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Posts com a tag "Copa Libertadores"

Corinthians 2012 - Porque venceu? Lições a serem aprendidas

05 de julho de 2012 16

O título do Corinthians em 2012 da Taça Libertadores da América, obsessão corinthiana desde sempre, é talvez o mais merecido (se é que este conceito existe) da última década na competição. A equipe do Parque São Jorge acertou praticamente tudo nos últimos 18 meses e foi justamente coroada como “Campeã da América”.

Corinthians, o merecido campeão da América 2012 - Foto: Victor R. Caivano, AP

Além de fatores aleatórios como “sorte de campeão”, como no lance de Diego Souza nas quartas-de-final contra o Vasco da Gama, o Corinthians agiu corretamente em todos os setores. Desde a permanência de Tite após dois fracassos consecutivos, passando pela montagem do time campeão brasileiro e da Libertadores, até a organização técnica da equipe, com uma defesa forte, meio-campo equilibrado e ataque eficiente.

Vale ressaltar um breve resumo de tudo que o Corinthians fez e que levou ao momento de catarse

  • Em 2011, o Corinthians foi eliminado da Copa Libertadores ainda na fase preliminar, depois de ter perdido o título brasileiro para o Fluminense pouco menos de 2 meses antes.
  • As torcidas organizadas invadem o CT do Corinthians e depredam carros particulares.
  • Muito acima do peso, Ronaldo anuncia a aposentadoria e Roberto Carlos vai para o futebol russo.
  • A demissão de Tite era certa, mas o presidente Andrés Sánchez deixou claro: ele não sai.
  • Respaldado, ainda com um elenco deficiente, Tite começa um trabalho de longo prazo.
  • O elenco é reformulado, a prospecção no interior de São Paulo funciona. A defesa se consolida com a contratação de Leandro Castán, uma barganha do Corinthians.
  • Os volantes viram destaque: Ralf e Paulinho se tornam esteios do meio-campo e superam e muito o rendimento dos 3 jogadores do setor que haviam sido negociados recentemente: Cristian, Elias e Jucilei.
  • Jogadores multicampeões vieram para dar experiência e tranquilidade à uma equipe fadada a momentos de tensão: Danilo, Alex e Émerson.
  • Organização fora de campo, passando por um apaziguamento político do clube.
  • Time montado de trás para a frente, com uma defesa quase inexpugnável.
  • Eventuais problemas, como o fraco goleiro Júlio César, foram rapidamente sanados. Seu substituto Cássio alternou momentos irregulares, mas nos lances decisivos fez a diferença.
  • O Corinthians fez a 2º melhor campanha geral na primeira fase.
  • Depois eliminou o atual campeão Santos
  • Na final, bateu o maior vencedor das últimas décadas, Boca Juniors, inapelavelmente

Existe contraponto para isto? Evidentemente que não.

Há meses falei repeti: estou torcendo contra, mas ninguém mais tem merecido que o Corinthians ganhar esta Libertadores.

Quer você, colorado ou gremista, tenha gostado disto ou não, o fato é:

O Corinthians mereceu

Inter conquista terceira classificação consecutiva: veja os recordistas

05 de dezembro de 2011 2
Ao terminar em 5º lugar no Brasileirão 2011, pela primeira vez em sua história, o Internacional obteve a classificação para a Libertadores por três anos consecutivos. O mesmo feito foi obtido pelo Corinthians, que igualmente vai disputar pela primeira vez na história.
Ao entrar em campo pela Copa Libertadores de 2012, o Colorado vai superar os números de 1976/1977 e ainda 2006/2007, quando disputou por dois anos seguidos. Se o Inter foi campeão em 2010, fracassou caindo na 2º fase de 2011.
O recordista isolado é o São Paulo, que disputou por sete anos consecutivos entre 2004 e 2010. Santos, Flamengo, Grêmio e Cruzeiro disputaram por quatro anos seguidos. Já Cruzeiro (de novo), Grêmio (de novo!!),  Palmeiras e o São Paulo (de novo também!) disputaram por três anos consecutivos.
SETE ANOS CONSECUTIVOS
  • São Paulo: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010
QUATRO ANOS CONSECUTIVOS
  • Santos: 1961, 1962, 1963, 1964
  • Flamengo: 1981, 1982, 1983, 1984
  • Grêmio: 1995, 1996, 1997 e 1998
  • Cruzeiro: 2008, 2009, 2010, 2011

TRÊS ANOS CONSECUTIVOS

  • Cruzeiro: 1975, 1976 e 1977
  • Grêmio: 1982, 1983 e 1984
  • São Paulo: 1992, 1993 e 1994
  • Palmeiras: 1999, 2000 e 2001
  • Corinthians: 2010, 2011 e 2012
  • Internacional: 2010, 2011 e 2012

OBS: em negrito os títulos nos períodos citados.

OBS2: Obrigado ao amigo Marcelo Bechler que me corrigiu sobre o Cruzeiro

OBS3: Obrigado também ao leitor Leandro Webster por um acréscimo sobre o Grêmio

OPINIÃO: Lento e ineficaz, Inter repete erros na política de futebol

05 de maio de 2011 15

Com um elenco de muito boa qualidade, reservas de bom nível e muito dinheiro em caixa, fica difícil entender os problemas recentes no futebol do Internacional. O desastre no Mundial de Clubes contra o Mazembe, antecipado na má-campanha do Brasileirão, e que se repetiram ontem na eliminação perante ao Peñarol em pleno Beira-Rio, incomodam  uma torcida acostumada aos títulos na última década.

Acredito que boa parte dos problemas passe por uma concepção equivocada na idéia de jogo e na montagem do elenco colorado. A política de futebol do Internacional estabelece que um time representativo da mesma fica com a posse de bola muito mais do que o adversário. Sendo assim, a maioria dos jogadores contratados para o meio-campo e laterais são de ótimo passe, assim como os volantes.

Isto garante à qualquer time colorado, excetuando-se os do 1º semestre de 2009 e o de 2006, o controle das ações do jogo. O velocíssimo time de Tite no 1º semestre de 2009 (que fez mais de 80 gols nos primeiros seis meses do ano), no qual brilhavam Taison e Nilmar, é um contra-exemplo. Assim como o time campeão da América e do Mundo, que marcou vários dos gols mais importantes da história do clube em jogadas de contra-ataque.

Todavia, nos últimos dois anos o Internacional padeceu de problemas crônicos e, até agora, insolúveis. Foi assim no segundo semestre de 2009, no segundo semestre de 2010 e nesta presente temporada. São eles:

Problema 1: É um dos times mais lentos do futebol brasileiro.

Se colocarmos duas tartarugas a serem monitoradas pelo time do Inter, as duas fogem. Kléber é lento, Bolívar é lento, Sorondo é lento, Índio é lento, Rodrigo é lento, Wílson Matias é muito lento, Guiñazu é lento, D’Alessandro é lento, Andrezinho é muito lento, Rafael Sóbis é lento.

Bolatti, por característica da função, é lento. Nei é rápido, mas não faz nada.  Sobram apenas Oscar e Leandro Damião como jogadores velozes. Pouco, muito pouco. Isto sem contar os quatro zagueiros colorados, todos com idade acima de 30 anos. Em 2010, Fabiano Eller saiu mas Rodrigo veio e pouco mudou na defesa do Inter, vulnerável à ataques.

Problema 2: É um time extremamente ineficiente no ataque.

Virou rotina em jogos do Internacional ficar o tempo todo com a posse de bola, com passes infrutíferos na intermediária e ao redor da área, sem conclusões ou chegadas em triangulação. A verticalidade da equipe praticamente não existe, os contra-ataques normalmente não resultam em nada devido às características dos atletas envolvidos.

Na prática, em jogos que as individualidades ou uma bola parada não resolvem a favor do Colorado, o que ocorre é uma sucessão de passes inúteis até que o adversário roube a bola e parta para o gol vermelho.  Contra o EMELEC, contra o Grêmio domingo e ontem ficou clara a dificuldade do Inter em entrar na área de adversários em jogadas trabalhadas, verticais pelo meio-campo. Exatamente o que ocorreu apenas duas vezes ontem, nas melhores chances coloradas: o gol de Oscar e o chute de Kléber do lado da trave.

Isto sem contar dois defeitos anímicos, sob os quais repousa a responsabilidade (ou a inexistência desta) dos líderes do elenco em campo. O primeiro é de que o Inter faz um gol e automaticamente diminui o ritmo. O segundo é uma tendência a recuar sempre que acossado, incapaz de reagir agressivamente e contragolpear o rival. Talvez pelo primeiro problema lá de cima, a lentidão geral do time.

Agora com muito tempo para treinar (são apenas 2 jogos nos próximos 17 dias), Falcão poderá impor suas idéias no time. A verticalidade e maior potencial ofensivo.

Por enquanto, o time é exatamente o mesmo dos tempos de Celso Roth: lento, burocrático, estéril.

GRÊMIO: em 1989 e 1992 reverteu desvantagens perdendo a primeira em casa!

03 de maio de 2011 10

Se vencer a Universidad Catolica e obtiver a classificação para as quarta-de-final em pleno Chile, o Grêmio terá obtido uma façanha. Será a terceira vez que o Tricolor conseguirá reverter uma desvantagem no jogo de ida em pleno estádio Olímpico. Nas duas vezes anterior, o placar obtido no jogo de volta é favorável ao Grêmio.

Em 1989 pela Supercopa, e em 1992 pela Copa do Brasil, o time gremista foi derrotado em casa mas conseguiu se recuperar fora de casa vencendo o rival. Ao longo da história de mata-matas do Grêmio em competições nacionais e internacionais, A informação é do leitor  sempre atento João Renato Alves.

A primeira classificação veio na extinta Supercopa dos Campeões da Libertadores. No dia 24 de outubro, o Grêmio perdeu em Porto Alegre para o Estudiantes por 1×0. O gol foi marcado por Cariaga. No dia 1º de novembro, o Tricolor arrasou o time argentino com gols de Paulo Egídio e Cuca (2x), se classificando para as semifinais (melhor campanha gremista em todos os tempos). Se isto ocorrer contra a Catolica, o Tricolor se classifica.

A segunda classificação heróica veio em 1992, na Copa do Brasil segunda fase. O Tricolor pegou o Paraná, clube sensação do futebol brasileiro e que tinha apenas três anos de vida e já era campeão estadual. O jogo de ida foi histórico: em três participações, o Grêmio continuava invicto na Copa do Brasil após 26 jogos.

Mas no dia 18 de setembro acabou a longa sequência, com um gol de Serginho e derrota de 1×0 em favor do Paraná. Na semana seguinte, dia 23 de outubro, Luís Américo colocou o Paraná na frente, mas na etapa complementar a virada gremista ocorreu com gols de Caio e Carlinhos, final Grêmio 2×1. Se o placar se repetir amanhã, deixa o Grêmio ao menos com a disputa de pênaltis.

O curioso é que nesta competição, o Grêmio passou de fase e pegou o Internacional, possível adversário nas quartas-de-final desta Libertadores de 2011.

LIBERTADORES: Estatística de decisões do Inter em casa e como visitante

29 de abril de 2011 3

O Internacional, em oito prévias participações em Taças Libertadores, já disputou doze vezes uma fase eliminatória. O retrospecto colorado chega a impressionar. São seis classificações como mandante no segundo jogo e quatro como visitante.  Além de dois títulos obtidos em casa, contra o São Paulo e contra o Chivas Guadalajara-MÉX, foram outras oito classificações.

Em 12 disputas de mata-mata, o Inter só foi eliminado duas vezes. A primeira a final de 1980 e a outra na semifinal de 1989. Os jogos contra o Nacional-URU e Olímpia-PAR, respectivamente, são 3 das maiores tragédias coloradas. Uma delas em Montevidéu e a outra em pleno Beira-Rio, no célebre “Sarriá à Gaúcha“.

Classificações como mandante no segundo jogo:

  • 2006 – Nacional-URU (oitavas-de-final)
  • 2006 – LDU-EQU (quartas-de-final)
  • 2006 – Libertad-PAR (semifinal)
  • 2006 – São Paulo (final, Inter campeão)
  • 2010 – Banfield-ARG (oitavas-de-final)
  • 2010 – Chivas Guadalajara (final, Inter campeão)

Eliminações como mandante no segundo jogo:

  • 1989 – Olímpia-PAR (semifinal)

Classificação como visitante no segundo jogo:

  • 1989 – Peñarol-URU (oitavas-de-final)
  • 1989 – Bahia (quartas-de-final)
  • 2010 – Estudiantes-ARG (quartas-de-final)
  • 2010 – São Paulo (semifinal)

Eliminações como visitante no segundo jogo:

  • 1980 – Nacional-URU (final, Inter vice-campeão)

OBS: O Inter foi eliminado na primeira fase em 1976, 1993 e 2007. Em 1977 a segunda-fase era um triangular.

VEJA TAMBÉM

Na terça-feira mostrei o retrospecto do Grêmio em matas-matas na Taça Libertadores. Ao longo da história o Tricolor fez 25 jogos de mata-mata com 17 classificações e 8 eliminações.

LIBERTADORES: Estatística de decisões do Grêmio em casa e como visitante

Grêmio se atrapalha, perde e fica em situação dramática na Libertadores

27 de abril de 2011 7
Um desastre. Esta expressão sintetiza a surpreendente derrota de 2×1 do Grêmio para a Universidad Catolica, oitavas-de-final da Libertadores
2011. Em uma atuação de bravura mas pouca técnica e organização tática, o time de Renato Portaluppi jogou quase 60 minutos com dezjogadores, após uma expulsão merecida e absolutamente infantil de Borges, já perdendo por 1×0. Comandado por uma atuação soberba do capitão Fábio Rochemback, e com Douglas rejeitando a fama e mostrando uma grande entrega em campo, o Grêmio empatou no segundo tempo em um lance isolado de puro talento. Mas a desorganização e o visível cansaço imperou nos minutos finais e novamente a Catolica passou à frente no final do jogo, 1º derrota em casa desde a final da Libertadores 2007.

Desolação após segundo gol da Universidad Catolica - FOTO: Jefferson Bernardes, AFP

Nem a pífia atuação do árbitro argentino Nestor Pitana, que deixou de expulsar 3 chilenos e ainda Rochemback, servirá de desculpas para o mau resultado, futebol e sentimento de angústia sobre a permanência do Grêmio na principal competição do ano. Com vários lesionados e um ataque em frangalhos, aliados à visível má-vontade da diretoria com seu trabalho, Renato terá uma missão dificílima na próxima quarta-feira, quando a vitória é imprescindível e nem assim pode ser suficiente (1×0 não adianta e 2×1 leva às penalidades).
O início pareceu auspicioso aos 35 mil empolgados tricolores. Um gol quase de trapalhada em escanteio a dois minutos e depois um chute de Douglas no poste antes de 10 minutos pareciam indicar uma noite favorável. Mas um susto ocorreu na sequência, quando Adílson perdeu no meio-campo, Meneses conduziu e disparou um míssil  ao lado das traves defendidas por Marcelo Grohe.
Depois do sufoco inicial, aos poucos o 4-5-1 de Juan Antônio Pizzi colocava o jogo no ritmo que os visitantes desejavam. Aos 28 minutos, um dos gols mais juvenis dos últimos anos no Olímpico: o Grêmio se atirou com 2 dos 3 volantes para o ataque e Gílson perdeu a bola.  A Catolica deu um chutão. Cañete dominou, limpou um afoito Rafael Marques no meio-campo, avançou e só tocou para Lucas Pratto. Com frieza, o atacante argentino entrou na grande área e chutou rasteiro para fazer 1×0 a favor do time chileno.
O Grêmio abusava de jogadas pelo flanco, passes errados para o ataque, erros de posicionamento em campo. Borges quase empatou na sequência, chutando cruzado para fora. Aos 29, Tomás Costa não foi expulso por pisar o rosto de Rochemback, que havia entrado muito forte nele antes. Aos 34 minutos, um possível herói azul caiu em desgraça. Borges perdeu a cabeça, deu um cotovelaço em Henríquez, foi dedurado pelo bandeirinha e expulso pelo perdido Pitana. Emblemática a expressão de profundo desgosto de Renato para seu principal atacante.
A bagunça defensiva foi vista em jogadaça de Cañete, que chutou para fora aos 43 e quase ampliou para os visitantes. No lance derradeiro da
primeira etapa, Douglas bateu falta e o inseguro Garcés fez grande defesa ao pé da trave direita. Fim da etapa inicial e aplausos da torcida, ciente das dificuldades mas acreditando em uma reação.
O segundo tempo começou com um equívoco de Renato, que tirou o terceiro volante William Magrão mas, ao invés de colocar os experientes Carlos Alberto e Escudero, colocou o garoto Lins isolado no ataque. Já a promessa Leandro sentiu o jogo e, aos 17 anos, afundou em sua estréia na Libertadores, sendo substituído na metade do segundo tempo por Carlos Alberto. Quando a Catolica errou uma sequência de saídas de bola, o Grêmio aproveitou: Douglas recebeu na ponta-direita, limpou para o meio, olhou, limpou de novo e desferiu um petardo no ângulo, golaço e 1×1 aos 14 minutos. Virada?
Não foi o que ocorreu, o Grêmio se afobou mais ainda e simplesmente não jogava pelo meio-campo trocando passes. Aos 23, Villanueva deu uma entrada assassina em Lins e não foi expulso, e logo depois Valenzuelaacertou Rochemback em outro lance violento, o que seria o 2º amarelo e posterior expulsão. Aos 28 minutos, erro de passe no meio-campo e bela jogada pelo lado esquerdo da Catolica. Meneses recebeu na linha de fundo e cruzou no segundo poste para Pratto fuzilar Grohe, 2×1.
Dali em diante o Grêmio não fez rigorosamente nada. Exausto e com dificuldades de articulação, o Tricolor transpirava com Douglas, Adílson e
Rochembackmas sem a mínima inspiração dos demais. A entrada de Escudero aos 44 minutos no lugar do vaiadíssimo Gílson mostrou novamente a total desconfiança de Renato com o argentino. A última chance foi da Catolica, quando Meneses aproveitou erro defensivo, chegou na cara do gol e chutou em cima de Marcelo Grohe, que salvou o Grêmio de uma real eliminação. Fim de jogo, muitas vaias no Olímpico.
Em uma semana, Renato terá o retorno de Rodolfo na zaga, mas seguirá sem Lúcio e Victor. Perdeu ainda Borges e não terá André Lima.
Ah, e tem Gre-Nal no domingo. Como disse o ex-dirigente colorado Ibsen Pinheiro, ‘Gre-Nal serve para arrumar ou bagunçar a casa’.
Uma vitória dá o bicampeonato estadual, ânimo para a decisão em Santiago e paz. Uma derrota só amplia a desconfiança e leva para duas
decisões desgastantes no Gauchão.
Desconfortável, Renato mostra sinais de esgotamento com a falta de opções. E a torcida começa a dar sinais de desânimo.
Agora complicou bastante.

LIBERTADORES: Estatística de decisões do Grêmio em casa e como visitante

26 de abril de 2011 2

O retrospecto do Grêmio decidindo fora de casa é regular na Taça Libertadores ao longo das participações tricolores. Foram oito oportunidades, com quatro classificações e quatro eliminações jogando a primeira em casa e a segunda como visitante, exatamente a situação que começará a ser definida nesta terça-feira, contra a Universidad Catolica-CHI. Parte das informações e a ideia deste post foram originados de tuitadas do blog Carta na Manga, do ótimo jornalista Vicente Fonseca (perdão pelo meu erro estúpido!!).

Os números como classificado decidindo no Olímpico são amplamente favoráveis: 17 confrontos, com 13 classificações (e 1 título, em1983 contra o Peñarol) e 4 eliminações. Confiram os dados completos:

Classificações como mandante no segundo jogo:

  • 1983 -Peñarol-URU (final, Grêmio campeão)
  • 1995 – Olímpia-PAR (oitavas-de-final)
  • 1995 – EMELEC-EQU (semifinal)
  • 1996 – Botafogo (oitavas-de-final)
  • 1996 – Corinthians (quartas-de-final)
  • 1997 – Guaraní-PAR (oitavas-de-final)
  • 1998 – Nacional-URU (oitavas-de-final)
  • 2002 – River Plate-ARG (oitavas-de-final)
  • 2003 – Olímpia-PAR (oitavas-de-final)
  • 2007 – São Paulo (oitavas-de-final)
  • 2007 – Defensor-URU (quartas-de-final)
  • 2009 – Universidad San Martín-PER (oitavas-de-final)
  • 2009 – Caracas-VEN (quartas-de-final)

Eliminações como mandante no segundo jogo:

  • 1997 – Cruzeiro (semifinal)
  • 2002 – Olímpia-PAR (semifinal)
  • 2007 – Boca Juniors-ARG (final)
  • 2009 – Cruzeiro (semifinal)

Classificação como visitante no segundo jogo:

  • 1995 – Palmeiras (quartas-de-final)
  • 1995 – Nacional-COL (final, Grêmio campeão)
  • 2002 – Nacional-URU (quartas-de-final)
  • 2007 – Santos (semifinal)

Eliminações como visitante no segundo jogo:

  • 1984 – Independiente-ARG (final)
  • 1996 – América de Cáli-COL (semifinal)
  • 1998 – Vasco da Gama (quartas-de-final)
  • 2003 – Independiente Meddelín-COL (quartas-de-final)

OBS: O Grêmio foi eliminado na primeira fase em 1981 e 1990.

No total foram 25 mata-matas, com oito eliminações e dezessete classificações.

VEJA TAMBÉM:

Há 15 anos: Grêmio conquistava o bicampeonato da América! Parte I

Há 15 anos: Grêmio conquistava o bicampeonato da América! Final

Há 25 anos: Grêmio reconquista a América!

Crônica Inter 4x0 Jaguares - Quando o óbvio não explica tudo

24 de fevereiro de 2011 6

A goleada de 4×0 do Internacional sobre o Jaguares, pela 2º rodada da Libertadores, remete a uma frase: nada é o que parece. Paradoxalmente, o Colorado jogou pior do que no 1×1 da estréia contra o Emelec,  e ainda assim saiu com um resultado muito superior. Três gols em bolas parada e um nos acréscimos podem resumir um jogo no qual o vencedor foi amplamente superior. Porém não foi assim na agradável mas chuvosa noite de quarta-feira no Beira-Rio.

Notadamente sem D’Alessandro, faltou criatividade e posse de bola ao time gaúcho. Por determinação do contestado Celso Roth, o Colorado entrou com dois volantes e Guiñazu jogou de meia-esquerda. Fora uma jogada logo a oito minutos, não deu certo a decisão, e o argentino ficou perdido no meio-campo. Sobrecarregado, Zé Roberto fez bom jogo, ganhando as jogadas individuais pelos flancos, mas sem presença centralizada. Ao baixo time do Jaguares, restou o toque de bola e dois lances perigosos com Frías. No primeiro, Índio (péssimo novamente) não pulou e o centroavante cabeceou para excepcional defesa de Lauro. No segundo, aos 23 minutos,Frías chutou de fora da área e tirou lasca da trave esquerda.

Porém neste instante, o Inter já vencia. Quatro minutos antes, após bate-rebate na área do Jaguares com participação de Sorondo, o inusitado goleador Mario Bolatti havia feito 1×0. Para um volante com sete gols na vida antes do Colorado, dois gols em duas partidas era algo impensável. Isto se tornou ainda mais incrível no finalzinho da primeira etapa em falta na intermediária cobrada por Zé Roberto. Sorondo passou para Cavenaghi e este, sempre no jogo aéreo, triangulou com Bolatti para marcar 2×0. Três gols colorados na Libertadores, três gols de Bolatti. Surreal.

Só que o torcedor do Inter não é cego e via que algo estava muito errado em campo. Ao invés da quase sempre improdutiva troca de passes e posse de bola, o Inter mudou para um jogo repleto de balões. Uma ligação direta que faria inveja aos times de Muricy Ramalho. A bola não passava pelo meio-campo e as dificuldades eram visíveis. Totalmente isolados, Leandro Damião e Cavenaghi sofreram para vencer os 3 zagueiros mexicanos, quase sempre em desvantagem. Era urgente a entrada de um meia com estilo de armador, e não se compreendia porque Andrezinho não estava em campo.

No segundo tempo, o Inter não levou mais sustos do time mexicano, mas também não conseguia jogar. A partida se seguia apática e murmúrios desaprovadores da arquibancada eram nítidos. Pelo esforço, os dois atacantes foram premiados ao participarem do gol da tranqüilidade aos 20 minutos. Foi quando Zé Roberto bateu falta, o fraco goleiro Vilalpando soltou para Cavenaghi chutar na trave. No rebote, Damião desencantou e fez seu primeiro gol na competição.

Mesmo assim, a torcida reclamava de Roth e se ouvia gritos de ‘burro’ da arquibancada. Um pouco de irritação pelos últimos jogos do time, pelo Mundial, pelo Inter-B, pela chuva, por tudo. Mas também pelo apresentado no jogo. Então Oscar entrou e deu vivacidade ao ataque. Sua ousadia foi premiada com um belo chute de fora da área, seco, rasante e 4×0. Seu primeiro gol como atleta profissional. Ele se juntou a Sorondo, Lauro, Zé Roberto e aos isolados Damião e Cavenaghi como destaques. Já Nei, Índio, Guiñazu, Kléber foram bem abaixo do esperado.

Em uma noite estranha, o Inter não jogou bem e goleou.

De novo, o time naufragou taticamente.

Mas Celso Roth respirou.

OPINIÃO - O preço da covardia

17 de fevereiro de 2011 16

Na vida as pessoas pagam e colhem os frutos de suas escolhas. Quando Celso Roth trocou o claudicante Vasco da Gama pelo Internacional, em junho de 2010, fechou suas portas em São Januário. Pegou um time paradoxalmente em crise, mas nas semifinais da Libertadores. Arrumou o toque de bola do time, optou pelos jogadores certos e foi campeão da América.

De lá para cá, não acertou mais nada. O Inter se tornou um time de 70% de posse de bola e raros chutes a gol. Pior, passou a ser covarde e foi este ‘terror do sucesso’ que lhe sepultou em Abu Dhabi. De tanto medo do Mazembe, o Inter ao invés de atropelar o time africano acabou perdendo.

Começou o ano de 2011 e os velhos erros se repetem. Uma derrota no Gauchão jogando com três volantes, contra o Veranópolis.

A escalação de Tinga hoje contra o EMELEC em Guayaquil era improvável, mas por retrospecto, Roth escalaria o time mais defensivo possível. Foi exatamente o que fez hoje  com três volantes. Contra um adversário todo recuado, um deles esteve nulo em campo (Wílson Mathias). Ainda assim, pela obviedade da superioridade técnica, o Inter perdeu três gols feitos no primeiro tempo: Damião duas vezes e Zé Roberto. O EMELEC? Dois chutes de longe, sem grandes riscos.

No segundo tempo, Damião perdeu mais um gol incrível em uma defesaça do goleiro Kilmowicz e logo depois o (péssimo) árbitro argentino Nestor Pitanga não deu uma penalidade escandalosa em Sorondo.

Aos poucos o domínio colorado foi diminuindo, mas Celso Roth resolveu deixar assim. Quando D’Ale e Zé Roberto ficaram exaustos, este último saiu e Cavenaghi entrou (tarde, aos 32 do 2º tempo).

Em seu segundo lance, o argentino lançou Guinazu que obrigou defesa do goleiro Kilmowicz e escanteio. Na cobrança, D’Alessandro bateu e o estreante Bolatti, de ótima atuação, fez 1×0 de cabeça. Os quatro argentinos participaram do gol.

Então voltamos ao título deste post. Neste momento, Roth tirou Bolatti e colocou Rodrigo, como terceiro zagueiro. A entrada foi desastrosa: o Inter não segurou a bola em mais nenhum momento, recuou para dentro da área e começou a levar o abafa. Rodrigo falhou três vezes em menos de 10 minutos, a penúltima dando condições legais para o EMELEC quase empatar.

No último lance, bola alçada e gol do EMELEC. Falha coletiva da zaga do Inter, incluindo o goleiro Lauro que ia bem até aquele momento.

Resultado injusto pelas chances de gols perdidas pelo Inter.

Por ter jogado melhor. orém merecido pelos erros de seu treinador, que começou com três volantes e terminou com três zagueiros contra o time mais fraco do grupo e candidatíssimo a lanterna da chave.

O medo de ganhar chama a derrota.

Este texto, escrito por mim, foi originalmente publicado no blog “Jogo Aberto”, do Lédio Carmona

CBF tem que arrumar o calendário brasileiro e acabar com as distorções!

26 de janeiro de 2011 6

A CBF precisa, urgentemente, revisar a questão da proibição de times que disputam a Libertadores disputarem a Copa do Brasil. A culpa disto é de um calendário totalmente inadequado, que contempla absurdas 23 datas para os Campeonatos Estaduais e bizarramente limita a Copa do Brasil ao primeiro semestre, ao invés de ser disputada ao longo de toda a temporada.

Isto prejudica demais os times que se classificam para a Libertadores, teoricamente os melhores do futebol brasileiro. A distorção só piorou com a vaga do campeão da Copa Sul-Americana na Libertadores do ano seguinte.

Se criou uma situação paradoxal: o 5º colocado do Campeonato Brasileiro tem mais chances de disputar a Libertadores em dois anos que o campeão brasileiro! Vou ilustrar o problema abaixo:

Atlético-PR
5º colocado no Brasileirão 2010, vai disputar a Copa do Brasil 2011, o Brasileirão 2011 e a Copa Sul-Americana 2011.

Fluminense
1º colocado no Brasileirão 2010, vai disputar a Libertadores 2011 e o Brasileirão 2011.

Resumindo: o incompetente do quinto colocado tem TRÊS chances de disputar a Libertadores em 2 anos. Já o poderoso campeão brasileiro tem DUAS!

Tive uma árdua discussão com o amigo Bruno Coelho, do Blog Grêmio 1903. Ele defende a tese que os times eliminados da Pré-Libertadores deveriam disputar a Copa do Brasil. A tese é que um time grande ficará um semestre inteiro (na verdade, até maio) sem disputar mais nada a não ser o Campeonato Estadual.

Em si, digamos, é uma teoria humanitária, mas na prática para resolver um problema se cria um outro. Exatamente o mesmo problema citado por mim na argumentação anterior: tu dá mais chances aos ruins se classificarem para a Libertadores que para os bons.

Defendo a idéia de que a CBF tem que resolver esta burrice adotada em 2002 de proibir a disputa da Copa do Brasil pelos times que estão na Libertadores.

Mas acho que estou exigindo demais da CBF, uma entidade que não consegue sequer ter um site oficial decente. Se vocês não sabem, ela tem DOIS sites ativos: http://www.cbf.com.br/http://www2.cbf.com.br/php/home.php?e=0

Quando ela resolver isto (e tiver vontade política e técnica disto), tudo ficará de acordo.

Ou os clubes tomarem vergonha na cara e organizarem a Liga Nacional de Clubes.

Alô, Fábio Koff e Clube dos 13.