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Posts com a tag "Corinthians"

Disputas de pênaltis ao longo da história - Internacional (com vídeos!)

09 de maio de 2013 4

O Internacional se sagrou campeão gaúcho no último domingo ao bater, nos pênaltis, o Juventude por 4x3, levantando o tricampeonato estadual. Repetindo 2011, quando conquistou o Gauchão na disputa de pênaltis contra o Grêmio, o título veio nas mãos de um goleiro: Muriel, que repetiu Renan e defendeu a cobrança decisiva.

Muriel pega o pênalti decisivo do tricampeonato - Foto: Ricardo Duarte/Zero Hora

Ao longo da história, foram 28 disputas, contabilizando-se apenas jogos oficiais e divididos assim: Campeonato Gaúcho (13), Copa do Brasil (4), Brasileirão (9 ), Copa Sul-Americana (1) e Copa Libertadores (1).

O Internacional venceu em 19 oportunidades: Campeonato Gaúcho (10), Copa do Brasil (2), Brasileirão (5) e Copa Sul-Americana (1). As derrotas: Campeonato Gaúcho (3), Copa do Brasil (2), Brasileirão (4) e Copa Libertadores (1).

VITÓRIAS COLORADAS NOS PÊNALTIS (19)


DERROTAS COLORADAS NOS PÊNALTIS


ALGUMAS CURIOSIDADES

  • No Brasileiro de 1988 e no Gauchão de 1989, jogos terminados em empate eram decididos em disputas de pênaltis. Por isto tantas repetições nestas duas competições.
  • O Inter se sagrou campeão nos pênaltis em 2011 no Gauchão e 2013, também no Gauchão.
  • Em compensação, perdeu o título na derrota de 1989 no Campeonato Gaúcho.
  • Nesta competição, o Colorado venceu seis disputas. Só não podia perder a que perdeu, na última rodada do hexagonal final contra o Grêmio.
  • A derrota mais significativa foi de 1989, quando o Internacional perdeu nos pênaltis a semifinal da Libertadores contra o paraguaio Olímpia, depois de já perder no tempo normal por 3x2, com direito a pênalti desperdiçado pelo artilheiro colorado Nílson com o marcador em 2x2.

VEJA TAMBÉM

Brasileiros na Libertadores - Confiram os principais recordes

14 de março de 2013 1

Não tem sido lá grandiosa a participação brasileira até o momento na Copa Libertadores 2013. O único invicto é o Atlético-MG, e times como São Paulo e Palmeiras fazem campanhas tenebrosas. Porém historicamente os números são bem melhores.

Selecionei os nove brasileiros campeões da Libertadores (pela ordem de títulos: Santos, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, São Paulo, Vasco, Palmeiras, Internacional e Corinthians) e tirei alguns números interessantes. Vamos à eles (dados atualizados até o início da Libertadores 2013, exclusive)?

O São Paulo, tricampeão e tri-vice campeão, é o recordista em jogos e vitórias, mas cabe ao Palmeiras o maior número de gols pelos brasileiros. O melhor aproveitamento é do Cruzeiro, e o pior é do Vasco da Gama. Campeão invicto, o Corinthians tem a maior sequência sem derrotas: 16 partidas, na última edição. Já o Vasco tem o recorde negativo: 10 jogos sem vencer nas edições de 1985 e 1990, consecutivamente.

Os dados completos estão nesta planilha do Excel, compartilhada no Google Drive

  • Maior número de títulos: São Paulo e Santos, 3 títulos cada
  • Maior número de participações entre os campeões: São Paulo, 15 disputas
  • Menor número de participações entre os campeões: Vasco da Gama, 8 disputas
  • Maior número de jogos: São Paulo, 149 jogos
  • Maior número de vitórias: São Paulo, 77 vitórias
  • Maior número de gols: Palmeiras, 255 gols
  • Melhor aproveitamento entre os brasileiros campeões: Cruzeiro, 65%
  • Pior aproveitamento entre os brasileiros campeões: Vasco da Gama, 51%
  • Maior goleada: Santos 9x1 Cerro Porteño, 1962
  • Pior derrota: Santos 0x5 Flamengo, 1984 e Grêmio 5x0 Palmeiras, 1995

Fiz um levantamento também envolvendo os confrontos nacionais: ou seja contra que países cada time brasileiro campeão da Libertadores já atuou na história. Entraram as 10 Federações da CONMEBOL mais o México, que participa desde 1998.

O Inter jamais enfrentou times chilenos, enquanto o Corinthians nunca jogou contra peruanos. Já o Vasco da Gama não enfrentou times bolivianos. O Grêmio é o único a perder para todos os países. O Inter só se escapa pois nunca perdeu para bolivianos.

Confrontos dos brasileiros campeões versus adversários por países - Arquivo Pessoal

PESQUISA: Todos os estrangeiros campeões ou vice da Libertadores jogando no Brasil

12 de julho de 2012 2

Depois do post falando sobre  Brasileiros no exterior: quais venceram a Libertadores e Liga dos Campeões!, resolvi inverter. Pesquisei quais jogadores estrangeiros foram campeões da Copa Libertadores da América jogando por clubes brasileiros. A lista, ao contrário do que eu pensava, não é muito extensa. O último a entrar foi o reserva, e quase nunca acionado, Luís Ramirez, peruano e campeão pelo Corinthians na semana passada.

O primeiro  estrangeiro campeão foi uma surpresa para mim. Achava que tinha sido o argentino Perfumo pelo Cruzeiro em 1976, mas depois vi que o defensor tinha sido adversário do Cruzeiro na final, jogando pelo River Plate.

Sendo assim, a primazia coube ao capitão gremista Hugo de León, campeão da América em 1983. Apenas dez anos depois, o também uruguaio Matosas (reserva), foi campeão. Depois tivemos dois títulos de Arce e Rivarola, os únicos estrangeiros bicampeões por clubes brasileiros (no Grêmio em 1995 e Palmeiras em 1999).

O recorde eu imaginava: o Inter de 2010 com 5 estrangeiros campeões da América, dois deles titulares e outros dois que começaram titulares, mas terminaram no banco. Curiosidade: o Santos jamais foi campeão ou vice-campeão da Libertadores com um atleta estrangeiro no grupo.

ESTRANGEIROS CAMPEÕES DA LIBERTADORES POR TIMES BRASILEIROS

  • 1983 – De León (URU) - Grêmio
  • 1993 – Matosas (URU) - São Paulo
  • 1995 – Arce (PAR), Rivarola (PAR) - Grêmio
  • 1999 – Arce (PAR), Rivarola (PAR) - Palmeiras
  • 2005 – Lugano (URU) – São Paulo
  • 2006 – Rentería (COL) – Internacional
  • 2010 – Bruno Silva (URU), Sorondo (URU), Pato Abbondanzieri (ARG), Guiñazu (ARG), D’Alessandro (ARG) - Internacional
  • 2012 – Luís Ramirez (PER) - Corinthians
  • Total: 12 jogadores campeões. Arce e Rivarola foram campeões 2 vezes.

Os vice-campeões são praticamente o mesmo número. Os primeiros foram os uruguaios Pedro Rocha e Forlán, vice-campeões em 1974 pelo São Paulo. Como curiosidade, Matosas que foi campeão em 1993 e vice-campeão em 1994, assim como Arce e Asprilla em 1999 e 2000; e Lugano em 2005 e 2006
ESTRANGEIROS VICE-CAMPEÕES DA LIBERTADORES POR TIMES BRASILEIROS

  • 1974 - Pedro Rocha (URU), Forlán (URU) - São Paulo
  • 1980 – Benítez (PAR) – Internacional
  • 1984 - De León (URU) - Grêmio
  • 1994 – Matosas (URU) - São Paulo
  • 2000 - Arce (PAR), Asprilla (COL) - Palmeiras
  • 2006 – Lugano (URU) – São Paulo
  • 2007 – Saja (ARG), Schiavi (ARG), Gavilán (PAR) – Grêmio
  • 2008 - Darío Conca (ARG) - Fluminense
  • 2009 – Sorín (ARG) – Cruzeiro
  • TOTAL: 13 jogadores vice-campeões

LEITURA COMPLEMENTAR

Corinthians 2012 - Porque venceu? Lições a serem aprendidas

05 de julho de 2012 16

O título do Corinthians em 2012 da Taça Libertadores da América, obsessão corinthiana desde sempre, é talvez o mais merecido (se é que este conceito existe) da última década na competição. A equipe do Parque São Jorge acertou praticamente tudo nos últimos 18 meses e foi justamente coroada como "Campeã da América".

Corinthians, o merecido campeão da América 2012 - Foto: Victor R. Caivano, AP

Além de fatores aleatórios como "sorte de campeão", como no lance de Diego Souza nas quartas-de-final contra o Vasco da Gama, o Corinthians agiu corretamente em todos os setores. Desde a permanência de Tite após dois fracassos consecutivos, passando pela montagem do time campeão brasileiro e da Libertadores, até a organização técnica da equipe, com uma defesa forte, meio-campo equilibrado e ataque eficiente.

Vale ressaltar um breve resumo de tudo que o Corinthians fez e que levou ao momento de catarse

  • Em 2011, o Corinthians foi eliminado da Copa Libertadores ainda na fase preliminar, depois de ter perdido o título brasileiro para o Fluminense pouco menos de 2 meses antes.
  • As torcidas organizadas invadem o CT do Corinthians e depredam carros particulares.
  • Muito acima do peso, Ronaldo anuncia a aposentadoria e Roberto Carlos vai para o futebol russo.
  • A demissão de Tite era certa, mas o presidente Andrés Sánchez deixou claro: ele não sai.
  • Respaldado, ainda com um elenco deficiente, Tite começa um trabalho de longo prazo.
  • O elenco é reformulado, a prospecção no interior de São Paulo funciona. A defesa se consolida com a contratação de Leandro Castán, uma barganha do Corinthians.
  • Os volantes viram destaque: Ralf e Paulinho se tornam esteios do meio-campo e superam e muito o rendimento dos 3 jogadores do setor que haviam sido negociados recentemente: Cristian, Elias e Jucilei.
  • Jogadores multicampeões vieram para dar experiência e tranquilidade à uma equipe fadada a momentos de tensão: Danilo, Alex e Émerson.
  • Organização fora de campo, passando por um apaziguamento político do clube.
  • Time montado de trás para a frente, com uma defesa quase inexpugnável.
  • Eventuais problemas, como o fraco goleiro Júlio César, foram rapidamente sanados. Seu substituto Cássio alternou momentos irregulares, mas nos lances decisivos fez a diferença.
  • O Corinthians fez a 2º melhor campanha geral na primeira fase.
  • Depois eliminou o atual campeão Santos
  • Na final, bateu o maior vencedor das últimas décadas, Boca Juniors, inapelavelmente

Existe contraponto para isto? Evidentemente que não.

Há meses falei repeti: estou torcendo contra, mas ninguém mais tem merecido que o Corinthians ganhar esta Libertadores.

Quer você, colorado ou gremista, tenha gostado disto ou não, o fato é:

O Corinthians mereceu

"Era Pontos Corridos": Inter melhora, Grêmio não ganha há 4 anos em estréias

21 de maio de 2012 0

Desde 2003 o Campeonato Brasileiro é disputado em pontos corridos, todos contra todos em turno e returno. Desde então o aproveitamento da dupla Gre-Nal não é dos melhores nas partidas inaugurais.  O Inter só venceu 3 vezes, com 3 empates e 4 derrotas.

O Internacional, que desde os anos 90 se especializou em arrancadas ruins, chegou a ficar cinco anos sem vencer na primeira rodada. Foi ganhar pela primeira vez apenas em 2008, um chorado 1x0 no Vasco com gol do zagueiro Sídnei. No ano seguinte, o momento mais marcante: 1x0 sobre o Corinthians no Pacaembu, com direito ao gol antológico de Nilmar, driblando meio time alvinegro. Já o pior momento foi a derrota de 3x2 para o Botafogo em 2007, em um jogo que seria a tônica da má-campanha colorada naquela competição.

ESTRÉIAS COLORADAS

  • 2003: Internacional 1x1 Ponte Preta - EMPATE
  • 2004: Figueirense 1x0 Internacional - DERROTA
  • 2005:  Internacional 0x2 Botafogo - DERROTA
  • 2006: Vasco da Gama 1x1 Internacional - EMPATE
  • 2007: Internacional 2x3 Botafogo - DERROTA
  • 2008: Internacional 1x0 Vasco da Gama - VITÓRIA
  • 2009: Corinthians 0x1 Internacional - VITÓRIA
  • 2010: Internacional 0x1 Cruzeiro - DERROTA
  • 2011: Santos 1x1 Internacional - EMPATE
  • 2012: Internacional 2x0 Coritiba - VITÓRIA

O retrospecto do Grêmio é ainda pior: duas vitórias, três empates e quatro derrotas na primeira rodada. O Tricolor não vence desde 2008, quando surpreendeu o São Paulo em pleno Morumbi e venceu por 1x0, em uma atuação de luxo do time que dominaria totalmente o primeiro turno daquele Campeonato Brasileiro. Mas, na minha opinião, o momento emblemático ocorreu em 2006: no primeiro jogo após o retorno da Série B, um Olímpico lotado viu o Grêmio jogar muita bola e bater o Corinthians, então campeão brasileiro e com Tévez no ataque, por 2x0.

ESTRÉIAS TRICOLORES

  • 2003: Atlético-PR 2x0 Grêmio - DERROTA
  • 2004: Grêmio 0x0 Flamengo - EMPATE
  • 2006: Grêmio 2x0 Corinthians - VITÓRIA
  • 2007: Paraná 3x0 Grêmio - DERROTA
  • 2008: São Paulo 0x1 Grêmio - VITÓRIA
  • 2009: Grêmio 1x1 Santos - EMPATE
  • 2010:  Atlético-GO 0x0 Grêmio - EMPATE
  • 2011: Grêmio 1x2 Corinthians - DERROTA
  • 2012: Vasco da Gama 2x1 Grêmio - DERROTA

Grêmio atropela no centésimo jogo do Bahia pela Copa do Brasil: confira os recordistas

18 de maio de 2012 0

100. Este é o número de jogos da história do Bahia pela Copa do Brasil. Mas o Grêmio não quis saber e deu um verdadeiro "presente de grego" contra o tricolor baiano, vencendo por 2x1 em pleno Pituaçu e praticamente se garantindo nas semifinais da competição.

Fernando comemora o gol de empate do Grêmio contra o Bahia - Diego Vara/RBS

O Grêmio, apesar de dividir com o Cruzeiro o recorde de títulos na Copa do Brasil (4 conquistas), tem um número bem maior de jogos. É o recordista com 139 partidas, superando o Vasco da Gama na noite de ontem (o time carioca está fora da Copa do Brasil). Logo na sequência, Flamengo, Atlético-MG e Vitória completam o G5. Antes que me perguntem, o Internacional tem 99 jogos.

TIMES COM MAIS JOGOS NA HISTÓRIA DA COPA DO BRASIL

  1. GRÊMIO - 139 jogos
  2. VASCO DA GAMA - 138 jogos
  3. FLAMENGO - 132 jogos
  4. ATLÉTICO-MG - 128 jogos
  5. VITÓRIA - 126 jogos
  6. CORINTHIANS - 114 jogos
  7. PALMEIRAS - 108 jogos
  8. FLUMINENSE - 107 jogos
  9. CRUZEIRO - 106 jogos
  10. BOTAFOGO - 103 jogos
  11. GOIÁS - 101 jogos
  12. BAHIA - 100 jogos

Fonte: Arquivo Pessoal do pesquisador Edison Klein

Campeonato Brasileiro: Recordes e maiores goleadas desde 1971

17 de maio de 2012 4

Em 41 anos de história (não vou considerar a unificação dos títulos), o Campeonato Brasileiro teve muitos campeões: 17 equipes. A principal competição nacional também já teve um número quase insano de fórmulas, bizarras em sua maioria (uma delas tinha como critério de classificação a média de público, em 1974!) até a estabilização com os pontos corridos desde 2003. Mas e as goleadas? E os recordes? Todas as infos estatísticas foram obtidas com o sempre atento colaborador Edison Klein.

No Campeonato Brasileiro foram 2011 goleadas em 15.250 jogos desde 1971, totalizando 13,18%. Na "era pontos corridos" (isto é de 2003 em diante), a frequência de goleadas aumenta: 14,45% de goleadas, 556 em 3846 jogos. Sempre considerando goleada por 3 gols ou mais.

O time que mais goleou neste período é o Santos. A equipe paulista sapecou 113 goleadas até o momento, superando por muito pouco o São Paulo, que tem 112. Na sequência, o Cruzeiro com 107 goleadas, o Internacional com 103 e três times empatados com 95: Flamengo, Vasco da Gama e Atlético-MG. Em casa, o recordista de surras também é o Santos com 85, à frente de Cruzeiro e São Paulo com 81. Já como visitante, o São Paulo tem 31 goleadas, o Santos tem 28 e o Palmeiras 27.

No quesito negativo, o inglório líder das estatísticas é o Vitória com 67 goleadas sofridas, à frente de Goiás (61), Flamengo (57), Botafogo (54) e Cruzeiro (52). Em casa o time mais goleado da história é o Corinthians, com 20 derrotas. Depois, o Vitória com 19 e, empatados, Cruzeiro e Goiás com 14 derrotas por goleada. Já fora de seus domínios, o 'líder' é o Vitória com 48, à frente de Goiás com 47, Flamengo e Paysandú com 45.

As maiores goleadas de todos os tempos no Brasileirão:

  1. 09/02/1983 - Corinthians 10x1 Tiradentes/PI
  2. 14/02/1984 - Vasco da Gama 9x0 Tuna Luso/PA
  3. 02/10/1986 - Guarani 8x2 Piauí/PI
  4. 05/12/1993 - Guarani 8x2 Remo/PA
  5. 16/09/1976 - Flamengo 8x1 Sampaio Corrêa-MA
  6. 23/03/1980 - Vitória/BA 8x1 América/RN
  7. 07/02/1982 - Guarani 8x1 Ceará
  8. 04/02/1982 - Guarani 8x0 River/PI
  9. 04/02/1981 - Flamengo 8x0 Fortaleza
  10. 08/11/1997 - Internacional 7x0 Bragantino (OBS: valeu, Otávio!)

Diretor de Seleções da CBF, Andrés Sánchez diz que "Barcelona é uma balela" - Uma reflexão

09 de abril de 2012 2

Pelo visto o futebol brasileiro ainda continuará muitos anos patinando se depender da maneira de pensar de seus dirigentes. Andrés Sánchez, o todo-poderoso diretor de seleções da CBF, disparou lamentáveis declarações neste domingo. Em entrevista à TV Gazeta, o ex-presidente do Corinthians declarou que o "Barcelona é uma balela" e ainda cometeu um vergonhoso equívoco de informação ao bradar: "Onde estava o Barcelona há cinco, seis anos?"

Nem vamos considerar o fato que nesta época, o Barcelona era bicampeão espanhol e campeão europeu, com o melhor jogador do mundo (Ronaldinho) eleito em 2004 e 2005. Fica até chato tripudiar sobre alguém que certa vez afirmou: "A verdade é que enquanto uma pessoa tem duas Mercedes Benz para andar, outras precisam pegar ônibus". Isto ocorreu há sete anos, quando era vice-de-futebol do idôneo Kia Joorabichan no Corinthians da MSI...

Mas é aterrador ler isto do responsável por cobrar bons resultados do treinador da Seleção Brasileira, aliás seu ex-comandado Mano Menezes e que faz um trabalho pífio. É desesperador.

Vou repetir toda a entrevista: "Isso daí de que o Barcelona tem uma escola de futebol, que todo mundo joga igual, é tudo balela. É fase. O que eles ganhavam cinco, seis anos atrás? Nada. E o que vão ganhar daqui cinco, seis anos? Nada, porque Xavi (32), Iniesta (27), Messi (24) e tudo mais vão parar de jogar. Eu já fui pra lá e não vi o time jogar igual ao profissional, ainda perderam de 2 a 0 (Nota do Almanaque: foi 2x1) para o sub-17 do. Corinthians. A única coisa que eu vi de diferente é que os garotos não têm a obrigação de ganhar".


VAMOS AOS FATOS?
  1. O Barcelona joga assim há mais de 30 anos, desde que Johan Crujff trouxe sua filosofia do Ajax. Não é um time ocasional.
  2. Todos jogam assim, desde o time sub-fraldinha do Barça até o profissional. O Inter pegou o time reserva do Barcelona e sofreu demais para arrancar um empate, porque os reservas jogam igualzinhos aos titulares.
  3. O trabalho de base do Barcelona é tão bom que, se tirarmos os jogadores contratados, o Barça fica com oito, nove das categorias de base. O time que chega mais perto disto, de muito longe, é o Ajax.
  4. O Andrés Sánchez não deve estar vendo os jogos do Barcelona, pois a idade da maioria dos reservas e alguns titulares (tipo o Messi!) é muito baixa, prontos para jogar anos em alto nível.
  5. O trabalho de base do Corinthians foi destruído nos últimos anos justamente pela gestão Andrés Sánchez. Até o tenebroso Alberto Dualib formou mais atletas na base do Parque São Jorge. Para vocês verem, nesta competição citada o Timão quase levou a equipe Sub-18 ao invés de Sub-17. Emblemático.
  6. Se o Barcelona tem alguma "sorte" é de ter gente pensando no futuro, a longo prazo, no comando do clube.
  7. Daqui há seis anos (o tempo indicado por Sánchez), quantos jogadores do Corinthians Sub-17 estarão na Seleção Brasileira? Ravi; Abner, Lucão, Paulo Cesar, PC; Ayrton, Rivinha, Lucas Kevin, Giovanni; Juninho (Matheus), Washington (Léo/Leandro)
  8. Agora façam o mesmo exercício para este time:  Bañuz, Edu (Pol Calvet), Bakoyoc (Miguel Ángel), Bagnack, Ayala, Samper, Babunki (Adama), Patri, Dongou, Quintillà and Grimaldo.
  9. Realmente os jogadores do Barcelona não tem obrigação de ganhar. Isto é consequência. Eles tem obrigação de se formarem como atletas. De saberem os fundamentos, domínio, passe, posicionamento, marcação e cabeceio.

O mais absurdo é que isto esconde uma lição demonstrada na Copa do Mundo de 2010 e na final do Mundial de Clubes em 2011, ambos vencidos pelo futebol espanhol. Lá, assim como na Alemanha, está sendo priorizado o trabalho de categorias de base, prospecção de talentos, qualificação dos técnicos. Isto aliado a um futebol ofensivo, coletivo, bem ao gosto dos torcedores, encanta novos adeptos.

Guardiola vs. Andrés Sánchez - Quem tá certo? - Montagem TI RBS sobre fotos de Franck Fife/AFP e CBF_Divulgação

Enquanto isto, o futebol brasileiro segue na filosofia do "Muricybol", do treinador Muricy Ramalho tetracampeão brasileiro e maior exemplo desta maneira de jogar. Ligação direta, bolas paradas, jogo defensivo. Que primeiro pensa em anular o adversário e só depois jogar. Desperdiçando o talento coletivo para girar em torno de uma ou duas "superestrelas".
No dia que este é bem marcado ou joga mal, acabam-se as opções. E o fracasso ocorre.

Como sugestão de leitura para o Andrés Sánchez (famoso justamente por não ler coisa alguma), indico "A bola não entra por acaso", do ex-dirigente do Barcelona Ferran Soriano.

Talvez aprenda as lições que o futebol brasileiro tanto necessita.

Ou não...

Desempenho: Corinthians liderou por 27 rodadas, vejam outras curiosidades

06 de dezembro de 2011 0

Nada mais justo que o título brasileiro de 2011 para o Corinthians. O time de Parque São Jorge liderou o Brasileirão por 27 de 38 rodadas, um aproveitamento realmente espetacular.  Só uma rodada abaixo do G5 (naquela rodada o Vasco não estava entre os melhores), então absolutamente merecido.

Quem realmente bobeou foi o São Paulo, que ficou 29 das 38 rodadas na zona da Libertadores, mas acabou de fora, assim como Botafogo (31 rodadas) e Palmeiras (13 rodadas). Já o Internacional ficou apenas 3 rodadas no G5, e acabou obtendo a vaga. Em uma campanha absolutamente média, o Grêmio ficou 11 rodadas na insossa 12º colocação, posição aliás que acabou encerrando a competição.

Na ponta de baixo, o Atlético-MG ficou 15 rodadas no Z4 e escapou, assim como o Atlético-GO (6 rodadas) e o Cruzeiro (4 rodadas). O Avaí ficou todo o Brasileirão na zona de rebaixamento, sendo rebaixado merecidamente em último lugar. Outro que jamais saiu do Z4 foi o Atlético-PR. Porém foi o América-MG, também rebaixado (e 34 rodadas no Z4), quem ficou mais tempo na lanterna: 21 jogos.

Confira a relação completa (tabela NACOPA.NET):

Mapa do Desempenho - Brasileirão 2011 - Foto: Arquivo Pessoal

A "Maldição dos oito anos" vai rebaixar o 6º time: o Cruzeiro! Será?

23 de novembro de 2011 1

Os 'números' são incontestáveis: o Cruzeiro será rebaixado! Ao menos é o que indica a já conhecida "Maldição dos oito anos" para deleite dos arquirrivais atleticanos.Campeão brasileiro em 2003, há exatos oito anos, a Rap0sa vive um momento desesperador no atual Brasileirão de 2011

Até hoje quatro CINCO (valeu Augusto Faber Flores!) campeões brasileiros tiveram o desprazer de serem rebaixados oito anos depois. O primeiro foi o Coritiba, campeão em 1985 e rebaixado em 1993. Depois, o Palmeiras, em 1994 e rebaixado em 2002. Depois o Grêmio, campeão em 1996 e rebaixado em 2004. A próxima vítima foi o Corinthians, campeão em 1999 e rebaixado em 2007. E o último amaldiçoado foi o Vasco da Gama, campeão em 2000 e rebaixado em 2008.

OBS: O curioso é que o Atlétic0-MG foi rebaixado em 2005 mas não foi campeão em 1997, caindo na fase semifinal da Série A.

OBS2: Os meus amigos cruzeirenses (Lincolm, Thiago) vão me matar...