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Posts com a tag "Atlético-MG"

Disputas de pênaltis ao longo da história - Internacional (com vídeos!)

09 de maio de 2013 4

O Internacional se sagrou campeão gaúcho no último domingo ao bater, nos pênaltis, o Juventude por 4x3, levantando o tricampeonato estadual. Repetindo 2011, quando conquistou o Gauchão na disputa de pênaltis contra o Grêmio, o título veio nas mãos de um goleiro: Muriel, que repetiu Renan e defendeu a cobrança decisiva.

Muriel pega o pênalti decisivo do tricampeonato - Foto: Ricardo Duarte/Zero Hora

Ao longo da história, foram 28 disputas, contabilizando-se apenas jogos oficiais e divididos assim: Campeonato Gaúcho (13), Copa do Brasil (4), Brasileirão (9 ), Copa Sul-Americana (1) e Copa Libertadores (1).

O Internacional venceu em 19 oportunidades: Campeonato Gaúcho (10), Copa do Brasil (2), Brasileirão (5) e Copa Sul-Americana (1). As derrotas: Campeonato Gaúcho (3), Copa do Brasil (2), Brasileirão (4) e Copa Libertadores (1).

VITÓRIAS COLORADAS NOS PÊNALTIS (19)


DERROTAS COLORADAS NOS PÊNALTIS


ALGUMAS CURIOSIDADES

  • No Brasileiro de 1988 e no Gauchão de 1989, jogos terminados em empate eram decididos em disputas de pênaltis. Por isto tantas repetições nestas duas competições.
  • O Inter se sagrou campeão nos pênaltis em 2011 no Gauchão e 2013, também no Gauchão.
  • Em compensação, perdeu o título na derrota de 1989 no Campeonato Gaúcho.
  • Nesta competição, o Colorado venceu seis disputas. Só não podia perder a que perdeu, na última rodada do hexagonal final contra o Grêmio.
  • A derrota mais significativa foi de 1989, quando o Internacional perdeu nos pênaltis a semifinal da Libertadores contra o paraguaio Olímpia, depois de já perder no tempo normal por 3x2, com direito a pênalti desperdiçado pelo artilheiro colorado Nílson com o marcador em 2x2.

VEJA TAMBÉM

Revolução Alemã, Parte V (final): O futuro do futebol alemão e lições a serem aprendidas pelo Brasil

19 de abril de 2013 8

Ao longo desta semana, o Almanaque Esportivo fez uma profunda análise de tudo que ocorreu na Alemanha nos últimos quinze anos. De como o futebol alemão chegou ao fundo do poço (para os rigorosos padrões germânicos). E a maneira pela qual conseguiu se reerguer do atoleiro: planejamento, organização, investimentos corretos e disciplina financeira.

Muitas dos problemas e das soluções apresentadas ao longo desta semana são perfeitamente factíveis de serem implementadas no Brasil, salvo as habituais diferenças culturais e econômicas entre os dois países. Podemos avaliar em três grandes grupos: formação de atletas, alterações estruturais no plano de jogo e modelo financeiro dos clubes.

  • CATEGORIAS DE BASE

Esta talvez seja a parte mais fácil de ser implementada no futebol brasileiro, mas a que requer mais seriedade e organização. A CBF, federação mais rica e rentável do planeta, tem totais condições financeiras de bancar centros de treinamentos espalhados em todo o Brasil. A questão é a falta de interesse da entidade em reduzir os lucros em prol do desenvolvimento do esporte. Sem contar a falta de transparência da gestão de Ricardo Teixeira e da atual, do contestado José Maria Marín.

Ao contrário da entidade máxima do futebol brasileiro, preocupada apenas em faturar com a Seleção, os clubes estão muito mais avançados na formação de atletas. Muitos times fazem investimentos pesados em categorias de base, com despesas e estruturas de gigantes europeus. É o caso da dupla Gre-Nal, Cruzeiro, Atlético-MG, São Paulo, Santos e o Fluminense.

O problema é no aspecto técnico dos treinamentos. O foco nas categorias de base é na obtenção de títulos e a parte física é privilegiada. Jogadores fisicamente privilegiados se destacam contra adversários ainda em formação física. Esquema táticos focados na vitória e não na construção correta do perfil técnico do atleta são priorizados.

O resultado é bastante insatisfatório porque, excetuando-se os jogadores diferenciados de praxe, os atletas chegam ao profissional com deficiências severas em fundamentos básicos, como passe, cruzamento, conclusões ou cabeceio. Uma reformulação no modelo técnico das categorias de base deve ser estudado, adaptado à realidade brasileira, e executado individualmente pelo menos entre os grandes clubes do país.

O curioso é que esta interessante fonte de renda para clubes com torcidas tradicionais em mercados consumidores mais restritos, como times de capitais nordestinas ou de estados como Pará e Goiás, investem muito pouco em algo que poderia ser a salvação financeira dos mesmos. O comparativo é válido com clubes portugueses como Porto, Benfica, e holandeses como Ajax e PSV, de mercados bem menores na Europa mas que conseguem equilibrar confrontos muitas vezes com um trabalho de excelência na formação de jogadores e prospecção de talentos.

  • REVISÃO DE CONCEITOS TÁTICOS DO FUTEBOL NACIONAL

A discussão neste ponto é mais ampla. Há muito tempo não vemos um time brasileiro com uma solução tática original, jogando de um jeito diferente. Existe uma uniformidade de esquemas táticos, e os resultados se baseiam apenas na diferenças individuais dos elencos e no moral (estado anímico) de cada equipe.

Os clubes brasileiros não possuem uma "filosofia de futebol" alinhada com o histórico de cada equipe, implementado desde as categorias de base. Falta um trabalho de longo prazo, que transcenderia o mandato dos presidentes eleitos das equipes brasileiras e estaria no DNA de cada time.

A média geral dos treinadores nos grandes times brasileiros ganha muito e está totalmente parada no tempo, repetindo trabalhos insatisfatórios e pulando de um clube para outros. Novos nomes no cenário nacional demoram demais para se afirmar. Com salários dos maiores do mundo, a Série A do Brasileirão hoje expõe treinadores limitados, com soluções táticas ultrapassadas e que habitualmente sofrem em confrontos contra adversários de outros países da América do Sul, com poder econômico bastante inferior ao do Brasil.

A sistemática de treinos nos grandes clubes brasileiros é uma repetição de movimentações sem maior profundidade, focados em individualidades contra um trabalho em conjunto. A eterna insistência em "definição dos onze titulares" resulta em um desgaste físico do grupo principal, além da ausência de alternativas táticas.

Mario Gotze, da nova geração alemã, passa pelo brasileiro Júlio César em amistoso de 2012 - Foto: Michael Probst AP

Quando pressionados, os principais treinadores "escapam pela direita", como o multicampeão Muricy Ramalho. Depois de escalar, pela primeira vez no ano, um esquema com três zagueiros justamente contra o Barcelona na final do Mundial, e ser impiedosamente surrado, Muricy ainda teve a audácia de dizer em 2013: "No Barcelona eles não levam muito a sério a parte tática"... Oi?

  • REFORMULAÇÃO DA MATRIZ DE RECEITAS DOS CLUBES BRASILEIROS

Hoje os times brasileiros sobrevivem das cotas de televisionamento. Mesmo que alguns, como Internacional e Grêmio, consigam receitas expressivas em seus quadros sociais, os estádios são fontes de despesas, não de receitas. O futebol brasileiro ainda não está pronto para uma presença de torcedores independentemente da fase do time, como vemos sistematicamente no Newcastle, Sunderland, Southampton e outros times médios. Afinal, o brasileiro só vai ao campo quando seu time está ganhando ou quase sendo rebaixado.

Sem esta fidelidade ainda impregnada no futebol brasileiro, o preço do espetáculo deve ser proporcional ao interesse do torcedor. Ao nível da competição. Ao poder aquisitivo do mercado envolvido. Para definições como estas, existem dois modelos financeiros: o inglês, com ingressos elitizados e que possuem demanda nos grandes clubes. E o alemão, intensamente discutido na última quarta-feira, focado na ocupação plena dos estádios.

Em decisões incompreensíveis de dirigentes de clubes e federações, ou atendendo à interesses das redes de TV, os preços mínimos dos jogos dos campeonatos inclusive competições menores como os Estaduais, estão muito acima de qualquer bom senso. É mais barato você assistir Borussia Dortmund x Bayern de Munique pelo Campeonato Alemão que ver Internacional x Esportivo pelo Gauchão. Isto simplesmente é inaceitável!

Com dezenas de milhões de pessoas entrando na emergente classe média brasileira, os times de futebol do país deveriam estar focando seus esforços neste público-alvo. Fidelizando um número maior de pessoas nos estádios, com uma taxa de ocupação bem superior à atual, aumenta a exibição dos patrocinadores aumenta neste mercado,pois a exposição de mídia da marca em um jogo com casa cheia é infinitamente maior que a de um estádio vazio.

O consumo no estádio aumenta, o número de famílias presentes aumenta. Um ciclo virtuoso de receitas.

A torcida é a razão de existir de todo e qualquer clube. Mais do que títulos, ídolos, estádios, dinheiro. Sem ela, o clube perde sua alma.

O futebol brasileiro precisa recuperar-se. Existem caminhos. E

O difícil é reconhecer os problemas e passar a trilhar, com paciência, planejamento e determinação.

Boa sorte, Brasil. E parabéns, Alemanha.

Entrada criminosa em Ronaldinho lembra lances de Dinho e Bolívar

27 de fevereiro de 2013 10

Nesta terça-feira, no massacre de 5x2 do Atlético-MG contra o Arsenal de Sarandí, tivemos um legítimo "Tributo ao Carrinho" (alô Richard Ducker!). Diego Braghieri acertou uma entrada inaceitável sobre Ronaldinho, com o placar já em 5x2, aos 43 do 2º tempo. O juiz marcou pênalti mas não deu o mais que merecido cartão vermelho. E R10 ainda errou a cobrança... Vejam o lance:

Em 1995, o volante Dinho desferiu uma entrada criminosa no meia Negretti, do Bragantino, na derrota de 2x0 pelo Campeonato Brasileiro.  Depois de levar uma bola no meio das pernas, já perdendo o jogo, Dinho acertou no atleta do time paulista.

Dinho foi expulso, e o jogador adversário ficou fora do Campeonato Brasileiro por ter sofrido uma lesão nos ligamentos do joelho. Alguns meses depois, até como gratidão, Negretti seria contratado pelo Grêmio e fez gol na estréia, vitória contra o São Luiz de Ijuí pelo Gauchão.

Dinho x Negretti em 1995 - Arquivo Zero Hora

Em 2012, o zagueiro colorado Bolívar fez algo muito semelhante no Beira-Rio, vitória de 1x0 contra o Bahia. Ele deu um carrinho no joelho do jovem Dodô, que teve rompimento dos ligamentos do joelho. Bolívar, ao contrário de Dinho e assim como Bragheri, não foi expulso:

POR TODA A VIDA: quem são os jogadores brasileiros que só defenderam um time!

18 de fevereiro de 2013 7

TREZE. Este é o número de jogadores brasileiros que atuaram em um só clube por dez ou mais temporadas. Ou seja, atletas que começaram a jogar profissionalmente e encerraram suas carreiras defendendo uma única agremiação de maneira oficial (e, em alguns casos, a Seleção Brasileira). Não vale jogadores que ficaram muito tempo e depois voltaram ao mesmo clube.

O recordista é o lendário goleiro Kafunga, do Atlético-MG, que defendeu por assombrosos 20 anos o gol do time de Belo Horizonte, de 1935 até 1955. Com um ano a menos, o goleiro palmeirense Marcos, campeão mundial pela Seleção Brasileira em 2002, com 19 temporadas. Com 16 anos, temos o zagueiro Altair, lenda do Fluminense e que também ganhou uma Copa do Mundo, em 1962, ao lado do bicampeão mundial Nilton Santos, talvez um dos maiores laterais-esquerdos da história do futebol e ídolo eterno do Botafogo.

Kafunga - Goleiro do Atlético-MG por assombrosos 20 anos

O atacante Pepe, com 15 anos pelo Santos de Pelé vem a seguir, assim como o zagueiro Junqueira (Palmeiras, 14 anos). Os atacantes Carlitos (Internacional) e Jarbas Batista (Flamengo), defenderam estes clubes por 13 anos. Com 12 anos como profissionais por um só time, dois laterais-direito do Flamengo: Biguá (dos anos 40) e Leandro (dos anos 70 e 80), e o atacante Preguinho (Fluminense). Nesta longa lista, o único meia: Carlinhos, que desfilou seu futebol clássico por 11 anos no Flamengo. Por último, um volante, Zé do Monte, que atuou por 10 anos no Atlético-MG

Nenhum deles está em atividade, boa parte já faleceu e o mais jovem da lista encerrou a carreira em 2011. São 2 goleiros, 2 zagueiros, 3 laterais, 1 volante, 1 meia e 4 atacantes. O que jogou há mais tempo foi Preguinho, que iniciou a carreira em 1928. E o mais recente, o goleiro Marcos, que encerrou em 2011.

O Almanaque Esportivo está aberto a novas inclusões, sobretudo de jogadores de futebol do interior, inclusive jogadores que ainda estão em atividade! Aguardo indicações (a primeira veio com Rafael Kfoury, de Belo Horizonte, que lembrou de Zé do Monte), seguindo as regras:

  • Jogou profissionalmente em um, e apenas um, time.
  • Jogou pelo menos 10 ou mais anos por este time.

AMANHÃ: jogadores famosos que defenderam apenas um clube ainda em atividade


Grêmio atropela no centésimo jogo do Bahia pela Copa do Brasil: confira os recordistas

18 de maio de 2012 0

100. Este é o número de jogos da história do Bahia pela Copa do Brasil. Mas o Grêmio não quis saber e deu um verdadeiro "presente de grego" contra o tricolor baiano, vencendo por 2x1 em pleno Pituaçu e praticamente se garantindo nas semifinais da competição.

Fernando comemora o gol de empate do Grêmio contra o Bahia - Diego Vara/RBS

O Grêmio, apesar de dividir com o Cruzeiro o recorde de títulos na Copa do Brasil (4 conquistas), tem um número bem maior de jogos. É o recordista com 139 partidas, superando o Vasco da Gama na noite de ontem (o time carioca está fora da Copa do Brasil). Logo na sequência, Flamengo, Atlético-MG e Vitória completam o G5. Antes que me perguntem, o Internacional tem 99 jogos.

TIMES COM MAIS JOGOS NA HISTÓRIA DA COPA DO BRASIL

  1. GRÊMIO - 139 jogos
  2. VASCO DA GAMA - 138 jogos
  3. FLAMENGO - 132 jogos
  4. ATLÉTICO-MG - 128 jogos
  5. VITÓRIA - 126 jogos
  6. CORINTHIANS - 114 jogos
  7. PALMEIRAS - 108 jogos
  8. FLUMINENSE - 107 jogos
  9. CRUZEIRO - 106 jogos
  10. BOTAFOGO - 103 jogos
  11. GOIÁS - 101 jogos
  12. BAHIA - 100 jogos

Fonte: Arquivo Pessoal do pesquisador Edison Klein

Campeonato Brasileiro: Recordes e maiores goleadas desde 1971

17 de maio de 2012 4

Em 41 anos de história (não vou considerar a unificação dos títulos), o Campeonato Brasileiro teve muitos campeões: 17 equipes. A principal competição nacional também já teve um número quase insano de fórmulas, bizarras em sua maioria (uma delas tinha como critério de classificação a média de público, em 1974!) até a estabilização com os pontos corridos desde 2003. Mas e as goleadas? E os recordes? Todas as infos estatísticas foram obtidas com o sempre atento colaborador Edison Klein.

No Campeonato Brasileiro foram 2011 goleadas em 15.250 jogos desde 1971, totalizando 13,18%. Na "era pontos corridos" (isto é de 2003 em diante), a frequência de goleadas aumenta: 14,45% de goleadas, 556 em 3846 jogos. Sempre considerando goleada por 3 gols ou mais.

O time que mais goleou neste período é o Santos. A equipe paulista sapecou 113 goleadas até o momento, superando por muito pouco o São Paulo, que tem 112. Na sequência, o Cruzeiro com 107 goleadas, o Internacional com 103 e três times empatados com 95: Flamengo, Vasco da Gama e Atlético-MG. Em casa, o recordista de surras também é o Santos com 85, à frente de Cruzeiro e São Paulo com 81. Já como visitante, o São Paulo tem 31 goleadas, o Santos tem 28 e o Palmeiras 27.

No quesito negativo, o inglório líder das estatísticas é o Vitória com 67 goleadas sofridas, à frente de Goiás (61), Flamengo (57), Botafogo (54) e Cruzeiro (52). Em casa o time mais goleado da história é o Corinthians, com 20 derrotas. Depois, o Vitória com 19 e, empatados, Cruzeiro e Goiás com 14 derrotas por goleada. Já fora de seus domínios, o 'líder' é o Vitória com 48, à frente de Goiás com 47, Flamengo e Paysandú com 45.

As maiores goleadas de todos os tempos no Brasileirão:

  1. 09/02/1983 - Corinthians 10x1 Tiradentes/PI
  2. 14/02/1984 - Vasco da Gama 9x0 Tuna Luso/PA
  3. 02/10/1986 - Guarani 8x2 Piauí/PI
  4. 05/12/1993 - Guarani 8x2 Remo/PA
  5. 16/09/1976 - Flamengo 8x1 Sampaio Corrêa-MA
  6. 23/03/1980 - Vitória/BA 8x1 América/RN
  7. 07/02/1982 - Guarani 8x1 Ceará
  8. 04/02/1982 - Guarani 8x0 River/PI
  9. 04/02/1981 - Flamengo 8x0 Fortaleza
  10. 08/11/1997 - Internacional 7x0 Bragantino (OBS: valeu, Otávio!)

Copa do Brasil: Recordes e maiores goleadas desde 1989

13 de abril de 2012 2

Ontem tivemos mais três jogos da Copa do Brasil 2012. Curiosamente três goleadas pela mesma diferença: Atlético-PR 5x1 no Criciúma, mais os 4x0 da Portuguesa no Juventude e do Fortaleza sobre o Náutico, todos pela segunda fase da competição. Considerando-se "goleada" no critério por 3 ou mais gols de diferença. A maioria das informações deste post são do grande colaborador Edison Klein.

Até hoje foram 447 goleadas em 2245 jogos, percentual de 19,91% na competição. Para efeito de comparação, no Campeonato Brasileiro foram 2011 goleadas em 15.250 jogos desde 1971, totalizando 13,18%. Se formos considerar apenas desde 1989, foram 13,19% de goleadas, 1022 em 7746 jogos. Idêntico! Mesmo nos pontos corridos (isto é de 2003 em diante), este panorama não se inverte, pelo contrário: 14,45% de goleadas, 556 em 3846 jogos. Confesso que fiquei bastante surpreso com estes dados.

O Atlético-MG é o time que mais goleou na história desta competição nacional: 25 vezes, a última de 5x0 no Peñarol-AM fora de casa. Ele superou o Flamengo, que tem 24 goleadas, o São Paulo e o Vasco da Gama com 21 goleadas. Na sequência, Vitória, Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro com 20. Em casa, o Atlético-MG e o Vitória tem 17 goleadas, contra 16 do Palmeiras. Já como visitante, o recordista é o Corinthians com 9, seguido por Atlético-MG e Flamengo com 8.

O outro lado da moeda: os times mais goleados da competição. O 'recorde' é dividido por quatro times: CSA-AL, Rio Branco-AC, Remo e América-RN, todos goleados 9 vezes. Em casa, o América-RN, o CSA-AL, o Flamengo-PI, o Náutico e, pasmem, o Vasco da Gama tem 3 goleadas sofridas. Já como visitante, o Remo 'lidera' com 8, seguido por Rio Branco-AC e Atlético-MG.
Como referência, as maiores goleadas da competição em todos os tempos:

  1. 28/02/1991 - Atlético/MG 11 x 0 Caiçara/PI - Belo Horizonte/MG
  2. 28/03/2001 - São Paulo/SP 10 x 0 Botafogo/PB - São Paulo/SP
  3. 10/03/2010 - Santos/SP 10 x 0 Naviraiense/MS - Santos/SP
  4. 06/04/1993 - Internacional/RS 9 x 1 Ji-Paraná/RO - Porto Alegre/RS
  5. 28/02/1996 - Sergipe/SE 0 x 8 Palmeiras/SP - Aracajú/SE
  6. 10/02/1998 - Vasco da Gama/RJ 8 x 0 Picos/PI - Rio de Janeiro/RJ
  7. 04/03/1997 - Portuguesa/SP 8 x 0 Kaburé/TO - São Paulo/SP
  8. 26/04/1995 - Flamengo/RJ 8 x 0 Kaburé/TO - Rio de Janeiro/RJ
  9. 15/03/2000 - Interporto/TO 0 x 8 Bahia/BA - Porto Nacional/TO

Desempenho: Corinthians liderou por 27 rodadas, vejam outras curiosidades

06 de dezembro de 2011 0

Nada mais justo que o título brasileiro de 2011 para o Corinthians. O time de Parque São Jorge liderou o Brasileirão por 27 de 38 rodadas, um aproveitamento realmente espetacular.  Só uma rodada abaixo do G5 (naquela rodada o Vasco não estava entre os melhores), então absolutamente merecido.

Quem realmente bobeou foi o São Paulo, que ficou 29 das 38 rodadas na zona da Libertadores, mas acabou de fora, assim como Botafogo (31 rodadas) e Palmeiras (13 rodadas). Já o Internacional ficou apenas 3 rodadas no G5, e acabou obtendo a vaga. Em uma campanha absolutamente média, o Grêmio ficou 11 rodadas na insossa 12º colocação, posição aliás que acabou encerrando a competição.

Na ponta de baixo, o Atlético-MG ficou 15 rodadas no Z4 e escapou, assim como o Atlético-GO (6 rodadas) e o Cruzeiro (4 rodadas). O Avaí ficou todo o Brasileirão na zona de rebaixamento, sendo rebaixado merecidamente em último lugar. Outro que jamais saiu do Z4 foi o Atlético-PR. Porém foi o América-MG, também rebaixado (e 34 rodadas no Z4), quem ficou mais tempo na lanterna: 21 jogos.

Confira a relação completa (tabela NACOPA.NET):

Mapa do Desempenho - Brasileirão 2011 - Foto: Arquivo Pessoal

A "Maldição dos oito anos" vai rebaixar o 6º time: o Cruzeiro! Será?

23 de novembro de 2011 1

Os 'números' são incontestáveis: o Cruzeiro será rebaixado! Ao menos é o que indica a já conhecida "Maldição dos oito anos" para deleite dos arquirrivais atleticanos.Campeão brasileiro em 2003, há exatos oito anos, a Rap0sa vive um momento desesperador no atual Brasileirão de 2011

Até hoje quatro CINCO (valeu Augusto Faber Flores!) campeões brasileiros tiveram o desprazer de serem rebaixados oito anos depois. O primeiro foi o Coritiba, campeão em 1985 e rebaixado em 1993. Depois, o Palmeiras, em 1994 e rebaixado em 2002. Depois o Grêmio, campeão em 1996 e rebaixado em 2004. A próxima vítima foi o Corinthians, campeão em 1999 e rebaixado em 2007. E o último amaldiçoado foi o Vasco da Gama, campeão em 2000 e rebaixado em 2008.

OBS: O curioso é que o Atlétic0-MG foi rebaixado em 2005 mas não foi campeão em 1997, caindo na fase semifinal da Série A.

OBS2: Os meus amigos cruzeirenses (Lincolm, Thiago) vão me matar...

Futebol do interior gaúcho se afunda atrás de MG no cenário nacional

05 de novembro de 2011 1

Acreditem: em Santiago do Chile estão discutindo o Gauchão 2012! Lamentavelmente, temos outra reunião da Federação Gaúcha de Futebol para discutir o Estadual 2012 no exterior, repetindo o que já aconteceu em outras duas oportunidades, com tudo bancado para os dirigentes dos clubes. Enquanto se vê um mundo de fantasia com a alta cota 650 mil reais de cotas distribuídas aos times do interior do RS, caminhamos para trás no cenário nacional.

Sim, é evidente que Grêmio e Internacional seguem protagonistas no cenário de elite, mas estou falando dos demais times. Caiu para a metade a representatividade do interior gaúcho no cenário nacional.Existe um abismo financeiro entre a Primeira Divisão gaúcha e o resto, brilhantemente analisado por Iuri Müller e Maurício Brum no artigo: Interior gaúcho: os longos caminhos de um futebol sem dinheiro. Em competições nacionais há pouco apoio financeiro para as viagens longas.

No início do ano, fiquei escandalizado com a Série "Los de Abajo" no magnífico "Impedimento.org", em especial com a penúria do Gaúcho de Passo Fundo.

Wolmar Salton, estádio do Gaúcho de Passo Fundo, preciso falar algo? - Foto: Sport Club Gaúcho

Nesta entrevista ao site Peleia FC, o presidente Novelletto diz: "Eu vou te dar o exemplo de Santa Catarina. Lá são pólos, aqui nós temos Grêmio e Internacional. Em Santa Catarina cada cidade tem seu pólo regional e por isso eles são fortes em séries C e B. Aqui não, eles torcem para o Inter de Porto Alegre e o Grêmio. Você vai a Joinville e lá não tem  ninguém torcendo para Avaí e Figueirense. Já aqui tudo flui para lado de Grêmio e Inter, por isso temos dois grande clubes supercampeões mundiais, que por um lado é bom, mas em contra partida, temos um futebol do Interior bastante fraco."

Esta análise está correta, porém parte de uma premissa errada: a comparação não pode ser feita com o futebol catarinense e sim com o futebol mineiro, que também tem 2 grandes clubes de massa no estado dividindo as atençõees. E olha que Minas Gerais é tradicionalmente muito fraco nos clubes do interior, mesmo considerando o América-MG desta maneira.

  • Em 2002, quando Novelleto substituiu Emídio Perondi e assumiu a FGF, o RS tinha 3 times na Série A (Grêmio, Internacional e Juventude), 1 na B (Caxias) e 2 na Série C (Brasil de Pelotas e Ulbra).
  • Em 2012 terá : 2 times na Série A (Grêmio e Internacional), nenhum na Série B há 5 anos, Caxias na Série C.
  • Em 2002, MG tinha 2 times na Série A (Atlético-MG e Cruzeiro), 1 na Série B (América-MG) e 2 na Série C (Ipatinga e Tupi).
  • Em 2012, o futebol mineiro terá (considerando a indefinição do rebaixamento na Série A): 5 times nas Séries A e B (América-MG, Atlético-MG, Cruzeiro, Boa e Ipatinga), mais o Tupi na Série C.

Enquanto o RS caiu de 6 para 3 times, MG subiu de 5 para 6 nas mesmas divisões. E Ipatinga e América-MG foram promovidos para a Primeira Divisão, algo que não esteve nem perto de ocorrer com nenhum time gaúcho.

Um dos grandes problemas é o calendário do Gauchão. O que na tese de Novelletto é bom, 16 times na Série A com um regulamento que exige muitos jogos, na prática se torna um tiro no pé. A Dupla Gre-Nal joga muitas vezes com time reserva, especialmente se estão na Libertadores, e isto afugenta o público e cria desinteresse da opinião pública. O Campeonato Mineiro tem apenas 12 times e muitas datas a menos: 15 contra 21 23 (valeu, André pela correção).

Mudanças urgentes deveriam estar sendo tomadas por clubes do interior.

Mas quem está na Primeira Divisão não pensa em mudar.

E quem comanda não consegue ver outras soluções.

Pobre futebol gaúcho.