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Posts com a tag "Copa do Brasil"

TÚNEL DO TEMPO: Há 12 anos, Grêmio e Roma conquistavam títulos históricos

17 de junho de 2013 5

17 de junho de 2001. Grêmio e Roma há doze anos conquistaram seus últimos títulos de imensa repercussão e trouxeram uma alegria inconteste aos seus torcedores. E curiosamente pelo mesmo marcador: 3×1.

Na ocasião, a Roma bateu  em um estádio Olímpico lotado e conquistou seu terceiro e último “scudetto“. Já o Tricolor gaúcho, do estádio Olímpico (curiosamente) contrariou as expectativas e simplesmente obliterou o Corinthians em um Morumbi lotado, 3×1 fora o baile e levantou sua quarta conquista da Copa do Brasil. E esta serão as histórias contadas agora…

ROMA

A Roma, treinada pelo multicampeão Fabio Capello, chegou à ultima rodada liderando por dois pontos na frente da Juventus, então comandada por Carlo Ancelotti: 72 a 70. A arquirrival Lazio tinha 69 pontos, com chances remotas (precisaria ganhar e torcer para a Roma perder e a Juve ao menos empatar). O jogo chave havia sido no começo de maio, um 2×2 heróico em Turim com a Roma saindo perdendo por 2×0.

Roma, campeã italiana em 2001 - Reprodução: capa Gazzetta dello Sport -> http://www.gazzetta.it

Era uma temporada mágica para os giallorossos, com contratações de muito impacto gerando a espinha dorsal do time, em todos os setores : o zagueiro Walter Samuel (Boca Juniors), o meia Émerson (Bayer Leverkusen) e anida matador Gabriel Batistuta (Fiorentina) . O time-base foi (3-5-2, um dos melhores que eu vi): Francesco Antonioli; Antônio Carlos, Walter Samuel e Jonathan Zebina; Cafu, Émerson, Damiano Tommasi e Vincent Candela; Francesco Totti; Vincenzo Montella e Gabriel Batistuta. Como reservas importantes: Aldair, Marcos Assunção, Cristian Zanetti Hidetoshi Nakata, Marco Delvecchio, Abel Balbo

Na rodada final, a Juventus virou sobre a Atalanta por 2×1, enquanto a Lazio levou 2×1 do Lecce fora. Porém isto nada significou já que a Roma passeava sobre o Parma no Olímpico (jogo completo): Francesco Totti aos 19, Vincenzo Montella aos 39 e Gabriel Batistuta aos 33 do segundo tempo (Marco Di Vaio descontou pros visitantes aos 37 do segundo tempo).  Fim do jejum de 18 anos sem títulos. Escutem na emocionada narração italiana:

A Roma ainda conquistaria a Copa da Itália em 2006 e 2007, mas por lá a repercussão destas conquistas não é a mesma.

O último scudetto ninguém esquece.

Grazie, Roma!

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GRÊMIO

Algumas horas depois, outro campeonato se decidia em outro país, hemisfério e continente. Treinado por Tite, um técnico jovem e com idéias arrojadas, o Grêmio chegava à sua sétima final de Copa do Brasil em busca de seu quarto título. Seu adversário era o Corinthians, algoz em 1995 na decisão deste mesmo torneio. Treinado por Luxemburgo, o Corinthians havia reduzido seus investimentos mas ainda assim era um time com jogadores de alto quilate, como Marcelinho Carioca, Muller, Ewerthon e Kléber.

Elenco do Grêmio campeão da Copa do Brasil 2001 - Reprodução: clicrbs.com.br

Foi um primeiro semestre tumultuadíssimo no Grêmio: o início da Lei Pelé, a traumática saída de Ronaldinho para o Paris Saint-Germain e a quebra da parceira ISL, deixando o time sem grandes reforços ao contrário do ano anterior. Muitos fiascos de 2000 saíram do clube, como Astrada, Amato e Paulo Nunes, e só um novo jogador indiscutível chegou: Marcelinho Paraíba. Caberia a ele se tornar o símbolo da conquista tricolor, com atuações históricas  (e duas expulsões, inclusive ficando fora do primeiro jogo da final).

O time base foi, sempre jogando em um envolvente 3-5-2: Danrlei; Marinho, Mauro Galvão e Anderson Polga; Anderson Lima, Eduardo Costa, Tinga, Zinho e Rubens Cardoso; Rodrigo Mendes(Luís Mário) e Marcelinho Paraíba. NaAlguns reservas na final jogaram bastante nas fases anteriores: Roger, Itaqui, Fábio Baiano, Cláudio Pitbull e Warley.

Antes de levantar a taça no Morumbi, o Grêmio atropelou o Coritiba nas semifinais, passou com dificuldades sobre o Fluminense e, em suas melhores atuações (além da decisão), venceu o São Paulo 2x, em casa e no Morumbi em um sensacional 4×3.  No jogo de ida da finalíssima, o Grêmio perdia por 2×0 no segundo tempo mas em uma reação fulminante, Luís Mário fez dois gols e empatou o jogo em 2×2.

Na finalíssima, o Grêmio marcou pressão avançado, sem dar espaço para a habilidade de jogadores como Marcelinho Carioca e Muller. Acuado, o Corinthians deu muitos balões e errou passes. A categoria de Zinho decidiu a partida: deu o passe pro gol de Marinho, no final do primeiro tempo.  Fez o segundo, no início do segundo tempo. E um passe magistral na jogada do terceiro gol, desta vez de Marcelinho Paraíba.

O Grêmio atropelou o Corinthians e levantou o título. Jogo completo aqui Vejam a reportagem do massacre:

CORINTHIANS 1×3 GRÊMIO
Estádio: Morumbi (São Paulo, SP)
Data: 17 de junho de 2001
Público: Não divulgado
Gols: 45’/1ºT – COR 0×1 GRE (Marinho), 02’/2ºT – COR 0×2 GRE (Zinho), 30’/2ºT – COR 1×2 GRE (Éwerthon) e
42’/2ºT – COR 1×3 GRE (Marcelinho Paraíba)
Corinthians: Maurício; Rogério (Andrezinho), Scheidt, João Carlos e Kléber; Otacílio, M. Senna (Pereira), Marcelinho e Ricardinho; Müller (Gil) e Éwerthon. Técnico: W. Luxemburgo.

Grêmio: Danrlei; Ânderson Lima (Itaqui), Marinho, Mauro Galvão (Alex Xavier) e Rubens Cardoso; Roger, Ânderson Polga, Tinga e Zinho; Luís Mário (Fábio Baiano) e Marcelinho Paraíba. Técnico: Tite.

Árbitro: Antônio Pereira (GO/FIFA).
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Primeira fase

14/03/2001 Villa Nova-MG 3 x 2 Grêmio Ânderson Lima (2)
21/03/2001 Grêmio 4 x 1 Villa Nova-MG Luiz Mário (2), Zinho e Rubens Cardoso
Segunda fase
18/04/2001 Santa Cruz 1 x 0 Grêmio
26/04/2001 Grêmio 3 x 1 Santa Cruz Eduardo Costa e Rodrigo Mendes (2)
Oitavas-de-final
02/05/2001 Grêmio 1 x 0 Fluminense Marcelinho Paraíba
09/05/2001 Fluminense 0 x 0 Grêmio
Quartas-de-final
16/05/2001 Grêmio 2 x 1 São Paulo Warley (2)
23/05/2001 São Paulo 3 x 4 Grêmio Marcelinho Paraíba (3) e Zinho
Semifinais
30/05/2001 Grêmio 3 x 1 Coritiba Warley, Zinho e Ânderson Lima
06/05/2001 Coritiba 0 x 1 Grêmio Zinho
Finais
10/06/2001 Grêmio 2 x 2 Corinthians Luiz Mário (2)
17/06/2001 Corinthians 1 x 3 Grêmio Marinho, Zinho e Marcelinho Paraíba

Disputa de pênaltis na história - Grêmio (com vídeos!)

13 de maio de 2013 3

A derrota para o Juventude há duas semanas encerrou uma boa sequência de vitórias consecutivas nas penalidades para o Grêmio, que já somava 2 sucessos na temporada 2013. Repetindo 2011, quando perdeu o título estadual também em uma disputa de penalidades, o Tricolor ficou alijado da competição desta maneira.

Grohe defendendo o pênalti da LDU - Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Ao longo da história, foram 35 disputas de pênaltis, contabilizando-se apenas jogos oficiais e divididos assim: Campeonato Gaúcho (15), Copa do Brasil (4), Campeonato Brasileiro (5), Copa CONMEBOL (2), Supercopa da Libertadores (3), Copa Mercosul (1), Copa Libertadores (4) e Copa Intercontinental (1).

O Grêmio venceu em 15 oportunidades: Campeonato Gaúcho (8), Copa do Brasil (1), Campeonato Brasileiro (1), Copa CONMEBOL (1), Supercopa da Libertadores (1)  e Copa Libertadores (3). As derrotas: Campeonato Gaúcho (7), Copa do Brasil (3), Campeonato Brasileiro (4), Copa CONMEBOL (1), Supercopa da Libertadores (2), Copa Mercosul (1) e Copa Intercontinental (1).

VITÓRIAS GREMISTAS NOS PÊNALTIS

DERROTAS GREMISTAS NOS PÊNALTIS

ALGUMAS CURIOSIDADES

  • No Brasileiro de 1988 e no Gauchão de 1989, jogos terminados em empate eram decididos em disputas de pênaltis. Por isto tantas repetições nestas duas competições.
  • O Grêmio foi campeão gaúcho de 1989 na disputa de pênaltis, com cobranças decisivas defendidas pelo veteraníssimo Mazaropi. O curioso é que o Inter tinha chegado na decisão invicto, com seis vitórias em seis disputas. Perdeu no jogo mais importante.
  • Em 1993, o Grêmio eliminou o Palmeiras nas quartas-de-final da Copa do Brasil. O curioso desta disputa é que o atacante Gílson errou duas vezes: no tempo normal e na disputa de pênaltis.
  • Em 1995, contra o Ajax, e em 2011, contra o Internacional, a disputa de pênaltis gerou não só a eliminação do Grêmio como a perda do título em disputa.
  • Em 1997, Grêmio e Brasil de Pelotas protagonizaram uma série de 22 pênaltis (Mauro Galvão tinha sido expulso, e o Brasil retirou um atleta da cobrança). Na primeira repetição, o melhor batedor Luizinho errou e o Grêmio se garantiu na final.
  • A mais bizarra foi em 1997, na Libertadores contra o Guarany de Assuncíon. O Grêmio converteu as duas primeiras, assim como o time paraguaio converteu a sua 1º cobrança. Dali em diante foram sete erros consecutivos até o erro derradeiro dos visitantes e a classificação tricolor.

VEJA TAMBÉM

Grêmio atropela no centésimo jogo do Bahia pela Copa do Brasil: confira os recordistas

18 de maio de 2012 0

100. Este é o número de jogos da história do Bahia pela Copa do Brasil. Mas o Grêmio não quis saber e deu um verdadeiro “presente de grego” contra o tricolor baiano, vencendo por 2×1 em pleno Pituaçu e praticamente se garantindo nas semifinais da competição.

Fernando comemora o gol de empate do Grêmio contra o Bahia - Diego Vara/RBS

O Grêmio, apesar de dividir com o Cruzeiro o recorde de títulos na Copa do Brasil (4 conquistas), tem um número bem maior de jogos. É o recordista com 139 partidas, superando o Vasco da Gama na noite de ontem (o time carioca está fora da Copa do Brasil). Logo na sequência, Flamengo, Atlético-MG e Vitória completam o G5. Antes que me perguntem, o Internacional tem 99 jogos.

TIMES COM MAIS JOGOS NA HISTÓRIA DA COPA DO BRASIL

  1. GRÊMIO – 139 jogos
  2. VASCO DA GAMA – 138 jogos
  3. FLAMENGO – 132 jogos
  4. ATLÉTICO-MG – 128 jogos
  5. VITÓRIA – 126 jogos
  6. CORINTHIANS – 114 jogos
  7. PALMEIRAS – 108 jogos
  8. FLUMINENSE – 107 jogos
  9. CRUZEIRO – 106 jogos
  10. BOTAFOGO – 103 jogos
  11. GOIÁS – 101 jogos
  12. BAHIA – 100 jogos

Fonte: Arquivo Pessoal do pesquisador Edison Klein

Jogos do Passado, 09/05: duelos entre gaúchos e cariocas na C. Brasil

09 de maio de 2012 0

Inaugurando a série “Jogos do Passado”, vamos falar sobre alguns jogos ocorridos na data de hoje, 09 de maio, desde 1971 em Campeonatos Brasileiros e Copas do Brasil. Os dados são repassados pelo amigo Edison Klein. Este espaço será interativo: os leitores poderão incluir comentários sobre os jogos.

09/05 na História - Foto: arquivo Edison Klein

OBS: Cliquem na foto para obter a imagem em tamanho ampliado

COPA DO BRASIL

  • 09/05/1996 - Internacional 3×2 Flamengo – Um jogo épico no Beira-Rio, com duas viradas e uma atuação espetacular do obscuro reserva Márcio Tigrão, que anulou Romário naquela noite. Válido pelas quartas-de-final daquela Copa do Brasil
  • 09/05/2001 – Juventude 2×1 Flamengo – Time de Caxias do Sul devolve placar de ida, mas perde nos pênaltis para o time carioca.
  • 09/05/2001 – Fluminense 0×0 Grêmio – Em um jogo muito travado, o Grêmio segurou a vantagem de 1×0 e se classificou para as quartas-de-final da Copa do Brasil, na qual se sagraria campeão meses depois.

CAMPEONATO BRASILEIRO

  • 09/05/2010 - Avaí 6×1 Grêmio Prudente-SP – Time catarinense estréia em alto estilo no Brasileirão, depois de uma magnífica campanha no ano anterior. Porém a maionese ‘desandaria’ ao longo da competição e o time catarinense só escaparia do rebaixamento na penúltima rodada.
  • 09/05/2010 – Internacional 1×2 Cruzeiro – Atuação horrorosa do colorado de Jorge Fossati, com muitos reservas. Kléber, hoje no Grêmio, marcou um belo gol ainda no primeiro tempo.

Copa do Brasil: Recordes e maiores goleadas desde 1989

13 de abril de 2012 2

Ontem tivemos mais três jogos da Copa do Brasil 2012. Curiosamente três goleadas pela mesma diferença: Atlético-PR 5×1 no Criciúma, mais os 4×0 da Portuguesa no Juventude e do Fortaleza sobre o Náutico, todos pela segunda fase da competição. Considerando-se “goleada” no critério por 3 ou mais gols de diferença. A maioria das informações deste post são do grande colaborador Edison Klein.

Até hoje foram 447 goleadas em 2245 jogos, percentual de 19,91% na competição. Para efeito de comparação, no Campeonato Brasileiro foram 2011 goleadas em 15.250 jogos desde 1971, totalizando 13,18%. Se formos considerar apenas desde 1989, foram 13,19% de goleadas, 1022 em 7746 jogos. Idêntico! Mesmo nos pontos corridos (isto é de 2003 em diante), este panorama não se inverte, pelo contrário: 14,45% de goleadas, 556 em 3846 jogos. Confesso que fiquei bastante surpreso com estes dados.

O Atlético-MG é o time que mais goleou na história desta competição nacional: 25 vezes, a última de 5×0 no Peñarol-AM fora de casa. Ele superou o Flamengo, que tem 24 goleadas, o São Paulo e o Vasco da Gama com 21 goleadas. Na sequência, Vitória, Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro com 20. Em casa, o Atlético-MG e o Vitória tem 17 goleadas, contra 16 do Palmeiras. Já como visitante, o recordista é o Corinthians com 9, seguido por Atlético-MG e Flamengo com 8.

O outro lado da moeda: os times mais goleados da competição. O ‘recorde’ é dividido por quatro times: CSA-AL, Rio Branco-AC, Remo e América-RN, todos goleados 9 vezes. Em casa, o América-RN, o CSA-AL, o Flamengo-PI, o Náutico e, pasmem, o Vasco da Gama tem 3 goleadas sofridas. Já como visitante, o Remo ‘lidera’ com 8, seguido por Rio Branco-AC e Atlético-MG.
Como referência, as maiores goleadas da competição em todos os tempos:

  1. 28/02/1991 – Atlético/MG 11 x 0 Caiçara/PI – Belo Horizonte/MG
  2. 28/03/2001 – São Paulo/SP 10 x 0 Botafogo/PB – São Paulo/SP
  3. 10/03/2010 – Santos/SP 10 x 0 Naviraiense/MS – Santos/SP
  4. 06/04/1993 – Internacional/RS 9 x 1 Ji-Paraná/RO – Porto Alegre/RS
  5. 28/02/1996 – Sergipe/SE 0 x 8 Palmeiras/SP – Aracajú/SE
  6. 10/02/1998 – Vasco da Gama/RJ 8 x 0 Picos/PI – Rio de Janeiro/RJ
  7. 04/03/1997 – Portuguesa/SP 8 x 0 Kaburé/TO – São Paulo/SP
  8. 26/04/1995 – Flamengo/RJ 8 x 0 Kaburé/TO - Rio de Janeiro/RJ
  9. 15/03/2000 – Interporto/TO 0 x 8 Bahia/BA – Porto Nacional/TO

Copa do Brasil - Grêmio não empata há sete anos na competição: 22 jogos

04 de abril de 2012 0

Contra o Ipatinga nesta quarta-feira, o Grêmio irá se defrontar com uma curiosa marca: desde 2005 o Grêmio não sabe o que é um empate na Copa do Brasil.  No dia 9 de março de 2005, o Tricolor então treinado por Hugo de León empatou em 1×1 com o Vila Nova-GO no Serra Dourada. As informações foram enviadas pelo sempre atento colaborador Edison Klein.

Na ocasião, o Vila saiu na frente com um gol de Leonardo Manzi (ex-Inter) aos seis minutos, e o lateral-esquerdo Gustavo empatou aos 22 do 2º tempo.  O time que o Grêmio escalou naquela noite é de aterrorizar qualquer filme de terror: Márcio, Luiz Felipe, Tiago Prado, Alessandro Lopes e Gustavo (Samuel); Nunes, Marcus Vinícius, Anderson e Ênio (Marcinho); Somália e Marcelinho (Bruno Neves).

Aquele jogo foi marcado por uma grande atuação do jovem atacante Pedro Júnior, que seria contratado pelo Grêmio no mesmo ano e foi autor do gol do título estadual em 2006. Anderson, então com 16 anos, também brilhou pelo Grêmio em um jogo bastante movimentado. Também no Vila Nova jogava o goleiro Michel Alves, de ótima passagem no Juventude mas que foi mal no Beira-Rio.

Desde então são 22 jogos sem empates pelas competições de 2005, 2006, 2008, 2010 e 2012. São 16 vitórias e 6 derrotas, marcou 48 e sofreu 26 gols. A melhor campanha foi em 2010, quando chegou às semifinais e sendo batido pelo futuro campeão Santos. Já 2005, 2006 e 2008 foram belos fiascos, sendo eliminado nas três vezes em casa e duas delas por times de divisões inferiores (15 de Novembro-RS e Atlético-GO).

Outra curiosidade: este jogo ficou marcado pela polêmica do gol 10.000 na história do Grêmio na competição, que teria sido o assinalado por Gustavo. Esta tese é defendida pelo pesquisador Paulo Fortunato, e rechaçada por outros, como Laert Lopes, que não considerava gols por aspirantes, juniores e juvenis.

Confiram a sequência sem empates do Tricolor:

  1. 06/04/2005  Grêmio 3×1 Vila Nova-GO – 1º fase
  2. 20/04/2005  Fluminense 3×0 Grêmio – 2º fase
  3. 04/05/2005  Grêmio 0×1 Fluminense – 2º fase – Eliminado
  4. 22/02/2006  Piauí 1×2 Grêmio – 1º fase
  5. 08/03/2006  Grêmio 4×0 Piauí – 1º fase
  6. 15/03/2006  15 de Novembro-RS 1×0 Grêmio – 2º fase
  7. 23/03/2006  Grêmio 1×0 15 de Novembro-RS – 2º fase – Eliminado nos pênaltis
  8. 13/02/2008  Jaciara-MT 0×1 Grêmio – 1º fase
  9. 27/02/2008  Grêmio 6×0 Jaciara-MT – 1º fase
  10. 02/04/2008  Atlético-GO 2×1 Grêmio – 2º fase
  11. 09/04/2008  Grêmio 2×1 Atlético-GO – 2º fase – Eliminado nos pênaltis
  12. 10/02/2010  Araguaia-MT 1×3 Grêmio – 1º fase
  13. 17/03/2010  Votoraty-SP 0×1 Grêmio – 2º fase
  14. 01/04/2010  Grêmio 3×0 Votoraty-SP – 2º fase
  15. 14/04/2010  Grêmio 3×1 Avaí – Oitavas-de-final
  16. 21/04/2010  Avaí 3×2 Grêmio – Oitavas-de-final
  17. 29/04/2010  Fluminense 2×3 Grêmio – Quartas-de-final
  18. 05/05/2010  Grêmio 2×0 Fluminense – Quartas-de-final
  19. 12/05/2010  Grêmio 4×3 Santos – Semifinal
  20. 19/05/2010  Santos 3×1 Grêmio – Semifinal – Eliminado
  21. 07/03/2012  Ríver Plate-SE 2×3 Grêmio – 1º fase
  22. 21/03/2012  Grêmio 3×1 Ríver Plate-SE – 1º fase

VEJA TAMBÉM

Tricolor empata com Vila Nova pela Copa do Brasil – Notícia da época

GRÊMIO: em 1989 e 1992 reverteu desvantagens perdendo a primeira em casa!

03 de maio de 2011 10

Se vencer a Universidad Catolica e obtiver a classificação para as quarta-de-final em pleno Chile, o Grêmio terá obtido uma façanha. Será a terceira vez que o Tricolor conseguirá reverter uma desvantagem no jogo de ida em pleno estádio Olímpico. Nas duas vezes anterior, o placar obtido no jogo de volta é favorável ao Grêmio.

Em 1989 pela Supercopa, e em 1992 pela Copa do Brasil, o time gremista foi derrotado em casa mas conseguiu se recuperar fora de casa vencendo o rival. Ao longo da história de mata-matas do Grêmio em competições nacionais e internacionais, A informação é do leitor  sempre atento João Renato Alves.

A primeira classificação veio na extinta Supercopa dos Campeões da Libertadores. No dia 24 de outubro, o Grêmio perdeu em Porto Alegre para o Estudiantes por 1×0. O gol foi marcado por Cariaga. No dia 1º de novembro, o Tricolor arrasou o time argentino com gols de Paulo Egídio e Cuca (2x), se classificando para as semifinais (melhor campanha gremista em todos os tempos). Se isto ocorrer contra a Catolica, o Tricolor se classifica.

A segunda classificação heróica veio em 1992, na Copa do Brasil segunda fase. O Tricolor pegou o Paraná, clube sensação do futebol brasileiro e que tinha apenas três anos de vida e já era campeão estadual. O jogo de ida foi histórico: em três participações, o Grêmio continuava invicto na Copa do Brasil após 26 jogos.

Mas no dia 18 de setembro acabou a longa sequência, com um gol de Serginho e derrota de 1×0 em favor do Paraná. Na semana seguinte, dia 23 de outubro, Luís Américo colocou o Paraná na frente, mas na etapa complementar a virada gremista ocorreu com gols de Caio e Carlinhos, final Grêmio 2×1. Se o placar se repetir amanhã, deixa o Grêmio ao menos com a disputa de pênaltis.

O curioso é que nesta competição, o Grêmio passou de fase e pegou o Internacional, possível adversário nas quartas-de-final desta Libertadores de 2011.

CBF tem que arrumar o calendário brasileiro e acabar com as distorções!

26 de janeiro de 2011 6

A CBF precisa, urgentemente, revisar a questão da proibição de times que disputam a Libertadores disputarem a Copa do Brasil. A culpa disto é de um calendário totalmente inadequado, que contempla absurdas 23 datas para os Campeonatos Estaduais e bizarramente limita a Copa do Brasil ao primeiro semestre, ao invés de ser disputada ao longo de toda a temporada.

Isto prejudica demais os times que se classificam para a Libertadores, teoricamente os melhores do futebol brasileiro. A distorção só piorou com a vaga do campeão da Copa Sul-Americana na Libertadores do ano seguinte.

Se criou uma situação paradoxal: o 5º colocado do Campeonato Brasileiro tem mais chances de disputar a Libertadores em dois anos que o campeão brasileiro! Vou ilustrar o problema abaixo:

Atlético-PR
5º colocado no Brasileirão 2010, vai disputar a Copa do Brasil 2011, o Brasileirão 2011 e a Copa Sul-Americana 2011.

Fluminense
1º colocado no Brasileirão 2010, vai disputar a Libertadores 2011 e o Brasileirão 2011.

Resumindo: o incompetente do quinto colocado tem TRÊS chances de disputar a Libertadores em 2 anos. Já o poderoso campeão brasileiro tem DUAS!

Tive uma árdua discussão com o amigo Bruno Coelho, do Blog Grêmio 1903. Ele defende a tese que os times eliminados da Pré-Libertadores deveriam disputar a Copa do Brasil. A tese é que um time grande ficará um semestre inteiro (na verdade, até maio) sem disputar mais nada a não ser o Campeonato Estadual.

Em si, digamos, é uma teoria humanitária, mas na prática para resolver um problema se cria um outro. Exatamente o mesmo problema citado por mim na argumentação anterior: tu dá mais chances aos ruins se classificarem para a Libertadores que para os bons.

Defendo a idéia de que a CBF tem que resolver esta burrice adotada em 2002 de proibir a disputa da Copa do Brasil pelos times que estão na Libertadores.

Mas acho que estou exigindo demais da CBF, uma entidade que não consegue sequer ter um site oficial decente. Se vocês não sabem, ela tem DOIS sites ativos: http://www.cbf.com.br/http://www2.cbf.com.br/php/home.php?e=0

Quando ela resolver isto (e tiver vontade política e técnica disto), tudo ficará de acordo.

Ou os clubes tomarem vergonha na cara e organizarem a Liga Nacional de Clubes.

Alô, Fábio Koff e Clube dos 13.

CBF precisa arrumar a bagunça das vagas na Libertadores

13 de agosto de 2010 25

É impressionante a (in)capacidade da CBF em organizar o Futebol Brasileiro. Ela não consegue dar um equilíbrio técnico a nada e normalmente suas decisões prejudicam times de grande rendimento em uma temporada.

A última confusão é causada pela decisão da CONMEBOL de colocar o campeão da Copa Sul-Americana de um ano, na Libertadores do ano seguinte. Isto causa uma séria distorção envolvendo os times que vão bem, que teoricamente deveriam ser beneficiados mas na prática não o são.

Um exemplo claro é de um time campeão da Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2009. No ano seguinte, ele só terá duas oportunidades de garantir vaga para a Libertadores da temporada 2011: sendo campeão da Copa do Brasil Libertadores ou sendo um dos quatro primeiros do Brasileirão.

Já um time com desempenho muito mais medíocre e que esteja entre os primeiros do ranking da CBF terá vantagens. Se em um ano ele for eliminado na primeira fase da Copa do Brasil, do Estadual e ser apenas o 12º do Campeonato Brasileiro, terá três chances de garantir vaga na Libertadores. Primeiro na Copa do Brasil, depois na Copa Sul-Americana e finalmente no próprio Brasileirão. Estranho, né?

A grande idéia esdrúxula foi tirar da Copa do Brasil os times que estão na Libertadores por simplesmente ser incompetente em organizar datas para isto. Isto acabou com a legitimidade do ranking da CBF, aquele que premia vice-campeões da Copa do Brasil e 5º no Brasileiro com relação aos 4 melhores do Brasileirão. Isto já foi discutido no Almanaque Esportivo algumas vezes.

Outro erro grosseiro foi de não deixar o campeão brasileiro disputar a Copa Sul-Americana. Uma retomada nesta possibilidade poderia resolver o problema citado no início deste artigo.

Uma distorção antiga é a Copa do Brasil ser disputada no primeiro semestre, o que poderia ser perfeitamente evitada deixando a competição a ser disputada ao longo de todo o ano.

Um dos erros mais evitáveis é não convocar jogadores em decisões continentais e nacionais para disputar torneios como Copa das Confederações ou Copa América. Sem contar Mundiais Sub-alguma coisa. Isto já prejudicou a dupla Gre-Nal mais de uma vez.

Supersemana: em 2007, Grêmio superou Santos na Vila e foi à final da Libertadores

19 de maio de 2010 16

Grêmio e Santos decidem hoje quem será um dos finalistas da Copa do Brasil 2010, depois de um histórico 4×3 para os gaúchos no primeiro jogo. Há três anos, estes times também se enfrentaram em um mata-mata e igualmente nas semifinais. Será o primeiro jogo desta “supersemana” do futebol gaúcho, amanhã teremos um texto aqui sobre os embates entre Internacional e Estudiantes pela final da Copa Sul-Americana 2008.

Mas a competição era ainda mais importante: a Copa Libertadores da América. Naquela ocasião deu Grêmio: 2×0 para o time da casa no Olímpico e 3×1 para a equipe paulista na Vila Belmiro. O gol fora decidiu o desempate para os gaúchos.

Também em uma semifinal ocorreu outro encontro, em 2002. Na ocasião um experiente e talentoso time gremista não foi páreo para o jovem Santos de Diego, Robinho, Elano e Renato. 3×0 na Vila Belmiro para o Santos e 1×0 para o Grêmio no Olímpico, Santos na final e futuro campeão.

Tcheco e Patrício comemoram vitória gremista no 1º jogo - Valdir Friolin,RBS

Porém nosso assunto é 2007 e Libertadores. Na ocasião, irregular time do Grêmio treinado por Mano Menezes (que tinha passado no sufoco em todas as fases anteriores), no qual brilhavam Lucas, Diego Souza e Carlos Eduardo enfrentou a caríssima equipe santista, treinada por Wanderley Luxemburgo e com estrelas como Zé Roberto, Cléber Santana, Kléber e Maldonado.

Assim como em 2010, o primeiro jogo foi no Olímpico e o Grêmio era o azarão (até pelo retrospecto ruim naquela Libertadores). Curiosamente, Jonas jogava naquela época pelo Santos, mas teve atuação apagada nos dois confrontos.

Porém em uma atuação soberba, sobretudo nos famosos “10 minutos de pressão” entre os 29 e os 39 do 1º tempo, nos quais o Grêmio fez 2 gols e quase marcou outros tantos, a vitória por 2×0 deixou ampla vantagem para o segundo jogo. Tcheco de pênalti e Carlos Eduardo aproveitando erro de Adaílton marcaram os gols do Tricolor.

Vejam os “10 minutos de pressão” seguidos dos melhores momentos do jogo:

No jogo de volta, o Grêmio controlava bem o jogo e saiu na frente. Diego Souza marcou um golaço da entrada da área, sem chances para Fábio Costa. O Santos precisava fazer QUATRO gols e parecia tarefa impossível. Porém um erro defensiva gremista deixou Renatinho empatar ainda nos acréscimos do primeiro tempo.

No início da etapa final, o time santista precisava de três gols. Equivocadamente (na minha opinião), Mano Menezes recuou demais o time gremista. Aos 15, em outra falha da zaga gremista, Renatinho de novo virou o jogo. Aos 32, após falta inexistente, Zé Roberto pegou rebote e fez 3×1.Diego Souza contra Alessandro e Rodrigo Souto - Mauro Vieira,RBS

Faltava apenas um gol para o Santos, enquanto Mano Menezes empilhava volantes. No final do jogo, o Grêmio jogava em um 4-5-1, sendo que todos os meio-campistas eram volantes (Gavilán, Sandro Goiano, Diego Souza, Lucas, Edmílson) e o ‘atacante’ era o contestadíssimo Ramón, que jogava (e mal) mais de meia-atacante que propriamente como avante. 

O Santos fez uma pressão incrível nos 17 minutos finais, mas não conseguiu o gol da classificação. O Grêmio quase descontou, mas errou nos contra-ataques.   Vejam os melhores momentos do segundo jogo:

Ao Grêmio, o alívio pela vaga na final da Libertadores.

Alívio gremista ao final do jogo na Vila Belmiro - Mauro Vieira,RBS

Seria a quarta decisão do título continental, a primeira em doze anos. No outro dia se saberia que o adversário seria o Boca Juniors. Isto é assunto para outro dia…