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Posts com a tag "Copa do Mundo"

Gols históricos na voz de narradores locais: Argentina'86, Holanda'98, Honduras...

19 de junho de 2013 0

Como uma rádio argentina narrou o gol mítico de Maradona em 1986 contra a Inglaterra? E como os hondurenhos comemoraram a classificação para o Mundial 2010? Ou ainda o antológico gol de Dennis Bergkamp em 1998 contra a Argentina? Ontem fiz o post sobre a Roma 2001 com a narração local dos gols do título e resolvi ampliar o leque. A dica original veio do Gustavo Pedroso (@ghpedroso).

ARGENTINA 2×1 INGLATERRA – QUARTAS-DE-FINAL COPA DO MUNDO DE 1986, MÉXICO

O gol mais belo da história das Copas foi marcado por um dos maiores gênios que este mundo já viu. Diego Armando Maradona decidiu o jogo contra a Inglaterra. Estava 1×0, gol de mão do mesmo Maradona, quando o gol ocorreu. Victor Hugo Morales (aliás, URUGUAIO radicado na Argentina, valeu Vitor Vecchi), narrou desta maneira para uma rádio argentina. Não tenho mais o que dizer, só apreciar… Confiram:

HOLANDA 2X1 ARGENTINA – QUARTAS-DE-FINAL COPA DO MUNDO DE 1998, FRANÇA

Bergkamp comemorando golaço - Reprodução http://revistafutebolista.blogspot.com.br/

Em um dos melhores jogos daquele Mundial, a Holanda matou a Argentina nos minutos finais com um gol supremo do genial atacante Dennis Bergkamp. O jogo estava 1×1 quando o astro recebeu um lançamento genial de Frank de Boer, driblou Roberto Ayala e fez o gol. Narração de Jack van Gelder, de uma rádio holandesa:


ESTADOS UNIDOS 2X2 COSTA RICA – ELIMINATÓRIAS DA CONCACAF PARA A COPA DO MUNDO DE 2010

Este é uma das histórias mais singulares. Falei de Honduras, que voltou ao Mundial depois de 28 anos graças a um gol dos Estados Unidos nos acréscimos contra a Costa Rica. Os EUA perdia por 2×0 e arrancou o empate, deixando os costarriquenhos na repescagem (aonde, aliás, foram eliminados). A narração da rádio hondurenha é contagiante:

Revolução Alemã, Parte II: A revolução técnica nas divisões de base e esquema de jogo

16 de abril de 2013 6

No início da década passada, a Alemanha sofria com uma forte carência de novos talentos. Apenas Michael Ballack era considerado um jogador de talento inquestionável no futebol europeu e com anos à frente em alto nível. Percebendo isto, a Federação Alemã estudou suas opções e promoveu uma modificação radical na estrutura do país:  focou na formação de jogadores.

O modelo foi apresentado em 1999 por Franz Beckenbauer, presidente do Bayern de Munique, Dietrich Weise, diretor de categorias de base da Federação Alemã, e Rainer Calmund, diretor-executivo do Bayer Leverkusen. O resultado é extraordinário e iremos apresentá-los neste artigo.

Foram criados 121 centros nacionais de treinamento por todo o país. Crianças de 09 a 17 anos começaram a desenvolver seus talentos perto de casa, sem vinculação com clubes, aprimorando-se técnica e psicologicamente. Todos os times da Primeira e Segunda Divisão deveriam ter escolinhas com treinadores em tempo integral. O modelo é seguido até hoje: atualmente são 366 centros nacionais, a um custo de 13 milhões de euros e englobando 25 mil meninos e meninas de 9 a 17 anos.

Os alemães perceberam que a técnica estava sendo colocada em segundo plano e resolveu alterar esta concepção, diferenciando-se inclusive do histórico do futebol alemão, baseado na força física e na imposição tática. O modelo de trabalho segue estas instruções: o trabalho nas categorias de base começa aos nove anos, em times com apenas 4 jogadores e campo reduzido para desenvolvimento de habilidades individuais. Somente aos 13 anos de idade, os times passam a ter 11 jogadores em cada lado e tamanho total do gramado.



Todavia, este esforço não surtiu muito efeito até a temporada 2002/03, quando quase 60% dos jogadores eram estrangeiros e de um nível técnico deficiente. Afinal, com dinheiro fácil, os times alemães contratavam jogadores nos centros menores da Europa, sobretudo no Leste e a Bundesliga repetia seus pares com débitos imensos e gastos inexplicáveis.

Porém neste ano, o conglomerado de mídia Kirch TV faliu e o dinheiro da TV Digital sumiu. Os clubes se livraram de salários imensos e voltaram as suas atenções para os times de base, aproveitando de fato a estrutura que havia sido montada a partir de 1999. Ou seja, foi necessário um fator externo para forçar os clubes a buscar soluções de médio e longo prazo, mais baratas.

Um exemplo claro ocorreu com o Stuttgart. Praticamente falido, o time tradicional não comprou nenhum jogador por um ano e meio. Sendo assim, talentos da base, formados nas escolinhas, começaram a receber chances no time principal como Kevin Kuranyi, Timo Hildebrand e Andreas Hinkel. Em 2007, o VfB Stuttgart se sagrou surpreendentemente campeão alemão. O número de jogadores estrangeiros já havia baixado,para 44%.

A Liga criou fortes restrições orçamentárias, reduziu o endividamento dos clubes e tornou compulsório o investimento em categorias de base. Este é o segredo do trabalho. Hoje os times alemães investem em média 100 milhões de euros no desenvolvimento de atletas. Se tornou mais rentável formar jogadores e depois vendê-los a preços altos do que simplesmente comprar e vender jogadores já prontos.

Com maior identificação com os clubes, os atletas de base trouxeram uma ligação muito forte com a comunidade. Na atual temporada 62% dos atletas em campo na Bundesliga são passíveis de convocação pela Alemanha, o melhor índice da Europa.

O resultado é visível: triunfos no Europeu sub-17, sub-19 e Sub-21. 100% dos jogadores da Alemanha na Copa do Mundo de 2010 foram formados nestas escolinhas. Quinze atletas regularmente convocados pela Alemanha tem no máximo 24 anos de idade. Portanto, estarão tranquilamente disponíveis para competições internacionais até 2020, no mínimo.

Esta mudança também passou para concepções táticas alemãs, que estão reinventando o jeito moderno de se jogar futebol. Até 2002, a Alemanha utilizava o totalmente ultrapassado esquema com um líbero (Lottar Matthäus e depois Mathias Sammer). Depois, o técnico Jürgen Klinsmann adotou um classico 442 inglês, com linhas de 4 e sem flexibilidade: ao se marcar os meias abertos do time alemão, a equipe perdia profundidade.

Thomas Muller comemora golaço contra a Inglaterra em 2010 na Copa – Foto: AFP

Joachim Löw, auxiliar de Klinsmann e atual técnico da Alemanha, mudou o sistema para um 4-2-3-1 bastante ousado, especialmente com a afirmação do talento de Mesut Ozil. Sem centroavante fixo, com meias extremamente agressivos e um futebol dos mais velozes que vi, a Alemanha sem dúvida foi o time que jogou mais bonito nos últimos anos. Mais até que a Espanha e seu “tiki-taka” catalão.Vejam um exemplo no contra-ataque que sacramentou o 4×1 na Inglaterra em 2010:

Um esquema copiado por times de todo o planeta, em todos os continentes.

A Alemanha tem capitulado em decisões continentais e nas Copa do Mundo, onde a diferença entre a glória máxima e o quase é muito pequena.

Mas tem chegado sistematicamente. Uma hora, acerta…

Tudo isto é respaldado por uma base financeira formidável. É sobre isto que falaremos amanhã…

Michael Owen anuncia aposentadoria: aquele que foi sem nunca ter sido

19 de março de 2013 0

O atacante inglês Michael Owen anunciou hoje sua precoce aposentadoria, aos 33 anos,. O garoto-prodígio, que aos 17 anos já era convocado e estrela da Seleção Inglesa, não aguentou a série de lesões que arrasaram com sua carreira especialmente nos últimos 8 anos.  Lenda do Liverpool, Owen estava jogando no Stoke City e vai parar em maio, ao término do Campeonato Inglês.

Pela Inglaterra, Owen marcou 40 gols em 89 jogos, se tornando o 4º maior artilheiro da história do selecionado. Ele disputou as Copas do Mundo de 1998 (quando foi eleito a revelação do torneio), 2002 e 2006, e também as Eurocopas de 2000 e 2004.

Michael Owen, camisa 10, comemorando um dos seus últimos gols pela Inglaterra em 2008 - Foto: Alastair Grant/AP

Michael Owen estreou em maio de 1997, quando tinha apenas 17 anos. Nos dois anos seguintes, foi o artilheiro do Campeonato Inglês pelo Liverpool e se tornou estrela da Copa do Mundo da França com apenas 18 anos, marcando dois gols. Na ocasião, marcou um dos gols mais bonitos da competição, no derradeiro jogo inglês contra a Argentina pelas oitavas-de-final em Nantes:

De volta ao Liverpool, Owen se tornou um dos principais atacantes do planeta. Sua média de gols é das melhores: 297 jogos, 158 gols. Seu grande momento foi em 2001, quando foi campeão da Copa da Inglaterra, da Copa da Liga Inglesa e da Copa da UEFA, em uma antológica final contra o espanhol Alavés:

Depois de sete temporadas, em 2005, Owen se tornou um dos jogadores mais caros do planeta ao se transferir para os “Galáticos” do Real Madrid. Lá, claramente não se adaptou ao clube e teve uma certa má-vontade da torcida e imprensa. Ainda assim marcou 13 gols e se tornou o jogador com melhor relação entre gols e minutos jogados da Liga.

De volta à Inglaterra, se tornou o jogador mais caro da história do Newcastle. Depois de um ano parado por lesão (ocorrida durante o Mundial 2006 e que causou uma surpreendente indenização de 11 milhões de libras para o Newcastle), marcou muitos gols no time de Tyneside antes de começar a sentir lesões recorrentes. Sem contrato renovado, assinou um compromisso de risco e foi para o Manchester United, arquirrival histórico do Liverpool. Jogou eventualmente, as lesões aumentaram e em 2012 foi para o Stoke City aonde tem jogado muito pouco.

Ficamos com o tributo a Michael Owen: aquele que foi sem nunca ter sido:

Golaço de Forlán em Caxias lembra gols nas Copas de 2002 e 2010

04 de março de 2013 1

O golaço de canhota do uruguaio Diego Forlán, na vitória de 2×0 do Internacional sobre o Esportivo, me fez lembrar gols magistrais do atacante em Copas do Mundo. Ambidestro, Forlán sempre marcou muitos gols de fora da área, mas ainda não havia concluído assim no Internacional. Até este domingo, quando marcou duas vezes desta maneira.

Diego Forlán comemora o primeiro dos dois golaços contra o Esportivo - Foto: Mauro Vieira, RBS

O primeiro gol que me veio a mente foi no empate de 3×3 do Senegal com o Uruguai, Copa de 2002. Forlán marcou o primeiro na “remontada” da Celeste, insuficiente para a classificação mas mostrando um talento inegável:

Já em 2010 o gol foi tão bonito quanto. Na semifinal contra a Holanda, Forlán empatou o jogo com este chutaço, em jogo que os sul-americanos perderiam por 3×2:

Messi se iguala a Paolo Rossi: 3 gols no Brasil em um mesmo jogo! Confira a lista completa

12 de junho de 2012 7

A atuação exuberante de Lionel Messi no último sábado, no amistoso em que a Argentina bateu o Brasil por 4×3, deixou uma impressão incrível.  Foi a primeira vez que o Brasil levou 3 gols de um mesmo jogador desde o distante ano de 1982. Na ocasião, o atacante Paolo Rossi marcou 3 vezes em Valdir Peres e selou a dramática eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982, derrota de 3×2 para a Itália.

Ninguém consegue parar Messi - Foto: Emmanuel Dunand / AFP

É bem verdade que os três gols do ‘carrasco‘ italiano foram infinitamente mais importantes, em uma Copa do Mundo, que os do argentino, um amistoso em Nova Jérsei contra a base do time olímpico brasileiro. Porém o fato é significativo por si só. Vejam os gols de Messi e também de Rossi:

LIONEL MESSI – ARGENTINA 4X3 BRASIL – AMISTOSO INTERNACIONAL – 2012

PAOLO ROSSI – ITÁLIA 3X2 BRASIL – COPA DO MUNDO – 1982

Messi completou 82 gols em 2011/12, com 73 em jogos oficiais pelo Barcelona e mais 9 pela Seleção Argentina. Em 72/73, o alemão Gerd Muller fez 67 gols pelo Bayern de Munique e Alemanha Ocidental. Já em 1958, o gênio Pelé marcou 77 vezes (9 gols pela Seleção Brasileira e 68 gols pelo Santos).

Vale ressaltar ainda que outros nove jogadores marcaram três gols no Brasil. Foram 4 argentinos (5 com Messi), um polonês, um iugoslavo, um paraguaio, um belga e um tchecoslovaco. Alguns foram em amistosos, outros em torneio oficiais e três deles em Campeonatos Sul-Americanos, a competição precursora da atual Copa América. Confiram a lista completa abaixo:

  • 1925 – Seoane - Brasil 1×4 Argentina – Campeonato Sul-Americano
  • 1934 – Marjanovic - Brasil 4×8 Iugoslávia - Amistoso Internacional
  • 1938 – Willimowski - Brasil 6×5 Polônia – Copa do Mundo (correção feita por Marcos Coimbra, obrigado)
  • 1945 – Mendez - Brasil 1×3 Argentina – Campeonato Sul-Americano
  • 1955 – González - Brasil 3×3 Paraguai - Taça Oswaldo Cruz
  • 1959 – Sanfilippo – Brasil 1×4 Argentina - Campeonato Sul-Americano
  • 1960 – Peucelle - Brasil 1×6 Argentina - Copa Roca
  • 1963 – Stockman – Brasil 1×5 Bélgica - Amistoso Internacional
  • 1968 – Adamec - Brasil 2×3 Tchecoslováquia - Amistoso Internacional
  • 1982 – Paolo Rossi - Brasil 2×3 Itália - Copa do Mundo
  • 2012 – Messi - Brasil 3×4 Argentina - Amistoso Internacional

Autor de gol histórico na Copa de 1994, nigeriano Yekini morre aos 48 anos

04 de maio de 2012 3

Rashid Yekini, autor do primeiro gol da Nigéria na história das Copas do Mundo, morreu hoje na cidade de Iraa aos 48 anos. Ele sofria de uma doença rara não-informada e estava recluso há alguns anos, desde que encerrou sua carreira em 2005. Yekini foi protagonista de uma das cenas mais belas do Mundial dos Estados Unidos: ao marcar, chorou copiosamente agarrado às redes.

Yekini surgiu com brilho no modesto Vitória de Setúbal, mas não teve um grande sucesso em sua carreira de clubes, à exceção da temporada 1993-94, quando foi o melhor jogador africano (o primeiro em seu país), e artilheiro do Campeonato Português.

Porém sua história se confunde com o futebol da Seleção Nigeriana, aonde fez 38 gosl em 58 jogos, o maior artilheiro de todos os tempos. Em sua primeira Copa do Mundo, em 1994 nos Estados Unidos, o time foi bem e passou para a segunda fase, mesmo caindo em um grupo difícil com a magnífica Argentina de Maradona, a forte Bulgária de Stoichkov e a também novata Grécia.

Na ocasião com 31 anos, Yekini vivia seu auge e recebeu um lindo cruzamento de Finidi George (ídolo no Ajax), para apenas escorar e marcar.

Rashid Yekini - autor do 1º gol da Nigéria - Reprodução site FIFA

E entrar para a história…

Yekini, Rashid – 1963-2012

Copa do Mundo: jogadora da Guiné segura a bola e juíza não marca penal!

03 de julho de 2011 2

Um lance bizarro ocorreu na partida Austrália 3×2 Guiné Equatorial, pela Copa do Mundo de Futebol Feminino. O jogo, válido pelo grupo do Brasil, estava 1×0 quando a árbitra húngara Gyengyi Gaal simplesmente não marcou um pênalti clamoroso após ‘pane mental’ da zagueira Bruna, de Guiné Equatorial.

Após um chute que acertou o travessão, a defensora africana segurou a bola com as duas mãos, e imediatamente as australianas pediram pênalti.Lentamente, Bruna largou a bola e o jogo seguiu, para desespero das reclamantes. Vejam:


szólj hozzá: Gaál Gyöngyi benézi

A Austrália chegou a ceder o empate, abriu 3×1 e selou o placar final em 3×2. O Brasil, neste domingo, goleou a Noruega por 3×0.

HISTÓRIA DO FUTEBOL - Site com fotos raríssimas e sensacionais

01 de abril de 2011 0

Imagens raras, momentos históricos do futebol mundial. Ou lances desconhecidos de atletas que há muito já se foram. Mais de um século de imagens obtidas em um arquivo pessoal mantido por jornalistas ingleses estão disponíveis na internet.

Por uma indicação do amigo de longa data Alexandre Aníbal, conheci o site de imagens ‘The Football Archivist“, “O Arquivo do Futebol” em uma tradução literal do inglês.

O site é simplesmente espetacular. São mais de 100 fotos entre 1893 e 1982, se eu não me engano. Não vou ficar enrolando, apenas colocarei abaixo algumas das imagens mais legais. Como não consegui deduzir se posso usar as imagens ou não, deixei apenas os links.

Resumão das quartas, os melhores e piores do Mundial

06 de julho de 2010 1

As quartas-de-final da Copa do Mundo 2010 terminaram no último sábado. Quatro times seguiram adiante no Mundial da África do Sul, e outras quatro equipes voltaram para casa. Para decepção nacional, mais uma vez caímos nas quartas-de-final, sina brasileira que ocorreu nos Mundiais de 82, 86, 2006 e 2010.

A Holanda, time preconizado por mim em 2003, virou sobre o time brasileiro e passou para as semifinais quando enfrentará o Uruguai. Sneijder, o astro da Internazionale, foi o autor de dois gols no confronto contra o time de Dunga. Detalhes sobre a derrocada e uma análise para o futuro serão feitos em um post complementar.

No maior ‘milagre’ do Mundial até agora, a “Celeste Olímpica” reviveu um momento histórico ao bater Gana nos pênaltis depois de um 1×1 no tempo normal e de escapar de um pênalti aos 121 minutos de jogo, ou 16 do 2º tempo da prorrogação. Para desespero de todo um continente, Asamoah Gyan chutou no travessão a primeira oportunidade de um time africano chegar às semifinais de uma Copa do Mundo. Gana se iguala à Camarões (1990) e Senegal (2002) como melhor resultado da África em um Mundial.

Já a Alemanha, superando os prognósticos de um placar tão elevado mas confirmando a eficiência de seu jogo veloz e ofensivo, enfiou uma goleada de 4×0 sobre a Argentina de Diego Maradona. Messi, de novo, foi apagado e não fez gols. O técnico alemão Joachim Loew mostrou que sabia anular os pontos fortes argentinos, explorando a fragilidade do time mal-treinado pela lenda da Villa Fiorito.

Finalizando, a Espanha confirmou as expectativas e superou o Paraguai por 1×0 em um jogo muito duro para a atual campeã européia. Porém, mais importante que isto, foi a atuação soberba da equipe paraguaia, que finalmente fez um jogo de muita qualidade no Mundial. Desespero para o jovem Óscar Cardozo, que errou um pênalti no tempo normal que poderia ter dado a classificação em um jogo tão equilibrado. A Espanha errou também, mas no final do jogo David Villa decidiu a partida e, de quebra, se tornou artilheiro da Copa com 5 gols.

Tudo que de melhor, e pior, ocorreu nas quartas-de-final da Copa 2010 - Crédito: fotos AFP

Melhor time das quartas-de-final: Alemanha, que patrolou a Argentina

Pior time das quartas-de-final: Argentina, goleada pelso alemães

Melhor defesa das quartas-de-final: Para mim, o Paraguai, que mesmo perdendo segurou um time absurdamente superior

Pior defesa das quartas-de-final: Argentina, que falhou conforme todos esperavam

Melhor ataque das quartas-de-final: Alemanha, que goleou em uma fase decisiva.

Pior ataque das quartas-de-final: Paraguai e Argentina, que ficaram em branco.

Surpresas positivas das quartas-de-final: Paraguai, que fez um inesperado ótimo jogo contra a Espanha depois de sucessivas partidas abaixo da crítica.

Surpresas negativas das quartas-de-final: A péssima atuação defensiva do Brasil, justo nosso ponto forte.

Zebra das quartas-de-final: A Holanda, que fez um péssimo 1° tempo mas virou sobre o Brasil com autoridade

Craque das quartas-de-final: Sneijder (Holanda), melhor em campo contra os brasileiros e autor de dois gols.

Revelação das quartas-de-final: Khedira (Alemanha), atuação espetacular contra os argentinos, anulando Messi & Cia

Golaço das quartas-de-final: O 3° gol da Alemanha, quando Schweinsteiger entrou a dribles na defesa argentina

Gol heróico das quartas-de-final: Villa (Espanha), no finalzinho na duríssima vitória da Espanha sobre o Paraguai.

‘Quase golaço’ das quartas-de-final: Jogadaça brasileira, com toques de primeira e que terminou em um chute de longe de Kaká para milagre do goleiro holandês Stekelenburg.

Defesa das quartas-de-final: Stekelenburg (Holanda), em chutaço de Kaká quando a Holanda perdia por 1×0. Menção honrosa para a defesa de Casillas no pênalti mal-batido de Oscár Cardozo. Menção honrosa para a ‘defesa’ de Luís Suárez (Uruguai)

Frango das quartas-de-final: Júlio César (Brasil), que falhou feio no 1° gol da Holanda. Contra do Felipe Melo, mas erro do brasileiro.

Burrice das quartas-de-final: Felipe Melo (Brasil), sendo merecidamente expulso após um pontapé em Robben.

Mico das quartas-de-final: O pênalti perdido pelo ganês Gyan aos 16 minutos do 2° tempo da prorrogação, que classificaria o seu time para a semifinal.

Melhor técnico das quartas-de-final: Gerardo Martino (Paraguai), que mexeu em seis posições e acertou o time paraguaio

Pior treinador das quartas-de-final: Diego Maradona (Argentina), que errou no planejamento tático e nas substituições. Dunga merece menção, pois não tirou Felipe Melo antes deste ser expulso

Melhor árbitro das quartas-de-final: Olegário Benquerença (Portugal), muito bem nos 120 min de Gana 1×1 Uruguai.

Pior árbitro das quartas-de-final: Carlos Batres (Guatemala) e seus bandeirinhas no jogo Espanha 1×0 Paraguai por não mandar bater de novo a penalidade paraguaia de Cardozo (os espanhóis invadiram) e porque não deu pênalti para Espanha no rebote do pênalti desperdiçado por Xabi Alonso

Melhor jogo das quartas-de-final: Alemanha 4×0 Argentina

Pior jogo das quartas-de-final: Espanha 1×0 Paraguai

Top das quartas-de-final: Alemanha, Holanda e Espanha

Bottom das quartas-de-final: Argentina, Brasil

Seleção das quartas-de-final: Stekelenburg (Holanda); Lahm (Alemanha), Da Silva (Paraguai), Mertersacker (Alemanha) e Boateng (Alemanha); Khedira (Alemanha), Schweingsteiger (Alemanha), Sneijder (Holanda) e Iniesta (Espanha); Villa (Espanha) e Klose (Alemanha)

VEJA TAMBÉM:

Copa 2010: Resumão da 1º rodada, os melhores e piores do Mundial

Imagens da euforia uruguaia no jogo contra Gana - em Johannesburgo, POA e Montreal

05 de julho de 2010 1

Ainda repercutindo o histórico triunfo do Uruguai sobre Gana, nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2010, achei três vídeos monstrando a torcida uruguaia durante o jogo.

O melhor de todos é o já célebre vídeo amador do astro uruguaio Diego Forlán no hotel em Johannesburgo logo após o jogo histórico:

Outro deles mostra um enorme contingente de uruguaios em Porto Alegre, em um famoso restaurante típico da capital.

Reparem no desespero da torcida no instante de tempo 0min11s:

O último mostra a torcida em Montreal, em um bar da belíssima cidade canadense. Vejam: