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Posts com a tag "Copa do Brasil"

Juízes: como podem ser tão cegos?

06 de maio de 2010 12

Tem certas coisas que carecem de explicação lógica e coerente.  Como é que o Héber Roberto Lopes não deu esta penalidade escandalosa sobre o Neuton, ontem na vitória de 2×0 do Grêmio sobre o Fluminense pelas quartas-de-final da Copa do Brasil 2010? Achei a imagem no blog do amigo Minwer Daqwiya:

O pior é que o jogo tava decidido, o vencedor também e um eventual 3º gol não daria a mínima diferença na história final. Nem dizer que o juiz tava querendo “roubar” para o outro time faz sentido, pois naquele instante o Flu teria que marcar improváveis três gols em poucos minutos.

Mas que não tem nenhuma explicação a “cegueira” de um juiz, não tem.

PENALIDADES: Fiasco no Serra Dourada já ocorreu no Olímpico

05 de maio de 2010 11

Nesta quarta-feira, um show de horrores em cobranças de pênalti marcou a classificação do Atlético-GO sobre o Palmeiras, pelas quartas-de-final da Copa do Brasil 2010. O Atlético venceu por 1×0 no tempo normal no estádio Serra Dourada, e como o Palmeiras havia vencido pelo mesmo escore no Palestra Itália, a decisão foi para a disputa de pênaltis.

Na disputa, o bizarro: de dez cobranças, apenas três foram convertidas. Sim, TRÊS! O goleiro Márcio, do Atlético-GO, pegou três pênaltis e um chute foi para fora. Já o veterano Marcos, do Palmeiras, pegou outras três penalidades. Apenas o palmeirense Ewerthon e os atleticanos Márcio (sim, o goleiro!) e Elias acertaram. Vejam as cobranças:

O curioso é que um aproveitamento tão ruim já havia ocorrido antes, em pleno estádio Olímpico. Na Copa Libertadores de 1997, pelas oitavas-de-final, o Grêmio surpreendentemente havia sido derrotado pelo inexpressivo Guarany-PAR por 2×1.

No jogo de volta, o Tricolor vencia por 1×0, gol de Paulo Nunes e levava o jogo para os pênaltis. Aos 42 do segundo tempo, o paraguaio Hugo Ovelar aproveitou erro defensivo do Grêmio e empatou, resultado que classificava o time visitante.

Uma confusão enorme ocorreu, com o time gaúcho reclamando de impedimento no lance (não ocorreu), com o treinador Evaristo de Macedo invadindo o campo, um caos. Nesta confusão toda, o jogo recomeçou e Rodrigo Gral, oportunista, fez o gol que levou o jogo para a disputa de pênaltis, Grêmio 2×1.

Na disputa de pênaltis, o mesmo aproveitamento ridículo do Serra Dourada: 2×1! Apenas três cobranças convertidas, justamente as três primeiras: duas do Grêmio e uma do Guarany. Os sete pênaltis seguintes foram desperdiçados, e o Grêmio passou de fase. 

Grêmio contra o Guarany-PAR em 1997 na Libertadores: um show de horror - Reprodução ZH, blog Grêmio 1983 http://gremio1983.blogspot.com

A campanha da Libertadores terminaria na fase seguinte, sendo eliminado pelo irregular Cruzeiro. Porém este gol de Rodrigo Gral e a posterior classificação nas penalidades foi de vital importância para o Grêmio na conquista da Copa do Brasil daquele ano. Isto porque ao contrário de 1989, 1994 e 2001, quando teve campanhas espetaculares, em 1997 o Grêmio vinha apresentando um futebol muito irregular. Era nítida a decadência técnica e a “fadiga dos metais” após a saída do técnico Luiz Felipe Scolari.

O ânimo foi grande, pois três dias depois, o Tricolor bateu o Corinthians por 2×1 em pleno Morumbi, no famoso jogo do “um chute e dois gols”. O Grêmio só chutou uma vez e marcou com Paulo Nunes, já que o outro gol foi contra (do lateral-direito Rodrigo). O terceiro goleiro Sílvio ainda pegou uma penalidade discutível marcada por Márcio Rezende de Freitas (novidade?) no finalzinho do jogo cobrada por Marcelinho Carioca (me corrijam se a minha memória falhou). Este jogo eu achei os gols:

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Grêmio tem retrospecto positivo contra o Fluminense na Copa do Brasil

28 de abril de 2010 4

O Grêmio enfrenta nesta quinta-feira o Fluminense pela Copa do Brasil e tem um retrospecto positivo contra o time carioca. Já foram três enfrentamentos, com duas classificações gremistas e uma do Flu. Esta será a primeira vez que o enfrentamento ocorrerá nas quartas-de-final. Todas as demais foram nas oitavas.

Em seu último título, 2001, o Tricolor gaúcho bateu o Tricolor carioca antes de despachar o São Paulo, Coritiba e Corinthians no caminho rumo ao tetracampeonato. No Olímpico, 1×0 com gol de Marcelinho Paraíba no início do primeiro tempo, e expulsão do zagueiro Régis, ex-Inter no finzinho do jogo. Ainda sem confiança no time do então novato técnico Tite, apenas 12 mil gremistas compareceram ao Olímpico.

No jogo de volta, um 0×0 suado no Maracanã, quando Danrlei foi o grande destaque e o Grêmio teve um pênalti claro em Tinga sonegado por Márcio Rezende de Freitas (novidade?). O time do Flu tinha alguns veteranos como Asprilla e Agnaldo, mas era muito inferior ao time gremista, que tinha Marcelinho Paraíba, Tinga, Anderson Polga, Anderson Lima, Zinho, entre outros

Em 2004, nova vitória gremista e também pelas oitavas-de-final. No jogo de ida, um 2×2 no Maracanã com dois gols de Romário, para o Flu, Claudiomiro e Christian para o Grêmio, em jogo que o time gaúcho saiu perdendo por 2×0 e reagiu no segundo tempo.

Animado, o Grêmio sapecou 4×1 na partida de volta e foi para a próxima fase. No Olímpico, o time da casa saiu vencendo no primeiro tempo por 1×0, gol de Marcelinho. Tiago Prado ampliou no segundo tempo, antes do zagueiro Rodolfo descontar para o Flu de pênalti. Christian e Cláudio Pitbull acabaram com as esperanças cariocas nos minutos finais. O Grêmio só seria eliminado pelo Flamengo nas semifinais daquele trágico ano.

Já em 2005 o panorama era totalmente diferente. Rebaixado no final de 2004 para a Segunda Divisão, o Tricolor gaúcho tinha um time fraquíssimo, sem recursos e com o inexperiente técnico uruguaio Hugo de León. O negócio era tão desesperador que os melhores jogadores gremistas eram o criticadíssimo meia Élton e o atacante Somália.

Contra ele, um time fortíssimo do Fluminense, com o técnico Abel Braga (ex-Inter) e o zagueiro Fabiano Eller (de volta ao Inter), o jovem meia Diego Souza (ex-Grêmio), os laterais Gabriel e Juan e os atacantes Tuta (também ex-Grêmio) Leandro (hoje no Grêmio).

O resultado seria desastroso: um 3×0 ao natural no jogo de ida no Maracanã, com gols de Tuta (2x) e Juninho. Virtualmente eliminado, o Grêmio voltou desmotivado para a partida no Olímpico e perdeu de novo, 1×0 gol de Tuta, com Jeovânio expulso pelo Grêmio. O resultado derrubou o treinador Hugo de León e o coordenador Mário Sérgio.

Naquela mesma semana, o jovem técnico Mano Menezes seria contratado junto ao Caxias e levaria o Grêmio de volta à elite e a um vice-campeonato da América

Mas esta é uma outra história…

Disputa de pênaltis da dupla desde 1994 - Grêmio

09 de abril de 2010 12

Ontem falamos do Internacional, hoje é a vez do Grêmio e suas disputas de penalidades desde 1994. Reitero que a escolha da data é aleatória e muito mais fruto da minha lembrança do que qualquer outra coisa. Tive muita ajuda do amigo de longa data Guilherme Boeira, habitual colaborador deste blog.

Antes deste período, lembro do Gauchão de 1987 quando Taffarel saiu do Torneio do Bicentenário da Austrália direto para o Beira-Rio, quando pegou penalidades e garantiu o 1° turno do Internacional. O troco veio em 1989, quando o Grêmio venceu o Gauchão nos pênaltis depois de um 0×0 no tempo normal e com o veteraníssimo Mazaropi de grande estrela daquela tarde pegando penalidades:

Também uma vitória para cada lado entre Grêmio e River Plate nas Supercopas de 1989 (deu Grêmio) e 1991 (deu River). Ainda a derrota de 1992 na Copa do Brasil, quando levou 3×0 nos pênaltis do Inter. Uma classificação sobre o Bragantino na Copa Conmebol em 1992. E outra vitória obre o Palmeiras, na Copa do Brasil de 1993.

Se lembrarem de mais alguma em torneios oficiais, me mandem!

CLASSIFICAÇÕES GREMISTAS

  • Grêmio 2 (2) x (1) 1 Guarany-PAR, Copa Libertadores 1997
  • Grêmio 2 (9) x (8) 2 Brasil de Pelotas, Gauchão 1997
  • Grêmio 2 (4) x 0 (2) Defensor-URU, Copa Libertadores 2007

ELIMINAÇÕES GREMISTAS

  • São Paulo 0 (6) x (5) 0 Grêmio, Copa Conmebol 1994
  • River Plate 3 (4) x (2) 2 Grêmio, Supercopa 1995
  • Ajax 0 (4) x (3) 0 Grêmio, Copa Intercontinental 1995 (sobre o nome da competição, ver nota abaixo).
  • Grêmio 0 (2) x (4) 0 Flamengo, Copa Mercosul 2001
  • Grêmio 1 (4) x (5) 0 Olímpia, Copa Libertadores 2002
  • Grêmio 1 (5) x (6) 0 15 de Novembro-RS, Copa do Brasil 2006
  • Grêmio 2 (3) x (4) 1 Atlético-GO, Copa do Brasil 2008Algumas curiosidades tricolores:
  • Na Copa CONMEBOL de 1994, o São Paulo tinha como treinador um jovem chamado Muricy Ramalho…
  • Os duelos contra o River Plate na Supercopa de 1995 (de Francescoli, Crespo & Cia), foram épicos. Eram os dois melhores times da América e o Grêmio mostrou um futebol fantástico naquele mata-mata. Caiu nas penalidades mas saiu aplaudido do Monumental de Nuñez.
  • A vitória de 2×1 em 1997 foi incrível: o Grêmio estava vencendo por 1×0 e indo para os pênaltis, levou 1×1 no finalzinho e fez 2×1 no “apagar das luzes”. Na disputa de penalidade, os três primeiros acertaram e depois tivemos sete cobranças erradas. SETE!
  • No mesmo ano, o Grêmio despachou o Brasil de Pelotas nas semifinais do estadual depois de 12 cobranças para cada lado. Até os goleiros e um jogador com distensão muscular (Zózimo, do Brasil-PEL) bateram!
  • Uma das derrotas mais dolorosas foi em 2003 2002, quando o Grêmio caiu para o Olímpia nos pênaltis em pleno Olímpico, acabando com o sonho da Libertadores no ano do Centenário. De campanha muito boa, o time do técnico Tite só parou nas semifinais em uma decisão do árbitro argentino Daniel Gimenez. Este acertou em validar a defesa de Tavarelli na cobrança de Rodrigo Fabri e acertou também ao invalidar a defesa de Eduardo Martini na cobrança de González (só ver o vídeo, o Tavarelli não se adianta e o Martini dá um passo à frente).
    Porém três anos depois, o MESMO juiz validou uma defesa absurda de Rogério Ceni nas quartas-de-final da Copa Libertadores quando Ceni foi quase na linha da pequena área defender um chute de jogador do Estudiantes.Corrigindo, foi nas semifinais contra o Chivas. Lembrava do lance, mas confundi os jogos. Não lembro quem bateu. Lembro que os gremistas ficaram irados quando isto ocorreu.
  • Em 2006 e 2008 o Grêmio caiu em casa na segunda fase da Copa do Brasil. Em ambas as disputas, perdeu nos pênaltis para times pequenos.
  • A mais importante foi na final da Copa Intercontinental entre Ajax e Grêmio em 1995. Batedores eméritos, Dinho e Arce desperdiçaram pelo Tricolor, que buscava o bicampeonato no torneio. No Ajax, apenas Patrick Kluivert desperdiçou, e o capitão Danny Blind converteu a decisiva. Aquele time do Ajax estava invicto há mais de um ano e tinha craques como Frank de Boer, Marc Overmars, Edwin van der Sar, o próprio Kluivert, o finlandês Jari Litmanen, o nigeriano Kanu e Edgard Davids. Mas as melhores chances do jogo foram Tricolores, quando Jardel perdeu dois gols feitos no segundo tempo em jogadas de Paulo Nunes.

OBSERVAÇÃO: Até 2004, o torneio mais importante no futebol mundial se chamava “European/South American Cup“, ou “Intercontinental Cup”. Este era o nome oficial e está no troféu que o Grêmio tem garbosamente em seu museu Hermínio Bittencourt. Aliás, são duas taças, a “Toyota Cup” (aquela com as argolas) e a “European/South-American Cup” (esta com os escudinhos dos dois continentes). Os sites da FIFA, UEFA, Wikipedia e de estatísticas como o RSSSF e a IFHHS utilizam esta nomenclatura, a mesma deste blog.

Ranking da Copa do Brasil - proposta de ranking diferente

17 de março de 2010 8

Para se elaborar um ranking histórico da Copa do Brasil, somar pura e simplesmente todos os resultados da história não é mais o critério mais adequado. IMPORTANTE:Lembrando que isto é apenas um levantamento histórico, para discussão de boteco.

Somando os títulos, o resultado é simples. Neste caso o Grêmio e o Cruzeiro dominam amplamente a competição com quatro títulos. O Grêmio tem dois vices a mais, então fica à frente do time mineiro. O Corinthians é o terceiro com três conquistas, o Flamengo tem dois títulos e todos os demais times levaram uma vez. 

Mas o somatório pura e simples não é legal. Isto porque desde 2002 os times brasileiros na Taça Libertadores não disputam a Copa do Brasil. Ou seja, um time que disputa todos os anos a Copa do Brasil significa que não disputa a Libertadores há muito tempo, e tem sido insuficiente. Vasco da Gama, Atlético-MG e Botafogo seriam beneficiados nesta análise. 

Manter o critério antigo, mais simples e correto, seria prejudicar quem conquista a chance de disputar a Libertadores. Então o amigo gremista Edison Klein, louco por estatísticas e grande colaborador do Almanaque Esportivo, bolou outra maneira de analisar os times. Ela leva em conta o desempenho de cada time na competição e também quantas participações o time teve. 

É o melhor ranking? Não sei, acho que não existe resposta para esta pergunta. Mas certamente é mais justo. No Campeonato Brasileiro, eu prefiro o somatório de pontos pelo simples fato de que, se um time não disputa o Brasileiro, é por demérito seu e não por prêmio, como ocorre na Copa do Brasil. 

No primeiro critério (premiação analisado com número de disputas), o líder é o Paulista de Jundiaí: disputou uma vez e levou o título. o Santo André tem 1 título em 2 anos. O Flamengo é o terceiro e o Grêmio é o quarto, certamente prejudicado por ter sido eliminado precocemente nas últimas participações.

Outro time pequeno presente é o 15 de Novembro de Campo Bom, que foi às semifinais e 3º fase em dois anos seguidos. De longo histórico de micos na competição apesar de um título e um vice-campeonato, o Inter é apenas o 13º colocado.

Já no segundo, como era de se esperar, o líder é o Grêmio, seguido de perto pelo Flamengo e Corinthians. Neste, os times brasileiros mais tradicionais são a maioria e apenas o Atlético-MG nunca conquistou uma Copa do Brasil.

Grêmio Campeão da Copa do Brasil 2001 - Crédito: Reprodução site http://www.torcedor.gremista.non.br

CRITÉRIOS

CAMPEÃO – 16 PONTOS
VICE    - 12 PONTOS
ELIMINADO NAS SEMIFINAIS – 8
ELIMINADO NAS QUARTAS    - 4
ELIMINADO NAS OITAVAS    - 2

O ÍNDICE DE PARTICIPAÇÃO LEVA EM CONTA A SOMA DE PONTOS DIVIDIDO PELO NRO DE PARTICIPAÇÕES
O ÍNDICE GERAL LEVA EM CONTA A SOMA DE PONTOS DIVIDIDO PELO NRO DE EDIÇÕES DO TORNEIO

10 PRIMEIROS NO ÍNDICE DE PARTICIPAÇÃO

EQUIPE              PTOS   PART     INDICE

1°) PAULISTA              16     1     16,0000
2°) SANTO ANDRÉ           16     2      8,0000
3°) FLAMENGO             120    15      8,0000
4°) GRÊMIO               124    17      7,2941
5°) CRUZEIRO             100    15      6,6666
6°) CORINTHIANS          110    17      6,4705
7°) PALMEIRAS             72    14      5,1428
8°) XV DE NOVEMBRO – RS   10     2      5,0000
9°) SÃO PAULO             50    11      4,5454
10°) FLUMINENSE            68    15      4,5333

10 PRIMEIROS NO ÍNDICE GERAL

1°) GRÊMIO               124    17      5,9047
2°) FLAMENGO             120    15      5,7142
3°) CORINTHIANS          110    17      5,2380
4°) CRUZEIRO             100    15      4,7619
5°) VASCO DA GAMA         84    19      4,0000
6°) PALMEIRAS             72    14      3,4285
7°) FLUMINENSE            68    15      3,2380
8°) INTERNACIONAL         64    18      3,0476
9°) ATLÉTICO-MG           64    18      3,0476
10°) SPORT RECIFE          54    15      2,5715

Neste ranking, o Inter está em 13.lugar, com 64 pontos,   em 18 participações, com um índice de 3,5555

Time escocês não ganha nada há 119 anos. E do Brasil, quais são os maiores jejuns de títulos?

26 de fevereiro de 2010 17

O levantamento de hoje irá indicar os maiores períodos sem conquistas de títulos nacionais e internacionais. Lendo o sempre instrutivo blog Futebol e História, do meu amigão Carlos Henrique Oliveira, soube que o Dumbarton Football Club. é o time sem títulos há mais tempo no planeta, considerando-se apenas títulos de primeira divisão e copas nacionais.

OBS: para alguns que não entenderam, vou desenhar: o critério de jejuns nacionais é o mesmo e considera Copa do Brasil e Brasileirão! Já para as conquistas internacionais vale o critério competição oficial.

Dos clubes em atividade, a equipe escocesa é a que está há 119 anos sem conquistas nacionais ou internacionais. Foi bicampeão escocês na temporada 1890/91 e 1891/92, curiosamente os dois primeiros da história daquele país. Desde então, necas de pitibirbas e mais detalhes no blog do CH. O pobre Dumbarton, que jogou mais de 120 anos no mesmo estádio, hoje está na Terceirona Escocesa…

Porém e no Brasil? Deixando claro os critérios idênticos ao levantamento do CH, o que exclui títulos estaduais e regionais, o campeão no jejum nacional é o Atlético-MG. São 39 anos sem conquistas do clube mineiro desde o Campeonato Brasileiro de 1971 (também curiosamente o primeiro por aqui). Em segundo lugar, o Guarani-SP, que não ganha desde 1978 um título nacional, seguido pelo Coritiba, hoje na Série B e que não vence um título nacional há 24 anos.

Internacionalmente falando, a questão é diferente porque todos os times brasileiros com conquistas continentais ganharam títulos desde 1993. O maior jejum é justamente do Botafogo, única equipe que só venceu uma competição: a Copa CONMEBOL de 1993. Aliás este torneio representa a última conquista do Santos (1998) e do Atlético-MG (1997), que venceu também a competição em 1992.



TOP 5 JEJUM NACIONAL ENTRE TIMES DA SÉRIE A/SÉRIE B
1º) Atlético-MG – 1971 (Brasileirão) – 38 anos
2º) Guarani-SP – 1978 (Brasileirão) – 31 anos
3º) Coritiba – 1985 (Brasileirão) – 24 anos
4º) Bahia – 1988 (Brasileirão) – 21 anos
5º) Internacional – 1992 (Copa do Brasil) – 17 anos

TOP 5 JEJUM INTERNACIONAL ENTRE TIMES DA SÉRIE A/SÉRIE B

1º) Botafogo – 1993 (Copa CONMEBOL) – 16 anos
2º) Grêmio – 1996 (Recopa Sul-Americana) – 13 anos
3º) Atlético-MG – 1997 (Copa CONMEBOL) – 12 anos
4º) Cruzeiro – 1997 (Copa Libertadores) – 12 anos
5º) Santos – 1998 (Copa CONMEBOL) – 11 anos
5º) Palmeiras – 1999 (Copa Mercosul Libertadores) – 11 anos 10 anos

Especial Copa do Brasil: 1976, 1992 e 2005

16 de junho de 2009 9

1976 – Final do Campeonato Brasileiro

Resultado: Internacional 2×0 Corinthians

Como foi o jogo: Então campeão nacional, o Internacional patrolou a maioria dos adversários ao longo da competição. Melhor ataque, melhor defesa, melhor jogador (Figueroa), Artilheiro (Dario Maravilha). Ninguém parecia páreo. Até a final foram 22 vitórias, 1 empate e só perdeu três vezes: Caxias, Coritiba e… Corinthians! Só que era justamente este último o adversário na decisão…

Assolado por um jejum de 21 anos sem título algum, o Timão tinha uma equipe limitada mas de pura raça, com talentos sobretudo nas laterais com Zé Maria e Wladimir. Nas semifinais, pegou a Máquina Tricolor do Fluminense, comandada pela lenda Didi, e segurou um 1×1 em pleno Maracanã, debaixo de uma chuva torrencial. Venceu nos pênaltis e se classificou para a final, para delírio dos mais de 70 mil corinthianos que invadiram o Rio de Janeiro na célebre “Invasão Corinthiana”.

O Corinthians e até o governador de São Paulo tentaram virar a mesa e colocar em um campo neutro, o Maracanã, mas sem sucesso graças aos esforços do presidente colorado Frederico Arnaldo Ballvê. Em Porto Alegre, foram disponibilizados apenas 10 mil ingressos para os corinthianos, que ainda assim entupiram a cidade. Lotaram todos os hotéis e pousadas, deixando a situação complicadíssima para meus pais fazerem a lua-de-mel (eles casaram no dia anterior à final!).

Dentro de campo, não teve jeito: Aos 28, Valdomiro cobrou falta no travessão, Dario pegou o rebote, ‘parou no ar’ e fuzilou de cabeça, 1×0. Aos 14 do 2º tempo, Valdomiro bateu falta no travessão, a bola quicou logo atrás da linha do gol e saiu. Os jogadores do Corinthians reclamaram muito, a torcida paulista paralisou o jogo e o caos foi instaurado.

O técnico corinthiano Duque inclusive ameaçou tirar o time de campo, quando o capitão Zé Maria (da Seleção Brasileira) disse: “Isto já é demais, chefe, e não vamos fazer”. O gol, legítimo, foi assinalado e fechou o marcador daquela final em 2×0, Internacional bicampeão brasileiro. No final do jogo, a torcida do Corinthians tentou melar a partida, jogando foguetes (então permitidos nos estádios) em direção ao gramado. O jogo ficou parado quase 20 minutos até que os ânimos se acalmassem e a partida reiniciasse até seu término. Inter, bicampeão brasileiro em 1976.

Imagens do fiasco:

INTERNACIONAL: Manga; Cláudio Duarte, Figueroa, Marinho Peres, Vacaria; Caçapava, Falcão, Batista; Valdomiro, Darío, Lula. Técnico: Rubens Minelli

CORINTHIANS: Tobias; Zé Maria, Moisés, Zé Eduardo, Wlademir; Givanildo, Russo, Neca; Vaguinho, Geraldão, Romeu. Técnico: Duque


1992 – Copa do Brasil – segunda fase

Resultado: Corinthians 0×4 Internacional

Em 1992, Corinthians e Internacional novamente se enfrentaram. O jogo era pela segunda fase da Copa do Brasil. Mal no Campeonato Paulista, o Corinthians precisava de um bom resultado para acalmar a fúria da torcida. Porém, em uma inspirada noite colorada e comandada pelo falecido (e bom jogador), centroavante Gérson, o Internacional enfiou uma histórica goleada de 4×0 em pleno Pacaembu.

Foi Gérson, maior artilheiro colorado da Copa do Brasil com nove gols, quem abriu o marcador no primeiro tempo. Em um petardo, o ex-corinthiano Márcio (Bittencourt, hoje treinador) ampliou para 2×0, o seu primeiro gol na carreira. Em dois contra-ataques na etapa complementar, Gérson e Maurício fecharam a goleada: 4×0. Vejam os lances:
O resultado derrubou o técnico corinthiano Basílio. No jogo de volta, um confiante Colorado apenas administrou a enorme vantagem, segurando o 0×0 contra o esforçado time paulistano. O Inter estava classificado e enfrentaria o arquirrival Grêmio, o Corinthians entrava em crise.

  1. gol – Gérson -> http://www.youtube.com/watch?v=k0ME88JIiA0
  2. gol – Márcio -> http://www.youtube.com/watch?v=oDqJ7JzXNRo
  3. gol – Gérson -> http://www.youtube.com/watch?v=RW6dGX3fazk
  4. gol – Maurício -> http://www.youtube.com/watch?v=ZDATWp2bphw

2005 – O jogo da polêmica no Pacaembu

40º Rodada do Campeonato Brasileiro

Resultado: Corinthians 1×1 Internacional

O Campeonato Brasileiro de 2005 foi o mais polêmico da história recente do futebol brasileiro. Um escândalo, comprovado e documentado, envolvendo o ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho, foi exposto no meio da competição. Além do ululante afastamento do corrupto, houve repercussão nos gramados.

Em uma medida inédita no futebol mundial e que causou muita contestação de boa parte dos clubes, todos os onze jogos que o árbitro apitou, inclusive aqueles que ele havia recebido suborno para beneficar o time derrotado, foram anulados pelo então presidente do STJD, Luís Zveiter. Medida que não foi adotada na Série B, já que o árbitro Paulo Danelon também foi acusado de corrupção, com provas documentais sobre o assunto.

O grande beneficiado com isto foi o milionário Corinthians, bancado pela empresa de investimentos MSI e que tinha craques como Carlos Tévez, Nilmar, Javier Mascherano. Ele havia perdido dois clássicos contra o Santos e São Paulo, que foram repetidos com uma vitória e um empate.

Já o Internacional, que também disputava o título, teve que vencer de novo o Coritiba. Isto, aliado a arbitragens desastrosas em dois jogos contra o Paysandú e contra o Cruzeiro e São Caetano, com decisões questionáveis beneficiando o time paulista, gerou um clima todo especial para a antepenúltima rodada do Brasileirão: Corinthians x Internacional no Pacaembu.

Três pontos atrás na tabela, o Inter precisava vencer para ter chances de ser campeão por si só. No primeiro tempo, o Inter teve poucas chances e o Corinthians foi bem melhor: acertou a trave com Gustavo Néry e teve as melhores chances antes de Tévez aproveitar rebatida de Alex e fazer 1×0 no final da primeira etapa. O segundo tempo mal começou e o Corinthians perdeu duas ótimas chances com Carlos Alberto e Tévez. Isto antes de Rafael Sóbis marcar um golaço e empatar aos quatro minutos, 1×1.

O jogo se tornou muito equilibrado até que, aos 29 minutos do segundo tempo, um lance mudaria o destino da competição: Tinga foi lançado por Perdigão, driblava Fábio Costa para marcar o gol quando foi escandalosamente derrubado pelo goleiro corinthiano. O árbitro Márcio Rezende de Freitas, que encerrava sua longa carreira naquela partida, não deu pênalti e aplicou amarelo por simulação. Como já tinha uma advertência, Tinga foi expulso. Neste momento, a torcida do Inter que lotava seu espaço no Pacaembu começou a gritar “vergonha, vergonha”.

A torcida do Corinthians, no início eufórica com a expulsão, aos poucos foi diminuindo o entusiasmo constrangida com o erro capital da arbitragem a seu favor. Cada time ainda perdeu um gol mas o placar final foi mesmo de 1×1. Após o apito final, reparem no silêncio no estádio, algo totalmente descabido em uma situação em que o Corinthians estava em ampla vantagem contra o único rival ao título:
Duas rodadas depois, o Corinthians se sagrou tetracampeão brasileiro. O Inter entraria na justiça, mas ameaças da CBF e CONMEBOL de tirar o clube da Libertadores seguinte obrigaram o clube a desistir. Isto seria a decisão mais acertada da história do clube…

Mas o Brasileirão de 2005 foi do Corinthians.

Se não de direito, de fato.

Com direito a taça e lugar na lista de campeões.

Ranking Histórico da Copa do Brasil 1989-2009

08 de junho de 2009 30

Cruzeiro, Grêmio e a Taça da Copa do Brasil: quatro títulos cada/Montagem TI RBS

O ranking abaixo contempla somente resultados obtidos na Copa do Brasil. É o somatório de pontos desde a primeira edição, em 1989, até as semifinais de 2009.

O Grêmio era o líder isolado até pouco tempo atrás. Mas nos últimos anos, pelo fato de quem disputa Libertadores não joga a Copa do Brasil, o Flamengo superou o time gaúcho. Os dados já estão somados à pontuação deste ano, excluindo-se obviamente as finais.

Vale ressaltar ainda que times como o São Paulo, que disputa pela sexta vez consecutiva a Libertadores, e por consequência está fora da Copa do Brasil, vai se tornar sempre prejudicado nesta lista, enquanto não mudar a `proibição` (equivocada, para mim), de não jogar as duas competições simultaneamente.

Confesso que depois dos últimos comentários, aliados a uma forte gripe, até desanimei de escrever aqui. Afinal, contra limitação mental infelizmente eu não tenho solução.

Por mais que explicasse, quem quis entender, entendeu, quem não quis paciência. Primeiro, alguns não sabem interpretar e não entendem o que significa “ranking de pontos corridos”.

Depois, outros acham certo um ranking no qual um vice-campeão de Copa do Brasil e sexto no Brasileiro faz mais pontos que um time campeão brasileiro. Haja paciência…

BUENAS, vamos aos números:

EDITADO: pela ótima sugestão do Jefferson Sordi, vou colocar o número de participantes e a média de pontuação. Assim fica mais justo com quem não tem disputado por causa da Libertadores…

O Flamengo continua em primeiro e o Grêmio em segundo lugar. Como já esperava, o São Paulo assume o 3º posto, seguido por Corinthians, Fluminense, Palmeiras, Vasco da Gama, Cruzeiro, Santos e Internacional, até o 10º colocado nesta forma de contabilização, certamente mais justa e melhor representativa dos desempenhos.

Classificação – Time – Pontuação – Posição em 2008 – Participações -  MÉDIA
1° – Flamengo – 251 pontos (1°) – 15 participações – 16,7 pts por ano
2° – Grêmio – 234 pontos (2°) – 17 – 13,7 pts por ano
3° – Vasco da Gama – 221 pontos (3°) – 19 – 11,63 pts por ano
4° – Corinthians – 210 pontos (4°) – 17 - 12,3 pts por ano
5° – Atlético-MG – 192 pontos (5°) – 21 – 9,14 pts por ano
6° – Fluminense – 182 pontos (7°) – 15 – 12,1 pts por ano
7° – Cruzeiro – 175 pontos (6°) – 15 – 11,6 pts por ano
8° – Internacional – 171 pontos (9°) – 18 – 9,5 pts por ano
9° – Palmeiras – 165 pontos (8°) – 14 – 11,7 pts por ano
10° – Vitória – 157 pontos (10°) – 20 – 7,85 pts por ano
11° – Goiás – 140 pontos (13°) – 17 – 8,23 pts por ano
12° – Botafogo-RJ – 138 pontos (12°) – 16 – 8,625 pts por ano
13° – São Paulo – 134 pontos (11°) – 11 – 12,8 pts por ano
14° – Bahia – 130 pontos (15°) – 18 – 7,22 pts por ano
15° – Sport – 129 pontos (14°) – 15 – 8,6 pts por ano
16° – Coritiba – 108 pontos (19°) – 15 – 7,2 pts por ano
17° – Remo – 106 pontos (16°) – 19 – 5,57 pts por ano
18° – Náutico – 104 pontos (17°) – 13 – 8 pts por ano
19° – Criciúma – 96 pontos (18°) – 11 – 8,72 pts por ano
20° – Santos – 86 pontos (20°) – 9 – 9,55 pts por ano

CAMPEÕES:

Cruzeiro e Grêmio: 4 títulos
Corinthians e Flamengo: 2 títulos

Postado por Perin, com dados do I.P.E.

Gols inesquecíveis nos momentos finais, Brasil II

17 de dezembro de 2008 2

Falcão faz um gol antológico nas semis do Brasileiro de 76

Continuando a série que começou na semana passada (Parte I e Parte II) e continuou ontem com mais cinco gols, agora a sequência final de cinco gols decisivos no futebol brasileiro.

São estes os lances selecionados:

6º) Falcão – Internacional 2×1 Atlético-MG – Brasileirão 1976
7º) Geovanni – Cruzeiro 2×1 São Paulo – Copa do Brasil 2000
8º) Ricardinho – Corinthians 2×1 Santos – Campeonato Paulista 2001
9º) Elano e Léo – Corinthians 2×3 Santos – Campeonato Brasileiro 2002
10º) Washington – Fluminense 3×1 São Paulo – Copa Libertadores 2008


6º) Falcão, Internacional 2×1 Atlético-MG
45 do 2° tempo, semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976 – O mais belo gol do Beira-Rio e da história dos Brasileiros, tabelinha de cabeça entre Falcão e Escurinho nos acréscimos que garantiu o Inter na final da competição:




7º) Geovanni, Cruzeiro 2×1 São Paulo
44 do 2° tempo, final da Copa do Brasil de 2000 – Cruzeiro tinha empatado aos 35 e precisava virar para ser campeão. Aí Axel erra um passe ridículo e…:




8º) Ricardinho, Corinthians 2×1 Santos
48 do 2° tempo, semifinais do Paulistão 2001 – Gol da classificação corinthiana no finalzinho, em um jogaço no Morumbi que prolongou o jejum santista:




9º) Elano e Léo, Corinthians 2×3 Santos
43 e 47 do 2º tempo, final do Campeonato Brasileiro 2002 – O Corinthians tinha virado e estava a 1 gol do título, mas foi o Santos que marcou duas vezes no finalzinho e acabou com um jejum de 18 anos sem títulos de expressão:

10º) Washington, Fluminense 3×1 São Paulo
48 do 2° tempo, quartas-de-final da Libertadores 2008 – Gol da classificação do Flu sobre o SP nos acréscimos, acabando com o sonho são paulino na Libertadores 2008:


Gols inesquecíveis nos momentos finais, Brasil I

16 de dezembro de 2008 6

Anderson acaba de fazer o gol heróico nos Aflitos em 2005.../Valdir Friolin, Zero Hora
Anderson marcando o histórico gol da “Batalha dos Aflitos”

Depois de mostrar na semana passada, dois posts ((Parte I e Parte II) com momentos finais de partidas envolvendo times e seleções internacionais, chegou a hora de mostrar o melhor e mais dramático do futebol nacional.

São diversos lances, divididos em duas séries, com um gol de cada dos principais times do futebol brasileiro nos últimos anos.

Começamos hoje com uma sequência que possui:

1º) Anderson – Náutico 0×1 Grêmio – Segunda Divisão 2005
2º) Careca – Guarani (2)1×1 (2) São Paulo -  Primeira Divisão 1986
3º) Romário – Palmeiras 3×4 Vasco da Gama – Copa Mercosul 2000
4º) Nunes – Flamengo 3×2 Atlético-MG – Campeonato Brasileiro 1980
5º) Euller – Palmeiras 4×2 Flamengo – Copa do Brasil 1999


1º) Anderson – Náutico 0×1 Grêmio
Descrição: 60 do 2° tempo, decisão da Segunda Divisão de 2005 – Grêmio com 3 jogadores a menos, Náutico perde 2 pênaltis e Anderson faz um golaço na célebre “Batalha dos Aflitos“:




2º) Careca, Guarani 3×3 São Paulo
14 do 2°tempo da prorrogação, final do Campeonato Brasileiro de 1986  – 1×1 no tempo normal, 2×2 no tempo-extra na melhor final de Brasileiro da história:


3º) Romário, Palmeiras 3×4 Vasco da Gama
47 do 2° tempo, final da Copa Mercosul 2000 – O Vasco perdia por 3×0 e virou com 1 jogador a menos fora de casa e foi campeão:


4º) Nunes – Flamengo 3×2 Atlético-MG
37 do 2º tempo, final do Campeonato Brasileiro 1980 – O Fla precisava vencer, o empate dava o título ao Galo. Aí o tosco Nunes acabou com tudo:

5º) Euller, Palmeiras 4×2 Flamengo
48 do 2° tempo, quartas-de-final da Copa do Brasil 1999 – Palmeiras precisava fazer 3 gols em 10 minutos para se classificar. E fez:

Amanhã: mais cinco gols dramáticos do futebol brasileiro