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Revolução Alemã, Parte IV: aonde patinam as Ligas da Inglaterra, Espanha e Itália

18 de abril de 2013 2

A Liga Alemã já foi o “patinho feio” dos grandes países europeus. Com gramados ruins, estádios piores e poucos craques, a Bundesliga estava muito longe de seus pares ingleses, alemães e espanhóis. Hoje é a segunda liga mais badalada da Europa, com regras atrativas de divisão de cotas de TV e premiações esportivas. O equilíbrio técnico é muito maior que nos gramados espanhóis, a situação técnica e financeira é bem superior à italiana. Por fim, a transparência da origem dos recursos é melhor que a inglesa.

Se dentro de campo, os grandes craques ainda estão na Inglaterra na milionária Premier League, a distância para a Bundesliga reduziu-se drasticamente. Os mercados consumidores dos países em desenvolvimento já assistem mais o futebol alemão. Vamos avaliar hoje as causas desta mudança radical e a comparação com os demais, sempre traçando um paralelo entre o modelo econômico (já discutido na parte III) e aspectos técnicos/táticos (avaliados na parte II deste estudo).

  • ESPANHA

O futebol espanhol e sua “La Liga” vivem um momento perigoso. Barcelona e Real Madrid hoje possuem 50% da receita de TV , existindo um profundo abismo entre eles e os demais. O economista espanhol José María Gay de Liébana comentou recentemente que o modelo está fracassado, citando o fato de que em 2011 os times espanhóis gastaram 200 milhões de euros a mais do que arrecadaram. Algo ainda mais dramático avaliando-se a profunda crise econômica do país, que afeta a média de público, a situação financeira dos clubes, patrocinadores e o valor dos direitos de televisionamento.

Crise econômica na Espanha afeta o futebol – Foto: Andres Kudacki / AP

Na Espanha os horários de televisão são esdrúxulos (lembra algum lugar?) e os preços mínimos são abusivos: o ingresso mais barato na Espanha é de 25 euros. E isto que o modelo espanhol tem três preços: “normal”, “clássicos locais” e “contra Barcelona e Real Madrid”. Os estádios espanhóis, em sua maioria, são péssimos e incompatíveis com os valores apresentados. E o valor ínfimo do pay-per-view de 15 euros (lembra algum lugar, parte II?) acomoda os torcedores em casa, na TV.

Barcelona e Real Madrid chegam a receber 10x mais de TV que os times menores, e 5x mais que todos os demais, com quase 50% da audiência. Já fiz um estudo sobre isto em 2012, intitulado “Futebol espanhol: ‘Nossa liga não é só a maior porcaria da Europa, mas do mundo’ “. Vale conferir também o documentário abaixo, em inglês:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=qnjLzSVxO4A]

Em compensação a situação das categorias de base da Espanha é melhor que no resto do mundo. Há 20 anos um processo longo de formação de jogadores deixou clara esta evolução, com títulos nas divisões de base e depois com o sucesso total em duas Eurocopas e na última Copa do Mundo, que a “Fúria” é um dos países de elite no esporte. Resta saber se o naufrágio econômico recente e a incompreensível divisão dos direitos de televisionamento possam ter um impacto futuro nesta política de sucesso na formação de jogadores.

  • INGLATERRA

No país que criou o futebol, o problema é o desequilíbrio financeiro causado por grandes investidores na Premier League, e uma incapacidade de formar novos jogadores. Estamos acostumados a ver magnatas despejando centenas de milhões de euros (em alguns casos, ‘lavando’), buscando a glória rápida, sem planejamento.

Isto nem sempre promove o sucesso, caso recente do Queens Park Rangers, virtualmente rebaixado com um elenco milionário na atual temporada inglesa. O Portsmouth sofreu um castigo ainda maior: depois de ter sido sucessivamente comprado e vendido por diversos controladores, descumpriu pagamentos, atrasou salários, perdeu pontos. Quase faliu e hoje está próximo da quarta divisão, em uma derrocada fulminante.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=ay3oLI7iRS4]

Eventualmente os resultados são positivos, como no Manchester City (campeão inglês) e no Chelsea (campeão europeu), mas a dependência de uma fonte externa de recursos é imensa. O que será do Chelsea no dia que Roman Abramovich resolver parar de “brincar de futebol”? Não temos esta resposta.

Roman Abramovich gastou 2.2 bilhões no Chelsea até chegar ao título europeu – Foto: CARL COURT / AFP

Porém o problema também existe nos gramados. O trabalho nas categorias de base, seguindo um modelo implementado em 1997 pelo ex-treinador Howard Wilkinson é terrível. Oss grandes times, quase todos comandados por bilionários, almejam resultados rápidos e investem em grandes estrelas, enfraquecendo o desenvolvimento local.

Jogadores formados em times como Arsenal e Liverpool acabam rodando em times menores, por falta de oportunidades, e contratados posteriormente pelos mesmos times nos quais iniciaram a carreira. E não é falta de locais de treinamento: existem centros de excelência nas categorias de base, um acesso rápido ao site da Federação Inglesa deixa claro que não é a estrutura e sim o resultado deste trabalho o “xis da questão”

Decisões radicais como exigir que cinco, seis ingleses devem sempre serem escalados pelas equipes promoveriam uma gradual qualificação do futebol nacional, mas teriam resultados de mídia e financeiros impopulares, com a fuga das grandes estrelas dos principais times. Então, nem a Premier League tampouco os clubes de elite adotam medidas deste porte. Com clubes dependentes de investimentos externos, regras financeiras bastante flexíveis, os débitos se avolumam.

Os times ingleses ainda estão entre os principais da Europa, mas suas finanças não estão sadias. Um calendário sem parada de inverno deixa os times bastante desgastados, com dificuldades na reta final da temporada. A constatação final fica evidenciada nos resultados ruins do “English Team” nos últimos 15 anos, sempre longe dos favoritos desde o ótimo time de 1998 e com jogadores que ainda não jogam em outros centros, o habitual “anglocentrismo“. Até fora de uma Eurocopa, como em 2008, a Inglaterra já conseguiu. São questões não tão visíveis perante ao charme da Premier League. Mas os problemas existem, e são graves.

  • ITÁLIA

Se na Espanha os resultados dos gigantes e da Seleção são brilhantes, e na Inglaterra a liga é ainda a melhor do mundo, o “Calcio” sofre problemas generalizados que afetam a saúde de sua histórica “Serie A“. Primeiro, uma situação econômica ruim. Depois, violência desenfreada entre os “ultras” sem uma resposta qualificada das autoridades. Também com estádios decrépitos e uma Liga em franca decadência, minada por escândalos consecutivos de corrupção. Outro problema são ingressos caríssimos nos grandes centros, afastando os jovens dos estádios.

Terminaram os problemas? Que nada: muitos times em situação financeira delicada, alguns em estado de falência ou falidos. Um modelo de futebol ultrapassado, no qual os presidentes dos clubes mandam demais e planejam de menos. A situação do futebol italiano só não é pior porque encerrou-se em 2006 um ciclo de grandes craques com um titulo mundial. Problemas. Problemas. Problemas.

Mas os clubes não sabem o caminho do sucesso. Por quase uma década, um contrato de TV que deu dinheiro demais para alguns times deixou a situação parecida com a da Espanha. Em 2011 o contrato foi renegociado em termos muito melhores, diminuindo a discrepância de valores entre os maiores e os menores, mas o resultado ainda não ocorreu de fato nos gramados. Recentemente, a Fiorentina, o Perugia, Piacenza, Ancona e outros tantos clubes menores pediram falência e foram declarados extintos.

Itália, campeã mundial em 2006, vive momento conturbado fora de campo – AFP PHOTO / GIUSEPPE CACACE

Nas categorias de base, a preocupação é grande. Repetindo o ocorrido com o futebol alemão na década retrasada, os italianos chegaram ao esgotamento de uma geração talentosa de Alessandro Del Piero, Francesco Totti, Alessandro Nesta, Fabio Cannavaro, Paolo Maldini sem reposição. Poucos times, como a Fiorentina e o Genoa, possuem um trabalho primoroso nas equipes “Primavera“. Recentemente passos foram dados na direção correta, formando novos atletas e organizando as categorias de base. Ainda em um patamar inferior ao do passado, das glórias dos anos 80 e 90. Falta um longo caminho.

Mas, talvez, o grande problema seja fora dos gramados: a sempre presente corrupção, envolvendo suborno de árbitros e atletas. Três grandes escândalos estouraram na Itália nos últimos 30 anos, 2 deles só na década passada. O problema endêmica em todas as esferas da sociedade italiana, é particularmente profunda no futebol: gigantes como Milan e Juventus já foram rebaixados, e muitos outros foram punidos. Porém viradas de mesa e redução de penas são comuns, o que afeta a credibilidade do esporte nacional.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=k63c1REaP48]

Não foi à toa que recentemente os times italianos perderam a quarta vaga na Liga dos Campeões, dada apenas aos três primeiros do ranking da UEFA. Líderes do mesmo há cerca de dez anos, os times da Série A foram ultrapassados primeiro pelos espanhóis, depois pelos ingleses. E agora, adivinhem… Pelos alemães!

E o Brasil nesta análise? Este será o tema da última parte da análise, a ser publicado amanhã…

Entrada criminosa em Ronaldinho lembra lances de Dinho e Bolívar

27 de fevereiro de 2013 10

Nesta terça-feira, no massacre de 5×2 do Atlético-MG contra o Arsenal de Sarandí, tivemos um legítimo Tributo ao Carrinho(alô Richard Ducker!). Diego Braghieri acertou uma entrada inaceitável sobre Ronaldinho, com o placar já em 5×2, aos 43 do 2º tempo. O juiz marcou pênalti mas não deu o mais que merecido cartão vermelho. E R10 ainda errou a cobrança… Vejam o lance:

Em 1995, o volante Dinho desferiu uma entrada criminosa no meia Negretti, do Bragantino, na derrota de 2×0 pelo Campeonato Brasileiro.  Depois de levar uma bola no meio das pernas, já perdendo o jogo, Dinho acertou no atleta do time paulista.

Dinho foi expulso, e o jogador adversário ficou fora do Campeonato Brasileiro por ter sofrido uma lesão nos ligamentos do joelho. Alguns meses depois, até como gratidão, Negretti seria contratado pelo Grêmio e fez gol na estréia, vitória contra o São Luiz de Ijuí pelo Gauchão.

Dinho x Negretti em 1995 - Arquivo Zero Hora

Em 2012, o zagueiro colorado Bolívar fez algo muito semelhante no Beira-Rio, vitória de 1×0 contra o Bahia. Ele deu um carrinho no joelho do jovem Dodô, que teve rompimento dos ligamentos do joelho. Bolívar, ao contrário de Dinho e assim como Bragheri, não foi expulso:

Estrela do Chelsea chuta gandula e é expulso: Swansea na final da Copa da Liga!

23 de janeiro de 2013 1

O Swansea City empatou em 0×0 com o Chelsea, atual campeão europeu, e se classificou para a final da Copa da Liga Inglesa, depois de vencer por 2×0 no jogo de ida em pleno Stamford Bridge. Será a primeira final de Copa do time de País de Gales, que joga pelos campeonatos da Inglaterra e está fazendo bonito na Primeira Divisão há duas temporadas (está em 9º lugar). Além da Copa da Liga e do Campeonato Inglês, o Swansea disputou a Copa da Inglaterra, competição na qual foi eliminado pelo Arsenal na 3º fase.

Chute de Hazard no gandula - Foto: Captura de TV

O jogo foi marcado por uma bizarra agressão da estrela belga Eden Hazard, quase ao final da partida. O gandula, uma criança, estava em cima da bola e deliberadamente atrasando o recomeço do jogo quando foi chutado por Hazard nas costelas. O árbitro Chris Foy expulsou Hazard, enquanto o gandula foi retirado de campo para ser atendido. Hazard deverá pegar uma punição pesada, mas o Swansea e também o garoto escaparam de uma punição:

O mais incrível é que o Swansea pegar na decisão em Wembley contra o Bradford City, time da QUARTA divisão e que eliminou, de maneira épica, o Arsenal e o Aston Villa no caminho para a decisão.

INGLATERRA: O que está acontecendo? 21 gols em 2 jogos na Copa da Liga!

02 de novembro de 2012 5

Em um dos mais inacreditáveis jogos da história do futebol inglês, o Arsenal bateu o Reading, fora de casa, por impressionantes 7×5 em jogo válido pela Copa da Liga Inglesa. O mais incrível é que o Arsenal perdia por 4×0 até 44 minutos do primeiro tempo, quando Theo Walcott descontou. No intervalo, delírio em Reading e desespero da torcida do Arsenal. O criticadíssimo atacante Marroukh Chamakh era o mais visado.

No segundo tempo a reação foi impressionante, com mais três gols em sequência até o placar ficar em 4×4, com direito a gol aos 44 e outro aos 49min55s do segundo tempo em prol dos visitantes!!!

Na prorrogação, o corneteado Chamakh fez 5×4 mas o Reading ainda empatou de novo, 5×5! No últimos dois minutos, Walcott e de novo Chamakh fecharam o placar em estrondosos 7×5.

Confiram aqui todos os gols do jogo:

Copa da Liga Inglesa: Gols de Reading 5 x 7 Arsenal

O site “101 Great Goals” separou os tuits mais engraçados citados durante o jogo, quando o gigante da capital perdia de goleada. Selecionei os melhores:

  • Se Chamakh fizer um gol, eu como cocô de cachorro” – @seangooner
  • Me sinto fisicamente doente. O time inteiro do Arsenal deveria ser levado no intervalo e afundado no Tâmisa com força. E depois levar um tiro” – @dpmcbride
  • Se Chamakh fizer um gol, eu como meu cocô” – @lukehines
  • Se o Arsenal vencer e Chamakh fizer um gol eu vou tatuar seu nome na minha testa” – @BillyBishop01 (BEJO amigo @eduknijinik)

O mais incrível é que no dia seguinte, depois de 12 gols no jogo do Arsenal, o rival Chelsea bateu o Manchester United, também na prorrogação, por estrondosos 5×4.

Em um jogo repleto de viradas, o Manchester United saiu vencendo, levou a virada e o jogo foi para o tempo extra em um frenético 3×3. Lá o Chelsea fez 2×1 e saiu com a vitória, contando com gols dos brazucas David Luiz e Ramires (este na prorrogação). Simplesmente sensacional!

Copa da Liga Inglesa: Gols de Chelsea 5 x 4 Manchester United

Gol antológico de senegalês deixa Newcastle muito perto da Liga dos Campeões

02 de maio de 2012 1

Um golaço do senegalês Papiss Demba Cissé selou a vitória de 2×0 do Newcastle United sobre o Chelsea em pleno estádio de Stamford Bridge e chamou a atenção do mundo da bola. Cissé, já nos acréscimos, desferiu um petardo em curva sem chances para o paredão tcheco Petr Cech. Cissé é a contratação de 2012 na Inglaterra: custou 15 milhões de dólares junto ao Freiburg e já fez impressionantes 13 gols em 12 jogos, inclusive os dois de hoje. Vejam a pintura do segundo gol:

O ótimo resultado deixou o Newcastle com 65 pontos, empatado com o Tottenham em 5º lugar e apenas 1 ponto atrás do Arsenal, 3º colocado. Faltam apenas duas rodadas para o término do Campeonato Inglês.

As maiores reviravoltas da história do futebol europeu: grandes viradas

08 de março de 2012 0

Ao longo de mais de 50 anos, a Liga dos Campeões da Europa (outrora chamada de Copa dos Campeões da Europa) já vivenciou diversas viradas de expectativa. Isto quase ocorreu na última semana, quando o Arsenal fez 3×0 no Milan depois de ter levado 4×0 no jogo de ida em Milão. A quase reviravolta depois de levar quatro gols já ocorreu antes, e várias vezes.

Vamos à listinha? Valendo Liga dos Campeões, Liga Europa e as extintas Recopa Européia, Copa da UEFA e Copa dos Campeões. Das histórias, a mais sensacional é a do Metz em 1985, que reverteu um 4×2 em casa para 4×1 em pleno Camp Nou contra o todo-poderoso Barcelona.

AS MAIORES VIRADAS DA HISTÓRIA

  • Schalke 04-ALE OCI 3×0 KB-DIN (2×5 no jogo de ida e 3×1 para os alemães-ocidentais na partida desempate) - Copa dos Campeões 1958/59
  • Leixões-POR 5×0 La Chaux-de-Fonds-SUI (2×6 no jogo de ida) – Recopa Européia 1961/62
  • Real Madrid-ESP 5×1 Derby County-ING (1×4 no jogo de ida) - Copa dos Campeões 1975/76
  • Partizan Belgrado-IUG 4×0 Queens Park Rangers-ING (2×6 no jogo de ida) – Copa da UEFA 1984/85 *
  • Barcelona-ESP 1×4 Metz-FRA (4×2 no jogo de ida) - Recopa Européia 1984-85
  • Real Madrid-ESP 4×0 Borussia Moechengladbach-ALE OCI (1×5 no jogo de ida) – Copa da UEFA 1985/86 *
  • Barcelona-ESP 3×0 IFK Gotenborg-SUE (0×3 no jogo de ida) - Copa dos Campeões 1985/86
  • Werder Bremen-ALE 5×0 Dínamo Berlim-ALE ORI (0×3 no jogo de ida) - Copa dos Campeões 1987/88
  • Bayer Leverkusen-ALE 3×0 Espanyol-ESP (0×3 no jogo de ida)- Copa da UEFA 1987/88 **
  • Deportivo La Coruña-ESP 4×0 Milan-ITA (1×4 no jogo de ida) - Liga dos Campeões 2003/04
  • Fulham-ING 4×1 Juventus-ITA (1×3 no jogo de ida) – Liga Europa 2009/10
    OBS: * = Classificado no critério de gols fora
    OBS: ** = Classificado nos pênaltis

Copa da Liga Inglesa: a glória do Birmingham no desastre do Arsenal

28 de fevereiro de 2011 0

Em uma partida histórica, o Birmingham City se sagrou campeão da Copa da Liga Inglesa ao derrotar o poderoso Arsenal por 2×1. Estará na Liga Europa 2011/12 e ainda acabou com um jejum de 48 anos sem conquistas com um gol no finalzinho, da maneira mais bizarra possível.  Ao time derrotado, a lembrança sombria do desastre de 1988, quando perdeu a mesma competição no (quase) mesmo Wembley para um adversário ainda mais modesto, o Luton Town, de maneira tão inacreditável quanto hoje.

Aos torcedores do Arsenal, vice-líder do Inglês e a um empate de tirar o favorito absoluto Barcelona da Liga dos Campeões, foi um duro golpe. De um time com a fama de ‘amarelar‘ em decisões, sem títulos há seis anos. Pior que isto: o jogo marcará para sempre a carreira do zagueiro francês Laurent Koscielny e do goleiro Wojciech Szczesny, protagonistas do desastre que deu o título ao time menos famoso de Birmingham.

Aproveitando os tropeços dos melhores times (que quase sempre jogam com reservas na “League Cup”), o time treinado por Alex McLeish chegou à decisão em Wembley empurrado por quase 30 mil torcedores. Franco favorito, o Arsenal viu que a final não seria fácil aos três minutos, quando o temperamental Lee Bowyer foi lançado e derrubado pelo goleiro Szczesny. Pênalti clamoroso não-marcado graças a um erro do bandeira que assinalou impedimento e salvou o Arsenal. Ao menos por enquanto…

Se defendendo bem, o Birmingham saiu na frente em escanteio que Roger Johnson escorou e o gigantesco sérvio Nicola Zigic (2,02m) só desviou de cabeça para fazer 1×0. Depois de levar uma na trave, o Arsenal empatou dez minutos depois quando o talentoso Jack Wilshere chutou no travessão, e o rebote foi para o russo Andrei Arshavin. Este fez um cruzamento na medida para o holandês Robin van Persie marcar um golaço de voleio e empatar a final, 1×1.

A despeito de uma nova bola na trave do Birmingham em um lance isolado, só deu Arsenal no segundo tempo. Ben Foster, exorcizado do Manchester United e do ‘English Team‘ nos últimos anos, teve uma atuação impecável e parou um bombardeio dos ‘Gunners‘ , Samri Nasri e Nicolas Bendtner. Como prêmio, foi eleito o melhor em campo pela Federação. Nos minutos finais, com coragem, McLeish resolveu suportar a pressão colocando outro atacante e atacando o Arsenal com Zigic no meio, o chileno Beausejour na esquerda e Oba Oba Martins na direita. O prêmio à ousadia veio aos 43 do 2° tempo…

Falta lateral e Zigic faz sinal para o goleiro Foster pedindo a bola na cabeça. O balão vem e Zigic apenas resvala na bola. Então, o desastre: Koscielny não se comunica com o goleiro Szczesny e dá uma furada. O arqueiro não segura e a bola sobra, sem goleiro, para o incrédulo Martins só escorar para as redes, gol do Birmingham e 2×1. Vejam a trapalhada dupla do Arsenal e ainda o tapão que Koscielny leva na cabeça de Beausejour após o gol:


Birmingham City vs Arsenal Wembley [BRMB] Tom… por ChrisWembleyBlue

Fim. O jogo termina, o título é do Birmingham e o pesadelo é londrino. O delírio nas arquibancadas é azul. Uma final com o drama típico de um capítulo inteiro do livro “Febre de Bola”, autobigráfico do escritor britânico Nick Hornby sobre sua paixão pelo Arsenal. Ele detalha a final da Copa da Liga de 88, quando o Arsenal caiu diante do Luton Town. O gigante saiu perdendo e virou para 2×1, antes de errar um pênalti aos 35 do 2° tempo.

Na sequência, o zagueiro Gus Caesar furou em bola e caiu sentado no lance que daria o empate ao Luton Town, 2×2. No último minuto, o Luton virou e venceu por 3×2 em seu único título de todos os tempos. A carreira de Caesar, no Arsenal e no futebol profissional, praticamente acabou neste dia. Confira o compacto aqui deste jogo:

23 anos depois, o pesadelo em Wembley retornou.
Lembrando 1969 (quando perdeu a decisão da Copa da Inglaterra para o Swindon Town) e o citado 1988, o Arsenal deu vexame na final.

Em um lance bisonho, o título foi para o adversário…

Glória aos azuis de Birmingham!

Pesquisa aponta as maiores torcidas da Europa

11 de dezembro de 2010 0

O ranking abaixo mostra apenas os times com maior torcida no continente europeu. Neste, o Barcelona é líder disparado com quase o dobro do segundo colocado, o arquirrival Real Madrid. Os times ingleses também estão bem, com Manchester United, Chelsea, Arsenal e Liverpool entre os dez primeiros.O levantamento é da empresa alemã de marketing esportivo Sport+Markt

Outrora soberana, a Juventus caiu muito de participação em virtude dos últimos escândalos e crise técnica da década atual. Surpreende a ótima participação dos times da Rússia (sede do Mundial de 2018), com Zenit, CSKA e Spartak entre os mais citados.

As maiores torcidas da Europa - Reprodução Sport+Markt

1. Barcelona-ESP – 57,8 (milhões de torcedores)
2. Real Madrid-ESP – 31,3
3. Manchester United-ING – 30,6
4. Chelsea-ING – 21,4
5. Bayern Munique-ALE – 20,7
6. Arsenal-ING – 20,3
7. Milan-ITA – 18,4
8. Internazionale-ITA- – 17,5
9. Liverpool-ING – 16,4
10. Juventus-ITA – 13,1
11. Zenit-RUS – 12,6
12. CSKA Moscou-RUS – 10,5
13. Spartak Moscou-RUS – 9,0
14. Olympique Marselha-FRA – 7,8
15. Ajax-HOL – 7,1
16. Galatasaray-TUR – 6,8
17. Olympique Lyon-FRA – 6,6
18. Fenerbahce-TUR – 6,1
19. AS Roma-ITA – 6,0
20. Dínamo Kiev-UCR – 5,3

Outro aspecto relevante é o número de torcedores dentro do próprio pais, mostrado na figura abaixo:

Como encerrar a carreira em um único jogo: Fabianski e Gus Caesar

20 de fevereiro de 2010 4

Como encerrar uma carreira em um jogo. Temos duas histórias hoje, ambas envolvendo jogadores do Arsenal. Nesta semana os torcedores dos Gunners reviveram seus maiores pesadelos na Liga dos Campeões. Único dos gigantes ingleses a jamais conquistar um campeonato europeu (o Chelsea não tem tanta história assim, apesar da força atual), o maior time de Londres levou 2×1 do Porto no jogo de ida das oitavas-de-final.

Pior, os dois gols portugueses foram em falhas escandalosas do jovem goleiro Lucasz Fabianski, de 24 anos. O polonês levou um frango antológico no primeiro gol de Varela, e no segundo gol recebeu um recuo de bola com o pé do zagueiro Sol Campbell e dominou com a mão. Ficou reclamando e não viu a cobrança rápida do Porto, gol de Ernesto Farías. Vejam os gols:

A história trágica para o goleiro Fabianski lembrou-me um momento ridículo da história do Arsenal, que virtualmente acabou com a carreira do defensor Gus Caesar. Em 1988, com um jejum de quase 20 anos sem títulos, o Arsenal disputava a final da Copa da Liga Inglesa contra o modesto Luton Town, da 2° divisão inglesa e que nunca tinha ganhado nada.

O time da capital saiu perdendo mas virou no início do segundo tempo e vencia por 2×1 em Wembley até faltarem 20 minutos, chutando bolas na trave. Então o desastre: primeiro o então jovem lateral-esquerdo Nigel Winterburn (hoje treinador de sucesso pela Irlanda do Norte) foi resolver bater pênalti pela primeira vez na vida em uma decisão. Errou, com defesa do goleiro Andy Dibble.

Depois a ‘estrela do jogo’ seria o zagueiro Gus Caesar, formado nas categorias de base do clube. Em uma bola rebatida para a área do Arsenal, Caesar (que já vinha falhando em jogos anteriores), furou tão ridiculamente que caiu sentado. A bola sobrou para Danny Wilson empatar. No finalzinho do jogo, o Arsenal levou mais um e perdeu o título. E Gus Caesar perdeu a carreira. Vejam o compacto deste jogo:

Jogou mais algumas poucas partidas, e era vaiado até no aquecimento. A raiva era tamanha que ele foi eleito o pior jogador da história do Arsenal diversas vezes, mesmo evidentemente não tendo sido tão ruim.

Jogou em times menores e encerrou a carreira após atuar por cinco anos em Hong-Kong. “Tenho pesadelos até hoje por causa daquela partida“, disse há alguns anos Caesar.

O cara que encerrou a carreira em times de alto nível por causa de um jogo.

Erro grotesco na Alemanha: gol validado com bola 1m antes da linha! Veja outros casos!

20 de janeiro de 2010 4

O jogo Duisburg 5×0 Frankfurt, disputado neste final de semana pela Segunda Divisão do Campeonato Alemão, foi marcado por um erro grosseiro de arbitragem. o jogo já estava 4×0 para o Duisburg aos 36 minutos do segundo tempo quando o meia-atacante Christian Tiffert aproveitou lambança da zaga visitante e chutou por cobertura, superando o goleiro Patric Klandt. A bola bateu no travessão e quicou mais de um metro fora da linha do gol. Bizarramente, o bandeirinha assinalou que a bola havia entrado, o que foi confirmado pelo árbitro Marko Fritz.

Este gol lembrou um clássico entre Bayern de Munique e Nurnberg no ano de 1994, quando o capitão do Bayern, Thomas Helmer não assumiu também um erro inacreditável de juiz, que marcou o primeiro gol do Bayern em uma conclusão de Helmer, após um escanteio, desviada para fora.

Para desespero do goleiro Andreas Koepke, do Nurnberg e da Seleção Alemã, o árbitro achou que era gol e correu para o centro, validando a conclusão. A vitória foi crucial para o título do Bayern naquela temporada, e o Nurnberg terminou rebaixado. Vejam o lance:

O que me chama atenção neste lance é a cara-de-pau dos dois times que tiveram gols irregulares assinalados. Ao menos deveriam ter tido a dignidade que teve Robbie Fowler e Miroslav Klose

VEJA TUDO QUE SAIU SOBRE LANCES DE ‘FAIR-PLAY’ NO ALMANAQUE ESPORTIVO:

Lances de Fair-Play bacanas – Robbie Fowler e Miroslav Klose negando penalidades marcadas, e o Arsenal pedindo o replay de um jogo com gol contra o fair-play

Fair-Play é isto aí! - O time do Leicester City deixa o Nottingham Forest marcar um gol após remarcação de jogo, assim como o Ajax-B, enquanto Paolo Di Canio, do Aston Villa, deixa de chutar sem goleiro por causa da lesão do arqueiro Paul Gerrard, do Everton.

Erro grotesco na Alemanha: gol validado com bola 1m antes da linha! Veja outros casos! - Duisburg comemora um gol que a bola visivelmente não entrou contra o Eintracht Frankfurt. Em 1994, o mesmo ocorreu em um Bayern de Munique x Nurnberg

Gol polêmico de Nani reabre discussão sobre lances de ‘fair-play’ no futebol – Nani se aproveita de confusão do goleiro Gomes e marca gol discutível no Campeonato Inglês