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Posts com a tag "Acidente"

TÚNEL DO TEMPO: Há dez anos, morria o jovem atacante Mahicon Librelato

28 de novembro de 2012 10

Peço uma licença poética e reproduzir um texto antigo meu. Há exatos 10 anos, em uma curva da Avenida Beira-Mar em Florianópois, o Internacional perdia seu mais promissor jogador: Mahicon Librelato. Duas semanas antes havia salvado o clube do rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2002, em uma calorenta tarde de Belém contra o Paysandú:

Librelato comemora seu último gol na vida - Foto:Fernando Gomes/ZH

Técnico e raçudo, Librelato caiu nas graças da torcida. Foi o único atleta comprado em definitivo no dramático e complicado primeiro ano da “Era Fernando Carvalho” no Internacional.

O sentimento daquele dia pode fazer uma maior justiça ao que senti e ainda sinto. Então vou reproduzir o e-mail que escrevi cerca de 1 hora após saber da morte dele por uma página de jornal que, em um primeiro momento, eu simplesmente não acreditei. Em homenagem ao jovem ídolo, uma faixa singela há muitos anos perdura no Beira-Rio:

Librelato VIVE7 - Foto: www.scinternacional.net

Então, deixo aqui a redação que escrevi há dez anos, ainda estudante na UFRGS, ainda solteiro, ainda com cabelos e mais jovem:

Sex, 29 de Nov de 2002 8:14 am
“Alexandre Perin”

Assunto:

Ano passado soube que o Grêmio queria um centroavante do Criciúma, seu nome era esquisito. Mahicon Librelato. Como o Cruzeiro também o quis, pensei: deve ter algo bom aí

Passei a cuidar ele na Série B. Vi muitos jogos no PPV, alguns do Criciúma. Mesmo sendo um time horrível, via que ele jogava boas partidas e sempre marcava um golzinho. No dia da última rodada, ele marcou o gol da salvação jogando com o ombro deslocado e salvou o Tigre da Série C.

Começaram os boatos de que o Inter e o Grêmio tentariam trazê-lo. O Cruzeiro desistira pelo passe alto. O Eduardo Jordão, amigo de longa data, sempre dizia: POR FAVOR, CONTRATEM ELE, JOGA MUITO. E eu concordava com ele.

Depois de uma arrastada negociação, batido o martelo: 750 mil reais, mais o passe de Paulo César e André Gheller e mais os empréstimos de Juca e Thiago Belmonte até junho de 2003.

Librelato, ainda se recuperando do ombro deslocado, só entraria no time em abril. Seu primeiro jogo, perdemos por 2×1 para o Atlético-MG mas ele marcou o gol. Depois marcaria no jogo seguinte, também contra o Galo e na Copa do Brasil. Fez outro contra seu ex-time, o Criciúma.

Como o semestre acabou ali, o Inter foi jogar amistosos. Ele não fez gol em amistoso, então perdeu a vaga no time titular. Recuperou só na metade do Brasileirão. Fez gols contra o Santos, Bahia, Portuguesa, Goiás, Atlético-PR… Mas o Inter seguia perto da zona de desespero.

Ao final do jogo contra o Cruzeiro, a imagem mais marcante era de Librelato, um catarinense que tinha se identificado com o Internacional, chorando copiosamente assim como milhares de torcedores nas arquibancadas e milhões pelo mundo afora.

Então, naquela tarde de 17 de novembro, ele começou a redenção colorada. Marcou o primeiro gol da vitória sobre o Paysandu. O pesadelo terminava ali, e ele era um dos responsáveis pelo salvamento.

Ontem, em uma chuva torrencial na capital dos catarinenses, seu carro caiu no mar e ele morreu.
Nunca tinha visto um jogador do Inter morrer.

É uma sensação ruim. Ruim não, péssima. Ainda mais quando era um jogador do clube, identificado, jovem, com um potencial imenso e que a torcida tinha grande carinho.

Aí, pessoal, dói bem mais…

É, amigos…

Tem coisas que só acontecem com o Internacional. Às vezes chega a ficar difícil continuar acreditando, mas eu continuo.

A fé colorada removeu montanhas ao longo da história, e um dia isto terá que ser premiado novamente,

Alexandre Perin
*****************************
Ciência da Computação
UFRGS-Brasil ICQ : 16295501

http://perin.malukices.com

LEIA TAMBÉM

F-Truck: Piloto sofre fraturas em acidente grave no treino em Guaporé

13 de outubro de 2012 2

Diumar Bueno, piloto da Fórmula-Truck, sofreu diversas fraturas após um grave acidente ocorrido neste sábado na etapa de Guaporé-RS. Bueno perdeu os freios de seu caminhão, que saiu da pista, depois novament ecruzou a pista, bateu nos pneus e despencou em um barranco de 15 metros.

Consciente, foi resgatado pela equipe de socorro e não corre risco de morte, mas sofreu fraturas nas pernas e no braço direito. Vejam as imagens:

Curioso lembrar que o mesmo Diumar Bueno se envolveu no acidente espetacular, sem tanta gravidade, com Bruno Junqueira em 2010 no circuito de Interlagos, também pela Fórmula-Truck. Esta batida foi citada aqui no Almanaque Esportivo naquela época:

NASCAR - Acidente com 25 carros na última volta em Talladega: sem feridos

08 de outubro de 2012 0

Últimas voltas na NASCAR normalmente são perigosas e emocionantes. Às vezes as duas coisas. Na corrida deste domingo em Talladega, vencida por Matt Kenseth, um acidente iniciado por Tony Stewart e Michael Waltrip envolveu nada menos que 25 carros.  Ninguém se feriu com gravidade, e dos 25 carros envolvidos, 17 ainda conseguiram passar na linha de chegada danificados, enquanto oito ficaram parados após o acidente.

Depois de uma bandeira amarela, Stewart liderava seguido por Kenseth, que assumiu a liderança na penúltima volta. Com os carros muito próximos entre si, Casey Mears tocou na traseira de Waltrip, que acertou Stewart. Na confusão, este foi jogado para cima, caindo sobre outros pilotos, enquanto Waltrip bateu forte no muro e ricocheteou, acertando outros pilotos. Vejam as cenas:

Além de Kenseth, Jeff Gordon e Kyle Busch escaparam da batida, além dos outros 17 pilotos que se acidentaram e conseguiram se arrastar até a linha de chegada. O acidente lembrou o mais dramático da história do automobilismo norte-americano, quando 37 carros bateram em Daytona no ano de 1960, em um acidente chamado simplesmente de “The Big One” (“O Grande”).

Outro acidente marcante foi na última volta, também em Daytona, em 1976. David Pearson e a lenda Richard Petty bateram disputando a vitória da corrida. Já em 2009, também em Daytona, Carl Edwards e Brad Keselowski bateram faltando duas voltas para o final. Todas estas histórias já foram contadas no Almanaque Esportivo:

  • Semana HAVOC III: “The Big One”, Daytona 1960
  • Memória: chegada incrível em 1976 na NASCAR
  • NASCAR: milagre evita tragédia e reabre discussão sobre segurança – 2009
  • 500 Milhas de Daytona 2011: Montoya roda e bate em carro de serviço, que explode!
  • F1: Acidente em Spa reabre discussão sobre segurança da cabeça dos pilotos

    05 de setembro de 2012 0

    A violenta batida na curva La Source, 1º volta do GP da Bélgica de Fórmula-1, reabre uma antiga discussão a respeito da segurança dos pilotos. Mais uma vez, por pura sorte, um piloto não sofreu uma grave lesão na cabeça ao ser atingido por um carro em alta velocidade. A Lotus do franco-suíço Romain Grosjean passou a centímetros da cabeça do espanhol Fernando Alonso.

    Coulthard passando a 3 cm de Wurz, por cima do volante - Reprodução TV

    Coulthard passando a 3 cm de Wurz, por cima do volante - Reprodução TV

    Vou ser franco com vocês, caros leitores, o problema para mim é um só: o risco sério de uma decapitação. Considero imprescindível que o Instituto FIA intensifique estudos para alternativas protegendo as laterais dos pilotos, sem desvirtuar o esporte. Muitas vezes pensei em uma espécie de cabine, mas o risco disto ficar travado em caso de batida mais incêndio complica bastante a alternativa.

    Em 2007, no GP da Austrália, o incidente mais grave: David Coulthard dividiu uma curva com o austríaco Alexander Wurz e decolou. A lâmina do assoalho passou a 3 cm do capacete de Wurz.

    A melhor escolha talvez passe pela troca do material em torno das laterais do piloto, e uma melhor proteção daquela área, sem afetar os espelhos retrovisores. Isto evitaria, no GP do Brasil de 1994, a batida na cabeça de Martin Brundle (com a McLaren), atingido na cabeça por Jos Verstappen, que por sua vez havia sido jogado para fora da pista em uma manobra irresponsável do norte-irlandês Eddie Irvine. Sobrou ainda para o francês Eric Comas:

    Como a proteção seria ao lado, isto não evitaria o incidente de 1998 entre os norte-americanos Bryan Herta e Alex Barron na F-CART, em Elkhart Lake. Herta rodou sozinho e ficou ao contrário, quando Barron também rodou sozinho e ‘subiu em cima’ de Herta. Vejam:

    Riscos são inerentes a este esporte. Mas dá para minimizá-los.

    500 Milhas de Daytona: Montoya roda e bate em carro de serviço, que explode!

    28 de fevereiro de 2012 0

    Simplesmente caótica a edição de 2012 das 500 milhas de Daytona, a prova nobre da NASCAR norte-americana. Depois de diversos adiamentos por causa da chuva nas últimas 36 horas, a corrida finalmente ocorreu nesta segunda-feira à noite, ainda que em condições precárias.

    Na volta 160, sob bandeira amarela, o colombiano Juan Pablo Montoya teve um pneu furado e perdeu o controle do carro. Para azar supremo, bateu no caminhão-turbina (que é usado para secar a pista) que estava em uma das curvas do oval. No acidente, os dois carros pegaram fogo, muito devido à enorme quantidade de combustível de avião que o caminhão normalmente transporta.

    Montoya nada sofreu, mas o motorista do caminhão está no Centro Médico. As imagens mostram outro fiscal de prova correndo para ajudar o colega acidentado. A prova está com bandeira vermelha e a enorme quantidade de combustível incendiado derreteu o asfalto.

    Provavelmente a corrida será encerrada prematuramente, e terá uma bizarra vitória de Dave Blaney. Ano passado, ele  ficou em 32° lugar no campeonato, e nunca venceu em 28 provas, com apenas duas pole-positions.

    O "conto de fadas" se completa e Zâmbia é campeã africana após décadas de dor

    13 de fevereiro de 2012 0

    A Seleção de Zâmbia é campeã africana pela primeira vez em sua história. Conquistou o título contra a favorita Costa do Marfim nas penalidades por 8×7 , após um 0×0 no tempo normal e prorrogação. Só que esta não foi uma conquista especial por ser inédita, por ser o ponto máximo de toda a seleção da África.

    Zâmbia é campeã africana de nações - Foto: Issouf Sanogo, AFP

    Ela evidencia a redenção de uma nação, que enfim poderá homenagear seus mortos com uma conquista inesquecível. O jogo de ontem reuniu elementos de alegria, dor, frustração e uma saudade daqueles que se foram antes da hora… E nada mais singular, mais emblemático, mais significativo do que a decisão ter sido disputada em Libreville, no Gabão. Justamente o local da maior tragédia do esporte naquele país.

    Era uma vez um time jovem, que pela primeira vez se classificou para os Jogos Olímpicos. O ano era 1988, Olímpiadas de Seul. Este time, classificado ao lado de Tunísia e Nigéria, caiu em um grupo que tinha Iraque, Guatemala e a favoritaça Itália. No dia que este que vos escreve completava nove anos de idade (19 de setembro de 1988), os italianos de Mauro Tassotti, Ciro Ferrara, Steffano Tacconi, Andrea Carnevale foram impiedosamente goleados por 4×0. Três gols de Kalusha Bwalya. Guardem este nome…

    Líder da primeira fase, Zâmbia foi superado nas quartas-de-final pela forte  Alemanha Ocidental (de um tal Jurgen Klinsmann…) por 4×0 e ali se encerrava a primeira participação zambiana em uma competição de alto nível. E uma ótima impressão. Cinco anos se passaram e Zâmbia era a sensação do futebol africano. Com um futebol ofensivo, liderava seu grupo nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Passaram da primeira fase e estavam no triangular final com o favorito Marrocos e mais o Senegal. O craque do time, Kalusha Bwalya, jogava no holandês PSV Eindhoven e chegaria direto à Dakar, no Senegal.

    Antes do primeiro jogo, no dia 27 de abril, um avião da Força Aérea de Zâmbia levava a delegação, com 18 atletas e o treinador Godfrey Chitalu. O avião teve problemas no motor detectado na escala em Libreville, Gabão (isso, o local da conquista de ontem). Mesmo assim decolou, para cair no mar 500 metros depois da costa. Todos morreram, incluindo cinco jogadores que disputaram as Olimpíadas: Derby Makinka, Eston Mulenga, Richard Mwanza, Samuel Chomba e Wisdom “Mumba” Chansa. Apenas Bwalya , que ainda estava na Holanda antes de se reunir com a delegação, e Charles Musonda, lesionado e que estava na Bélgica, sobreviveram entre todos os 11 titulares.

    Era o momento mais trágico do esporte na jovem nação.

    Zâmbia chorou por seus mortos.

    O capitão e ídolo Bwalya levantou-se da dor e comandou uma revolução.

    O mundo da bola seguiu…

    Isto veremos ainda hoje, aqui no Almanaque Esportivo.

    CONTO DE FADAS DE ZÂMBIA

    Parte I: Jogos Olímpicos de 1988 e a tragédia aérea em 1993

    Parte II: Os anos perdidos (1993, 1994, 2006) e a glória na Copa Africana de Nações em 2012

    Torcedor Xavante faz campanha para que Copa FGF se chame "Claudio Milar"

    16 de janeiro de 2012 0

    Há exatos 3 anos e 1 dia, o Brasil de Pelotas viveu a noite mais trágica de sua existência. No dia 15 de janeiro de 2009, o ônibus que levava a delegação, dirigentes e jogadores do time após um amistoso em Santa Cruz do Sul perdeu o controle e saiu da pista, capotando. Imediatamente três pessoas morreram: o preparador de goleiros Giovani, o zagueiro Régis e o capitão, artilheiro e ídolo Cláudio Milar.

    Ônibus do Brasil de Pelotas após o acidente - Foto: Nauro Júnior (RBS)

    Depois de uma comoção generalizada na torcida Xavante, o sentimento de perda. O artilheiro dos mais de 100 gols pelo Brasil de Pelotas se foi. E é neste sentido que o torcedor Mateus Schneider está fazendo uma campanha em homenagem ao seu ídolo. O xavante quer que a Copa FGF de 2012 se chame “Copa Cláudio Milar”.

    Cláudio Milar - Eterno ídolo Xavante - Foto: Divulgação (clicRBSPelotas)

    Vejam a carta que ele está enviando para divulgar sua ideia:

    “Quem é Xavante vem comigo, quem não é mas RESPEITA o futebol do interior, apoia!

    Por: Mateus Schneider, técnico de Segurança no Trabalho, mateuschneider@yahoo.com.br

    Chamo-me Mateus Schneider, morador de Pelotas e torcedor do Grêmio Esportivo Brasil, o popular xavante.

    Não sei se esta mensagem um dia chegará até as mãos do senhor presidente Novelleto, mas gostaria de expor, neste canal de comunicação, um pedido.

    Tenho 28 anos, trabalho na Unimed Pelotas, casado, pai de um menino de dez meses (Murilo) e apaixonado pelo Brasil de Pelotas. Sou torcedor 100% xavante! Não tenho dois times… não sou Brasil e Inter ou Brasil e Grêmio… Sou xavante! Mais nada…

    Tenho meu nome na “Calçada da Paixão” (Espaço reservado aos fanáticos xavantes) e marco presença nas arquibancadas seja na primeira divisão do gauchão, seja na segundona (A2) ou no Brasileiro da C (e não irei abandonar agora na D…).


    Acompanho o meu time há anos, seja aqui em Pelotas, seja em outras cidades, me orgulho de dizer que sempre torcendo em paz, sem nunca ter me envolvido em qualquer tipo de problema. Nesses anos que frequento o Bento Freitas, aprendi a admirar um “certo castelhano”…

    Esse cara, que em 2004 tornou-se o maior artilheiro do país em um campeonato regional, que deixava zagueiros no chão, atuando como um legítimo ponteiro direito, cortando com a direita, trazendo de volta para esquerda e levando a “maior e mais fiel” ao delírio!

    Claudio Milar deixou de ser um simples jogador e se tornou o maior ídolo do centenário Grêmio Esportivo Brasil!

    Por aqui já passaram Galego, Bira, Joaquinzinho (aquele que seria trocado por Pelé…), Gilson “Cabeção” Luizinho Vieira, Felipão e Mano Menezes (técnicos) mas ninguém… ninguém conquistará o amor dessa torcida como o hermano teve, tem e terá!

    Naquele dia 15 de janeiro de 2009, chamado o dia que superamos ou a noite que não acabou como tratam o jornalista Eduardo Cecconi e o fotógrafo Nauro Júnior, perdemos Milar, Régis e Giovane.

    Lógico que o sentimento de dor ainda vive, mas também não serei hipócrita… Não haverá outro Claudio Milar!

    O sentimento que tenho (e posso falar por milhares de torcedores) com a partida desse, que seria esse ano aposentado e seguiria seu caminho no Xavante para um dia ser presidente, é muito forte! Ninguém aceita a partida…

    Quando aquele ônibus “rolou” barranco abaixo, todos os nossos sonhos, todas as nossas lutas, glórias, vitórias, ficaram espalhados em 30 metros de desespero…

    De la para cá, o meu time foi rebaixado (duas vezes – Gauchão e Brasileiro C), a torcida deixou de acreditar no time, nossa média de público é comparada a times que, com todo o respeito, não deveriam nem ser chamados de profissionais….

    O meu pedido vem, para levantar uma nação rubro-negra, que está tão ferida quantos seus atletas daqueles 15 de janeiro…

    O meu pedido vem, para homenagear um atleta, que por vontade de Deus, nos deixou há aproximadamente três anos…

    Por isso, faço sugestão à Federação Gaúcha de Futebol, com carinho… que a próxima Copa da Federação se chame Copa Claudio Milar!

    Fica aqui o pedido, não de um torcedor… fica aqui o pedido de um xavante que representa a tribo da raça do interior!

    Que a copinha de 2012 se chame Copa Claudio Milar.
    Um forte abraço e 2012 seja repleto de coisas boas para o nosso Brasil.

    GT Cup tem acidente múltiplo no GP de Macau

    20 de novembro de 2011 0

    O sempre perigoso GP de Macau deu um novo susto em um acidente grave. Desta vez foi na GT Cup, que reúne carros de elite como Ferrari, Porsche e Lamborghini, logo na terceira volta da corrida. Alguém deixou óleo na pista e o Ford GT de Frank Yu perdeu o controle no óleo, bateu e rodou. Mesmo com bandeiras amarelas duplas sendo freneticamente agitadas, a maioria dos pilotos não diminuiu a velocidade…

    Logo na sequência, o Porsche de Eddie Yau bateu de frente e ficou parado no meio da pista. Alguns carros desviaram antes da Ferrari de John Shen colidir violentamente na lateral do carro de Yau. Por muita sorte, este não se machucou já que acidentes com choques laterais são os mais perigosos em carros de GT (afinal, os carros não estão tão preparados para impactos laterais quanto frontais). Vejam as imagens:

    A corrida foi vencida pelo suíço naturalizado italiano Edoardo Mortara

    Piloto causa acidente de propósito na NASCAR, é suspenso e leva punição recorde

    07 de novembro de 2011 1

    Kyle Busch foi suspenso da NASCAR em todas as categorias no último final de semana por ter causado um acidente propositadamente contra Ron Hornaday na prova disputada em Fort Worth, Texas. Pelo absurdo acidente, no qual bateu duas vezes em Hornaday antes de causar uma bandeira amarela.

    De 26 anos e irmão mais novo do campeão Kurt Busch, Kyle corre pelas três categorias da NASCAR: Truck Series (caminhonetes), Nationwide Series (uma espécie de divisão intermediária) e Sprint Cup (a principal). Ele estava nos playoffs da Sprint Cup mas foi matematicamente eliminado da competição.

    Foi apenas a 3° vez que uma punição, valendo para todas as categorias, foi implementada nos 64 anos da categoria. Sob observação dos dirigente da categoria,  Busch foi ainda multado eme 50 mil dólares e, em caso de repetir conduta parecida, será banido da categoria.

    Arrependido, Busch declarou oficialmente que “estava fora de si no momento” e pediu desculpa ao adversário, que disputa o título da Truck Series, e também aos espectadores, aceitando todas as punições definidas pela direção da categoria.

    Vejam o incidente, primeiro Hornaday toca em Busch em um claro acidente de corrida. Porém este se descontrola e bate duas vezes propositadamente, até causar uma colisão. No vídeo, Busch é o carro 18 e Hornaday é o 33:

    Campeão Dan Wheldon morre em acidente catastrófico na F-Indy

    17 de outubro de 2011 0

    Mais uma vez, a Fórmula-Indy encerra a temporada em tragédia. Repetindo o ocorrido em 1999, quando o talentoso canadense Greg Moore morreu na última corrida da temporada, ontem a vítima foi o britânico Dan Wheldon. Campeão da categoria em 2005, o inglês morreu ainda na pista após seu carro decolar na traseira do veterano Paul Tracy e bater, de cabeça para baixo, no muro externo do oval de Las Vegas.

    Tragédia na última corrida de 2011 mata Dan Wheldon - Robert Laberge, AFP

    Posso afirmar sem nenhuma dúvida: este foi o acidente mais catastrófico que eu vi em mais de 25 anos acompanhando corridas de automobilismo, seja qual for a categoria.

    Um piloto morreu e outros quatorze se envolvem em um acidente de massiva violência na 13º volta das 500, com direito a três decolagens (incluindo a fatal de Wheldon):

    Reparem que o vídeo acima começa justamente na câmera onboard de Wheldon, que acaba decolando após a redução de velocidade após o acidente à sua frente. Quem aparece capotando é Will Power, sem ferimentos maiores. Um brasileiro, Vitor Meira, se envolveu na batida mas não sofreu ferimentos. Todos os envolvidos: Alex Lloyd, Buddy Rice, Charlie Kimball, Dan Wheldon, Ernesto Viso, J.R. Hildebrand, James Jakes, Jay Howard, Paul Tracy, Pippa Mann, Tomas Scheckter, Townsell Bell, Vítor Meira, Wade Cunningham e Will Power.

    Em homenagem, os pilotos que não se envolveram no acidente fizeram 5 voltas de honra para o colega, sob aplausos do público e silêncio dos demais profissionais:

    Neste ano, Wheldon, que não correu a temporada regular e participou apenas das 500 milhas de Indianápolis e da fatídica prova em Las Vegas, venceu de maneira espetacular as 500 milhas prova mais famosa do automobilismo mundial.O britânico estava em segundo lugar na última volta das 250 voltas quando o líder, e novato, J.R. Hildebrand bateu na última curva e foi se arrastando pela reta dos boxes. Wheldon passou por ele, que terminou em segundo. Se tornou o primeiro piloto a vencer as 500 milhas liderando apenas uma única volta, a última. Vejam como foi:

    Dan Wheldon, inglês de Emberton e 33 anos,  deixa a esposa Susie e dois filhos, Sebastian (2 anos) e Oliver (6 meses).

    Dan Wheldon - reprodução site oficial Indycar - http://www.indycar.com

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