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Posts na categoria "Seleção Brasileira"

Seleção Brasileira: Na trajetória do penta, sempre havia um jogador de Palmeiras e São Paulo

18 de maio de 2010 1

Se a Seleção Brasileira quer conquistar o hexacampeonato mundial, terá que superar uma escrita curiosa. Até hoje, em todas as cinco conquistas anteriores, o Brasil teve um jogador do São Paulo e do Palmeiras no elenco do Mundial. Curiosamente, quase sempre como reservas.

A curiosa estatística começou em 1958, com Dino Sani, De Sordi e Mauro, os dois primeiros titulares que perderam a posição e o último reserva. Em 1962, no Chile, Bellini e Jurandir, todos reservas. Em 1970, Gérson era titular absoluto do time.

No tetracampeonato, cujo capitão era justamente o atual treinador Dunga, haviam três tricolores paulistas, todos reservas: Zetti, Cafú e Muller. Mas Cafú jogou a final substituindo o lesionado Jorginho (auxiliar-técnico de Dunga hoje). Em 2002 também era um trio e igualmente de reservas: Rogério Ceni, Belletti e Kaká.

Com o Palmeiras, a mesma coisa: em 1958 o reserva Mazzola, enquanto no Chile tinhamos os titulares Djalma Santos e Vavá, mais o reserva Zequinha. Em 1970, o zagueiro reserva Baldocchi e o jovem goleiro Leão estava no banco do tricampeonato no México. Já em 1994 Zinho e Mazinho eram titulares na última partida. Finalizando, em 2002 o campeão mundial Marcos era o titular absoluto e destaque do Brasil no título do Penta.

O Botafogo é o time brasileiro com o maior número de atletas convocados para Copas do Mundo: 46 jogadores. Porém não havia nenhum botafoguense em 1994 e tampouco em 2002.

Os números da dupla Gre-Nal são pobres: o Internacional tem oito convocados (o último foi Taffarel em 1990 e antes dele Mauro Galvão em 1986).

Já o Grêmio teve sete convocados (os últimos foram Polga e Luizão em 2002). Porém o Grêmio foi o único gaúcho com campeão mundial jogando pelo clube como titular: Everaldo, em 1970 e igualmente no México. Além dele, os mesmos Polga e Luizão jogaram em 2002, mas eram reservas.

Vejam os números completos:

  1. Botafogo – 46
  2. São Paulo – 42
  3. Flamengo – 33
  4. Vasco – 32
  5. Fluminense – 30
  6. Palmeiras e Santos – 24
  7. Corinthians – 23
  8. Cruzeiro – 11
  9. Atlético-MG – 10
  10. Internacional – 8
  11. Grêmio – 7
  12. Portuguesa – 6
  13. Ponte Preta e São Cristóvão – 5
  14. Bangu – 4
  15. América – 3
  16. Americano (RJ), Atlético-PR, Goytacaz (RJ), Guarani, Portuguesa Santista e Ypiranga (Niterói-RJ) – 1

SELEÇÃO BRASILEIRA: São Paulo lidera ranking de convocações

18 de maio de 2010 35

O São Paulo Futebol Clube é o time brasileiro com o maior número de atletas convocados e efetivamente para jogos da Seleção Brasileira. O time do Morumbi tem 932 escalações de atletas para jogos oficiais do Brasil. Ele é seguido, de longe, pelo Flamengo com 840 convocados. O Botafogo é o terceiro com 805, o Corinthians o quarto com 747 e o Santos em quinto com 742.

Brasil pentacampeão em 2002: três jogadores do São Paulo - Reprodução ZH

Curiosamente, para o Mundial de 2010 não temos nenhum são-paulino convocado. Se o Brasil for hexacampeão, será a primeira vez que não terá no elenco nenhum jogador do Morumbi.

O Internacional ocupa apenas o 11° lugar com 296 e o Grêmio vem logo abaixo, com 266 escalações. Interessante o fato da Roma ser o 1° time estrangeiro, já que o clube italiano aposta nos brasileiros desde os tempos de Falcão. Inclusive teve três convocados para o Mundial, dois deles RESERVAS da própria Roma (Doni e Júlio Baptista), enquanto Juan é titular absoluto.

Vejam o ranking com os 20 primeiros (levantamento feito pelo internauta ‘assimquetabom‘):

1. São Paulo – 932 participações

2. Flamengo – 840

3. Botafogo – 805

4. Corinthians – 747

5. Santos – 742

6. Palmeiras – 730

7. Vasco – 700

8. Fluminense – 544

9. Cruzeiro – 389

10. Atlético-MG – 376

11. Internacional – 296

12. Grêmio – 266

13. Roma – 244

14. Real Madrid – 226

15. Milan – 211

16. Internazionale – 183

17. Barcelona – 178

Portuguesa – 178

19. Bayer Leverkusen – 174

20. Bayern München – 129

Veja também em participações de atletas em jogos oficiais e não-oficiais

1. Botafogo – 1.078 participações

2. São Paulo – 1009

3. Flamengo – 945

4. Corinthians – 877

5. Santos – 867

6. Palmeiras – 833

7. Vasco – 825

8. Fluminense – 675

9. Cruzeiro – 446

10. Atlético-MG – 425

11. Internacional – 335

12. Grêmio – 291

13. Roma – 253

14. Real Madrid – 238

15. Milan – 222

16. Portuguesa – 194

17. Internazionale – 190

18. Barcelona – 187

19. Bayer Leverkusen – 182

20. Bayern Munique – 134

CONVOCAÇÃO: Análise e curiosidades dos 23 convocados

11 de maio de 2010 66

Saiu a convocação oficial para a Copa do Mundo de 2010. Salvo lesões/cortes de última hora, que já ajudaram o Brasil em 1986 (Leandro e Renato Gaúcho) 1994 (Ricardo Rocha), 1998 (Romário) e 2002 (Émerson), os 23 chamados por Dunga devem representar a Seleção Brasileira no Mundial da África do Sul.

Antes de mais nada, ficaram claros os critérios. Quem mais ele chamou foi convocado para o Mundial na “Família Dunga”, a despeito de fases técnicas deploráveis. Isto vale para os seguintes reservas, inclusive em seus times: Júlio Baptista, Doni, Kléberson e Grafite.

Os 23 homens do Hexa - Arte: clicRBSDunga justificou a convocação de Doni porque ele “peitou a Roma“. Meu Deus. Pior que isto só o Grafite, que jogou cinco minutos e foi para a Copa, mas o Victor não foi. Pior foi dizer que o Júlio Baptista não é titular na Roma porque na posição dele joga o Totti. Primeiro que o Totti ficou meses fora por contusão e nem assim o Júlio Baptista jogou um único jogo como titular. Foram 23 jogos, começando 4 partidas e entrando no decorrer em 19 oportunidades.

Para completar a desculpa furada: “Totti é o segundo romano mais importante, só perdendo para o Imperador Nero”. Comparar Totti, um craque da bola, com um genocida insano e sanguinário é de matar. Mais ainda considerando-se que Nero não nasceu em Roma e sim em Anzio

Também não entendi levar os dois laterais-esquerdo que não jogam por ali há 5 anos: Michel Bastos e Gilberto. Eu teria levado ao menos um jogador da posição, Marcelo (Real Madrid). Mas ACHO que este e Alexandre Pato fizeram muita bobagem nas Olimpíadas de 2008 para se queimar.

Como atento observador do futebol europeu, envio o raio-x e qual seria a minha convocação. Reparem nas péssimas notas para meias e volantes, minhas principais discordâncias.

GOLEIROS – AVALIAÇÃO: 7

- Júlio César (Internazionale): Indiscutível, hoje é o melhor do mundo. MERECIDO
Gomes (Tottenham Hotspur): Temporada fantástica na Inglaterra. MERECIDO
Doni (Roma): Um dos primeiros absurdos. É reserva de Júlio Sérgio na Roma por insuficiência técnica. Quando jogou na Liga Europa, falhou e eliminou seu time contra o Panathinaikos. NÃO CONVOCARIA e levaria o Victor (Grêmio).

LATERAIS – AVALIAÇÃO: 8

- Daniel Alves (Barcelona): Segundo melhor lateral-direito do mundo, joga (e BEM) no meio-campo. MERECIDO
Maicon (Internazionale): Melhor lateral-direito do mundo. Joga ofensiva e defensivamente. MERECIDO
Michel Bastos (Olympique Lyonnais): Temporada soberba no Lyon, cotado para ir para a Inter. MERECIDO
- Gilberto (Cruzeiro): Discutível. Tem dificuldades na marcação e problemas físicos. NÃO CONVOCARIA e e usaria a polivalência de Daniel Alves, levando outro atacante.

ZAGUEIROS – AVALIAÇÃO: 10

- Lúcio (Internazionale): Titular absoluto há uma década, em grande fase técnica. Líder pelo exemplo. MERECIDO
Juan (Roma): Sempre superior tecnicamente, forma com Lúcio uma zaga completa tecnica e fisicamente, a melhor do mundo para mim. MERECIDO
- Luisão (Benfica): Em grande evolução, sempre joga bem na Seleção. MERECIDO
- Thiago Silva (Milan): O ‘Monstro’ de saudosa lembrança no Fluminense e Juventude fez uma temporada excepcional no irregular Milan. Formará a futura zaga do Brasil ao lado de Luisão. MERECIDO

VOLANTES – AVALIAÇÃO 3:
Gilberto Silva (Panathinaikos): Mesmo não sendo nem sombra do formidável vice-capitão do Arsenal de meia década atrás, eu convocaria pela experiência e por ser um primeiro-volante nato. MERECIDO
- Felipe Melo (Juventus): Depois de uma ótima temporada na Fiorentina, um lixo de ano na péssima Juventus. NÃO CONVOCARIA e levaria Denílson (Arsenal)
Josué (Wolfsburg): Ano ruim no fraco time alemão. Baixinho, não tem imposição física nem técnica. NÃO CONVOCARIA e levaria Sandro (Internacional)
Ramires (Benfica): Bem no Benfica, recuperou o espaço perdido nas más atuações da Copa das Confederações 2009. LEVARIA COMO MEIA, não como volante. Em seu lugar, levaria Lucas (Liverpool), de boa temporada na Inglaterra.

MEIO-CAMPISTAS – AVALIAÇÃO 5:

- Kaká (Real Madrid): Única unanimidade no meio, vive má-fase física e técnica. Dele depende de boa parte da criatividade brasileira. MERECIDO
– Júlio Baptista
(Roma): Reserva em seu clube, vive péssima fase. Nem com Totti lesionado virou titular. NÃO CONVOCARIA e levaria Ramires em seu lugar
Elano (Galatasaray): A síntese de Dunga, titular praticamente todo o tempo. Chegou a perder espaço, mas recuperou-se na Copa das Confederações. Boa opção de grupo, ótimo na bola parada. MERECIDO
Kléberson (Flamengo): Outra convocação inexplicável, e este nem o ‘arrego’ da Copa América 2007 se aplica. Não tem jogado nada e é banco no Fla. NÃO CONVOCARIA e levaria Paulo Henrique Ganso (Santos).

ATACANTES – AVALIAÇÃO: 8

- Luís Fabiano (Sevilla): Tem sofrido com as lesões, mas é o melhor atacante brasileiro. Média fantástica na Seleção. MERECIDO
- Robinho (Santos): Mesmo jogando muito mal no Real Madrid e no Manchester City, tinha boa resposta na Seleção Brasileira. Agora, jogando bem no Santos, sem dúvida nenhuma seria convocado. MERECIDO
- Nilmar (Villarreal): Nossa única opção de velocidade com faro de gol, média excepcional na Seleção Brasileira (11 jogos, 8 gols, a maioria começando no banco). MERECIDO
Grafite (Wolfsburg): Com todo o esforço de Adriano em NÃO IR para o Mundial, Dunga ficou sem opções de “centroavante alto e forte fisicamente”. Ou era ele, ou o Fred, ‘bruxinho’ de 2007 e com boa Copa em 2006, mas instável emocionalmente e com problemas extra-campo. Seria um contra-senso levar um jogador com o mesmo histórico de Adriano. MERECIDO

– Como sobrou uma vaga de lateral-esquerdo, eu levaria Neymar (Santos) sim. Por dois motivos: para dar um sopro de juventude no elenco e para ter uma opção ofensiva totalmente desconhecida dos adversários. Seria nosso “mascote”, como foi Leão em 1970, Ronaldo em 1994, Denílson em 1998 e Kaká em 2002.

- De sobreaviso: Hélton (Porto), Miranda (São Paulo), Gilberto (Cruzeiro), Carlos Eduardo (Hoffenheim) e Fred (Fluminense).

CURIOSIDADES:

– Quatro ex-gremistas (Gilberto, Michel Bastos, Felipe Melo e Grafite) e dois ex-colorados convocados (Nilmar e Lúcio). Mais Thiago Silva, formado no RS Futebol e com bela passagem pelo Juventude, assim como Doni, que já não foi tão bem em 2005. Michel Bastos brilhou pelo Pelotas.

- Dois gaúchos: Maicon (de Novo Hamburgo) e Michel Bastos (Pelotas)

– Dois jogadores do time de 2010 passaram pelo pior Grêmio da história (2004): Michel Bastos e Felipe Melo (dica de Luís Felipe dos Santos).

– Em compensação, Gilberto marcou época como o melhor lateral-esquerdo em décadas no Olímpico. Grafite foi muito pouco utilizado em 2003 por Tite.

- Três jogadores que atuam no Brasil: Robinho, Gilberto, Kléberson. Em 2006 também eram três: Ricardinho (Corinthians), Rogério Ceni e Mineiro (São Paulo).

Gilberto é o mais velho: 34 anos. Ramires é o mais novo, 23 anos.

Lúcio e Juan são os com mais convocações: 118. Grafite tem apenas 3.

Luís Fabiano e Kaká são os artilheiros, com 25 gols. A média de Luís Fabiano é espantosa: foram apenas 37 jogos!

-Doni, Josué, Júlio Baptista foram convocados pelos serviços prestados em 2007,na Copa América. O pior momento de Dunga na Seleção Brasileira.

– Oito jogadores do time brasileiro de 2006 estão em 2010: Júlio César, Lúcio, Juan, Luisão, Gilberto, Gilberto Silva, Kaká e Robinho.

– De 2006 para 2002, 10 nomes se repetiram: Rogério Ceni, Dida, Cafú, Roberto Carlos, Lúcio, Gilberto Silva, Ricardinho, Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Ronaldo.

- Kaká, Gilberto Silva, Lúcio e Kléberson são os campeões mundiais remanescentes de 2002. Mas Kléberson não foi em 2006, os outros três estão em sua terceira Copa do Mundo. Além de Dunga e Jorginho (ambos em 1994).

E o que vocês acharam? Deixem seu recado.

Copa 2010 terá todos os campeões mundiais

19 de novembro de 2009 0

A Copa do Mundo de 2010 na África do Sul terá todos os campeões mundiais, algo que não ocorreu na edição da Alemanha. Apesar de muito sufoco, Argentina, Uruguai e França conseguiram suas vagas na rodada final das Eliminatórias ou repescagem, e estarão no Mundial do ano que vem.

Sendo assim, o pentacampeão Brasil, a tetracampeã Itália, a tricampeã Alemanha, os bicampeões Argentina e Uruguai, e ainda os campeões França e Inglaterra participarão desta Copa. A última vez que isto ocorreu foi em 2002, quando todos os vencedores de um Mundial estavam presentes. Normalmente os lapsos de presença são causados por uruguaios e ingleses.

Além de 2010 e 2002, nos Mundiais de 1990, 1986, 1970, 1966, 1962, 1954 e 1950 todos os campeões mundiais de então estiveram presentes. O contraponto é a Copa de 1958, na Suécia, quando somente a Alemanha Ocidental (campeã mundial da época) estava presente, contra as ausências de Uruguai e Itália.

Em 1998, o Uruguai ficou de fora, assim como em 1994, no que foi acompanhado pela Inglaterra (a França ainda não era campeã mundial).

Já em 1982, o Uruguai novamente ficou de fora. Em 1978, ingleses e uruguaios repetiram o mico, algo que só ocorreu para os ingleses em 1974.

Em 1970 estavam todos lá (lembrando que a Argentina não era campeã mundial), assim como em 1966 e 1962. Em 1958, o Uruguai e a Itália ficaram de fora.

Finalizando, em 1938 e 1934 o campeão mundial Uruguai não esteve presente na Copa da Itália.

Copa 2010: um rescaldo da rodada do feriado nas Eliminatórias

13 de outubro de 2009 1

Forlán e Palermo: os heróis que decidem vaga na quarta-feira/Martin Mejia e Rodrigo Nespolo,AP

Começa hoje uma série de reportagens sobre as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. Em sua penúltima rodada, faltando apenas alguns jogos de repescagem, a maioria das vagas restantes (faltam 13) se decidem na quarta-feira.

O Brasil, já classificado, manteve a rotina de perder na altitude de La Paz levando 2×1 da Bolívia no último domingo. Alguns jogos foram heróicos no final de semana. O que mais chamou a atenção, até pela rivalidade, foi o Argentina 2×1 Peru, com gol salvador de Martín Palermo (impedido) nos acréscimos e com direito a chute do Peru no travessão na saída de bola. Vejam o compacto:

Outro jogo foi igualmente emocionante aqui na América do Sul. O Uruguai virou sobre o Equador em Quito nos acréscimos, com gol de pênalti de Diego Forlán nos acréscimos.

Uma partida dramática ocorreu na CONCACAF quando os Estados Unidos viraram sobre Honduras e garantiram vaga em seu sexto Mundial consecutivo. Já o México se classificou goleando e eliminando El Salvador, enquanto Costa Rica e Honduras disputam a última vaga direta, cabendo ao derrotado uma chance na repescagem contra Equador, Uruguai ou Argentina...

Nas Eliminatórias Européias, a estreante Sérvia e a Alemanha confirmaram o favoritismo e se garantiram no Mundial vencendo respectivamente a Romênia (5×0) e a Rússia (1×0). A classificação da campeã mundial Itália sobre a Irlanda foi dramática, como sempre: levou 2×1 aos 42 do segundo tempo e empatou logo depois com Alberto Gilardino. Vejam o compacto:

A classificada Inglaterra não deve ter se matado muito ao levar 1×0 da Ucrânia, resultado que virtualmente eliminou a Croácia (que eliminou os ingleses da Euro`2008).

Finalizando, na África do Sul, a Costa do Marfim se classificou ao empatar fora de casa e se garantir em seu segundo Mundial consecutivo, se unindo a Gana e África do Sul.

Postado por Perin, em contagem regressiva

Lesão de Doni abre espaço para Victor na Seleção

08 de maio de 2009 14

Victor, o melhor goleiro do Brasil hoje/Daniel Marenco, grupo RBS

O goleiro Doni, da Roma e reserva de Júlio César na Seleção Brasileira, sofreu grave lesão e ficará três meses parado. Assim, estará fora da convocação do técnico Dunga, para as partidas contra Uruguai e Paraguai, dias 5 e 8 de junho, abrindo espaço para uma chamada do goleiro gremista Victor.

Não sou uma pessoa que analisa momento por passado: o frangueiro Doni de Corinthians e Juventude virou um bom goleiro na Roma (torço pro time italiano, sou um crítico maior deles). Já viveu momento melhor do que na atual temporada (falhou em clássicos, e isto pesa), mas ainda assim tem sido confiável nos últimos 3 anos na capital italiana.

Hoje saiu a notícia que o modesto Bari, clube que normalmente serve de ponte para os grandes do futebol italiano, está interessado no goleiro. Bari, Chievo, Atalanta, entre outros times são atalhos para Internazionale, Juventus e Milan contratarem grandes jogadores driblando a propositadamente mal-feita regulamentação de transferências da Itália.

Ocorreu com Júlio César, que jogou seis meses (na real, treinou e aprendeu italiano) no Chievo antes de ir para a Internazionale. Destaque sobretudo no Campeonato Brasileiro de 2008, Victor tem sobrado na Libertadores deste ano e é, ao lado do meia Souza, a maior liderança técnica do time.

Uma enquete no Jornal da Globo foi detonada pelos próprios jornalistas da Globo, André Rizek e Tino Marcos. A pergunta era, como sempre, endeusando times do Rio-SP. “Quem é melhor, Bruno (do Flamengo) ou Felipe (do Corinthians), dois goleiros que eu considero mediano e fraco, respectivamente. Tanto Rizek quanto Tino consideram Victor bem superior e que merece chances na seleção bem antes destes dois, e é a mesma opinião que tenho. Vejam a matéria:

O Grêmio só se afirmou ano passado no 1º turno com vitórias apertadas no Olímpico em jogos que Victor foi o grande destaque, como contra o Vitória, Náutico, Portuguesa e Ipatinga, ou em uma magistral atuação contra o Santos na Vila Belmiro. Sem ele, talvez o Tricolor não assumisse a liderança.

Victor quebrou a “Maldição de Danrlei”, citada por mim aqui no Almanaque Esportivo. Vejam uma compilação com os melhores momentos de Victor:

Seleção Brasileira: Todos os jogos em Porto Alegre

31 de março de 2009 17

Lindíssimo entardecer no jogo Brasil 4x1 Paraguai em 2005/Derli Beck Jr., arquivo pessoal

Em preparação ao grande jogo do Brasil contra o Peru pelas Eliminatórias do Mundial de 2010 na próxima quarta-feira, 1° de abril no estádio Beira-Rio, vamos citar todos os jogos da Seleção Brasileira em Porto Alegre e contar algumas histórias sobre estes jogos.

Além de fazer parte dos eventos da semana do Centenário do Internacional (no próximo sábado), este jogo também marca outra curiosidade. A primeira partida do Brasil em Porto Alegre foi justamente contra o mesmo adversário, o Peru.

Ainda pelos festejos de inauguração do Beira-Rio (que completa 40 anos dia 6 de abril), a Seleção Brasileira treinada pelo gaúcho João Saldanha e que seria tricampeã mundial na Copa de 1970 no México pegou o fortíssimo time peruano, treinado pela lenda brasileira Didi e que tinha Teófilo Cubillas no time.

O Brasil venceu por 2×1, gols de Jairzinho e Gérson, descontando Gallardo para os peruanos. Outra curiosidade era o árbitro: Alberto Tejada, cujo filho homônimo foi aquele que não viu a mão de Túlio contra a Argentina na Copa América de 1995.

O último jogo foi há quatro anos, uma vitória de 4×1 contra o Paraguai nas Eliminatórias. Ronaldinho deu show naquele dia marcando dois gols e participando de outro.

Apenas dois jogos oficiais, como o da próxima partida, nas Eliminatórias, mas duas vitórias importantes sobre o Paraguai. O Brasil sempre faz muitos gols em Porto Alegre: marcou 32 em 13 jogos e só sofreu 15 gols.

De todos estes gols sofridos, cinco foram marcados pela Seleção Gaúcha, que arrancou dois empates (incluindo o célebre jogo de 1972 quando o estádio inteiro torceu contra o Brasil com mais de 100.000 torcedores). Já a arquirrival Argentina foi a única a vencer em Porto Alegre: 2×0 no segundo jogo, em 1970 um pouco antes da ida para o México.

É importante ressaltar que quatro jogos não são considerados como da Seleção Brasileira. Em 1967, um Brasil-B enfrentou o Grêmio em um jogo-treino no estádio Olímpico, 1×1. Dois dias depois, o mesmo time do Brasil perdeu para um combinado da Dupla Gre-Nal por 2×1.

Também vale lembrar que em 19/12/1976, uma “Seleção do Brasileirão” enfrentou o então bicampeão brasileiro Internacional, vencendo por 4×1 no Beira-Rio. Algo semelhante ocorreu em 1983, quando um combinado de jogadores eleitos pela imprensa enfrentou a Seleção Gaúcha no Beira-Rio, divulgado como sendo “Seleção Brasileira” mas sem nenhum escudo nem representatividade oficial, vencendo o jogo por 4×1.

Confiram a lista completa:
01°) 07/04/1969 – Amistoso – Beira-Rio – Brasil 2×1 Peru – Jairzinho, Gérson (Brasil); Gallardo (Peru)
02°) 04/03/1970 – Amistoso – Beira-Rio – Brasil 0×2 Argentina – Más, Conigliaro (Argentina)
03°) 26/04/1972 – Amistoso – Beira-Rio – Brasil 3×2 Paraguai – Carlos Alberto Torres, Tostão, Dirceu Lopes (Brasil), Escobar, Jiménez (Paraguai)
04°) 17/06/1972 – Amistoso – Beira-Rio – Brasil 3×3 Seleção Gaúcha – Jairzinho, Paulo César Caju, Rivellino (Brasil), Tovar, Carbone, Claudiomiro (Sel. Gaúcha)
OBS: Maior público da história de Porto Alegre, mais de 100.000 torcedores.
05°) 25/05/1978 – Amistoso – Beira-Rio – Brasil 2×2 Seleção Gaúcha – Toninho, Nelinho (Brasil); Lúcio, Éder (Sel. Gaúcha)
06°) 28/10/1981 – Amistoso – Olímpico – Brasil 3×0 Bulgária – Roberto Dinamite, Zico, Leandro
OBS: Primeiro jogo no Olímpico.
07°) 08/06/1985 – Amistoso – Beira-Rio – Brasil 3×1 Chile – Zico (2), Leandro (Brasil); Nuñez (Chile)
08°) 24/06/1987 – Amistoso – Olímpico – Brasil 1×0 Paraguai – Valdo
09°) 16/12/1992 – Amistoso – Beira-Rio – Brasil 3×1 Alemanha – Luís Henrique, Jorginho, Bebeto (Brasil); Sammer (Alemanha)
10°) 23/12/1994 – Amistoso – Olímpico – Brasil 2×0 Iugoslávia – Viola, Branco
11°) 07/09/1999 – Amistoso – Beira-Rio – Brasil 4×2 Argentina – Rivaldo (3), Ronaldo (Brasil); Ayala, Ortega (Argentina)
12°) 15/08/2001 – Eliminatórias – Olímpico – Brasil 2×0 Paraguai – Marcelinho Paraíba, Rivaldo
13°) 05/06/2005 – Eliminatórias – Beira-Rio – Brasil 4×1 Paraguai – Ronaldinho (2), Zé Roberto, Robinho (Brasil); Roque Santacruz (Paraguai)

Destes jogos todos, eu vi o de 1994, o de 1999 no estádio e trabalhei no de 2005. Experiência única e inesquecível!
Total: 10V, 2E, 1D – 32GP, 15GC

Postado por Perin, com dados do I.P.E.

Olimpíadas: Futebol feminino dá show em Pequim e quer vingança de Atenas

20 de agosto de 2008 0

Nos Jogos Olímpicos de 2004, o Brasil foi derrotado na decisão da medalha de ouro do futebol feminino pelos Estados Unidos por 2×1. Nesta quinta-feira, a chance da vingança brasileira está próxima: os dois países repetem a final olímpica nos Jogos de Pequim.

Há quatro anos, em um jogo dramático, as brasileiras saíram perdendo no primeiro tempo com um gol de Lindsay Tarpey em erro brasileiro. As gurias reagiram e empilharam chances antes de Pretinha empatar no segundo tempo. Cristiane e novamente Pretinha acertaram a trave nos minutos derradeiros, mas Abby Wambach acabou com o sonho brasileiro ao fazer 2×1 na prorrogação, garantindo o ouro para as norte-americanas. Para as orgulhosas brazucas, uma belíssima medalha de prata.

Esta foi a primeira vez que a Seleção Feminina de Futebol chegou a uma decisão de Olimpíada ou Copa do Mundo. Algo extraordinário para um país que dá o habitual “apoio zero” para o esporte, que não tem sequer um Campeonato Brasileiro definido (a CBF gasta os milhões arrecadados em salários nababescos para seus dirigentes). Ainda mais considerando que o badalado futebol masculino sequer competiu em Atenas, sendo eliminado ainda no Pré-Olímpico.

Em sua primeira competição sem a craque Sissi, as brasileiras jogaram muito bem ao longo de toda a Olimpíada de Atenas e mereceram chegar ao pódio, que havia escapado por pouco outras vezes. Uma jovem Marta começava a brilhar nos gramados do planeta…

Antes dos Jogos de 1996, o Brasil havia brilhado em 1999, quando ficou em terceiro lugar na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Em 1996, nos Jogos de Atlanta, e em 2000, na Olimpíada de Sydney, o time ficou em quarto lugar, a um passo do bronze…

Porém o Brasil gostou da idéia de ser protagonista e em 2007 chegou à decisão da Copa do Mundo da China. Foi vice-campeã, quando foi derrotada por 2×0 pela Alemanha.

Mas antes surrou por 4×0 a anfitriã e favorita China (na primeira fase) e também a “nêmesisEstados Unidos, por iguais 4×0 na semifinal. Foi a primeira vitória brasileira em uma competição importante sobre as norte-americanas, com direito a um show espetacular de Marta.

Na final, a experiência alemã superou a técnica brasileira (que jogou poucas vezes na temporada). A artilheira Prinz e a zagueira Laudehr marcaram os gols do título, enquanto Marta errou um pênalti quando o jogo estava 1×0 para as alemãs. De novo, um segundo lugar, este mais amargo que o primeiro.

Este ano, nos Jogos Olímpicos de Pequim, o Brasil pegou um grupo dificílimo. Após empatar na estréia com a Alemanha por 0×0, o time de Jorge Barcellos superou a vice-campeã mundial sub-20 Coréia do Norte e ainda a campeã africana Nigéria. Nas quartas-de-final, bateu a Noruega por um 2×1 que parecia fácil mas terminou suado.

Então, novamente a chance de quebrar um tabu: nas semifinais, a campeã mundial Alemanha. Sem levar nenhum gol no torneio, as alemãs jamais haviam perdido para as brasileiras e saíram na frente mais uma vez, gol de Prinz logo no início do jogo.

Depois de se acalmarem, as brasileiras foram arrasadoras e em 10 minutos (os últimos 5 do primeiro tempo e os primeiros 10 da etapa final) empilharam chances e fizeram três gols, abrindo 3×1 com Formiga, Cristiane e Marta. No final, Cristiane ampliou, se tornando a maior artilheira em Olimpíadas.

A decisão é novamente contra os Estados Unidos. Revanche de Atenas.

Mas, desta vez, as brasileiras não temem ninguém…

FORÇA GURIAS!

VEJA TAMBÉM

Olimpíadas de 2000 - Fiasco contra Camarões em Sydney

19 de agosto de 2008 0

Em 2000, sob comando de Wanderley Luxemburgo (então líder das Eliminatórias Sul-Americanas mas abalado por escândalos fora dos gramados), o Brasil foi para os Jogos de Sydney como favorito no torneio masculino de futebol.

Afinal, o time tinha estrelas do porte de Ronaldinho e Alex, então em grande fase por Grêmio e Palmeiras. Em contra-partida, Luxemburgo foi muito criticado por não aproveitar a chance de levar os três jogadores com idades acima de 23 anos, além de levar jogadores extremamente questionados como Mozart, Fábio Bilica e Lucas.

Muitos jogadores que se destacaram na última década nos gramados do planeta disputaram aquela edição. Pela Austrália, Mark Viduka, Brett Emerton e Mark Bresciano. A Itália teve os campeões mundiais Alessandro Nesta, Gennaro Gattuso, Andrea Pirlo, Gianluca Zambrotta e Massimo Ambrosini.

O Chile tinha David Pizarro, Claudio Maldonado e Iván Zamorano, uma das maiores estrelas dos Jogos. A Espanha tinha Carles Puyol, Carlos Marchena e Xavi. Camarões levou Geremi, Patrick M’Boma e Samuel Eto’o. Os EUA tinham Brad Friedel e Landon Donovan enquanto os japoneses vieram com grandes reforços: Nakamura, Nakata e Inamoto.

Na primeira rodada, os brasileiros viraram sobre a Eslováquia por 3×1, gols de Edu, Cisovsky (contra) e Alex. Na rodada seguinte, mostrando muita fragilidade defensiva, o Brasil perdeu para a África do Sul por 3×1 (gol de Edu), com muitos erros de Fábio Bilica, que se repetiram no 1×0 sobre o Japão (Alex).

Nas quartas-de-final, Camarões saiu na frente com Patrick Mboma, golaço de falta aos 11 minutos. Geremi foi expulso aos 30 da etapa complementar, deixando os camaroneses com 10 atletas. Aos 48 do segundo tempo, Ronaldinho cobrou falta com categoria e empatou, 1×1. Camarões perdeu mais um jogador (Aaron Nguimbat expulso também) na prorrogação mas mesmo assim saiu com a vitória, gol de Mbami aos 11 minutos.

Um fiasco absoluto: o Brasil só empatou quando já tinha um jogador a mais. E conseguiu ser eliminado contando com dois atletas a mais em campo!

O sonho olímpico se esvaneceu. Ficaríamos sem nenhuma medalha de ouro naqueles Jogos Olímpicos, e o futebol mantinha sua rotina de fracassos, quase sempre como favorito. Pior: desta vez sem medalha no peito e com um pavoroso futebol apresentado durante todo o torneio.

Wanderley Luxemburgo, acossado por denúncias fora de campo e pelo fiasco olímpico, seria demitido logo depois.

Time-base: Hélton, Baiano, Álvaro, Fábio Bilica e Athirson; Marcos Paulo, Fabiano Costa, Fábio Aurélio e Alex; Ronaldinho e Edu.

Na decisão do bronze, os chilenos venceram os norte-americanos e levaram a medalha. O curioso é que o Chile só disputou a Olimpíada porque na última rodada da primeira fase do Pré-Olímpico de Londrina (ou seja: antes de eliminarem os favoritos argentinos), os chilenos se beneficiaram de uma humilhante goleada do Brasil de 9×0 sobre a Colômbia. Eles precisavam de pelo menos 7×0 para garantirem a vaga no saldo de gols, e isto acabou ocorrendo.

A final foi espetacular. A Espanha começou arrasadora e fez 2×0 ainda no primeiro tempo. Xavi fez 1×0 com menos de 80 segundos de jogo, e Mas os camaroneses, que até então não haviam conquistado medalha alguma em Olimpíadas, reagiram com gols de Amaya (contra) e Eto’o. A Espanha teve Gabri e José Mari expulsos ainda no tempo normal, mas segurou até os pênaltis.

Na decisão por penalidades máximas, com mais de 104 mil torcedores no estádio Olímpico de Sydney apoiando em sua maioria o time camaronês, Amaya completou sua desgraça final ao desperdiçar uma cobrança na trave. Então Pierre Wome converteu e Camarões conquistou a medalha de ouro, algo sensacional para uma paupérrima nação africana com uma mísera prata e outro bronze no boxe, em 1968 e 1984!

1996 - A incrível derrota de virada para a Nigéria

19 de agosto de 2008 4

O primeiro pesadelo africano aconteceu em Atlanta, 1996, Depois de perder para a Venezuela e ser eliminado ainda no Pré-Olímpico de 1992 (a CBF inventou Ernesto Paulo como treinador, erro que repetiria em 2004 com Ricardo Gomes e resultados igualmente ridículos), o Brasil enfim voltava aos Jogos Olímpicos para sua derrota mais dramática.

Com um time que contava jogadores do quilate de Bebeto, Ronaldo Fenômeno e Rivaldo, o time treinado por Zagallo mostrou muita fragilidade defensiva e já havia vacilado na primeira fase, perdendo por 1×0 para o Japão, em uma trapalhada antológica de Aldair e Dida.

Depois de vitórias complicadas contra Hungria e Nigéria, o Brasil goleou Gana nas quartas-de-final por 4×2. Parecia que o caminho estava retomado. Calouro na faculdade (fazia Ciência da Computação), eu saí correndo de casa para assistir este jogo. Cheguei em casa no intervalo…

Nas semis, o ótimo time nigeriano era novamente nosso adversário, em um time no qual brilhavam jogadores como Sunday Oliseh, Celestine Babayaro, Jay Okocha e Nwankwo Kanu. E foi o centroavante, que logo depois sofreu uma cirurgia no coração e quase não voltou aos gramados, nosso algoz naquela partida.

O Brasil saiu na frente com Flávio Conceição logo a um minuto, mas levou o empate com um gol contra de Roberto Carlos. Esta seria a primeira de suas três falhas em jogos decisivos, que se repetiriam na final do Mundial de 1998 e nas quartas-de-final da Copa de 2006).

Porém surpreendentemente, o time de Zagallo jogava muito bem e gols de Bebeto e Flávio Conceição (de novo!) abriram a vantagem e colocaram o Brasil praticamente classificado com 3×1 ainda no primeiro tempo. A Seleção empilhou chances perdidas na etapa complementar, enquanto a Nigéria ainda perdeu um pênalti quando Okocha chutou nas mãos de Dida.

Um jogador, entretanto, destoava depois de um fabuloso primeiro semestre pelo Palmeiras. Em jogo horroroso, Rivaldo perdeu a bola e cedeu o contra-ataque no qual saiu o gol de Vicktor Ikpeba, faltando 12 minutos. Nos acréscimos, uma falha bisonha de Dida deu a chance de Kanu selar o empate em 3×3 no tempo normal. Logo aos quatro minutos da “morte súbita”, o mesmo Kanu marcou e o Brasil deu adeus à medalha de ouro.


Bebeto, Rivaldo e Aldair (os “veteranos” acima de 23 anos) foram execrados pela imprensa e torcida. Zagallo balançou no cargo, mas não caiu. Ainda tivemos que “engolí-lo” até Zidane dar fim a “Era Zagallo” no comando do Brasil.

O time-base naquele torneio foi: Dida, Zé Maria, Aldair, Ronaldo Guiaro e Roberto Carlos; Zé Elias, Flávio Conceição, Juninho Paulista e Rivaldo; Bebeto e Ronaldo.

A zebra não tinha parado por aí. Na decisão, os nigerianos venceram a Argentina com um gol de Amunike no último minuto, conquistando a medalha de ouro ao vencer por 3×2. O time da Argentina tinha jogadores de quilate como Javier Zanetti, Nestor Sensini, Cláudio López e Hernán Crespo, mas foi igualmente batido pelo futebol rápido e técnico dos nigerianos. Vejam as escalações da final:

Nigéria: Dosu, Obaraku (61′ Oruma), West, Okechukwu, Babayaro, Oliseh, Ikpeba (74′ Amunike), Okocha (59′ Lawal), Babangida, Kanu, Amokachi.

Argentina: Cavallero, Zanetti, Ayala, Sensini, Chamot, Bassedas, Almeyda, Ortega, Morales (58′ Simeone), López, Crespo.

E assistam o compacto:

Os brasileiros se contentaram com o bronze, goleando Portugal por 5×0 e subindo ao pódio pela terceira vez em três competições. Como lembraram dois leitores, o Brasil se recusou a subir no pódio da decisão. Como o bronze saiu no dia anterior da final, os brasileiros receberam as medalhas em separado dos nigerianos e argentinos.

Mais um vexame para esta seleção arrogante que mereceu o resultado que teve…

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