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Posts com a tag "Copa Libertadores"

Brasileiros na Libertadores - Confiram os principais recordes

14 de março de 2013 1

Não tem sido lá grandiosa a participação brasileira até o momento na Copa Libertadores 2013. O único invicto é o Atlético-MG, e times como São Paulo e Palmeiras fazem campanhas tenebrosas. Porém historicamente os números são bem melhores.

Selecionei os nove brasileiros campeões da Libertadores (pela ordem de títulos: Santos, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, São Paulo, Vasco, Palmeiras, Internacional e Corinthians) e tirei alguns números interessantes. Vamos à eles (dados atualizados até o início da Libertadores 2013, exclusive)?

O São Paulo, tricampeão e tri-vice campeão, é o recordista em jogos e vitórias, mas cabe ao Palmeiras o maior número de gols pelos brasileiros. O melhor aproveitamento é do Cruzeiro, e o pior é do Vasco da Gama. Campeão invicto, o Corinthians tem a maior sequência sem derrotas: 16 partidas, na última edição. Já o Vasco tem o recorde negativo: 10 jogos sem vencer nas edições de 1985 e 1990, consecutivamente.

Os dados completos estão nesta planilha do Excel, compartilhada no Google Drive

  • Maior número de títulos: São Paulo e Santos, 3 títulos cada
  • Maior número de participações entre os campeões: São Paulo, 15 disputas
  • Menor número de participações entre os campeões: Vasco da Gama, 8 disputas
  • Maior número de jogos: São Paulo, 149 jogos
  • Maior número de vitórias: São Paulo, 77 vitórias
  • Maior número de gols: Palmeiras, 255 gols
  • Melhor aproveitamento entre os brasileiros campeões: Cruzeiro, 65%
  • Pior aproveitamento entre os brasileiros campeões: Vasco da Gama, 51%
  • Maior goleada: Santos 9x1 Cerro Porteño, 1962
  • Pior derrota: Santos 0x5 Flamengo, 1984 e Grêmio 5x0 Palmeiras, 1995

Fiz um levantamento também envolvendo os confrontos nacionais: ou seja contra que países cada time brasileiro campeão da Libertadores já atuou na história. Entraram as 10 Federações da CONMEBOL mais o México, que participa desde 1998.

O Inter jamais enfrentou times chilenos, enquanto o Corinthians nunca jogou contra peruanos. Já o Vasco da Gama não enfrentou times bolivianos. O Grêmio é o único a perder para todos os países. O Inter só se escapa pois nunca perdeu para bolivianos.

Confrontos dos brasileiros campeões versus adversários por países - Arquivo Pessoal

Entrada criminosa em Ronaldinho lembra lances de Dinho e Bolívar

27 de fevereiro de 2013 10

Nesta terça-feira, no massacre de 5x2 do Atlético-MG contra o Arsenal de Sarandí, tivemos um legítimo "Tributo ao Carrinho" (alô Richard Ducker!). Diego Braghieri acertou uma entrada inaceitável sobre Ronaldinho, com o placar já em 5x2, aos 43 do 2º tempo. O juiz marcou pênalti mas não deu o mais que merecido cartão vermelho. E R10 ainda errou a cobrança... Vejam o lance:

Em 1995, o volante Dinho desferiu uma entrada criminosa no meia Negretti, do Bragantino, na derrota de 2x0 pelo Campeonato Brasileiro.  Depois de levar uma bola no meio das pernas, já perdendo o jogo, Dinho acertou no atleta do time paulista.

Dinho foi expulso, e o jogador adversário ficou fora do Campeonato Brasileiro por ter sofrido uma lesão nos ligamentos do joelho. Alguns meses depois, até como gratidão, Negretti seria contratado pelo Grêmio e fez gol na estréia, vitória contra o São Luiz de Ijuí pelo Gauchão.

Dinho x Negretti em 1995 - Arquivo Zero Hora

Em 2012, o zagueiro colorado Bolívar fez algo muito semelhante no Beira-Rio, vitória de 1x0 contra o Bahia. Ele deu um carrinho no joelho do jovem Dodô, que teve rompimento dos ligamentos do joelho. Bolívar, ao contrário de Dinho e assim como Bragheri, não foi expulso:

ESPECIAL: Estádio Olímpico e suas estatísticas finais de 58 anos de história!

03 de dezembro de 2012 13

Ontem encerrou-se o capítulo oficial da história do estádio Olímpico Monumental. Palco de 58 anos dos jogos do Grêmio Foot-Ball Portoalegrense, a velha casa Tricolor deixará de existir em 2013.

Se despediu com um 0x0 tumultuado, contra seu arquirrival Internacional em um jogo decisivo do Campeonato Brasileiro, depois de ter iniciado a sua trajetória em um 2x0 sobre o Nacional de Montevidéu, Torneio de Inauguração do estádio em 1954

O Almanaque Esportivo compilou as mais significativas (ou não) estatísticas da história do Grêmio.  Foram  1764 jogos, 1156 vitórias, 382 empates e e sofreu 226 derrotas. Marcou 3498 gols e sofreu 1303 (dados do @tribunagremista, o grande Bruno Coelho).

Em Gre-Nais foram 123 jogos, 41 vitórias, 48 empates e 34 derrotas, 152 gols marcados e 132 gols sofridos.


Primeiro jogo: Grêmio 2x0 Nacional-URU, torneio de inauguração do estádio em 19/09/1954
Primeira vitória: Grêmio 2x0 Nacional-URU, torneio de inauguração do estádio em 19/09/1954
Primeiro gol: Vítor (Grêmio), em Grêmio 2x0 Nacional-URU, torneio de inauguração do estádio em 19/09/1954
Primeiro gol gremista: Vítor (Grêmio), em Grêmio 2x0 Nacional-URU, torneio de inauguração do estádio em 19/09/1954
Primeira derrota: Grêmio 2x6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeiro gol sofrido: Jerônimo (Inter), em Grêmio 2x6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeira vitória em Gre-Nais: Grêmio 2x1 Internacional, Campeonato Citadino 1955 em 24/07/1955
Primeira derrota em Gre-Nais: Grêmio 2x6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeiro gol marcado em Gre-Nais: Sarará (Grêmio),em Grêmio 2x6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeiro gol gremista em Gre-Nais: Sarará (Grêmio),em Grêmio 2x6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeiro gol colorado em Gre-Nais: Jerônimo (Inter), em Grêmio 2x6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Maior público oficial: Grêmio 0x1 Ponte Preta, Brasileiro de 1981 - 98.421 (85.751 pagantes) em 26/04/1981- OBS: sobre este jogo existe uma polêmica, já que nas sociais era necessário 4 ingressos dos ditos "normais" e todos foram contabilizados como torcedores individuais. A prova da confusão é que o segundo maior público do Olímpico é de simplesmente 24 mil torcedores a menos, 74,238 torcedores em Grêmio 0x0 Flamengo pela final do Brasileiro de 1982. Quem quiser contribuir, informe. O Renato Rangel Torres fez um ótimo comentário, olhem mais abaixo.
Primeiro título no estádio: Internacional, campeão do torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeiro título do Grêmio na "Era Olímpico": Campeonato Gaúcho de 1956, batendo o Pelotas fora de casa na final
Primeira finalíssima do Grêmio em seu próprio estádio: Grêmio 3x0 Guarany-Bagé, Campeonato Gaúcho 1958 em 11/03/1959
Primeiro jogo internacional oficial: Grêmio 0x0 São Paulo, Copa Libertadores 1982 em 03/09/1982
Primeiro jogo de Copa Libertadores: Grêmio 0x0 São Paulo, Copa Libertadores 1982 em 03/09/1982
Primeiro jogo da Seleção Brasileira: Brasil 3x0 Bulgária, amistoso em 28/10/1981
Último jogo: Grêmio 0x0 Internacional, Campeonato Brasileiro em 02/12/2012
Última vitória: Grêmio 2x1 São Paulo, Campeonato Brasileiro 20120 em 12/11/2012
Último gol: Marcelo Moreno (Grêmio), Grêmio 2x1 São Paulo, Campeonato Brasileiro 2012 em 12/11/2012
Último gol gremista: Marcelo Moreno (Grêmio), Grêmio 2x1 São Paulo, Campeonato Brasileiro 2012 em 12/11/2012
Última derrota: Grêmio 1x2 Portuguesa, Campeonato Brasileiro 2012 em 13/08/2012
Último gol sofrido: Rogério Ceni (São Paulo), Grêmio 2x1 São Paulo, Campeonato Brasileiro 2012 em 12/11/2012
Último gol marcado em Gre-Nais: Bolívar (Inter), Grêmio 2x2 Internacional, Campeonato Gaúcho 2012 em 05/02/2012
Último gol gremista marcado em Gre-Nais: Marcelo Moreno, Grêmio 2x2 Internacional, Campeonato Gaúcho 2012 em 05/02/2012
Último título no estádio: Internacional, Campeonato Gaúcho 2011 em 15/05/2010
Último título gremista da "Era Olímpico": Grêmio, Campeonato Gaúcho 2010 em 02/05/2010
Último título gremista no estádio: Grêmio, Campeonato Gaúcho 2010 em 02/05/2010
Último gol colorado em Gre-Nais: Bolívar (Inter), Grêmio 2x2 Internacional, Campeonato Gaúcho 2012 em 05/02/2012
Menor público do Olímpico: 55 pagantes em Juventude 2x1 Portuguesa, Campeonato Brasileiro 1997 em 03/12/1997 - OBS: O menor público do Grêmio foi de 271 pagantes no jogo Grêmio 2x0 Esportivo, Campeonato Gaúcho em 07/07/1994
Último jogo internacional oficial: Grêmio 1x0 Millionários-COL, Copa Sul-Americana 2012 em 30/10/2012
Último jogo de Copa Libertadores: Grêmio 1x2 Universidad Católica-CHI, Copa Libertadores 2011 em 26/04/2011
Último jogo da Seleção Brasileira: Brasil 2x0 Paraguai, Eliminatórias para o Mundial 2002 em 15/08/2001
Observações finais: em caso de erros ou omissões, mandem e-mail ou deixem  comentários!

Adeus, velho Olímpico! - Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

DRAMA EM BOGOTÁ: Grêmio aumenta sina de fracassos em território colombiano

16 de novembro de 2012 9

A dramática, e polêmica, eliminação na Copa Sul-Americana contra o Millionários-COL deixou a torcida do Grêmio com um sabor amargo. Se existe algum lugar no qual o Tricolor gaúcho não tem muita sorte é na Colômbia em competições sul-americanas.

Rentería elimina Grêmio e segue a sina na Colômbia - Foto: AFP PHOTO/Luis Acosta

É verdade que conquistou a Libertadores de 1995 contra o Nacional de Medellín em um empate de 1x1, após 3x1 no jogo de ida no estádio Olímpico. Mas o retrospecto global contra times colombianos é catastrófico fora de casa: 8 derrotas, 1 empate e 1 única vitória, em 2009 contra o Boyacá Chicó.

Foram três eliminações em competições de mata-mata, a mais dramática nas semifinais de 1996 contra o América de Cali e igualmente de virada por 3x1 após um 1x0 em casa no jogo de ida. Na ocasião, o zagueiro Bermúdez, que marcou era no Boca Juniors de Carlos Bianchi, fez dois gols:

No Olímpico, em compensação, o Grêmio jamais perdeu: foram 7 vitórias e 2 empates.

VEJA TODOS OS CONFRONTOS

Copa Libertadores 1983 - Triangular semifinal
  • América de Cali 1 x 0 Grêmio, Grêmio 2 x 1 América de Cali
Copa Libertadores 1995 - Finais
  • Grêmio 3 x 1 Atlético Nacional, Atlético Nacional 1 x 1 Grêmio

Copa Libertadores 1996 - Semifinais

  • Grêmio 1 x 0 América de Cali, América de Cali 3 x 1 Grêmio
Supercopa 1997 - Primeira fase
  • Grêmio 2 x 2 Atlético Nacional, Atlético Nacional 3 x 1 Grêmio
Copa Libertadores 2003 - Quartas-de-finais
  • Grêmio 2 x 2 Independiente Medellín, Independiente Medellín 2 x 1 Grêmio

Copa Libertadores 2007 - Primeira fase

  • Grêmio 0 x 0 Cucuta, Tolima 1 x 0 Grêmio, Grêmio 1 x 0 Tolima, Cucuta 3 x 1 Grêmio
Copa Libertadores 2009 - Primeira fase
  • Boyacá Chicó 0 x 1 Grêmio, Grêmio 3 x 0 Boyacá Chicó

Copa Libertadores 2011 - Primeira fase

  • Atlético Júnior 2 x 1 Grêmio, Grêmio 2 x 0 Atlético Júnior

Copa Sul-Americana 2012 - Quartas-de-finais

  • Grêmio 1x0 Millionários, Millionários 3x1 Grêmio

SÉRIE B: Goleiro dá uma voadora no rosto de adversário e é expulso!

19 de setembro de 2012 8

O veterano goleiro Neneca foi expulso no jogo de ontem da Série B entre Bragantino e América-MG, 2x0 para o time da casa. No início do segundo tempo, Neneca deu uma voadora no rosto do atacante Barbosa, que caiu na área. Pênalti e cartão vermelho para Neneca:

Vale ressaltar o comentário absolutamente "non-sense" do comentarista Müller, que diz que Neneca foi expulso por ser o "último homem". Não, Müller: ele foi expulso por AGRESSÃO a um adversário. Afeee! Na cobrança, Mateus fez 1x0 (obrigado Giovanni Siqueira pela correção!).

Em 2007, o instável goleiro argentino Gastón Sessa, do Vélez Sarsfield, fez lance idêntico no jogo contra o Boca Juniors em La Bombonera, oitavas-de-final da Copa Libertadores. A agressão, feita em Rodrigo Palacios, também gerou cartão vermelho e pênalti:

A pedidos, o golpe de Renan sobre Rodrigo Mendes no Gre-Nal do 1º turno do Campeonato Brasileiro, 1x1 no estádio Olímpico. Renan também foi expulso e igualmente foi pênalti convertido:

PESQUISA: Todos os estrangeiros campeões ou vice da Libertadores jogando no Brasil

12 de julho de 2012 2

Depois do post falando sobre  Brasileiros no exterior: quais venceram a Libertadores e Liga dos Campeões!, resolvi inverter. Pesquisei quais jogadores estrangeiros foram campeões da Copa Libertadores da América jogando por clubes brasileiros. A lista, ao contrário do que eu pensava, não é muito extensa. O último a entrar foi o reserva, e quase nunca acionado, Luís Ramirez, peruano e campeão pelo Corinthians na semana passada.

O primeiro  estrangeiro campeão foi uma surpresa para mim. Achava que tinha sido o argentino Perfumo pelo Cruzeiro em 1976, mas depois vi que o defensor tinha sido adversário do Cruzeiro na final, jogando pelo River Plate.

Sendo assim, a primazia coube ao capitão gremista Hugo de León, campeão da América em 1983. Apenas dez anos depois, o também uruguaio Matosas (reserva), foi campeão. Depois tivemos dois títulos de Arce e Rivarola, os únicos estrangeiros bicampeões por clubes brasileiros (no Grêmio em 1995 e Palmeiras em 1999).

O recorde eu imaginava: o Inter de 2010 com 5 estrangeiros campeões da América, dois deles titulares e outros dois que começaram titulares, mas terminaram no banco. Curiosidade: o Santos jamais foi campeão ou vice-campeão da Libertadores com um atleta estrangeiro no grupo.

ESTRANGEIROS CAMPEÕES DA LIBERTADORES POR TIMES BRASILEIROS

  • 1983 – De León (URU) - Grêmio
  • 1993 – Matosas (URU) - São Paulo
  • 1995 – Arce (PAR), Rivarola (PAR) - Grêmio
  • 1999 – Arce (PAR), Rivarola (PAR) - Palmeiras
  • 2005 – Lugano (URU) – São Paulo
  • 2006 – Rentería (COL) – Internacional
  • 2010 – Bruno Silva (URU), Sorondo (URU), Pato Abbondanzieri (ARG), Guiñazu (ARG), D’Alessandro (ARG) - Internacional
  • 2012 – Luís Ramirez (PER) - Corinthians
  • Total: 12 jogadores campeões. Arce e Rivarola foram campeões 2 vezes.

Os vice-campeões são praticamente o mesmo número. Os primeiros foram os uruguaios Pedro Rocha e Forlán, vice-campeões em 1974 pelo São Paulo. Como curiosidade, Matosas que foi campeão em 1993 e vice-campeão em 1994, assim como Arce e Asprilla em 1999 e 2000; e Lugano em 2005 e 2006
ESTRANGEIROS VICE-CAMPEÕES DA LIBERTADORES POR TIMES BRASILEIROS

  • 1974 - Pedro Rocha (URU), Forlán (URU) - São Paulo
  • 1980 – Benítez (PAR) – Internacional
  • 1984 - De León (URU) - Grêmio
  • 1994 – Matosas (URU) - São Paulo
  • 2000 - Arce (PAR), Asprilla (COL) - Palmeiras
  • 2006 – Lugano (URU) – São Paulo
  • 2007 – Saja (ARG), Schiavi (ARG), Gavilán (PAR) – Grêmio
  • 2008 - Darío Conca (ARG) - Fluminense
  • 2009 – Sorín (ARG) – Cruzeiro
  • TOTAL: 13 jogadores vice-campeões

LEITURA COMPLEMENTAR

PESQUISA: Brasileiros no exterior que venceram a Libertadores e Liga dos Campeões!

10 de julho de 2012 5

Quais atletas brasileiros conquistaram os títulos continentais da América e da Europa jogando por equipes de outros países? Por sugestão do leitor André Soares Ribeiro (que por sua vez contou com informações de Rafael Maranhão, Manoel Junqueira, Heitor e dados do comentarista esportivo Paulo Vinícius Coelho), que fez o levantamento abaixo dos jogadores campeões na Liga dos Campeões da Europa, fiz o levantamento de atletas campeões na Copa Libertadores da América jogando em times do exterior.

Vários dos atletas na listagem da Libertadores tiveram passagens formidáveis no futebol gaúcho: Jair, Manga, Iarley, Salvador. Outro deles, João Cardoso, que jogou no Grêmio com um destaque apenas fugaz, se tornou uma lenda no futebol argentino nos anos 60.
Brasileiros campeões e vice da Libertadores por times estrangeiros
CAMPEÕES

  • 1982 – Jair – Peñarol (URU)
  • 1971 – Manga – Nacional (URU)
  • 1967 – João Cardoso – Racing Club (ARG)
  • 1960 – Salvador – Peñarol (URU)

VICE-CAMPEÕES

  • 2004 – Iarley – Boca Juniors (ARG)
  • 1997 – Julinho – Sporting Cristal (PER)
  • 1969 – Manga - Nacional (URU)
  • 1963 – Orlando Peçanha – Boca Juniors (ARG)

Brasileiros campeões e vice da Copa dos Campeões/Liga dos Campeões da Europa por times estrangeiros
CAMPEÕES

  • 1960 - Canário, Didi - Real Madrid-ESP
  • 1963 - Dino Sani e Mazola Altafini e Germano - Milan-IT
  • 1964 - Jair da Costa - Internazionale-ITA
  • 1965 - Jair da Costa - Internazionale-ITA
  • 1969 - Sormani - Milan-ITA
  • 1987 - Juari, Casagrande, Celso, Paulo Ricardo e Elói - Porto-POR
  • 1997 - Júlio César - Borussia Dortmund-ALE
  • 1998 - Roberto Carlos, Zé Roberto e Sávio - Real Madrid-ESP
  • 2000 - Roberto Carlos, Júlio César e Sávio - Real Madrid-ESP
  • 2001 - Élber, Paulo Sérgio - Bayern de Munique-ALE
  • 2002 - Roberto Carlos, Flávio Conceição e Sávio - Real Madrid-ESP
  • 2003 - Dida, Serginho, Roque Júnior e Rivaldo - Milan-ITA
  • 2004 - Carlos Alberto, Derlei, Deco e Bruno Moraes - Porto-POR (obrigado Diego Zanini e Fábio pelas correções)
  • 2006 - Edmílson, Belletti, Ronaldinho Gaúcho, Sylvinho, Thiago Motta e Deco - Barcelona-ESP
  • 2007 - Dida, Serginho, Cafu, Kaká e Ricardo Oliveira - Milan-ITA
  • 2008 - Anderson - Manchester United-ING
  • 2009 - Sylvinho, Daniel Alves - Barcelona-ESP
  • 2010 - Júlio César, Lúcio, Maicon, Thiago Motta e Mancini - Internazionale-ITA
  • 2011 - Daniel Alves, Maxwell, Adriano e Thiago Alcântara - Barcelona-ESP
  • 2012 - David Luiz, Ramires e Alex - Chelsea-ING
    Total: 50 jogadores, com Roberto Carlos e Sávio sendo tricampeões europeus, sempre pelo Real Madrid (valeu, André!)

VICE-CAMPEÕES

  • 1957 - Julinho - Fiorentina-ITA
  • 1961 - Evaristo de Macedo - Barcelona-ESP
  • 1962 - Canário - Real Madrid-ESP
  • 1972 - Jair da Costa - Internazionale-ITA
  • 1973 - Mazola Altafini - Juventus-ITA
  • 1984 - Falcão e Toninho Cerezzo - Roma-ITA
  • 1992 - Toninho Cerezzo - Sampdoria-ITA
  • 1988 - Elzo,Chiquinho, Wando, Mozer - Benfica-POR
  • 1990 - Aldair, Ricardo Gomes e Valdo - Benfica-POR
  • 1991 - Mozer - Olympique Marseille-FRA
  • 1994 - Romário - Barcelona-ESP
  • 1999 - Élber - Bayern de Munique-ALE
  • 2001 - Fábio Aurélio - Valencia-ESP
  • 2002 - Zé Roberto, Lúcio - Bayer Leverkusen-ALE
  • 2005 - Dida, Cafu, Serginho e Kaká - Milan-ITA
  • 2006 - Gilberto Silva - Arsenal-ING
  • 2007 - Fábio Aurélio - Liverpool-ING
  • 2008 - Alex, Belletti - Chelsea-ING
  • 2009 - Anderson, Rodrigo Possebom, Rafael e Fábio - Manchester United-ING
  • 2010 - Breno - Bayern de Munique-ALE
  • 2011 - Anderson, Rafael e Fábio - Manchester United-ING
  • 2012 - Rafinha e Luiz Gustavo - Bayern de Munique-ALE
    Total: 34 jogadores , com Anderson, Rafael e Fábio duas vezes vice pelo Manchester United, enquanto Mozer e Toninho Cerezzo, atuando por dois times diferentes, também terminaram em segundo lugar.

LEITURA COMPLEMENTAR

Corinthians 2012 - Porque venceu? Lições a serem aprendidas

05 de julho de 2012 16

O título do Corinthians em 2012 da Taça Libertadores da América, obsessão corinthiana desde sempre, é talvez o mais merecido (se é que este conceito existe) da última década na competição. A equipe do Parque São Jorge acertou praticamente tudo nos últimos 18 meses e foi justamente coroada como "Campeã da América".

Corinthians, o merecido campeão da América 2012 - Foto: Victor R. Caivano, AP

Além de fatores aleatórios como "sorte de campeão", como no lance de Diego Souza nas quartas-de-final contra o Vasco da Gama, o Corinthians agiu corretamente em todos os setores. Desde a permanência de Tite após dois fracassos consecutivos, passando pela montagem do time campeão brasileiro e da Libertadores, até a organização técnica da equipe, com uma defesa forte, meio-campo equilibrado e ataque eficiente.

Vale ressaltar um breve resumo de tudo que o Corinthians fez e que levou ao momento de catarse

  • Em 2011, o Corinthians foi eliminado da Copa Libertadores ainda na fase preliminar, depois de ter perdido o título brasileiro para o Fluminense pouco menos de 2 meses antes.
  • As torcidas organizadas invadem o CT do Corinthians e depredam carros particulares.
  • Muito acima do peso, Ronaldo anuncia a aposentadoria e Roberto Carlos vai para o futebol russo.
  • A demissão de Tite era certa, mas o presidente Andrés Sánchez deixou claro: ele não sai.
  • Respaldado, ainda com um elenco deficiente, Tite começa um trabalho de longo prazo.
  • O elenco é reformulado, a prospecção no interior de São Paulo funciona. A defesa se consolida com a contratação de Leandro Castán, uma barganha do Corinthians.
  • Os volantes viram destaque: Ralf e Paulinho se tornam esteios do meio-campo e superam e muito o rendimento dos 3 jogadores do setor que haviam sido negociados recentemente: Cristian, Elias e Jucilei.
  • Jogadores multicampeões vieram para dar experiência e tranquilidade à uma equipe fadada a momentos de tensão: Danilo, Alex e Émerson.
  • Organização fora de campo, passando por um apaziguamento político do clube.
  • Time montado de trás para a frente, com uma defesa quase inexpugnável.
  • Eventuais problemas, como o fraco goleiro Júlio César, foram rapidamente sanados. Seu substituto Cássio alternou momentos irregulares, mas nos lances decisivos fez a diferença.
  • O Corinthians fez a 2º melhor campanha geral na primeira fase.
  • Depois eliminou o atual campeão Santos
  • Na final, bateu o maior vencedor das últimas décadas, Boca Juniors, inapelavelmente

Existe contraponto para isto? Evidentemente que não.

Há meses falei repeti: estou torcendo contra, mas ninguém mais tem merecido que o Corinthians ganhar esta Libertadores.

Quer você, colorado ou gremista, tenha gostado disto ou não, o fato é:

O Corinthians mereceu

Inter conquista terceira classificação consecutiva: veja os recordistas

05 de dezembro de 2011 2
Ao terminar em 5º lugar no Brasileirão 2011, pela primeira vez em sua história, o Internacional obteve a classificação para a Libertadores por três anos consecutivos. O mesmo feito foi obtido pelo Corinthians, que igualmente vai disputar pela primeira vez na história.
Ao entrar em campo pela Copa Libertadores de 2012, o Colorado vai superar os números de 1976/1977 e ainda 2006/2007, quando disputou por dois anos seguidos. Se o Inter foi campeão em 2010, fracassou caindo na 2º fase de 2011.
O recordista isolado é o São Paulo, que disputou por sete anos consecutivos entre 2004 e 2010. Santos, Flamengo, Grêmio e Cruzeiro disputaram por quatro anos seguidos. Já Cruzeiro (de novo), Grêmio (de novo!!),  Palmeiras e o São Paulo (de novo também!) disputaram por três anos consecutivos.
SETE ANOS CONSECUTIVOS
  • São Paulo: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010
QUATRO ANOS CONSECUTIVOS
  • Santos: 1961, 1962, 1963, 1964
  • Flamengo: 1981, 1982, 1983, 1984
  • Grêmio: 1995, 1996, 1997 e 1998
  • Cruzeiro: 2008, 2009, 2010, 2011

TRÊS ANOS CONSECUTIVOS

  • Cruzeiro: 1975, 1976 e 1977
  • Grêmio: 1982, 1983 e 1984
  • São Paulo: 1992, 1993 e 1994
  • Palmeiras: 1999, 2000 e 2001
  • Corinthians: 2010, 2011 e 2012
  • Internacional: 2010, 2011 e 2012

OBS: em negrito os títulos nos períodos citados.

OBS2: Obrigado ao amigo Marcelo Bechler que me corrigiu sobre o Cruzeiro

OBS3: Obrigado também ao leitor Leandro Webster por um acréscimo sobre o Grêmio

OPINIÃO: Lento e ineficaz, Inter repete erros na política de futebol

05 de maio de 2011 15

Com um elenco de muito boa qualidade, reservas de bom nível e muito dinheiro em caixa, fica difícil entender os problemas recentes no futebol do Internacional. O desastre no Mundial de Clubes contra o Mazembe, antecipado na má-campanha do Brasileirão, e que se repetiram ontem na eliminação perante ao Peñarol em pleno Beira-Rio, incomodam  uma torcida acostumada aos títulos na última década.

Acredito que boa parte dos problemas passe por uma concepção equivocada na idéia de jogo e na montagem do elenco colorado. A política de futebol do Internacional estabelece que um time representativo da mesma fica com a posse de bola muito mais do que o adversário. Sendo assim, a maioria dos jogadores contratados para o meio-campo e laterais são de ótimo passe, assim como os volantes.

Isto garante à qualquer time colorado, excetuando-se os do 1º semestre de 2009 e o de 2006, o controle das ações do jogo. O velocíssimo time de Tite no 1º semestre de 2009 (que fez mais de 80 gols nos primeiros seis meses do ano), no qual brilhavam Taison e Nilmar, é um contra-exemplo. Assim como o time campeão da América e do Mundo, que marcou vários dos gols mais importantes da história do clube em jogadas de contra-ataque.

Todavia, nos últimos dois anos o Internacional padeceu de problemas crônicos e, até agora, insolúveis. Foi assim no segundo semestre de 2009, no segundo semestre de 2010 e nesta presente temporada. São eles:

Problema 1: É um dos times mais lentos do futebol brasileiro.

Se colocarmos duas tartarugas a serem monitoradas pelo time do Inter, as duas fogem. Kléber é lento, Bolívar é lento, Sorondo é lento, Índio é lento, Rodrigo é lento, Wílson Matias é muito lento, Guiñazu é lento, D'Alessandro é lento, Andrezinho é muito lento, Rafael Sóbis é lento.

Bolatti, por característica da função, é lento. Nei é rápido, mas não faz nada.  Sobram apenas Oscar e Leandro Damião como jogadores velozes. Pouco, muito pouco. Isto sem contar os quatro zagueiros colorados, todos com idade acima de 30 anos. Em 2010, Fabiano Eller saiu mas Rodrigo veio e pouco mudou na defesa do Inter, vulnerável à ataques.

Problema 2: É um time extremamente ineficiente no ataque.

Virou rotina em jogos do Internacional ficar o tempo todo com a posse de bola, com passes infrutíferos na intermediária e ao redor da área, sem conclusões ou chegadas em triangulação. A verticalidade da equipe praticamente não existe, os contra-ataques normalmente não resultam em nada devido às características dos atletas envolvidos.

Na prática, em jogos que as individualidades ou uma bola parada não resolvem a favor do Colorado, o que ocorre é uma sucessão de passes inúteis até que o adversário roube a bola e parta para o gol vermelho.  Contra o EMELEC, contra o Grêmio domingo e ontem ficou clara a dificuldade do Inter em entrar na área de adversários em jogadas trabalhadas, verticais pelo meio-campo. Exatamente o que ocorreu apenas duas vezes ontem, nas melhores chances coloradas: o gol de Oscar e o chute de Kléber do lado da trave.

Isto sem contar dois defeitos anímicos, sob os quais repousa a responsabilidade (ou a inexistência desta) dos líderes do elenco em campo. O primeiro é de que o Inter faz um gol e automaticamente diminui o ritmo. O segundo é uma tendência a recuar sempre que acossado, incapaz de reagir agressivamente e contragolpear o rival. Talvez pelo primeiro problema lá de cima, a lentidão geral do time.

Agora com muito tempo para treinar (são apenas 2 jogos nos próximos 17 dias), Falcão poderá impor suas idéias no time. A verticalidade e maior potencial ofensivo.

Por enquanto, o time é exatamente o mesmo dos tempos de Celso Roth: lento, burocrático, estéril.