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Posts com a tag "Fórmula 1"

F-1 Onboard - Anos de 1950 e 1960

23 de setembro de 2011 0

Iniciando uma série especial com vídeos mostrando a condução dos pilotos ao longo da história da Fórmula-1. Hoje vamos mostrar dois vídeos envolvendo as duas primeiras décadas da Fórmula-1.

No primeiro, o imortal argentino Juan Manuel Fangio, primeiro pentacampeão da categoria, no antigo traçado de Monza, ainda sem as variantes e com a famosa curva inclinada da pista italiana.

O britânico Stirling Moss na temível pista de Nurburgring, Alemanha:

O legendário escocês Jim Clark pilotando sua Lotus tradicional em Oulton Park, 1963 em um F-1 mas em GP não oficial da Inglaterra:

E um último de brinde, um F-2 correndo em Nurburgring em volta de exibição no GP de 1967 (eles foram autorizados a correr). Não sei o piloto, mas vale a pena:

Na próxima semana, vídeos dos anos 70 e 80, já com alguns brasileiros sendo mostrados!

O lado engraçado da Fórmula-1

12 de maio de 2011 0

A sequência de vídeos abaixo mostra momentos mais bizarros e engraçados da Fórmula-1 em todos os tempos.  Tem de tudo no vídeo 1: acidentes estúpidos, os famosos “F1 fingers” (impublicáveis), momentos de bastidores, gafes de pilotos (duas do campeão mundial Kimi Raikkonen), a famosa briga de Nélson Piquet com Eliseo Salazar a socos no GP da Alemanha em Hockenheim, 1983. Pit-stops desastrados

No vídeo dois, seguem as bobagens: a sequência de aquaplanagens em Nurburgring, mais gafes de bastidores. Piquet e Alain Prost em divertidas provocações, etc.

E este com momentos mais recentes:

Spa-Francorchamps: Acidente grave causa lesões em piloto britânico

11 de maio de 2011 1

Um violento acidente causou lesões no piloto britânico Joey Foster em treinos preparatórios para os 1.000km de Spa Francorchamps, na Bélgica. O piloto perdeu o controle de sua na lendária Eau Rouge, decolou na zebra, bateu na proteção de pneus  e foi parar do lado de fora da pista. Foster, de 28 anos,  sofreu lesões na coluna, fraturando uma vértebra, mas não corre risco de vida. Ele está sendo tratado em um hospital belga.

O acidente é bem parecido com os ocorridos em 1999 envolvendo o canadense Jacques Villeneuve e o brasileiro Ricardo Zonta:

O primeiro deles foi com Jacques Villeneuve, que perdeu o controle do carro na segunda perna da curva e bateu violentamente na barreira de pneus. O treino foi interrompido e Villeneuve nada sentiu.

Porém logo após o reinício do treino, foi a vez do brasileiro Ricardo Zonta, também da BAR, bater na mesma curva, saindo quase do mesmo jeito. O acidente foi mais violento, mas Zonta igualmente não se machucou. Vejam a cena:

F-1: Bruno Senna desce a Eau Rouge com um celular na mão no sentido inverso!

03 de maio de 2011 2

O que vocês acham da ação promocional da Lotus Renault com o brasileiro Bruno Senna? O R30, carro usado nesta temporada, fez um trecho promocional na lindíssima pista de Spa-Francorchamps, subindo a lendária Eau Rouge. E, depois de um 180°, Bruno Senna desceu a Eau Rouge, sempre segurando um blackberry na mão.

Vejam as sensacionais imagens:

VEJA TAMBÉM

Especial Spa-Francorchamps: a melhor corrida da Fórmula-1 sempre!

Túnel do Tempo: há 25 anos, Senna vencia Mansell por míseros 0.014s em Jerez!

13 de abril de 2011 0

O autódromo de Jerez de la Frontera, na Espanha, ficou marcado por três grandes acontecimentos na história da sua curta passagem pela Fórmula-1. A pista situada na longínqua província de Cádiz teve um gravíssimo acidente em 1990, quando Martin Donnelly desintegrou sua Lotus e ficou em coma, atirado no meio da pista.

Lá ocorreu a vergonhosa manobra de 1997, quando Michael Schumacher jogou o carro para cima de Jacques Villeneuve na decisão do título (Schumacher quebrou e o canadense foi o campeão). Maiores detalhes: Dick Vigarista parte II: Jerez de la Frontera, ano de 1997

E teve, há exatos 25 anos, o segundo final mais emocionante da Fórmula-1. Foi neste mesmo 13 de abril em 1986 que o brasileiro Ayrton Senna bateu o inglês Nigel Mansell por ínfimos 0.014s, ou cerca de 75cm de vantagem na linha de chegada. Era a segunda prova da temporada, a primeira prova na pista de Jerez, extremamente afastada dos grandes centros e que manteve públicos ridículos na categoria ao longo de todos os anos. “Lá onde o vento faz a curva”, disse certa vez o sempre espirituoso tricampeão mundial Nélson Piquet.

Senna, como se tornaria um hábito em sua carreira, largou na pole-position com absurdos 0.8s de vantagem sobre o segundo no grid, Piquet. Atrás, Mansell, Alain Prost, Keke Rosberg e René Arnoux. A corrida se tornou uma monótona fila indiana (parecida com os tempos atuais), de pilotos segurando o consumo de combustível (reduzidos de 225 para 195 litros) e pneus.

No meio da prova, Senna foi ultrapassado por Mansell, que passou todo mundo e aproveitou uma confusão entre Senna e o retardatário Marc Surer. O brasileiro não desistiu e seguiu tentando dar o troco em Mansell, o que finalmente ocorreu. Prost, que vinha espreitando, aproveitou e passou o inglês no mesmo momento.Faltando oito voltas, Mansell trocou um pneu que esvaziava, retornando 20 segundos atrás e em terceiro.

Passou Prost rapidamente e começou a descontar os 19 segundos em apenas sete voltas. Na última volta, o inglês tirou absurdos 1.3s e tentou o bote final na reta de chegada. Ele  passou a apenas 0,014s do brasileiro (ou 93cm), na segunda chegada mais apertada da história da categoria.

Em sua autobiografia, Mansell disse que se a linha de chegada fosse cinco metros mais distante, teria vencido. Os pontos fizeram muita diferença no final do ano, quando perdeu o título para Alain Prost na última corrida, o GP da Austrália em Adelaide.

Vejam o compacto:

Aquela foi a terceira vitória na carreira de Senna, que tinha vencido antes no GP de Portugal em Estoril em 1985 e no GP da Bélgica do mesmo ano, em Spa-Francorchamps. Foi também a primeira vez que Ayrton Senna assumiu a liderança do Mundial de Pilotos na categoria.

  1. 1971 – GP da Itália, Peter Gethin x Ronnie Peterson – 0.010s
    GP da Itália de 1971: a chegada mais apertada da F-1 em todos os tempos
  2. 2002 – GP dos EUA, Barrichello x Michael Schumacher – 0.011 (esta não conta, foi a vergonheira em Indianápolis)
  3. 1986 – GP da Espanha, Ayrton Senna x Nigel Mansell – 0.014s
  4. 1982 – GP da Áustria, Elio de Angelis x Keke Rosberg – 0.050s
    Chegadas sensacionais: GP da Áustria de 1982 e triunfo italiano
  5. 1969 – GP da Itália, Jackie Stewart x Jochen Rindt – 0.080s
  6. 1954 – GP da França, Juan Manuel Fangio x Karl Kling – 0.100s
  7. 1955 – GP da Grã-Bretanha, Stirling Moss x Juan Manuel Fangio – 0.100s
  8. 1961 – GP da França, Giancarlo Baghetti x Dan Gurney – 0.100s
  9. 2000 – GP do Canadá, Michael Schumacher x Rubens Barrichello – 0.174s
  10. 2002 – GP da Áustria, Michael Schumacher x Rubens Barrichello – 0.182s (a grande vergonheira-mor, em Zeltweg)
    Ferrari fiasco, parte II: Austria 2002, o vexame

Opinião: até quando pilotos vão morrer para algo ocorrer na CBA

04 de abril de 2011 2

A trágica morte de Gustavo Sondermann, aos 29 anos em uma corrida de Copa Montana ontem em Interlagos explodiu uma revolta que já ocorria há algum tempo no meio do automobilismo brasileiro. O que era silencioso ficou evidente e, acima de tudo, cristalino nos comentários de pilotos e jornalistas brasileiros especializados no assunto.

É evidente que o acidente é inerente ao esporte automotor, e que uma batida especificamente em “T”, ou seja, quando um piloto fica atravessado na pista e recebe um choque de outro carro em alta velocidade, é a mais mortífera de todas. Exatamente como a de ontem com Sonderman, e igualzinha à morte de Rafael Sperafico em 2007 na mesma curva.

O problema é que não foi o primeiro e nem será o último acidente na Curva do Café e não se vê definições da Confederação Brasileira de Automobilismo, uma entidade encastelada em si só (CBF), muito longe do esporte o qual se diz representante (na FIA, inclusive) e, principalmente, dos anseios da comunidade esportiva.

Isto é um reflexo do descaso no qual a entidade está mergulhado desde os nefastos anos sob comando de Paulo Scaglione, entre 2001 e 2009. A atual gestão de Cleyton Pinheiro recebe igualmente as mesmas críticas. Hoje um piloto de Stock Car paga 40 mil reais só para se inscrever na categoria máxima do automobilismo brasileiro, e o mesmo ocorre em todas as demais divisões e níveis.

Não existem critérios técnicos e o interesse financeiro impera absoluto em todas as categorias, cmo disse o jornalista Victor Martins em um longo desabafo “A Hora da Mudança. Ou seja, com dinheiro qualquer um pode correr em qualquer categoria. Para piorar, nada deste dinheiro vai para os esportes de base ou condições de segurança das pistas, como a ultrapassada Tarumã.

Sobre Interlagos, palco da Fórmula-1 desde 1990, o primeiro comunicado do presidente Cleyton Pinheiro foi colocar a culpa na FIA. Duvidam? Então leiam por vocês mesmos. Enquanto isto, ano passado o vice-presidente da CBA, Antonio dos Santos Neto, foi preso em setembro por fraude na Secretaria de Saúde do Pará. O ex-presidente da Federação Paraense (que não faz nada pelo esporte), segue no site oficial da entidade.

Hoje, o jornalista e acima de tudo amante do automobilismo Galvão Bueno fez uma “Carta Aberta” pedindo providências ali. Bruno Senna, Rubens Barrichello e Felipe Massa (amigo de infância de Sondermann) mostraram irritação e tristeza com o acidente que vitimou Sondermann.

Todos estes acidentes terem ocorrido na “Curva do Café” em Interlagos parecem ser sintomáticos. Falta coragem de mudar aquela pista, recuando as arquibancadas e aumentando a área de escape, ou simplesmente colocando uma chincana ali. Os pilotos que atuam no Brasil se mostraram profundamente tristes e revoltados, acusando a CBA de absoluto descaso com o esporte no país.

Felipe Maluhy, da Stock Car,  informou que desde 2008, após o acidente de Sperafico, se cogitam mudanças. A mais simples é a criação da chincana móvel utilizada em provas de motociclismo, e a outra é o já especificado recuo da arquibancada. Na primeira, os pilotos reclamaram e na segunda as questões financeiras rechaçaram.

Sérgio Jimenez, da veloz categoria GT3, chutou o balde: “Vão esperar quantos pilotos se fuderem pra fazer área de escape ali? Pagamos impostos pra quê? O templo do automobilismo brasileiro, custa afastar o muro? Custa quanto? É muito difícil ou vamos esperar morrer mais um piloto?”

Se vocês acham que pilotos não fazem nada pela categoria, vejam o que Émerson Fittipaldi e Jackie Stewart fizeram pela seguranças nas pistas do mundo inteiro na inesquecível série “Segurança nas Pistas”, do Almanaque Esportivo

VEJA TAMBÉM – OUTROS ACIDENTES NA CURVA DO CAFÉ

Rafael Sperafico morreu em 2007 na Stock Car:

Este ano, o fotógrafo João Lisboa, de 52 anos, morreu ali em um ‘track day’, com a pista aberta ao grande público. Ali também ocorreu o gravíssimo acidente de 2003 na Fórmula-1, envolvendo Mark Webber, Fernando Alonso e Giancarlo Fisichella.


Mais um acidente em 1999, quando o francês Stephane Sarrazin bateu e ricocheteou para dentro da pista no GP Brasil de F-1, mas felizmente ninguém o acertou:


SÉRIE COMPLETA – SEGURANÇA NA FÓRMULA-1


Há algo de muito podre no Reino da Confederação Brasileira de Automobilismo.

E não é de agora.

Com informações do site Grande Prêmio – http://www.grandepremio.com.br

Acidente nos boxes em Monza: vejam a gravidade do incidente!

13 de setembro de 2010 4

Todos que acompanharam o GP da Itália de Fórmula-1, disputado em Monza no último domingo, souberam que algo errado aconteceu nos boxes e que um mecânico da Hispania saiu ferido pelo carro do japonês Sakon Yamamoto.

A multa de 20 mil dólares para a Hispania GP por causa do incidente foi pouco perto da gravidade do ocorrido.Hoje o circuito interno do autódromo divulgou as imagens. O mecânico passa bem.

Neste caso, a culpa é sempre do mecânico e não do piloto. Foi o mecânico que tirou o ‘pirulito’ enquanto o responsável pelo abastecimento (vários avisaram, ÓBVIO que não tem reabastecimento. Ele deve ter ido verificar algo na saída de ventilação do motor) estava ainda na frente da roda, causando o acidente:

Isto me lembrou o grave acidente envolvendo o Michael Andretti na Fórmula-Indy. Lembro da cena mas não lembro ano, pista, nada. Sei que o mecânico não ficou seriamente ferido.

Ayrton Senna: em breve nos cinemas, documentário sobre a vida do tricampeão

02 de setembro de 2010 5

Ayrton Senna, um dos maiores mitos da história do automobilismo mundial, irá para as telas de cinema. Está em fase final de produção um documentário japonês sobre o piloto brasileiro tricampeão mundial de Fórmula-1, a ser lançado no dia 8 de outubro, neste ano no qual Senna completaria 50 anos.

O site oficial está em japonês (http://www.senna-movie.jp/)e ainda não temos data para lançamento no Brasil. Vejam o trailer oficial:

O nome provisório no Brasil é “Senna – a lenda do maior piloto que já viveu”. Entendendo como um apelo marqueteiro um título tão definitivo assim, mas certamente será um dos documentários de maior bilheteria do planeta. Os milhões de fãs no Brasil e Japão por si só garantirão uma bilheteria recorde.

Pessoalmente, considero Senna no Panteão dos maiores do automobilismo na história, e certamente sua trágica morte aumentou a lenda sobre o piloto que em vida já tinha uma legião mundial de fãs. Não o considero perfeito e admirei a vida inteira pilotos tão bons quanto ele, como Alain Prost, Michael Schumacher ou ainda Nélson Piquet. Posso falar isto, pois Senna foi um ídolo especial de infância, talvez o meu maior. Ou seja, ‘sennistas‘ não tenham chiliques. Sou um de vocês.

Documentário sobre o tricampeão mundial será lançado no cinema - reprodução http://www.senna-movie.jp/

Com seus defeitos e virtudes, Senna errou e acertou tanto quanto outros pilotos. Fez manobras arriscadas, colocou sua vida e de outros em risco propositadamente (Suzuka, ’90), mas também deu espetáculo. Ajudou pessoas que desconhecia em ações que ficaram na névoa da discrição até sua morte (o embrião do instituto IAS).

Sobre isto, é inegável que se tornou uma espécie de mártir. Sua morte em Ímola, 1994 acabou por transcender o imaginário normal para alcançar o status da imortalidade… Ela iniciou uma mudança profunda nos critérios de segurança da Fórmula-1 e das demais categorias do automobilismo, tanto nos carros quanto nos circuitos. Não é à toa que ele foi a última vítima fatal na categoria, que jamais havia ficado 16 anos sem tragédias nas pista.

De brinde, a melhor volta de todos os tempos. Donnington Park, 1993, GP da Europa. Senna larga em quarto, cai para quinto ao final da primeira curva e, em uma única volta, passa todo mundo e assume a ponta. Confiram na narração de Galvão Bueno:

Bom, se o filme for tão bom quanto o trailer, mostrando todos os lados da complexa personalidade do vitorioso “da Silva”, que rebatizou o autódromo de Silverstone nos tempos de F-3 para “Silvastone” de tanto que venceu por lá, teremos um sucesso de crítica.

Pois de público isto é certo.

Especial Spa-Francorchamps: a melhor corrida da Fórmula-1 sempre!

26 de agosto de 2010 2

Vale a pena reler o especial do Almanaque Esportivo sobre a melhor pista da Fórmula-1 hoje e em qualquer tempo. Os sete quilômetros mágicos de Spa-Francorchamps, na Bélgica, no meio da floresta das Ardenas escondem muita história da Europa Ocidental

Vejam o que uma barbárie da Segunda Guerra Mundial, um lugar para descanso e a maior categoria do automobilismo mundial tem em comum!

Graham Hill no GP da Bélgica de 1965 na mítica `Eau Rouge`/Rainer Neuberg/

A melhor pista da Fórmula-1. Um dos lugares mais bonitos, aconchegantes e simples da Europa.

O circuito mais desafiador, que tem a curva mais lenta da temporada: La Source, logo após a largada. E também a mais impressionante de todas as curvas: a mítica Eau Rouge, imediatamente na sequência da La Source. Nesta semana que antecede o GP da Bélgica de Fórmula-1, nada mais justo que citar a pista mais sensacional de todos os tempos: SPA-FRANCORCHAMPS.

Este circuito, que no passado teve 14km e hoje possui a metade, fica em torno de vários vilarejos na bela região das Ardenas, na Bélgica. Os três mais importantes são Spa, Stavelot e Malmédy. Estas três cidades possuem referências históricas sensacionais, com fatos que devem ser resgatados.

Você certamente já ouviu: “Fulano foi para um spa se recuperar ou emagrecer”. Sim, a expressão “spa“, hoje tão utilizada para resorts nos quais as pessoas mais abastadas curtem momentos tranquilos, tem como origem esta cidade belga.

Há quase dois mil anos, os romanos descobriram fontes de água mineral considerada rejuvenescedora e desde então os nobres, ricos iam para `Spa` se recuperarem, descansarem ou fazerem qualquer coisa de diferente. Assim, esta bucólica cidade belga se tornou um verbete de dicionário.

Spa e sua vizinha Stavelot também foram cidades-chaves fundamentais na Ofensiva das Ardenas, o maçico contra-ataque alemão na Segunda Guerra Mundial. Planejado após o “Dia-D“, desembarque dos Aliados na Normandia (França).

Executado pelas melhores Divisões Panzers e SS dos alemães, o contra-golpe planejado por Adolf Hitler buscava conter o avanço de tropas no norte do continente europeu durante o rigoroso inverno de 1944 para 1945.A batalha por aquela região ficou conhecida como a “Batalha do Bulge“.

Estas duas cidades foram das primeiras tomadas pelos alemães na contra-ofensiva iniciada dia 16 de dezembro de 1944. Stavelot era sede de um comando provisório do exército americano, que rapidamente foi recuado para uma posição na retaguarda. Lá ocorreu um incidente gravíssimo, ainda em dezembro: a 1° Divisão Panzer SS comandada pelo SS-Standartenführer Jochem Peiper massacrou cerca de 100 civis em Stavelot.

Malmédy era um importante centro rodoviário na região de Liége, muito próximo à Spa e Stavelot. Foi nesta cidade que ocorreu um dos piores crimes de guerra, no qual mais de 90 prisioneiros norte-americanostropas SS de Peiper, que naquele momento (18 de dezembro) corria atrás de combustível e estava atrasado no cronograma da ofensiva. Este incidente entrou na história como o “Massacre de Malmédy“. As tropas norte-americanas foram sumariamente executados pelas SS, que alegaram uma tentativa de fuga dos prisioneiros. O retorno dos norte-americanos foi violento: as tropas SS não tinham muita misericórdia nos combates.

O comandante Peiper foi julgado nos Tribunais de Nuremberg, foi condenado à morte mas posteriomente teve sua pena comutada à prisão perpétua, em uma polêmica decisão que teve até investigação paralela do Senado norte-americano.

Em 1976, Peiper morreu em um atentado no qual os agressores explodiram uma bomba incendiária e deixaram um recado: “Vingadores“…

Porém estamos no esporte e esta semana teremos alguns momentos especiais na Fórmula-1 em Spa-Francorchamps:

GP DA ALEMANHA: Hoje não... Hoje não... Hoje sim... DE NOVO!

25 de julho de 2010 26

Fernando Alonso venceu pela segunda vez na temporada (a 1° foi na corrida de abertura da temporada), em mais um GP de Fórmula-1 marcado pela polêmica. Uma escandalosa ordem de equipe para Felipe Massa deixar Alonso passar na volta 49°, abriu caminho para a vitória do espanhol.

Em terceiro Sebastien Vettel que jogou fora a vitória após uma largada ridícula na qual saiu devagar e ainda espremeu perigosamente Alonso no muro, perdendo a posição para os dois da Ferrari.

A corrida transcorreu em vários tons de monotonia e teve pouca emoção, mas com quatro pilotos se esforçando depois de duplos acidentes envolvendo as duas Toro Rosso e as duas Force India, uma batendo na outra e todos permanecendo na prova. Rubens Barrichello se atrapalhou na largada e depois não conseguiu superar os carros à sua frente, terminando fora dos pontos depois de duas ótimas corridas.

Já o líder do campeonato Lewis Hamilton fez uma boa prova e chegou em quarto, seu máximo possível diante das circunstâncias. Foi beneficiado pela péssima prova de Mark Webber, que chegou em sexto, e pelo desempenho mediano de Jenson Button. Os dois da McLaren seguem na frente.

Fim do assunto da corrida, vamos a polêmica. Achei estranhíssimo selecionarem um trecho do Alonso quase inaudível, pois normalmente escolhem comunicações do engenheiro para o piloto. Quando ele falou eu pensei ter ouvido o ‘it’s ridiculous’. Tive certeza quando o Luciano Burti disse que não ia se complicar pois pode não ter entendido direito.

Algumas voltas depois, Massa ouviu claramente do seu engenheiro, Rob Smedley que Alonso era mais rápido: “Fernando está mais rápido que você. Você confirma que ouviu a mensagem?” . Na volta 49, após o grampo Massa acelerou a meia-força e deixou Alonso passar. Um patético “Desculpe” veio do mesmo engenheiro logo após a ultrapassagem. No final da prova, o mesmo engenheiro disse que Massa foi “magnânimo”.

Ele foi irônico e sua contrariedade após a corrida na coletiva oficial: “Bom, não preciso dizer nada sobre isso. Não cometi erro, ele me passou. A única coisa que sinto é que estávamos trabalhando pela equipe, e isso é o mais importante”

Sendo objetivo:

  • As chances de Alonso ser campeão são mínimas, quase 50 pontos atrás. Mesmo que a Ferrari continue ganhando todas as corridas (o que é praticamente impossível na equilibrada F-1 de hoje), a Red Bull e a McLaren teriam que cometer muitos erros e a Scuderia de Maranello nenhuma.
  • Massa tinha todo o emocional a seu favor, primeira corrida liderando, há 1 ano quase morreu.
  • Nem sempre o melhor carro consegue ultrapassar, mesmo que tente
  • Se não ocorre uma punição para a Ferrari, no Artigo 39.1 do Regulamento Esportivo que diz: “Team orders which interfere with a race result are prohibited” (traduzido: “Ordens de equipe que interferem no resultado da corrida são proibidas”).
  • Esta regra do jogo de equipe se não for aplicada hoje, tem que ser banida do regulamento.

    A Ferrari acaba de ser convocada para explicações aos comissários de prova, mas não vai dar em nada. Infelizmente.

A IMAGEM DO DIA vem do Twitter: @LucianoBurti Resumindo:  http://yfrog.com/mj6qpj

No Twitter do Luciano Burti quando este escreveu o mesmo que eu ouvi - Reprodução Twitter @LucianoBurti

A comunicação de boxes monitorada pela FIA começou justamente por causa da vergonha doLet’s Michael pass for the Championship no GP da Áustria de 2002 contra o também brasileiro Rubens Barrichello. Pela primeira vez na história da categoria, um vencedor foi vaiado escandalosamente ao final da corrida, assim como o pódio. Vejam de novo:

Em tempo, eu não deixaria o Alonso passar. Que se ralasse. Estou milionário, consigo emprego em outra equipe e estou me lixando. Ou definitivamente está comprovado que existe a “Cláusula Barrichello” nos contratos da Ferrari.

Como disse meu amigo Maurício Neves de Jesus, quando a coletiva é mais importante que a corrida, o esporte está doente. Só a Ferrari consegue fazer uma dobradinha sensacional em algo vergonhoso.

Uma pauta para a amiga Juliana de Brito: qual o papel da imprensa?  Noticia, torcer ou distorcer? A péssima e bairrista imprensa espanhola se superou. O Marca e o AS simplesmente ignoraram a ordem de equipe e o Marca ainda conseguiu dizer que Massa “enfeiou” o triunfo da Ferrari.

A imprensa inglesa reclamou, o sensacionalista alemão Bild disse “vitória fraudulenta sobre Vettel”. E a imprensa brasileira soltou os cachorros. Até a Gazzetta dello Sport criticou a Ferrari pela ordem de equipe.

Envolvidos na categoria também falaram:

Eddie Jordan, ex-dono da equipe Jordan: “Foi ilegal e foi roubo. Eles nos roubaram a chance de ter uma disputa roda-a-roda entre pilotos. A Ferrari deveria ter vergonha”

Niki Lauda, tricampeão mundial de F1 (uma delas pela Ferrari): “Vergonha” 

Christian Hornes, diretor da Red Bull: “Foi a ordem de equipe mais clara que eu já vi. É errado para o esporte. Os pilotos deveriam ter a permissão de disputar. Massa fez o melhor trabalho. Ele estava na liderança e as regras são bastante claras: ordens de equipe não são permitidas.”

Bom, vamos aos prêmios…

PREMIAÇÕES ESPECIAIS DO ALMANAQUE ESPORTIVO – F1-2010 (copyright by “Buteco Racing“):

http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2010/03/17/premiacoes-especiais-na-f-1-2010-do-almanaque-esportivo/

Troféu “Jim Clark” - Para a bela corrida de Felipe Massa, 1 ano após quase morrer no GP da Hungria

Troféu “Rouge & Blanc” – Para Adrian Sutil, que foi atingido por Vitantonio Liuzzi e mesmo assim passou a corrida inteira andando rápido e tentando ultrapassar os outros.

Troféu “Chris Amon” – Para Lucas di Grassi, que fazia ótima prova para seubs objetivos e andava à frente das Lotus quando quebrou mais uma vez.

Troféu “Fiofó de Ouro” - Para Alonso, por ser piloto de uma equipe que joga contra o esporte, a Ferrari

Troféu “Didi Mocó Prize For Technical Achievements” – Para as trapalhadas dos segundos pilotos Jaime Alguesuari e Vitantonio Liuzzi, que acertaram os primeiros pilotos Sebastien Buemi e Adrian Sutil na largada.

Troféu “Porquê Eu Não Fiquei Com Minha Boca Fechada” - Para todos os envolvidos no “Radiogate Ferrari”.

Troféu “Dick Vigarista” - Preciso falar? Ferrari, claro.

VEJA TAMBÉM:

GP DA ALEMANHA 2009: A primeira de Webber na carreira!

GP DA ALEMANHA 2008 – A sorte de Nelsinho Piquet o leva ao pódio