Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "Barcelona"

Ronaldinho e mais seis: confira lista de campeões da Copa Libertadores e também da Liga dos Campeões da Europa!

25 de julho de 2013 0

Ronaldinho entrou para a história do futebol mundial nesta semana. Ele se tornou o sétimo jogador da história do futebol a ter conquistado títulos continentais em dois continentes: Europa e América do Sul. O título desta temporada da Copa Libertadores pelo Atlético Mineiro se aliou à conquista da Liga dos Campeões em 2006 pelo Barcelona.

Outros três brasileiros também conquistaram esta glória incomum: Roque Júnior, Cafú e Dida. O zagueiro e volante Roque Júnior foi campeão sul-americano pelo Palmeiras em 1999 e pelo Milan em 2003. Já Cafú em 1991 e 1992 pelo São Paulo, 2007 pelo Milan impressionantes 16 anos depois de sua primeira conquista. Finalmente Dida, campeão sul-americano pelo Cruzeiro em 1997 e pelo Milan em 2003 e 2007.

Além destes, outros três argentinos conquistaram esta glória: Juan Pablo Sorín, Carlos Tévez e Walter Samuel. O caso curioso é o de Sorín: foi campeão da Libertadores em 1996 pelo River Plate, curiosamente após jogar pela Juventus na Liga dos Campeões daquele mesmo ano. Na real, Sorín estava presente nas duas finais, mas seu nome está registrado.

Tévez é mais simples: campeão no Boca Juniors em 2003, e no Manchester United em 2008. Finalizando, Walter Samuel foi campeão no Boca Juniors em 2000 e na Internazionale em 2010.

Dois casos ficaram “sob júdice”, mas o Comitê Executivo deste blog (leia-se: eu) vetou a inscrição: Edmílson (que teria vencido a Libertadores em 1993 pelo São Paulo e depois em 2006 pelo Barcelona), e Santiago Solari (em 1996 pelo River Plate e em 2002 pelo Real Madrid). O brasileiro não jogou e não estava inscrito naquela Libertadores, o mesmo ocorrendo com Solari no título argentino. Por isto ficaram de fora da listagem.

A dica deste post é do amigo Ricardo Gullo(@gullofilho)

Especial Liga dos Campeões 1999 a 2009 no Almanaque Esportivo

25 de maio de 2013 1

Como aquecimento para a grande final entre os alemães Bayern de Munique e Borussia Dortmund, que chegaram na final da Liga dos Campeões 2012/13 em Wembley. Com campanhas empolgantes e semifinais devastadora, o futebol alemão comprovou sua força na atualidade e tem agradado até os mais fervorosos críticos.

Borussia Dortmund é o azarão - Foto: JOHN MACDOUGALL - AFP

Nada melhor que recuperar as melhores histórias do Almanaque Esportivo ao longo destes anos envolvendo a final da Liga dos Campeões da Europa. Vamos então repetir as histórias de 1999 a 2009? Recontamos a história de dois títulos do Real Madrid, dois do Barcelona, dois do Manchester United, um do Bayern de Munique, outro do Milan, um do Liverpool e finalizando um do Porto. Fico na dívida com 2010 (Internazionale campeã), 2011 (Barcelona campeão) e 2012 (Chelsea campeão), mas prometo que farei um especial sobre elas no início da próxima temporada.

Bayern de Munique é o favorito na final da Liga dos Campeões - Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP

Especial Finais de 1999 a 2007
  • As finais de 1999, 2000 e 2001 – A virada nos acréscimos do Manchester United, o passeio do Real Madrid e o sofrido título do Bayern de Munique
  • As finais de 2002, 2003 e 2004 – O gol antológico de Zidane, a modorrenta vitória nos pênaltis do Milan e o inesperado título do Porto de Mourinho
  • As finais de 2005, 2006 e 2007 – A histórica “remontada” do Liverpool em Istambul, o herói Belletti dá o título ao Barcelona e a “vendetta” do Milan

Especial Final de 2008:

Especial Final de 2009:

Revolução Alemã, Parte IV: aonde patinam as Ligas da Inglaterra, Espanha e Itália

18 de abril de 2013 2

A Liga Alemã já foi o “patinho feio” dos grandes países europeus. Com gramados ruins, estádios piores e poucos craques, a Bundesliga estava muito longe de seus pares ingleses, alemães e espanhóis. Hoje é a segunda liga mais badalada da Europa, com regras atrativas de divisão de cotas de TV e premiações esportivas. O equilíbrio técnico é muito maior que nos gramados espanhóis, a situação técnica e financeira é bem superior à italiana. Por fim, a transparência da origem dos recursos é melhor que a inglesa.

Se dentro de campo, os grandes craques ainda estão na Inglaterra na milionária Premier League, a distância para a Bundesliga reduziu-se drasticamente. Os mercados consumidores dos países em desenvolvimento já assistem mais o futebol alemão. Vamos avaliar hoje as causas desta mudança radical e a comparação com os demais, sempre traçando um paralelo entre o modelo econômico (já discutido na parte III) e aspectos técnicos/táticos (avaliados na parte II deste estudo).

  • ESPANHA

O futebol espanhol e sua “La Liga” vivem um momento perigoso. Barcelona e Real Madrid hoje possuem 50% da receita de TV , existindo um profundo abismo entre eles e os demais. O economista espanhol José María Gay de Liébana comentou recentemente que o modelo está fracassado, citando o fato de que em 2011 os times espanhóis gastaram 200 milhões de euros a mais do que arrecadaram. Algo ainda mais dramático avaliando-se a profunda crise econômica do país, que afeta a média de público, a situação financeira dos clubes, patrocinadores e o valor dos direitos de televisionamento.

Crise econômica na Espanha afeta o futebol – Foto: Andres Kudacki / AP

Na Espanha os horários de televisão são esdrúxulos (lembra algum lugar?) e os preços mínimos são abusivos: o ingresso mais barato na Espanha é de 25 euros. E isto que o modelo espanhol tem três preços: “normal”, “clássicos locais” e “contra Barcelona e Real Madrid”. Os estádios espanhóis, em sua maioria, são péssimos e incompatíveis com os valores apresentados. E o valor ínfimo do pay-per-view de 15 euros (lembra algum lugar, parte II?) acomoda os torcedores em casa, na TV.

Barcelona e Real Madrid chegam a receber 10x mais de TV que os times menores, e 5x mais que todos os demais, com quase 50% da audiência. Já fiz um estudo sobre isto em 2012, intitulado “Futebol espanhol: ‘Nossa liga não é só a maior porcaria da Europa, mas do mundo’ “. Vale conferir também o documentário abaixo, em inglês:

Em compensação a situação das categorias de base da Espanha é melhor que no resto do mundo. Há 20 anos um processo longo de formação de jogadores deixou clara esta evolução, com títulos nas divisões de base e depois com o sucesso total em duas Eurocopas e na última Copa do Mundo, que a “Fúria” é um dos países de elite no esporte. Resta saber se o naufrágio econômico recente e a incompreensível divisão dos direitos de televisionamento possam ter um impacto futuro nesta política de sucesso na formação de jogadores.

  • INGLATERRA

No país que criou o futebol, o problema é o desequilíbrio financeiro causado por grandes investidores na Premier League, e uma incapacidade de formar novos jogadores. Estamos acostumados a ver magnatas despejando centenas de milhões de euros (em alguns casos, ‘lavando’), buscando a glória rápida, sem planejamento.

Isto nem sempre promove o sucesso, caso recente do Queens Park Rangers, virtualmente rebaixado com um elenco milionário na atual temporada inglesa. O Portsmouth sofreu um castigo ainda maior: depois de ter sido sucessivamente comprado e vendido por diversos controladores, descumpriu pagamentos, atrasou salários, perdeu pontos. Quase faliu e hoje está próximo da quarta divisão, em uma derrocada fulminante.

Eventualmente os resultados são positivos, como no Manchester City (campeão inglês) e no Chelsea (campeão europeu), mas a dependência de uma fonte externa de recursos é imensa. O que será do Chelsea no dia que Roman Abramovich resolver parar de “brincar de futebol”? Não temos esta resposta.

Roman Abramovich gastou 2.2 bilhões no Chelsea até chegar ao título europeu – Foto: CARL COURT / AFP

Porém o problema também existe nos gramados. O trabalho nas categorias de base, seguindo um modelo implementado em 1997 pelo ex-treinador Howard Wilkinson é terrível. Oss grandes times, quase todos comandados por bilionários, almejam resultados rápidos e investem em grandes estrelas, enfraquecendo o desenvolvimento local.

Jogadores formados em times como Arsenal e Liverpool acabam rodando em times menores, por falta de oportunidades, e contratados posteriormente pelos mesmos times nos quais iniciaram a carreira. E não é falta de locais de treinamento: existem centros de excelência nas categorias de base, um acesso rápido ao site da Federação Inglesa deixa claro que não é a estrutura e sim o resultado deste trabalho o “xis da questão”

Decisões radicais como exigir que cinco, seis ingleses devem sempre serem escalados pelas equipes promoveriam uma gradual qualificação do futebol nacional, mas teriam resultados de mídia e financeiros impopulares, com a fuga das grandes estrelas dos principais times. Então, nem a Premier League tampouco os clubes de elite adotam medidas deste porte. Com clubes dependentes de investimentos externos, regras financeiras bastante flexíveis, os débitos se avolumam.

Os times ingleses ainda estão entre os principais da Europa, mas suas finanças não estão sadias. Um calendário sem parada de inverno deixa os times bastante desgastados, com dificuldades na reta final da temporada. A constatação final fica evidenciada nos resultados ruins do “English Team” nos últimos 15 anos, sempre longe dos favoritos desde o ótimo time de 1998 e com jogadores que ainda não jogam em outros centros, o habitual “anglocentrismo“. Até fora de uma Eurocopa, como em 2008, a Inglaterra já conseguiu. São questões não tão visíveis perante ao charme da Premier League. Mas os problemas existem, e são graves.

  • ITÁLIA

Se na Espanha os resultados dos gigantes e da Seleção são brilhantes, e na Inglaterra a liga é ainda a melhor do mundo, o “Calcio” sofre problemas generalizados que afetam a saúde de sua histórica “Serie A“. Primeiro, uma situação econômica ruim. Depois, violência desenfreada entre os “ultras” sem uma resposta qualificada das autoridades. Também com estádios decrépitos e uma Liga em franca decadência, minada por escândalos consecutivos de corrupção. Outro problema são ingressos caríssimos nos grandes centros, afastando os jovens dos estádios.

Terminaram os problemas? Que nada: muitos times em situação financeira delicada, alguns em estado de falência ou falidos. Um modelo de futebol ultrapassado, no qual os presidentes dos clubes mandam demais e planejam de menos. A situação do futebol italiano só não é pior porque encerrou-se em 2006 um ciclo de grandes craques com um titulo mundial. Problemas. Problemas. Problemas.

Mas os clubes não sabem o caminho do sucesso. Por quase uma década, um contrato de TV que deu dinheiro demais para alguns times deixou a situação parecida com a da Espanha. Em 2011 o contrato foi renegociado em termos muito melhores, diminuindo a discrepância de valores entre os maiores e os menores, mas o resultado ainda não ocorreu de fato nos gramados. Recentemente, a Fiorentina, o Perugia, Piacenza, Ancona e outros tantos clubes menores pediram falência e foram declarados extintos.

Itália, campeã mundial em 2006, vive momento conturbado fora de campo – AFP PHOTO / GIUSEPPE CACACE

Nas categorias de base, a preocupação é grande. Repetindo o ocorrido com o futebol alemão na década retrasada, os italianos chegaram ao esgotamento de uma geração talentosa de Alessandro Del Piero, Francesco Totti, Alessandro Nesta, Fabio Cannavaro, Paolo Maldini sem reposição. Poucos times, como a Fiorentina e o Genoa, possuem um trabalho primoroso nas equipes “Primavera“. Recentemente passos foram dados na direção correta, formando novos atletas e organizando as categorias de base. Ainda em um patamar inferior ao do passado, das glórias dos anos 80 e 90. Falta um longo caminho.

Mas, talvez, o grande problema seja fora dos gramados: a sempre presente corrupção, envolvendo suborno de árbitros e atletas. Três grandes escândalos estouraram na Itália nos últimos 30 anos, 2 deles só na década passada. O problema endêmica em todas as esferas da sociedade italiana, é particularmente profunda no futebol: gigantes como Milan e Juventus já foram rebaixados, e muitos outros foram punidos. Porém viradas de mesa e redução de penas são comuns, o que afeta a credibilidade do esporte nacional.

Não foi à toa que recentemente os times italianos perderam a quarta vaga na Liga dos Campeões, dada apenas aos três primeiros do ranking da UEFA. Líderes do mesmo há cerca de dez anos, os times da Série A foram ultrapassados primeiro pelos espanhóis, depois pelos ingleses. E agora, adivinhem… Pelos alemães!

E o Brasil nesta análise? Este será o tema da última parte da análise, a ser publicado amanhã…

POR TODA A VIDA: jogadores ainda em atividade que só jogaram em um time!

19 de fevereiro de 2013 8

Ontem contei a história dos doze jogadores brasileiros que atuaram por um só time ao longo de toda a carreira e por mais de dez anos. Hoje vamos citar os principais jogadores (das maiores ligas sul-americanas e européias) que atuaram por um só time por dez ou mais anos e que ainda estão em atividade.

Esta história é repleta de craques, muitos deles conhecidos de todos nós, e outros jogadores surpreendentes. Mas, repetindo: só valem atletas que jamais defenderam dois times como profissionais, valendo empréstimos, times no início ou final de carreira.

Interessante ressaltar que o jogador que ficou mais tempo em um só clube e por toda a sua carreira é o supremo defensor italiano Paolo Maldini, que jogou por assombrosos 25 anos pelo Milan. Ainda em atividade, o galês Ryan Giggs é o recordista. Ele está há 23 temporadas no Manchester United.

Ryan Giggs, recordista com 23 anos no Manchester United - Foto: Andrew Yates / AFP

Apenas um time tem quatro atletas na lista: o Barcelona, que novidade né? Xavi, Iniesta, Puyol e Victor Valdés (que sairá desta lista pois vai trocar de clube em 2014). Com três atletas o Manchester United (Darren Fletcher, Ryan Giggs e Paul Scholes), o japonês Kashima Antlers (Masashi Motoyama, Hitoshi Sogahata e Takeshi Aoki).

Com dois jogadores: o escocês Kilmarnock (Garry Hay e James Fowler), o inglês Liverpool (Jamie Carragher e Steven Gerrard), a italiana Roma (Francesco Totti e Daniele de Rossi) e o russo Zenit (Vyacheslav Malafeev e Igor Denisov).

Ainda vou ressaltar alguns nomes e seus respectivos times: Gianpaolo Bellini (Atalanta-ITA), Gastón Turus (Belgrano-ARG), Carlos Gurpegi (Athletic Bilbao-ESP), Bastian Schweinsteiger (Bayern de Munique-ALE), Marc Planus (Bordeaux-FRA), Oka Nikolov (Eintracht Frankfurt-ALE), Héctor Reynoso (Chivas Guadalajara-MÉX), Tony Hibbert (Everton-ING), Steven Cherundolo (Hannover 96-ALE), Sabri Sarioglu (Galatasaray-TUR) e Iker Casillas (Real Madrid-ESP)

SUPERAÇÃO: A história de Gabriel, um brasileirinho especial

30 de agosto de 2012 2

Gabriel Muniz. Brasileiro. Onze anos. Depois de um período de testes no Centro de Treinamentos do Barcelona em Saquarema, o garoto foi convidado para treinar na Espanha, e viajará nos próximos dias para a Europa.

O que poderia ser uma simples prospecção de talentos precoces por uma potência européia se torna uma história inspiradora por um simples fato.E qual seria? Vejam o vídeo:

O menino nasceu com este problema, o que não lhe impediu de andar desde o período costumeiro, com um ano de idade. Ano passado, ganhou próteses mas prefere não utilizá-las para jogar futebol. Sua força de vontade comoveu os dirigentes do Barcelona, que custearam uma viagem para o CT na Catalunha. Lá, Gabriel terá a chance de conhecer seu grande ídolo e inspirador, o argentino Lionel Messi.

Gabriel em Saquarema, no CT do Barcelona

Mas nesta história, o inspirador é você, Gabriel.
Obrigado.

F-1 Bizarro: os 3 malucos que invadiram a pista durante as corridas!

23 de julho de 2012 1

Cornelius Horan invadindo o GP da Inglaterra de 2003 - Captura de TV

Vou contar agora casos inacreditáveis que colocaram os invasores, pilotos e fiscais de pista em desespero durante provas da Fórmula-1 nos últimos 15 anos. São três pessoas que invadem a pista durante provas e deixam todos em pânico até que são impedidas pelos comissários. Em resumo: três idiotas.

2000 – GP DA ALEMANHA – HOCKENHEIM

Na lendária pista de Hockenheim, ainda em seu antigo traçado, Um empregado demitido da Mercedes-Benz invadiu a pista na parte mais veloz do circuito e cruzou a mesma sob o olhar atônito dos fiscais de pista que tentavam impedi-lo. Com uma faixa dizendo que a montadora havia lhe demitido depois de 20 anos de serviço, este homem obrigou a entrada de um safety-car até que fosse imobilizado pelos fiscais.  A corrida ficou marcada por um fortíssimo acidente entre o brasileiro Pedro Paulo Diniz e o francês Jean Alesi e, claro, pela primeira vitória de Rubens Barrichello na Fórmula-1, a primeira em sete anos do Brasil na categoria.

2000 – GP DA INGLATERRA – SILVERSTONE

O demente padre irlandês Cornelius Neil Horan invadiu a pista em um setor de alta velocidade na 11º volta. Ao contrário do alemão invasor de três anos antes, Horan entrou no meio da pista com banners escrito “Leia a Bíblia” e “A Bíblia está sempre com a razão”. Horan correu sério risco de ser atropelado e causar um incidente de graves proporções, pois andava na contra-mão da pista em direção à curva, aonde a visibilidade dos pilotos seria menor. Ele foi imobilizado por um fiscal de pista antes que o pior ocorresse:

Este ex-padre (excomungado pela Igreja Católica), faria bem pior no ano seguinte: invadiria a prova de 42km da Maratona de Atenas e derrubou o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, que então liderava faltando poucos quilômetros. Vanderlei terminou com o bronze e posteriormente foi agraciado com a medalha “Pierre de Coubertin“, a honraria máxima do esporte mundial. Assim como em 2000, Hakkinen liderava mas perdeu a distância por causa do safety-car. Rubinho, em uma de suas melhores corridas na carreira, venceu novamente.

2004 – GP DA ESPANHA – BARCELONA

Nesta corrida o invasor foi um velho conhecido. O mundialmente conhecido e insano”Jimmy Jump” invadiu a volta de apresentação do GP da Espanha com sua habitual indumentária ‘promovendo’ a liberdade da Catalunha. Jimmy foi derrubado e retirado pelos fiscais de pista antes que os pilotos ficassem sabendo. A corrida, que não foi afetada pelo incidente, foi vencida por Michael Schumacher.

OBS: obviamente não citei o incidente do GP da África do Sul em 1977, Kyalami, no qual um fiscal de pista morreu atropelado pelo britânico Tom Pryce, igualmente morto no acidente. São casos diferentes, apesar do equívoco em estar dentro da pista ter sido idêntico.

Políticas de futebol? Utopia no Brasil, mas realidade na Europa, parte II

23 de abril de 2012 0

Ontem analisamos as políticas de futebol dos grandes clubes brasileiros. Ou seria melhor dizer: a ausência das mesmas. Está claro que este problema depende de muitas coisas: profissionalização dos clubes, estabilidade política, projeção de resultados a médio-longo prazo, consistência financeira. Hoje vamos estudar quatro exemplos, totalmente diferentes entre si, e que reforçam a idéia da política de futebol: Barcelona, Ajax, Stoke City e Swansea City.

No Barcelona, desde 1988 o time joga no 4-3-3, em todas as divisões. O “tiki-taka“, método de passes curtos, movimentação intensa e jogadas em aproximação, foi adotado por Johan Crujff, Louis Van Gaal, Frank Rikjaard e agora Josep Guardiola. Isto aliado a um fortíssimo trabalho de categorias de base fez o clube se tornar tricampeão europeu em menos de 10 anos com mais da metade do time formado em suas “canterias”. É claro que o sucesso estrondoso das últimas 4 temporadas está aliado a fatores como ter 3 jogadores acima da média ao mesmo tempo: Iniesta, Xavi e Lionel Messi, o melhor do mundo.

A filosofia de futebol está lá: o técnico Guardiola, também formado no clube e ídolo por mais de uma década do time, já decretou que prefere improvisar volantes se não trouxer um zagueiro do estilo que ele quer: que saiba sair jogando. O contra-ponto ocorre em algumas contratações inexplicáveis, como a do excepcional sueco Zlatan Ibrahimovic, que teve uma temporada horrenda no Barça. Mesmo muito técnico e exímio goleador, seu estilo de jogo não ‘casou’ com o Barça e acabou relegado a um papel secundário. Vejam a diferença no jogo Chelsea 1×0 Barcelona da semana passada:

Chelsea 1x0 Barcelona - Fourfourtwo.com

Passes no ataque de Chelsea 1x0 Barcelona - FourFourtwo.com

No Ajax há quase 40 anos se joga, com alguns intervalos, no 3-4-3, com um losango no meio-campo, jogando em velocidade pelos flancos. Aliás, o time holandês é a fonte de inspiração do Barça, que recebeu a lenda holandesa Johan Crujff nos anos 70 como jogador e anos 80 e 90 como treinador e depois dirigente. Vale lembrar do time campeão europeu e mundial de 1995: oito jogadores foram formados no clube. Isto não é por acaso: o clube tem mais de 60 times de categorias de base e a melhor rede de olheiros do planeta.

Ajax no célebre 3-4-3 dos anos 80 - this11.com

Mesmo times menores temos exemplos de sucesso. O Stoke City é um antiquíssimo clube que completa 150 anos no ano que vem. Tradicionalmente na Segunda Divisão, sem títulos relevantes. Adquirido por um consórcio islandês, subiu para a Primeira Divisão em 2008. Por anos sua meta sempre foi escapar do rebaixamento e o clube adotou uma política radical: um estilo defensivo, direto, baseado no contato físico, bola aérea e velocidade. Posse de bola e passes laterais? Esquece. Bola longa, sempre. Vejam os gráficos do Chelsea contra o Barcelona, tirem toda a qualidade técnica do time londrino e, pronto: está feito o Stoke City.

O moderno Britannia Stadium tem as dimensões mínimas: 100 x 64, para facilitar a de. As jogadas de cobrança de lateral de Rory Delap já se tornaram lendárias, com inúmeros gols marcados assim. Os treinadores são contratados seguindo esta filosofia, e o atual Tony Pulis tem tido ótimos resultados em Copas Inglesas e garantindo, pelo segundo ano seguido, vaga na UEFA Europa League.

O estilo de jogo do Stoke City. A posição do centroavante depende do vento... - Fonte: http://www.holtamania.com

Seus torcedores cantam: ““We’re Stoke City, we’ll play how we want” (“nós somos o Stoke City, e nós jogamos como quisermos”) . E o mais legal é  que eles jogam mesmo! Vejam abaixo o compacto de um jogo que define a maneira de jogar da equipe de Stoke-on-Trent:

Do mesmo porte, mas seguindo uma filosofia totalmente diferente, temos o galês Swansea City. Em dez anos, saiu da zona de rebaixamento para a quinta divisão para a divisão de elite do futebol inglês. Desde 2007 o clube segue uma abordagem latina, em especial o futebol de influência catalã da Espanha. Trazida pelo técnico Roberto Martinez, ex-jogador do próprio time, os Swans seguem a filosofia do Barcelona, de passes curtos e triangulações, que foi mantida por seu sucessor técnico Paulo Bento e pelo atual, o elogiadíssimo Brendan Rodgers.

O time sempre sai com a bola jogando e é recordista de passes na Premier League. Abaixo imagens da troca de passes na derrota de 2×0 para o Newcastle. O que deixa claro que, ganhando ou perdendo o time joga sempre igual:

O "Swanselona" de Brendan Rodgers - Fonte: fourfourtwo.com

E imagens amadoras de um jogo do time reserva contra o Liverpool. Isto deixa bem claro que não é só o time titular e sim todo o clube com este comprometimento:

O fato é que equipes muito modestas, como o Stoke e o Swansea, conseguem permanecer com folga na Primeira Divisão Inglesa, enquanto times tradicionais como Southampton, Newcastle, Sunderland e Leeds United foram rebaixados recentemente. Com poucos recursos, estes times buscaram aprimorar idéias, mesmo que radicalmente diferentes entre si.

Barcelona, Ajax, Stoke e Swansea acharam uma identidade.
Uma maneira de jogar.
O sucesso é consequência.

Políticas de futebol? Utopia no Brasil, realidade na Europa, parte I

22 de abril de 2012 0

A espetacular fase do Barcelona nos últimos anos acabou gerando menos discussões do que gostaria na imprensa esportiva. Imaginava uma enxurrada de polêmicas sobre a fórmula do sucesso, que inclui a Espanha, atual campeã européia e mundial de seleções. Previa comparativos com o que tem sido feito no país, mas esta perspectiva pouco ocorreu.

Nem mesmo a humilhante derrota de 4×0 do Santos na final do último Mundial de Clubes mudou esta perspectiva, de buscar discutir o futuro do futebol brasileiro. Os pífios resultados da Seleção Brasileira, aliados à uma inexistência de “maneira de jogador” de todos os grandes clubes do país são frutos da falta de continuidade. Sejam das pessoas, sejam das idéias.

Espanha contra a Suíça na última Copa - Fonte: Arquivo Pessoal

As lamentáveis declarações de Andrés Sánchez, Diretor de Seleções da CBF e ex-presidente do Corinthians, de que o time espanhol passa por uma fase e teve a “sorte” de uma geração de ouro que não vai mais repetir, apenas deixam claro de que o Brasil não discute este assunto com a profundidade que deveria: a ausência de políticas de futebol no cenário nacional.

Não há uma linha de trabalho nas categorias de base do futebol brasileiro focada na formação de atletas e uniformidade da maneira de jogar. Cada clube tem suas características históricas: times como Corinthians e Grêmio basearam-se em marcação forte aliada à qualidade, enquanto equipes como o Santos e o Flamengo quase sempre tiveram sucesso com um futebol mais ofensivo. Isto não importa nesta questão. É irrelevante.

Pois o que devemos observar nos clubes, sejam potências nacionais, forças regionais ou equipes de pequeno porte, é que inexiste um trabalho profundo, buscando formar atletas e unificar linhas de trabalho até chegar ao elenco profissional. Pela volatilidade das questões políticas, afinal pouquíssimos clubes tem permanência de um mesmo presidente ou grupo de conselheiros por um longo tempo, há uma clara deficiência de planejamento dentro do futebol.

Os treinadores chegam e trazem reforços indicados, sem contar indicações ‘casadas’ com seus empresários, muitas vezes sem critério algum. Como o círculo vicioso não termina, a pressão imediata por resultados é muito grande e estes treinadores são demitidos. E o que fazer com os atletas indicados por eles? Recentemente vimos o problema no Grêmio com Silas: indicou Uendel, Ferdinando, Ozéia e William, todos ex-comandados no Avaí. Silas caiu em agosto e o Grêmio ficou com jogadores fora dos planos até o final do ano (Uendel foi pior, ainda tem contrato!).

Outro fator que enxergo como nefasto nesta carência de idéias é a supervalorização dos treinadores. No Brasil se pagam salários superiores à potências européias como Alemanha e Itália. Nomes com poucos títulos nacionais em muitos anos de carreira rodam pelos grandes clubes com salários em uma ascendente, independente dos resultados.

Massimiliano Allegri, ascendente treinador campeão italiano pelo gigante Milan, tem o maior salário do futebol italiano: cerca de 400 mil reais mensais. Isto o deixa em patamar abaixo de Dorival Júnior, Tite, Muricy Ramalho, Cuca, Celso Roth, sem contar os multicampeões Muricy Ramalho, Wanderley Luxemburgo e Felipão. O problema é que Celso Roth ganha salários de 100 mil reais para cima há 10 anos, e só foi ganhar algo de expressão em 2010. Cuca desde 2004 está na rota dos grandes e tem apenas dois estaduais. A relação entre títulos e nível salarial não existe.

Pelas deficiências dos clubes, os técnicos brasileiros são vistos como um “departamento de futebol ambulante“. Que contratam, vendem jogadores como se tivessem o tempo que possuem os managers ingleses. Mas na prática, possuem a instabilidade no cargo de treinadores italianos, que apenas assistem seus presidentes contratarem ou dispensarem atletas.

O que defendo é a adoção de uma política de futebol nos clubes, independente dos dirigentes. Políticas definidas nos planejamentos estratégicos dos clubes, baseadas em critérios científicos e na tradição do clube. Gerando uma identificação das torcidas com seus respectivos times.

Temos ‘cases’ de sucesso na Europa em times gigantescos, como o espanhol Barcelona, grandes potências regionais, como o holandês Ajax. E até mesmo em times pequenos, como o inglês Stoke City e o galês Swansea City.
Isto veremos amanhã…

Diretor de Seleções da CBF, Andrés Sánchez diz que "Barcelona é uma balela" - Uma reflexão

09 de abril de 2012 2

Pelo visto o futebol brasileiro ainda continuará muitos anos patinando se depender da maneira de pensar de seus dirigentes. Andrés Sánchez, o todo-poderoso diretor de seleções da CBF, disparou lamentáveis declarações neste domingo. Em entrevista à TV Gazeta, o ex-presidente do Corinthians declarou que o “Barcelona é uma balela” e ainda cometeu um vergonhoso equívoco de informação ao bradar: “Onde estava o Barcelona há cinco, seis anos?”

Nem vamos considerar o fato que nesta época, o Barcelona era bicampeão espanhol e campeão europeu, com o melhor jogador do mundo (Ronaldinho) eleito em 2004 e 2005. Fica até chato tripudiar sobre alguém que certa vez afirmou: “A verdade é que enquanto uma pessoa tem duas Mercedes Benz para andar, outras precisam pegar ônibus“. Isto ocorreu há sete anos, quando era vice-de-futebol do idôneo Kia Joorabichan no Corinthians da MSI…

Mas é aterrador ler isto do responsável por cobrar bons resultados do treinador da Seleção Brasileira, aliás seu ex-comandado Mano Menezes e que faz um trabalho pífio. É desesperador.

Vou repetir toda a entrevista: “Isso daí de que o Barcelona tem uma escola de futebol, que todo mundo joga igual, é tudo balela. É fase. O que eles ganhavam cinco, seis anos atrás? Nada. E o que vão ganhar daqui cinco, seis anos? Nada, porque Xavi (32), Iniesta (27), Messi (24) e tudo mais vão parar de jogar. Eu já fui pra lá e não vi o time jogar igual ao profissional, ainda perderam de 2 a 0 (Nota do Almanaque: foi 2×1) para o sub-17 do. Corinthians. A única coisa que eu vi de diferente é que os garotos não têm a obrigação de ganhar”.


VAMOS AOS FATOS?
  1. O Barcelona joga assim há mais de 30 anos, desde que Johan Crujff trouxe sua filosofia do Ajax. Não é um time ocasional.
  2. Todos jogam assim, desde o time sub-fraldinha do Barça até o profissional. O Inter pegou o time reserva do Barcelona e sofreu demais para arrancar um empate, porque os reservas jogam igualzinhos aos titulares.
  3. O trabalho de base do Barcelona é tão bom que, se tirarmos os jogadores contratados, o Barça fica com oito, nove das categorias de base. O time que chega mais perto disto, de muito longe, é o Ajax.
  4. O Andrés Sánchez não deve estar vendo os jogos do Barcelona, pois a idade da maioria dos reservas e alguns titulares (tipo o Messi!) é muito baixa, prontos para jogar anos em alto nível.
  5. O trabalho de base do Corinthians foi destruído nos últimos anos justamente pela gestão Andrés Sánchez. Até o tenebroso Alberto Dualib formou mais atletas na base do Parque São Jorge. Para vocês verem, nesta competição citada o Timão quase levou a equipe Sub-18 ao invés de Sub-17. Emblemático.
  6. Se o Barcelona tem alguma “sorte” é de ter gente pensando no futuro, a longo prazo, no comando do clube.
  7. Daqui há seis anos (o tempo indicado por Sánchez), quantos jogadores do Corinthians Sub-17 estarão na Seleção Brasileira? Ravi; Abner, Lucão, Paulo Cesar, PC; Ayrton, Rivinha, Lucas Kevin, Giovanni; Juninho (Matheus), Washington (Léo/Leandro)
  8. Agora façam o mesmo exercício para este time:  Bañuz, Edu (Pol Calvet), Bakoyoc (Miguel Ángel), Bagnack, Ayala, Samper, Babunki (Adama), Patri, Dongou, Quintillà and Grimaldo.
  9. Realmente os jogadores do Barcelona não tem obrigação de ganhar. Isto é consequência. Eles tem obrigação de se formarem como atletas. De saberem os fundamentos, domínio, passe, posicionamento, marcação e cabeceio.

O mais absurdo é que isto esconde uma lição demonstrada na Copa do Mundo de 2010 e na final do Mundial de Clubes em 2011, ambos vencidos pelo futebol espanhol. Lá, assim como na Alemanha, está sendo priorizado o trabalho de categorias de base, prospecção de talentos, qualificação dos técnicos. Isto aliado a um futebol ofensivo, coletivo, bem ao gosto dos torcedores, encanta novos adeptos.

Guardiola vs. Andrés Sánchez - Quem tá certo? - Montagem TI RBS sobre fotos de Franck Fife/AFP e CBF_Divulgação

Enquanto isto, o futebol brasileiro segue na filosofia do “Muricybol“, do treinador Muricy Ramalho tetracampeão brasileiro e maior exemplo desta maneira de jogar. Ligação direta, bolas paradas, jogo defensivo. Que primeiro pensa em anular o adversário e só depois jogar. Desperdiçando o talento coletivo para girar em torno de uma ou duas “superestrelas”.
No dia que este é bem marcado ou joga mal, acabam-se as opções. E o fracasso ocorre.

Como sugestão de leitura para o Andrés Sánchez (famoso justamente por não ler coisa alguma), indico “A bola não entra por acaso“, do ex-dirigente do Barcelona Ferran Soriano.

Talvez aprenda as lições que o futebol brasileiro tanto necessita.

Ou não…

Suicídio de treinador abala futebol europeu: veja outros casos

27 de novembro de 2011 1

Gary Speed, ídolo do Leeds United e Newcastle United e atualmente treinador de País de Gales, se suicidou neste domingo. Um dos recordistas de jogos da história da Primeira Divisão Inglesa, Speed se enforcou em casa em um incidente que chocou o futebol europeu neste final de semana. Não existem ainda informações sobre um período depressivo do treinador, que vinha fazendo um ótimo trabalho recentemente pela seleção de seu país. De 42 anos, Speed deixa mulher e dois filhos.

Vejam o emocionante ‘minuto de silêncio’ no jogo Swansea City x Aston Villa, curiosamente um jogo em solo galês, no qual os torcedores, ao invés do magnífico silêncio sepulcral, cantaram “There is only one Gary Speed“: http://news.bbc.co.uk/sport2/hi/football/15910765.stm

Este lamentável fato nos faz lembrar outros casos famosos, todos muito ligados à depressão clínica. No futebol brasileiro, o mais famoso é do goleiro Carlos Castilho, lenda do Fluminense e que se matou em 1987. A Alemanha ficou chocada com o suicídio do goleiro Robert Enke, da Seleção Alemã e do Hannover, que se atirou na frente de um trem em 2009.

O futebol latino-americano lamentos as perdas de Raimundo Tupper (Seleção do Chile, Universidad Catolica), Lester Morgan (Seleção da Costa Rica) e de Ramiro Castillo (Seleção da Bolívia, Bolívar). Também vale ressaltar o espanhol Joan Gamper, o catalão jogou e que fundou três times: os suíços Basel e Zurich, e o gigantesco espanhol Barcelona.

A própria Inglaterra lembra-se dolorosamente do suicídio do atacante nigeriano Justin Fashanu (Norwich City, Notts County e Nottingham Forest), o primeiro jogador gay publicamente assumido enquanto atleta, que se suicidou após ser acusado (sem provas concretas) de ter cometido estupro em um menor, além de Dave Clement (Seleção da Inglaterra e Queens Park Rangers). Os escoceses Hughie Gallacher (Seleção da Escócia, Airdrie, Newcastle United ) e Erich Schaedler (Seleção da Escócia, Hibernians); e o italiano Agostino di Bartolomei (Roma e Milan) são outras trágicas lembranças.

Um tributo ao ótimo Gary Speed: