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Posts na categoria "Vôlei"

SOGIPA retoma vôlei feminino adulto e estréia no Estadual neste domingo em POA

18 de julho de 2013 3

A tradicionalíssima SOGIPA está de volta ao Estadual Feminino Adulto!  Depois de muitos anos afastado das competições, o clube da região norte de Porto Alegre reativou seu time adulto e participará do Estadual 2013. Neste domingo às 16h, o time de Porto Alegre enfrenta o AVF/TOTEM/Água Schin, de Santa Maria, pela primeira fase. O preço do ingresso é 1kg de alimento não-perecível.

A técnica será Helga Sasso, ex-jogadora da Seleção Brasileira, e que há muitos anos comanda times das divisões de base da entidade. Sobre a competição, Helga declarou: “Eu espero ganhar. O Campeonato Estadual é bom porque dá visibilidade para poder disputar outras competições. E até por ser o primeiro ano dessa equipe, que tem jogadoras experientes e atletas da base. Ganhar seria muito bom para elas”, afirma Helga.
Um dos principais destaques do time é a jovem ponteira Caroline Goerl, jogadora da Seleção Brasileira de Vôlei de Praia. Juzinha, que atuou nos Estados Unidos, Gabriela e Mariana também são destaques do time. “Com essas atletas temos uma boa expectativa para o Estadual. Tivemos uma boa fase de preparação”, declarou o diretor do Departamento, Rai Camargo.

A tabela completa da SOGIPA:

  • 03/08 Sogipa x UPF/BSBIOS (Local: Sogipa, 18h)
  • 16/08 Sogipa x APAAVôlei (Local: UCS, Caxias do Sul, 16h)
  • 31/08 Sogipa x C Brilhante (Local: Pelotas, 19h)
  • Serviço de Jogo - SOGIPA vs. AVF/TOTEM/Água Schin, Estadual Adulto de Vôlei Feminino

OPINIÃO: De quando o vôlei imita o futebol nos piores quesitos

25 de fevereiro de 2013 0

Abro espaço para minha querida amiga Ariadne Rodrigues, co-idealizadora do site No Huddle Br, que deixa claro seu descontentamento com o nível de rivalidade visto na última sexta-feira, no jogo de vôlei entre os arquirrivais Osasco e Rio de Janeiro pela Superliga Feminina de Vôlei.

“O ginásio lotado, torcida presente em peso também do lado de fora para conferir o jogo num telão. O seu time está em segundo lugar e vai enfrentar o líder da competição que, por sinal, é o seu maior rival. Para apimentar mais ainda o enredo, é o último jogo da fase classificatória e você quer muito a primeira colocação para ter uma vida mais fácil nas quartas-de-final.
“É Libertadores? É Champions League? Putz, é NFL!” Não. É Superliga Feminina de Vôlei, temporada 2013. E o jogo era o clássico dos clássicos da Superliga: Osasco vs Rio de Janeiro. Se você não entende patavinas de vôlei, o confronto equivale a um Grêmio e Internacional.
De ambos os lados, elencos com jovens talentos já convocadas para seleções juvenis, bem como medalhistas olímpicas de Atlanta à Londres. Pegue isso tudo e junto com a sinopse lá de cima e temos a expectativa de um jogo memorável, épico e dramático.
O embate, por muito pouco, não virou um ringue de gel. A torcida do Osasco não somente vaiou o Rio e a arbitragem, como recorreu de forma unânime aos insultos, como por exemplo, chamar a oposta Sarah Pavan de burra e, conforme o esperado, mirar boa parte das vaias e “palavras carinhosas” a ponteira Nathália. Algumas jogadoras do Osasco recorreram em partes a mesma estratégia das cubanas em 1996, ou seja, comemoração excessiva para desestabilizar o emocional adversário.
A postura de algumas jogadoras do Osasco foi algo preocupante, ainda mais em se tratando que algumas delas são campeãs olímpicas, jogadoras da atual seleção. Não foi agradável ver Adenízia e Jaqueline comemorando mais efusivamente que o normal, indo pedir apoio da torcida (desnecessário quando se joga dentro de casa com 5.000 pagantes torcendo a favor), bem como ver Jaqueline, após receber um toco, dar uma bolada esquisita em Juciely (lance que despertou polêmica, pois no final do jogo a jogadora foi evasiva e não disse se o lance foi sem querer).
Todo o clima de provocação, seja da torcida, seja de algumas jogadoras, deu certo em partes. Natalia, o principal alvo da torcida, errou muito em quadra e acabou sendo trocada por Régis já no meio do terceiro set. Juciely, que chegou a chorar ao ser substituída uma vez por Bernardo e também devido a tensão do jogo, entrou no clima de provocação no tie-break e chegou a encarar a Jaqueline após um lance favorável do Osasco.
Tal postura é preocupante? Sim, afinal de contas, aposto que muitas dessas jogadoras não apoiaram a postura das cubanas em 1996, além de serem jogadoras de seleção, onde cada jogo requer uma postura a mais comportada o possível. Aposto que muitas não querem ver o vôlei transformado num futebol, e justamente nos pontos negativos. E arrisco dizer que se fosse o adversário quem tivesse tomado tal postura, elas estariam reclamando até o presente momento de atitude antidesportiva.
Mas a maior polêmica de todas ainda estava por vir, antes do início do tie-break, momento que rende cartão amarelo para Bernardo e Luizomar e por pouco não prejudicou as jogadoras em quadra. A polêmica foi a seguinte: Fofão perdeu o fôlego no final do terceiro set, o set da virada para o Rio. Jogando aos 42 anos de idade, num ritmo frenético nas últimas rodas, a levantadora teve que ser substituída no quarto set pela reserva Roberta. Bernardo complementou em entrevista que a levantadora fica até três dias sem treinar quando o Rio tem jogos que vão até o tie-break, justamente devido a sua idade, portanto a atitude foi para poupar a jogadora de qualquer desgaste que a prejudicasse no momento e nos playoffs da Superliga.
Mas parece que Luizomar não gostou, juntou a forma apática de jogar do Rio com a substituição, mais os erros da arbitragem para chamar o jogo do Rio e a substituição de levantadora de “desrespeitoso e menosprezo”. Bernardo poderia ter ignorado Luizomar, mas preferiu responder de forma nada educada – e a TV pegou e passou esta parte. Se vocês não conseguem ter uma visão do bate boca, apenas se lembrem de Tite e Felipão no célebre episódio “fala muito”. Ao final do jogo quando todos já rumavam aos vestiários, mais bate boca entre assistentes técnicos podia ter terminado em troca de tapas.
Jaqueline teve razão absoluta ao dizer que tal confusão entre os técnicos acaba por prejudicar o jogo. Se as atitudes descabidas dos técnicos influenciam os times, a atitude dos atletas pode influenciar suas torcidas. Pressupondo que um esporte onde há emoção de sobra e uma liga competitiva que cresce e atrai cada vez mais torcedores tende a desenvolver alguns fanáticos no meio, então podemos nos preocupar com o surgimento de gente mais insensata e que reaja de forma agressiva. Não é exagero pensar assim – ou vocês acham que o futebol sempre foi antro de grupos fanáticos, de expressão máxima da testosterona? Troca de farpas em redes sociais já existe, com torcedores de um time invadindo o espaço do rival apenas para provocar – e seria ótimo que ficasse só nisso.
Talvez nada disso passe na cabeça dos atletas de vôlei, mas ao menos no Brasil o assunto talvez precisa começar a ser encarado com maior zelo. Todo esse clima de nervosismo, frustração e acerto de contas por pouco não transformou um super clássico num jogo banal de várzea, daqueles que assistimos por falta de programação melhor na TV e que vira notícia negativa no dia seguinte.
Patético ver o vôlei tomando contornos do esporte bretão justamente nos detalhes que menos é preciso.

VÔLEI: Vivendo um Sul Americano no Peru como espectadora 'in loco'

28 de dezembro de 2012 6

O próximo post não é de minha autoria. Há cerca de dois meses, minha esposa Mariane Batista foi para o Peru acompanhar o Campeonato Sul-Americano de Vôlei Feminino Infanto-Juvenil. De lá, saiu impressionada com a relação entre o Peru e o Vôlei, especialmente o feminino, já que o país sul-americano foi medalhista olímpico nos anos 80. E é esta história que ela irá nos contar:

Mariane Batista torcendo pelo Brasil no Sul-Americano de Vôlei - Arquivo Pessoal

Em meados de agosto por meio de uma brincadeira surgiu a oportunidade de irmos, eu e minha irmã Márcia, até Lima (Peru) assistir ao Campeonato Sul Americano de Voleibol Infanto Juvenil Feminino. Teríamos a oportunidade de ver de perto minha sobrinha-afilhada atleta, Lyara, jogar pela Seleção Brasileira. Pesquisamos, conversamos, entramos em contato com um ótimo site de vôlei, o Vive Voley e através dele confirmamos as datas e posteriormente as tabelas de jogos.

Mari e a sobrinha Lyara Batista Medeiros, atleta da Seleção - Arquivo Pessoal

No tempo entre a decisão de ir e o campeonato, aconteceu o Campeonato Sul Americano Juvenil Feminino. Acompanhava o desempenho do Brasil através das redes sociais e consegui assistir à final entre Brasil e Peru pela internet… Após esse jogo tive certeza que não seria nada fácil estar lá, pois percebi que os peruanos gostam bastante de Vôlei, gostam não, são fanáticos e pelas categorias de base, uma vez que hoje eles não tem força na categoria adulta. A torcida de quase 6000 pessoas no ginásio no dia da grande final (uma segunda feira, 18h…) que vibrava a cada ponto conquistado por sua seleção, calou-se quando o time juvenil Brasileiro sagrou-se Campeão. Mas o canal de TV peruano que transmitiu on line o jogo, mostrava sempre a sua bela torcida, suas atletas guerreiras e seu povo…
Organizamos nossas datas de forma a estar lá para assistir ao 3º jogo da fase classificatória e fase final, incluindo a semi e a final. Com a certeza que a final seria entre os times mais fortes, o favorito Brasil e o dono da casa Peru, precisava muito ter os ingressos garantidos para o espetáculo. Contatando o site, fiz um novo amigo, Nano Gonzales que foi muito paciente na interminável troca de e-mail’s e em esclarecer todas as dúvidas que eu tinha. Sempre se mostrou solícito e muito educado e no meu desespero nos e-mail’s a dois dias da ida para o Peru, ofereceu-se para comprar os ingressos para nós.
Chegando o grande dia de assistir o primeiro jogo, um sábado a tarde, nos deslocamos até o Coliseo Miguel Grau em Callao e lá já na entorno do complexo esportivo percebi que não seria fácil…   Entrando no ginásio, sentamos no meio da torcida peruana e assistimos a um jogo que acontecia antes do “nosso”… E mesmo sem ser a Seleção da casa jogando a torcida vibrava bastante. O jogo que assistimos era Brasil X Argentina e a torcida peruana torcia SEMPRE contra nós, mesmo que fosse seu próximo adversário, eles até vibravam com os belos lances, mas nunca assumiam torcer para o “favorito”.
Eu me questionava: Quem é esse pessoal que está aqui assistindo a esses jogos? Será que moram aqui perto? (Callao é um município da Grande Lima) Será que suas familiares estarão em quadra pela Seleção Peruana? Que nada, são pessoas que gostam de vôlei, são novos, crianças, adultos, idosos… gente de todo tipo e classe social.
Após a vitória das nossas meninas sobre as “hermanas” Argentinas, assistimos ao jogo entre Peru X Chile, agora já sentadas mais afastadas da torcida mais eufórica. Nesse momento observei a grande torcida peruana que levaram seus tambores e cornetas para torcer com seus rostos pintados de vermelho e branco. O Brasil passeou sobre o Chile na semi final e após aconteceu o jogo entre Peru e Argentina, ganhando os donos da casa no tie break em um jogo muito emocionante.
No dia da grande final, senti um arrepio ao entrar no Miguel Grau, ginásio dito amaldiçoado pelos peruanos, uma vez que havia alguns Campeonatos que o Peru estava disputando títulos e não ganhava.  Eles tiveram três eliminações em torneios internacionais desde 2008 nesse ginásio. Acredito que dizem ter fantasma porque o Complexo Miguel Grau fica em frente a dois enormes Cemitérios.
A grande final foi um lindo e emocionante jogo. Acredito que além das 12 atletas e comissão técnica, estavam lá torcendo pela Seleção Brasileira, Rafael Petry, técnico da Seleção Colombiana que além de brasileiro é Gaúcho, o técnico Antonio Rizolla que é Diretor de Seleções da CBV, uma moça da imprensa brasileira e nós, eu a minha irmã Marcia.

Os outros 6000 presentes eram torcedores peruanos que viram seu Peru ser Campeão Sul Americano após 32 anos sem nenhuma vitória, 3×2 na decisão! Para eles foi ganhar a Copa do Mundo… o país parou, todos sabiam do jogo, todos assistiram ao jogo e inclusive a sua reprise 24 horas após… 80% dos jornais tinham o Peru Campeão em sua capa, enfim, eles respiram o Vôlei!

Todos os jornais peruanos no dia seguinte à vitória - Arquivo Pessoal

Foi uma experiência única e inesquecível, claro que a idéia era trazer o Ouro para casa, mas não foi possível por diversos fatores. É capaz de eu ser  “mal entendida” pelo que vou escrever, porém mesmo que o “preço” tenha sido ver nossas meninas tristes, eu posso dizer que estive num evento desportivo que entrou para a história do Peru.  Fiquei triste também, é claro, mas no esporte é assim, um vence e o outro perde, e naquele 26 de novembro foi o dia do Peru vencer e fazer o país parar e comemorar seu título!
TODAS as mídias no momento seguinte, e nos dias seguintes ao término do jogo tinham esse assunto, rádios, canais de TV, inclusive com transmissão ao vivo da frente do hotel de las Campeonas…

Dia seguinte, e a final ainda era o assunto do país - Foto Arquivo Pessoal

Foi bonito, foi mágico, foi emocionante!

Gaúchos se destacam em maior torneio de vôlei do país: 1 título e 5 pódios

04 de novembro de 2012 7

A Taça Paraná, principal competição de vôlei do Brasil em categorias de base, se encerrou neste sábado no Ginásio Tarumã em Curitiba com as finais da seis modalidades envolvidas. Foram mais de 400 jogos na capital paranaense envolvendo equipes de todo o país nas categorias mirim, infantil e infanto-juvenil, masculino e feminino.

Os troféus dos campeões da 12º Taça Paraná - Foto: Divulgação Federação Paranaense de Vôlei

Os troféus dos campeões da 12º Taça Paraná - Foto: Divulgação Federação Paranaense de Vôlei

O vôlei gaúcho, um dos mais fortes do país, conquistou um título e subiu ao pódio em quase todas as outras categorias, nesta que foi a 12º edição do torneio. O único time gaúcho campeão foi na categoria infantil masculino, vitória da SOGIPA sobre o Círculo Militar/Dom Bosco-DF por 3×2. Depois da vitória, o time treinado pelo sempre competente Marcão, imitou os ídolos do profissional e fez o já conhecido “peixinho da vitória“, seguido pelo hino do Rio Grande do Sul. Curtam a festa da gurizada:


O maior vencedor deste ano foi novamente o Fluminense, repetindo o feito de 2010: o time carioca venceu 3 finais e ficou em segundo lugar em mais uma decisão, perdendo para o Tijucas/RJ a final do Infanto-Juvenil masculino. A SOGIPA e o União, ambos de Porto Alegre, perderam suas respectivas finais (veja quadro abaixo) justamente para o Fluminense.

A Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo e a APAAVOLEI/Marcopolo de Caxias do Sul também subiram ao pódio. Outros dois times gaúchos que disputaram a competição foram o Colégio Sinodal, de São Leopoldo, e o Colégio Martin Luther, de Estrela.

TODOS OS CAMPEÕES

  • Mirim masculino: não tivemos gaúchos no pódio.
  • Mirim feminino – 3º lugar SOGIPA (Porto Alegre)
  • Infantil masculino – 1º lugar SOGIPA (Porto Alegre)
  • Infantil feminino – 2º lugar Grêmio Náutico União (Porto Alegre)
  • Infantil masculino – 3º lugar: Sociedade Ginástica (Novo Hamburgo)
  • Infanto-Juvenil masculino: 3º lugar APAAVOLEI/Marcopolo (Caxias do Sul)
  • Infanto-Juvenil feminino: 2º lugar SOGIPA (Porto Alegre)
PREMIAÇÕES INDIVIDUAIS
  • Melhor atacante Infantil masculino: Bruno (SOGIPA)
  • Melhor levantadora Infantil Feminino: Julia (Grêmio Náutico União)
  • Melhor levantador Infantil: Pietro (SOGIPA)
  • Melhor jogadora Infanto: Caroline (SOGIPA)
  • Melhor jogadora Infantil: Paloma ( Grêmio Náutico União)

ENTREVISTA - Paulão avalia os 20 anos da conquista do ouro em Barcelona!

09 de agosto de 2012 0

Há exatos 20 anos o Brasil conquistou sua primeira medalha de ouro em um esporte coletivo. Foi no voleibol masculino, vitória de 3×0 sobre a Holanda no dia 09 de agosto de 1992. O time brazuca, treinado por Zé Roberto Guimarães, tinha Maurício, Marcelo Negrão, Paulão, Carlão, Tande e Giovane como titulares, e mais Amauri, Talmo, Pampa, Jorge Édson, Janélson e Douglas no grupo campeão.
Ali iniciou-se a pavimentação de um caminho que ainda nos daria três campeonatos mundiais (2002, 2006 e 2010), o bicampeonato olímpico em Atenas (2004) e mais uma medalha de prata (Beijing, 2008), além de nove títulos de Liga Mundial. Na campanha vitoriosa em Barcelona foram sete vitórias, e apenas três sets perdidos, lutando contra o favoritismo de nações mais tradicionais no esporte.
Algozes de 1984 e 1988, na chamada “Geração de Prata”, os Estados Unidos eram os favoritos ao lado da Itália, então tricampeã da recém-criada Liga Mundial de Vôlei. Quarto lugar em Seul, o Brasil buscava superar a prata de Los Angeles e buscar o ouro. Era um time jovem, com três atletas que haviam disputado a Olimpíada anterior ( Paulão, Pampa e Maurício) e Amauri, que também esteve em Seul e foi ainda medalhista de prata em Los Angeles.

Para marcar este momento histórico do esporte nacional, o Almanaque Esportivo entrevista um dos atletas mais importantes daquela conquista. Paulo André Jukoski da Silva, ou simplesmente Paulão. Este gaúcho de Gravataí é um dos mais bem sucedidos atletas da história do volêi brasileiro. Campeão Olímpico nos Jogos de Barcelona em 1992,  atualmente comanda a APAV/Canoas, campeão da Superliga-B em 2011 e que irá disputar a Superliga Nacional de Volêi Masculino em 2012.
Casado com Cláudia, pai de Pedro e Pietra (também jogadores de vôlei), Paulão concedeu esta entrevista para o Almanaque Esportivo a respeito dos 20 anos da história conquista no Palau Sant Jordi, em Barcelona.

ALMANAQUE ESPORTIVO: Olá, Paulão, seja bem-vindo ao Almanaque Esportivo e, mais uma vez, parabéns pelos 20 anos da conquista de ouro em Barcelona. Qual é a análise que você tem do impacto daquela que foi a 1º medalha de ouro em esportes coletivos do Brasil em Olimpíadas?
PAULÃO: Prazer estar com vocês! Mudou a visão, o espírito! Começamos a acreditar que podíamos ganhar dos outros países! Mas, com certeza, em nós mesmos!

Paulão, com a medalha de ouro - Foto: Arquivo Pessoal

ALMANAQUE ESPORTIVO: A base da equipe vinha de um sofrido Mundial em 1990, disputado no Brasil. A derrota dramática contra os italianos por 3×2 nas semifinais, abateu o time que perdeu também a disputa do 3° lugar para a União Soviética. Além disto, você, Maurício, Amauri e Pampa também tinham sofrido revés idêntico em Seul, perdendo na semifinal para os EUA e na disputa do bronze para a Argentina. Como estava o emocional daquele jovem time, de média de idade de 24 anos, para os jogos em Barcelona?
PAULÃO: Ninguém acreditava em nós! Mas foi bom … Começamos uma história de superação e criamos e escrevemos a nossa história.
ALMANAQUE ESPORTIVO: Qual foi o jogo mais difícil? A semifinal contra os Estados Unidos, depois de toda a carga emocional das Olimpíadas de Los Angeles e Seul?
PAULÃO: Os americanos adoram olimpíadas! Treinam para ela! E entraram dispostos a vencer de qualquer maneira! Mas estávamos muito leves e focados! Sem duvida o jogo mais difícil.

ALMANAQUE ESPORTIVO: A quele time era muito jovem, jogadores de destaque como Maurício, Tande, Giovane e Marcelo Negrão eram muito jovens. Como era lidar com aquela garotada?

PAULÃO: Foi muito fácil! Não existia vaidades! Fica fácil de conversar , cobrar e pedir algo! Queridos amigos!
ALMANAQUE ESPORTIVO: Depois do título, o que mudou em tua vida? Os salários melhoraram? O apoio das empresas e da mídia ao vôlei mudou? Ou já naquela época o esporte era bastante estruturado?
PAULÃO: A vida sem dúvida mudou! Uma loucura … Melhoraram os salários! Uma pena que não temos aposentadoria remunerada!!! Mas o esporte no Brasil ainda necessita de muito investimento, principalmente na base educacional.
ALMANAQUE ESPORTIVO: E como vê o atual momento? O time está desgastado depois dos 10 anos com Bernardinho ou o tricampeonato olímpico ainda é possível? Você considera que o ciclo “Bernardinho” está próximo de terminar?
PAULÃO: Os dois técnicos são exelentes e mostram isto a cada campeonato! E quando se trabalha com pessoas é assim mesmo, repleto de altos e baixos! O diferente Sao as outras equipes que querem ganhar de qualquer maneira.
ALMANAQUE ESPORTIVO: Finalize com a expectativa, os reforços e quais são os objetivos da APAV/Canoas na Superliga Nacional de Volêi? Até onde o time pode chegar?
PAULÃO: É um projeto novo e com alguns valores maravilhosos! E nosso objetivo é classificar entre os oito finalistas !!! Mas deve vir reforços ainda ! Mas ainda é segredo…

Paulão, comandante da APAV/Canoas - Foto:Felipe Lause_Divulgação PMCA

Vamos aguardar… Enquanto isto, comemorem o título de 1992 mais uma vez:

RS é vice-campeão feminino de vôlei infanto: Rio conquista o bicampeonato!

28 de maio de 2012 1

Em uma final equilibrada, o Rio de Janeiro se sagrou bicampeão brasileiro de Vôlei Feminino Infanto-Juvenil (Sub-17) neste sábado em Rezende-RJ. Na decisão, as cariocas bateram o Rio Grande do Sul por 3 sets a 1, parciais de 25/21, 25/21, 29/31 e 25/19.  Em terceiro lugar ficou o time São Paulo  enquanto o surpreendente Pará terminou no 4º lugar.

Seleção Gaúcha vice-campeã brasileira de Vôlei Feminino Infanto-Juvenil - Divulgação FGV

Na decisão, cinco atletas campeãs sul-americanas infantil pela Seleção Brasileira em 2011 estavam presentes: as fluminenses Drussyla Costa, Giulia (Gávio, filha do campeão olímpico Giovane) e a levantadora Thais; e as gaúchas Lyara Batista (Sogipa, de Porto Alegre)  e Sabrine Wagner (Martin Luther King, de Estrela).

Acompanhei o jogo com grande atenção e orgulho, afinal minha sobrinha Lyara Batista Medeiros (atleta da SOGIPA) foi a levantadora do time gaúcho. Até ano passado, Lyara era central mas este ano está apostando na posição de levantadora, com ótimo desempenho. A torcida foi grande lá em casa, mas o nível espetacular da atacante  Drussyla acabou garantindo o bicampeonato do Rio. Ao RS, um avanço: de 3º para o 2º lugar.

Lyara e Jordana, em uma das poucas vezes que pararam a espetacular Drusylla - Foto: site da CBV

EQUIPE GAÚCHA

Bárbara Thaís Krug, Fernanda Risco, Samara Goncalves, Victória Souza Strehl, Lyara Medeiros, Diana Pontalti, Camila J. Lau, Josyane Menezes, Jordana Jandrey, Sabrine Wagner, Anna Luisa Carneiro e Daniela Mors

COMISSÃO TÉCNICA

Rodrigo Rother (técnico) e Diogo Desbessel (auxiliar técnico)

CLASSIFICAÇÃO FINAL

  1. Rio de Janeiro
  2. Rio Grande do Sul
  3. São Paulo
  4. Pará
  5. Paraná
  6. Minas Gerais
  7. Pernambuco
  8. Ceará
  9. Goiás
  10. Maranhão
  11. Mato Grosso do Sul
  12. Mato Grosso

VEJA TAMBÉM:

Brasil conquista Sul-Americano Infantil de Vôlei Feminino no Uruguai

28 de novembro de 2011 4

Depois de conquistar o título no masculino, foi a vez das meninas brilharem. Em Canellones, no Uruguai, o Brasil derrotou o Peru por 3×0 no ginásio Sérgio Matto e sagrou-se campeão do 1º Sul-Americano Infantil de Vôlei, parciais de 25/21, 25/21 e 25/23.Depois de um primeiro set mais complicado, o Brasil superou o potente saque peruano, que joga junto há 2 anos e é tradicional no esporte, e conquistou o título.

Tive o prazer de ver o jogo, em um streaming de um canal de TV uruguaio, com um sabor especial, afinal a minha sobrinha Lyara Medeiros, afilhada de minha esposa Mariane Batista, estava entre as convocadas. Ela, atleta da Sogipa, e Sabrine Wagner, do colégio Martin Luther King (Estrela) foram as gaúchas na competição.

Minha esposa Mariane com as campeãs Sabrine Wagner (esq) e a sobrinha Lyara Medeiros (dir)

O Brasil só perdeu um jogo no torneio, contra o Peru na 4º rodada, ficando em segundo na primeira fase. Na semifinal, em um jogo duríssimo, superou a Argentina por 2×1. Na final, a única partida disputada em cinco sets, o Brasil conseguiu mostrar seu maior potencial técnico. O treinador vitorioso foi Maurício Thomas.

Bloqueio gaúcho de Lyara e Sabrine - Foto www.voleysur.org

AS CAMPEÃS
Thaís (levantadora), Drussyla e Juliana (opostas), Giulia (Gavio, filha do campeão olímpico Giovane), Hellen, Karoline, Lorenne e Sabrine (ponteiras), Amanda, Lyara e Marina (centrais), além da líbero Luiza.

Time e comissão técnica campeão - Foto: Renata Cibele Imbuzeiro Andrade

Destaques individuais:

  • Drussyla – melhor jogadora
  • Amanda – melhor bloqueio
  • Luiza – melhor líbero

CAMPANHA

  • Brasil 2 x 0 Colômbia (25/17 e 25/23)
  • Brasil 2 x 0 Venezuela (25/18 e 25/14)
  • Brasil 2 x 0 Argentina (25/20 e 25/23)
  • Brasil 2 x 1 Chile (24/26, 25/23 e 15/12)
  • Brasil 2 x 0 Uruguai (25/13 e 25/7)
  • Brasil 0 x 2 Peru (24/26 e 23/25)
  • Brasil 2 x 0 Paraguai (25/7 e 25/15)

SEMIFINAL

  • Brasil 2 x 1 Argentina (25/20, 26/28 e 16/14)

FINAL

  • Brasil 3 x 0 Peru (25/21, 25/21 e 25/23)

Com metade do time do RS, Brasil é campeão Sul-Americano Infantil de Vôlei

21 de novembro de 2011 2

Neste domingo, o Brasil se sagrou campeão sul-americano masculino de vôlei na categoria infantil. No Coliseu em Guayaquil, Equador, o time brasileiro venceu, de virada e com um dramático 5º set, a arquirrival Argentina por 3×2, parciais de 23/25, 25/16, 24/26, 25/16 e 19/17.

Este é o primeiro fruto de um trabalho de renovação da organizadíssima Confederação Brasileira de Vôlei, que formou categoria infantil nos naipes masculino e feminino, para que se possa trabalhar com antecedência a renovação do vôlei nacional. O próximo passo é o Campeonato Sul-Americano Infantil Feminino, que começa nesta segunda-feira no Uruguai.

Para o Rio Grande do Sul, o torneio foi ainda mais especial, pois a metade da equipe é composta por atletas radicados no estado: Lucas (On-Line), Fernando (UCS), Pedro Henrique, Enrico e  Nicolas (União), além de Douglas Bastos (SOGIPA). Detalhe: Pedro Henrique é filho de Paulão, campeão olímpico em Barcelona no ano de 1992.

Brasileiros comemoram o título - Reprodução site oficial: http://http://www.sudamericanomenores2011.com

Time campeão: Fernando e Pedro Henrique (levantadores), Enrico, Willian, Guilherme, Renan e Bruno (ponteiros), Lucas, Nicolas, Douglas Bastos e Douglas Souza (centrais), além do líbero Rogério.  O treinador campeão é Percy Oncken.

A campanha do Brasil no Sul-Americano no Equador:

Primeira fase

  • Brasil 1 x 2 Chile (25/14, 22/25 e 14/16)
  • Brasil 2 x 0 Argentina (25/15 e 25/18)
  • Brasil 2 x 0 Venezuela (25/21 e 25/21)
  • Brasil 2 x 0 Peru (25/9 e 25/11)
  • Brasil 2 x 0 Uruguai (25/13 e 25/7)
  • Brasil 2 x 0 Equador (25/19 e 25/20)
  • Brasil 2 x 0 Colômbia (25/16 e 25/16)

Semifinal

  • Brasil 2 x 0 Venezuela (25/15 e 25/14)

Final

  • Brasil 3 x 2 Argentina (23/25, 25/16, 24/26, 25/16 e 19/17)

Melhor jogador: Enrico Zappoli

Melhor recepção: Enrico Zappoli

Melhor levantador: Fernando Kreling

Melhor líbero: Rogério Carvalho Filho

Seleção Brasileira de Volêi Masculino : A melhor em esportes coletivos de todos os tempos!

17 de outubro de 2010 1

No último domingo, a Seleção Brasileira Masculina se sagrou tricampeã mundial de Vôlei ao massacrar Cuba por 3 sets a 0. Feitos inigualáveis em qualquer esporte tem marcado a “Era Bernardinho” na Seleção Brasileira de Vôlei Masculino. Não tenho a mínima dúvida que este é o maior time de esportes coletivos da história do esporte mundial pela abrangência das conquistas e pela renovação que ocorreu, sem deixar a mínima chance. A Itália, outrora maior potência da categoria, já ficou para trás.

Na minha opinião, em uma única competição, ninguém jamais irá superar o “Dream Team” dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992. Nunca, em nenhum outro esporte, o mesmo time tinha 3 dos 20 maiores jogadores de todos os tempos: Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird.

Ele já havia obtido um sucesso impressionante nos seis anos comandando o time feminino entre 1994 e 2000, mas nada comparável ao que ocorreu imediatamente a seguir…

Seleção Brasileira comemorando títulos - Alguma novidade? - Foto: Juan Mabromata, AFP

Em 2008, escrevi um post intitulado “Até a Seleção Brasileira de Vôlei perde!” logo após a surpreendente derrota na semifinal da Liga Mundial em pleno Maracanãzinho para os Estados Unidos. Provando que seria a “nêmesis” brasileira, esta mesma equipe nos bateria na final dos Jogos Olímpicos de Beijing dois meses depois, conquistando o ouro e deixando a prata para o time de Bernardinho.

Mas o retrospecto é altamente positivo. Com exceção da Copa América, competição bianual que o Brasil perdeu 3 finais e foi campeão apenas uma vez em 2001, no resto é um espetáculo:  um título em Jogos Olímpicos (2004) e uma Medalha de  Prata (2008), um Pan-Americano (2007) e uma Medalha de Bronze(2003), cinco títulos do Campeonato Sul-Americano (2001, 2003, 2005, 2007 e 2009). E, os mais impressionantes para mim: 8 títulos em 10 anos na Liga Mundial de Vôlei (2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009 e 2010) e os três títulos em Campeonatos Mundiais (2002, 2006 e 2010)

Bernardinho assume a Seleção Brasileira Masculina de Vôlei em 2001

2001

  • Campeonato Sul-Americano – CAMPEÃO
  • Copa América – CAMPEÃO
  • Liga Mundial – CAMPEÃO
  • Copa dos Campeões – VICE-CAMPEÃO

2002

  • Campeonato Mundial – CAMPEÃO
  • Liga Mundial – VICE-CAMPEÃO

2003

  • Campeonato Sul-Americano – CAMPEÃO
  • Liga Mundial – CAMPEÃO
  • Copa do Mundo – CAMPEÃO
  • Pan-Americano – 3° Lugar

2004

  • Jogos Olímpicos – CAMPEÃO
  • Liga Mundial – CAMPEÃO

2005

  • Campeonato Sul-Americano – CAMPEÃO
  • Copa América – VICE-CAMPEÃO
  • Liga Mundial – CAMPEÃO
  • World Grand Champions – CAMPEÃO

2006

  • Campeonato Mundial – CAMPEÃO
  • Liga Mundial – CAMPEÃO

2007

  • Campeonato Sul-Americano – CAMPEÃO
  • Copa América – VICE-CAMPEÃO
  • Copa do Mundo – CAMPEÃO
  • Pan-Americano – CAMPEÃO
  • Liga Mundial – CAMPEÃO

2008

  • Liga Mundial – SEMIFINALISTA
  • Jogos Olímpicos – VICE-CAMPEÃO
  • Copa América – VICE-CAMPEÃO

2009

  • Liga Mundial – CAMPEÃO
  • Campeonato Sul-Americano – CAMPEÃO
  • Copa dos Campeões – CAMPEÃO

2010

  • Liga Mundial – CAMPEÃO
  • Campeonato Mundial – CAMPEÃO

Nikolay Karpol, o treinador maluco da Rússia e seus lendários gritos em quadra

15 de agosto de 2008 2

Nikolay Karpol foi um dos melhores treinadores do mundo de todos os tempos em qualquer esporte. Formado na melhor escola soviética, ele treinou a seleção feminina de vôlei da União Soviética, depois Rússia, por décadas. Metódico, estudioso, um legítimo estrategista e que usava todas as alternativas na incessante busca pela vitória.

Ganhou inúmeros títulos, mas também inúmeros desafetos. Sabem porquê? Porque ele era completamente maluco!

Berrava escandalosamente com as jogadoras, fazia reclamações monumentais, enquanto as disciplinadas mas atônitas atletas nem retrucavam (ou quase sempre não retrucavam). Por causa disto, Karpol era sistematicamente vaiado nos ginásios do mundo inteiro.

Como é que ele xingava esta lindinha?/V-Spirit.com

Quem nunca riu ou ficou constrangido com os xingamentos antológicos de Karpol em suas comandadas? Em especial, ele adorava xingar as levantadoras, quase sempre ruins e que abusavam na bola alta na entrada ou saída de rede. A belíssima  Tatiana Gratcheva (que tinha um considerável fã-clube no Brasil, eu incluído), recebeu a maioria do gritos ao longo de seus seis longos anos como levantadora titular da Rússia.

O mais incrível é que Karpol jamais OFENDEU nenhuma atleta. Acreditem nisto,  eram sempre frases de recriminação ou ordens táticas para as jogadores. Mas nunca baixando o nível. Querem um exemplo?

Na final de 1988 em Seul, quando a União Soviética levava 2×0 do Peru em uma memorável decisão, Karpol gritou o tempo todo com as atletas soviéticas em um tempo, quando o Peru vencia por 12 a 6 e estava a três pontos do título olímpico (lembrando que na época a pontuação tinha o conceito de vantagem, e os sets terminavam em 15).

Irina Smirnova, atacante que adorava a vó, não acertava os seus potentes ataques naquele dia. Ele perguntou, aos berros, o que ela faria quando voltasse para casa e encontrasse sua vó. Após repetir a pergunta, Irina começou a chorar.

O time soviético saiu do tempo mordido. As atletas reagiram de maneira incrível!  Ganharam o jogo na raça por 3 a 2, salvando vários match-points e conquistando a última medalha de ouro do país. Vejam a reação histórica após o tempo pedido por Karpol:

Ao todo, Karpol foi bicampeão olímpico, duas vezes medalha de prata, campeão mundial em 1990, eneacampeão europeu e tricampeão do Grand Prix. Ele  se aposentou em 2004 após a medalha de prata nos Jogos de Atenas. Nas semifinais, bateu o favorito Brasil salvando um incrível 24-19 no quarto set e um 12-9 no quinto set.

Sempre terei de dar essa explicação: sou um ator, fazendo minha performance. No entanto, as jogadoras criam as personagens, certa vez disse Karpol.

Outra frase marcante: “Os torcedores foram um dia 30% da vitória, mas fãs como aqueles não existem mais. Hoje podemos creditá-los uns 20%, na Turquia e no Brasil, por exemplo.”

Com vocês, Nikolai Karpol: