Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts na categoria "Futebol Sul-Americano"

Entrada criminosa em Ronaldinho lembra lances de Dinho e Bolívar

27 de fevereiro de 2013 10

Nesta terça-feira, no massacre de 5×2 do Atlético-MG contra o Arsenal de Sarandí, tivemos um legítimo Tributo ao Carrinho(alô Richard Ducker!). Diego Braghieri acertou uma entrada inaceitável sobre Ronaldinho, com o placar já em 5×2, aos 43 do 2º tempo. O juiz marcou pênalti mas não deu o mais que merecido cartão vermelho. E R10 ainda errou a cobrança… Vejam o lance:

Em 1995, o volante Dinho desferiu uma entrada criminosa no meia Negretti, do Bragantino, na derrota de 2×0 pelo Campeonato Brasileiro.  Depois de levar uma bola no meio das pernas, já perdendo o jogo, Dinho acertou no atleta do time paulista.

Dinho foi expulso, e o jogador adversário ficou fora do Campeonato Brasileiro por ter sofrido uma lesão nos ligamentos do joelho. Alguns meses depois, até como gratidão, Negretti seria contratado pelo Grêmio e fez gol na estréia, vitória contra o São Luiz de Ijuí pelo Gauchão.

Dinho x Negretti em 1995 - Arquivo Zero Hora

Em 2012, o zagueiro colorado Bolívar fez algo muito semelhante no Beira-Rio, vitória de 1×0 contra o Bahia. Ele deu um carrinho no joelho do jovem Dodô, que teve rompimento dos ligamentos do joelho. Bolívar, ao contrário de Dinho e assim como Bragheri, não foi expulso:

Gre-Nal 396: Nos últimos 20 anos, apenas 14 gols de pênalti em 67 clássicos

24 de fevereiro de 2013 6

Na vitória de 2×1 do Internacional sobre o Grêmio, tivemos um momento raro: gol de pênalti em Gre-Nal, convertidos por Diego Forlán e William José. Mais ainda: dois no mesmo jogo! Isto porque nos últimos 20 anos, foram disputados 67 clássicos Gre-Nal pelas mais diversas competições regionais, estaduais, nacionais e internacionais. Neste período tivemos os momentos de maior glória de Grêmio e Internacional, em décadas alternadas. Porém o que chama a atenção é o número irrisório de pênaltis marcados: apenas 13 (14, obrigado a todos pela correção nos comentários).

Diego Forlán faz de pênalti em Gre-Nal, lance raro em clássicos - Foto: Porthus Junior/Agencia RBS

Apenas uma vez, neste período todo, tivemos também dois gols de pênalti no mesmo jogo: foi em 2009, no chamado “Gre-Nal do Centenário” quando o Inter venceu o Grêmio por 2×1 no jogo que abriria caminho para o bicampeonato estadual invicto, válido pela então Taça Fábio Koff. Na ocasião, Tcheco abriu o marcador e Andrezinho empatou, ambos cobrando pênalti

A lista dos gols de pênalti nos últimos 20 anos está abaixo. Reparem que de 1993 até 2007, tivemos apenas QUATRO penalidades assinaladas. Não identifiquei a última vez que um jogador da dupla Gre-Nal errou um pênalti.

  • 1995 – Campeonato Gaúcho – Internacional 2×1 Grêmio – Leandro (I)
  • 1999 – Seletiva Pré-Libertadores – Grêmio 1×1 Internacional – Ronaldinho (G)
  • 2001 – Campeonato Gaúcho – Grêmio 4×2 Internacional – Zinho (G)
  • 2004 – Copa Sul-Americana – Grêmio 2×1 Internacional - Cláudio PitBull (G)
  • 2008 – Campeonato Brasileiro – Grêmio 1×1 Internacional – Roger (G)
  • 2008 – Copa Sul-Americana – Internacional 1×1 Grêmio – Daniel Carvalho (I)
  • 2009 – Campeonato Gaúcho – Internacional 2×1 Grêmio – Tcheco (G) e Andrezinho (I)
  • 2010 – Campeonato Brasileiro – Grêmio 2×2 Internacional – Alecsandro (I)
  • 2011 – Campeonato Gaúcho – Grêmio 2×3 Internacional – D’Alessandro (I)
  • 2011 – Campeonato Brasileiro – Internacional 1×0 Grêmio – D’Alessandro (I)
  • 2012 – Campeonato Gaúcho – Grêmio 2×2 Internacional – Marcelo Moreno (G)
  • 2013 – Campeonato Gaúcho – Internacional 2×1 Grêmio – Diego Forlán (I) e William José (G)

Especial Gre-Nal no Almanaque Esportivo: Os clássicos de 1996 a 2013

2013

2011
2010

2009:

2008:

2007:

POR TODA A VIDA: jogadores ainda em atividade que só jogaram em um time!

19 de fevereiro de 2013 8

Ontem contei a história dos doze jogadores brasileiros que atuaram por um só time ao longo de toda a carreira e por mais de dez anos. Hoje vamos citar os principais jogadores (das maiores ligas sul-americanas e européias) que atuaram por um só time por dez ou mais anos e que ainda estão em atividade.

Esta história é repleta de craques, muitos deles conhecidos de todos nós, e outros jogadores surpreendentes. Mas, repetindo: só valem atletas que jamais defenderam dois times como profissionais, valendo empréstimos, times no início ou final de carreira.

Interessante ressaltar que o jogador que ficou mais tempo em um só clube e por toda a sua carreira é o supremo defensor italiano Paolo Maldini, que jogou por assombrosos 25 anos pelo Milan. Ainda em atividade, o galês Ryan Giggs é o recordista. Ele está há 23 temporadas no Manchester United.

Ryan Giggs, recordista com 23 anos no Manchester United - Foto: Andrew Yates / AFP

Apenas um time tem quatro atletas na lista: o Barcelona, que novidade né? Xavi, Iniesta, Puyol e Victor Valdés (que sairá desta lista pois vai trocar de clube em 2014). Com três atletas o Manchester United (Darren Fletcher, Ryan Giggs e Paul Scholes), o japonês Kashima Antlers (Masashi Motoyama, Hitoshi Sogahata e Takeshi Aoki).

Com dois jogadores: o escocês Kilmarnock (Garry Hay e James Fowler), o inglês Liverpool (Jamie Carragher e Steven Gerrard), a italiana Roma (Francesco Totti e Daniele de Rossi) e o russo Zenit (Vyacheslav Malafeev e Igor Denisov).

Ainda vou ressaltar alguns nomes e seus respectivos times: Gianpaolo Bellini (Atalanta-ITA), Gastón Turus (Belgrano-ARG), Carlos Gurpegi (Athletic Bilbao-ESP), Bastian Schweinsteiger (Bayern de Munique-ALE), Marc Planus (Bordeaux-FRA), Oka Nikolov (Eintracht Frankfurt-ALE), Héctor Reynoso (Chivas Guadalajara-MÉX), Tony Hibbert (Everton-ING), Steven Cherundolo (Hannover 96-ALE), Sabri Sarioglu (Galatasaray-TUR) e Iker Casillas (Real Madrid-ESP)

Sub-20: Brasil e Argentina decretam vexame histórico e caem na 1º fase

19 de janeiro de 2013 2

Brasil e Argentina protagonizaram o maior fiasco da história dos Sul-Americanos Sub-20. O Brasil, atual tricampeão continental e campeão mundial, foi eliminado ontem ao levar 2×0 do Peru, com apenas uma vitória em 4 jogos. Já a Argentina deu um vexame ainda maior: sede do torneio, foi eliminada por antecipação e com apenas uma vitória em 4 jogos. Um fiasco do tamanho do continente, já que classificavam-se 3 dos 5 times de cada grupo.

A Seleção Brasileira, treinada por Émerson Ávila, mostrou o caos que temos nas categorias de base do futebol nacional. Do modelo com sucesso adotado por Mano Menezes, com Ney Franco de técnico do Sub-20 e coordenador do Sub-23, muito se perdeu com as mudanças na CBF.

Além da geração ser mediana, sem os talentos de Neymar, Oscar, Lucas Moura, entre outros, o técnico se mostrou perdido: insistiu em esquemas totalmente díspares entre si (ofensivo demais no 1º jogo, retranqueiro nos demais). A não-titularidade de Rafa Alcântara (depois de tanta briga para que ele jogasse pelo país) e Bruno Mendes (de final de temporada espetacular pelo Botafogo) foram outros dos problemas.

No caso da Argentina, campeã pela última vez em 2003 mas campeã mundial em 2007, o vexame é ainda maior. É o terceiro insucesso consecutivo em Sul-Americanos, pois em 2009 conseguiu a proeza de ser a 5º em 6 times no hexagonal final e ficar fora do Mundial, enquanto em 2011 ficou em 3º, foi pro Mundial (classificavam-se 4 times) mas fora das Olimpíadas de Londres.

Um vexame que faria qualquer país sério reestudar o que está ocorrendo em suas categorias de base e buscar alternativas.

Mas na CBF, comandada pelo ancião José Maria Marín, e na AFA, pelo eterno Julio Grondona? Esqueçam.

Brasil perdendo para o Uruguai - Foto: ALEJANDRO PAGNI / AFP

Fair-Play às avessas: Luiz Adriano faz gol legal, mas imoral na Liga dos Campeões

21 de novembro de 2012 6

Simplesmente lamentável o que o atacante brasileiro Luiz Adriano, do ucraniano Shakhtar Donetsk, fez ontem na vitória de 5×2 contra o dinamarquês Nördsjaelland, pela quinta rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa. Quando o jogo estava 1×0, ainda no primeiro tempo, Luiz Adriano aproveitou uma devolução de bola escancarada para marcar um gol, sob os olhares atônitos dos dinamarqueses.

Pior, o time depois tentou deixar o adversário fazer um gol e um zagueiro impediu. Vejam o lance.

Há alguns anos, meu amigo Alexandre Limeira me demonstrou que o excesso de fair-play acaba jogando contra o andamento da partida, pois aumenta o número de interrupções e de ‘cêra técnica’. Isto fica exemplificado ao ver vídeos de jogos dos anos 80 e 90. Passei a defender a idéia e quanto mais observo os jogos atuais, mais fica claro o problema.

Parkhurst revoltado com Luiz Adriano - Lars Poulsen / AP

Hoje li um texto do amigo Vicente Fonseca, que também tem um posicionamento semelhante, falando que exatamente os defensores da “redução do fair-play” é que ficarão prejudicados por uma atitude como a do ex-atacante colorado. Vejam seus argumentos em “Gol Contra”.

Outras histórias eu já contei aqui no Almanaque, vou resumir nos links abaixo:

DRAMA EM BOGOTÁ: Grêmio aumenta sina de fracassos em território colombiano

16 de novembro de 2012 9

A dramática, e polêmica, eliminação na Copa Sul-Americana contra o Millionários-COL deixou a torcida do Grêmio com um sabor amargo. Se existe algum lugar no qual o Tricolor gaúcho não tem muita sorte é na Colômbia em competições sul-americanas.

Rentería elimina Grêmio e segue a sina na Colômbia - Foto: AFP PHOTO/Luis Acosta

É verdade que conquistou a Libertadores de 1995 contra o Nacional de Medellín em um empate de 1×1, após 3×1 no jogo de ida no estádio Olímpico. Mas o retrospecto global contra times colombianos é catastrófico fora de casa: 8 derrotas, 1 empate e 1 única vitória, em 2009 contra o Boyacá Chicó.

Foram três eliminações em competições de mata-mata, a mais dramática nas semifinais de 1996 contra o América de Cali e igualmente de virada por 3×1 após um 1×0 em casa no jogo de ida. Na ocasião, o zagueiro Bermúdez, que marcou era no Boca Juniors de Carlos Bianchi, fez dois gols:

No Olímpico, em compensação, o Grêmio jamais perdeu: foram 7 vitórias e 2 empates.

VEJA TODOS OS CONFRONTOS

Copa Libertadores 1983 – Triangular semifinal
  • América de Cali 1 x 0 Grêmio, Grêmio 2 x 1 América de Cali
Copa Libertadores 1995 – Finais
  • Grêmio 3 x 1 Atlético Nacional, Atlético Nacional 1 x 1 Grêmio

Copa Libertadores 1996 – Semifinais

  • Grêmio 1 x 0 América de Cali, América de Cali 3 x 1 Grêmio
Supercopa 1997 – Primeira fase
  • Grêmio 2 x 2 Atlético Nacional, Atlético Nacional 3 x 1 Grêmio
Copa Libertadores 2003 – Quartas-de-finais
  • Grêmio 2 x 2 Independiente Medellín, Independiente Medellín 2 x 1 Grêmio

Copa Libertadores 2007 – Primeira fase

  • Grêmio 0 x 0 Cucuta, Tolima 1 x 0 Grêmio, Grêmio 1 x 0 Tolima, Cucuta 3 x 1 Grêmio
Copa Libertadores 2009 – Primeira fase
  • Boyacá Chicó 0 x 1 Grêmio, Grêmio 3 x 0 Boyacá Chicó

Copa Libertadores 2011 – Primeira fase

  • Atlético Júnior 2 x 1 Grêmio, Grêmio 2 x 0 Atlético Júnior

Copa Sul-Americana 2012 – Quartas-de-finais

  • Grêmio 1×0 Millionários, Millionários 3×1 Grêmio

TORCIDAS: Nike, Boca Juniors e um terremoto!

23 de outubro de 2012 3

Simplesmente genial a ação de marketing da multinacional Nike com o Boca Juniors, clube patrocinado pela empresa. Dono de uma torcida fanática em um estádio temível pela atmosfera intimidadora, o time de Buenos Aires utiliza algumas estratégias de impacto: microfones e captando o som da torcida e sendo amplificados por alto-falantes, torcida organizada pulando exatamente em cima do vestiário visitante, entre outros.

Relato de um jogador adversário: “Nós estávamos no campo perto da torcida do Boca. Eles começaram a gritar e pular. As paredes estavam tremendo e eu pensei: Isso tudo vai desabar”.Ou seja, um caldeirão.

La Bombonera ensandecida - Foto: AP Photo/Natacha Pisarenko/BD

La Bombonera ensandecida - Foto: AP Photo/Natacha Pisarenko/BD

Mas e em um estádio visitante? A Nike, em parceria com a agência de publicidade BBDO, fizeram a seguinte experiência em um jogo do Boca, a final da Copa da Argentina contra o Racing fora de casa: foram instalados quatro acelerômetros (veja o que é isto), que implementaram uma superfície virtual que interpretava o impacto da torcida pulando.

O resultado foi espetacular: simulação de um terremoto de 6.4 na escala Richter!

No final, o slogan da campanha da Nike: ““Toda partida é um jogo em casa. Esse é o Boca”.

PESQUISA: Todos os estrangeiros campeões ou vice da Libertadores jogando no Brasil

12 de julho de 2012 2

Depois do post falando sobre  Brasileiros no exterior: quais venceram a Libertadores e Liga dos Campeões!, resolvi inverter. Pesquisei quais jogadores estrangeiros foram campeões da Copa Libertadores da América jogando por clubes brasileiros. A lista, ao contrário do que eu pensava, não é muito extensa. O último a entrar foi o reserva, e quase nunca acionado, Luís Ramirez, peruano e campeão pelo Corinthians na semana passada.

O primeiro  estrangeiro campeão foi uma surpresa para mim. Achava que tinha sido o argentino Perfumo pelo Cruzeiro em 1976, mas depois vi que o defensor tinha sido adversário do Cruzeiro na final, jogando pelo River Plate.

Sendo assim, a primazia coube ao capitão gremista Hugo de León, campeão da América em 1983. Apenas dez anos depois, o também uruguaio Matosas (reserva), foi campeão. Depois tivemos dois títulos de Arce e Rivarola, os únicos estrangeiros bicampeões por clubes brasileiros (no Grêmio em 1995 e Palmeiras em 1999).

O recorde eu imaginava: o Inter de 2010 com 5 estrangeiros campeões da América, dois deles titulares e outros dois que começaram titulares, mas terminaram no banco. Curiosidade: o Santos jamais foi campeão ou vice-campeão da Libertadores com um atleta estrangeiro no grupo.

ESTRANGEIROS CAMPEÕES DA LIBERTADORES POR TIMES BRASILEIROS

  • 1983 – De León (URU) – Grêmio
  • 1993 – Matosas (URU) – São Paulo
  • 1995 – Arce (PAR), Rivarola (PAR) – Grêmio
  • 1999 – Arce (PAR), Rivarola (PAR) – Palmeiras
  • 2005 – Lugano (URU) – São Paulo
  • 2006 – Rentería (COL) – Internacional
  • 2010 – Bruno Silva (URU), Sorondo (URU), Pato Abbondanzieri (ARG), Guiñazu (ARG), D’Alessandro (ARG) – Internacional
  • 2012 – Luís Ramirez (PER) – Corinthians
  • Total: 12 jogadores campeões. Arce e Rivarola foram campeões 2 vezes.

Os vice-campeões são praticamente o mesmo número. Os primeiros foram os uruguaios Pedro Rocha e Forlán, vice-campeões em 1974 pelo São Paulo. Como curiosidade, Matosas que foi campeão em 1993 e vice-campeão em 1994, assim como Arce e Asprilla em 1999 e 2000; e Lugano em 2005 e 2006
ESTRANGEIROS VICE-CAMPEÕES DA LIBERTADORES POR TIMES BRASILEIROS

  • 1974 – Pedro Rocha (URU), Forlán (URU) – São Paulo
  • 1980 – Benítez (PAR) – Internacional
  • 1984 – De León (URU) – Grêmio
  • 1994 – Matosas (URU) – São Paulo
  • 2000 – Arce (PAR), Asprilla (COL) – Palmeiras
  • 2006 – Lugano (URU) – São Paulo
  • 2007 – Saja (ARG), Schiavi (ARG), Gavilán (PAR) – Grêmio
  • 2008 – Darío Conca (ARG) – Fluminense
  • 2009 – Sorín (ARG) – Cruzeiro
  • TOTAL: 13 jogadores vice-campeões

LEITURA COMPLEMENTAR

PESQUISA: Brasileiros no exterior que venceram a Libertadores e Liga dos Campeões!

10 de julho de 2012 5

Quais atletas brasileiros conquistaram os títulos continentais da América e da Europa jogando por equipes de outros países? Por sugestão do leitor André Soares Ribeiro (que por sua vez contou com informações de Rafael Maranhão, Manoel Junqueira, Heitor e dados do comentarista esportivo Paulo Vinícius Coelho), que fez o levantamento abaixo dos jogadores campeões na Liga dos Campeões da Europa, fiz o levantamento de atletas campeões na Copa Libertadores da América jogando em times do exterior.

Vários dos atletas na listagem da Libertadores tiveram passagens formidáveis no futebol gaúcho: Jair, Manga, Iarley, Salvador. Outro deles, João Cardoso, que jogou no Grêmio com um destaque apenas fugaz, se tornou uma lenda no futebol argentino nos anos 60.
Brasileiros campeões e vice da Libertadores por times estrangeiros
CAMPEÕES

  • 1982 – Jair – Peñarol (URU)
  • 1971 – Manga – Nacional (URU)
  • 1967 – João Cardoso – Racing Club (ARG)
  • 1960 – Salvador – Peñarol (URU)

VICE-CAMPEÕES

  • 2004 – Iarley – Boca Juniors (ARG)
  • 1997 – Julinho – Sporting Cristal (PER)
  • 1969 – Manga – Nacional (URU)
  • 1963 – Orlando Peçanha – Boca Juniors (ARG)

Brasileiros campeões e vice da Copa dos Campeões/Liga dos Campeões da Europa por times estrangeiros
CAMPEÕES

  • 1960 – Canário, Didi – Real Madrid-ESP
  • 1963 – Dino Sani e Mazola Altafini e Germano – Milan-IT
  • 1964 – Jair da Costa – Internazionale-ITA
  • 1965 – Jair da Costa – Internazionale-ITA
  • 1969 – Sormani – Milan-ITA
  • 1987 – Juari, Casagrande, Celso, Paulo Ricardo e Elói – Porto-POR
  • 1997 – Júlio César – Borussia Dortmund-ALE
  • 1998 – Roberto Carlos, Zé Roberto e Sávio – Real Madrid-ESP
  • 2000 – Roberto Carlos, Júlio César e Sávio – Real Madrid-ESP
  • 2001 – Élber, Paulo Sérgio – Bayern de Munique-ALE
  • 2002 – Roberto Carlos, Flávio Conceição e Sávio – Real Madrid-ESP
  • 2003 – Dida, Serginho, Roque Júnior e Rivaldo – Milan-ITA
  • 2004 – Carlos Alberto, Derlei, Deco e Bruno Moraes – Porto-POR (obrigado Diego Zanini e Fábio pelas correções)
  • 2006 – Edmílson, Belletti, Ronaldinho Gaúcho, Sylvinho, Thiago Motta e Deco – Barcelona-ESP
  • 2007 – Dida, Serginho, Cafu, Kaká e Ricardo Oliveira – Milan-ITA
  • 2008 – Anderson – Manchester United-ING
  • 2009 – Sylvinho, Daniel Alves – Barcelona-ESP
  • 2010 – Júlio César, Lúcio, Maicon, Thiago Motta e Mancini – Internazionale-ITA
  • 2011 – Daniel Alves, Maxwell, Adriano e Thiago Alcântara – Barcelona-ESP
  • 2012 – David Luiz, Ramires e Alex – Chelsea-ING
    Total: 50 jogadores, com Roberto Carlos e Sávio sendo tricampeões europeus, sempre pelo Real Madrid (valeu, André!)

VICE-CAMPEÕES

  • 1957 – Julinho – Fiorentina-ITA
  • 1961 – Evaristo de Macedo – Barcelona-ESP
  • 1962 – Canário – Real Madrid-ESP
  • 1972 – Jair da Costa – Internazionale-ITA
  • 1973 – Mazola Altafini – Juventus-ITA
  • 1984 – Falcão e Toninho Cerezzo – Roma-ITA
  • 1992 – Toninho Cerezzo – Sampdoria-ITA
  • 1988 – Elzo,Chiquinho, Wando, Mozer – Benfica-POR
  • 1990 – Aldair, Ricardo Gomes e Valdo – Benfica-POR
  • 1991 – Mozer – Olympique Marseille-FRA
  • 1994 – Romário – Barcelona-ESP
  • 1999 – Élber – Bayern de Munique-ALE
  • 2001 – Fábio Aurélio – Valencia-ESP
  • 2002 – Zé Roberto, Lúcio – Bayer Leverkusen-ALE
  • 2005 – Dida, Cafu, Serginho e Kaká – Milan-ITA
  • 2006 – Gilberto Silva – Arsenal-ING
  • 2007 – Fábio Aurélio – Liverpool-ING
  • 2008 – Alex, Belletti – Chelsea-ING
  • 2009 – Anderson, Rodrigo Possebom, Rafael e Fábio – Manchester United-ING
  • 2010 – Breno – Bayern de Munique-ALE
  • 2011 – Anderson, Rafael e Fábio – Manchester United-ING
  • 2012 – Rafinha e Luiz Gustavo – Bayern de Munique-ALE
    Total: 34 jogadores , com Anderson, Rafael e Fábio duas vezes vice pelo Manchester United, enquanto Mozer e Toninho Cerezzo, atuando por dois times diferentes, também terminaram em segundo lugar.

LEITURA COMPLEMENTAR

Messi se iguala a Paolo Rossi: 3 gols no Brasil em um mesmo jogo! Confira a lista completa

12 de junho de 2012 7

A atuação exuberante de Lionel Messi no último sábado, no amistoso em que a Argentina bateu o Brasil por 4×3, deixou uma impressão incrível.  Foi a primeira vez que o Brasil levou 3 gols de um mesmo jogador desde o distante ano de 1982. Na ocasião, o atacante Paolo Rossi marcou 3 vezes em Valdir Peres e selou a dramática eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982, derrota de 3×2 para a Itália.

Ninguém consegue parar Messi - Foto: Emmanuel Dunand / AFP

É bem verdade que os três gols do ‘carrasco‘ italiano foram infinitamente mais importantes, em uma Copa do Mundo, que os do argentino, um amistoso em Nova Jérsei contra a base do time olímpico brasileiro. Porém o fato é significativo por si só. Vejam os gols de Messi e também de Rossi:

LIONEL MESSI – ARGENTINA 4X3 BRASIL – AMISTOSO INTERNACIONAL – 2012

PAOLO ROSSI – ITÁLIA 3X2 BRASIL – COPA DO MUNDO – 1982

Messi completou 82 gols em 2011/12, com 73 em jogos oficiais pelo Barcelona e mais 9 pela Seleção Argentina. Em 72/73, o alemão Gerd Muller fez 67 gols pelo Bayern de Munique e Alemanha Ocidental. Já em 1958, o gênio Pelé marcou 77 vezes (9 gols pela Seleção Brasileira e 68 gols pelo Santos).

Vale ressaltar ainda que outros nove jogadores marcaram três gols no Brasil. Foram 4 argentinos (5 com Messi), um polonês, um iugoslavo, um paraguaio, um belga e um tchecoslovaco. Alguns foram em amistosos, outros em torneio oficiais e três deles em Campeonatos Sul-Americanos, a competição precursora da atual Copa América. Confiram a lista completa abaixo:

  • 1925 – Seoane - Brasil 1×4 Argentina – Campeonato Sul-Americano
  • 1934 – Marjanovic - Brasil 4×8 Iugoslávia - Amistoso Internacional
  • 1938 – Willimowski - Brasil 6×5 Polônia – Copa do Mundo (correção feita por Marcos Coimbra, obrigado)
  • 1945 – Mendez - Brasil 1×3 Argentina – Campeonato Sul-Americano
  • 1955 – González - Brasil 3×3 Paraguai - Taça Oswaldo Cruz
  • 1959 – Sanfilippo – Brasil 1×4 Argentina - Campeonato Sul-Americano
  • 1960 – Peucelle - Brasil 1×6 Argentina - Copa Roca
  • 1963 – Stockman – Brasil 1×5 Bélgica - Amistoso Internacional
  • 1968 – Adamec - Brasil 2×3 Tchecoslováquia - Amistoso Internacional
  • 1982 – Paolo Rossi - Brasil 2×3 Itália - Copa do Mundo
  • 2012 – Messi - Brasil 3×4 Argentina - Amistoso Internacional