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Posts com a tag "Cruzeiro"

Copa do Brasil: Recordes e maiores goleadas desde 1989

13 de abril de 2012 2

Ontem tivemos mais três jogos da Copa do Brasil 2012. Curiosamente três goleadas pela mesma diferença: Atlético-PR 5×1 no Criciúma, mais os 4×0 da Portuguesa no Juventude e do Fortaleza sobre o Náutico, todos pela segunda fase da competição. Considerando-se “goleada” no critério por 3 ou mais gols de diferença. A maioria das informações deste post são do grande colaborador Edison Klein.

Até hoje foram 447 goleadas em 2245 jogos, percentual de 19,91% na competição. Para efeito de comparação, no Campeonato Brasileiro foram 2011 goleadas em 15.250 jogos desde 1971, totalizando 13,18%. Se formos considerar apenas desde 1989, foram 13,19% de goleadas, 1022 em 7746 jogos. Idêntico! Mesmo nos pontos corridos (isto é de 2003 em diante), este panorama não se inverte, pelo contrário: 14,45% de goleadas, 556 em 3846 jogos. Confesso que fiquei bastante surpreso com estes dados.

O Atlético-MG é o time que mais goleou na história desta competição nacional: 25 vezes, a última de 5×0 no Peñarol-AM fora de casa. Ele superou o Flamengo, que tem 24 goleadas, o São Paulo e o Vasco da Gama com 21 goleadas. Na sequência, Vitória, Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro com 20. Em casa, o Atlético-MG e o Vitória tem 17 goleadas, contra 16 do Palmeiras. Já como visitante, o recordista é o Corinthians com 9, seguido por Atlético-MG e Flamengo com 8.

O outro lado da moeda: os times mais goleados da competição. O ‘recorde’ é dividido por quatro times: CSA-AL, Rio Branco-AC, Remo e América-RN, todos goleados 9 vezes. Em casa, o América-RN, o CSA-AL, o Flamengo-PI, o Náutico e, pasmem, o Vasco da Gama tem 3 goleadas sofridas. Já como visitante, o Remo ‘lidera’ com 8, seguido por Rio Branco-AC e Atlético-MG.
Como referência, as maiores goleadas da competição em todos os tempos:

  1. 28/02/1991 – Atlético/MG 11 x 0 Caiçara/PI – Belo Horizonte/MG
  2. 28/03/2001 – São Paulo/SP 10 x 0 Botafogo/PB – São Paulo/SP
  3. 10/03/2010 – Santos/SP 10 x 0 Naviraiense/MS – Santos/SP
  4. 06/04/1993 – Internacional/RS 9 x 1 Ji-Paraná/RO – Porto Alegre/RS
  5. 28/02/1996 – Sergipe/SE 0 x 8 Palmeiras/SP – Aracajú/SE
  6. 10/02/1998 – Vasco da Gama/RJ 8 x 0 Picos/PI – Rio de Janeiro/RJ
  7. 04/03/1997 – Portuguesa/SP 8 x 0 Kaburé/TO – São Paulo/SP
  8. 26/04/1995 – Flamengo/RJ 8 x 0 Kaburé/TO - Rio de Janeiro/RJ
  9. 15/03/2000 – Interporto/TO 0 x 8 Bahia/BA – Porto Nacional/TO

SÉRIE C - Rebaixamento do Brasil de Pelotas: uma ímpia e injusta guerra

16 de março de 2012 0

A revolta dos Xavantes! Este texto foi enviado pelo Pedro Henrique Vieira Ferreira e escrito pelo Bruno Sacramento, ele está muito revoltado com a situação do Brasil de Pelotas. O time da Zona Sul foi rebaixado no tapetão para a Série D do Brasileirão em uma contestada decisão do STJD. Lendo os argumentos do pedro, concordei com todos e resolvi postar o texto:

“O imbróglio começa com a escalação do jogador Cláudio Roberto, lateral direito rubro-negro, na estreia do Campeonato Brasileiro da Série C 2011, em 17/07/2011, justamente contra, o agora beneficiado pelo STJD, o clube paulista Santo André/SP que foi derrotado, em casa, pela equipe gaúcha por 3 a 2.

Ocorre que o jogador, por ter sido expulso na última rodada do Campeonato Brasileiro da Série C 2010, quando atuava pelo Ituiutaba-MG, atual Boa Esporte, e ter recebido pena de suspensão de uma partida a ser cumprida numa competição organizada pela CBF não poderia ter sido escalado pelo clube gaúcho.
Após pedido do clube Joinville, a Procuradoria denunciou o Grêmio Esportivo Brasil por infração do artigo 214 (incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida) do CBJD. Em primeira instância, foi julgado pela 4ª Comissão de Disciplina do STJD, no dia 29/07/2011, quando, numa audiência de quase duas horas, foi absolvido por 4 votos a 1.
A Comissão acolheu os argumentos do clube gaúcho no sentido de que não teve qualquer culpa no caso. Foram apresentados os documentos de transferência do jogador enviados pela Federação Mineira onde não consta qualquer punição pendente. Também foi apresentado documento da Federação Gaúcha informando que na transferência não havia sido informada qualquer punição ao atleta. Por fim, ainda exibiu a ficha de entrada do jogador no clube com sua declaração de que não possuía qualquer punição a cumprir.

Em suma, comprovou que o clube realizou as consultas usuais para o caso e, portanto, agiu de boa-fé sendo que o Código Brasileiro de Justiça Desportiva exige culpa ou dolo no cometimento das infrações. Se há alguém a quem se possa imputar culpa, é a Federação Mineira que deixou de comunicar a punição do atleta. Além disso, a própria jurisprudência do Tribunal era favorável aos argumentos gaúchos.

Em 2010, pela Série B, o Duque de Caxias/RJ foi absolvido em uma situação idênticaA punição do clube carioca o rebaixaria e livraria do descenso o Brasiliense. Em 2006, pela Copa do Brasil, o Santos se livrou da punição pela escalação do zagueiro Domingos que no ano anterior, quando disputava a série B pelo Grêmio, recebeu dois jogos de suspensão e não os cumpriu. A punição do clube paulista beneficiaria o Sergipe.
No entanto, o inesperado aconteceu. Após o transcorrer de quase toda a primeira fase, foi marcado para o dia 15/09/2011 o julgamento do recurso contra o Brasil. Por um capricho, que certamente não foi do destino, faltava apenas dois dias para a última e decisiva rodada do campeonato. Novamente contra a equipe paulista, o Santo André, que, naquele momento, para se livrar do rebaixamento precisava vencer a equipe xavante no estádio Bento Freitas na cidade de Pelotas.
No novo julgamento, bem mais rápido que o anterior, cerca de quarenta minutos, com exceção de um auditor, todos os outros oito auditores se convenceram de que o xavante era culpado. E o clube gaúcho foi derrotado onde menos esperava: no pleno do STJD, justamente o órgão formado pelos auditores que absolveram cariocas (Duque de Caxias) em 2010 e paulistas (Santos) em 2006 .

Embora o quadro narrado já seja capaz de demonstrar a injustiça da decisão, a questão não para por aí. Há outro ponto que foi absolutamente desconsiderado pela decisão do STJD e que é de fundamental importância no caso: a punição do atleta recebida no fim de 2010 (suspensão por um jogo) não possui qualquer validade, pois foi aplicada em processo claramente nulo.
Vejamos os fatos. A expulsão do jogador Cláudio Roberto ocorreu no último jogo válido pela Serie C, na partida em que o seu clube na época – Ituiutaba/MG – disputou contra o ABC/RN. O jogo ocorreu no dia 20/11/2010.
Em 14 de dezembro/2010, ocorreu o julgamento do atleta que acarretou a punição de suspensão por um jogo, que, segundo o STJD, deveria ter sido cumprida em 2011, no jogo entre Brasil e Santo André. Ocorre que o contrato do jogador com o Ituiutaba terminou um dia apenas depois do jogo, ou seja, 21/11/2010, e o julgamento ocorreu em 14/12/2010. A citação, meio pelo qual o denunciado é chamado a se defender, foi dirigida ao Ituiutaba/MG em momento em que o jogador não tinha mais qualquer vínculo com o clube.

O jogador, portanto, não foi avisado do julgamento. Não teve a chance de se defender, direito que lhe é assegurado pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e pela própria Constituição Federal. Em casos como esse, em que o processo ocorre após o término do vínculo do atleta com o clube, este tem o dever de fazer chegar ao jogador da comunicação da justiça desportiva, sob pena, inclusive, de o próprio clube sofrer uma punição.

Para que fique claro, transcreve-se o art. 51 – A, do CBJD:

Art. 51-A. Se a pessoa a ser citada ou intimada não mais estiver vinculada à entidade a que o destinatário estiver vinculado, esta deverá tomar as providências cabíveis para que a citação ou intimação seja tempestivamente recebida por aquela. (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009).
Parágrafo único. Sujeitam-se às penas do art. 220-A, III, a entidade que deixar de tomar as providências mencionadas no caput, salvo se demonstrada a impossibilidade de encontrar a pessoa a ser citada ou intimada. (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

No julgamento do atleta Cláudio, nada disso ocorreu. O Ituiutaba não tomou qualquer providência para que a citação ou intimação fosse recebida pelo jogador. Por isso, foi julgado à revelia, não tendo tido oportunidade de apresentar sua defesa, de comparecer ao julgamento e mesmo de recorrer da punição sofrida.
Mas a situação ainda é mais grave: por ser a última partida do campeonato, o atleta teria o direito de requerer a conversão da pena em medida de interesse social, normalmente a doação de cestas básicas, direito que também lhe foi suprimido.

Vejamos o que diz o art. 171, §1º, do CBJD:

Art. 171. A suspensão por partida, prova ou equivalente será cumprida na mesma competição, torneio ou campeonato em que se verificou a infração.
§ 1º Quando a suspensão não puder ser cumprida na mesma competição, campeonato ou torneio em que se verificou a infração, deverá ser cumprida na partida, prova ou equivalente subsequente de competição, campeonato ou torneio realizado pela mesma entidade de administração ou, desde que requerido pelo punido e a critério do Presidente do órgão judicante, na forma de medida de interesse social.

A conversão em medida de interesse social é praxe no tribunal, sendo utilizada por diversos atletas e clubes nesses casos. Apenas para exemplificar, o próprio Grêmio e o Cruzeiro-MG já se beneficiaram da medida .

Não se sustentando a pena recebida pelo atleta, em decorrência, não se pode manter a do Grêmio Esportivo Brasil. O próprio atleta Claudio Roberto recorreu ao STJD demonstrando a nulidade, porém o tribunal mais uma vez desconsiderou a argumentação em decisão datada de 15/03/2012 .

Por todos esses fatos, em assembleia realizada também no dia 15/03/2012, o Grêmio Esportivo Brasil, após esgotar todos os recursos na Justiça Desportiva, decidiu entrar na Justiça Comum, por ser este o único foro disponível fazer valer seu direito de permanecer na Série C – 2012.
O fato de o Santo André/SP estar amargando seguidos rebaixamentos no campeonato brasileiro não lhe dá direito de obter, injustamente, sua salvação nos tribunais.

O Brasil de Pelotas, time centenário, possuidor de uma das mais fantásticas torcidas do futebol brasileiro, não merece sucumbir dessa maneira. O Rio Grande do Sul, que lembra muito bem das decisões do STJD no campeonato brasileiro de 2005, não pode sofrer outra derrota nos tribunais para os clubes paulistas.

Nós, gaúchos, não podemos esperar uma decisão justa por parte da CBF, uma instituição dirigida por longos 23 anos por nada menos do que Ricardo Teixeira e, agora, pelo paulista José Maria Marin, que foi vice-governador do estado de São Paulo durante o governo de Paulo Maluf em 1980 e foi flagrado pela imprensa em um caso de apropriação de uma medalha alheia .

Portanto, se você é gaúcho ou amante do futebol limpo, decidido no campo, compartilhe, divulgue, lute junto com os xavantes nesta guerra!

Autor: Bruno Sacramento

Desempenho: Corinthians liderou por 27 rodadas, vejam outras curiosidades

06 de dezembro de 2011 0

Nada mais justo que o título brasileiro de 2011 para o Corinthians. O time de Parque São Jorge liderou o Brasileirão por 27 de 38 rodadas, um aproveitamento realmente espetacular.  Só uma rodada abaixo do G5 (naquela rodada o Vasco não estava entre os melhores), então absolutamente merecido.

Quem realmente bobeou foi o São Paulo, que ficou 29 das 38 rodadas na zona da Libertadores, mas acabou de fora, assim como Botafogo (31 rodadas) e Palmeiras (13 rodadas). Já o Internacional ficou apenas 3 rodadas no G5, e acabou obtendo a vaga. Em uma campanha absolutamente média, o Grêmio ficou 11 rodadas na insossa 12º colocação, posição aliás que acabou encerrando a competição.

Na ponta de baixo, o Atlético-MG ficou 15 rodadas no Z4 e escapou, assim como o Atlético-GO (6 rodadas) e o Cruzeiro (4 rodadas). O Avaí ficou todo o Brasileirão na zona de rebaixamento, sendo rebaixado merecidamente em último lugar. Outro que jamais saiu do Z4 foi o Atlético-PR. Porém foi o América-MG, também rebaixado (e 34 rodadas no Z4), quem ficou mais tempo na lanterna: 21 jogos.

Confira a relação completa (tabela NACOPA.NET):

Mapa do Desempenho - Brasileirão 2011 - Foto: Arquivo Pessoal

Inter conquista terceira classificação consecutiva: veja os recordistas

05 de dezembro de 2011 2
Ao terminar em 5º lugar no Brasileirão 2011, pela primeira vez em sua história, o Internacional obteve a classificação para a Libertadores por três anos consecutivos. O mesmo feito foi obtido pelo Corinthians, que igualmente vai disputar pela primeira vez na história.
Ao entrar em campo pela Copa Libertadores de 2012, o Colorado vai superar os números de 1976/1977 e ainda 2006/2007, quando disputou por dois anos seguidos. Se o Inter foi campeão em 2010, fracassou caindo na 2º fase de 2011.
O recordista isolado é o São Paulo, que disputou por sete anos consecutivos entre 2004 e 2010. Santos, Flamengo, Grêmio e Cruzeiro disputaram por quatro anos seguidos. Já Cruzeiro (de novo), Grêmio (de novo!!),  Palmeiras e o São Paulo (de novo também!) disputaram por três anos consecutivos.
SETE ANOS CONSECUTIVOS
  • São Paulo: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010
QUATRO ANOS CONSECUTIVOS
  • Santos: 1961, 1962, 1963, 1964
  • Flamengo: 1981, 1982, 1983, 1984
  • Grêmio: 1995, 1996, 1997 e 1998
  • Cruzeiro: 2008, 2009, 2010, 2011

TRÊS ANOS CONSECUTIVOS

  • Cruzeiro: 1975, 1976 e 1977
  • Grêmio: 1982, 1983 e 1984
  • São Paulo: 1992, 1993 e 1994
  • Palmeiras: 1999, 2000 e 2001
  • Corinthians: 2010, 2011 e 2012
  • Internacional: 2010, 2011 e 2012

OBS: em negrito os títulos nos períodos citados.

OBS2: Obrigado ao amigo Marcelo Bechler que me corrigiu sobre o Cruzeiro

OBS3: Obrigado também ao leitor Leandro Webster por um acréscimo sobre o Grêmio

A "Maldição dos oito anos" vai rebaixar o 6º time: o Cruzeiro! Será?

23 de novembro de 2011 1

Os ‘números‘ são incontestáveis: o Cruzeiro será rebaixado! Ao menos é o que indica a já conhecida “Maldição dos oito anos” para deleite dos arquirrivais atleticanos.Campeão brasileiro em 2003, há exatos oito anos, a Rap0sa vive um momento desesperador no atual Brasileirão de 2011

Até hoje quatro CINCO (valeu Augusto Faber Flores!) campeões brasileiros tiveram o desprazer de serem rebaixados oito anos depois. O primeiro foi o Coritiba, campeão em 1985 e rebaixado em 1993. Depois, o Palmeiras, em 1994 e rebaixado em 2002. Depois o Grêmio, campeão em 1996 e rebaixado em 2004. A próxima vítima foi o Corinthians, campeão em 1999 e rebaixado em 2007. E o último amaldiçoado foi o Vasco da Gama, campeão em 2000 e rebaixado em 2008.

OBS: O curioso é que o Atlétic0-MG foi rebaixado em 2005 mas não foi campeão em 1997, caindo na fase semifinal da Série A.

OBS2: Os meus amigos cruzeirenses (Lincolm, Thiago) vão me matar…

Futebol do interior gaúcho se afunda atrás de MG no cenário nacional

05 de novembro de 2011 1

Acreditem: em Santiago do Chile estão discutindo o Gauchão 2012! Lamentavelmente, temos outra reunião da Federação Gaúcha de Futebol para discutir o Estadual 2012 no exterior, repetindo o que já aconteceu em outras duas oportunidades, com tudo bancado para os dirigentes dos clubes. Enquanto se vê um mundo de fantasia com a alta cota 650 mil reais de cotas distribuídas aos times do interior do RS, caminhamos para trás no cenário nacional.

Sim, é evidente que Grêmio e Internacional seguem protagonistas no cenário de elite, mas estou falando dos demais times. Caiu para a metade a representatividade do interior gaúcho no cenário nacional.Existe um abismo financeiro entre a Primeira Divisão gaúcha e o resto, brilhantemente analisado por Iuri Müller e Maurício Brum no artigo: Interior gaúcho: os longos caminhos de um futebol sem dinheiro. Em competições nacionais há pouco apoio financeiro para as viagens longas.

No início do ano, fiquei escandalizado com a Série “Los de Abajo” no magnífico “Impedimento.org“, em especial com a penúria do Gaúcho de Passo Fundo.

Wolmar Salton, estádio do Gaúcho de Passo Fundo, preciso falar algo? - Foto: Sport Club Gaúcho

Nesta entrevista ao site Peleia FC, o presidente Novelletto diz: “Eu vou te dar o exemplo de Santa Catarina. Lá são pólos, aqui nós temos Grêmio e Internacional. Em Santa Catarina cada cidade tem seu pólo regional e por isso eles são fortes em séries C e B. Aqui não, eles torcem para o Inter de Porto Alegre e o Grêmio. Você vai a Joinville e lá não tem  ninguém torcendo para Avaí e Figueirense. Já aqui tudo flui para lado de Grêmio e Inter, por isso temos dois grande clubes supercampeões mundiais, que por um lado é bom, mas em contra partida, temos um futebol do Interior bastante fraco.”

Esta análise está correta, porém parte de uma premissa errada: a comparação não pode ser feita com o futebol catarinense e sim com o futebol mineiro, que também tem 2 grandes clubes de massa no estado dividindo as atençõees. E olha que Minas Gerais é tradicionalmente muito fraco nos clubes do interior, mesmo considerando o América-MG desta maneira.

  • Em 2002, quando Novelleto substituiu Emídio Perondi e assumiu a FGF, o RS tinha 3 times na Série A (Grêmio, Internacional e Juventude), 1 na B (Caxias) e 2 na Série C (Brasil de Pelotas e Ulbra).
  • Em 2012 terá : 2 times na Série A (Grêmio e Internacional), nenhum na Série B há 5 anos, Caxias na Série C.
  • Em 2002, MG tinha 2 times na Série A (Atlético-MG e Cruzeiro), 1 na Série B (América-MG) e 2 na Série C (Ipatinga e Tupi).
  • Em 2012, o futebol mineiro terá (considerando a indefinição do rebaixamento na Série A): 5 times nas Séries A e B (América-MG, Atlético-MG, Cruzeiro, Boa e Ipatinga), mais o Tupi na Série C.

Enquanto o RS caiu de 6 para 3 times, MG subiu de 5 para 6 nas mesmas divisões. E Ipatinga e América-MG foram promovidos para a Primeira Divisão, algo que não esteve nem perto de ocorrer com nenhum time gaúcho.

Um dos grandes problemas é o calendário do Gauchão. O que na tese de Novelletto é bom, 16 times na Série A com um regulamento que exige muitos jogos, na prática se torna um tiro no pé. A Dupla Gre-Nal joga muitas vezes com time reserva, especialmente se estão na Libertadores, e isto afugenta o público e cria desinteresse da opinião pública. O Campeonato Mineiro tem apenas 12 times e muitas datas a menos: 15 contra 21 23 (valeu, André pela correção).

Mudanças urgentes deveriam estar sendo tomadas por clubes do interior.

Mas quem está na Primeira Divisão não pensa em mudar.

E quem comanda não consegue ver outras soluções.

Pobre futebol gaúcho.

Brasileirão 2010 - Balanço final, quem ficou no 'meião' da tabela

14 de dezembro de 2010 1

Continuando a análise do Brasileirão 2010, vamos avaliar os times que ficaram na zona intermediária, não da tabela, mas de seus objetivos. Ou seja, times que almejavam o título e ficaram em 3° lugar entram aqui, assim como times que não tinham grandes ambições na competição.

São os casos de: Cruzeiro, Corinthians, Atlético-PR, Botafogo, Internacional, Santos, Vasco da Gama e Avaí

Cruzeiro – Vice-Campeão

Apesar do segundo lugar, a temporada termina em frustração para o Cruzeiro. Muitos equívocos de arbitragem empataram com a falta de eficiência ofensiva do time. Alguns jogos com time reserva, a eliminação na Libertadores em maio somada à troca de Adílson Batista por Cuca também tumultuaram a temporada. De positivo, a barganha na contratação do argentino Walter Montillo e a força do elenco cruzeirense, que se segurou na Série A mesmo repleto de lesões.

Destaques positivos: Fábio, Fabrício, Montillo

Destaques negativos: Wellington Paulista e todos os zagueiros.

Corínthians – Terceiro Lugar

Coloco o Corinthians no grupo dos medianos porque era o ano do Centenário, um investimento pesado foi feito e o resultado não foi o esperado. Mano Menezes deixou o time em primeiro lugar, e foi para a Seleção Brasileira A péssima fase em setembro, com oito jogos sem vitória custou a queda de Adílson Batista e provavelmente o título. Ao menos, a vaga para a obsessão Libertadores em 2011 foi assegurada.

Destaques positivos: Elias, Júlio César e Jorge Henrique

Destaques negativos: Ronaldo, Souza



Atlético-PR – Quinto lugar

A temporada termina como começou: sem títulos. Entretanto, o time foi até além do esperado no Campeonato Brasileiro, considerando o mínimo investimento e a falta de qualidade geral do time. Para quem flertou com o rebaixamento, terminar em quinto lugar é muito bom com a melhor defesa jovem do campeonato.

Destaques positivos: Neto, Manoel, Rodolpho e Paulo Baier

Destaques negativos: Todos os atacantes e volantes

Botafogo – Sexto lugar

O campeão carioca termina o ano com a frustração de não ter obtido a vaga na Libertadores, objetivo bem plausível ao longo da competição. Porém o Fogão ficou muito longe do risco de rebaixamento durante toda a Série A, perigo comum nas últimas duas décadas. Faltou qualidade, simples assim.

Destaques positivos: Antônio Carlos, Jéfferson

Destaques negativos: Lúcio Flávio, Alessandro, Edno

Internacional – Sétimo lugar

O Inter começou o campeonato poupando jogadores para a Libertadores e terminou o campeonato poupando para o Mundial. Um time que jogou mais de 10 jogos com seu time reserva só poderia ficar longe do título. Alguns fiascos fora, outras vitórias  retumbantes mostraram a irregularidade vermelha em um torneio que não foi levado a sério praticamente nenhuma vez em sete meses de disputa.

Destaques positivos: D’Alessandro, Bolívar, Kléber

Destaques negativos: Renan, Edú e os jogos comandados por Jorge Fossati

Santos – Oitavo lugar

Exatamente como o Inter, o Santos levou muito pouco a sério o Brasileirão por já estar na Libertadores 2011. Chegou até a ficar perto do título, mas derrotas vergonhosas como a ocorrida para o Grêmio Prudente em plena Vila Belmiro mostravam a fragilidade do time. Isto somado à ausência de Paulo Henrique Ganso ao longo de todo o segundo turno, mais a instabilidade emocional de Neymar (que custou a saída do técnico Dorival Júnior), deixam o Santos na zona da marola em 2011

Destaques positivos: Zé Eduardo, Rafael, Neymar e Paulo Henrique Ganso

Destaques negativos: a saída de Dorival Júnior e o péssimo futebol de Keirrison

Vasco da Gama – Décimo-primeiro lugar

O Vasco montou um time bem ruim até a parada da Copa, correndo riscos de rebaixamento. O defensivo técnico PC Gusmão veio e com ele reforços de qualidade, como Zé Roberto, Éder Luís e Felipe. Deu certo e o time não sofreu sustos, com tempo ainda de ter brilhos individuais com alguns jogadores.

Destaques positivos: Éder Luís, Fernando Prass e Dedé

Destaques negativos: o absurdo número de empates e a falta de um centroavante nato


Avaí – Décimo-quinto lugar

Depois da histórica sexta-colocação de 2009, o Avaí fez tudo errado. Montou um time pior, esqueceu do centroavante. Trocou de treinador várias vezes, perdeu a relação com a torcida. Mas em uma reação espetacular nas últimas cinco rodadas, se recuperou e escapou da quase inexorável Série B, que sempre foi o objetivo inicial do time. Acabou na média.

Destaques positivos: O meia atacante Caio e a recuperação nas rodadas finais

Destaques negativos: lesão do atacante Roberto e falta de meio-campo

Libertadores 2011 - Ranking de participações de times brasileiros

09 de dezembro de 2010 13

Com a vitória do Independiente na final da Copa Sul-Americana, a última vaga brasileira na Copa Libertadores 2011 ficou com o Grêmio. Sendo assim, os seis times brasileiros na competição serão: Internacional (atual campeão), Santos (campeão da Copa do Brasil), Fluminense (campeão brasileiro), Cruzeiro (vice-campeão), Corinthians (3º colocado) e Grêmio (4º lugar).

Até hoje, 27 times brasileiros disputaram a principal competição continental, com 14 conquistas. Pela primeira vez desde 2003, o São Paulo não irá disputar a competição, na qual é o maior campeão brasileiro (3 conquistas) e time que mais disputou (15 participações). O Palmeiras, que disputou 14 vezes o torneio, também está de fora. Já o Grêmio vai para sua 13º participação, quatro a mais que o Internacional (9 disputas).

Confiram o ranking completo:

  1. São Paulo – 15 disputas – 3 títulos
  2. Palmeiras – 14 disputas – 1 título
  3. Grêmio – 13 disputas – 2 títulos
  4. Cruzeiro – 13 disputas – 2 títulos
  5. Santos – 11 disputas – 2 títulos
  6. Flamengo – 10 disputas – 1 título
  7. Internacional – 9 disputas – 2 títulos
  8. Corinthians – 9 disputas
  9. Vasco da Gama – 7 disputas – 1 título
  10. Atlético-MG – 4 disputas
  11. Atlético-PR – 3 disputas
  12. São Caetano – 3 disputas
  13. Fluminense – 3 disputas
  14. Botafogo – 3 disputas
  15. Guarani – 3 disputas
  16. Bahia – 3 disputas
  17. Sport – 2 disputas
  18. Coritiba – 2 disputas
  19. Criciúma – 1 disputa
  20. Paysandú – 1 disputa
  21. Paraná – 1 disputa
  22. Goiás – 1 disputa
  23. Santo André – 1 disputa
  24. Paulista – 1 disputa
  25. Náutico – 1 disputa
  26. Bangu – 1 disputa
  27. Juventude – 1 disputa

Grêmio e Cruzeiro 'lideram' tabela do returno na Série A, Avaí é apenas o 18º

30 de setembro de 2010 0

O Grêmio lidera a tabela do segundo turno do Campeonato Brasileiro 2010 ao lado do Cruzeiro. Em sete jogos, os dois times obtiveram 16 pontos em 21 possíveis, com vantagem tricolor no saldo de gols (+8 contra +6). Palmeiras e Atlético-PR estão logo atrás com 14 pontos, comprovando a recuperação de ambos nas últimas rodadas.

O líder Fluminense é o 5º com 13, o Corinthians tem 11 pontos em 8º lugar e o Internacional é o 9º com 10. O último colocado é o Grêmio Prudente, com apenas quatro pontos, ele que é também o lanterna do Brasileirão. Seguido de perto pelo Atlético-MG, com cinco, e o Avaí com iguais cinco pontos em 18º lugar.

Confiram a tabela completa, cortesia da planilha do http://tabelasdefutebol.blogspot.com

Returno do Brasileirão - Arquivo Pessoal

Qual jogador brasileiro ganhou mais Libertadores? Vocês nem imaginam...

27 de agosto de 2010 23

Esta pouca gente deve saber… Estou criando um levantamento que mostra os atletas brasileiros com mais títulos de Libertadores no currículo. Na minha análise, só considerarei atletas com três ou mais títulos. Evidentemente está incompleto, e por isto preciso da ajuda dos meus leitores.

Vítor, o único brazuca tetracampeão da Libertadores

Palhinha? Dinho? Fabiano Eller? que nada! O jogador do futebol brasileiro com mais títulos de Copa Libertadores da América é o discutível lateral-direito Vítor. Reserva do lendário Cafú em 1992 pelo São Paulo, Vítor foi titular na conquista de 1993 do tricolor paulista. Como titular, foi campeão ainda em 1997 pelo Cruzeiro e no ano seguinte pelo Vasco da Gama. Com restrições técnicas, sempre foi um jogador voluntarioso e muito disciplinado, sendo uma peça de confiança dos treinadores.

Três treinadores brasileiros conquistaram a Libertadores duas vezes: Luís Felipe Scolari (Grêmio 1995 e Palmeiras 1999), Paulo Autuori (Cruzeiro 1997 e São Paulo 2005) e o Mestre Telê Santana (São Paulo 1992 e 1993). EDITADO: o amigo Paulo César Filho lembrou de Lula, técnico campeão pelo Santos em 1962 e 1963.

TETRACAMPEÃO DA AMÉRICA

  • Vítor - 1992 e 1993 (ambos com o São Paulo), 1997 (Cruzeiro) e 1998 (Vasco da Gama)

TRICAMPEÃO DA AMÉRICA

  • Dinho - 1992 e 1993 (ambos com o São Paulo), 1995 (Grêmio)
  • Elivélton - 1992 e 1993 (ambos com o São Paulo), 1997 (Cruzeiro)
  • Fabiano Eller – 1998 (Vasco da Gama), 2006 e 2010 (ambos com o Internacional)
  • Palhinha - 1992 e 1993 (ambos com o São Paulo), 1997 (Cruzeiro)
  • Ronaldo Luiz – 1992 e 1993 (ambos com o São Paulo), 1998 (Vasco da Gama)


Lembram de outros? Me ajudem!