Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "futebol europeu"

DIA DO GOLEIRO: Parabéns para meus ídolos Taffarel, Schmeichel e Van der Sar

26 de abril de 2013 6

Hoje, 26 de abril é o “Dia do Goleiro” aqui no futebol brasileiro. A data foi escolhida para comemorar o aniversário do histórico goleiro Manga, nascido em 26 de abril de 1937. E o Almanaque Esportivo fará uma homenagem aos seus três ídolos de infância: Taffarel, o dinamarquês Peter Schmeichel e o holandês Edwin van der Sar.

Dia do Goleiro em homenagem à "Manguita Fenômeno" - Foto: Genaro Joner / Agencia RBS

  • TAFFAREL – BRASIL – INTERNACIONAL, PARMA, REGGIANA, ATLÉTICO-MG, GALATASARAY

Difícil falar sobre o jogador mais importante em minha vida como torcedor de futebol. Taffarel é especial para mim. Um goleiro que nunca foi muito alto, mas sempre se posicionou de maneira espetacular, com uma inteligência e firmeza indiscutível.

Depois de se tornar o primeiro goleiro brasileiro com status de estrela no futebol mundial, virou ídolo em quase todos os times que passou. Na Seleção Brasileira é uma lenda. Então, fica minha homenagem com dois vídeos, cenas raras de defesas pouco lembradas:

E as mais clássicas:

  • PETER SCHMEICHEL – DINAMARCA – GLADSAXE-HERO, HVIDOVRE – MANCHESTER UNITED – SPORTING LISBOA – ASTON VILLA – MANCHESTER CITY

Peter Schmeichel me chamou a atenção no inverno de 1992. Com atuações assombrosas pela Dinamarca, me fez procurar saber que time ele atuava e mais detalhes sobre o atleta. Dali iniciou-se uma relação de 20 anos com o Manchester United, mas hoje o assunto é Schmeichel. Gigantesco, o dinamarquês era um líder dentro e fora de campo, mas sua suprema técnica e a explosão muscular eram imbatíveis. Com uma firmeza impressionante, se tornou um dos maiores goleiros da história do futebol mundial. Vejam grandes momentos de Peter, The Dane.

EDWIN VAN DER SAR – AJAX – JUVENTUS – FULHAM – MANCHESTER UNITED

O goleiro Edwin van der Sar é um misto das duas lendas anteriores. Gigante como Schmeichel, ágil como Taffarel. Um goleiro que aos 40 anos estava em plena forma, com atuações espetaculares por um dos maiores times do mundo. Ícone do Ajax, se tornou quase ao final de carreira um dos mais brilhantes jogadores recentes do Manchester United.

Grandes defesas de Van der Sar até chegar ao Manchester United:

E sua fase gloriosa em Old Trafford:

O Fascismo no futebol europeu - Série Especial no Almanaque Esportivo

04 de agosto de 2012 0

Em 2007, escrevi uma série no Almanaque Esportivo sobre grupos de ultra-direita envolvidos no futebol. Não só englobavam torcedores violentos, como também tinham posicionamentos políticos radicais. Em resumo, essencialmente grupos racistas, xenófobos e violentos.

The Muckers - Torcida neonazista do modesto inglês Blackpool

E violência é inimiga do futebol. Isto não combina, não faz sentido. Não existe.

Para lutar contra um inimigo, temos que conhecê-lo o máximo possível. Esta foi a intenção da série de posts sobre grupos de ultra-direita inseridos no futebol. Espero que tenham gostado.

O FASCISMO NO FUTEBOL EUROPEU

Postado por Alexandre Perin

PESQUISA: Brasileiros no exterior que venceram a Libertadores e Liga dos Campeões!

10 de julho de 2012 5

Quais atletas brasileiros conquistaram os títulos continentais da América e da Europa jogando por equipes de outros países? Por sugestão do leitor André Soares Ribeiro (que por sua vez contou com informações de Rafael Maranhão, Manoel Junqueira, Heitor e dados do comentarista esportivo Paulo Vinícius Coelho), que fez o levantamento abaixo dos jogadores campeões na Liga dos Campeões da Europa, fiz o levantamento de atletas campeões na Copa Libertadores da América jogando em times do exterior.

Vários dos atletas na listagem da Libertadores tiveram passagens formidáveis no futebol gaúcho: Jair, Manga, Iarley, Salvador. Outro deles, João Cardoso, que jogou no Grêmio com um destaque apenas fugaz, se tornou uma lenda no futebol argentino nos anos 60.
Brasileiros campeões e vice da Libertadores por times estrangeiros
CAMPEÕES

  • 1982 – Jair – Peñarol (URU)
  • 1971 – Manga – Nacional (URU)
  • 1967 – João Cardoso – Racing Club (ARG)
  • 1960 – Salvador – Peñarol (URU)

VICE-CAMPEÕES

  • 2004 – Iarley – Boca Juniors (ARG)
  • 1997 – Julinho – Sporting Cristal (PER)
  • 1969 – Manga – Nacional (URU)
  • 1963 – Orlando Peçanha – Boca Juniors (ARG)

Brasileiros campeões e vice da Copa dos Campeões/Liga dos Campeões da Europa por times estrangeiros
CAMPEÕES

  • 1960 – Canário, Didi – Real Madrid-ESP
  • 1963 – Dino Sani e Mazola Altafini e Germano – Milan-IT
  • 1964 – Jair da Costa – Internazionale-ITA
  • 1965 – Jair da Costa – Internazionale-ITA
  • 1969 – Sormani – Milan-ITA
  • 1987 – Juari, Casagrande, Celso, Paulo Ricardo e Elói – Porto-POR
  • 1997 – Júlio César – Borussia Dortmund-ALE
  • 1998 – Roberto Carlos, Zé Roberto e Sávio – Real Madrid-ESP
  • 2000 – Roberto Carlos, Júlio César e Sávio – Real Madrid-ESP
  • 2001 – Élber, Paulo Sérgio – Bayern de Munique-ALE
  • 2002 – Roberto Carlos, Flávio Conceição e Sávio – Real Madrid-ESP
  • 2003 – Dida, Serginho, Roque Júnior e Rivaldo – Milan-ITA
  • 2004 – Carlos Alberto, Derlei, Deco e Bruno Moraes – Porto-POR (obrigado Diego Zanini e Fábio pelas correções)
  • 2006 – Edmílson, Belletti, Ronaldinho Gaúcho, Sylvinho, Thiago Motta e Deco – Barcelona-ESP
  • 2007 – Dida, Serginho, Cafu, Kaká e Ricardo Oliveira – Milan-ITA
  • 2008 – Anderson – Manchester United-ING
  • 2009 – Sylvinho, Daniel Alves – Barcelona-ESP
  • 2010 – Júlio César, Lúcio, Maicon, Thiago Motta e Mancini – Internazionale-ITA
  • 2011 – Daniel Alves, Maxwell, Adriano e Thiago Alcântara – Barcelona-ESP
  • 2012 – David Luiz, Ramires e Alex – Chelsea-ING
    Total: 50 jogadores, com Roberto Carlos e Sávio sendo tricampeões europeus, sempre pelo Real Madrid (valeu, André!)

VICE-CAMPEÕES

  • 1957 – Julinho – Fiorentina-ITA
  • 1961 – Evaristo de Macedo – Barcelona-ESP
  • 1962 – Canário – Real Madrid-ESP
  • 1972 – Jair da Costa – Internazionale-ITA
  • 1973 – Mazola Altafini – Juventus-ITA
  • 1984 – Falcão e Toninho Cerezzo – Roma-ITA
  • 1992 – Toninho Cerezzo – Sampdoria-ITA
  • 1988 – Elzo,Chiquinho, Wando, Mozer – Benfica-POR
  • 1990 – Aldair, Ricardo Gomes e Valdo – Benfica-POR
  • 1991 – Mozer – Olympique Marseille-FRA
  • 1994 – Romário – Barcelona-ESP
  • 1999 – Élber – Bayern de Munique-ALE
  • 2001 – Fábio Aurélio – Valencia-ESP
  • 2002 – Zé Roberto, Lúcio – Bayer Leverkusen-ALE
  • 2005 – Dida, Cafu, Serginho e Kaká – Milan-ITA
  • 2006 – Gilberto Silva – Arsenal-ING
  • 2007 – Fábio Aurélio – Liverpool-ING
  • 2008 – Alex, Belletti – Chelsea-ING
  • 2009 – Anderson, Rodrigo Possebom, Rafael e Fábio – Manchester United-ING
  • 2010 – Breno – Bayern de Munique-ALE
  • 2011 – Anderson, Rafael e Fábio – Manchester United-ING
  • 2012 – Rafinha e Luiz Gustavo – Bayern de Munique-ALE
    Total: 34 jogadores , com Anderson, Rafael e Fábio duas vezes vice pelo Manchester United, enquanto Mozer e Toninho Cerezzo, atuando por dois times diferentes, também terminaram em segundo lugar.

LEITURA COMPLEMENTAR

Políticas de futebol? Utopia no Brasil, realidade na Europa, parte I

22 de abril de 2012 0

A espetacular fase do Barcelona nos últimos anos acabou gerando menos discussões do que gostaria na imprensa esportiva. Imaginava uma enxurrada de polêmicas sobre a fórmula do sucesso, que inclui a Espanha, atual campeã européia e mundial de seleções. Previa comparativos com o que tem sido feito no país, mas esta perspectiva pouco ocorreu.

Nem mesmo a humilhante derrota de 4×0 do Santos na final do último Mundial de Clubes mudou esta perspectiva, de buscar discutir o futuro do futebol brasileiro. Os pífios resultados da Seleção Brasileira, aliados à uma inexistência de “maneira de jogador” de todos os grandes clubes do país são frutos da falta de continuidade. Sejam das pessoas, sejam das idéias.

Espanha contra a Suíça na última Copa - Fonte: Arquivo Pessoal

As lamentáveis declarações de Andrés Sánchez, Diretor de Seleções da CBF e ex-presidente do Corinthians, de que o time espanhol passa por uma fase e teve a “sorte” de uma geração de ouro que não vai mais repetir, apenas deixam claro de que o Brasil não discute este assunto com a profundidade que deveria: a ausência de políticas de futebol no cenário nacional.

Não há uma linha de trabalho nas categorias de base do futebol brasileiro focada na formação de atletas e uniformidade da maneira de jogar. Cada clube tem suas características históricas: times como Corinthians e Grêmio basearam-se em marcação forte aliada à qualidade, enquanto equipes como o Santos e o Flamengo quase sempre tiveram sucesso com um futebol mais ofensivo. Isto não importa nesta questão. É irrelevante.

Pois o que devemos observar nos clubes, sejam potências nacionais, forças regionais ou equipes de pequeno porte, é que inexiste um trabalho profundo, buscando formar atletas e unificar linhas de trabalho até chegar ao elenco profissional. Pela volatilidade das questões políticas, afinal pouquíssimos clubes tem permanência de um mesmo presidente ou grupo de conselheiros por um longo tempo, há uma clara deficiência de planejamento dentro do futebol.

Os treinadores chegam e trazem reforços indicados, sem contar indicações ‘casadas’ com seus empresários, muitas vezes sem critério algum. Como o círculo vicioso não termina, a pressão imediata por resultados é muito grande e estes treinadores são demitidos. E o que fazer com os atletas indicados por eles? Recentemente vimos o problema no Grêmio com Silas: indicou Uendel, Ferdinando, Ozéia e William, todos ex-comandados no Avaí. Silas caiu em agosto e o Grêmio ficou com jogadores fora dos planos até o final do ano (Uendel foi pior, ainda tem contrato!).

Outro fator que enxergo como nefasto nesta carência de idéias é a supervalorização dos treinadores. No Brasil se pagam salários superiores à potências européias como Alemanha e Itália. Nomes com poucos títulos nacionais em muitos anos de carreira rodam pelos grandes clubes com salários em uma ascendente, independente dos resultados.

Massimiliano Allegri, ascendente treinador campeão italiano pelo gigante Milan, tem o maior salário do futebol italiano: cerca de 400 mil reais mensais. Isto o deixa em patamar abaixo de Dorival Júnior, Tite, Muricy Ramalho, Cuca, Celso Roth, sem contar os multicampeões Muricy Ramalho, Wanderley Luxemburgo e Felipão. O problema é que Celso Roth ganha salários de 100 mil reais para cima há 10 anos, e só foi ganhar algo de expressão em 2010. Cuca desde 2004 está na rota dos grandes e tem apenas dois estaduais. A relação entre títulos e nível salarial não existe.

Pelas deficiências dos clubes, os técnicos brasileiros são vistos como um “departamento de futebol ambulante“. Que contratam, vendem jogadores como se tivessem o tempo que possuem os managers ingleses. Mas na prática, possuem a instabilidade no cargo de treinadores italianos, que apenas assistem seus presidentes contratarem ou dispensarem atletas.

O que defendo é a adoção de uma política de futebol nos clubes, independente dos dirigentes. Políticas definidas nos planejamentos estratégicos dos clubes, baseadas em critérios científicos e na tradição do clube. Gerando uma identificação das torcidas com seus respectivos times.

Temos ‘cases’ de sucesso na Europa em times gigantescos, como o espanhol Barcelona, grandes potências regionais, como o holandês Ajax. E até mesmo em times pequenos, como o inglês Stoke City e o galês Swansea City.
Isto veremos amanhã…

'L'Equip Petit' - A história de amor do time catalão que não marca gols!

02 de agosto de 2011 0

Margatània é um time infantil que disputa a Liga infantil da cidade de Vilanova i la Geltrú, próxima à Barcelona. A equipe catalã é composta de crianças de 5 a 6 anos, alunos dos colégios Margallo e Cossetània. Certo dia a história chegou aos ouvidor de Roger Gómez, produtor da TV Cangrejo, e ele resolveu fazer um documentário.

A história de amor pelo esporte, trabalho em equipe e, principalmente, a sinceridade das crianças cativam os espectadores. Eles não estão preocupados em ganhar por ganhar.

Se divertem, se dedicam, jogam. Por serem menores e não tão bons, perdem de qualquer maneira.E sabem que vão perder. E não se importam.

“Eles aprendem a jogar, passam bem a bola, respeitam o adversário, respeitam os companheiros de time, ajudam a equipe“, diz o pai de uma das crianças.

Uma vez nos meteram 20(gols)… Outra vez nos meteram nove(gols!). Fiquei boquiaberto!! Mas isto foi porque eles não eram tão bons“, diz o pequeno Adrià.

Os garotos e garotas comentam o que farão quando fizerem um gol, como irão comemorar. É contagiante.

O time levou 271 e só marcou 1 gol, através de Emma no último jogo do ano.

Um conto moderno, sobre uma história antiga.

Em um mundo hoje competitivo, lembramos de amor, companherismo.

O legítimo, puro e absoluto: FAIR-PLAY

Parabéns Margatània!

SITE OFICIAL

http://margatania.wordpress.com/

Inacreditável Futebol Clube - Gol perdido da semana

22 de julho de 2011 1

Confiram este gol incrível perdido pelo argelino Lens Annab, do time belga Westerlo, em jogo válido pelas eliminatórias da Liga Europa.

O jogo foi 0×0 contra o TPS Turku, da Finlândia, partida de ida da primeira fase qualificatória. O brasileiro Marcão, que no Brasil jogou pelo Vila Aurora-MT, deu o passe para o erro de Annab:

Pesquisa aponta as maiores torcidas da Europa

11 de dezembro de 2010 0

O ranking abaixo mostra apenas os times com maior torcida no continente europeu. Neste, o Barcelona é líder disparado com quase o dobro do segundo colocado, o arquirrival Real Madrid. Os times ingleses também estão bem, com Manchester United, Chelsea, Arsenal e Liverpool entre os dez primeiros.O levantamento é da empresa alemã de marketing esportivo Sport+Markt

Outrora soberana, a Juventus caiu muito de participação em virtude dos últimos escândalos e crise técnica da década atual. Surpreende a ótima participação dos times da Rússia (sede do Mundial de 2018), com Zenit, CSKA e Spartak entre os mais citados.

As maiores torcidas da Europa - Reprodução Sport+Markt

1. Barcelona-ESP – 57,8 (milhões de torcedores)
2. Real Madrid-ESP – 31,3
3. Manchester United-ING – 30,6
4. Chelsea-ING – 21,4
5. Bayern Munique-ALE – 20,7
6. Arsenal-ING – 20,3
7. Milan-ITA – 18,4
8. Internazionale-ITA- – 17,5
9. Liverpool-ING – 16,4
10. Juventus-ITA – 13,1
11. Zenit-RUS – 12,6
12. CSKA Moscou-RUS – 10,5
13. Spartak Moscou-RUS – 9,0
14. Olympique Marselha-FRA – 7,8
15. Ajax-HOL – 7,1
16. Galatasaray-TUR – 6,8
17. Olympique Lyon-FRA – 6,6
18. Fenerbahce-TUR – 6,1
19. AS Roma-ITA – 6,0
20. Dínamo Kiev-UCR – 5,3

Outro aspecto relevante é o número de torcedores dentro do próprio pais, mostrado na figura abaixo:

Jogador de linha vai para o gol e pega pênalti no México

18 de outubro de 2010 2

Goleiro-linha pegando penalidade no México! Um momento mágico ocorreu neste domingo no Campeonato Mexicano. Na 12° rodada do Torneio Apertura 2010, o Pachuca empatava em casa por 1×1 contra o Monarcas Morelia, desperdiçando a chance de assumir a liderança de sua chave. Carlos Peña colocou o time da casa em vantagem 1×0 aos 11 minutos de jogo, mas Miguel Sabah empatou para os visitantes aos 16 do 2° tempo.

Aos 39 da etapa final, em um veloz contra-ataque, Luis Rey, do Morelia, foi derrubado pelo experiente goleiro Miguel Calero, expulso imediatamente por impedir chance claríssima de gol. Com três substituições já efetuadas, o Pachuca teve que colocar o meia Juan Rojas no gol. Na cobrança Miguel Sabah telegrafou, Rojas se adiantou e PEGOU a penalidade. Vejam:

Isto imediatamente me lembrou outros dois lances. Em 1988, na Copa União daquela temporada, o ótimo time do Flamengo (cujo ataque era nada menos que Bebeto, Renato Gaúcho e Zico) pegava um fraquíssimo Palmeiras no Maracanã. Mesmo com 10 jogadores após a expulsão de Dênis, o Palmeiras saiu na frente com um gol de Mauro. No finalzinho do jogo, Bebeto divide com Zetti e involuntariamente quebra a perna do arqueiro alviverde.

Na época só duas substituições eram permitidas e o Palmeiras já tinha feito ambas, então foi necessário improvisar o atacante Gaúcho no gol. Ainda deu tempo de, aos 47 do segundo tempo, Bebeto desviar e empatar, 1×1. Como na época, empates eram decididos nos pênaltis (2 pontos para o vencedor e 1 para o derrotado), o Maracanã presenciaria um momento histórico logo a seguir.

Nas cobranças alternadas, Gaúcho converteu sua penalidade sobre o goleiro Zé Carlos (já falecido) e pegou as batidas de Zinho e Aldair (que time do Fla, heinhô?). Curiosamente, Gaúcho marcaria época no Flamengo após esta passagem pelo Palmeiras, então em um jejum histórico e uma fase terrível. Vejam os lances:

Em outro momento histórico para jogadores de linha, o croata Mladen Petric se tornou o herói do Basel em um jogo contra o Nancy pela Copa da UEFA 2006/07. Na ocasião, o goleiro argentino Franco Constanzo foi expulso após cometer penalidade sobre o atacante marfinense Issiar Dia. Como as três substituições já haviam sido feitas, Petric foi para o gol. Então o francês Mikael Chrétien cobrou e Petric virou herói, salvando sua equipe da derrota certa. Vejam o lance:



Frango mítico em jogo da Segunda Divisão ISLANDESA

13 de julho de 2010 4

Ogmundur Olafsson - O maior frango de 2010 - Crédito site oficial  do HK: http://www.hk.is/web/?&OZON=Z3JvdXA9MTA4OTgmcGFyZW50PTMzOA==Um frangaço monumental marcou a partida entre Þór Akureyri e Handknattleiksfélag Kópavogs (HK) pela deild karla, a SEGUNDA DIVISÃO de futebol da Islândia.

O goleiro islandês Ogmundur Olafsson e jogador do HK, logo a dois minutos de partida fez isto após um inócuo cruzamento. Foi o legítimo “gol contra de goleiro”:

O pior é que o arqueiro de 26 anos, titular do HK, não conseguiu se recuperar do peru histórico e, quatro minutos depois, cometeu penalidade que foi convertida e selou o marcador final de 2×0 para o Þór Akureyri.

A título de curiosidade, a partida foi vista por 350 espectadores. Repararam na qualidade do gramado? Melhor que muitos da Primeira Divisão Brasileira…

Resumão das quartas, os melhores e piores do Mundial

06 de julho de 2010 1

As quartas-de-final da Copa do Mundo 2010 terminaram no último sábado. Quatro times seguiram adiante no Mundial da África do Sul, e outras quatro equipes voltaram para casa. Para decepção nacional, mais uma vez caímos nas quartas-de-final, sina brasileira que ocorreu nos Mundiais de 82, 86, 2006 e 2010.

A Holanda, time preconizado por mim em 2003, virou sobre o time brasileiro e passou para as semifinais quando enfrentará o Uruguai. Sneijder, o astro da Internazionale, foi o autor de dois gols no confronto contra o time de Dunga. Detalhes sobre a derrocada e uma análise para o futuro serão feitos em um post complementar.

No maior ‘milagre’ do Mundial até agora, a “Celeste Olímpica” reviveu um momento histórico ao bater Gana nos pênaltis depois de um 1×1 no tempo normal e de escapar de um pênalti aos 121 minutos de jogo, ou 16 do 2º tempo da prorrogação. Para desespero de todo um continente, Asamoah Gyan chutou no travessão a primeira oportunidade de um time africano chegar às semifinais de uma Copa do Mundo. Gana se iguala à Camarões (1990) e Senegal (2002) como melhor resultado da África em um Mundial.

Já a Alemanha, superando os prognósticos de um placar tão elevado mas confirmando a eficiência de seu jogo veloz e ofensivo, enfiou uma goleada de 4×0 sobre a Argentina de Diego Maradona. Messi, de novo, foi apagado e não fez gols. O técnico alemão Joachim Loew mostrou que sabia anular os pontos fortes argentinos, explorando a fragilidade do time mal-treinado pela lenda da Villa Fiorito.

Finalizando, a Espanha confirmou as expectativas e superou o Paraguai por 1×0 em um jogo muito duro para a atual campeã européia. Porém, mais importante que isto, foi a atuação soberba da equipe paraguaia, que finalmente fez um jogo de muita qualidade no Mundial. Desespero para o jovem Óscar Cardozo, que errou um pênalti no tempo normal que poderia ter dado a classificação em um jogo tão equilibrado. A Espanha errou também, mas no final do jogo David Villa decidiu a partida e, de quebra, se tornou artilheiro da Copa com 5 gols.

Tudo que de melhor, e pior, ocorreu nas quartas-de-final da Copa 2010 - Crédito: fotos AFP

Melhor time das quartas-de-final: Alemanha, que patrolou a Argentina

Pior time das quartas-de-final: Argentina, goleada pelso alemães

Melhor defesa das quartas-de-final: Para mim, o Paraguai, que mesmo perdendo segurou um time absurdamente superior

Pior defesa das quartas-de-final: Argentina, que falhou conforme todos esperavam

Melhor ataque das quartas-de-final: Alemanha, que goleou em uma fase decisiva.

Pior ataque das quartas-de-final: Paraguai e Argentina, que ficaram em branco.

Surpresas positivas das quartas-de-final: Paraguai, que fez um inesperado ótimo jogo contra a Espanha depois de sucessivas partidas abaixo da crítica.

Surpresas negativas das quartas-de-final: A péssima atuação defensiva do Brasil, justo nosso ponto forte.

Zebra das quartas-de-final: A Holanda, que fez um péssimo 1° tempo mas virou sobre o Brasil com autoridade

Craque das quartas-de-final: Sneijder (Holanda), melhor em campo contra os brasileiros e autor de dois gols.

Revelação das quartas-de-final: Khedira (Alemanha), atuação espetacular contra os argentinos, anulando Messi & Cia

Golaço das quartas-de-final: O 3° gol da Alemanha, quando Schweinsteiger entrou a dribles na defesa argentina

Gol heróico das quartas-de-final: Villa (Espanha), no finalzinho na duríssima vitória da Espanha sobre o Paraguai.

‘Quase golaço’ das quartas-de-final: Jogadaça brasileira, com toques de primeira e que terminou em um chute de longe de Kaká para milagre do goleiro holandês Stekelenburg.

Defesa das quartas-de-final: Stekelenburg (Holanda), em chutaço de Kaká quando a Holanda perdia por 1×0. Menção honrosa para a defesa de Casillas no pênalti mal-batido de Oscár Cardozo. Menção honrosa para a ‘defesa’ de Luís Suárez (Uruguai)

Frango das quartas-de-final: Júlio César (Brasil), que falhou feio no 1° gol da Holanda. Contra do Felipe Melo, mas erro do brasileiro.

Burrice das quartas-de-final: Felipe Melo (Brasil), sendo merecidamente expulso após um pontapé em Robben.

Mico das quartas-de-final: O pênalti perdido pelo ganês Gyan aos 16 minutos do 2° tempo da prorrogação, que classificaria o seu time para a semifinal.

Melhor técnico das quartas-de-final: Gerardo Martino (Paraguai), que mexeu em seis posições e acertou o time paraguaio

Pior treinador das quartas-de-final: Diego Maradona (Argentina), que errou no planejamento tático e nas substituições. Dunga merece menção, pois não tirou Felipe Melo antes deste ser expulso

Melhor árbitro das quartas-de-final: Olegário Benquerença (Portugal), muito bem nos 120 min de Gana 1×1 Uruguai.

Pior árbitro das quartas-de-final: Carlos Batres (Guatemala) e seus bandeirinhas no jogo Espanha 1×0 Paraguai por não mandar bater de novo a penalidade paraguaia de Cardozo (os espanhóis invadiram) e porque não deu pênalti para Espanha no rebote do pênalti desperdiçado por Xabi Alonso

Melhor jogo das quartas-de-final: Alemanha 4×0 Argentina

Pior jogo das quartas-de-final: Espanha 1×0 Paraguai

Top das quartas-de-final: Alemanha, Holanda e Espanha

Bottom das quartas-de-final: Argentina, Brasil

Seleção das quartas-de-final: Stekelenburg (Holanda); Lahm (Alemanha), Da Silva (Paraguai), Mertersacker (Alemanha) e Boateng (Alemanha); Khedira (Alemanha), Schweingsteiger (Alemanha), Sneijder (Holanda) e Iniesta (Espanha); Villa (Espanha) e Klose (Alemanha)

VEJA TAMBÉM:

Copa 2010: Resumão da 1º rodada, os melhores e piores do Mundial