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Posts na categoria "Olimpíadas"

ONG "Meu Rio" aponta problemas na obra do Metrô para 2014 e 2016

08 de março de 2012 1

A ONG “Meu Rio” está solicitando o apoio da sociedade pedindo assinaturas contra o prolongamento imediato das obras no Metrô do Rio de Janeiro. As iniciativas, consideradas essenciais para o desenvolvimento da capital fluminense para a Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, estão sofrendo pressão do Ministério Público Estadual do Rio.

Esta entidade, que desde o ano passado está lutando pela transparência em todas as obras envolvendo estes dois eventos de grande expressão e importância para o Rio de Janeiro. Mais detalhes no site oficial do movimento: http://meurio.org.br/paginas/sobre_nos

O Meu Rio divulgou o seguinte comunicado sobre as obras no metrô:

PRÓXIMA ESTAÇÃO: VOCÊ ESCOLHE!

O metrô é uma obra da maior importância para a cidade, extremamente cara e demorada, e por isso não pode ser feita sem que se tenha certeza de que o traçado escolhido é o melhor para o Rio. Apesar disso, o Governo do Estado está usando a desculpa das Olimpíadas para justificar uma obra sem licitação, duramente criticada por instituições que vão desde associações de moradores até o Ministério Público Estadual.
Felizmente, ainda é possível parar essa obra e pedir que outras duas opções de traçado sejam estudadas e apresentadas ao cidadão. A Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA) ainda não deu a licença ambiental ao projeto e o Ministério Público Estadual já pediu que a licença não seja concedida. O presidente da CECA, Antonio Carlos Gusmão, ainda não decidiu o que fazer, e vai receber sugestões da sociedade até essa quinta-feira, dia 08 de março.

Se fizermos pressão agora, podemos convencer Antonio Carlos Gusmão a acatar o pedido do Ministério Público e impedir que mais dinheiro seja gasto em obras do Metrô até que a gente tenha certeza de que o traçado escolhido é o melhor para o Rio. Afinal, depois que a obra começar não vai ter mais volta: esse vai ser o Metrô que os cariocas vão ter que usar, por gerações.

A linha 1 do Metrô foi concedida em 1998 ao grupo Opportrans, composto por uma série de empresas dentre as quais o banco Opportunity, cujo dono, Daniel Dantas, foi condenado por fraude. Em 2007, o Governador do Estado Sérgio Cabral aprovou uma modificação no contrato entre o governo e a Opportrans, dando à concessionária o direito de estender a linha 1 sem licitação. De um dia por outro, a concessão passou a valer uma grana ainda mais preta. Um ano depois, ela foi vendida à Invepar, que controla o metrô até hoje.

O projeto que o Governo e a concessionária estão chamando de linha 4 na verdade é uma extensão da linha 1 até a Barra, começando em Ipanema e passando pelo Leblon e São Conrado. A linha 4 original passaria pelo Morro de São João, Humaitá, Jardim Botânico e Gávea, antes de seguir para a Barra, e, segundo o Ministério Público, beneficiaria mais gente. A grande diferença entre os dois projetos é que, por causa dessa modificação do contrato aprovada pelo governador em 2007, a extensão pode ser feita sem licitação pela mesma empresa que já controla nosso metrô.

O Secretário Estadual de Transportes, Julio Lopes, disse ao Meu Rio que a opção pela extensão da linha 1 é motivada por uma preocupação em atender mais gente e dar mais benefícios à cidade e à população. Mas se o Governo não está estudando nenhuma outra alternativa, incluindo a da linha 4 original, já licitada, fica parecendo que não é a sociedade quem vai lucrar com esse novo traçado.

Felizmente, o Ministério Público Estadual está do nosso lado e já se manifestou, entregando à CECA um parecer técnico contrário aos estudos apresentados, afirmando que a opção apresentada pelo Governo não é a mais segura, nem a mais barata e muito menos a que atende melhor à população.

Agora a bola está com a gente e temos só até quinta-feira para pressionar o presidente da CECA a impedir a concessão de licença ambiental para a extensão da linha 1 do Metrô. Apenas dessa forma poderemos garantir que outras duas opções de traçado do Metrô sejam estudadas e apresentadas à população:

Fontes:

- Estudo Técnico do Ministério Público criticando o Estudo de Impacto Ambiental: http://bit.ly/meumetro-doc1

- Aditivo ao contrato de concessão assinado por Sergio Cabral em 2007: http://bit.ly/meumetro-doc3

- Mais informações sobre a primeira prisão de Daniel Dantas: http://bit.ly/meumetro-doc4

- Declaração de Antonio Carlos Gusmão dizendo que vai receber sugestões da sociedade até dia 08 de Março: http://bit.ly/meumetro-doc2

Parceiros de campanha:

ANIMA LEBLON – Associação de Moradores do Leblon

Por Jogos Olímpicos, astro galês pode entrar na justiça contra Federação

26 de janeiro de 2011 0

Gareth Bale, o novo xodó do futebol inglês, pode entrar com uma ação judicial contra a Federação Galesa de Futebol caso seja impedido de participar dos Jogos Olímpicos de 2012. Uma determinação da entidade proibiu a participação de atletas galeses no time combinado que irá representar a Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Bale, nascido em País de Gales e jogador do Tottenham Hotspur, tem 21 anos e idade suficiente para representar o time Sub-23 do país.

O problema é que a Federação Galesa, assim como a Norte-Irlandesa e a Escocesa já afirmaram que não vão liberar atletas para representar a Grã-Bretanha, que seria representada somente por atletas ingleses. Jonathan Ford, diretor-executivo da Federação Galesa, já deixou claro que a entidade não vai mudar de opinião sobre o assunto. A posição é que caso isto seja aceito, estas entidades teriam sua posição independente perante à FIFA enfraquecida, pois hoje a Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte e Inglaterra defendem cores e times diferentes.

Mas Bale não está nada satisfeito e pensa inclusive em entrar na Justiça pelo direito de defender a equipe unificada, caso seja convocado. Lord Moynihan, presidente do Comitê Organizador das Olimpíadas de Londres, já declarou seu apoio à iniciativa de Bale. “Se a Federação Galesa entrar com sanções contra o atleta, ele poderá entrar com ação judicial por discriminação”, disse o dirigente.

A opinião de Gareth Bale é enfática: “Os Jogos Olímpicos podem ser uma ótima oportunidade de um jovem como eu disputar um grande torneio internacional. Todos nós sabemos que País de Gales não tem a tendência de se classificar para competições importantes”.

Bale está correto, pois a lenda galesa Ryan Giggs, maior jogador da história do futebol nacional, nunca disputou um torneio importante. Até hoje, País de Gales só disputou a Copa do Mundo de 1958. Algumas imagens do grande desempenho de Bale contra a Internazionale na atual temporada da Liga dos Campeões:

O mais perto que chegou foi em 1993 quando bateu um pênalti na trave quando empatava em 1×1 com a Romênia pelas Eliminatórias do Mundial do ano seguinte. Para o bem do futebol, os romenos fizeram 2×1 fora de casa e se classificaram para brilhar em um Mundial comandados por Gheorghe Hagi e como estrelas Dan Petrescu, Florin Raducioiu, Gheorghe Popescu e Ilie Dumitrescu.

SETEMBRO NEGRO: O Massacre de Munique no dia mais triste das Olimpíadas

05 de setembro de 2010 7

O dia 05 de setembro de 1972 entrou para a história das Olimpíadas e do esporte mundial. Infelizmente pelo motivo mais sombrio: a morte de onze atletas israelenses em um ação terrorista que, pela primeira vez ,capitalizou a mídia como agente de exposição de uma operação

Foi nesta data que oito terroristas palestinos razoavelmente treinados e muito dedicados invadiram a Vila Olímpica de Munique e sequestraram nove atletas israelenses, matando outros dois deles no início do incidente. Na desastrada tentativa de resgate do atletas, todos os sequestrados morreram assim como cinco criminosos e um policial alemão-ocidental.

A vigésima Olimpíada da Era Moderna, conhecida até então pelo slogan “Jogos Felizes” e que marcaria época pelas sete medalhas de ouro de Mark Spitz na natação, se tornava um doloroso drama de 21 horas com um trágico desfecho.

Para entender tudo isto, o Almanaque Esportivo faz uma recuperação de todos os fatos envolvidos neste atentado terrorista que marcou os Jogos Olímpicos de Munique em 1972 na então Alemanha Ocidental. Sem dúvida, a maior tragédia olímpica já ocorrida na Era Moderna.

Munique

Antes, Durante e Depois.

PRÓLOGO

Em setembro de 1970 ocorreu uma frustrada tentativa de golpe de estado na Jordânia contra o Rei Hussein II, comandada pela então terrorista OLP (Organização da Libertação Palestina). Na ocasião, o rei jordaniano iniciou uma campanha contra militantes políticos palestinos no país. Aliás, Hussein II foi o único líder árabe a condenar veementemente a ação terrorista nos Jogos de Munique.

Em resposta à repressão de estado jordaniana, foi criada a organização paramilitar “Setembro Negro“, comandada por membros da Fatah (organização comandada por Yasser Arafat), contando com o apoio de membros da As-Sa’iqa e OLP. O terrorista Mohammed Daoud Oudeh foi o mentor intelectual das ações da organização. De acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, o “Setembro Negro” era um braço extremista da Fatah, que estava ciente de suas atividades.

Entre seu estabelecimento, em meados de 1971, até o “Massacre de Munique“, como ficou conhecido o incidente nas Olimpíadas, o “Setembro Negro“capitaneou ações como cartas-bomba para autoridades diplomáticas israelenses, sequestro de aviões, tentativas de assassinatos contra oficiais jordanianos e ainda o assassinato do primeiro-ministro jordaniano Wasfi Tel em 1971. Depois do atentado em Munique, outras ações continuaram a ocorrer até seu desmantelamento no final de 1974.

O INCIDENTE

Às 4 horas da madrugada do dia 05 de setembro de 1972, oito terroristas do Setembro Negro entraram na Vila Olímpica vestindo abrigos esportivos e mochilas. Inadvertidamente, dois membros da delegação norte-americana ajudaram os mesmos a escalar os muros da Vila, que não tinha praticamente nenhuma segurança naquele local. Eles pensavam que, assim como eles, eram atletas voltando das festas após o horário previsto de fechamento da Vila Olímpica.

Ao invadirem o apartamento 1 do prédio destinado à delegação de Israel, foram vistos pelo juiz de luta-livre Yossef Gutfreund, que percebeu os atacantes com máscaras e gritou para alertar seus colegas. Além disto, ele usou seu corpanzil de 130kgs para detê-los à porta, o que permitiu a fuga do seu colega Tuvia Sokolovsky.

Subjulgado, Gutfreund foi ferido pelos atacantes, enquanto o também treinador Moshe Weinberg levou um tiro no rosto. Este levou os invasores para o apartamento 3 repleto de lutadores e halterofilistas, pulando o apartamento 2 (o qual também tinha atletas israelenses de atletismo, tiro ao alvo e esgrima), pois provavelmente achou que os primeiros poderiam fisicamente ser mais capazes de deter os terroristas.

Na luta após invadir o apartamento 3, no qual todos os seis atletas dormiam, o halterofilista Yossef Romano foi assassinado ao tentar render um dos atacantes. Weinberg tentou novamente atacar os invasores mas foi metralhado e também morreu. Na confusão, o igualmente halterofilista Gad Tsobari conseguiu fugir pelo estacionamento.

Os nove reféns restantes, incluindo o técnico de esgrima André Spitzer (que tinha acabado de chegar à Vila Olímpica), foram detidos pelos terroristas. Eles exigiam a libertação de 234 prisioneiros da OLP detidos pelo governo israelense além de dois radicais alemães, Andreas Baader e Ulrike Meinhof (do extremista grupo alemão Baader-Meinhof).Não negociamos com terroristas“, foi o retorno da Primeira-Ministra israelense Golda Meir.

A foto abaixo, do fotógrafo Kurt Stumpf, imortalizou o incidente.

Massacre de Munique - 5/09/1972 - KURT STRUMPF/AP reprodução www.thetimes.com

O chefe da delegação egípicia A.D. Touny e membros da Liga Árabe negociaram com os terroristas palestinos, prometendo “muito dinheiro” em troca da libertação dos reféns, algo rejeitado por eles. Em um impasse diplomático, os alemães-ocidentais organizaram uma pífia tentativa de resgate na tarde do dia 05 de setembro.

Quando os policiais, vestidos de abrigo esportivo, estavam quase entrando no prédio, os terroristas avisaram que estavam vendo tudo pela televisão e que qualquer tentativa de invasão resultaria na eliminação imediata dos reféns.

Um novo plano, enfim, foi definido pelos alemães-ocidentais, após as exigências dos palestinos de irem para o Cairo, capital do Egito.  As especializadas forças armadas alemães não podiam intervir, pois a Constituição Federal pós-guerra impedia o uso do Exército contra civis. Sobrou para a Polícia de Munique e o Governo da Baviera resolverem o incidente terrorista.

Era melhor que não tivessem feito, pois foi uma sucessão de equívocos trágicos. Nem de propósito, as autoridades alemãs-ocidentais cometeriam tantos erros graves de planejamento, estratégia e operacionais.

O primeiro passon foi posicionar um Boeing 727 na pista militar de Fürstenfeldbruck. Bizarramente, as autoridades alemãs-ocidentais prepararam uma tentativa de resgate com apenas cinco atiradores mal-treinados e pessimamente equipados, sem rádio e comunicação centralizada, tampouco tropas de assalto. Aliás, nem atiradores de elite os policiais eram: apenas oficiais que estavam em um torneio de tiro naquele final de semana.

Apenas no transporte da vila Olímpica de ônibus para dois helicópteros, se percebeu que, além dos nove reféns haviam mais terroristas do que o inicialmente observado: oito ao invés de cinco. Para piorar, os helicópteros ao descerem em Fürstenfeldbruck ficaram mal posicionados e, sem ângulo de tiro, dois atiradores ficaram impossibilitados de agir.

No Boeing deveriam estar 16 policiais alemães, que iriam atacar os terroristas assim que eles subissem na aeronave. Porém este agentes desistiram da ação sem comunicar o comando central da crise, ao concluírem que a ação não estava bem planejada. O comando central (composto por 2 políticos e 1 chefe de polícia), por sua vez, ‘esqueceu’ de pedir apoio terrestre blindado e, quando o fez, o mesmo ficou preso no tráfego, chegando somente à meia-noite, depois de ter começado o tiroteio.

três terroristas subiram na aeronave, totalmente vazia, e viram que tinham sido enganados. Um tiroteio começou e dois palestinos foram mortos. Logo depois, outro saiu correndo na direção de um dos atiradores e também foi morto, o único tiro disparado por este “sniper” em todo o incidente. No meio do caos, os oficiais israelenses do MOSSAD (serviço de inteligência de israel) tentaram negociar mas levaram tiros em sua direção.

Com a chegada dos blindados, os terroristas se apavoraram e um deles metralhou o helicóptero com quatro reféns, também jogando uma granada que explodiu a aeronave. Morriam Berger, Friedman, Halfin e Springer. Depois, outro terrorista metralhou os reféns do outro helicóptero, matando Gutfreund, Shapira, Shorr, Slavin e Spitzer.

Um dos atiradores alemães e um dos pilotos ficaram feridos por ‘fogo amigo’, já que não conseguiam se comunicar com seus companheiros. O policial alemão Anton Fliegerbauer morreu de bala perdida (ele estava na torre de controle aéreo) e um total de cinco terroristas foram mortos. Um deles tentou fugir e outros três foram presos. O fugitivo acabou morto 40 minutos depois em um combate com as forças de segurança alemãs-ocidentais.

AS VÍTIMAS:

Kehat Shorr, atirador

Yossef Romano, halterofilista

David Berger, halterofilista

Ze’ev Friedman, halterofilista

Jacov Springer, juiz de halterofilismo

Mark Slavin, lutador

Eliezer Halfin, lutador

Moshe Weinberg, técnico de luta

Yossef Gutfreund, juiz de luta

Andre Spitzer, técnico de esgrima

Amitzur Shapira, técnico de atletismo

Anton Fliegerbauer, policial alemão

EPÍLOGO

  • Os jogos só foram interrompidos 12 horas após o início da crise. E continuaram no dia seguinte ao massacre. Um Memorial foi realizado no estádio Olímpico de Munique no dia 7 de setembro, envolvendo três mil atletas e 80 mil espectadores. As bandeiras dos países envolvidos nos Jogos de Munique ficaram a meio-mastro, porém dez nações árabes exigiram que ficassem no topo, o que acabou sendo realizado.
  • Em solidariedade, o restante a delegação israelense deixou Munique, assim como a Argélia, Filipinas e Egito, este sob medo de represálias. Dezenas de atletas de outros países também deixaram a competição, com medo ou em solidariedade aos mortos. Wilma van Gool, corredora holandesa, deixou claro ao abandonar Munique: “Vou embora devido à obscena decisão de continuar com os Jogos”.
  • Pouco mais de um mês após o incidente em Munique, outro avião foi sequestrado pelo “Setembro Negro“, que exigiu a libertação dos três terroristas detidos. Isto acabou sendo feito, para fúria do governo israelense.
  • Em contra-partida, a Primeira-Ministra Golda Meir autorizou secretamente a criação de uma força-tarefa que recebeu a missão de identificar e matar todos os terroristas capazes de atos como estes.
  • A controvertida missão recebeu o nome de “Operação Ira de Deus” e teve muitos dos seus aspectos mostrados no filme “Munique“, de 2006 do diretor Steven Spielberg.
  • Uma sub-missão, chamada de “Operação Primavera da Juventude“, concebeu um assalto e posterior explosão de dois prédios que continham dezenas de terroristas e civis em Beirute. O líder da OLP, Yasser Arafat, e o próprio Hassan Salameh estavam próximos dos prédios bombardeados.
  • Na “Operação Ira de Deus” dezenas de terroristas foram assassinados pelo MOSSAD, assim como contatos comerciais e militantes políticos.
  • Um inocente garçom marroquino confundido com o líder máximo do Setembro Negro, Ahmed Bouchikhi, foi assassinado por tropas do MOSSAD em Lillehammer, na Noruega no ano de 1973. Os agentes envolvidos foram presos pela polícia norueguesa e condenados por homícidio, posteriormente deportados para Israel. Bouchiki era irmão de Chico Bouchikhi, um dos integrantes originais da banda Gipsy Kings.
  • Este epílogo foi um desastre para o MOSSAD na Europa, pois os membros presos colocaram em exposição toda a estrutura da entidade no continente: nomes de agentes, casas seguras de ações, documentos secretos. O Serviço Secreto Israelense demorou muitos anos para se recuperar na Europa.
  • Aliás, o líder Hassan Salameh sofreria mais quatro tentativas de assassinato até ter seu carro explodido em 1979, no Líbano.
  • Imediatamente após a tragédia, causada muito pela incompetência da polícia alemã-ocidental em tratar de ações terroristas,  o criticadíssimo governo alemão do chanceler Willy Brandt organizou a criação do Grenzschutzgruppe 9, conhecido mundialmente com a sigla GSG 9. A tropa de elite foi treinada para ações de contra-terrorismo, e hoje é exemplo mundial de competência.

A cobertura completa pode ser facilmente encontrada no You Tube. Porém selecionei estas imagens, do dia seguinte à tragédia em Munique. Mostram um lado diferente da habitual cobertura do noticiário tradicional:

E que isto nunca mais se repita…

Jogos Olímpicos de inverno têm audiência recorde em dispositivos móveis

04 de março de 2010 2

Foi extraordinário o crescimento da audiência móvel na transmissão dos Jogos Olímpicos de Inverno, encerrados no último domingo em Vancouver-Canadá. Os dados da empresa norte-americana NBC, detentora dos direitos de transmissão, mostram o crescimento da audiência em dispositivos como celulares, smartphones e blackberrys, além de iphones. As informações são do Blog In the Limelight

Mesmo com uma abrangência de público muito inferior aos Jogos Olímpicos de Verão (no Brasil popularmente conhecidos simplesmente como Olimpíadas), e disputados pela última vez em Beijing/2008, o crescimento da popularidade fica escancarado nos dados:

  • O site oficial para conteúdo móvel teve mais de 82 milhões de page views, um aumento de 134% com relação aos Jogos de Beijing. O conteúdo de streaming foi 500% superior à Olimpíada de 2008, quase 2 milhões de vídeos.
  • Antes mesmo do início da Cerimônia de Abertura oficial dos Jogos Olímpicos de Inverno, a audiência no portal mobile já era superior à existente nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006, em Turim.
Fechando o post sobre as Olimpíadas de Inverno 2010, vale dar uma olhada nas melhores imagens da competição, uma seleção indicada pelo amigo de longa data Expedito Paz:

Dobradinha Mundial-Jogos Olímpicos? Já ocorreu antes!

15 de dezembro de 2009 0

Com a escolha do Rio de Janeiro para ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016, ficou caracterizada mais uma sequência com a realização, no mesmo país-sede, de uma Copa do Mundo, que será disputada no Brasil em 2014. A dica foi do sempre participante leitor portoalegrense Vinicius Santos, que ressaltou ser a quarta vez que isto ocorre.

A primeira foi no México, que sediou os Jogos Olímpicos em 1968 na capital Cidade do México e depois o Mundial de futebol em 1970. Em 1972 a mesma coisa: a então Alemanha Ocidental sediou os jogos de Munique em 1972 e o Mundial em 1974. A terceira vez que ocorreu uma dobradinha Mundial-Olimpíada foi nos Estados Unidos, que sediou a Copa do Mundo de 1994 e os Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996.

E o legado destas competições? O México aproveitou de maneira razoável as instalações, enquato a Alemanha utilizou bem a já ótima infra-estrutura esportiva de Munique. Em compensação, Atlanta foi um desastre: além de não ter sido usada na Copa do Mundo, toda a infra olímpica era ‘temporária’ e a maioria já foi demolida.

Superação Olímpica - As melhores histórias do esporte mundial

03 de setembro de 2009 1

Agora um especial com posts com histórias muito especiais sobre os Jogos Olímpicos, de verão e de inverno. Vale a pena ler sobre histórias familiares. De vida. De morte. De superação pessoal. E até mesmo de muita sorte.

Quando eu tiver tempo (cada vez mais raro), vou postar sobre as especiais histórias envolvendo a Medalha Olímpica “Pierre de Coubertin”, a mesma que o maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima recebeu após o incidente na Maratona de Atenas, em 2004.

Confiram:

Superação Olímpica - Celebre a Humanidade!

30 de setembro de 2008 2

Olimpíadas

Para fechar a saga olímpica de exemplos de superação e amor ao esporte, uma sequência de filmes patrocinados pelo COI (Comitê Olímpico Internacional). Neles, são são mostrados exemplos de superação, na vida e no esporte, e valores que deveriam ser sempre regra, e não exceção.

São momentos sublimes que ressaltam valores que jamais devem deixar de serem lembrados. Alguns vídeos tem narração de pessoas famosas, como o falecido ator Christoper Reeve (o eterno Superman), o presidente da África do Sul Nélson Mandela, o cego tenor italiano Andrea Bocelli e o ex-presidente da ONU, Kofi Annan.

Outros são apenas imagens selecionadas mostrando uma mensagem sobre o esporte e como ele deve ser visto por todos.

Celebre a Humanidade – Christoper Reeve

Celebre a Humanidade – Nélson Mandela

Celebre a Humanidade – Kofi-Annan

Celebre a Humanidade – Andrea Bocelli

Celebre a Humanidade

O maior atleta olímpico da história, dotado de Q.I. 140: o russo Alexander Karelin, invicto por 12 anos

31 de agosto de 2008 6

Vamos contar agora uma história sobre, talvez, o maior atleta de todos os tempos. Muitos vão argumentar que ninguém é mais conhecido que Pelé, que nenhum teve mais ouros que Michael Phelps, indiscutível que Michael Jordan.

Quem ninguém levou mais do que as 18 medalhas da soviética Larissa Latynina conquistou. Ou então que ninguém ganhou corridas e ficou mais rico que Michael Schumacher na Fórmula-1.

Mas nenhum deles, absolutamente nenhum, ficou 13 anos invicto ou algo sequer parecido com isto. Em um esporte absolutamente impopular e desconhecido no Brasil, a Luta Greco-Romana, o russo Alexander Karelin se tornou o maior lutador de todos os tempos. E um mito esportivo.

Dotado de uma força inacreditável, ele foi o esportista mais estudado e temido em qualquer esporte. Permaneceu imbatível por praticamente toda a sua carreira, até sua derradeira disputa, nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000.

Conhecido por apelidos da estirpe de “O Experimento“, “O General“, “O Urso Russo” ou simplesmente “O Rei“, Karelin trilhou uma carreira internacional espetacular ao longo de treze anos. Sua última derrota foi no Campeonato Soviético de 1987, e desde então permaneceu invicto até a decisão da medalha de ouro nas Olímpíadas, absurdos 13 anos depois.

Nos últimos dez anos de carreira, não sofreu um mísero ponto. Karelin foi dodecampeão europeu (12 vezes), eneacampeão mundial (9 vezes) e tricampeão olímpico (1988, 1992 e 1996).

O gigantesco russo nasceu com quase 7kgs em Novossibirsk, coração da gélida Sibéria. Pesava menos de 100kgs, mase só tinha 7% de gordura na massa corporal, puro músculo e geneticamente privilegiado. Karelin  jamais tinha sido derrotado em uma competição internacional.

Sua força era descomunal, treinava diariamente na Sibéria, correndo na neve, carregando toras de madeira e fazendo musculação, cenas idênticas ao filme “Rocky IV”. Karelin inventou uma manobra, chamada “Levantamento Karelin”(em inglês, ‘Karelin Lift‘), absolutamente arrasador.

Era uma adaptação de um movimento comum nas categorias leves da Luta Greco-Romana, mas totalmente impensável em atletas da sua categoria, com até 130kgs. Até Karelin existir. O movimento se tornou tão lendário que o fictício lutador russo Zangief, do jogo de videogame Street Fighter, reproduziu o golpe

Dotado de uma força inacreditável, o russo enganchava os braços no peito do adversário e levantava seu oponente sobre seus ombros. Então arremessava com toda a força, como um saco de batatas, o rival no chão, largando todo o peso no pescoço ou sobre o peito. Desesperados, os atletas buscavam uma defesa que resumia em ficavar esticado no chão, se debatendo inutilmente tentando evitar serem jogados ao ar. Não sair do solo era sua única chance. A maioria dos adversários desistia das lutas de tanto apanhar de Karelin nos nove minutos dos combates.

Dois vice-campeões olímpicos capitularam antes de continuar apanhando, vergonhosamente saindo da arena no meio da luta, mas com a saúde em dia. Vejam as imagens:

Karelin era absolutamente imbatível. Até a sua última luta.

No dia que se tornaria o primeiro atleta a se sagrar tetracampeão olímpico em uma mesma competição, Karelin perdeu. O autor da façanha foi o então ilustre desconhecido Rulon Gardner, dos Estados Unidos.

Atleta universitário apenas mediano, sem títulos expressivos e resultados médios no circuito internacional, Rulon já havia sido derrotado por 5 a 0 por Karelin três anos antes (algo como um 3×0 no futebol).

Sob os olhares do então presidente do COI, o espanhol Juan Antonio Samaranch, que estava no ginásio para entregar a medalha mais certa das Olimpíadas, o impensável ocorreu. Atônito, Samaranch e o mundo viram algo incompreensível.

Depois de três minutos sem pontuação, Gardner conseguiu desmanchar a chave de braço de Karelin, o que constitui pontuação neste esporte. Os juízes debateram mas afinal concordaram e deixaram Gardner com vantagem de 1 a 0. Desesperado, mas já cansado, Karelin não conseguiu reverter a vantagem na prorrogação.

Os minutos finais são de euforia no ginásio. Uma cena quase surreal. O narrador vai perdendo a compostura e no final sapeca: “Você acredita em milagres???”, indiscutivelmente tão espantados quanto Karelin, Gardner, Samaranch e o mundo esportivo.

Karelin desolado perde para a zebra Gardner/AP

Vejam as imagens:


Depois de 13 anos, Alexander Karelin perdeu uma luta. E esta seria a sua primeira e última derrota internacional. Naquele mesmo instante, o russo encerrou sua carreira profissional.

A zebra Gardner, que era cotado em 2000-1 nas casas de apostas, ganhou uma inesperada medalha de ouro. Ele ainda levou o bronze em Atenas quatro anos depois e já escapou de quatro acidentes graves em sua vida, incluindo uma queda de avião em um rio congelado. Ficou milionário dando palestras motivacionais nos EUA.

Já Alexander Karelin foi eleito três vezes consecutivas deputado pela Sibéria. Extremamente popular, já recebeu a ordem de “Herói da Federação Russa“, e é famoso por sua extrema inteligência, com um Q.I de 140. O ex-lutador  é P.H.D. em Engenharia Elétrica, possui profundos conhecimentos de música, poesia, história e literatura, além de ser apreciador de ópera, teatro e balé.

Karelin é um dos mais influentes deputados russos na Duma, a câmara de representantes de seu país, e participa da ilustre comissão de assuntos internacionais como um de seus principais líderes.

Quem disse que os lutadores são um bando de trogloditas, com cérebros atrofiados de tanta porrada?

O russo, afinal, é genial. Literalmente.

Mas, um dia, ele perdeu.

Mais uma história extraordinária do esporte.

Superação(?) Olímpica: o maior rabudo do século!

30 de agosto de 2008 3

Sem dúvida, agora contarei a história do maior sortudo olímpico de todos os tempos. Depois de três eventos inacreditáveis, Steven Bradbury foi o primeiro campeão olímpico de inverno da Austrália e de todo o hemisfério sul do planeta Terra.

Ele conquistou a medalha de ouro nos 1000m de patinação no gelo, pista curta, nos Jogos Olímpicos de Inverno em Salt Lake City, 2002. Da maneira mais absurda e improvável de qualquer tempo, contando com incidentes inesperados. Algo como um time do Chipre vencer a Liga dos Campeões da Europa.

Bradbury era favorito nos Jogos de Inverno de Lillehammer em 1994, mas sofreu um tombo e perdeu a medalha, ganhando somente um bronze no revezamento 4x1250m.

Naquele mesmo ano, sofreu um corte profundo na perna em uma corrida, perdeu quatro litros de sangue e 111 pontos como brinde. Seis anos depois, outro acidente, um pescoço quebrado e mais quatro litros de sangue e dezenas de pontos após um novo corte. Escapando duas vezes assim, estava claro: a sorte estava com Steven…

Em 2002, já com 29 anos e mais pesado que no passado, seu objetivo era apenas uma colocação honrosa na sua despedida dos Jogos Olímpicos em sua quarta participação. Em sua primeira bateria Bradbury passou tranquilo. Mas quartas-de-final, Steven Bradbury chegou em um medíocre terceiro lugar e foi eliminado.

EVENTO IMPROVÁVEL NÚMERO 1: O francês Marc Gagnon, um dos favoritos ao título, foi desclassificado da mesma bateria. De lambuja, Bradbury ficou com a segunda vaga e se classificou.

Nas semifinais, o australiano era “carta fora do baralho” e não tinha chances. Estava muito atrás dos quatro primeiros colocados nas voltas finais.

EVENTO IMPROVÁVEL NÚMERO 2Um competidor caiu sozinho na última volta, primeira curva e caiu. Na sequência, outros dois bateram entre si e caíram. Bradbury se aproveitou, chegou em segundo lugar e garantiu vaga na final. Incrível, mas a sorte do atleta não havia terminado…

Antes da decisão, Bradbury foi profético: “eu já era lento, e agora serei mais ainda em minha quarta corrida seguida. Não tenho mais gasolina no tanque, então não faz sentido ficar no bolo se no final eu vou ficar em último de qualquer jeito. Então a idéia é aproveitar que alguém trombe ali na frente“. Sábias palavras, Nostradamus do século XXI…

Na finalíssima, cinco competidores disputavam três medalhas. Após cinco voltas, o australiano seguia em quinto lugar e bem longe dos demais, que se revezavam na disputa do título. Então chegamos à última volta.

EVENTO IMPROVÁVEL NÚMERO 3: Na última curva, o chinês Li Jiajun toca no coreano Ahn Hyun-Soo e cai. Hyun-Soo também perde o equilíbrio e derruba o norte-americano Apolo Ohno e o canadense Mathieu Turcotte. Um belíssimo “strike” no qual os três remanescentes caem, deixando o caminho livre para Bradbury.

Ele vinha sozinho, lá atrás e só de “butuca“, e ganhou de brinde o ouro olímpico. De tão inesperado, a sua primeira exclamação foi “Oh, fucking God!!!” que eu nem vou traduzir…Vejam a saga de Bradbury:

E assim o veterano Steven Bradbury recebeu a medalha de ouro nos Jogos de Inverno em Salt Lake City 2002. A primeira de ouro da Austrália em qualquer competição olímpica de inverno.

E isto só veio aproveitando uma desclassificação, depois um tombo de três concorrentes na última volta da semifinal, e novamente aproveitando uma queda espetacular dos quatro primeiros colocados, deixando o então último colocado com a medalha de ouro.

De lambuja. De bandeja. Sorte. Muita sorte.

Superação Olímpica: pai ampara filho em Barcelona'92

29 de agosto de 2008 3

“Derek Redmond não chegou em primeiro na prova de 400m rasos nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992. Ele também não ficou em segundo lugar. Aliás, sequer foi o terceiro. Honestamente, Redmond foi o último colocado disparado em sua bateria na prova. Porém ele chegou”. Estas são as palavras de um comercial da VISA sobre um fato ocorrido há 16 anos, e é esta história que iremos contar.

Redmond foi um ótimo atleta da Grã-Bretanha, o melhor de seu tempo. Campeão europeu e mundial no revezamento 4x400m, era um dos favoritos à medalha de ouro nos 400m rasos.

Favorito na Olimpíada de Seul-1988, Redmond sofreu uma lesão no aquecimento da prova de 400m, dez minutos antes da prova. Ficou fora da Olimpíada e sofreu cinco cirurgias no tendão de aquiles. O sonho olímpico foi adiado em quatro anos…

Em 1992, Redmond era novamente um dos favoritos à medalha de ouro. O britânico fez o melhor tempo nas duas primeiras baterias. “Estava eufórico sobre minhas possibilidades naquele dia. Achava que ganharia mesmo se tivesse disputando a Maratona“, declarou posteriormente Raymond.

Na semifinal, ele largou bem e estava entre os primeiros nos 150m iniciais quando sofreu uma distensão muscular na coxa direita. Redmond parou, mancou e então caiu ao chão. Em lágrimas, só pensava que havia sofrido outra lesão, e de novo não teria chances de disputar uma medalha olímpica.

Quando ia ser atendido pelos médicos e retirado na maca, resolveu levantar-se e recusou ajuda. Todos imaginavam que ele sairia da pista e se arrastaria para a grama. Mas Derek seguiu adiante. Pulando em uma só perna, com dores lancinantes, o atleta faz um esforço supremo para completar a etapa.

Quando já estava quase desistindo, um velho gordo, de bermuda e camiseta, dribla a segurança e invade a pista. Era seu pai, Jim Redmond,  que disse: “Você não precisa fazer isto“. “Eu preciso completar a corrida“, replicou Derek. “Se você vai completar a prova, então vamos fazer isto juntos“, respondeu Jim.

O velocista declarou: “Eu odiei o mundo. Tudo que havia feito, trabalhado, tinha sido em vão. Odiava distensões. Odiava tudo. Estava tão furioso por ter me machucado de novo. Mas eu tinha que terminar a prova. Continuei mancando até faltarem 100m, e então senti uma mão em meu ombro. Era meu pai“.

Derek Raymond e seu pai Jim - Barcelona, 1992/The Philadelphia Inquirer

Na reta final, quase sem forças, o velocista se apoia no ombro de Jim, chorando muito. De dor e frustração por mais um objetivo não alcançado por causa de uma inesperada lesão.

Ambos chegam abraçados à linha de chegada, ovacionados pelos quase 70 mil espectadores no estádio Olímpico de Montjuich. Em lágrimas, Jim declarou após a corrida: “Sou o pai mais orgulhoso do mundo. Nem se ele tivesse ganho a medalha de ouro eu estaria tão honrado“.

Depois da prova, Derek afirmou: “Podiam me achar um herói ou um idiota. Não estava nem aí. Não fiz pela ovação. Fiz por mim. Seria eu que teria que conviver com o fato de não ter terminado a corrida pelo resto de minha vida“.

Derek e Jim Raymond. Filho e pai. Campeões da superação. E do esporte.

Pierre de Coubertin, idealizador dos Jogos Olímpicos da era moderna, ficaria orgulhoso do mais puro e absoluto lema do espírito olímpico.

Aquele que diz: “O Importante é competir