Toninho Cerezzo, atuando por dois times diferentes, também terminaram em segundo lugar.

LEITURA COMPLEMENTAR

Messi se iguala a Paolo Rossi: 3 gols no Brasil em um mesmo jogo! Confira a lista completa

12 de junho de 2012 7

A atuação exuberante de Lionel Messi no último sábado, no amistoso em que a Argentina bateu o Brasil por 4x3, deixou uma impressão incrível.  Foi a primeira vez que o Brasil levou 3 gols de um mesmo jogador desde o distante ano de 1982. Na ocasião, o atacante Paolo Rossi marcou 3 vezes em Valdir Peres e selou a dramática eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982, derrota de 3x2 para a Itália.

Ninguém consegue parar Messi - Foto: Emmanuel Dunand / AFP

É bem verdade que os três gols do 'carrasco' italiano foram infinitamente mais importantes, em uma Copa do Mundo, que os do argentino, um amistoso em Nova Jérsei contra a base do time olímpico brasileiro. Porém o fato é significativo por si só. Vejam os gols de Messi e também de Rossi:

LIONEL MESSI - ARGENTINA 4X3 BRASIL - AMISTOSO INTERNACIONAL - 2012

PAOLO ROSSI - ITÁLIA 3X2 BRASIL - COPA DO MUNDO - 1982

Messi completou 82 gols em 2011/12, com 73 em jogos oficiais pelo Barcelona e mais 9 pela Seleção Argentina. Em 72/73, o alemão Gerd Muller fez 67 gols pelo Bayern de Munique e Alemanha Ocidental. Já em 1958, o gênio Pelé marcou 77 vezes (9 gols pela Seleção Brasileira e 68 gols pelo Santos).

Vale ressaltar ainda que outros nove jogadores marcaram três gols no Brasil. Foram 4 argentinos (5 com Messi), um polonês, um iugoslavo, um paraguaio, um belga e um tchecoslovaco. Alguns foram em amistosos, outros em torneio oficiais e três deles em Campeonatos Sul-Americanos, a competição precursora da atual Copa América. Confiram a lista completa abaixo:

  • 1925 - Seoane - Brasil 1x4 Argentina - Campeonato Sul-Americano
  • 1934 - Marjanovic - Brasil 4x8 Iugoslávia - Amistoso Internacional
  • 1938 - Willimowski - Brasil 6x5 Polônia - Copa do Mundo (correção feita por Marcos Coimbra, obrigado)
  • 1945 - Mendez - Brasil 1x3 Argentina - Campeonato Sul-Americano
  • 1955 - González - Brasil 3x3 Paraguai - Taça Oswaldo Cruz
  • 1959 - Sanfilippo - Brasil 1x4 Argentina - Campeonato Sul-Americano
  • 1960 - Peucelle - Brasil 1x6 Argentina - Copa Roca
  • 1963 - Stockman - Brasil 1x5 Bélgica - Amistoso Internacional
  • 1968 - Adamec - Brasil 2x3 Tchecoslováquia - Amistoso Internacional
  • 1982 - Paolo Rossi - Brasil 2x3 Itália - Copa do Mundo
  • 2012 - Messi - Brasil 3x4 Argentina - Amistoso Internacional

Políticas de futebol? Utopia no Brasil, realidade na Europa, parte I

22 de abril de 2012 0

A espetacular fase do Barcelona nos últimos anos acabou gerando menos discussões do que gostaria na imprensa esportiva. Imaginava uma enxurrada de polêmicas sobre a fórmula do sucesso, que inclui a Espanha, atual campeã européia e mundial de seleções. Previa comparativos com o que tem sido feito no país, mas esta perspectiva pouco ocorreu.

Nem mesmo a humilhante derrota de 4x0 do Santos na final do último Mundial de Clubes mudou esta perspectiva, de buscar discutir o futuro do futebol brasileiro. Os pífios resultados da Seleção Brasileira, aliados à uma inexistência de "maneira de jogador" de todos os grandes clubes do país são frutos da falta de continuidade. Sejam das pessoas, sejam das idéias.

Espanha contra a Suíça na última Copa - Fonte: Arquivo Pessoal

As lamentáveis declarações de Andrés Sánchez, Diretor de Seleções da CBF e ex-presidente do Corinthians, de que o time espanhol passa por uma fase e teve a "sorte" de uma geração de ouro que não vai mais repetir, apenas deixam claro de que o Brasil não discute este assunto com a profundidade que deveria: a ausência de políticas de futebol no cenário nacional.

Não há uma linha de trabalho nas categorias de base do futebol brasileiro focada na formação de atletas e uniformidade da maneira de jogar. Cada clube tem suas características históricas: times como Corinthians e Grêmio basearam-se em marcação forte aliada à qualidade, enquanto equipes como o Santos e o Flamengo quase sempre tiveram sucesso com um futebol mais ofensivo. Isto não importa nesta questão. É irrelevante.

Pois o que devemos observar nos clubes, sejam potências nacionais, forças regionais ou equipes de pequeno porte, é que inexiste um trabalho profundo, buscando formar atletas e unificar linhas de trabalho até chegar ao elenco profissional. Pela volatilidade das questões políticas, afinal pouquíssimos clubes tem permanência de um mesmo presidente ou grupo de conselheiros por um longo tempo, há uma clara deficiência de planejamento dentro do futebol.

Os treinadores chegam e trazem reforços indicados, sem contar indicações 'casadas' com seus empresários, muitas vezes sem critério algum. Como o círculo vicioso não termina, a pressão imediata por resultados é muito grande e estes treinadores são demitidos. E o que fazer com os atletas indicados por eles? Recentemente vimos o problema no Grêmio com Silas: indicou Uendel, Ferdinando, Ozéia e William, todos ex-comandados no Avaí. Silas caiu em agosto e o Grêmio ficou com jogadores fora dos planos até o final do ano (Uendel foi pior, ainda tem contrato!).

Outro fator que enxergo como nefasto nesta carência de idéias é a supervalorização dos treinadores. No Brasil se pagam salários superiores à potências européias como Alemanha e Itália. Nomes com poucos títulos nacionais em muitos anos de carreira rodam pelos grandes clubes com salários em uma ascendente, independente dos resultados.

Massimiliano Allegri, ascendente treinador campeão italiano pelo gigante Milan, tem o maior salário do futebol italiano: cerca de 400 mil reais mensais. Isto o deixa em patamar abaixo de Dorival Júnior, Tite, Muricy Ramalho, Cuca, Celso Roth, sem contar os multicampeões Muricy Ramalho, Wanderley Luxemburgo e Felipão. O problema é que Celso Roth ganha salários de 100 mil reais para cima há 10 anos, e só foi ganhar algo de expressão em 2010. Cuca desde 2004 está na rota dos grandes e tem apenas dois estaduais. A relação entre títulos e nível salarial não existe.

Pelas deficiências dos clubes, os técnicos brasileiros são vistos como um "departamento de futebol ambulante". Que contratam, vendem jogadores como se tivessem o tempo que possuem os managers ingleses. Mas na prática, possuem a instabilidade no cargo de treinadores italianos, que apenas assistem seus presidentes contratarem ou dispensarem atletas.

O que defendo é a adoção de uma política de futebol nos clubes, independente dos dirigentes. Políticas definidas nos planejamentos estratégicos dos clubes, baseadas em critérios científicos e na tradição do clube. Gerando uma identificação das torcidas com seus respectivos times.

Temos 'cases' de sucesso na Europa em times gigantescos, como o espanhol Barcelona, grandes potências regionais, como o holandês Ajax. E até mesmo em times pequenos, como o inglês Stoke City e o galês Swansea City.
Isto veremos amanhã...

Os melhores blogs de Esportes: "Carta na Manga"

03 de abril de 2012 2

Há cerca de um ano conheci o blog Carta na Manga através do Twitter. Desde então passei a ser um fiel seguidor do @cartanamanga e principalmente das postagens frequentes no blog, repletas de opiniões fortes e coerentes. Escrito pelo Vicente Fonseca, o Carta na Manga tem dois veículos principais: o blog em si e também o podcast, que conta com a participação de amigos e eventuais participações especiais.

São milhares de posts desde 2006, sendo um dos veículos de opinião esportiva mais antigos ainda em atividade na internet do Brasil. O Carta na Manga me chama a atenção pelo fato de o Vicente não esconde sua preferência clubística (ele é gremista), e ainda assim não perde a isenção nas opiniões sobre o clube e sobre o rival. Isto sem contar um profundo conhecimento sobre o futebol brasileiro, sul-americano e mundial.

Carta na Manga - Opinião Esportiva - Foto: Reprodução

Vamos às perguntas?

Almanaque: Olá, Vicente! Seja bem vindo ao Almanaque Esportivo. Poderia nos resumir como surgiu a ideia de escrever o blog, nos idos de 2006? Sei o quanto é difícil manter um site por tanto tempo com afinco, afinal já estou na internet há 16 anos...

Carta na Manga: a ideia surgiu em 2006, quando eu estava no penúltimo semestre do curso de jornalismo. Foi mais ou menos um mês após a Copa do Mundo. Foi a primeira Copa em que os blogs de colunistas participaram ativamente da cobertura. Lembro que li bastante o do Juca Kfouri, e passei a pensar em ter o meu espaço também. O legal na internet é justamente possibilitar ao estudante de jornalismo fazer jornalismo opinativo sem precisar necessariamente estar empregado em um veículo há muitos anos, como ocorre com a maioria dos colunistas. Como durante a Copa tive excelentes debates sobre os jogos com colegas meus de faculdade, pensei em unir a possibilidade de fazer um jornalismo opinativo e reunir este pessoal que debatia comigo em um espaço só, na internet. Nunca pensei em lucros, audiência ou qualquer coisa neste sentido. A vontade era falar sobre futebol e comentar o que eu via nos jogos.

Almanaque: Neste longo período, surgiram oportunidades de publicar o blog em algum veículo de maior expressão, ou tu preferes manter a independência?

Carta na Manga: nos primeiros anos, tratei o blog como um projeto paralelo, sem intenção de fixar o conteúdo dele a um veículo. A questão da independência pesou bastante. Em 2010, estabelecemos uma parceria com o Sul21, que publica alguns textos do Carta na Manga de vez em quando.

Almanaque: É possível obter algum lucro com as visitações, ou o blog serve como uma atividade complementar prazeirosa mas pouco lucrativa? Qual sua ocupação principal?

Carta na Manga: por muitos anos, mantive o blog paralelamente a meus estudos e ao meu trabalho. Desde o ano passado, estamos procurando profissionalizar o Carta na Manga. Nossa ideia é abrir uma agência de conteúdo em jornalismo esportivo, não apenas de textos, mas também em áudio - nosso podcast, Carta na Mesa, é um produto que temos há quatro anos e pode perfeitamente ser incluído na programação de emissoras de rádio. Atualmente, sou jornalista freelancer, e a busca pela profissionalização do trabalho do blog é o principal desafio das nossas carreiras neste momento. O Igor Natusch e o Felipe Prestes, que são colaboradores do blog, trabalham no Sul21, e estão trabalhando comigo neste desafio.

Almanaque: Nestes quase seis anos, já te envolvestes em alguma grande polêmica, ou algum texto recebeu críticas que tu não imaginavas?

Carta na Manga: críticas fazem parte no jornalismo de internet, que é interativo por excelência. Mas nada de muito grave. Felizmente, o debate no Carta com os leitores foi sempre em altíssimo nível. Acabamos formando uma comunidade que comenta o blog e discute futebol nele. Fiz até amigos pelo blog, é uma experiência muito gratificante. Em uma ou outra oportunidade viram textos meus como uma flauta ao Internacional, pelo fato de eu ser gremista, mas foram fatos muito isolados. Considerando que temos mais de 3,5 mil postagens em quase seis anos de trabalho, é um número insignificante.

Almanaque: E o PodCast? Faz tempo que começou, o pessoal é todo vinculado à FABICO? Ele me chama a atenção pela qualidade das informações, aliadas à uma informalidade que se torna um bate-papo divertido, como não poderia deixar de ser em alunos desta lendária Faculdade de Comunicação...

Carta na Manga: assim como o blog, o Carta na Mesa surgiu da ideia de debater futebol, e também inspirada em um produto em veículo da grande imprensa - no caso, o PodCast da Placar, que eu conheci em 2008. Como sou radialista também e um apaixonado por rádio, sempre tive o sonho de participar de uma mesa redonda esportiva, mas não sabia como viabilizá-la. Como ex-alunos da Fabico, conversamos com a coordenação do Estúdio de Rádio da faculdade, que nos cedeu o horário após às aulas, ao meio dia, para gravarmos o programa. É claro que a ideia de profissionalizar o podcast e o blog vão nos forçar a sair da Fabico em breve e procurar um estúdio particular para tocar o programa e poder comercializá-lo, o que é impossível num estúdio público como o da Fabico. Nossa ideia no programa é debater os principais acontecimentos do futebol de forma descontraída, mas sem cair no piadismo ou nas flautas. Todos têm seu time, o assumem, mas analisamos jornalisticamente o que ocorre. O pessoal entendeu a proposta e curte bastante. Temos uma audiência bastante fiel.
Almanaque: Algum plano especial para o futuro do Carta na Manga? Ou estás satisfeito com o formato atual, sem maiores responsabilidades a não ser com a qualidade das postagens?

Carta na Manga: a ideia é profissionalizarmos o trabalho a partir de uma agência de conteúdo em jornalismo esportivo escrito e de rádio. Quanto ao blog em si, pretendemos mantê-lo do jeito que tem funcionado, mas abertos a oportunidades que porventura venham a surgir.

Almanaque: Apesar de já imaginar a resposta, gostaria que tu formalizasse tuas ideias sobre a mudança radical do jornalismo esportivo no Brasil, o estilo “descontraído” de Tiago Leifert versus o tecnicamente sisudo de Léo Batista/ESPN?

Carta na Manga: não tenho nada contra o jornalismo esportivo que faz piada das furadas dos jogadores. Só acho que ele não pode se tornar o único modo de fezer jornalismo esportivo no nosso país. O Léo Batista, que tu citaste, é tecnicamente perfeito, mas não deixa de ser descontraído também, quando convém. Agora, quando tu deixa de passar os gols da rodada para ficar só falando do nome engraçado de um jogador ou ridicularizando um gol perdido por um centroavante e tornando-o o fato principal de um jogo importante, ou perguntando em entrevista coletiva se um jogador se acha parecido com o Zé Ramalho, o jornalismo esportivo se empobrece. E o público que gosta mesmo de esporte, e não é pequeno, sente falta. É um estilo legal para complementar um jornalismo esportivo mais informativo, mas não pode ser o único estilo de jornalismo esportivo no nosso país, ou mesmo o principal modo de tratarmos o esporte.Almanaque: Finalizando.. e a temporada 2012? Projeções para Libertadores, Eurocopa e Copa do Brasil (post a ser favoritado, hehe!)

Carta na Manga: É sempre muito complicado brincar de adivinhações em futebol. Vejo a Dupla Gre-Nal com boas perspectivas, mas competições como Libertadores e Copa do Brasil, de mata-mata, reservam surpresas. Vejo o Santos, o Fluminense e o Corinthians como rivais importantes do Inter na Libertadores, e Palmeiras e São Paulo como os possíveis estraga-festas do Grêmio na Copa do Brasil. Quanto à Euro, a Alemanha é o melhor time, e acho que somente a Espanha e talvez a Holanda realmente rivalizam em termos de qualidade. Itália e França, ao contrário da Copa do Mundo de 2010, vêm com bons times desta vez, mas estão alguns degraus abaixo.

E assim encerramos mais uma história para contar.

Na próxima semana, será a vez do Continental Circus, do grande português Paulo Alexandre Teixeira. Aguardem!