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Posts com a tag "Arsenal"

Liga dos Campeões - Finais de 2005, 2006 e 2007

26 de maio de 2009 1

2005 – Gerrard recoloca o Liverpool no topo da Europa – Liverpool (4) 3×3 (3) Milan

Desacreditado, o Liverpool conquistou a Europa pela quinta vez da maneira mais espetacular deste século XXI. Isso ao superar o Milan na final da Liga dos Campeões 2005/06, disputada no estádio Ataturk, em Istambul. O time treinado por Rafa Benítez perdia por 3×0 do Milan no segundo tempo, mas conseguiu empatar e depois vencer nos pênaltis. O Liverpool atropelou o Bayer Leverkusen nas oitavas, bateu a Juventus nas quartas e o, agora sim bilionário, Chelsea nas semis. Já o Milan bateu Manchester United, Internazionale (de novo!) e PSV antes da final.

O jogo: Antes de dois minutos, já estava 1×0 para os italianos, gol da lenda Paolo Maldini. O pesadelo inglês continuaria com dois gols do argentino Hernán Crespo, aos 38 e 44 minutos. Game, set and match para o Milan? Que nada, comandado por uma soberba atuação do capitão Steven Gerrard, o Liverpool conseguiu uma histórica reação. O próprio Gerrard descontou aos 6 minutos, o tcheco Smicer aos 11 e o espanhol Xabi Alonso, em rebote de pênalti, fechou a reação aos 15 minutos. Em seis minutos, três gols e a igualdade! Muito cansados e nervosos, os dois times pouco criaram até a prorrogação. No tempo extra, o Milan teve duas chances incríveis, mas a sorte do goleiro polonês Jerzy Dudek estava em dia. Nas penalidades, John Arne Riise errou para o Liverpool, enquanto o brasileiro Serginho, o italiano Andrea Pirlo e o ucraniano Andriy Shevchenko desperdiçaram e deram o título para os ingleses mais uma vez. Sem sombra de dúvida, a mais saborosa de todas.


LIVERPOOL – MILAN 3-3 ( 3-2 penalties… por sylar335

2006 – Ronaldinho é o dono da Europa! – Barcelona 2×1 Arsenal

Favorito, o Barcelona acabou confirmando o seu segundo título europeu ao derrotar por 2×1, de virada, o Arsenal no estádio Stade-de-France. Neste ano, os gaúchos em especial acompanharam atentamente a final da Liga dos Campeões, pois o Internacional fazia boa campanha na Libertadores e podia pegar (como de fato ocorreu), o Barcelona no Mundial FIFA de Clubes. O time catalão tinha o melhor jogador do mundo disparado de então: o brasileiro Ronaldinho, além de jogadores como Deco e Eto em excepcional fase. Depois de um passeio na primeira fase, o Barça pegou o poderoso Chelsea nas quartas e arrancou a classificação fora de casa. Nas quartas, o Barça superou a surpresa Benfica, e despachou o vice-campeão Milan nas semis. Enquanto isto, o Arsenal tinha um caminho mais duro: Real Madrid, Juventus e, de forma dramática, o Villarreal nas semis. O time inglês contava com muito conjunto, uma grande fase do francês Thierry Henry e do jovem espanhol Césc Fábergas.

O jogo: a partida foi bastante atípica. Considerado azarão, o Arsenal do excepcional técnico Arséne Wenger ainda perdeu o goleiro Jens Lehmann, expulso no 1° tempo aos 18 minutos. Mesmo assim, o zagueiro Sol Campbell fez 1×0 de cabeça aos 37 minutos, deixando os londrinos (em busca de um título inédito) em vantagem. Dali em diante, o jogo foi o seguinte: o Barcelona fazia uma blitz e o Arsenal especulava em contra-ataques com Henry, que inclusive perdeu um gol feito. Muito mal no jogo, Ronaldinho viu o show ser roubado pelo veterano sueco Henrik Larsson. O reserva entrou e deu o passe para os dois gols da virada catalã: Samuel Eto’o aos 31 e o brasileiro Belletti aos 36 minutos, dando o título ao Barcelona, que repetia 1992. E, de novo, enfrentaria um brasileiro no Mundial mas esta é uma outra história…


FC Barcelona – Champions Final 2006 FC… por danielrn5

2007 – “La vendetta dei rossoneros” – Milan 2×1 Liverpool

A vingança italiana demorou dois anos, mas o Milan se sagrou heptacampeão europeu ao bater o Liverpool por 2×1 na final disputada no estádio Olímpico de Atenas, na Grécia. Foi o troco de 2005, quando os dois times também decidiram a competição. E, mais uma vez, os gaúchos assistiram com atenção a partida pois o Grêmio brilhava na Libertadores e poderia pegar o campeão europeu no Mundial da FIFA de Clubes. Depois de uma primeira fase tranquila, o Milan bateu apertado o Celtic Glasgow, passou fácil pelo Bayern de Munique e ganhou com sobras do então favorito Manchester United (em um show especial de Kaká e Seedorf no 2° jogo). Já o Liverpool ganhou do então campeão Barcelona, dos holandeses do PSV e do rival Chelsea nas semis (assim como em 2005). Tudo parecia encaminhar-se para um repeteco.

O jogo: Porém a partida não foi do jeito que os ingleses esperavam. Mesmo com um time até superior ao de 2005, o Liverpool não conseguiu superar o esquema defensivo do Milan e foi dominado no meio-campo. Seedorf e Kaká tiveram outras atuações soberbas, assim como o veterano centroavante Filippo Inzaghi. Este fez 1×0 aos 45 do 1° tempo, e repetiu a dose em um contra-ataque aos 39 do 2° tempo. Quase no final, o grandalhão holandês Dirk Kuyt descontou mas isto foi insuficiente para evitar o título italiano. Pela sétima vez, o Milan conquistava a Europa.


2007 (May 23) AC Milan (Italy) 2-Liverpool… por sp1873

Amanhã: os caminhos de Chelsea e Manchester United até a decisão em Moscou

`Dia da Marmota`: Liverpool x Chelsea, de NOVO!

25 de março de 2009 7

Como bom nerd, sou viciado no filme “Feitiço do Tempo”. Sim, todo mundo já viu o filme no qual antipático, arrogante, insensível e absolutamente engraçado Bill Murray, representando um repórter de meteorologia padece repetindo infinitas vezes o “Dia da Marmota” (“Groundhog Day” no original), preso em um laço temporal que lhe obriga repetir o mesmo dia milhares de vezes até que conquista a bela Andie McDowell e consegue escapar de sua “prisão”. Aliás, “Dia da Marmota” se tornou uma expressão em inglês que significa: repetição até a exaustão…

Bem, exatamente foi assim que a reedição do confronto entre Liverpool e Chelsea pela Liga dos Campeões foi chamado por grande parte da imprensa nacional: “Groundhog Day”. Mais uma vez, as bolinhas da UEFA sortearam o confronto entre o multicampeão de Anfield Road e o atual vice-campeão europeu, agora pelas quartas-de-final da temporada 2008/09 da Liga.

É a quarta vez em cinco anos que estes times se enfrentam, desta vez pelas quartas-de-final da Liga. Foram duas vitórias vermelhas e uma azul, no último confronto. O Liverpool eliminou o Real Madrid na fase anterior, enquanto o Chelsea superou a Juventus.

Se o treinador do Liverpool sempre foi o mesmo, o excepcional espanhol Rafa Benítez, no lado do Chelsea tudo mudou. Nos dois primeiros o derrotado foi o insuportável, porém competente português José Mourinho. No último, o israelense Avram Grant fez o que seu ex-chefe não havia conseguido. O Liverpool eliminou o Chelsea nas semifinais em 2005 e 2007, enquanto o time de Londres foi o vencedor nas semifinais de 2008.

Nos outros confrontos, mais dois repetecos. No primeiro, o Arsenal recebe o Villareal, reeditando as semifinais da Liga em 2006. Na ocasião, o time inglês se classificou para a final contra o Barcelona, enquanto os espanhóis choram até hoje o pênalti que Riquelme errou no finalzinho e que levaria a partida para a prorrogação. O Arsenal terminaria a temporada vice-campeão europeu, perdendo a final para o Barcelona de Ronaldinho, de virada no final da partida.

Já o atual campeão Manchester United, de certa forma abalado por duas derrotas seguidas no Inglês, pega a nêmesis Porto. Em 2004, os ingleses perderam de maneira inacreditável a vaga para o time treinado pelo então pouco conhecido Mourinho. No finalzinho, o goleiro norte-americano Tim Howard (hoje no Everton), falhou feio entregando o gol dos portugueses, que se classificaram em pleno estádio de Old Trafford. O Porto terminaria aquela temporada campeão europeu, português e da Copa de Portugal.

O último confronto reúne Bayern de Munique, que esmigalhou o Sporting Lisboa (5×0 e 7×1) na fase anterior, contra o gigante Barcelona, que bateu facilmente o hepta francês Lyon e vive um momento mágico com Messi e Eto’o.

Meus palpites? Na fase anterior acertei cinco de oito (melhorando os 50% de 2008). E agora? Lá vão:

Manchester United, Liverpool, Arsenal e Bayern.

Lances de Fair-Play bacanas

22 de janeiro de 2009 1

Confusão após gol do Arsenal em lance de ética questionável

Lances bem legais de Fair-Play já foram mostrados aqui no Almanaque Esportivo há algum tempo. São exemplos do Leicester City, Ajax e Paolo Di Canio.Mas vou contar agora outras historinhas bacanas… Porém, após sugestão do leitor Rafael Sperb, vou contar outros três momentos bem legais e envolvendo atacantes conhecidos.

Em 1997, o atacante inglês Robbie Fowler, ídolo do Liverpool, caiu na área após lance com o goleiro David Seaman, em clássico contra o Arsenal. O juiz marcou pênalti mas o próprio atacante do Liverpool se levantou dizendo que não foi pênalti e não tinha sido tocado, em vão. Na cobrança, o batedor oficial Fowler bateu mal, Seaman pegou mas no rebote Jason McAteer fez o gol do Liverpool. Até hoje, Fowler jura que não errou de propósito…


Em 2005, no jogo Werder Bremen 3×0 Arminia Bielefeld pelo Campeonato Alemão, o atacante alemão Miroslav Klose fez o mesmo após penalidade inexistente marcada em seu favor. Porém naquela ocasião, o árbitro Herbert Fandel voltou atrás, retirou o pênalti e inclusive cancelou o amarelo dado ao zagueiro do Arminia. Este eu não tenho imagens

Em 1999, em jogo da Copa da Inglaterra novamente envolvendo o Arsenal, o meia Ray Parlour devolvia a bola para o Sheffield United após um jogador do Arsenal ter sido atendido pelos médicos. O nigeriano Nwuankwo Kanu não percebeu o lance de `fair-play` (tinha acabado de entrar), roubou a bola e tocou para Marc Overmars, sem goleiro, fazer 2×1. O jogo terminou sob uma enorme confusão.

A direção do Arsenal e o próprio técnico Arséne Wenger solicitaram que o jogo fosse repetido. Detalhe: Wenger era (e ainda é) o treinador do ARSENAL. O jogo foi repetido, e o Arsenal voltou a vencer por 2×1.

Curiosamente, todos os times que eu citei envolvidos nestes lances de `fair-play` acabaram vencendo suas partidas.

VEJA TUDO QUE SAIU SOBRE LANCES DE ‘FAIR-PLAY’ NO ALMANAQUE ESPORTIVO:

Lances de Fair-Play bacanas – Robbie Fowler e Miroslav Klose negando penalidades marcadas, e o Arsenal pedindo o replay de um jogo com gol contra o fair-play

Fair-Play é isto aí! - O time do Leicester City deixa o Nottingham Forest marcar um gol após remarcação de jogo, assim como o Ajax-B, enquanto Paolo Di Canio, do Aston Villa, deixa de chutar sem goleiro por causa da lesão do arqueiro Paul Gerrard, do Everton.

Erro grotesco na Alemanha: gol validado com bola 1m antes da linha! Veja outros casos! - Duisburg comemora um gol que a bola visivelmente não entrou contra o Eintracht Frankfurt. Em 1994, o mesmo ocorreu em um Bayern de Munique x Nurnberg

Gol polêmico de Nani reabre discussão sobre lances de ‘fair-play’ no futebol – Nani se aproveita de confusão do goleiro Gomes e marca gol discutível no Campeonato Inglês

Livros sobre futebol: "Febre de Bola", parte II

19 de dezembro de 2008 3

Um trecho que eu acho sensacional no livro “Febre de Bola” do autor inglês Nick Hornby será citado abaixo. Me identifico muito com ele, no capítulo: “ADEUS ÀQUILO TUDO – Arsenal vs. Manchester City -04/10/1975″.

Nesta época, com 18 anos, Hornby via um time fraco do Arsenal, sem seus ídolos de infância e com futuras estrelas no início de carreira. Sua desilusão era grande, poucos jogos no estádio e um mundo novo pré-universidade: amigos intelectuais, novas leituras, uma música diferente. No jogo citado acima, ele levou seu primo Michael, de 13 anos, sofrer em uma derrota de 3×2 para o time visitante.

“ADEUS ÀQUILO TUDO – Arsenal vs. Manchester City -04/10/1975″.

“(…)Sentado ali, percebi que para mim tudo aquilo, o lance todo de Highbury, já era. Eu não precisava mais daquilo. É claro que foi triste, porque aqueles seis ou sete anos haviam sido muito importantes para mim, haviam salvo a minha vida de várias maneiras; mas chegara a hora de ir em frente, de realizar meu potencial acadêmico e romântico, de deixar o futebol para quem tivesse um gosto menos sofisticado ou menos desenvolvido (…)

Não mencionei nada para meu tio nem para Michael(…), mas quando saímos do estádio fiz uma despedida particular e sentimental. (…)Minha infância estava morrendo, de form limpa e decende, e se você não consegue lamentar direito uma perda de tal ressonância, o que é que consegue lamentar? Aos 18 anos de idade, eu finalmente crescera. A vida adulta não podia comportar o tipo de obsessão com o qual eu vinha convivendo, e se tivesse que sacrificar Terry Mancini ou Peter Simpson para poder comprender Camus adequadamente e dormir com um monte de alunas de arte nervosas, neuróticas e vorazes, que assim fossse. A vida estava prestes a começar, de modo que o Arsenal tinha que partir(…)

FIM DE CAPÍTULO

MINHA SEGUNDA INFÂNCIA – Arsenal vs. Bristol City – 21/08/1976″ -

“Acabou que minha frieza em relação a tudo que dizia respeito ao Arsenal não tinha nada a ver com ritos de passagem, garotas, Jean-Paul Sartre ou Van Morrison, e muito a ver com a incompetência da dupla de ataque Kidd/Stapleton. Quando Mertie Mee pediu demissão em 1976 e seu substituto Terry Neill trouxe Malcolm MacDonald do Newcastle por £ 333.333, minha devoção ressucitou misteriosamente, e no começo da nova temporada lá estava eu de volta a Highbury, tão estupidamente otimista com o clube e tão faminto para ver um jogo quanto no começo dos anos 70, quando minha obsessão antigira um pique febril. Se eu estivesse certo ao presumir anteriormente que minha indiferença demarcava a chegada da maturidade, então esta maturidade durara apenas dez meses, e à idade de 19 anos eu já estava na minha segunda infância…”

Ao longo da infância e da adolescência, todo o torcedor fanático passa por estas fases. Quer se desligar do futebol. Mas isto é uma droga, da qual não podemos nos separar. Relacionamentos passam, alguns ficam. Mas a paixão por seu time vem desde criança, e não muda.

Eu sou assim. Futebol está no meu sangue. As pessoas me entendem, ou não. Me compram assim mesmo.

É um vício. Eterno. Sem cura.

Postado por Perin, fechando a seção literária no Almanaque

Livros sobre futebol: `Febre de Bola`, parte I

18 de dezembro de 2008 9

Hoje vamos contar uma história que inclusive virou filme. Há muitos anos atrás, meu grande amigo Maurício Neves de Jesus me emprestou um livro chamado “Febre de Bola“, de um autor chamado Nick Hornby. Ele disse apenas, com sua sapiência secular (que só errou ao escolher o Flamengo como time do coração): “leia Perin, você vai se identificar”. Como sempre, o Mau estava certo…

Este livro de horby é autobiográfico. Assim como seus romances posteriores como `Alta Fidelidade` (Tim Robbins, John e Joan Cusack, entre outros no elenco) ou `Um Grande Garoto` (Hugh Grant, Toni Coillette e Rachel Weisz), `Febre de Bola` virou filme (estrelado pelo excelente Colin Firth). Mas não adianta. Se não és daqueles que seus amigos dizem “fulano é doente“, então você não deve ler este livro.

Febre de Bola - Autor: Nick Hornby/Editora RoccoOs capítulos são nomeados por jogos, por temporadas. Por jogadores, sejam bons ou ruins. Por decisões. Tudo na vida de Hornby gira em torno de sua quase doentia paixão pelo Arsenal (curiosamente, em um período de vacas magras do clube de Highbury, que ficou quase 20 anos sem ganhar nada, com direito a fiascos monumentais em decisões de Copas da Inglaterra).

Ao longo de quase três décadas, Nick marca compromissos de acordo com a tabela de jogos, o jogo de seu time é prioridade absoluta, lembra de detalhes de quase todos os jogos, sabe o que fez naquele dia e hora, tem mau humores insuportáveis quando seu time dá vexame ou entra em estado de melancolia profunda. Seus melhores amigos são os companheiros de arquibancada. Aumentou a relação com familiares levando irmãos mais novos para o estádio. Fica eufórico com jogos simplórios, decisões e títulos inesquecíveis. Ou seja, resumindo: Nick Hornby é Alexandre Miguel de Negreiros Perin. E vice-versa.

Sob esta ótica, com detalhes completos, ele conta a vida do próprio Hornby, a separação de seus pais e como ir ao estádio do Arsenal no final dos anos 60 se tornou uma válvula de escape para viver com seu pai, depois com seus meio-irmãos e com todas as pessoas que convivem com ele.

Nick passa pela faculdade em Cambridge (e uma obsessiva e inevitável paixão pelo obscuro Cambridge United, da 5° divisão, valeu CH!!!). Sua volta à Londres, sua vida de professor recém-formado e seu início de carreira como escritor.

Amanhã irei citar dois trechos do livro que eu sempre me identifiquei, que exemplifica como o futebol está em minha vida.

Postado por Perin, que já leu o livro umas 3 vezes…

Gols sensacionais nos instantes finais, parte II

10 de dezembro de 2008 1

Continuando a sequência de títulos que foram decididos no “apagar das luzes”, mais gols internacionais. Semana que vem, a lista de gols nacionais.

6º) Patrik Andersson – Hamburgo 1×1 Bayern de Munique – Campeonato Alemão 2000/01
7º) Michael Thomas – Liverpool 0×2 Arsenal – Campeonato Inglês 1988/89
8º) David Trezeguet – França 2×1 Italia – Eurocopa 2000
9º) Cristian Nasuti – River Plate 2×1 Boca Juniors – Copa Libertadores 2004

6°) Patrik Andersson, Hamburgo 1×1 Bayern de Munique
49 do 2° tempo, última rodada do Alemão 2000/01 – Bayern levou 1×0 no final, mas fez o gol do título em um tiro livre indireto nos acréscimos.

7°) Michael Thomas, Liverpool 0×2 Arsenal – Final em campeonato de pontos corridos
47 do 2° tempo, última rodada do Inglês 1989 e gol do título  – O Arsenal precisava vencer por 2 gols pra ser campeão. Fez o segundo no finzinho e levou a taça:

8°) David Trezeguet, França 2×1 Italia
10 do 1° tempo da prorrogação, final da Eurocopa 2000 – Gol de Ouro e título francês:
http://youtu.be/6jZIa-2MIKM

9°) Cristian Nasuti, River Plate 2×1 Boca Juniors
50 do 2° tempo – semifinal da Copa Libertadores 2004 – Boca empatou com Tévez aos 44 do 2° (ele foi expulso por imitar uma galinha), mas Nasuti levou para os pênaltis

Primeiro o gol de Tévez aos 44 do 2º tempo. Reparem que Tévez é expulso por comemoração imitando uma ‘galinha’, apelido pejorativo do River Plate:

E depois do Nasuti, nos acréscimos, levando o jogo para os pênaltis:

Como eu disse, semana que vem começaremos com gols brasileiros! Espero que gostem!

As melhores imagens de torcedores no mundo

02 de dezembro de 2008 0

Cenas espetaculares protagonizada por torcedores de todo o planeta:

Dinamo Dresden (Alemanha)

Fenerbahce (Turquia)

Besiktas (Turquia)

Crvena Zvedza, ou Estrela Vermelha (Sérvia)

Urawa Red Diamonds (Japão)

Torcidas da Inglaterra (Everton, Arsenal, West Ham, Manchester United, Tottenham Hotspur, Nottingham Forest, Leeds United, Liverpool)

Postado por Perin, fã destes shows!

Disputas de pontos corridos decididas nos instantes finais!

01 de dezembro de 2008 5

Parecia que eu estava adivinhando. Na semana passada, postei quatro textos relatando campeonatos de pontos corridos no futebol mundial que sofreram grandes reviravoltas nas rodadas finais.

O primeiro texto falava sobre temporadas nas quais o líder jogou fora uma larga vantagem e acabou perdendo o título.
A segunda série de artigos eram sobre disputas de pontos corridos que foram decididos nos últimos minutos da última rodada.

Nesta série de artigos, o primeiro post fala de duas temporadas na Alemanha. Primeiro, o Campeonato Alemão de 91/92, com Eintracht Frankfurt, Borussia Dortmund e Stuttgart sendo campeões em 90 minutos. Depois o de 2000/01, quando o Bayern de Munique foi campeão por 91 minutos, o Schalke 04 por dois minutos até que o Bayern garantisse a taça aos 49 do 2º tempo.

No segundo post, o Campeonato Argentino Apertura de 2005 e ainda o Campeonato Italiano de 99/2000. No primeiro, o Boca Juniors jogou fora o título nas últimas duas rodadas, dando o caneco para o Estudiantes. E no segundo, a Juventus jogou fora oito pontos de vantagem e perdeu o título para a Lazio na última rodada, em um jogo contra o Perugia que durou mais de três horas…

No texto final da série, o incrível Campeonato Inglês de 1988/89, decidido na rodada final em um jogo com os líderes Liverpool e Arsenal. Este tinha que vencer fora de casa o então multicampeão Liverpool por dois gols de diferença para levar o caneco. E conseguiu aos 49 do 2º tempo.
Nesta longa semana que se avizinha, os gremistas sonham com a repetição do Argentino de 2005, quando estavam em situação idêntica ao Estudiantes faltando duas rodadas. Já os são-paulinos esperam a confirmação das histórias de times que estavam muitos pontos na frente e perderam o título (caso do Tricolor Gaúcho, que chegou a ter 11 pontos de vantagem sobre o Tricolor Paulista.
De qualquer maneira, pontos corridos é o melhor, o mais justo e, como podemos ver acima, tão emocionante quanto quaisquer finais.

Pontos corridos decidido no último jogo, parte III e Final

29 de novembro de 2008 6

Depois de dois dias contando histórias de campeonatos de pontos corridos na Alemanha, Argentina e Itália, todos decididos no último jogo, em momentos dramáticos, vamos a uma “final” de pontos corridos. Quando a última rodada reúne justamente os candidatos ao título, algo bastante raro.
Em 1989, os clubes ingleses seguiam suspensos pela UEFA por causa da Tragédia de Heysel e não podiam disputar competições européias. Sendo assim, as Copas e o Campeonato Nacional eram disputados com força máxima, a única competição que eles poderiam disputar.
Dia 1° de janeiro de 1989 o Arsenal estava inacreditáveis 17 pontos na frente do Liverpool. O campeonato teve atrasos por causa da Tragédia de Hillsborough, em Sheffield, pela Copa da Inglaterra quando 96 torcedores morreram esmagados por superlotação no jogo Liverpool x Nottingham Forest.

Michael Thomas marcando nos acréscimos e decidindo o Inglês de 88-89

Com jogos atrasados em todas as competições, a rodada final marcava Liverpool x Arsenal. Na fila do título nacional há longos 18 anos, o time de Londres foi tropeçando e jogou fora toda a vantagem.
Faltando 3 rodadas para o Arsenal e 4 para o Liverpool, tudo mudou. Nas últimas partidas, o Arsenal perdeu em casa para o Derby County e empatou também em casa com o fraco Wimbledon, enquanto o Liverpool seguia sua reação impressionante. Na penúltima rodada, um 5×1 dos “Reds” no West Ham significava que o Arsenal teria de vencer por DOIS gols de diferença em Anfield para ser campeão no critério do número de gols marcados.
O Liverpool, que buscava uma inédita dobradinha consecutiva (campeão nacional e da Copa da Inglaterra em sequência) não perdia por dois gols de diferença em casa há longínquos 4 anos.
Isto sem contar um jejum de 15 jogos sem vitórias do Arsenal na casa do rival. O pessimismo era profundo, o título era favas contadas em favor do Liverpool, campeão 11 vezes nos últimos 23 anos. “Nem rezando adianta, Arsenal”, estampou o Daily Telegraph no dia da decisão.
Então no dia 26 de maio de 1989, Liverpool e Arsenal decidiram o Campeonato Inglês e o país parou. O Arsenal foi o jogo inteiro superior, lutando com bravura pela vitória apesar da nítida inferioridade técnica. No final do primeiro tempo, Steve Bould quase fez 1×0 para os visitantes.Isto não tardaria no início da etapa complementar, um belo gol de cabeça de Alan Smith aos sete minutos de jogo. Liverpool 0×1 Arsenal, e metade do milagre já havia acontecido.

A partir daí o jogo se tornou nervoso, com o Liverpool muito recuado e o Arsenal tentando atabalhoadamente o gol do título. Aos 35 do segundo tempo, o voluntarioso volante Michael Thomas perdeu um gol feito dentro da área, chutando em cima do goleiro Bruce Grobelaar. A partir daí, o Arsenal desanimou e o experiente Liverpool, simplesmente tetracampeão europeu em 10 anos, era senhor da partida. Entretanto, o jogo não havia terminado…
Nos acréscimos, a bola está no ataque do Liverpool e sobra para o goleiro do Arsenal. John Lukic passa para Lee Dixon que dá um balão. Alan Smith domina e passa de primeira para Michael Thomas, que avança pelo meio-campo. Ele supera a marcação de Steve Nicol e toca na saída de Grobbelaar.
Gol! E do título! Cenas de loucura na tribuna visitante.

Clima de desespero entre os torcedores do Liverpool!


Fim de jogo, Arsenal campeão!
Vejam um compacto de uma das mais memoráveis partidas da história do futebol da Inglaterra. A narração é de Brian Moore e os comentários do ex-jogador David Pleat. A frase de Moore no lance do gol do título ficou imortalizada: “Thomas charging through the midfield, Thomas. It’s up for grabs now, THOMASSS!!!” (Tradução livre: “Thomas avança pelo meio-campo, Thomas. É tudo ou nada agora! THOMASSS“)”:
É amigo… Isto que é emoção!

Pontos corridos: não termina no 1° jogo do returno

26 de novembro de 2008 1

Faltando duas rodadas para o término do emocionante Campeonato Brasileiro 2008, o São Paulo está com uma mão na taça. Cinco pontos na frente do único rival, o Grêmio, o Tricolor Paulista garante o hexacampeonato batendo o Fluminense na próxima rodada, em um Morumbi com capacidade total. Se isto ocorrer, mais uma vez um time muito atrás na tabela terá obtido uma reação espetacular em uma competição de pontos corridos.

Afinal, o São Paulo chegou a ficar onze pontos atrás do Grêmio após levar 1×0 do time gaúcho na primeira rodada do returno. Quando isto ocorreu, falei que era precipitado julgar o time do Morumbi como “carta fora do baralho”.

Como acompanho o futebol europeu há mais de dez anos, lembrava de inúmeras “viradas” em pontos corridos em situações ainda mais difíceis, comentei muitas vezes: pessoal, faltam jogos demais, 1° rodada do returno é muito cedo para qualquer previsão definitiva. E sempre dava o exemplo do Arsenal, que em MARÇO de 2003 tinha oito pontos de vantagem sobre o Manchester United e acabou fazendo tanta bobagem que o Man Utd foi campeão com uma rodada de antecipação.

Aqui no Brasileirão, o Atlético Paranaense jogou fora a liderança em 2004 nas últimas rodadas, dando o título de bandeja para o Santos.

No ano seguinte, o Corinthians (beneficiado com a remarcação de jogos) chegou a ter 11 pontos de diferença sobre o Internacional e terminou a competição com apenas dois.

Recentemente, no Apertura 2006, o Boca Juniors jogou fora 4 pontos de vantagem e perdeu no jogo desempate para o Estudiantes de La Plata. Ano passado, a Internazionale estava disparado na liderança e correu riscos até a última rodada do Campeonato Italiano, contra uma Roma ascendente.

Desastres recentes em pontos corridos:

Newcastle – Campeonato Inglês – 1995/96 (Manchester United campeão) – Chegou a estar 10 pontos na frente no início do returno (e era do Liverpool, não do Manchester!). Achou que já estava ganho e o time de Kevin Keegan perdeu o título na última rodada para os vermelhos comandados por Eric Cantona.

Bayer Leverkusen – Campeonato Alemão – 2000 (Bayern de Munique campeão) – Aos poucos o time do brasileiro Émerson foi perdendo a liderança isolada e perdeu o título na última rodada ao levar 2×0 do inexpressivo Unterhaching.

Arsenal - Campeonato Inglês – 2003 (Manchester United campeão) – Tinha oito pontos de vantagem em Março, faltando poucas rodadas, mas perdeu o título na penúltima rodada.

Atlético Paranaense – Campeonato Brasileiro – 2004 -  (Santos campeão) – Nas últimas 4 rodadas jogou fora uma vantagem de três pontos e terminou vice-campeão, três pontos atrás.

Boca Juniors – Campeonato Argentino Apertura – 2006 (Estudiantes de La Plata campeão) – O Boca jogou fora 4 pontos de vantagem faltando duas rodadas e perdeu de virada no jogo desempate.

De presente, uma amarelada histórica envolvendo o próprio Grêmio. Virtualmente rebaixado, o Tricolor perdia por 3×0 do Atlético Paranaense (jogando em Erechim, campo neutro) faltando 4 rodadas para o término do Brasileirão 2004.

De presente, uma amarelada histórica envolvendo o próprio Grêmio. Virtualmente rebaixado, o Tricolor perdia por 3×0 do Atlético Paranaense (jogando em Erechim, campo neutro) faltando 4 rodadas para o término do Brasileirão 2004.

Com o orgulho ferido, aquele horroroso time gremista fez três gols no finalzinho da partida e quem se deu mal foi o Furacão, que ali começava sua derrocada. No início do 2° tempo o time paranaense estava vencendo por 3×0, somando naquele instante 85 pontos, contra 79 do Santos, que perdia por 1×0 para o Paysandu em Belém.

O time paranaense cedeu o empate em uma heróica reação gremista, o mesmo ocorrendo com o Santos que empatou em Belém. Assim, o Atlético jogou fora uma magnífica oportunidade de abrir seis pontos e virtualmente terminar a competição, permanecendo dois à frente do time paulista.

Nas rodadas finais, o Atlético perdeu para o Vasco e empatou com o Botafogo, terminando três pontos atrás do Santos, de Wanderley Luxemburgo e Robinho, campeão pela segunda vez em três temporadas. Vejam os gols daquele jogo em Erechim:

Amanhã: campeonatos de pontos corridos decididos de forma dramática na última rodada.

Postado por Perin, com dados do IPE….