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EXCLUSIVO - Todos os estádios de futebol já utilizados no Campeonato Brasileiro desde 1971!

24 de maio de 2013 0

Com exclusividade, o Almanaque Esportivo publica a lista de todos os estádios de futebol já utilizados no Campeonato Brasileiro desde 1971. São 132 estádios divididos em quase todos os estados do país, exceto Rondônia, Tocantins, Acre, Roraima e Amapá. Todo o extenso levantamento foi feito pelo pesquisador Edison Klein ao longo das últimas quatro décadas em seus arquivos pessoais.

O Rio Grande do Sul está representado por nove estádios de seis cidades diferentes: Beira-Rio e Olímpico (Porto Alegre), Centenário e Alfredo Jaconi (Caxias do Sul), Aldo Dapuzzo (Rio Grande), Santa Rosa (Novo Hamburgo), Baixada Melancólica (Santa Maria), Colosso da Lagoa (Erechim) e Bento Freitas (Pelotas). A Arena do Grêmio será o décimo estádio gaúcho no Campeonato Brasileiro.

Maracanã, Mineirão e Morumbi - Estádios mais usados no Brasileirão - Foto: Montagem sobre Arquivo Grupo RBS

O Beira-Rio é o quinto estádio mais utilizado, com 570 jogos e 1395 gols, e certamente será superado pelo Serra Dourada (também com 570 jogos) nesta temporada, já que não irá sediar jogos do Brasileirão (salvo mudança radical nos planos). Já o Olímpico terminou sua história no Brasileirão com 537 jogos e 1316 gols, mas não será superado por ninguém. Os líderes de utilização são, como eu imaginava, Maracanã, Mineirão e Morumbi. Dos cinco primeiros, o Beira-Rio é o que mais foi utilizado por um único time, pois tivemos ainda um jogo do Brasil de Pelotas no Beira-Rio.

Vejam a lista completa nos meus arquivos públicos disponibilizados via Google Drive: 1971 - 2012 - Estádios utilizados no Campeonato Brasileiro

# Estádio/Cidade/Estado Jogos % do Total Gols % do Total Média de Gols
1 Maracanã/Rio de Janeiro-RJ 1.282 8,2614% 3.212 8,2993% 2,5055
2 Mineirão/Belo Horizonte-MG 1.034 6,6632% 2.730 7,0539% 2,6402
3 Morumbi/São Paulo-SP 775 4,9942% 2.004 5,1780% 2,5858
4 Pacaembu/São Paulo-SP 639 4,1178% 1.591 4,1109% 2,4898
5 Beira-Rio/Porto Alegre-RS 570 3,6732% 1.395 3,6045% 2,4474
6 Serra Dourada/Goiânia-RJ 570 3,6732% 1.512 3,9068% 2,6526
7 Couto Pereira/Curitiba-PR 552 3,5572% 1.302 3,3642% 2,3587
8 Fonte Nova/Salvador-BA 543 3,4992% 1.244 3,2143% 2,2910
9 Olímpico/Porto Alegre-RS 537 3,4605% 1.316 3,4003% 2,4507
10 Arruda/Recife-PE 419 2,7001% 1.065 2,7518% 2,5418
11 São Januário/Rio de Janeiro-RJ 415 2,6743% 1.170 3,0231% 2,8193
12 Vila Belmiro/Santos-SP 400 2,5777% 1.142 2,9508% 2,8550
13 Palestra Itália/São Paulo-SP 347 2,2361% 998 2,5787% 2,8761
14 Brinco de Ouro/Campinas-SP 346 2,2297% 866 2,2376% 2,5029
15 Ilha Do Retiro/Recife-PE 312 2,0106% 724 1,8707% 2,3205
16 Orlando Scarpelli/Florianópolis-SC 262 1,6884% 627 1,6201% 2,3931
17 Castelão/Fortaleza-CE 260 1,6755% 659 1,7028% 2,5346
18 Moisés Lucarelli/Campinas-SP 258 1,6626% 718 1,8552% 2,7829
19 Arena da Baixada/Curitiba-PR 255 1,6433% 717 1,8526% 2,8118
20 Canindé/São Paulo-SP 241 1,5530% 590 1,5245% 2,4481
21 Alfredo Jaconi/Caxias do Sul-RS 220 1,4177% 529 1,3669% 2,4045
22 Barradão/Salvador-BA 203 1,3082% 611 1,5787% 3,0099
23 Vivaldo Lima/Manaus-AM 196 1,2630% 418 1,0800% 2,1327
24 Rei Pelé/Maceió-AL 179 1,1535% 418 1,0800% 2,3352
25 Engenhão/Rio de Janeiro-RJ 178 1,1471% 487 1,2583% 2,7360
26 Pedro Pedrossian/Campo Grande/MS 165 1,0633% 360 0,9302% 2,1818
27 Batistão/Aracajú-SE 156 1,0053% 348 0,8992% 2,2308
28 Engenheiro Araripe/Vitória-ES 151 0,9731% 295 0,7622% 1,9536
29 Pinheirão/Curitiba-PR 149 0,9602% 377 0,9741% 2,5302
30 Aflitos/Recife-PE 146 0,9408% 356 0,9198% 2,4384
31 Baenão/Belém-PA 141 0,9086% 326 0,8423% 2,3121
32 Caio Martins/Niterói-RJ 140 0,9022% 364 0,9405% 2,6000
33 Castelo Branco/Natal-RN 138 0,8893% 311 0,8036% 2,2536
34 Presidente Vargas/Fortaleza-CE 138 0,8893% 281 0,7261% 2,0362
35 Albertão/Teresina-PI 137 0,8828% 296 0,7648% 2,1606
36 Mangueirão/Belém-PA 135 0,8700% 388 1,0025% 2,8741
37 Durival de Brito/Curitiba-PR 129 0,8313% 298 0,7700% 2,3101
38 Heriberto Hülse/Criciúma-SC 122 0,7862% 294 0,7597% 2,4098
39 Independência/Belo Horizonte-MG 121 0,7797% 332 0,8578% 2,7438
40 Anacleto Campanella/São Caetano-SP 119 0,7669% 283 0,7312% 2,3782
41 Nhozinho Santos/São Luís-MA 105 0,6766% 202 0,5219% 1,9238
42 José Fragelli/Cuiabá-MT 102 0,6573% 268 0,6925% 2,6275
43 Marcelo Stefani/Braganca Paulista-SP 97 0,6251% 203 0,5245% 2,0928
44 Raulino de Oliveira/Volta Redonda-RJ 94 0,6057% 241 0,6227% 2,5638
45 Alacid Nunes/Belém-PA 86 0,5542% 196 0,5064% 2,2791
46 Ernestão/Joinville-SC 82 0,5284% 168 0,4341% 2,0488
47 Ernani Satiro/Campina Grande-PB 76 0,4898% 165 0,4263% 2,1711
48 Machadão/Natal-RN 67 0,4318% 180 0,4651% 2,6866
49 Mané Garrincha/Brasilia-DF 66 0,4253% 159 0,4108% 2,4091
50 Arena do Jacaré/Sete Lagoas-MG 65 0,4189% 185 0,4780% 2,8462
51 Pelezão/Brasília-DF 65 0,4189% 141 0,3643% 2,1692
52 Moca Bonita/Rio de Janeiro-RJ 64 0,4124% 133 0,3437% 2,0781
53 Almeidão/João Pessoa-PB 63 0,4060% 146 0,3772% 2,3175
54 Santa Cruz/Ribeirão Preto-SP 61 0,3931% 162 0,4186% 2,6557
55 Ressacada/Florianopolis-SC 60 0,3866% 181 0,4677% 3,0167
56 Café/Londrina-PR 58 0,3738% 151 0,3902% 2,6034
57 Pituacu/Salvador-BA 55 0,3544% 112 0,2894% 2,0364
58 Laranjeiras/Rio de Janeiro-RJ 53 0,3415% 130 0,3359% 2,4528
59 Godofredo Cruz/Campos-RJ 52 0,3351% 110 0,2842% 2,1154
60 Major Levy Sobrinho/Limeira-SP 49 0,3158% 116 0,2997% 2,3673
61 Bento Freitas/Pelotas-RS 41 0,2642% 99 0,2558% 2,4146
62 Centenario/Caxias do Sul-RS 41 0,2642% 104 0,2687% 2,5366
63 Cerejão/Taguatinga-DF 40 0,2578% 111 0,2868% 2,7750
64 Willie Davids/Maringá-PR 40 0,2578% 109 0,2816% 2,7250
65 Pedro Ludovico/Goiânia-GO 39 0,2513% 71 0,1835% 1,8205
66 Herminio Ometto/Araras-SP 38 0,2449% 86 0,2222% 2,2632
67 Ipatingão/Ipatinga-MG 38 0,2449% 113 0,2920% 2,9737
68 Uberabão/Uberaba-MG 38 0,2449% 85 0,2196% 2,2368
69 Arena Barueri/Barueri-SP 37 0,2384% 94 0,2429% 2,5405
70 Luso Brasileiro/Rio de Janeiro-RJ 36 0,2320% 110 0,2842% 3,0556
71 Parque Do Sabia/Uberlândia-MG 28 0,1804% 64 0,1654% 2,2857
72 Prudentão/Presidente Prudente-SP 28 0,1804% 77 0,1990% 2,7500
73 Bruno Jose Daniel/Santo André-SP 27 0,1740% 61 0,1576% 2,2593
74 Jonas Duarte/Anápolis-GO 26 0,1675% 65 0,1679% 2,5000
75 João Castelo/São Luis-MA 25 0,1611% 60 0,1550% 2,4000
76 Barão de Serra Negra/Piracicaba-SP 24 0,1547% 48 0,1240% 2,0000
77 Bezerrão/Gama-DF 24 0,1547% 54 0,1395% 2,2500
78 Luis Viana Filho/Itabuna-BA 24 0,1547% 54 0,1395% 2,2500
79 Municipal/Juiz de Fora-MG 22 0,1418% 54 0,1395% 2,4545
80 Juca Ribeiro/Uberlândia-MG 19 0,1224% 42 0,1085% 2,2105
81 Marechal Hermes/Rio de Janeiro-RJ 19 0,1224% 51 0,1318% 2,6842
82 Martins Pereira/São José-SP 19 0,1224% 34 0,0879% 1,7895
83 Jóia da Princesa/Feira de Santana-BA 18 0,1160% 30 0,0775% 1,6667
84 Italo Del Cima/Rio de Janeiro-RJ 17 0,1096% 29 0,0749% 1,7059
85 Lacerdão/Caruaru-PE 17 0,1096% 44 0,1137% 2,5882
86 Kleber Andrade/Cariacica-ES 16 0,1031% 39 0,1008% 2,4375
87 Aldo Dapuzzo/Rio Grande-RS 15 0,0967% 28 0,0723% 1,8667
88 Indio Conda/Chapecó - SC 15 0,0967% 32 0,0827% 2,1333
89 Palma Travassos/Ribeirão Preto-SP 15 0,0967% 25 0,0646% 1,6667
90 Fonte Luminosa/Araraquara-SP 14 0,0902% 35 0,0904% 2,5000
91 Alfredo de Castilho/Bauru-SP 13 0,0838% 24 0,0620% 1,8462
92 Ari de Oliveira/Campos-RJ 13 0,0838% 24 0,0620% 1,8462
93 Caldeirão do Diabo/São José do Rio Preto-SP 13 0,0838% 27 0,0698% 2,0769
94 Teixeirão/São José do Rio Preto-SP 12 0,0773% 36 0,0930% 3,0000
95 Arthur Marinho/Corumbá-MG 11 0,0709% 28 0,0723% 2,5455
96 Vila Olimpica/Curitiba-PR 11 0,0709% 22 0,0568% 2,0000
97 Zezinho Magalhães/Jaú-SP 10 0,0644% 29 0,0749% 2,9000
98 Coaracy da Mata Fonseca/Arapiraca-AL 8 0,0516% 18 0,0465% 2,2500
99 Ibirapuera/São Paulo-SP 8 0,0516% 22 0,0568% 2,7500
100 Presidente Vargas/Santa Maria-RS 7 0,0451% 18 0,0465% 2,5714
101 Ronaldo Junqueira/Pocos de Caldas-MG 7 0,0451% 11 0,0284% 1,5714
102 Colina/Manaus-AM 6 0,0387% 8 0,0207% 1,3333
103 Edson Passos/Rio de Janeiro-RJ 6 0,0387% 20 0,0517% 3,3333
104 Leonardo Nogueira/Mossoró-RN 6 0,0387% 9 0,0233% 1,5000
105 Romildo Ferreira/Mogi Mirim-SP 6 0,0387% 25 0,0646% 4,1667
106 Gávea/Rio de Janeiro-RJ 5 0,0322% 11 0,0284% 2,2000
107 JK/Itumbiara-GO 5 0,0322% 11 0,0284% 2,2000
108 Justiniano Mello e Silva/Colatina-ES 5 0,0322% 4 0,0103% 0,8000
109 Melão/Varginha-MG 5 0,0322% 7 0,0181% 1,4000
110 Parque São Jorge/São Paulo-SP 5 0,0322% 12 0,0310% 2,4000
111 Presidente Medici/Brasilía-DF 5 0,0322% 11 0,0284% 2,2000
112 Rua Bariri/Rio de Janeiro-RJ 5 0,0322% 7 0,0181% 1,4000
113 Santa Rosa/Novo Hamburgo-RS 5 0,0322% 6 0,0155% 1,2000
114 Walter Ribeiro/Sorocaba-SP 5 0,0322% 13 0,0336% 2,6000
115 Germano Kruger/Ponta Grossa-PR 4 0,0258% 6 0,0155% 1,5000
116 Jose Lancha Filho/Franca-SP 4 0,0258% 6 0,0155% 1,5000
117 Moacyrzão/Macaé-RJ 4 0,0258% 10 0,0258% 2,5000
118 Colosso da Lagoa/Erechim-RS 3 0,0193% 12 0,0310% 4,0000
119 Jayme Cintra/Jundiai-SP 3 0,0193% 5 0,0129% 1,6667
120 Olímpico/Cascavel-PR 3 0,0193% 6 0,0155% 2,0000
121 Curuzu/Belém-PA 2 0,0129% 7 0,0181% 3,5000
122 Pajuçara/Maceió-AL 2 0,0129% 8 0,0207% 4,0000
123 Teixeira de Castro/Rio de Janeiro-RJ 2 0,0129% 10 0,0258% 5,0000
124 Eduardo Guinle/Nova Friburgo-RJ 1 0,0064% 1 0,0026% 1,0000
125 Joaquinzão/Taubaté - SP 1 0,0064% 3 0,0078% 3,0000
126 Junco/Sobral-CE 1 0,0064% 1 0,0026% 1,0000
127 Municipal/Mirassol-SP 1 0,0064% 3 0,0078% 3,0000
128 Nogueirão/Mogi das Cruzes-SP 1 0,0064% 1 0,0026% 1,0000
129 Primeiro de Maio/São Bernardo do Campo-SP 1 0,0064% 3 0,0078% 3,0000
130 Socrates Stamato/Bebedouro-SP 1 0,0064% 1 0,0026% 1,0000
131 Tancredo Neves/Jataí - GO 1 0,0064% 4 0,0103% 4,0000
132 Toca Do Leão/Santa Bárbara D'Oeste-SP 1 0,0064% 1 0,0026% 1,0000
15.518 Total de Jogos 38.702 Total de Gols

Brasileirão 2012: Dupla Gre-Nal supera e muito o aproveitamento do ano passado

08 de junho de 2012 1

Começa bem o Brasileirão 2012 para Grêmio e Internacional. Com sete pontos, o Colorado é vice-líder da competição após três rodadas. Já o Grêmio é o 4º colocado com duas vitórias. Além de ser o melhor início nos pontos-corridos para os dois times, fato destacado hoje no ZH Esportes em levantamento especial, outro aspecto deve ser comemorado: o retrospecto é animador em comparação com 2011, contra os mesmos adversários nos mesmos locais.

Em 2011, nas partidas contra Coritiba (C), Flamengo (F) e São Paulo (C), o desempenho do Internacional foi pífio: apenas 1 pontos obtido. Empatou com o Coxa em 1x1, com direito a Kléber errando pênalti no 1º tempo. Levou 1x0 do Flamengo em Macaé na penúltima rodada, gol de Ronaldinho após falha de Rodrigo Moledo. E foi goleado por 3x0 pelo São Paulo no Beira-Rio, derrota que causou a queda do técnico Paulo Roberto Falcão e do vice-de-futebol Roberto Siegmann.

Dupla Gre-Nal começa bem em 2012 - Editoria Arte ZH

Já o aproveitamento do Grêmio não foi muito melhor não. O Tricolor também só fez 1 ponto nos jogos contra Vasco da Gama (F), Palmeiras (C) e Atlético-GO (F). Contra o Vasco, levou 4x0 em uma atuação ridícula no São Januário. Do Palmeiras, empate em 2x2 arrancado no último lance do jogo em um golaço de Fernando. Já contra o Atlético, foi o oposto: derrota de 1x0 no lance final da partida, gol de Diogo Campos nos acréscimos.

"Era Pontos Corridos": Inter melhora, Grêmio não ganha há 4 anos em estréias

21 de maio de 2012 0

Desde 2003 o Campeonato Brasileiro é disputado em pontos corridos, todos contra todos em turno e returno. Desde então o aproveitamento da dupla Gre-Nal não é dos melhores nas partidas inaugurais.  O Inter só venceu 3 vezes, com 3 empates e 4 derrotas.

O Internacional, que desde os anos 90 se especializou em arrancadas ruins, chegou a ficar cinco anos sem vencer na primeira rodada. Foi ganhar pela primeira vez apenas em 2008, um chorado 1x0 no Vasco com gol do zagueiro Sídnei. No ano seguinte, o momento mais marcante: 1x0 sobre o Corinthians no Pacaembu, com direito ao gol antológico de Nilmar, driblando meio time alvinegro. Já o pior momento foi a derrota de 3x2 para o Botafogo em 2007, em um jogo que seria a tônica da má-campanha colorada naquela competição.

ESTRÉIAS COLORADAS

  • 2003: Internacional 1x1 Ponte Preta - EMPATE
  • 2004: Figueirense 1x0 Internacional - DERROTA
  • 2005:  Internacional 0x2 Botafogo - DERROTA
  • 2006: Vasco da Gama 1x1 Internacional - EMPATE
  • 2007: Internacional 2x3 Botafogo - DERROTA
  • 2008: Internacional 1x0 Vasco da Gama - VITÓRIA
  • 2009: Corinthians 0x1 Internacional - VITÓRIA
  • 2010: Internacional 0x1 Cruzeiro - DERROTA
  • 2011: Santos 1x1 Internacional - EMPATE
  • 2012: Internacional 2x0 Coritiba - VITÓRIA

O retrospecto do Grêmio é ainda pior: duas vitórias, três empates e quatro derrotas na primeira rodada. O Tricolor não vence desde 2008, quando surpreendeu o São Paulo em pleno Morumbi e venceu por 1x0, em uma atuação de luxo do time que dominaria totalmente o primeiro turno daquele Campeonato Brasileiro. Mas, na minha opinião, o momento emblemático ocorreu em 2006: no primeiro jogo após o retorno da Série B, um Olímpico lotado viu o Grêmio jogar muita bola e bater o Corinthians, então campeão brasileiro e com Tévez no ataque, por 2x0.

ESTRÉIAS TRICOLORES

  • 2003: Atlético-PR 2x0 Grêmio - DERROTA
  • 2004: Grêmio 0x0 Flamengo - EMPATE
  • 2006: Grêmio 2x0 Corinthians - VITÓRIA
  • 2007: Paraná 3x0 Grêmio - DERROTA
  • 2008: São Paulo 0x1 Grêmio - VITÓRIA
  • 2009: Grêmio 1x1 Santos - EMPATE
  • 2010:  Atlético-GO 0x0 Grêmio - EMPATE
  • 2011: Grêmio 1x2 Corinthians - DERROTA
  • 2012: Vasco da Gama 2x1 Grêmio - DERROTA

Grêmio segue catastrófico no Rio: 20 derrotas e apenas 1 vitória desde 2003!

20 de maio de 2012 2

A derrota de 2x1 sobre o Vasco da Gama na 1° rodada do Brasileirão manteve uma triste sina para os gremistas na competição nacional. Desde o início da "Era Pontos Corridos" em 2003, o retrospecto do Grêmio na capital do Rio de Janeiro é nada menos que desastroso.

Em 31 jogos disputados ao longo de nove Campeonatos Brasileiros, o Tricolor Gaúcho obteve uma única vitória. Foi em 2006, 2x1 sobre o Fluminense em Volta Redonda.  Foram 20 derrotas em 31 jogos, com outros 10 empates desde então.

Alecsandro comemora o gol da vitória - Foto: Marcelo Sadio, divulgação Vasco da Gama

Os números ruins são ainda piores: o Grêmio perdeu os últimos seis jogos no Rio: o de hoje, os quatro de 2011 e o último de 2010, 2x0 pro Fluminense no Engenhão. Aliás, o Tricolor nunca venceu desde a inauguração deste estádio em 2007. O mais perto que chegou foi em 2009, quando vencia por 3x2 e levou o empate do Botafogo nos acréscimos, gol de Leandro Guerreiro (obrigado ao Adriano pela correção!).

Campeonato Brasileiro: Recordes e maiores goleadas desde 1971

17 de maio de 2012 4

Em 41 anos de história (não vou considerar a unificação dos títulos), o Campeonato Brasileiro teve muitos campeões: 17 equipes. A principal competição nacional também já teve um número quase insano de fórmulas, bizarras em sua maioria (uma delas tinha como critério de classificação a média de público, em 1974!) até a estabilização com os pontos corridos desde 2003. Mas e as goleadas? E os recordes? Todas as infos estatísticas foram obtidas com o sempre atento colaborador Edison Klein.

No Campeonato Brasileiro foram 2011 goleadas em 15.250 jogos desde 1971, totalizando 13,18%. Na "era pontos corridos" (isto é de 2003 em diante), a frequência de goleadas aumenta: 14,45% de goleadas, 556 em 3846 jogos. Sempre considerando goleada por 3 gols ou mais.

O time que mais goleou neste período é o Santos. A equipe paulista sapecou 113 goleadas até o momento, superando por muito pouco o São Paulo, que tem 112. Na sequência, o Cruzeiro com 107 goleadas, o Internacional com 103 e três times empatados com 95: Flamengo, Vasco da Gama e Atlético-MG. Em casa, o recordista de surras também é o Santos com 85, à frente de Cruzeiro e São Paulo com 81. Já como visitante, o São Paulo tem 31 goleadas, o Santos tem 28 e o Palmeiras 27.

No quesito negativo, o inglório líder das estatísticas é o Vitória com 67 goleadas sofridas, à frente de Goiás (61), Flamengo (57), Botafogo (54) e Cruzeiro (52). Em casa o time mais goleado da história é o Corinthians, com 20 derrotas. Depois, o Vitória com 19 e, empatados, Cruzeiro e Goiás com 14 derrotas por goleada. Já fora de seus domínios, o 'líder' é o Vitória com 48, à frente de Goiás com 47, Flamengo e Paysandú com 45.

As maiores goleadas de todos os tempos no Brasileirão:

  1. 09/02/1983 - Corinthians 10x1 Tiradentes/PI
  2. 14/02/1984 - Vasco da Gama 9x0 Tuna Luso/PA
  3. 02/10/1986 - Guarani 8x2 Piauí/PI
  4. 05/12/1993 - Guarani 8x2 Remo/PA
  5. 16/09/1976 - Flamengo 8x1 Sampaio Corrêa-MA
  6. 23/03/1980 - Vitória/BA 8x1 América/RN
  7. 07/02/1982 - Guarani 8x1 Ceará
  8. 04/02/1982 - Guarani 8x0 River/PI
  9. 04/02/1981 - Flamengo 8x0 Fortaleza
  10. 08/11/1997 - Internacional 7x0 Bragantino (OBS: valeu, Otávio!)

Brasileirão em POA: Grêmio terá 300% de jogos a mais que o Inter no meio de semana!

16 de maio de 2012 0

A CBF, talvez em algum século ainda não catalogado nos calendários universais de tempo, um dia conseguirá organizar decentemente uma tabela do Campeonato Brasileiro por dois anos consecutivos. Assim, terá cumprido o objetivo de igualar a cada time o número jogos no meio e finais de semana.

Repetindo os anos de 2008 e 2009 (quando o Internacional foi prejudicado), e 2010 (quando o Grêmio levou a pior), ocorre um desequilíbrio nos jogos como mandante nos finais de semana, normalmente datas com públicos superiores

Ano passado ocorreu até uma surpreendente correção do péssimo Departamento Técnico da entidade, mas este ano voltou à estaca zero... Além disto, a maioria dos jogos noturnos ocorre no rigoroso e chuvoso inverno, prejudicando gaúchos, catarinenses e paranaenses.

Todas estas questões referentes à confecção da tabela do Brasileirão em outras temporadas já foram abordadas no Almanaque Esportivo (links ao final da página).

No caso específico da Dupla Gre-Nal em 2012, quem se dá mal nesta confecção de tabela é o Grêmio. Quem me alertou disto foi o leitor Clademir Guielcer de For, que me forneceu os dados.  Parece que a FGF segue fazendo escola.

GRÊMIO

  • 8 JOGOS EM CASA NO MEIO DE SEMANA
  • 11 JOGOS EM CASA NO FINAL DE SEMANA
  • 2 JOGOS FORA DE CASA NO MEIO DE SEMANA
  • 17 JOGOS FORA DE CASA NO FINAL DE SEMANA

INTERNACIONAL

  • 2 JOGOS EM CASA NO MEIO DE SEMANA
  • 17 JOGOS EM CASA NO FINAL DE SEMANA
  • 8 JOGOS FORA NO MEIO DE SEMANA
  • 11 JOGOS FORA NO FINAL DE SEMANA

VEJA TAMBÉM

Jogos do Passado, 09/05: duelos entre gaúchos e cariocas na C. Brasil

09 de maio de 2012 0

Inaugurando a série "Jogos do Passado", vamos falar sobre alguns jogos ocorridos na data de hoje, 09 de maio, desde 1971 em Campeonatos Brasileiros e Copas do Brasil. Os dados são repassados pelo amigo Edison Klein. Este espaço será interativo: os leitores poderão incluir comentários sobre os jogos.

09/05 na História - Foto: arquivo Edison Klein

OBS: Cliquem na foto para obter a imagem em tamanho ampliado

COPA DO BRASIL

  • 09/05/1996 - Internacional 3x2 Flamengo - Um jogo épico no Beira-Rio, com duas viradas e uma atuação espetacular do obscuro reserva Márcio Tigrão, que anulou Romário naquela noite. Válido pelas quartas-de-final daquela Copa do Brasil
  • 09/05/2001 - Juventude 2x1 Flamengo - Time de Caxias do Sul devolve placar de ida, mas perde nos pênaltis para o time carioca.
  • 09/05/2001 - Fluminense 0x0 Grêmio - Em um jogo muito travado, o Grêmio segurou a vantagem de 1x0 e se classificou para as quartas-de-final da Copa do Brasil, na qual se sagraria campeão meses depois.

CAMPEONATO BRASILEIRO

  • 09/05/2010 - Avaí 6x1 Grêmio Prudente-SP - Time catarinense estréia em alto estilo no Brasileirão, depois de uma magnífica campanha no ano anterior. Porém a maionese 'desandaria' ao longo da competição e o time catarinense só escaparia do rebaixamento na penúltima rodada.
  • 09/05/2010 - Internacional 1x2 Cruzeiro - Atuação horrorosa do colorado de Jorge Fossati, com muitos reservas. Kléber, hoje no Grêmio, marcou um belo gol ainda no primeiro tempo.

Batalha dos Aflitos - Há seis anos, minhas impressões

26 de novembro de 2011 0

Convido a todos os novos seguidores do Almanaque Esportivo que leiam o texto que escrevi há um ano sobre o jogo de Recife, "A Batalha dos Aflitos".

"Considero este um desafio no Almanaque Esportivo: escrever minhas impressões sobre a Batalha dos Aflitos em uma ótica de um torcedor rival. Afinal, todo mundo já leu muita coisa sobre este assunto.  Porém acredito que tenha prestado um ótimo serviço à comunidade esportiva do estado e do país com textos diferentes nos mais de mil posts ao longo dos mais de 3 anos aqui no clicRBS. Agradeço aos milhões de pageviews e aos milhares de comentários o longo deste tempo que me fizeram valer a pena continuar escrevendo....)

Cinco anos da Batalha dos Aflitos - Por um colorado fanático


A "Maldição dos oito anos" vai rebaixar o 6º time: o Cruzeiro! Será?

23 de novembro de 2011 1

Os 'números' são incontestáveis: o Cruzeiro será rebaixado! Ao menos é o que indica a já conhecida "Maldição dos oito anos" para deleite dos arquirrivais atleticanos.Campeão brasileiro em 2003, há exatos oito anos, a Rap0sa vive um momento desesperador no atual Brasileirão de 2011

Até hoje quatro CINCO (valeu Augusto Faber Flores!) campeões brasileiros tiveram o desprazer de serem rebaixados oito anos depois. O primeiro foi o Coritiba, campeão em 1985 e rebaixado em 1993. Depois, o Palmeiras, em 1994 e rebaixado em 2002. Depois o Grêmio, campeão em 1996 e rebaixado em 2004. A próxima vítima foi o Corinthians, campeão em 1999 e rebaixado em 2007. E o último amaldiçoado foi o Vasco da Gama, campeão em 2000 e rebaixado em 2008.

OBS: O curioso é que o Atlétic0-MG foi rebaixado em 2005 mas não foi campeão em 1997, caindo na fase semifinal da Série A.

OBS2: Os meus amigos cruzeirenses (Lincolm, Thiago) vão me matar...

1993 - Por que Falcão não deu certo no Inter

09 de abril de 2011 12

Sabem este time com salários em dia, organizado, infraestrutura completa de treinamentos, funcionários bem remunerados, administração de excelência e com jogadores que completam 100, 200 jogos pelo clube? Este é o retrato do Internacional após 2002. Pois esqueçam tudo isto. Estamos voltando 18 anos no tempo e o cenário era beeeem diferente...

O Internacional de 1993 era um dos mais bagunçados de uma época já conturbada, sob gestão do presidente José Asmuz. Depois de um primeiro semestre catastrófico, no qual foi eliminado da Libertadores na primeira fase, em último em um grupo de quatro no qual se classificavam três, foi eliminado pelo Londrina na Copa do Brasil e ainda perdeu o Gauchão por antecipação para o Grêmio. Nada menos impactante para um time mediano que só teve Jandir de contratação e cujo ataque foi formado por Jairo Lenzi e Rudinei, pois Gérson já sofria com sintomas da AIDS que lhe vitimaria no ano seguinte.

Este era o contexto sob o qual chegou Paulo Roberto Falcão para comandar o Inter no Brasileirão de 1993. Para completar as dificuldades, poucos reforços vieram, mas alguns jogadores de expressão na época: Paulinho McLaren, Mazinho Oliveira, Djair, Adílson (Baptista)... Também trouxe um zé ninguém chamado Beto Cruz, que começou como titular mas perdeu a posição para o igualmente péssimo Marcão. As esperanças coloradas estavam no ataque, de Paulinho e Wágner, que havia marcado época no Fluminense ao lado de Ézio.

Querem mais? Classificavam-se 3 de 8 times e o grupo do Inter era disparado o mais forte. Tinha um dos maiores times do futebol mundial na década, o bicampeão São Paulo de Telê Santana. Um surpreendente Corinthians, que ficou invicto toda a primeira fase com Mário Sérgio de técnico, Rivaldo, Winck, Válber, Viola e Zé Elias comandando o time. Um belíssimo Flamengo, de Marcelinho, Gilmar, Júnior Baiano, Edu Lima, Nélio, Casagrande. E um promissor Cruzeiro, com os experientes Roberto Gaúcho, Luís Fernando Rosa Flores e um garoto abusado, de 16 anos. Ronaldo.... E olha que o Bragantino também tinha um time muito competitivo.

Para completar, durante a Copa América o Inter simplesmente não fez amistosos nem uma pré-temporada, chegando no Brasileiro com pouco entrosamento. No primeiro turno, Wágner sofreu uma gravíssima lesão e ficou fora por mais de 1 ano. Paulinho manteve sua irregularidade (fez apenas seis gols em 14 jogos) e o time fracassava ofensivamente.

A inexperiência de Falcão, e a pressão por ser o maior ídolo da história do clube, ainda eram prejudicadas pela baderna fora de campo. Os salários atrasavam 2, 3 meses e alguns jogadores citavam contusões não-diagnosticadas, notadamente Djair e Mazinho Oliveira. A boa defesa, a despeito de alguns erros do ídolo Fernandez, era abalada pelos péssimos laterais, sobretudo no lado direito.

Ao longo da competição, o Inter em casa empatou 3 vezes: Bragantino, Corinthians e São Paulo, vencendo o resto com alguma facilidade. Como visitante, venceu o Bahia e empatou com o Bragantino. O grande desastre ocorreu na antepenúltima rodada, quando o totalmente eliminado Botafogo, que ficou mais de 10 rodadas sem fazer gol, venceu por 2x0. Isto obrigava o Inter a vencer o São Paulo e o Cruzeiro, empatando a primeira e perdendo a segunda de goleada.

Eliminado, o clube ia para mais uma discussão política, com Pedro Paulo Záchia ganhando facilmente a eleição. Ele queria que Falcão se tornasse dirigente das categorias de base, mas este não aceitou. Era o fim de sua passagem, de menos de 1 ano, comandando seu time do coração.

Sendo assim, afirmo que Falcão errou em aceitar ir para um clube que sequer pagava salários em dia. Não teve reposição após a lesão de Wágner. Errou principalmente na abordagem dos jogos fora de casa.

Mas também tinha um time inferior a pelo menos três dos sete adversários e deu um pouco de azar em jogos cruciais nos quais merecia melhor resultado (empates em casa contra Corinthians e São Paulo, uma imerecida derrota no Morumbi contra o mesmo Tricolor).

Time base:

Fernandez; Marcão (Beto Cruz), Adílson (Argel), Wladimir e Daniel (Zinho); Daniel Frasson, Djair, Élson e Mazinho Oliveira; Wágner (Mazinho Loyola) e Paulinho McLaren

CAMPANHA:

1º TURNO
São Paulo 3x2 Internacional
Internacional 1x0 Botafogo
Internacional 1x1 Bragantino
Corinthians 2x0 Internacional
Internacional 1x0 Bahia
Flamengo 3x0 Internacional
Internacional 3x0 Cruzeiro

2º TURNO
Bragantino 3x3 Internacional
Bahia 1x0 Internacional
Corinthians 1x1 Internacional
Internacional 2x0 Flamengo
Botafogo 2x0 Internacional
Internacional 1x1 São Paulo
Cruzeiro 4x1 Internacional