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Posts com a tag "Fórmula 1"

TÚNEL DO TEMPO: 40 anos do desastre de Zandvoort e do heroísmo de David Purley

29 de julho de 2013 0

40 anos de um dos momentos mais trágicos, e inacreditáveis, da história da Fórmula 1. No dia 29 de julho de 1973 morria o jovem e promissor inglês Roger Williamson, no GP da Holanda em Zandvoort. Mais do que uma fatalidade, a morte escancarou o caos que eram as questões de segurança na categoria então, o descaso dos administradores dos circuitos, da FIA e dos dirigentes de equipe, e a omissão de boa parte dos pilotos.

E também uma tentativa heróica do também piloto David Purley em salvar seu amigo de um carro em chamas, sem equipamentos e sem apoio nenhum das equipes de socorro.

O texto especial sobre a tragédia de Zandvoort vocês podem ler aqui:

Segurança na F-1, VII: o herói eterno David Purley

04 de novembro de 2008

Purley, um exemplo de coragem para todo o sempre/Car Mooij

E vejam também a série sobre o assunto, uma das mais bacanas do Almanaque Esportivo nestes últimos seis anos.

SÉRIE COMPLETA – SEGURANÇA NA FÓRMULA-1

SENNA: Honda faz homenagem e reproduz com sons e luzes a pole de 1989 no Japão

26 de julho de 2013 0

A montadora Honda fez uma bela homenagem para o tricampeão mundial Ayrton Senna, morto há 19 anos.  A empresa japonesa entregava os motores da McLaren nos três títulos mundiais do brasileiro e está de volta à escuderia britânica a partir de 2015. Então resolveu homenagear o lendário piloto fazendo uma enorme estrutura no circuito de Suzuka, palco dos três títulos de Senna.

Homenagem da Honda para Senna - Reprodução

Com caixas de som e luzes, a Honda montou a “volta virtual” de Ayrton Senna no treino classificatório do famoso GP do Japão de 1989, quando Senna fez a pole-position e bateu o recorde do circuito em 1m38s041. Os dados foram obtidos da telemetria do carro naquele dia, e o ronco reproduzido fielmente em uma gravação noturna. Inclusive a telemetria é um dos principais destaques, já que foi implementada pela própria Honda na categoria há cerca de 30 anos.

O comercial termina com o slogan: “A tecnologia que um dia apoiou Senna, agora para sua perfeita experiência de dirigir”. Apenas divirtam-se, lembrem e se emocionem:

A corrida é uma das mais polêmicas da história da categoria. Quase ao final da corrida, Senna tentou passar Prost e foi fechado. Prost abandonou e se Senna não vencesse a corrida, o campeonato terminava ali, mas Senna foi empurrado pelos fiscais, buscou uma distância e passou Alessandro Nannini.

Mas foi desclassificado após a corrida pelos comissários por ter “recebido ajuda irregular” com forte pressão do presidente da FIA, o francês Jean-Marie Balestre. Este resultado deu o título para Prost. Este incidente teria consequências ainda no ano seguinte, quando na mesma pista Senna deliberadamente jogou Prost para fora e foi campeão mundial em circunstâncias igualmente controversas.

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F1: Acidente em Spa reabre discussão sobre segurança da cabeça dos pilotos

05 de setembro de 2012 0

A violenta batida na curva La Source, 1º volta do GP da Bélgica de Fórmula-1, reabre uma antiga discussão a respeito da segurança dos pilotos. Mais uma vez, por pura sorte, um piloto não sofreu uma grave lesão na cabeça ao ser atingido por um carro em alta velocidade. A Lotus do franco-suíço Romain Grosjean passou a centímetros da cabeça do espanhol Fernando Alonso.

Coulthard passando a 3 cm de Wurz, por cima do volante - Reprodução TV

Coulthard passando a 3 cm de Wurz, por cima do volante - Reprodução TV

Vou ser franco com vocês, caros leitores, o problema para mim é um só: o risco sério de uma decapitação. Considero imprescindível que o Instituto FIA intensifique estudos para alternativas protegendo as laterais dos pilotos, sem desvirtuar o esporte. Muitas vezes pensei em uma espécie de cabine, mas o risco disto ficar travado em caso de batida mais incêndio complica bastante a alternativa.

Em 2007, no GP da Austrália, o incidente mais grave: David Coulthard dividiu uma curva com o austríaco Alexander Wurz e decolou. A lâmina do assoalho passou a 3 cm do capacete de Wurz.

A melhor escolha talvez passe pela troca do material em torno das laterais do piloto, e uma melhor proteção daquela área, sem afetar os espelhos retrovisores. Isto evitaria, no GP do Brasil de 1994, a batida na cabeça de Martin Brundle (com a McLaren), atingido na cabeça por Jos Verstappen, que por sua vez havia sido jogado para fora da pista em uma manobra irresponsável do norte-irlandês Eddie Irvine. Sobrou ainda para o francês Eric Comas:

Como a proteção seria ao lado, isto não evitaria o incidente de 1998 entre os norte-americanos Bryan Herta e Alex Barron na F-CART, em Elkhart Lake. Herta rodou sozinho e ficou ao contrário, quando Barron também rodou sozinho e ‘subiu em cima’ de Herta. Vejam:

Riscos são inerentes a este esporte. Mas dá para minimizá-los.

Tricampeão mundial de F-1, Nélson Piquet completa 60 anos nesta sexta-feira

17 de agosto de 2012 3

Nélson Piquet Souto Maior, ou simplesmente Nélson Piquet, completa 60 anos nesta sexta-feira. O tricampeão mundial de Fórmula-1, uma das pessoas mais sensacionais e autênticas da história do automobilismo mundial, hoje curte a aposentadoria gastando o dinheiro que obteve ao longo de sua histórica carreira.

Nélson Piquet, nos tempos de Williams, completa hoje 60 anos - Foto: Arquivo RBS

Foram 207GP’s, 23 vitórias, 24 poles, 23 voltas mais rápidas, 60 pódios e os títulos mundiais de 1981, 1983 e 1987, além do vice-campeonato em 1980 e dos 3º lugares em 1986 e 1990. Correndo na categoria máxima entre 1978 e 1991, Piquet teve o privilégio de ser um piloto de elite ao lado de pilotos históricos como Niki Lauda, Alain Prost, Ayrton Senna, Gilles Villeneuve e Nigel Mansell.

Exímio acertador de carros, profundo conhecedor da mecânica e das relações interpessoais, Piquet detestava a badalação do circo, sempre com um humor sarcástico, ácido.  Dentro da pista, era um misto de piloto veloz com estratégico, que cometia pouquíssimos erros e estava sempre à espera da melhor oportunidade. Sempre fui de Piquet.

Um tributo especial ao Nelsão:

Nesta semana festiva, nada melhor que ver os especiais escritos pelo Leonardo Félix, no Tazio Racing: http://tazio.uol.com.br/f1/nelson-piquet-a-trajetoria-dos-60-anos-do-tricampeao-decada-a-decada, e pelo pelo amigo Paulo Teixeira, do Continental Circus, este dividido em 4 partes:

Mas hoje eu vou fechar com vídeos mostrando o outro lado, aquele que eu sempre curti: o engraçado. Sem nenhum freio na língua e no que pensava.Piquet colocando chifrinhos no Mansell - Jacarépaguá, 1986

Piquet dando uma sacaneada no narigão de Alain Prost:

Colocando “chifrinhos” no odioso presidente da FIA Jean-Marie Balestre:

E sem papas na língua, falando o que bem entende:

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Túnel do Tempo: Há 12 anos, Rubinho vencia pela 1º vez na Fórmula-1

30 de julho de 2012 0

Na seção “Túnel do Tempo” do Almanaque Esportivo desta semana, vamos rever a primeira vitória de Rubens Barrichello na Fórmula-1: o GP da Alemanha de 2000. Há exatos 12 anos, Rubinho em sua primeira temporada pela Ferrari conseguia uma vitória improvável na saudosa pista de Hockenheim, ainda em seu traçado original.

Rubinho, que até a temporada 2000 tinha como melhores resultados dois segundos lugares (GP do Canadá 1995, GP de Mônaco 1996), e outros quatro terceiros (GP do Pacífico 1994; San Marino, França e Europa, todos no ano de 1999, fazia um início regular na Ferrari, muito atrás do companheiro Michael Schumacher e com dificuldades de andar próximo às McLaren Mika Hakkinen e David Coulthard. Segundo no GP da Austrália, Mônaco e Canadá, tinha sido 3º na Espanha, França e Áustria.  Obrigado ao leitor Gabriel Fiúza que me apontou a falha de levantamento.

No treino de classificação, diversos problemas deixaram o brasileiro em 18º lugar. Um início nada auspicioso para Rubinho… A corrida, com o tempo bastante nublado na área da Floresta Negra, já começava com problemas:  Schumacher e Giancarlo Fisichella se tocaram na primeira curva, batendo com força e abandonando a corrida, para decepção dos milhares de alemães que lotavam o autódromo torcendo pelo seu ídolo.

Faltando 17 voltas, com Hakkinen e Coulthard liderando com folgas, o incidente com o insano que invadiu a pista e ocasionou um novo safety-car. Este incidente foi citado semana passada aqui no Almanaque Esportivo: F-1 Bizarro: os 3 malucos que invadiram a pista durante as corridas!

Isto atrapalhou a corrida da McLaren, que perdeu tempo ao trocar os pneus de Hakkinen e Coulthard ao mesmo tempo, derrubando o escocês para o fim do pelotão. Só que a corrida maluca não havia se encerrado, e na saída do safety-car para os boxes, retornando à corrida, o francês Jean Alesi e o brasileiro Pedro Paulo Diniz batem violentamente, causando nova entrada.

Com poucas voltas e pista molhada em alguns setores, muitos pilotos foram para os boxes colocar pneus de chuva. Rubens Barrichello, Heinz-Harald Frentzen, David Coulthard e Ricardo Zonta, que não haviam parado e se seguravam com pneus de pista seca no asfalto molhado, estavam entre os primeiros, com Hakkinen em 5º lugar.

Frentzen quebrou, Zonta foi punido e depois bateu e Hakkinen encostou, indo para o 2º lugar. Nas voltas finais, Rubinho torcia para que a chuva não ocorresse, senão teria que parar ou perderia a vantagem. Com muito cuidado na pista molhada e de pneus slicks, o brasileiro conseguiu chegar à linha de chegada em primeiro lugar.

A emotiva narração de Galvão Bueno, do qual eu não sou muito fã, é lendária:

Barrichello comemora ao lado de Coulthard sua 1º vitória - Foto: AFP

Esta corrida foi marcada por alguns recordes:

  • Barrichello se tornou o piloto com mais GP’s antes de conquistar a primeira vitória: 123 largadas. Marca só quebrada pelo australiano Mark Webber (130 GP’s) em 2009 também no GP da Alemanha.
  • Seu 18º lugar na largada antes de obter a vitória era (e é ainda) a 3º melhor marca da história, superado apenas pelo 22º lugar do inglês John Watson no GP dos EUA em 1983 e pelo 19º lugar do norte-americano Bill Vukovich no GP dos EUA de 1954.
  • Foi a primeira vitória do Brasil desde o distante ano de 1993, no GP da Austrália e obtida por Ayrton Senna.
  • Rubens Barrichello encerrou sua carreira de 19 anos na Fórmula-1 em 2011 com: 322 GP’s, 11 vitórias, 14 pole-positions e 17 melhores voltas.

Italiano comemora antes da hora e perde corrida: confira outras histórias semelhantes!

12 de julho de 2012 0

O motociclista italiano Ricardo Russo se superou neste último final de semana e jogou fora uma vitória provável no Campeonato Italiano de Velocidade. No GP de Mugello, categoria Superbikes até 600cc, Russo vencia no início da última volta de forma apertada. Achando que era a bandeirada final, diminuiu a velocidade e passou a comemorar efusivamente a “conquista”.

Porém a corrida não havia se encerrado! Ele demorou quase toda a volta para perceber, voltar a acelerar. Russo acabou na deprimente 14º colocação. Vejam o vídeo:

  • Outros casos históricos me vieram na cabeça. O primeiro foi do piloto sueco Bjorn Wirdheim, que em 2008 perdeu a 2º bateria da GP2 em Mônaco por comemorar antes da linha de chegada, vencida pelo dinamarquês Nicolas Kiesa. Leiam o que escrevi em 2008: Oie, eu sou muito burro e perdi a corrida!!!
  • Temos ainda a célebre última vitória de Nélson Piquet na Fórmula-1, GP do Canadá de 1991 em Montreal. O inglês Nigel Mansell comemorava, acenava para a torcida e isto aconteceu: GP do Canadá: a última vitória de Nélson Piquet
  • Khalid Askri, goleiro do FAR Rabat, foi eliminado da Copa do Marrocos por comemorar um pênalti antes da hora. Também comentei isto aqui no Almanaque: Pênalti inacreditável: goleirão achou que tinha defendido, mas…
  • Bem semelhante à anterior, em um campeonato amador de futebol da Itália, o goleiro Angeli saiu comemorando uma defesa. Mas a bola não tinha parado ainda… MONDO BIZARRO: Pênaltis inacreditáveis na Itália e na Islândia!
  • Outra história que eu lembrei ocorreu nos Jogos Olímpicos de Inverno em 2006, na cidade italiana de Turim. A norte-americana Lindsey Jacobellis vencia com folga a competição de snowboarder. No último salto, foi fazer pose e acabou se desequilibrando e caindo. A suíça Tanja Frieden, que estava muito longe, acabou levando o ouro, e Jacobellis ficou com a prata. Vejam o vídeo ao vivo do erro patético da snowboarder:
  • A mais estúpida de todos foi a derrota do colombiano Alex Kuyavian no Campeonato Mundial de Patinação, prova dos 10 km de velocidade. Ele vencia com larga vantagem quando passou a comemorar com uma reta de antecipação. Se desconcentrou e desacelerou de tal maneira que acabou ultrapassado pelo sul-coreano Lee Sang Cheol. Vejam o vídeo:

Os melhores blogs de Esportes: Un café con Serena

26 de março de 2012 0

Serena Navarrete é uma venezuelana viciada em automobilismo, em especial Fórmula-1. Conheci esta simpática pessoa através do twitter (@SerenaRF1) por indicação do grande português Paulo Alexandre Teixeira (@Speeder76), que há anos mantém o já lendário Continental Circus, que também aparecerá neste espaço de divulgação. Ela é autora do blog Um Café com Serena”, no qual fala sobre a categoria máxima do esporte.

Blog Un Café con Serena - Reprodução

Porém ela não se limita a falar sobre as corridas, tampouco a assistir “in loco” os Grandes Prêmios. Serena disserta sobre o que lhe vem à cabeça, desde política, cultura, civilização (leiam este ótimo texto sobre o Rio de Janeiro, escrito dia 1º de janeiro deste ano). Aliás, ela  mora no Brasil e é daí que esta entrevista começa:

Almanaque: Olá, Serena, tudo bem? O que fez uma venezuelana deixar o Caribe para morar no Rio de Janeiro?

Serena: Obrigada pela atenção que me brinda. A gente tinha uma boa oferta de trabalho e devido às condições politicas e sociais na Venezuela hoje em dia, apresentava-se como uma boa oportunidade.

Almanaque:Você trabalha com jornalismo esportivo, ou é um hobby para ti?

Serena: Na verdade é um hobby, mesmo porque sempre quis estudar jornalismo e fazer especialização na matéria de esporte.

Almanaque: De onde partiu a inspiração de escrever em um blog sobre automobilismo?
Serena: Eu já havia escrito em algumas oportunidades para conhecidos na Espanha e Venezuela. Eles me apoiaram a escrever meu próprio blog. Naquele instante eu fiquei receosa, entretanto eles mesmos coordenaram o setup do blog. Como eu aprecio muito café, achamos que era um nome apropriado, E o blog existe graças a esta equipe magnífica que sempre me apoiou.

Almanaque: Desde quando acompanhas o esporte?

Serena: Eu acompanho o esporte desde 1983.

Almanaque: E como tu enxergas tua visão no automobilismo, no qual a presença feminina é ainda menor do que em outros esportes?

Serena: Bom, desde o início da existência da humanidade, o homem sempre desejou demonstrar superioridade sobre a mulher, e acredito que por essa mesma razão a presença feminina é infinitamente menor no mundo a motor, mesmo que seja fascinante para ambos os sexos. Nos dias de hoje, em que o automobilismo envolve tanto dinheiro, segurança ao espectador e ao piloto (mesmo que isto falte em outras categorias) ainda apresenta muitas limitações, coisa que os seguidores atuais da F1 já se acostumaram, mas sinto saudades dos motores turbos. Infelizmente também tenho que mencionar os custos envolvidos entre o piloto, escuderia e talento.

Almanaque: Quantos GP’s você já assistiu presencialmente?

Serena: Só dois: os Grande Prêmios do Brasil em 2010 e 2011

Serena e o coração venezuelano no GP do Brasil de 2011 - Foto: Arquivo Pessoal

Almanaque: Tens o sonho de assistir a algum GP em especial fora do Brasil?

Serena: Com certeza, o Grande Prêmio de Monza é um sonho de todo espectador e amante do esporte a motor, Também o Grande Prêmio da Bélgica, acho que Spa-Francorchamps deve ser um privilégio, assim como Canadá e Mônaco.  Depois disso eu poderia morrer satisfeita.

Almanaque: Como enxergas a atual temporada?

Serena: Até agora a temporada só teve duas corridas, mas elas já demonstram que a briga deste ano vai ser boa, sem aquela coisa do monopólio por uma equipe. Pilotos que vão ter que demonstrar se na verdade eles são bons quanto mostravam, só que agora sem ter o melhor carro no grid.
Almanaque: Quem são os teus favoritos e preferidos?

Serena: Na atual temporada nunca ocultei o meu favoritismo por Alonso, agora com a volta de Kimi Raikkonen também fico de olho. O Jenson Button tem uma maturidade na categoria impressionante, O Sergio Perez e Bruno Senna. Mas posso citar outros grandes nomes que a gente não esquece nunca, como o Juan Manuel Fangio,,Ayrton Senna, Niki Lauda, Mario Andretti, Alain Prost, Jack Braham e o antigo Schumacher.

Almanaque: Finalizando, fora das pistas, como você enxerga o momento do Brasil e de sua Venezuela?”

Serena: O Brasil vive um momento maravilhoso, tem muito crescimento econômico, muito investimento. Tomara que a politica tome consciência também de investir na educação e infraestrutura. A Venezuela já vivenciou tudo isto, só que os políticos e as suas políticas nunca preocuparam-se com o povo que tinha menores recursos.O resultado do pais é o governo que hoje temos. Um país focado só para as rendas petrolíferas, o turismo não faz parte dos planos da economia. A matéria prima é quase toda importada e, alem disso o governo fica destruindo a empresa privada e acabando com as chances de gerar emprego.

Então por hoje é isto. Na próxima semana, o blog “Carta na Manga”, de opiniões fortes e centradas sobre o futebol gaúcho, brasileiro e mundial.

F1-2012 - GP da Malásia: Alonso tira mais um coelho e Pérez brilha de novo!

26 de março de 2012 0

O GP da Malásia começou, para variar, com chuva. Afinal, qualquer pessoa com alguma cultura geral sabe que no final da primavera o vento vira e passa a soprar do mar para o continente nesta região (a Ásia de Monções) e as chuvas são extremamente frequentes no final de tarde. Mas como o Tio Bernie Ecclestone não está nem aí, tivemos uma corrida de 10 voltas, bandeira vermelha por 1h10min, e retorno da ação na sequência, com pista molhada.  O risco de repetir a corrida de 2009, que durou menos que a metade, foi forte.

A corrida foi, digamos, esquisita. Quem, em sã consciência, imaginaria uma vitória do Fernando Alonso com esta Ferrari deprimente? É claro que a parada para trocar os pneus beneficiou Alonso e Sérgio Pérez (o melhor da corrida), mas ainda assim o ritmo de corrida de ambos foi surpreendente. Alonso se deu bem ao ficar mais uma volta com pneus de chuva antes de trocar pelos intermediários!

Mais uma vez Lewis Hamilton foi o mais rápido nos treinos, e não conseguiu manter o ritmo na corrida, enquanto Jenson Button teve uma prova lamentável, que incluiu até erros grosseiros de pilotagem. Já Felipe Massa… Bom, na minha opinião o rendimento dele desde o GP da Alemanha de 2010 é motivo de demissão, jamais teria renovado contrato.

Enquanto isto, a nova geração faz bonito: Jean-Eric Vergne fez outra boa prova e marcou pontos, enquanto David Ricciardo teve seus momentos. Bruno Senna, depois de mais uma péssima largada, fez corrida muito segura em sua boa Williams e terminou em sexto. Teria ficado na frente do companheiro Pastor Maldonado, que também foi bem, mas este novamente teve problemas nas voltas finais (motor).

O campeonato segue totalmente indefinido, sem favoritos. A Red Bull fez uma corrida ruim, com Sebastien Vettel andando apagado no pelotão inicial. Mas a temporada européia, a que normalmente indica tendências, ainda está longe de começar.

Próxima parada? Xangai, China em três semanas!

Show de Fernando Alonso em Kuala Lumpur - Foto: SAEED KHAN / AFP

Vamos aos prêmios?
  • Troféu “Jim Clark” - Sérgio Pérez, disparado, repetindo a premiação do GP da Austrália. Menção honrosa para Fernando Alonso, que levou uma horrível Ferrari à uma inesperada vitória.
  • Troféu “Rouge & Blanc” – Para Bruno Senna, que largou mal, foi lá para trás depois de um toque com Pastor Maldonado, e chegou na ótima sexta colocação.
  • Troféu “Chris Amon” – Repetindo a Austrália, de novo Pastor Maldonado. Desta vez o motor lhe deixou na mão faltando duas voltas.
  • Troféu “Fiofó de Ouro” – Nico Hulkenberg, que fez uma corrida apagada e ainda assim ganhou um pontinho com a quebra de Maldonado no final.
  • Troféu “Didi Mocó Prize For Technical Achievements” - Felipe Massa, em um final de semana humilhante, ‘coroado’ com a vitória do companheiro de equipe.
  • Troféu “Porquê Eu Não Fiquei Com Minha Boca Fechada” - To pensando em excluir este prêmio e só dar ele eventualmente. Se bem que no meio da temporada começam as bobagens.
  • Troféu “Dick Vigarista” - Muito feio, sr. Jenson Button. Mereceu pela batida tosca com a Hispania.

    VEJA TAMBÉM
  • GP DA MALÁSIA 2010: Até que enfim, heinhô Vettel?
  • GP DA MALÁSIA 2009: Button vence a `meia-prova`
  • PREMIAÇÕES ESPECIAIS DO ALMANAQUE ESPORTIVO – F-1 2012

F1-2012: As Premiações Especiais do Almanaque Esportivo voltaram!

19 de março de 2012 0

E os tradicionais prêmios da Fórmula-1 no Almanaque Esportivo estão de volta! Sem editar desde 2010 e o famigerado GP da Alemanha (ler motivos aqui), estou retomando os prêmios mais bizarros da internet esportiva tupiniquim.

A maior parte (senão totalidade) dos prêmios foi inventada nos NewsGroups de Fórmula-1 pelo amigo Carlos Henrique Moyna. Ou seja, o objetivo aqui não é ser criativo e sim ver um lado diferente do esporte.

McLaren, as favoritas em 2012 - Foto: Torsten Blackwood / AFP

Vamos à definição dos prêmios e mais tarde a escolha dos ‘premiados’ do GP da Austrália, disputado ontem em Melbourne.

  • Troféu “Jim Clark” - Para o melhor piloto da corrida
  • Troféu “Rouge & Blanc” – Para o piloto mais combativo da corrida (não necessariamente o melhor).
  • Troféu “Chris Amon” – Para o azarado do final de semana
  • Troféu “Fiofó de Ouro” – Para o sortudo do final de semana
  • Troféu “Didi Mocó Prize For Technical Achievements” – Para o incompetente/lambança do final de semana
  • Troféu “Porquê Eu Não Fiquei Com Minha Boca Fechada” - Para quem “falou demais e deu bom dia a cavalo”
  • Troféu “Dick Vigarista” - Para quem jogou sujo.

Calendário oficial da temporada 2012:

  1. 18/03 – 3h GP da Austrália / Albert Park
  2. 25/03 – 5h GP da Malásia / Sepang
  3. 15/04 – 4h GP da China / Xangai
  4. 22/04 – 9h GP do Bahrein /Sakhir
  5. 13/05 – 9h GP da Espanha / Circuit de Catalunya
  6. 27/05 – 9h GP de Mônaco / Monte-Carlo
  7. 10/06 – 15h GP do Canadá / Gilles Villeneuve
  8. 24/06 – 9h GP da Europa / Valência
  9. 08/07 – 9h GP da Inglaterra / Silverstone
  10. 22/07 – 9h GP da Alemanha / HHockenheim
  11. 29/07 – 9h GP da Hungria / Hungaroring
  12. 02/09 – 9h GP da Bélgica / Spa-Francorchamps
  13. 09/09 – 9h GP da Itália / Monza
  14. 23/09 – 9h GP de Cingapura / Cingapura
  15. 07/10 – 3h GP do Japão / Suzuka
  16. 14/10 – 3h GP da Coreia do Sul / Yeongam
  17. 28/10 – 7h30 GP da Índia /Jaypee
  18. 04/11 – 11h GP dos Emirados Árabes Unidos/Yas Marina
  19. 18/11 – 17h GP dos Estados Unidos /Circuito das Américas
  20. 25/11 – 14h GP do Brasil / Interlagos

VEJA TAMBÉM

Senna vs. Vettel em Suzuka - A evolução da tecnologia na Fórmula-1

11 de outubro de 2011 1

Muito interessante este vídeo comparativo entre a condução de Ayrton Senna e a de Sebastian Vettel, novo bicampeão da Fórmula. Em um intervalo de 22 anos, a Fórmula-1 evoluiu radicalmente, sobretudo na condução do carro. Senna com dificuldades conduzindo à marretada o possante V10 Honda, enquanto Vettel guia com suavidade no dificílimo circuito japonês de Suzuka:
SENNA:

VETTEL:

Entretanto, não sou favorável aos nostalgismos, e a fenomenal reprodução do Roda Viva, da TV Cultura, com Ayrton Senna em 1986 deixa isto muito claro (confira a edição estendida, parte I e parte II). A complexidade dos comandos no Red Bull 2011 complica tanto quanto o câmbio manual da McLaren de 1989.

Inclusive defendo a idéia de que vivemos o iniciar de uma nova “Era Dourada” na Fórmula-1, com meia dúzia de pilotos de ótimo nível (Vettel, Lewis Hamilton, Robert Kubica), jovens promissores com ou sem lugar no grid (Kamui Kobayashi, Sérgio Pérez, Nico Hulkenberg, David Ricciardo, Pastor Maldonado, Jaime Alguesuari), capitaneados por veteranos campeões e profundamente talentosos (Jenson Button e Fernando Alonso), além de bons coadjuvantes, casos de Massa e Rosberg. Os pilotos em final de carreira são apenas quatro: Barrichello, Webber, Schumacher e Trulli.

O Brasil só não vive este momento de ‘euforia‘ pois nenhum dos grandes talentos da nova geração é brasileiro, a despeito de considerar o sem cockpit Lucas Di Grassi um piloto de alto quilate. O melhor piloto brasileiro, na minha opinião, desde a trágica morte de Senna é Hélio Castro-Neves, que preferiu brilhar no automobilismo norte-americano.