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Posts com a tag "Brasileirão"

Batalha dos Aflitos - Há seis anos, minhas impressões

26 de novembro de 2011 0

Convido a todos os novos seguidores do Almanaque Esportivo que leiam o texto que escrevi há um ano sobre o jogo de Recife, “A Batalha dos Aflitos”.

“Considero este um desafio no Almanaque Esportivo: escrever minhas impressões sobre a Batalha dos Aflitos em uma ótica de um torcedor rival. Afinal, todo mundo já leu muita coisa sobre este assunto.  Porém acredito que tenha prestado um ótimo serviço à comunidade esportiva do estado e do país com textos diferentes nos mais de mil posts ao longo dos mais de 3 anos aqui no clicRBS. Agradeço aos milhões de pageviews e aos milhares de comentários o longo deste tempo que me fizeram valer a pena continuar escrevendo….)

Cinco anos da Batalha dos Aflitos – Por um colorado fanático


A "Maldição dos oito anos" vai rebaixar o 6º time: o Cruzeiro! Será?

23 de novembro de 2011 1

Os ‘números‘ são incontestáveis: o Cruzeiro será rebaixado! Ao menos é o que indica a já conhecida “Maldição dos oito anos” para deleite dos arquirrivais atleticanos.Campeão brasileiro em 2003, há exatos oito anos, a Rap0sa vive um momento desesperador no atual Brasileirão de 2011

Até hoje quatro CINCO (valeu Augusto Faber Flores!) campeões brasileiros tiveram o desprazer de serem rebaixados oito anos depois. O primeiro foi o Coritiba, campeão em 1985 e rebaixado em 1993. Depois, o Palmeiras, em 1994 e rebaixado em 2002. Depois o Grêmio, campeão em 1996 e rebaixado em 2004. A próxima vítima foi o Corinthians, campeão em 1999 e rebaixado em 2007. E o último amaldiçoado foi o Vasco da Gama, campeão em 2000 e rebaixado em 2008.

OBS: O curioso é que o Atlétic0-MG foi rebaixado em 2005 mas não foi campeão em 1997, caindo na fase semifinal da Série A.

OBS2: Os meus amigos cruzeirenses (Lincolm, Thiago) vão me matar…

1993 - Por que Falcão não deu certo no Inter

09 de abril de 2011 12

Sabem este time com salários em dia, organizado, infraestrutura completa de treinamentos, funcionários bem remunerados, administração de excelência e com jogadores que completam 100, 200 jogos pelo clube? Este é o retrato do Internacional após 2002. Pois esqueçam tudo isto. Estamos voltando 18 anos no tempo e o cenário era beeeem diferente…

O Internacional de 1993 era um dos mais bagunçados de uma época já conturbada, sob gestão do presidente José Asmuz. Depois de um primeiro semestre catastrófico, no qual foi eliminado da Libertadores na primeira fase, em último em um grupo de quatro no qual se classificavam três, foi eliminado pelo Londrina na Copa do Brasil e ainda perdeu o Gauchão por antecipação para o Grêmio. Nada menos impactante para um time mediano que só teve Jandir de contratação e cujo ataque foi formado por Jairo Lenzi e Rudinei, pois Gérson já sofria com sintomas da AIDS que lhe vitimaria no ano seguinte.

Este era o contexto sob o qual chegou Paulo Roberto Falcão para comandar o Inter no Brasileirão de 1993. Para completar as dificuldades, poucos reforços vieram, mas alguns jogadores de expressão na época: Paulinho McLaren, Mazinho Oliveira, Djair, Adílson (Baptista)… Também trouxe um zé ninguém chamado Beto Cruz, que começou como titular mas perdeu a posição para o igualmente péssimo Marcão. As esperanças coloradas estavam no ataque, de Paulinho e Wágner, que havia marcado época no Fluminense ao lado de Ézio.

Querem mais? Classificavam-se 3 de 8 times e o grupo do Inter era disparado o mais forte. Tinha um dos maiores times do futebol mundial na década, o bicampeão São Paulo de Telê Santana. Um surpreendente Corinthians, que ficou invicto toda a primeira fase com Mário Sérgio de técnico, Rivaldo, Winck, Válber, Viola e Zé Elias comandando o time. Um belíssimo Flamengo, de Marcelinho, Gilmar, Júnior Baiano, Edu Lima, Nélio, Casagrande. E um promissor Cruzeiro, com os experientes Roberto Gaúcho, Luís Fernando Rosa Flores e um garoto abusado, de 16 anos. Ronaldo…. E olha que o Bragantino também tinha um time muito competitivo.

Para completar, durante a Copa América o Inter simplesmente não fez amistosos nem uma pré-temporada, chegando no Brasileiro com pouco entrosamento. No primeiro turno, Wágner sofreu uma gravíssima lesão e ficou fora por mais de 1 ano. Paulinho manteve sua irregularidade (fez apenas seis gols em 14 jogos) e o time fracassava ofensivamente.

A inexperiência de Falcão, e a pressão por ser o maior ídolo da história do clube, ainda eram prejudicadas pela baderna fora de campo. Os salários atrasavam 2, 3 meses e alguns jogadores citavam contusões não-diagnosticadas, notadamente Djair e Mazinho Oliveira. A boa defesa, a despeito de alguns erros do ídolo Fernandez, era abalada pelos péssimos laterais, sobretudo no lado direito.

Ao longo da competição, o Inter em casa empatou 3 vezes: Bragantino, Corinthians e São Paulo, vencendo o resto com alguma facilidade. Como visitante, venceu o Bahia e empatou com o Bragantino. O grande desastre ocorreu na antepenúltima rodada, quando o totalmente eliminado Botafogo, que ficou mais de 10 rodadas sem fazer gol, venceu por 2×0. Isto obrigava o Inter a vencer o São Paulo e o Cruzeiro, empatando a primeira e perdendo a segunda de goleada.

Eliminado, o clube ia para mais uma discussão política, com Pedro Paulo Záchia ganhando facilmente a eleição. Ele queria que Falcão se tornasse dirigente das categorias de base, mas este não aceitou. Era o fim de sua passagem, de menos de 1 ano, comandando seu time do coração.

Sendo assim, afirmo que Falcão errou em aceitar ir para um clube que sequer pagava salários em dia. Não teve reposição após a lesão de Wágner. Errou principalmente na abordagem dos jogos fora de casa.

Mas também tinha um time inferior a pelo menos três dos sete adversários e deu um pouco de azar em jogos cruciais nos quais merecia melhor resultado (empates em casa contra Corinthians e São Paulo, uma imerecida derrota no Morumbi contra o mesmo Tricolor).

Time base:

Fernandez; Marcão (Beto Cruz), Adílson (Argel), Wladimir e Daniel (Zinho); Daniel Frasson, Djair, Élson e Mazinho Oliveira; Wágner (Mazinho Loyola) e Paulinho McLaren

CAMPANHA:

1º TURNO
São Paulo 3×2 Internacional
Internacional 1×0 Botafogo
Internacional 1×1 Bragantino
Corinthians 2×0 Internacional
Internacional 1×0 Bahia
Flamengo 3×0 Internacional
Internacional 3×0 Cruzeiro

2º TURNO
Bragantino 3×3 Internacional
Bahia 1×0 Internacional
Corinthians 1×1 Internacional
Internacional 2×0 Flamengo
Botafogo 2×0 Internacional
Internacional 1×1 São Paulo
Cruzeiro 4×1 Internacional

MILAGRE: Dupla Gre-Nal jogará o mesmo número de jogos no meio de semana

14 de março de 2011 0

E veio o equilíbrio técnico na tabela da Série A: Grêmio e Internacional jogarão exatos cinco jogos no meio-de-semana, com 14 rodadas nos finais de semana. INACREDITÁVEL, A CBF DEU UMA BOLA DENTRO! Sério, eu acho que ocorreu um verdadeiro milagre na sede da segunda entidade mais bagunçada do futebol mundial. A primeira, é claro, é a CONMEBOL

Pela primeira vez desde o início do calendário que aponta para uma sequência de jogos quarta-domingo-quarta-domingo no Campeonato Brasileiro da Série A, o Departamento Técnico da entidade ouviu a lógica e acertou um problema gravíssimo: o excesso de jogos de um time nos finais de semana e de seu rival no meio de semana, que em particular afetava estados com dois times na Primeira Divisão e mesma cidade.

Isto ocorreu em 2008 e 2009 prejudicando excessivamente o Colorado, que no período de inverno viu uma sequência de jogos no meio de semana. Ao invés de acertar, em 2010 a CBF errou para o outro lado. O Tricolor praticamente não jogou nos finais de semana, sendo severamente prejudicado nas arrecadações.

Mesmo que algumas correções sejam feitas (ocorrem nas 4 rodadas finais), o importante é que a tabela parte de um pressuposto organizado, partindo de um critério equânime e definido do ponto de vista técnico.

SANTA CATARINA

Com o retorno do Figueirense, Florianópolis volta a ter dois times na Série A, o que não ocorria desde 1979. O equilíbrio técnico nos jogos do meio de semana ficou parecido, mas não exatamente igual. O Avaí jogará seis vezes em casa em meio-de-semana, enquanto o Figueirense atuará quatro vezes. Vindo da CBF, é lucro…

TABELA OFICIAL DO CAMPEONATO BRASILEIRO 2011
http://www.clicrbs.com.br/pdf/10550922.pdf

Em 2010 -> Grêmio prejudicado
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2010/03/09/em-2010-inter-jogara-1-vez-em-casa-meio-de-semana-gremio-jogara-onze-vezes/?topo=2,1,1,,,77

Em 2009 (e em 2008) -> Internacional prejudicado
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2009/08/19/perfil-do-horario-dos-jogos-da-dupla-gre-nal/

Brasileirão 2010 - Balanço final, quem foi aprovado com 'estrelinhas'

15 de dezembro de 2010 0

Depois de falar dos reprovados e dos aprovados na média, vamos falar dos destaques do Brasileirão 2010. São os times que cumpriram completamente seus objetivos, seja o título, seja fugir ao rebaixamento como meta principal.

Nesta lista temos: Fluminense, Grêmio, Ceará e Atlético-GO

Fluminense – Campeão

Como time que mais investiu em 2010, com contratações de impacto como Deco, o retorno esperado de título brasileiro após 21 anos. A permanência de Muricy Ramalho após convite da CBF para ser treinador da Seleção Brasileira se mostrou crucial para o sucesso do clube, um dos dois times que jogaram com titulares e se dedicou de corpo e alma do início ao final da competição.

Destaques positivos: Darío Conca, Mariano, Émerson Sheik e o técnico Muricy

Destaques negativos:  Belletti, Washington

Vitória do ano: Fluminense 1×0 Guarani (jogo do título)
Grêmio – Quarto Lugar

Depois de uma fase pavorosa entre julho e agosto, quando demitiu o técnico Silas, reformulou o elenco e trouxe o ícone Renato Portaluppi para comandar o time, o Grêmio termina o ano em alta. Melhor ataque, artilheiro do time e uma arrancada de Z4 para G4, garantindo vaga na Libertadores.

Destaques positivos: Jonas, André Lima, Douglas, Victor

Destaques negativos:  Souza, Leandro e a sequência pós-Copa até a saída de Silas

Ceará – Décimo-segundo lugar

Se o objetivo era não cair, o Ceará conseguiu e com folga, sem correr quase nenhum risco. Com poucos recursos, o time fez um excelente início de competição e chegou a liderar. Caiu de rendimento na sequência de jogos quarta-domingo-quarta e também pela equivocada contratação do técnico Mário Sérgio. Com o eterno interino Dimas Fonseca, se recuperou e terminou bem, apesar de algumas goleadas feias.

Destaques positivos: Geraldo, Magno Alves e a ótima média de público

Destaques negativos: a desastrosa escolha por Mário Sérgio ainda no 1° turno

Atlético-GO – Décimo-sexto lugar

Em agosto, um torcedor do Atlético-GO solitário no Beira-Rio vaticinou o estado de espírito da época. Ele falou: “o Dragão na Série A é que nem uma vaca na árvore: ninguém sabe como subiu, mas todos sabem que vai cair”. Porém este mesmo torcedor deve estar feliz da vida, pois o Atlético-GO, virtual rebaixado no 1º turno, conseguiu uma improvável reação e sobreviveu em seu primeiro ano na elite, em um belo trabalho de Renê Simões (que na 1° rodada do returno prometeu que o Atlético-GO não seria rebaixado e cumpriu).

Destaques positivos: o meia-atacante Elias, o técnico Renê Simões e o goleiro Márcio

Destaques negativos: Josiel e a ruindade dos reservas

Brasileirão 2010 - Balanço final, quem ficou no 'meião' da tabela

14 de dezembro de 2010 1

Continuando a análise do Brasileirão 2010, vamos avaliar os times que ficaram na zona intermediária, não da tabela, mas de seus objetivos. Ou seja, times que almejavam o título e ficaram em 3° lugar entram aqui, assim como times que não tinham grandes ambições na competição.

São os casos de: Cruzeiro, Corinthians, Atlético-PR, Botafogo, Internacional, Santos, Vasco da Gama e Avaí

Cruzeiro – Vice-Campeão

Apesar do segundo lugar, a temporada termina em frustração para o Cruzeiro. Muitos equívocos de arbitragem empataram com a falta de eficiência ofensiva do time. Alguns jogos com time reserva, a eliminação na Libertadores em maio somada à troca de Adílson Batista por Cuca também tumultuaram a temporada. De positivo, a barganha na contratação do argentino Walter Montillo e a força do elenco cruzeirense, que se segurou na Série A mesmo repleto de lesões.

Destaques positivos: Fábio, Fabrício, Montillo

Destaques negativos: Wellington Paulista e todos os zagueiros.

Corínthians – Terceiro Lugar

Coloco o Corinthians no grupo dos medianos porque era o ano do Centenário, um investimento pesado foi feito e o resultado não foi o esperado. Mano Menezes deixou o time em primeiro lugar, e foi para a Seleção Brasileira A péssima fase em setembro, com oito jogos sem vitória custou a queda de Adílson Batista e provavelmente o título. Ao menos, a vaga para a obsessão Libertadores em 2011 foi assegurada.

Destaques positivos: Elias, Júlio César e Jorge Henrique

Destaques negativos: Ronaldo, Souza



Atlético-PR – Quinto lugar

A temporada termina como começou: sem títulos. Entretanto, o time foi até além do esperado no Campeonato Brasileiro, considerando o mínimo investimento e a falta de qualidade geral do time. Para quem flertou com o rebaixamento, terminar em quinto lugar é muito bom com a melhor defesa jovem do campeonato.

Destaques positivos: Neto, Manoel, Rodolpho e Paulo Baier

Destaques negativos: Todos os atacantes e volantes

Botafogo – Sexto lugar

O campeão carioca termina o ano com a frustração de não ter obtido a vaga na Libertadores, objetivo bem plausível ao longo da competição. Porém o Fogão ficou muito longe do risco de rebaixamento durante toda a Série A, perigo comum nas últimas duas décadas. Faltou qualidade, simples assim.

Destaques positivos: Antônio Carlos, Jéfferson

Destaques negativos: Lúcio Flávio, Alessandro, Edno

Internacional – Sétimo lugar

O Inter começou o campeonato poupando jogadores para a Libertadores e terminou o campeonato poupando para o Mundial. Um time que jogou mais de 10 jogos com seu time reserva só poderia ficar longe do título. Alguns fiascos fora, outras vitórias  retumbantes mostraram a irregularidade vermelha em um torneio que não foi levado a sério praticamente nenhuma vez em sete meses de disputa.

Destaques positivos: D’Alessandro, Bolívar, Kléber

Destaques negativos: Renan, Edú e os jogos comandados por Jorge Fossati

Santos – Oitavo lugar

Exatamente como o Inter, o Santos levou muito pouco a sério o Brasileirão por já estar na Libertadores 2011. Chegou até a ficar perto do título, mas derrotas vergonhosas como a ocorrida para o Grêmio Prudente em plena Vila Belmiro mostravam a fragilidade do time. Isto somado à ausência de Paulo Henrique Ganso ao longo de todo o segundo turno, mais a instabilidade emocional de Neymar (que custou a saída do técnico Dorival Júnior), deixam o Santos na zona da marola em 2011

Destaques positivos: Zé Eduardo, Rafael, Neymar e Paulo Henrique Ganso

Destaques negativos: a saída de Dorival Júnior e o péssimo futebol de Keirrison

Vasco da Gama – Décimo-primeiro lugar

O Vasco montou um time bem ruim até a parada da Copa, correndo riscos de rebaixamento. O defensivo técnico PC Gusmão veio e com ele reforços de qualidade, como Zé Roberto, Éder Luís e Felipe. Deu certo e o time não sofreu sustos, com tempo ainda de ter brilhos individuais com alguns jogadores.

Destaques positivos: Éder Luís, Fernando Prass e Dedé

Destaques negativos: o absurdo número de empates e a falta de um centroavante nato


Avaí – Décimo-quinto lugar

Depois da histórica sexta-colocação de 2009, o Avaí fez tudo errado. Montou um time pior, esqueceu do centroavante. Trocou de treinador várias vezes, perdeu a relação com a torcida. Mas em uma reação espetacular nas últimas cinco rodadas, se recuperou e escapou da quase inexorável Série B, que sempre foi o objetivo inicial do time. Acabou na média.

Destaques positivos: O meia atacante Caio e a recuperação nas rodadas finais

Destaques negativos: lesão do atacante Roberto e falta de meio-campo

Inter não tem pênaltis a seu favor há 25 jogos, mas só fez 16 gols em 18 partidas

17 de outubro de 2010 3

Há exatas 25 partidas não ocorre uma penalidade a favor do Internacional no Campeonato Brasileiro. O último foi na vitória de 2×1 sobre o Ceará, convertido por Alecsandro, no primeiro jogo de Celso Roth no Beira-Rio em seu retorno ao clube. Outros dois ocorreram na segunda rodada, vitória de 3×2 sobre o Goiás no Serra Dourada e ambos convertidos por Giuliano. Na Libertadores, nenhum gol ocorreu em cobranças de penalidade. Os outros quatro gols de pênalti ocorreram no Gauchão.

Porém muito disto se deve à nulidade ofensiva do Colorado pós-Libertadores: foram míseros 16 gols em 18 jogos desde então. Fora de casa chega ao ridículo: 4 gols em 9 partidas, sendo 3 deles no mesmo jogo (3×1 contra o São Paulo). São cinco derrotas consecutivas sem marcar gol e com pouquíssimos arremates. Repetindo 2009, o Inter é o time que mais jogou no ano com 66 partidas. Mas foram apenas 98 gols, contra absurdos 144 gols em 2009. Uma diferença brutal de desempenho ofensivo, ainda que com resultados concretos muito melhores (uma Libertadores vs. um Gauchão em 2009)

Aliás, o Grêmio, considerando-se apenas Gauchão, Copa do Brasil, Brasileirão e Sul-Americana, já marcou 117 gols em 2010. O Tricolor, que vinha reclamando bastante da arbitragem. O primeiro pênalti a seu favor só ocorreu na 20° rodada, na vitória de 2×0 sobre o Atlético-GO, mas Jonas errou. De lá para cá, foram mais três pênaltis, todos convertidos pelo artilheiro gremista em 2010 com 41 gols, sendo 39 em Gauchão, Copa do Brasil e Brasileirão, e mais dois em amistosos.

COMPARATIVO - 2009 vs. 2010 para Inter, Grêmio e Avaí

04 de outubro de 2010 6

Há exatamente um ano, terminava a “Era Tite” no Internacional. Foi após a 27° rodada do Campeonato Brasileiro de 2010, após perder de 2×0 para o Coritiba no Couto Pereira. O Inter caiu para o 5° lugar, saindo pela primeira vez do G-4, ficando com 44 pontos em 27 jogos. Tite foi demitido e entrou o enlouquecido Mário Sérgio.

O líder era o Palmeiras com 53 pontos em 27 jogos, acima do Fluminense com 52 este ano. Como o Internacional tem um jogo a menos, curiosamente repete em 2010 a pontuação de 2009: 44 pontos em 26 partidas.

Na ocasião, o Grêmio ainda tinha boas chances de disputar a Libertadores e estava em 7° lugar com 40 pontos. Duas posições e um ponto a mais que em 2010. A diferença é que na temporada passada o Grêmio não engrenou nunca uma boa sequência de vitórias devido ao pavoroso aproveitamento como visitante. E este ano, o Tricolor está em viés de crescimento com 4 vitórias seguidas.

Já o Avaí era o surprendente 9° colocado com 38 pontos, muito acima dos 29 pontos na 16° colocação de 2010. O time de Florianópolis terminou o campeonato na excelente 6° colocação com 57 pontos, algo virtualmente impossível de repetir em 2010.

O mais incrível é que em 2009, o Flamengo foi campeão e estava estonteantes 12 pontos atrás do líder, faltando apenas 11 rodadas. O rubro-negro era o 6° colocado com 41 pontos, e buscou a liderança de tal maneira que fez 26 pontos em 33 possíveis, sendo campeão com 67 pontos. O Palmeiras, então orgulhoso líder, ficou fora da Libertadores em 5° lugar.

Brasileirão, 27° rodada de 2009 - Arquivo Pessoal

A conclusão é: ainda tem muita água para rolar

O Brasileirão, extremamente equilibrado, não está nada decidido!

TABELA FORNECIDA POR: http://tabelasdefutebol.blogspot.com

Grêmio e Cruzeiro 'lideram' tabela do returno na Série A, Avaí é apenas o 18º

30 de setembro de 2010 0

O Grêmio lidera a tabela do segundo turno do Campeonato Brasileiro 2010 ao lado do Cruzeiro. Em sete jogos, os dois times obtiveram 16 pontos em 21 possíveis, com vantagem tricolor no saldo de gols (+8 contra +6). Palmeiras e Atlético-PR estão logo atrás com 14 pontos, comprovando a recuperação de ambos nas últimas rodadas.

O líder Fluminense é o 5º com 13, o Corinthians tem 11 pontos em 8º lugar e o Internacional é o 9º com 10. O último colocado é o Grêmio Prudente, com apenas quatro pontos, ele que é também o lanterna do Brasileirão. Seguido de perto pelo Atlético-MG, com cinco, e o Avaí com iguais cinco pontos em 18º lugar.

Confiram a tabela completa, cortesia da planilha do http://tabelasdefutebol.blogspot.com

Returno do Brasileirão - Arquivo Pessoal

G4 virou G3 - Quem é pior: CBF ou CONMEBOL?

22 de setembro de 2010 23

O Brasileirão 2010 só dará 3 vagas na Libertadores 2011 de acordo com comunicado publicado no site oficial da CBF. Ou seja, o Brasil não terá uma vaga extra para o campeão da Libertadores fechando seis vagas (relembrando: G4 + campeão da Copa do Brasil + campeão da Copa Libertadores).

Serão cinco vagas, incluindo a do atual campeão da Libertadores e da Copa do Brasil, transformando o G4 em G3 sempre que o campeão continental for brasileiro. A vaga extra só será obtida se um time brasileiro também for campeão da Copa Sul-Americana, mudando o número de vagas para seis times.

CONMEBOL ou CBF: quem é pior?Na prática, ao contrário de fortalecer e justamente premiar o campeão continental, a CONMEBOL prejudica o mesmo. Todos os times não envolvidos ou eliminados irão secar brasileiros na Libertadores, pois uma eventual conquista diminui suas chances no Brasileirão subsequente daquela temporada.

É inacreditável a incapacidade… Ops, já falei estas duas palavras dezenas de vezes aqui quando me refiro à estas entidades do futebol Sul-Americano. Quanto à questões técnicas, aspectos organizacionais e, sobretudo, promoção de competições mantidas pela CONMEBOL e CBF, eles não fazem NADA direito.

Dia 13 de AGOSTO eu antecipei aqui que teríamos problemas sobre isto. Vejam:

CBF precisa arrumar a bagunça das vagas na Libertadores

CONMEBOL E SUAS LAMBANÇAS:

1º) Esqueceu da Copa do Mundo na definição de regulamento da Libertadores de 2006. Resultado: os confrontos de ida e volta das quartas-de-final foram separados por quase 3 meses.- Veja aqui mais detalhes

2º) Inscrição irregular de Schiavi na Libertadores 2009. Schiavi foi campeão pelo Estudiantes – Veja mais detalhes.

3º) Omissão da CONMEBOL com relação à violência generalizada nos gramados sul-americanos – Veja aqui mais detalhes.

4º) Rodada final das Eliminatórias para a Copa do Mundo 2010 não seria simultânea (acabou sendo por imposição da FIFA) – Veja mais detalhes

5º) Trapalhada da CONMEBOL poderia beneficiar ou prejudicar o Internacional na última rodada da Libertadores por já saber os resultados dos jogos já realizados – Veja mais detalhes

Todos estes erros foram gerados pelo dinheiro, por interesses financeiros e por uma impressionante capacidade da entidade em favorecer as associações nacionais, esquecendo de elevar o valor do próprio espetáculo, exigindo melhores condições, punindo severamente conflitos em estádios, melhorando os regulamentos.

A CONMEBOL e a CBF são uma piada.