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Posts com a tag "Futebol Gaúcho"

TÚNEL DO TEMPO: Há 12 anos, Grêmio e Roma conquistavam títulos históricos

17 de junho de 2013 5

17 de junho de 2001. Grêmio e Roma há doze anos conquistaram seus últimos títulos de imensa repercussão e trouxeram uma alegria inconteste aos seus torcedores. E curiosamente pelo mesmo marcador: 3×1.

Na ocasião, a Roma bateu  em um estádio Olímpico lotado e conquistou seu terceiro e último “scudetto“. Já o Tricolor gaúcho, do estádio Olímpico (curiosamente) contrariou as expectativas e simplesmente obliterou o Corinthians em um Morumbi lotado, 3×1 fora o baile e levantou sua quarta conquista da Copa do Brasil. E esta serão as histórias contadas agora…

ROMA

A Roma, treinada pelo multicampeão Fabio Capello, chegou à ultima rodada liderando por dois pontos na frente da Juventus, então comandada por Carlo Ancelotti: 72 a 70. A arquirrival Lazio tinha 69 pontos, com chances remotas (precisaria ganhar e torcer para a Roma perder e a Juve ao menos empatar). O jogo chave havia sido no começo de maio, um 2×2 heróico em Turim com a Roma saindo perdendo por 2×0.

Roma, campeã italiana em 2001 - Reprodução: capa Gazzetta dello Sport -> http://www.gazzetta.it

Era uma temporada mágica para os giallorossos, com contratações de muito impacto gerando a espinha dorsal do time, em todos os setores : o zagueiro Walter Samuel (Boca Juniors), o meia Émerson (Bayer Leverkusen) e anida matador Gabriel Batistuta (Fiorentina) . O time-base foi (3-5-2, um dos melhores que eu vi): Francesco Antonioli; Antônio Carlos, Walter Samuel e Jonathan Zebina; Cafu, Émerson, Damiano Tommasi e Vincent Candela; Francesco Totti; Vincenzo Montella e Gabriel Batistuta. Como reservas importantes: Aldair, Marcos Assunção, Cristian Zanetti Hidetoshi Nakata, Marco Delvecchio, Abel Balbo

Na rodada final, a Juventus virou sobre a Atalanta por 2×1, enquanto a Lazio levou 2×1 do Lecce fora. Porém isto nada significou já que a Roma passeava sobre o Parma no Olímpico (jogo completo): Francesco Totti aos 19, Vincenzo Montella aos 39 e Gabriel Batistuta aos 33 do segundo tempo (Marco Di Vaio descontou pros visitantes aos 37 do segundo tempo).  Fim do jejum de 18 anos sem títulos. Escutem na emocionada narração italiana:

A Roma ainda conquistaria a Copa da Itália em 2006 e 2007, mas por lá a repercussão destas conquistas não é a mesma.

O último scudetto ninguém esquece.

Grazie, Roma!

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GRÊMIO

Algumas horas depois, outro campeonato se decidia em outro país, hemisfério e continente. Treinado por Tite, um técnico jovem e com idéias arrojadas, o Grêmio chegava à sua sétima final de Copa do Brasil em busca de seu quarto título. Seu adversário era o Corinthians, algoz em 1995 na decisão deste mesmo torneio. Treinado por Luxemburgo, o Corinthians havia reduzido seus investimentos mas ainda assim era um time com jogadores de alto quilate, como Marcelinho Carioca, Muller, Ewerthon e Kléber.

Elenco do Grêmio campeão da Copa do Brasil 2001 - Reprodução: clicrbs.com.br

Foi um primeiro semestre tumultuadíssimo no Grêmio: o início da Lei Pelé, a traumática saída de Ronaldinho para o Paris Saint-Germain e a quebra da parceira ISL, deixando o time sem grandes reforços ao contrário do ano anterior. Muitos fiascos de 2000 saíram do clube, como Astrada, Amato e Paulo Nunes, e só um novo jogador indiscutível chegou: Marcelinho Paraíba. Caberia a ele se tornar o símbolo da conquista tricolor, com atuações históricas  (e duas expulsões, inclusive ficando fora do primeiro jogo da final).

O time base foi, sempre jogando em um envolvente 3-5-2: Danrlei; Marinho, Mauro Galvão e Anderson Polga; Anderson Lima, Eduardo Costa, Tinga, Zinho e Rubens Cardoso; Rodrigo Mendes(Luís Mário) e Marcelinho Paraíba. NaAlguns reservas na final jogaram bastante nas fases anteriores: Roger, Itaqui, Fábio Baiano, Cláudio Pitbull e Warley.

Antes de levantar a taça no Morumbi, o Grêmio atropelou o Coritiba nas semifinais, passou com dificuldades sobre o Fluminense e, em suas melhores atuações (além da decisão), venceu o São Paulo 2x, em casa e no Morumbi em um sensacional 4×3.  No jogo de ida da finalíssima, o Grêmio perdia por 2×0 no segundo tempo mas em uma reação fulminante, Luís Mário fez dois gols e empatou o jogo em 2×2.

Na finalíssima, o Grêmio marcou pressão avançado, sem dar espaço para a habilidade de jogadores como Marcelinho Carioca e Muller. Acuado, o Corinthians deu muitos balões e errou passes. A categoria de Zinho decidiu a partida: deu o passe pro gol de Marinho, no final do primeiro tempo.  Fez o segundo, no início do segundo tempo. E um passe magistral na jogada do terceiro gol, desta vez de Marcelinho Paraíba.

O Grêmio atropelou o Corinthians e levantou o título. Jogo completo aqui Vejam a reportagem do massacre:

CORINTHIANS 1×3 GRÊMIO
Estádio: Morumbi (São Paulo, SP)
Data: 17 de junho de 2001
Público: Não divulgado
Gols: 45’/1ºT – COR 0×1 GRE (Marinho), 02’/2ºT – COR 0×2 GRE (Zinho), 30’/2ºT – COR 1×2 GRE (Éwerthon) e
42’/2ºT – COR 1×3 GRE (Marcelinho Paraíba)
Corinthians: Maurício; Rogério (Andrezinho), Scheidt, João Carlos e Kléber; Otacílio, M. Senna (Pereira), Marcelinho e Ricardinho; Müller (Gil) e Éwerthon. Técnico: W. Luxemburgo.

Grêmio: Danrlei; Ânderson Lima (Itaqui), Marinho, Mauro Galvão (Alex Xavier) e Rubens Cardoso; Roger, Ânderson Polga, Tinga e Zinho; Luís Mário (Fábio Baiano) e Marcelinho Paraíba. Técnico: Tite.

Árbitro: Antônio Pereira (GO/FIFA).
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Primeira fase

14/03/2001 Villa Nova-MG 3 x 2 Grêmio Ânderson Lima (2)
21/03/2001 Grêmio 4 x 1 Villa Nova-MG Luiz Mário (2), Zinho e Rubens Cardoso
Segunda fase
18/04/2001 Santa Cruz 1 x 0 Grêmio
26/04/2001 Grêmio 3 x 1 Santa Cruz Eduardo Costa e Rodrigo Mendes (2)
Oitavas-de-final
02/05/2001 Grêmio 1 x 0 Fluminense Marcelinho Paraíba
09/05/2001 Fluminense 0 x 0 Grêmio
Quartas-de-final
16/05/2001 Grêmio 2 x 1 São Paulo Warley (2)
23/05/2001 São Paulo 3 x 4 Grêmio Marcelinho Paraíba (3) e Zinho
Semifinais
30/05/2001 Grêmio 3 x 1 Coritiba Warley, Zinho e Ânderson Lima
06/05/2001 Coritiba 0 x 1 Grêmio Zinho
Finais
10/06/2001 Grêmio 2 x 2 Corinthians Luiz Mário (2)
17/06/2001 Corinthians 1 x 3 Grêmio Marinho, Zinho e Marcelinho Paraíba

A 'touca' virou: Juventude virou carrasco do Grêmio e freguês do Inter nos últimos 5 anos

29 de abril de 2013 21

A decisão do próximo domingo entre Internacional e Juventude, que vale o título da Taça Farroupilha, também vale o título do Gauchão antecipadamente para o time de Porto Alegre. E talvez consagrar de vez a mudança que ocorreu nos últimos cinco anos, quando o Juventude não assusta mais o Inter e tem atormentado a vida do Grêmio. Mais um capítulo no último sábado, quando o Grêmio foi eliminado do Gauchão pelo time de Caxias do Sul nas penalidades. Uma mudança do que víamos até pouco tempo atrás…

Tudo começou nos anos 90. Qualquer jogo entre Internacional e Juventude era cercado de muita expectativa. O “Juve-Nal” era quase sempre um dos jogos mais importantes. A derrota na final do Gauchão de 1998 e, principalmente, a humilhação na semifinal da Copa do Brasil de 1999, além de outras derrotas nas competições geraram uma rivalidade acirrada. Com o Grêmio, parecia o oposto: além do Juventude ter perdido todas as finais para o Tricolor (Gauchões de 1996, 2001 e 2007), ainda foi eliminado diversas vezes, inclusive de mata-matas do Brasileirão no qual tinha vantagem do mando de campo (2002).

Porém os últimos 5 anos mostram uma mudança significativa nos resultados. Tudo começou com as quartas-de-final do Gauchão daquela temporada. O Grêmio foi eliminado pelo Juventude em pleno Olímpíco, depois de vencer fora de casa no Alfredo Jaconi. Naquele mesmo ano, o Inter enfiou assombrosos 8×1 no mesmo Juventude e foi campeão estadual. Deste momento em diante, o Grêmio tem mais derrotas que vitórias contra o Juventude, e o Inter não perdeu mais. Desde aquela calorenta tarde de domingo em maio, quando o centroavante Mendes arrasou o time treinado por Celso Roth em um Olímpico lotado, esta rivalidade mudou de lado.

Jogo da virada: Grêmio 2×3 Juventude, quartas-de-final Gauchão 2008 – Grêmio eliminado

2009
Grêmio 2×0 Juventude
Grêmio 2×0 Juventude – Juventude eliminado 1º turno
2010
Juventude 1×2 Grêmio
2011
Juventude 3×2 Grêmio
2012
Juventude 2×1 Grêmio
2013
Juventude 2×1 Grêmio
Juventude (5)1×1(4) Grêmio – Grêmio eliminado do 2º turno e do Gauchão.
TOTAL: 8J, 3V Grêmio, 4V Juventude, 1E, 13 gols Grêmio, 12 gols Juventude

No mesmo período, o Internacional brilhou contra o Juventude e acabou com a sina de “touca”. O Colorado vinha de três derrotas seguidas para o Juventude no Gauchão daquele ano: 1×0 no Beira-Rio, 3×0 em Caxias e 1×0 no Alfredo Jaconi, partida de ida das finais do Gauchão daquele ano. Em uma atuação épica, o Colorado enfiou 8×1 no Juventude, 4 gols em cada tempo e com direito a gol do goleiro Clemer no finalzinho da partida. De lá para cá, nenhuma derrota e apenas um único empate. O Juventude foi eliminado em dois mata-matas.

Jogo da virada: Internacional 8×1 Juventude, finalíssima Gauchão 2008 – Inter campeão

2009
Juventude 3×3 Internacional

2010
Internacional 5×0 Juventude
Internacional 2×0 Juventude – Juventude eliminado 1º turno

2011
Internacional 3×1 Juventude
Juventude 1×2 Internacional – Juventude eliminado 2º turno e do Gauchão.

2012
Internacional 7×0 Juventude

2013
Internacional 4×1 Juventude
TOTAL: 9J, 8V Inter, 1E, 34 Gols Inter, 7 gols Juventude

TÚNEL DO TEMPO: Em um 1º de Abril há 12 anos, Grêmio patrolava Inter no Olímpico

01 de abril de 2013 2

Primeiro de Abril de 2001. Não, não era mentira, mas eram tempos conflituosos para o Grêmio, que daria a volta por cima e arrasaria o Internacional por 4×2, abrindo caminho para dois títulos no primeiro semestre daquele ano. Data especial para os gremistas, já que em 1950 no campo da Timbaúva segurou o Rolo Compressor em um 1×1 amistoso, e em 2006, cinco anos depois do jogo citado abaixo, empataria em 0×0 o primeiro jogo da final do Gauchão daquela temporada, quando o Tricolor se sagraria campeão de maneira surpreendente em um Beira-Rio abarrotado.

Em um domingo calorento e chuvoso, o Grêmio passava um momento de instabilidade fora dos gramados. O pedido de falência da ISL naquela semana havia abalado e causado muitos problemas ao presidente gremista, José Alberto Guerreiro. Além disto, a traumática saída de Ronaldinho para o Paris Saint-Germain e os três meses de salários atrasados causavam insatisfação no milionário elenco gremista.

Dentro dos gramados, o técnico Tite, então um iniciante em grandes clubes após um formidável trabalho no Caxias campeão gaúcho 2000, ainda se afirmava e tentava tirar o máximo de um elenco espetacular e que havia fracassado miseravelmente no ano anterior, ficando fora até da Copa Libertadores. Mas em campo o Grêmio tinha um time formidável, com opções no time titular e no banco. Além disto, o fato de não perder clássicos para o rival há 2 anos, a vantagem na tabela do primeiro turno do Gauchão deixavam o Grêmio como favorito.

Já o Internacional vivia um momento típico dos anos 90 em pleno século XXI. Depois de uma temporada bem acima das expectativas, com um sexto lugar honroso para um time modesto e sem investimentos, a diretoria colorada sob comando do presidente Fernando Miranda fez tudo errado: deu plenos poderes ao técnico Zé Mário, não investiu no time e promoveu mudanças que baixaram o nível técnico da equipe.

O resultado foi desastroso: o Inter já chegou no Gre-Nal três pontos atrás do rival, com um time contestado e jogando muito mal. Passou com as calças na mão pelo Vila Nova-GO e não tinha tido nenhuma atuação de qualidade, sendo contestado por público e crítica. Mesmo assim, 30 mil pessoas foram ao Olímpico Monumental, deixando de assistir uma pancada de Rubens Barrichello pela Ferrari na traseira de em Interlagos, no GP do Brasil de Fórmula-1 daquele ano. Corrida, aliás, decidida por uma ultrapassagem espetacular de David Coulthard sobre Michael Schumacher no “S do Senna” quase no final da corrida, usando um retardatário como “escudeiro” no movimento.

Dentro de campo, com um bom público no estádio Olímpico, o Grêmio dominou as ações do início ao fim: depois de perder chances de gol com Rodrigo Mendes e Zinho, o Grêmio abriu o marcador aos 23 minutos com Tinga em rebote de cobrança de escanteio. Aos 42, o mesmo Tinga recebeu passe de Renato Martins (com o peito!) e ampliou, 2×0.

No início do segundo tempo, Rodrigo Mendes aproveitou erro de Fábio Rochemback no início da jogada e ampliou para 3×0. Era a maior diferença em prol do Grêmio em um clássico desde 1990. Então, uma reação imediata do Inter: Luís Cláudio (de bicicleta!), Fábio Pinto descontaram, 3×2! Do nada, Marcelo Rosa quase empatou o jogo mas a zaga tirou em cima da linha. Depois dos 40, Zinho sofreu e cobrou pênalti cometido por  Fernando Cardozo, 4×2. O pesadelo colorado do “troco” pelo 5×2 de 1997 poderia ter ocorrido a seguir, em um pênalti que o árbitro Fabiano Gonçalves poderia ter marcado logo a seguir, mas o placar terminou inalterado até o final.

Ou seja: o favorito venceu, e convenceu. Se classificou para a final do Estadual com uma rodada de antecedência. O Juventude venceria o segundo turno, mas seria atropelado na final. O Grêmio, no dia 17 de junho, seria tetracampeão da Copa do Brasil ao atropelar o Corinthians. Data na qual Tite começava a entrar no rol dos grandes treinadores da história do futebol gaúcho…

GRÊMIO
Danrlei; Ânderson Lima, Marinho, Mauro Galvão e Rubens Cardoso; Anderson Polga, Eduardo Costa, Tinga e Zinho; Rodrigo Mendes (Warley) e Renato Martins (Itaqui). Técnico: Tite.

INTERNACIONAL
João Gabriel; Denílson, Fernando Cardozo, Espínola e Marcelo Santos (Marco Aurélio); Leandro Guerreiro (Gil Baiano), Carlinhos, Fábio Rochemback e Lê (Marcelo); Fábio Pinto e Luiz Cláudio. Técnico: Zé Mário.

Árbitro: Fabiano Gonçalves
Local: estádio Olímpico Monumental
Público: 29.062 (com 26.417 pagantes)
Renda: R$ 240.795,00

Cruzeiro faz história! Primeiro time gaúcho a ganhar no Beira-Rio e também na Arena!

29 de março de 2013 9

“Matador de Gigantes”. Assim podemos chamar o Cruzeiro, tradicionalíssimo time de Porto Alegre que completou 100 anos na última temporada. Ele entrou para a história da Arena do Grêmio ao se tornar o primeiro time brasileiro e gaúcho a vencer o Grêmio em seu novo estádio. O 2×1 desta quinta-feira pelo Campeonato Gaúcho foi a segunda derrota gremista na nova casa, a primeira em uma competição nacional (a outra foi para o Huachipato pela Copa Libertadores em fevereiro).

Só que isto não é uma façanha isolada do time da Zona Norte de Porto Alegre, que está se transferindo para Cachoeirinha. O Esporte Clube Cruzeiro também foi o primeiro time gaúcho a vencer o Internacional no estádio Beira-Rio! Isto ocorreu no dia 1º de maio de 1970, no 16º jogo colorado em seu novo estádio pelo Campeonato Gaúcho e o placar foi de 1×0 para o Cruzeiro.

Cruzeiro foi o 1º gaúcho a ganhar no Beira-Rio e também na Arena! - Foto: Ricardo Duarte, Agência RBS

O mando de campo era do Cruzeiro, mas por questões óbvias de público o jogo foi disputado no Beira-Rio. O Inter jogou inclusive com seu treinador reserva, Marco Eugênio, ao invés do titular Daltro Menezes, e um time bem descaracterizado. Isto porque o time titular estava fazendo uma série de amistoso no Peru, e havia vencido dois dias antes a então fortíssima Seleção Peruana por 2×0 em pleno estádio Nacional de Lima.

A derrota ocorreu na 42º partida do Inter no Beira-Rio. Antes deste jogo, o Inter já havia perdido outras quatro partidas no Beira-Rio, então com 13 meses de existência: para as Seleções da Hungria e Uruguai (em amistosos, obviamente) e para o Flamengo e Portuguesa (ambos no Robertão 1969).

Para garantir a confiabilidade da informação, fiz uma pesquisa bem apurada para isto e utilizei duas fontes diferentes: banco de dados próprio e o site RSSSF Brasil. Correções são bem-vindas!

Gauchão 2013: a agonia dos estádios vazios em um modelo errado de busca do público

20 de março de 2013 3

Ingressos caros versus nível técnico baixo? O resultado é: estádios vazios, torcidas desinteressadas, pouca repercussão e nenhuma qualidade. Temos aí a fórmula para um dos Campeonatos Estaduais mais medíocres dos últimos anos: o Gauchão 2013.

Levantamento da média de público feito por Wendell Ferreira e publicado esta semana ZH Esportes escancarou a situação vergonhosa nos estádios do Gauchão. A média de público é simplesmente desastrosa, como pode ser vista na planilha a seguir:

Tabela com média de público dos principais estaduais: Gauchão é um fiasco - Arquivo Pessoal

As explicações de Francisco Novelletto dizendo que a falta de cerveja nos estádios, o excesso de jogos transmitidos, e de que as bilheterias não são mais uma grande fonte de renda dos clubes simplesmente não convencem. Primeiro porque os times do interior tem poucos jogos transmitidos. O preço mínimo do Gauchão de 30 reais é totalmente incompatível com estádios velhos, mal-cuidados e jogos de nível técnico baixo.
Existe uma distorção no modelo apresentado por Novelletto: com os preços abusivos, sem promoções, os clubes estão se isolando de suas comunidades. E, para o futebol do interior, isto é o mesmo que morrer e continuar andando por aí. Sem contar os habituais absurdos na montagem da tabela da competição, algo salientado aqui no Almanaque Esportivo anualmente desde 2008, que privam comunidades inteiras de assistir jogos alternados de Grêmio e Internacional.
O importante nesta análise é fazer a qualificação dos dados. Na tabela apresentada, fica escarrado o problema quando analisamos a média sem considerar os jogos dos times grandes. A média em MG e SP é quatro vezes maior que a do Gauchão. MG tem mais que o dobro, enquanto apenas o Rio está em situação pior. Por exemplo, o modestíssimo Camboriú, pior média do Catarinense, teria média de público melhor que sete times do Gauchão.
E as soluções estão dentro do próprio futebol gaúcho. Sem preços mínimos, a Segunda Divisão tem um envolvimento bem maior das comunidades. Promoções, acertos com as empresas locais, horários adequados às realidades das comunidades em jogos não televisionados. É tão fácil, mas é necessário coragem e assumir a responsabilidade dos fatos.
Sobre o calendário inchado: o site Toda Cancha já apresentou uma tentativa de evolução no atual Calendário, publicada aqui no Almanaque: Gauchão pode evoluir: uma proposta de mudança no calendário do estadual.
Em 2000, com oito times na época, o Campeonato Gaúcho foi um impressionante sucesso de público e renda. Com alguns ajustes (talvez 12 times e semifinais e finais em jogo único por turno), o Gauchão poderia se tornar uma competição importante para as comunidades do Interior.

Como disse o amigo tuiteiro Luiz Mosca no Twitter: “-Se o Presidente da FGF entende q o dinheiro do público nao é mais relevante para os clubes do que o da TV, ele esquece o porquê destes clubes existirem”.


Bem longe dos “Congressos Técnicos em Cruzeiros marítimos” da FGF
Dos  OMISSOS dirigentes do futebol do interior.
O futebol gaúcho dos times do interior agoniza cada vez mais…

Em Ijuí, Inter conquista Taça Piratini e mantém escrita de não perder finais de turno

10 de março de 2013 2

A goleada de 5×0 sobre o São Luiz em Ijuí manteve uma estatística favorável ao Internacional: o time jamais perdeu uma final de turno desde 2009, quando foi implantado o atual regulamento do Gauchão. Com o triunfo na Taça Piratini, são seis conquistas de turno em seis finais disputadas. Além disto, outra estatística favorável: o Inter conquistou todos os segundo turnos do Gauchão disputados desde então, sendo campeão estadual em 3 dos 4 anos.

Em 2009, o Inter ganhou os dois turnos, sendo campeão invicto por antecipação. No primeiro turno, um 2×1 sobre o Grêmio no Beira-Rio e o título da então chamada taça Fernando Carvalho. Já no segundo turno, o histórico (porém não inédito) 8×1 sobre o Caxias, levando a conquista da Taça Fábio Koff e o título gaúcho.

Colorados comemoram Taça Piratini - Foto: Diego Vara/Agência RBS

Em 2010, o Inter venceu o segundo turno batendo o Pelotas por 3×2, levantando a taça Fábio Koff. Já em 2011, com a nova nomenclatura, o Colorado superou o Grêmio nos pênaltis por 4×2, depois de um 1×1 no tempo normal. Finalizando, em 2012 nova vitória, desta vez no segundo turno também sobre o Grêmio pelo placar de 2×1.

O Grêmio conquistou dois turnos desde então: o primeiro turno de 2010 (a Taça Fernando Carvalho), vitória de 1×0 sobre o Novo Hamburgo. Em 2011, em um jogo dramático, um 2×2 no tempo normal e 4×1 nos pênaltis sobre o Caxias.

O outro time a conquistar um turno foi o Caxias, que bateu o Novo Hamburgo por 3×2 nos pênaltis, depois de 1×1 no tempo normal em pleno estádio do Vale. Novo Hamburgo e Pelotas já chegaram na final de turno e nunca venceram (o Nóia 2x).

Confira abaixo todas as conquistas e confrontos:

  1. Internacional – 6 vitórias (1º e 2º turnos em 2009, 2º turno em 2010, 2011, 2012 e 1º turno em 2013)
  2. Grêmio – 2 vitórias (1º turno em 2010 e 2011), 3 derrotas (1º turno em 2009, 2º turno em 2011 e 2012)
  3. Caxias – 1 vitória (1º turno em 2012), 2 derrotas (1º turno em 2011, 2º turno em 2009)
  4. Pelotas – 1 derrota (2º turno em 2010)
  5. São Luiz – 1 derrota (1º turno em 2013)
  6. Novo Hamburgo – 2 derrotas (1º turno em 2010, 2º turno em 2013)

Todas as nove finais:

2009

  • Internacional 2×1 Grêmio – Taça Fernando Carvalho
  • Internacional 8×1 Caxias – Taça Fábio Koff

2010

  • Grêmio 1×0 Novo Hamburgo – Taça Fernando Carvalho
  • Internacional 3×2 Pelotas – Taça Fábio Koff

2011

  • Grêmio (4) 2×2 (1) Caxias – Taça Piratini
  • Internacional (4) 1×1 (2) Grêmio – Taça Farroupilha

2012

  • Novo Hamburgo (2) 1×1 (3) Caxias - Taça Piratini
  • Internacional 2×1 Grêmio – Taça Farroupilha.

2013

  • São Luiz 0×5 Internacional - Taça Piratini

OBS: matéria sugerida após comentário do tuiteiro @juniorcolorado5

Gauchão pode evoluir: uma proposta de mudança no calendário do estadual

11 de fevereiro de 2013 19

O Almanaque Esportivo segue na luta por uma evolução do Campeonato Gaúcho. Depois de mostrar que, ano após ano, a Federação Gaúcha de Futebol não sabe fazer a tabela do Gauchão e que um Estadual com apenas 12 times, 1o do interior e mais a dupla Gre-Nal seria muito mais rentável, sem mudar nada na formatação do futebol gaúcho, vamos a um passo adiante.

O Maurício Klaser e o Franco Garibaldi, do TodaCancha, me ressaltaram a questão do que fazer com os times do interior no resto do ano. A idéia proposta por mim no post anterior não deixa isto claro.

Sendo assim, as idéias e a campanha lançada em 2012no Blog TodaCancha pode ser posta em prática. Eu defendo a redução de datas e de times na Série A, e isto é perfeitamente atendida na proposta abaixo, que englobaria todas as regiões do estado. Vou repetir então, o que foi proposto em 2012:

O texto abaixo foi retirado do Blog Impedimento e o movimento busca uma conversa com Francisco Noveletto, presidente da Federação Gaúcha de Futebol, para expor nossa idéias e rejuvenescer o futebol do nosso interior, fortalecendo as rivalidades locais e pluralizando o acesso a todas as regiões do estado.

Um campeonato verdadeiramente gaúcho

Há algum tempo temos acompanhado discussões em sites com adeptos do futebol do interior gaúcho acerca de um calendário que permitisse aos clubes pequenos jogar futebol o ano inteiro. Atualmente é comum ver alguns clubes jogarem por quatro meses e fecharem seu departamento de futebol, seja por falta de verba, seja por falta de perspectivas. Aproveitando os mais diversos comentários, o Toda Cancha passou a construir um esboço de um calendário para o futebol gaúcho que agradasse à Dupla Gre-Nal – é preciso sempre levar em consideração sua grandeza – e aos clubes pequenos – que forjaram, ao longo de um século, a identidade do futebol gaudério. A proposta foi feita em cima do “ano” 2013/2014, pois seria quando essa hipótese pudesse, de fato, ser concretizada.

Após muito gritaria, chegamos ao que está detalhado abaixo. Um calendário com três competições: Gauchão – Fase Preliminar, Gauchão – Fase Final e Copa RS. Principal torneio do futebol do Rio Grande do Sul, o Gauchão é desmembrado em dois. Na primeira parte, uma proposta semelhante ao que acontecia até 1960 no Estado: 5 grandes zonais. Não haveria mais Segunda ou Terceira divisões e, sim, um campeonato que contemplasse todos os clubes em atividade e que os permitisse chegar ao título gaúcho no ano seguinte, disputando com quem estivesse nas Séries A, B ou C do Brasileirão. Na segunda parte, os campeões zonais disputariam, de fato, o título gaúcho com os “grandes” do Estado.

Procuramos aumentar a pré-temporada para mais de três semanas – e amenizar a choradeira de alguns – e fazer uma proposta com turno e returno e uma finalíssima, para que nenhum clube se desmotivasse e os “pequenos” pudessem enfrentar a Dupla Gre-Nal em seus estádios, além de realizar mais jogos em suas casas. A terceira competição da nossa proposta seria a Copa RS, com os clubes que não conseguiram vagas na Fase Final do Gauchão – novamente divididos em zonas.

Na Segunda Fase entrariam os “eliminados” do Gauchão Fase Final, propiciando uma segunda chance para que os “pequenos” chegassem à Série D, à Copa do Brasil e ao Gauchão – Fase Final. Embora não tenhamos nenhum estudo econômico acerca desse esboço, acreditamos que a regionalização permitirá a redução de custos, a fomentação de velhas e novas rivalidades, interesse da cobertura televisiva – colocamos os jogos dos times interioranos às segundas e sextas porque não há jogos dos “grandes”, e aos sábados para facilitar a vida do torcedor – e chance de todos ambicionarem o título gaúcho e tirarem uma casquinha da Dupla Gre-Nal. CALENDÁRIO – 2013/2014

Gauchão – Fase Preliminar: 5 grupos com turno e returno, disputados por clubes que não estejam nas Séries A, B ou C. Os campeões de cada turno fazem as finais das zonais. O único imbróglio envolve as duas equipes que disputarão a Série D. Nossa proposta é que caso a equipe seja eliminada até a Segunda Fase, ela dispute o Segundo Turno de sua Zonal. Caso avance até à Terceira Fase da Série D, mas não consiga o acesso, dispute um triangular com os campeões de sua zonal. Utilizamos, para exemplificar, as equipes que estiveram em atividade nas diferentes divisões do Campeonato Gaúcho em 2011 (com exceção do já CLAUSURADO Porto Alegre).

* Os nomes das zonas são meramente ilustrativos. Note ainda que as equipes de Passo Fundo e Carazinho, por questões de tradição e proximidade geográfica, tendem a ficar não no grupo da Serra, mas no da Campanha. A questão aqui é exemplificar a economia de distâncias de uma fórmula regionalizada. No caso do Ypiranga de Erechim, mesmo DESLOCADO, ele percorreria muito menos quilômetros do que faz no Gauchão atual (nos jogos fora de casa, entre ida e volta, seriam em média 429 km/jogo, contra 711 km/jogo feitos atualmente). Em relação ao São Luiz de Ijuí, hoje a equipe mais isolada geograficamente da primeira divisão, e que neste exemplo é colocada num grupo realmente regional, as distâncias percorridas cairiam a menos de um terço do que são hoje: cerca de 208 km/jogo contra os atuais 750 km/jogo.

Abaixo, o mapa do Gauchão atual e o mapa do Gauchão proposto:

O calendário:

JULHO

12-13: Início da Gauchão – Fase Preliminar
19-20: 2ª rodada do Gauchão
26-27: 3ª rodada do Gauchão

AGOSTO

2-3: 4ª rodada do Gauchão
9-10: 5ª rodada do Gauchão
16-17: 6ª rodada do Gauchão
23-24: 7ª rodada do Gauchão
30-31: 8ª rodada do Gauchão

SETEMBRO

6-7: 9ª rodada do Gauchão (Final do 1º Turno)
13-14: 10ª rodada do Gauchão
20-21: 11ª rodada do Gauchão
27-28: 12ª rodada do Gauchão

OUTUBRO

4-5: 13ª rodada do Gauchão
11-12: 14ª rodada do Gauchão
18-19: 15ª rodada do Gauchão
25-26: 16ª rodada do Gauchão

NOVEMBRO

1-2: 17ª rodada do Gauchão
8-9: 18ª rodada do Gauchão (Final do 2º Turno)
15: Primeiros jogos das finais zonais
22: Segundos jogos das finais zonais

Gauchão – Fase Final: disputado por 10 times em dois turnos. Os campeões de cada turno fazem a final. Vaga cativa: quem estiver nas Séries A, B ou C e eventual rebaixado à Série D. Juntam-se a eles os campeões regionais da primeira fase e o campeão e vice da Copa RS.

Caso o número de gaúchos nas três principais divisões brasileiras aumente, o número de participantes pode ser modificado – até 12 – assim como sua forma de disputa – dois grupos com turno e returno.

Os dois melhores colocado fora a Dupla Gre-Nal garantem vagas na Copa do Brasil do ano seguinte. O melhor colocado sem divisão conquista uma vaga à Série D e os demais eliminados entram na Segunda Fase da Copa RS (ver abaixo).

JANEIRO

1-23: pré-temporada
24-25: começo do Gauchão
29-30: 2ª rodada do Gauchão

FEVEREIRO

1-2: 3ª rodada do Gauchão
5-6: 4ª rodada do Gauchão
8-9: 5ª rodada do Gauchão
12-13: 6ª rodada do Gauchão
15-16: 7ª rodada do Gauchão
19-20: 8ª rodada do Gauchão
22-23: 9ª rodada do Gauchão (final do 1º turno)

MARÇO

1-2: 10ª rodada do Gauchão
5-6: 11ª rodada do Gauchão
8-9: 12ª rodada do Gauchão
15-16: 13ª rodada do Gauchão
22-23: 14ª rodada do Gauchão
26-27: 15ª rodada do Gauchão
29-30: 16ª rodada do Gauchão

ABRIL

2-3: 17ª rodada do Gauchão
5-6: 18ª rodada do Gauchão (final do 2º turno)
13: Primeiro jogo da final do Gauchão
20: Segundo jogo da final do Gauchão

Copa RS: 5 grupos com turno e returno dentro das chaves regionais lá de cima.

Passam os 3 melhores de cada chave + os 3 melhores 4º colocados em aproveitamento. Os campeões de cada grupo levam 1 ponto de bonificação à Segunda Fase.

Repescagem: 15 equipes desclassificadas da Primeira Fase. Dividem-se em 4 grupos; três com 4, um com três. Turno e returno e o campeão de cada grupo avança ao Mata-Mata

Segunda Fase: 18 equipes da Primeira Fase + 6 “eliminados” do Gauchão. Essas 24 equipes formam 6 grupos de 4, onde jogarão em turno e returno, passando os 2 melhores por grupo ao Mata-mata. Os cabeças-de-chave serão os campeões dos grupos da primeira fase e o “melhor eliminado” do Gauchão – que também leva 1 ponto de bonificação.

Mata-mata: 4 da Repescagem + 12 da Segunda Fase. Matam-se, em ida e volta, até sair o campeão, que irá à Série D. E tanto o campeão quanto o vice garantem vagas na Copa do Brasil e na Fase Final do Gauchão

FEVEREIRO

31-1: Início da Copa RS
3-4: 2ª rodada da Copa RS
7-8: 3ª rodada da Copa RS
10-11: 4ª rodada da Copa RS
14-15: 5ª rodada da Copa RS
17-18: 6ª rodada da Copa RS
21-22: 7ª rodada da Copa RS
24-25: 8ª rodada da Copa RS

MARÇO

28-1: 8ª rodada da Copa RS
3-4: 9ª rodada da Copa RS
7-8: 10ª rodada da Copa RS
10-11: 11ª rodada da Copa RS
13-14: 12ª rodada da Copa RS
17-18: 13ª rodada da Copa RS
21-22: 14ª rodada da Copa RS
24-25: 15ª rodada da Copa RS
28-29: 16ª rodada da Copa RS

ABRIL

31-1º: 17ª rodada da Copa RS
4-5: 18ª rodada da Copa RS (Final da Primeira Fase)
11-12: Início da Segunda Fase e da Repescagem
18-19: 2ª rodada da Segunda Fase e da Repescagem
25-26: 3ª rodada da Segunda Fase e da Repescagem

MAIO

2-3: 4ª rodada da Segunda Fase e da Repescagem
9-10: 5ª rodada da Copa Segunda Fase e da Repescagem
16-17: 6ª rodada da Segunda Fase e da Repescagem (Final de ambas as fases)
23-24: Oitavas-de-Final (ida)
30-31: Oitavas-de-Final (volta)

JUNHO

6-7: Quartas-de-Final (ida)
13-14: Quartas-de-Final (volta)
16-17: Semi-final (ida)
20-21: Semi-final (volta)
24: Final (ida)
28: Final (volta)

Assina a redação do Toda Cancha (assina embaixo a do Impedimento e mais abaixo ainda o Almanaque Esportivo)

Querem acabar com "time reserva", "time B" no Gauchão? REDUZAM PARA 12 TIMES

09 de fevereiro de 2013 18

Ano após ano, sistematicamente, a mesma reclamação proveniente dos dois grandes da capital, e sempre do time pequeno do interior irritado com time reserva, perdendo uma ótima receita no Campeonato Estadual. O Gauchão utiliza TODAS as 23 datas disponibilizadas pela CBF e é exatamente este o principal motivo pelo qual tanto Grêmio quanto Internacional jogam diversas vezes com time reserva, muitas vezes até com o time B (o grupo reserva do reserva, que nem trabalha com os principais).

Grêmio B x Canoas - Jogo inutil - Foto: Félix Zucco

Mas isto ocorre devido ao absurdo número de participantes: 16. Depois do rentável Campeonato Paulista (que tem 20), o pequeno estado do Rio Grande do Sul é o que tem mais times no estadual. O Campeonato Mineiro, de um estado equivalente ao RS, tem só 12 times, mesmo número do Paranaense.

Quando Grêmio e Inter se classificam para a Libertadores, ainda mais via Pré-Temporada, a superposição de datas chega às raias da loucura: em 2010 o Inter jogou um mata-mata do 1º tuno 48h antes da estréia na Libertadores, teve que jogar com time B e foi eliminado. Em 2012, o Inter jogou 24 horas depois de jogo da Libertadores, algo repetido pelo Grêmio 2x este ano!

Mantendo a fórmula, mas reduzindo o número de times, dá para fazer um Gauchão com 17 datas, 12 participantes:

  • Dois grupos de seis times
  • Jogos entre os grupos no 1º turno (6 jogos)
  • Classificam-se os 2 primeiros no 1º turno
  • Semifinal e final, ambas em jogo único na casa do time de melhor campanha
  • Jogos dentro do mesmo grupo no 2º turno (5 jogos)
  • Classificam-se os 2 primeiros no 2º turno
  • Semifinal e final, ambas em jogo único na casa do time de melhor campanha
  • Se o campeão não for o mesmo nos dois turnos (Taça Piratini e Farroupilha), finais com jogos de ida e volta
  • Total: 11 jogos na fase de grupos + 4 nos mata-mata + 2 em uma possível grande decisão = 17 datas.

Lajeadense x Inter reserva - outra inutilidade - Foto: Diego Vara

Simples, não? Imaginem que nos últimos 4 anos, desde 2009 utilizando esta fórmula, em nenhuma vez Grêmio ou Internacional usaram reservas por mais de seis rodadas. Ou seja, exatamente esta a diferença.

Sei que os clubes do interior morrem de medo de, na redução de 16 para 12 times, o time deles seja rebaixado.

Mas não é possível que eles vejam seu próprio produto, talvez o único que eles possuem de ampla exposição de sua marca, seja sistematicamente diminuído por jogos do time reserva.

O que seria mais interessante para o São Luiz, de Ijuí: jogar contra o time B do Grêmio ou contra os titulares? Nem preciso dizer, né?

Mas é necessário coragem para tomar decisões como estas.

E não vejo isto na Federação Gaúcha de Futebol.

Nem nos clubes do Gauchão.

VEJA TAMBÉM

Confraria do Aimoré tem evento nesta terça-feira em São Leopoldo

16 de abril de 2012 0

A Confraria Índio Capilé está convidando todos os torcedores e simpatizantes do Clube Esportivo Aimoré a participarem de evento nesta terça-feira, dia 17 no estádio Cristo Rei em São Leopoldo, às 20h.

O evento é para homenagear as empresas e abnegados que colaboraram financeiramente na disputa da Copa RS 2011, competição na qual o Índio Capilé fez boa campanha e chegou à segunda-fase.

Convite - Confraria do Aimoré

Convite - Confraria do Aimoré - Divulgação

GAUCHÃO 2013: Campanha por um campeonato verdadeiramente gaúcho!

21 de março de 2012 10

O Almanaque Esportivo está entrando de cabeça em uma campanha por uma mudança radical no futebol do Rio Grande do Sul. Há algumas semanas, foi proposto pelos guapos do blog Toda Cancha e apoiado pelos mestres do blog Impedimento e por mim, um calendário diferente para o estadual do RS. O texto abaixo foi retirado do Blog Impedimento e o movimento busca uma conversa com Francisco Noveletto, presidente da Federação Gaúcha de Futebol, para expor nossa idéias e rejuvenescer o futebol do nosso interior, fortalecendo as rivalidades locais e pluralizando o acesso a todas as regiões do estado.

Um campeonato verdadeiramente gaúcho

Há algum tempo temos acompanhado discussões em sites com adeptos do futebol do interior gaúcho acerca de um calendário que permitisse aos clubes pequenos jogar futebol o ano inteiro. Atualmente é comum ver alguns clubes jogarem por quatro meses e fecharem seu departamento de futebol, seja por falta de verba, seja por falta de perspectivas. Aproveitando os mais diversos comentários, o Toda Cancha passou a construir um esboço de um calendário para o futebol gaúcho que agradasse à Dupla Gre-Nal – é preciso sempre levar em consideração sua grandeza – e aos clubes pequenos – que forjaram, ao longo de um século, a identidade do futebol gaudério. A proposta foi feita em cima do “ano” 2013/2014, pois seria quando essa hipótese pudesse, de fato, ser concretizada.

Após muito gritaria, chegamos ao que está detalhado abaixo. Um calendário com três competições: Gauchão – Fase Preliminar, Gauchão – Fase Final e Copa RS. Principal torneio do futebol do Rio Grande do Sul, o Gauchão é desmembrado em dois. Na primeira parte, uma proposta semelhante ao que acontecia até 1960 no Estado: 5 grandes zonais. Não haveria mais Segunda ou Terceira divisões e, sim, um campeonato que contemplasse todos os clubes em atividade e que os permitisse chegar ao título gaúcho no ano seguinte, disputando com quem estivesse nas Séries A, B ou C do Brasileirão. Na segunda parte, os campeões zonais disputariam, de fato, o título gaúcho com os “grandes” do Estado.

Procuramos aumentar a pré-temporada para mais de três semanas – e amenizar a choradeira de alguns – e fazer uma proposta com turno e returno e uma finalíssima, para que nenhum clube se desmotivasse e os “pequenos” pudessem enfrentar a Dupla Gre-Nal em seus estádios, além de realizar mais jogos em suas casas. A terceira competição da nossa proposta seria a Copa RS, com os clubes que não conseguiram vagas na Fase Final do Gauchão – novamente divididos em zonas.

Na Segunda Fase entrariam os “eliminados” do Gauchão Fase Final, propiciando uma segunda chance para que os “pequenos” chegassem à Série D, à Copa do Brasil e ao Gauchão – Fase Final. Embora não tenhamos nenhum estudo econômico acerca desse esboço, acreditamos que a regionalização permitirá a redução de custos, a fomentação de velhas e novas rivalidades, interesse da cobertura televisiva – colocamos os jogos dos times interioranos às segundas e sextas porque não há jogos dos “grandes”, e aos sábados para facilitar a vida do torcedor – e chance de todos ambicionarem o título gaúcho e tirarem uma casquinha da Dupla Gre-Nal. CALENDÁRIO – 2013/2014

Gauchão – Fase Preliminar: 5 grupos com turno e returno, disputados por clubes que não estejam nas Séries A, B ou C. Os campeões de cada turno fazem as finais das zonais. O único imbróglio envolve as duas equipes que disputarão a Série D. Nossa proposta é que caso a equipe seja eliminada até a Segunda Fase, ela dispute o Segundo Turno de sua Zonal. Caso avance até à Terceira Fase da Série D, mas não consiga o acesso, dispute um triangular com os campeões de sua zonal. Utilizamos, para exemplificar, as equipes que estiveram em atividade nas diferentes divisões do Campeonato Gaúcho em 2011 (com exceção do já CLAUSURADO Porto Alegre).

* Os nomes das zonas são meramente ilustrativos. Note ainda que as equipes de Passo Fundo e Carazinho, por questões de tradição e proximidade geográfica, tendem a ficar não no grupo da Serra, mas no da Campanha. A questão aqui é exemplificar a economia de distâncias de uma fórmula regionalizada. No caso do Ypiranga de Erechim, mesmo DESLOCADO, ele percorreria muito menos quilômetros do que faz no Gauchão atual (nos jogos fora de casa, entre ida e volta, seriam em média 429 km/jogo, contra 711 km/jogo feitos atualmente). Em relação ao São Luiz de Ijuí, hoje a equipe mais isolada geograficamente da primeira divisão, e que neste exemplo é colocada num grupo realmente regional, as distâncias percorridas cairiam a menos de um terço do que são hoje: cerca de 208 km/jogo contra os atuais 750 km/jogo.

Abaixo, o mapa do Gauchão atual e o mapa do Gauchão proposto:

O calendário:

JULHO

12-13: Início da Gauchão – Fase Preliminar
19-20: 2ª rodada do Gauchão
26-27: 3ª rodada do Gauchão

AGOSTO

2-3: 4ª rodada do Gauchão
9-10: 5ª rodada do Gauchão
16-17: 6ª rodada do Gauchão
23-24: 7ª rodada do Gauchão
30-31: 8ª rodada do Gauchão

SETEMBRO

6-7: 9ª rodada do Gauchão (Final do 1º Turno)
13-14: 10ª rodada do Gauchão
20-21: 11ª rodada do Gauchão
27-28: 12ª rodada do Gauchão

OUTUBRO

4-5: 13ª rodada do Gauchão
11-12: 14ª rodada do Gauchão
18-19: 15ª rodada do Gauchão
25-26: 16ª rodada do Gauchão

NOVEMBRO

1-2: 17ª rodada do Gauchão
8-9: 18ª rodada do Gauchão (Final do 2º Turno)
15: Primeiros jogos das finais zonais
22: Segundos jogos das finais zonais

Gauchão – Fase Final: disputado por 10 times em dois turnos. Os campeões de cada turno fazem a final. Vaga cativa: quem estiver nas Séries A, B ou C e eventual rebaixado à Série D. Juntam-se a eles os campeões regionais da primeira fase e o campeão e vice da Copa RS.

Caso o número de gaúchos nas três principais divisões brasileiras aumente, o número de participantes pode ser modificado – até 12 – assim como sua forma de disputa – dois grupos com turno e returno.

Os dois melhores colocado fora a Dupla Gre-Nal garantem vagas na Copa do Brasil do ano seguinte. O melhor colocado sem divisão conquista uma vaga à Série D e os demais eliminados entram na Segunda Fase da Copa RS (ver abaixo).

JANEIRO

1-23: pré-temporada
24-25: começo do Gauchão
29-30: 2ª rodada do Gauchão

FEVEREIRO

1-2: 3ª rodada do Gauchão
5-6: 4ª rodada do Gauchão
8-9: 5ª rodada do Gauchão
12-13: 6ª rodada do Gauchão
15-16: 7ª rodada do Gauchão
19-20: 8ª rodada do Gauchão
22-23: 9ª rodada do Gauchão (final do 1º turno)

MARÇO

1-2: 10ª rodada do Gauchão
5-6: 11ª rodada do Gauchão
8-9: 12ª rodada do Gauchão
15-16: 13ª rodada do Gauchão
22-23: 14ª rodada do Gauchão
26-27: 15ª rodada do Gauchão
29-30: 16ª rodada do Gauchão

ABRIL

2-3: 17ª rodada do Gauchão
5-6: 18ª rodada do Gauchão (final do 2º turno)
13: Primeiro jogo da final do Gauchão
20: Segundo jogo da final do Gauchão

Copa RS: 5 grupos com turno e returno dentro das chaves regionais lá de cima.

Passam os 3 melhores de cada chave + os 3 melhores 4º colocados em aproveitamento. Os campeões de cada grupo levam 1 ponto de bonificação à Segunda Fase.

Repescagem: 15 equipes desclassificadas da Primeira Fase. Dividem-se em 4 grupos; três com 4, um com três. Turno e returno e o campeão de cada grupo avança ao Mata-Mata

Segunda Fase: 18 equipes da Primeira Fase + 6 “eliminados” do Gauchão. Essas 24 equipes formam 6 grupos de 4, onde jogarão em turno e returno, passando os 2 melhores por grupo ao Mata-mata. Os cabeças-de-chave serão os campeões dos grupos da primeira fase e o “melhor eliminado” do Gauchão – que também leva 1 ponto de bonificação.

Mata-mata: 4 da Repescagem + 12 da Segunda Fase. Matam-se, em ida e volta, até sair o campeão, que irá à Série D. E tanto o campeão quanto o vice garantem vagas na Copa do Brasil e na Fase Final do Gauchão

FEVEREIRO

31-1: Início da Copa RS
3-4: 2ª rodada da Copa RS
7-8: 3ª rodada da Copa RS
10-11: 4ª rodada da Copa RS
14-15: 5ª rodada da Copa RS
17-18: 6ª rodada da Copa RS
21-22: 7ª rodada da Copa RS
24-25: 8ª rodada da Copa RS

MARÇO

28-1: 8ª rodada da Copa RS
3-4: 9ª rodada da Copa RS
7-8: 10ª rodada da Copa RS
10-11: 11ª rodada da Copa RS
13-14: 12ª rodada da Copa RS
17-18: 13ª rodada da Copa RS
21-22: 14ª rodada da Copa RS
24-25: 15ª rodada da Copa RS
28-29: 16ª rodada da Copa RS

ABRIL

31-1º: 17ª rodada da Copa RS
4-5: 18ª rodada da Copa RS (Final da Primeira Fase)
11-12: Início da Segunda Fase e da Repescagem
18-19: 2ª rodada da Segunda Fase e da Repescagem
25-26: 3ª rodada da Segunda Fase e da Repescagem

MAIO

2-3: 4ª rodada da Segunda Fase e da Repescagem
9-10: 5ª rodada da Copa Segunda Fase e da Repescagem
16-17: 6ª rodada da Segunda Fase e da Repescagem (Final de ambas as fases)
23-24: Oitavas-de-Final (ida)
30-31: Oitavas-de-Final (volta)

JUNHO

6-7: Quartas-de-Final (ida)
13-14: Quartas-de-Final (volta)
16-17: Semi-final (ida)
20-21: Semi-final (volta)
24: Final (ida)
28: Final (volta)

Assina a redação do Toda Cancha (assina embaixo a do Impedimento e mais abaixo ainda o Almanaque Esportivo)