100. Este é o número de jogos da história do Bahia pela Copa do Brasil. Mas o Grêmio não quis saber e deu um verdadeiro "presente de grego" contra o tricolor baiano, vencendo por 2x1 em pleno Pituaçu e praticamente se garantindo nas semifinais da competição.
Fernando comemora o gol de empate do Grêmio contra o Bahia - Diego Vara/RBS
O Grêmio, apesar de dividir com o Cruzeiro o recorde de títulos na Copa do Brasil (4 conquistas), tem um número bem maior de jogos. É o recordista com 139 partidas, superando o Vasco da Gama na noite de ontem (o time carioca está fora da Copa do Brasil). Logo na sequência, Flamengo, Atlético-MG e Vitória completam o G5. Antes que me perguntem, o Internacional tem 99 jogos.
TIMES COM MAIS JOGOS NA HISTÓRIA DA COPA DO BRASIL
GRÊMIO - 139 jogos
VASCO DA GAMA - 138 jogos
FLAMENGO - 132 jogos
ATLÉTICO-MG - 128 jogos
VITÓRIA - 126 jogos
CORINTHIANS - 114 jogos
PALMEIRAS - 108 jogos
FLUMINENSE - 107 jogos
CRUZEIRO - 106 jogos
BOTAFOGO - 103 jogos
GOIÁS - 101 jogos
BAHIA - 100 jogos
Fonte: Arquivo Pessoal do pesquisador Edison Klein
Inaugurando a série "Jogos do Passado", vamos falar sobre alguns jogos ocorridos na data de hoje, 09 de maio, desde 1971 em Campeonatos Brasileiros e Copas do Brasil. Os dados são repassados pelo amigo Edison Klein. Este espaço será interativo: os leitores poderão incluir comentários sobre os jogos.
09/05 na História - Foto: arquivo Edison Klein
OBS: Cliquem na foto para obter a imagem em tamanho ampliado
COPA DO BRASIL
09/05/1996 - Internacional 3x2 Flamengo - Um jogo épico no Beira-Rio, com duas viradas e uma atuação espetacular do obscuro reserva Márcio Tigrão, que anulou Romário naquela noite. Válido pelas quartas-de-final daquela Copa do Brasil
09/05/2001 - Juventude 2x1 Flamengo - Time de Caxias do Sul devolve placar de ida, mas perde nos pênaltis para o time carioca.
09/05/2001 - Fluminense 0x0 Grêmio - Em um jogo muito travado, o Grêmio segurou a vantagem de 1x0 e se classificou para as quartas-de-final da Copa do Brasil, na qual se sagraria campeão meses depois.
CAMPEONATO BRASILEIRO
09/05/2010 - Avaí 6x1 Grêmio Prudente-SP - Time catarinense estréia em alto estilo no Brasileirão, depois de uma magnífica campanha no ano anterior. Porém a maionese 'desandaria' ao longo da competição e o time catarinense só escaparia do rebaixamento na penúltima rodada.
09/05/2010 - Internacional 1x2 Cruzeiro - Atuação horrorosa do colorado de Jorge Fossati, com muitos reservas. Kléber, hoje no Grêmio, marcou um belo gol ainda no primeiro tempo.
Ontem tivemos mais três jogos da Copa do Brasil 2012. Curiosamente três goleadas pela mesma diferença: Atlético-PR 5x1 no Criciúma, mais os 4x0 da Portuguesa no Juventude e do Fortaleza sobre o Náutico, todos pela segunda fase da competição. Considerando-se "goleada" no critério por 3 ou mais gols de diferença. A maioria das informações deste post são do grande colaborador Edison Klein.
Até hoje foram 447 goleadas em 2245 jogos, percentual de 19,91% na competição. Para efeito de comparação, no Campeonato Brasileiro foram 2011 goleadas em 15.250 jogos desde 1971, totalizando 13,18%. Se formos considerar apenas desde 1989, foram 13,19% de goleadas, 1022 em 7746 jogos. Idêntico! Mesmo nos pontos corridos (isto é de 2003 em diante), este panorama não se inverte, pelo contrário: 14,45% de goleadas, 556 em 3846 jogos. Confesso que fiquei bastante surpreso com estes dados.
O Atlético-MG é o time que mais goleou na história desta competição nacional: 25 vezes, a última de 5x0 no Peñarol-AM fora de casa. Ele superou o Flamengo, que tem 24 goleadas, o São Paulo e o Vasco da Gama com 21 goleadas. Na sequência, Vitória, Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro com 20. Em casa, o Atlético-MG e o Vitória tem 17 goleadas, contra 16 do Palmeiras. Já como visitante, o recordista é o Corinthians com 9, seguido por Atlético-MG e Flamengo com 8.
O outro lado da moeda: os times mais goleados da competição. O 'recorde' é dividido por quatro times: CSA-AL, Rio Branco-AC, Remo e América-RN, todos goleados 9 vezes. Em casa, o América-RN, o CSA-AL, o Flamengo-PI, o Náutico e, pasmem, o Vasco da Gama tem 3 goleadas sofridas. Já como visitante, o Remo 'lidera' com 8, seguido por Rio Branco-AC e Atlético-MG.
Como referência, as maiores goleadas da competição em todos os tempos:
28/02/1991 - Atlético/MG 11 x 0 Caiçara/PI - Belo Horizonte/MG
28/03/2001 - São Paulo/SP 10 x 0 Botafogo/PB - São Paulo/SP
10/03/2010 - Santos/SP 10 x 0 Naviraiense/MS - Santos/SP
06/04/1993 - Internacional/RS 9 x 1 Ji-Paraná/RO - Porto Alegre/RS
28/02/1996 - Sergipe/SE 0 x 8 Palmeiras/SP - Aracajú/SE
10/02/1998 - Vasco da Gama/RJ 8 x 0 Picos/PI - Rio de Janeiro/RJ
04/03/1997 - Portuguesa/SP 8 x 0 Kaburé/TO - São Paulo/SP
26/04/1995 - Flamengo/RJ 8 x 0 Kaburé/TO - Rio de Janeiro/RJ
15/03/2000 - Interporto/TO 0 x 8 Bahia/BA - Porto Nacional/TO
Na ocasião, o Vila saiu na frente com um gol de Leonardo Manzi (ex-Inter) aos seis minutos, e o lateral-esquerdo Gustavo empatou aos 22 do 2º tempo. O time que o Grêmio escalou naquela noite é de aterrorizar qualquer filme de terror: Márcio, Luiz Felipe, Tiago Prado, Alessandro Lopes e Gustavo (Samuel); Nunes, Marcus Vinícius, Anderson e Ênio (Marcinho); Somália e Marcelinho (Bruno Neves).
Aquele jogo foi marcado por uma grande atuação do jovem atacante Pedro Júnior, que seria contratado pelo Grêmio no mesmo ano e foi autor do gol do título estadual em 2006. Anderson, então com 16 anos, também brilhou pelo Grêmio em um jogo bastante movimentado. Também no Vila Nova jogava o goleiro Michel Alves, de ótima passagem no Juventude mas que foi mal no Beira-Rio.
Desde então são 22 jogos sem empates pelas competições de 2005, 2006, 2008, 2010 e 2012. São 16 vitórias e 6 derrotas, marcou 48 e sofreu 26 gols. A melhor campanha foi em 2010, quando chegou às semifinais e sendo batido pelo futuro campeão Santos. Já 2005, 2006 e 2008 foram belos fiascos, sendo eliminado nas três vezes em casa e duas delas por times de divisões inferiores (15 de Novembro-RS e Atlético-GO).
Outra curiosidade: este jogo ficou marcado pela polêmica do gol 10.000 na história do Grêmio na competição, que teria sido o assinalado por Gustavo. Esta tese é defendida pelo pesquisador Paulo Fortunato, e rechaçada por outros, como Laert Lopes, que não considerava gols por aspirantes, juniores e juvenis.
Confiram a sequência sem empates do Tricolor:
06/04/2005 Grêmio 3x1 Vila Nova-GO - 1º fase
20/04/2005 Fluminense 3x0 Grêmio - 2º fase
04/05/2005 Grêmio 0x1 Fluminense - 2º fase - Eliminado
22/02/2006 Piauí 1x2 Grêmio - 1º fase
08/03/2006 Grêmio 4x0 Piauí - 1º fase
15/03/2006 15 de Novembro-RS 1x0 Grêmio - 2º fase
23/03/2006 Grêmio 1x0 15 de Novembro-RS - 2º fase - Eliminado nos pênaltis
13/02/2008 Jaciara-MT 0x1 Grêmio - 1º fase
27/02/2008 Grêmio 6x0 Jaciara-MT - 1º fase
02/04/2008 Atlético-GO 2x1 Grêmio - 2º fase
09/04/2008 Grêmio 2x1 Atlético-GO - 2º fase - Eliminado nos pênaltis
Se vencer a Universidad Catolica e obtiver a classificação para as quarta-de-final em pleno Chile, o Grêmio terá obtido uma façanha. Será a terceira vez que o Tricolor conseguirá reverter uma desvantagem no jogo de ida em pleno estádio Olímpico. Nas duas vezes anterior, o placar obtido no jogo de volta é favorável ao Grêmio.
Em 1989 pela Supercopa, e em 1992 pela Copa do Brasil, o time gremista foi derrotado em casa mas conseguiu se recuperar fora de casa vencendo o rival. Ao longo da história de mata-matas do Grêmio em competições nacionais e internacionais, A informação é do leitor sempre atento João Renato Alves.
A primeira classificação veio na extinta Supercopa dos Campeões da Libertadores. No dia 24 de outubro, o Grêmio perdeu em Porto Alegre para o Estudiantes por 1x0. O gol foi marcado por Cariaga. No dia 1º de novembro, o Tricolor arrasou o time argentino com gols de Paulo Egídio e Cuca (2x), se classificando para as semifinais (melhor campanha gremista em todos os tempos). Se isto ocorrer contra a Catolica, o Tricolor se classifica.
A segunda classificação heróica veio em 1992, na Copa do Brasil segunda fase. O Tricolor pegou o Paraná, clube sensação do futebol brasileiro e que tinha apenas três anos de vida e já era campeão estadual. O jogo de ida foi histórico: em três participações, o Grêmio continuava invicto na Copa do Brasil após 26 jogos.
Mas no dia 18 de setembro acabou a longa sequência, com um gol de Serginho e derrota de 1x0 em favor do Paraná. Na semana seguinte, dia 23 de outubro, Luís Américo colocou o Paraná na frente, mas na etapa complementar a virada gremista ocorreu com gols de Caio e Carlinhos, final Grêmio 2x1. Se o placar se repetir amanhã, deixa o Grêmio ao menos com a disputa de pênaltis.
O curioso é que nesta competição, o Grêmio passou de fase e pegou o Internacional, possível adversário nas quartas-de-final desta Libertadores de 2011.
A CBF precisa, urgentemente, revisar a questão da proibição de times que disputam a Libertadores disputarem a Copa do Brasil. A culpa disto é de um calendário totalmente inadequado, que contempla absurdas 23 datas para os Campeonatos Estaduais e bizarramente limita a Copa do Brasil ao primeiro semestre, ao invés de ser disputada ao longo de toda a temporada.
Isto prejudica demais os times que se classificam para a Libertadores, teoricamente os melhores do futebol brasileiro. A distorção só piorou com a vaga do campeão da Copa Sul-Americana na Libertadores do ano seguinte.
Se criou uma situação paradoxal: o 5º colocado do Campeonato Brasileiro tem mais chances de disputar a Libertadores em dois anos que o campeão brasileiro! Vou ilustrar o problema abaixo:
Atlético-PR
5º colocado no Brasileirão 2010, vai disputar a Copa do Brasil 2011, o Brasileirão 2011 e a Copa Sul-Americana 2011.
Fluminense
1º colocado no Brasileirão 2010, vai disputar a Libertadores 2011 e o Brasileirão 2011.
Resumindo: o incompetente do quinto colocado tem TRÊS chances de disputar a Libertadores em 2 anos. Já o poderoso campeão brasileiro tem DUAS!
Tive uma árdua discussão com o amigo Bruno Coelho, do Blog Grêmio 1903. Ele defende a tese que os times eliminados da Pré-Libertadores deveriam disputar a Copa do Brasil. A tese é que um time grande ficará um semestre inteiro (na verdade, até maio) sem disputar mais nada a não ser o Campeonato Estadual.
Em si, digamos, é uma teoria humanitária, mas na prática para resolver um problema se cria um outro. Exatamente o mesmo problema citado por mim na argumentação anterior: tu dá mais chances aos ruins se classificarem para a Libertadores que para os bons.
Defendo a idéia de que a CBF tem que resolver esta burrice adotada em 2002 de proibir a disputa da Copa do Brasil pelos times que estão na Libertadores.
É impressionante a (in)capacidade da CBF em organizar o Futebol Brasileiro. Ela não consegue dar um equilíbrio técnico a nada e normalmente suas decisões prejudicam times de grande rendimento em uma temporada.
A última confusão é causada pela decisão da CONMEBOL de colocar o campeão da Copa Sul-Americana de um ano, na Libertadores do ano seguinte. Isto causa uma séria distorção envolvendo os times que vão bem, que teoricamente deveriam ser beneficiados mas na prática não o são.
Um exemplo claro é de um time campeão da Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2009. No ano seguinte, ele só terá duas oportunidades de garantir vaga para a Libertadores da temporada 2011: sendo campeão da Copa do Brasil Libertadores ou sendo um dos quatro primeiros do Brasileirão.
Já um time com desempenho muito mais medíocre e que esteja entre os primeiros do ranking da CBF terá vantagens. Se em um ano ele for eliminado na primeira fase da Copa do Brasil, do Estadual e ser apenas o 12º do Campeonato Brasileiro, terá três chances de garantir vaga na Libertadores. Primeiro na Copa do Brasil, depois na Copa Sul-Americana e finalmente no próprio Brasileirão. Estranho, né?
A grande idéia esdrúxula foi tirar da Copa do Brasil os times que estão na Libertadores por simplesmente ser incompetente em organizar datas para isto. Isto acabou com a legitimidade do ranking da CBF, aquele que premia vice-campeões da Copa do Brasil e 5º no Brasileiro com relação aos 4 melhores do Brasileirão. Isto já foi discutido no Almanaque Esportivo algumas vezes.
Outro erro grosseiro foi de não deixar o campeão brasileiro disputar a Copa Sul-Americana. Uma retomada nesta possibilidade poderia resolver o problema citado no início deste artigo.
Uma distorção antiga é a Copa do Brasil ser disputada no primeiro semestre, o que poderia ser perfeitamente evitada deixando a competição a ser disputada ao longo de todo o ano.
Um dos erros mais evitáveis é não convocar jogadores em decisões continentais e nacionais para disputar torneios como Copa das Confederações ou Copa América. Sem contar Mundiais Sub-alguma coisa. Isto já prejudicou a dupla Gre-Nal mais de uma vez.
Grêmioe Santos decidem hoje quem será um dos finalistas da Copa do Brasil 2010, depois de um histórico 4x3 para os gaúchos no primeiro jogo. Há três anos, estes times também se enfrentaram em um mata-mata e igualmente nas semifinais. Será o primeiro jogo desta "supersemana" do futebol gaúcho, amanhã teremos um texto aqui sobre os embates entre Internacional e Estudiantes pela final da Copa Sul-Americana 2008.
Mas a competição era ainda mais importante: a Copa Libertadores da América. Naquela ocasião deu Grêmio: 2x0 para o time da casa no Olímpico e 3x1 para a equipe paulista na Vila Belmiro. O gol fora decidiu o desempate para os gaúchos.
Também em uma semifinal ocorreu outro encontro, em 2002. Na ocasião um experiente e talentoso time gremista não foi páreo para o jovem Santos de Diego, Robinho, Elano e Renato. 3x0 na Vila Belmiro para o Santos e 1x0 para o Grêmio no Olímpico, Santos na final e futuro campeão.
Porém nosso assunto é 2007 e Libertadores. Na ocasião, irregular time do Grêmio treinado por Mano Menezes (que tinha passado no sufoco em todas as fases anteriores), no qual brilhavam Lucas, Diego Souza e Carlos Eduardo enfrentou a caríssima equipe santista, treinada por Wanderley Luxemburgo e com estrelas como Zé Roberto, Cléber Santana, Kléber e Maldonado.
Assim como em 2010, o primeiro jogo foi no Olímpico e o Grêmio era o azarão (até pelo retrospecto ruim naquela Libertadores). Curiosamente, Jonas jogava naquela época pelo Santos, mas teve atuação apagada nos dois confrontos.
Porém em uma atuação soberba, sobretudo nos famosos "10 minutos de pressão" entre os 29 e os 39 do 1º tempo, nos quais o Grêmio fez 2 gols e quase marcou outros tantos, a vitória por 2x0 deixou ampla vantagem para o segundo jogo. Tcheco de pênalti e Carlos Eduardo aproveitando erro de Adaílton marcaram os gols do Tricolor.
Vejam os "10 minutos de pressão" seguidos dos melhores momentos do jogo:
No jogo de volta, o Grêmio controlava bem o jogo e saiu na frente. Diego Souza marcou um golaço da entrada da área, sem chances para Fábio Costa. O Santos precisava fazer QUATRO gols e parecia tarefa impossível. Porém um erro defensiva gremista deixou Renatinho empatar ainda nos acréscimos do primeiro tempo.
No início da etapa final, o time santista precisava de três gols. Equivocadamente (na minha opinião), Mano Menezes recuou demais o time gremista. Aos 15, em outra falha da zaga gremista, Renatinho de novo virou o jogo. Aos 32, após falta inexistente, Zé Roberto pegou rebote e fez 3x1.
Faltava apenas um gol para o Santos, enquanto Mano Menezes empilhava volantes. No final do jogo, o Grêmio jogava em um 4-5-1, sendo que todos os meio-campistas eram volantes (Gavilán, Sandro Goiano, Diego Souza, Lucas, Edmílson) e o 'atacante' era o contestadíssimo Ramón, que jogava (e mal) mais de meia-atacante que propriamente como avante.
O Santos fez uma pressão incrível nos 17 minutos finais, mas não conseguiu o gol da classificação. O Grêmio quase descontou, mas errou nos contra-ataques. Vejam os melhores momentos do segundo jogo:
Ao Grêmio, o alívio pela vaga na final da Libertadores.
Seria a quarta decisão do título continental, a primeira em doze anos. No outro dia se saberia que o adversário seria o Boca Juniors. Isto é assunto para outro dia...
Tem certas coisas que carecem de explicação lógica e coerente. Como é que o Héber Roberto Lopes não deu esta penalidade escandalosa sobre o Neuton, ontem na vitória de 2x0 do Grêmio sobre o Fluminense pelas quartas-de-final da Copa do Brasil 2010? Achei a imagem no blog do amigo Minwer Daqwiya:
O pior é que o jogo tava decidido, o vencedor também e um eventual 3º gol não daria a mínima diferença na história final. Nem dizer que o juiz tava querendo "roubar" para o outro time faz sentido, pois naquele instante o Flu teria que marcar improváveis três gols em poucos minutos.
Mas que não tem nenhuma explicação a "cegueira" de um juiz, não tem.
Nesta quarta-feira, um show de horrores em cobranças de pênalti marcou a classificação do Atlético-GO sobre o Palmeiras, pelas quartas-de-final da Copa do Brasil 2010. O Atlético venceu por 1x0 no tempo normal no estádio Serra Dourada, e como o Palmeiras havia vencido pelo mesmo escore no Palestra Itália, a decisão foi para a disputa de pênaltis.
Na disputa, o bizarro: de dez cobranças, apenas três foram convertidas. Sim, TRÊS! O goleiro Márcio, do Atlético-GO, pegou três pênaltis e um chute foi para fora. Já o veterano Marcos, do Palmeiras, pegou outras três penalidades. Apenas o palmeirense Ewerthon e os atleticanos Márcio (sim, o goleiro!) e Elias acertaram. Vejam as cobranças:
O curioso é que um aproveitamento tão ruim já havia ocorrido antes, em pleno estádio Olímpico. Na Copa Libertadores de 1997, pelas oitavas-de-final, o Grêmio surpreendentemente havia sido derrotado pelo inexpressivo Guarany-PAR por 2x1.
No jogo de volta, o Tricolor vencia por 1x0, gol de Paulo Nunes e levava o jogo para os pênaltis. Aos 42 do segundo tempo, o paraguaio Hugo Ovelar aproveitou erro defensivo do Grêmio e empatou, resultado que classificava o time visitante.
Uma confusão enorme ocorreu, com o time gaúcho reclamando de impedimento no lance (não ocorreu), com o treinador Evaristo de Macedo invadindo o campo, um caos. Nesta confusão toda, o jogo recomeçou e Rodrigo Gral, oportunista, fez o gol que levou o jogo para a disputa de pênaltis, Grêmio 2x1.
Na disputa de pênaltis, o mesmo aproveitamento ridículo do Serra Dourada: 2x1! Apenas três cobranças convertidas, justamente as três primeiras: duas do Grêmio e uma do Guarany. Os sete pênaltis seguintes foram desperdiçados, e o Grêmio passou de fase.
A campanha da Libertadores terminaria na fase seguinte, sendo eliminado pelo irregular Cruzeiro. Porém este gol de Rodrigo Gral e a posterior classificação nas penalidades foi de vital importância para o Grêmio na conquista da Copa do Brasil daquele ano. Isto porque ao contrário de 1989, 1994 e 2001, quando teve campanhas espetaculares, em 1997 o Grêmio vinha apresentando um futebol muito irregular. Era nítida a decadência técnica e a "fadiga dos metais" após a saída do técnico Luiz Felipe Scolari.
O ânimo foi grande, pois três dias depois, o Tricolor bateu o Corinthians por 2x1 em pleno Morumbi, no famoso jogo do "um chute e dois gols". O Grêmio só chutou uma vez e marcou com Paulo Nunes, já que o outro gol foi contra (do lateral-direito Rodrigo). O terceiro goleiro Sílvio ainda pegou uma penalidade discutível marcada por Márcio Rezende de Freitas (novidade?) no finalzinho do jogo cobrada por Marcelinho Carioca (me corrijam se a minha memória falhou). Este jogo eu achei os gols:
Analista de T.I. da área Online do grupo RBS, também um apaixonado e profundo estudioso dos esportes, em uma cruzada pela Opinião Esportiva de qualidade e norteada pela verdade
Sempre que possível, escrevo aqui para discutir, argumentar, informar ou simplesmente curtir.
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