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Posts com a tag "Futebol Gaúcho"

SÉRIE C - Rebaixamento do Brasil de Pelotas: uma ímpia e injusta guerra

16 de março de 2012 0

A revolta dos Xavantes! Este texto foi enviado pelo Pedro Henrique Vieira Ferreira e escrito pelo Bruno Sacramento, ele está muito revoltado com a situação do Brasil de Pelotas. O time da Zona Sul foi rebaixado no tapetão para a Série D do Brasileirão em uma contestada decisão do STJD. Lendo os argumentos do pedro, concordei com todos e resolvi postar o texto:

“O imbróglio começa com a escalação do jogador Cláudio Roberto, lateral direito rubro-negro, na estreia do Campeonato Brasileiro da Série C 2011, em 17/07/2011, justamente contra, o agora beneficiado pelo STJD, o clube paulista Santo André/SP que foi derrotado, em casa, pela equipe gaúcha por 3 a 2.

Ocorre que o jogador, por ter sido expulso na última rodada do Campeonato Brasileiro da Série C 2010, quando atuava pelo Ituiutaba-MG, atual Boa Esporte, e ter recebido pena de suspensão de uma partida a ser cumprida numa competição organizada pela CBF não poderia ter sido escalado pelo clube gaúcho.
Após pedido do clube Joinville, a Procuradoria denunciou o Grêmio Esportivo Brasil por infração do artigo 214 (incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida) do CBJD. Em primeira instância, foi julgado pela 4ª Comissão de Disciplina do STJD, no dia 29/07/2011, quando, numa audiência de quase duas horas, foi absolvido por 4 votos a 1.
A Comissão acolheu os argumentos do clube gaúcho no sentido de que não teve qualquer culpa no caso. Foram apresentados os documentos de transferência do jogador enviados pela Federação Mineira onde não consta qualquer punição pendente. Também foi apresentado documento da Federação Gaúcha informando que na transferência não havia sido informada qualquer punição ao atleta. Por fim, ainda exibiu a ficha de entrada do jogador no clube com sua declaração de que não possuía qualquer punição a cumprir.

Em suma, comprovou que o clube realizou as consultas usuais para o caso e, portanto, agiu de boa-fé sendo que o Código Brasileiro de Justiça Desportiva exige culpa ou dolo no cometimento das infrações. Se há alguém a quem se possa imputar culpa, é a Federação Mineira que deixou de comunicar a punição do atleta. Além disso, a própria jurisprudência do Tribunal era favorável aos argumentos gaúchos.

Em 2010, pela Série B, o Duque de Caxias/RJ foi absolvido em uma situação idênticaA punição do clube carioca o rebaixaria e livraria do descenso o Brasiliense. Em 2006, pela Copa do Brasil, o Santos se livrou da punição pela escalação do zagueiro Domingos que no ano anterior, quando disputava a série B pelo Grêmio, recebeu dois jogos de suspensão e não os cumpriu. A punição do clube paulista beneficiaria o Sergipe.
No entanto, o inesperado aconteceu. Após o transcorrer de quase toda a primeira fase, foi marcado para o dia 15/09/2011 o julgamento do recurso contra o Brasil. Por um capricho, que certamente não foi do destino, faltava apenas dois dias para a última e decisiva rodada do campeonato. Novamente contra a equipe paulista, o Santo André, que, naquele momento, para se livrar do rebaixamento precisava vencer a equipe xavante no estádio Bento Freitas na cidade de Pelotas.
No novo julgamento, bem mais rápido que o anterior, cerca de quarenta minutos, com exceção de um auditor, todos os outros oito auditores se convenceram de que o xavante era culpado. E o clube gaúcho foi derrotado onde menos esperava: no pleno do STJD, justamente o órgão formado pelos auditores que absolveram cariocas (Duque de Caxias) em 2010 e paulistas (Santos) em 2006 .

Embora o quadro narrado já seja capaz de demonstrar a injustiça da decisão, a questão não para por aí. Há outro ponto que foi absolutamente desconsiderado pela decisão do STJD e que é de fundamental importância no caso: a punição do atleta recebida no fim de 2010 (suspensão por um jogo) não possui qualquer validade, pois foi aplicada em processo claramente nulo.
Vejamos os fatos. A expulsão do jogador Cláudio Roberto ocorreu no último jogo válido pela Serie C, na partida em que o seu clube na época – Ituiutaba/MG – disputou contra o ABC/RN. O jogo ocorreu no dia 20/11/2010.
Em 14 de dezembro/2010, ocorreu o julgamento do atleta que acarretou a punição de suspensão por um jogo, que, segundo o STJD, deveria ter sido cumprida em 2011, no jogo entre Brasil e Santo André. Ocorre que o contrato do jogador com o Ituiutaba terminou um dia apenas depois do jogo, ou seja, 21/11/2010, e o julgamento ocorreu em 14/12/2010. A citação, meio pelo qual o denunciado é chamado a se defender, foi dirigida ao Ituiutaba/MG em momento em que o jogador não tinha mais qualquer vínculo com o clube.

O jogador, portanto, não foi avisado do julgamento. Não teve a chance de se defender, direito que lhe é assegurado pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e pela própria Constituição Federal. Em casos como esse, em que o processo ocorre após o término do vínculo do atleta com o clube, este tem o dever de fazer chegar ao jogador da comunicação da justiça desportiva, sob pena, inclusive, de o próprio clube sofrer uma punição.

Para que fique claro, transcreve-se o art. 51 – A, do CBJD:

Art. 51-A. Se a pessoa a ser citada ou intimada não mais estiver vinculada à entidade a que o destinatário estiver vinculado, esta deverá tomar as providências cabíveis para que a citação ou intimação seja tempestivamente recebida por aquela. (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009).
Parágrafo único. Sujeitam-se às penas do art. 220-A, III, a entidade que deixar de tomar as providências mencionadas no caput, salvo se demonstrada a impossibilidade de encontrar a pessoa a ser citada ou intimada. (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

No julgamento do atleta Cláudio, nada disso ocorreu. O Ituiutaba não tomou qualquer providência para que a citação ou intimação fosse recebida pelo jogador. Por isso, foi julgado à revelia, não tendo tido oportunidade de apresentar sua defesa, de comparecer ao julgamento e mesmo de recorrer da punição sofrida.
Mas a situação ainda é mais grave: por ser a última partida do campeonato, o atleta teria o direito de requerer a conversão da pena em medida de interesse social, normalmente a doação de cestas básicas, direito que também lhe foi suprimido.

Vejamos o que diz o art. 171, §1º, do CBJD:

Art. 171. A suspensão por partida, prova ou equivalente será cumprida na mesma competição, torneio ou campeonato em que se verificou a infração.
§ 1º Quando a suspensão não puder ser cumprida na mesma competição, campeonato ou torneio em que se verificou a infração, deverá ser cumprida na partida, prova ou equivalente subsequente de competição, campeonato ou torneio realizado pela mesma entidade de administração ou, desde que requerido pelo punido e a critério do Presidente do órgão judicante, na forma de medida de interesse social.

A conversão em medida de interesse social é praxe no tribunal, sendo utilizada por diversos atletas e clubes nesses casos. Apenas para exemplificar, o próprio Grêmio e o Cruzeiro-MG já se beneficiaram da medida .

Não se sustentando a pena recebida pelo atleta, em decorrência, não se pode manter a do Grêmio Esportivo Brasil. O próprio atleta Claudio Roberto recorreu ao STJD demonstrando a nulidade, porém o tribunal mais uma vez desconsiderou a argumentação em decisão datada de 15/03/2012 .

Por todos esses fatos, em assembleia realizada também no dia 15/03/2012, o Grêmio Esportivo Brasil, após esgotar todos os recursos na Justiça Desportiva, decidiu entrar na Justiça Comum, por ser este o único foro disponível fazer valer seu direito de permanecer na Série C – 2012.
O fato de o Santo André/SP estar amargando seguidos rebaixamentos no campeonato brasileiro não lhe dá direito de obter, injustamente, sua salvação nos tribunais.

O Brasil de Pelotas, time centenário, possuidor de uma das mais fantásticas torcidas do futebol brasileiro, não merece sucumbir dessa maneira. O Rio Grande do Sul, que lembra muito bem das decisões do STJD no campeonato brasileiro de 2005, não pode sofrer outra derrota nos tribunais para os clubes paulistas.

Nós, gaúchos, não podemos esperar uma decisão justa por parte da CBF, uma instituição dirigida por longos 23 anos por nada menos do que Ricardo Teixeira e, agora, pelo paulista José Maria Marin, que foi vice-governador do estado de São Paulo durante o governo de Paulo Maluf em 1980 e foi flagrado pela imprensa em um caso de apropriação de uma medalha alheia .

Portanto, se você é gaúcho ou amante do futebol limpo, decidido no campo, compartilhe, divulgue, lute junto com os xavantes nesta guerra!

Autor: Bruno Sacramento

Gauchão não terá Gre-Nal na final pela 12º vez em 17 anos

27 de fevereiro de 2012 0

Com as eliminações sucessivas de Internacional e Grêmio da Taça Piratini, uma coisa é certa: a finalíssima do Gauchão não será em Gre-Nal. Parece algo raro, mas tem se tornado bastante comum. Nos últimos 17 anos, em 12 oportunidades isto ocorreu.

Foram 11 finais com times do interior (que ganharam duas vezes) e mais um ano (2009) no qual o Internacional venceu os dois turnos e o jogo final do 2º turno foi contra o Caxias (apesar do Grêmio, pelo regulamento, ter somado mais pontos e ficado com o vice-campeonato).

Desde 1996, o Juventude foi quatro vezes vice-campeão (1996, 2001, 2007 e 2008) e 1 vez campeão (1998). Já o Caxias foi à uma finalíssima e venceu (em 2000). A Ulbra foi vice-campeã em 2004, enquanto ao 15 de Novembro de Campo Bom sobrou o mais cruel destino: três vezes derrotado em finais (2002, 2003 e 2005).

Os Gre-Nais só decidiram cinco Gauchões desde 1996: em 1997 (Inter), 1999 (Grêmio), 2006 e 2010 (Grêmio) e 2011 (Internacional)

VEJAM A LISTA COMPLETA

Campeões e Vices do Gauchão desde 1996 – Arquivo Pessoal

FGF e sua infinita incapacidade de fazer uma tabela de jogos coerente

16 de fevereiro de 2012 4

A Federação Gaúcha de Futebol se supera, ano após ano. Com um campeonato de todos contra todos em turno único, é extremamente tranquilo fazer a tabela de jogos. E, claro, variar as partidas, alternando o mando de campo dos times: em um ano o confronto entre times A e B é na cidade A, no ano seguinte na cidade B. Para times que chegam da segunda divisão, basta metade jogar em casa, metade fora.

Pois bem. Nada disto eles conseguem. A última pérola foi marcar dois jogos para Porto Alegre na última rodada do primeiro turno, e ambos envolvendo a dupla Gre-Nal. Em uma data que  os jogos são simultâneos, por nivelamento técnico. É tão fácil evitar condições assim, mas a FGF é incapaz de perceber que Internacional, Grêmio e São José não poderiam jogar no mesmo dia.

E nem vou considerar o fato de que a rodada é em um sábado de carnaval e a previsão de temperatura para o jogo, no horário solar de 15h20min, é de temperaturas próximas aos 40º celsius

2008 a 2011 – Inter joga seis vezes em Porto Alegre contra times de Santa Cruz do Sul consecutivamente. Às vezes mais de uma vez no mesmo ano (contra o Santa Cruz e Avenida). Enquanto isto, o Grêmio jogava fora de casa contra os mesmos times. Isto foi relatado DUAS VEZES aqui no Almanaque Esportivo, a última em 2010.

2008, 2009 e 2011 – Inter joga sempre contra o São José no Passo D’Areia, enquanto o Grêmio pegava o mesmo time no Olímpico. Detalhe: o Inter já tinha jogado com o Zequinha em 2006 e 2007 no Passo D’Areia.

2009 a 2012 – FGF não consegue colocar a dupla Gre-Nal com número equilibrado de jogos em casa: às vezes um time joga 10 em POA e o outro 7. Bizarro. Isto foi levantado pelo blog Grêmio 1983 na época.

2010 a 2012 – Internacional enfrenta o Pelotas pela 3º vez consecutiva em Porto Alegre, enquanto o Grêmio joga sempre em Pelotas. Ridículo.

2009 a 2012 – Grêmio joga 3 vezes contra o Ypiranga em Erechim e só 1 em POA. Inter tem o mando invertido.

2011 – Ciente de que o Grêmio teria que jogar a pré-Libertadores e o Inter teria folga estendida após o Mundial, a FGF mantém data do Gre-Nal em Rivera para final de janeiro. Resultado: o Tricolor jogou com reservas, e o Colorado com seu time Sub-23. 4 mil pessoas no jogo, absolutamente ridículo.

EDITADO: dica do leitor Luís Bianchi, mais uma da FGF: o Veranópolis pega sempre Juventude e Caxias em casa, e isto se repete há anos.

2009 a 2012 – Regulamento confuso premia times com mais pontos, independente do grupo

VEJA TAMBÉM

Sábado, 31 de maio de 2008
Regulamentos idiotas, parte I – O jogo que o time fez gol contra de propósito

Terça-feira, 03 de junho de 2008
Regulamentos Idiotas, parte II – O dia que o Grêmio jogou para perder

Quarta-feira, 04 de junho de 2008
Regulamentos idiotas, parte III – O dia que o Náutico jogou para perder

Sexta-feira, 29 de maio de 2009
Regulamentos idiotas, IV: Série D 2009, ou ‘como comparar laranjas com melancias’

Gre-Nal 386: O herói inusitado, o vilão de sempre e o Grêmio bem perto do título

08 de maio de 2011 9

Repetindo 2010, o Grêmio é o virtual bicampeão estadual após o primeiro jogo das finais do Gauchão. Com o brilho de Júnior Viçosa, que marcou duas vezes em duas falhas grotescas de Renan, o Tricolor venceu por 3×2 o Internacional em pleno Beira-Rio e pode perder no jogo de volta por 1×0 ou 2×1 para ser campeão. O Colorado já começa a partida precisando fazer dois gols, e tentar levantar a taça no Olímpico, algo que não ocorre desde 1982.

Mais do que isto, o chamado “Gre-Nal Farrapo”, com os dois times vindo de traumáticas eliminações na Copa Libertadores, deixou claro que o time do Grêmio hoje tem muito mais atitude. Está menos desorganizado tecnica e taticamente, mesmo com uma infindável série de desfalques que ainda aumentou hoje. Renato está muito perto do seu primeiro título com o Grêmio. No jogo de hoje, mudou completamente a escalação do clássico de domingo passado e se deu bem: jogou no 4-2-2-2 com Escudero no meio e Leandro no ataque, enquanto Falcão mais uma vez adotou o 4-2-3-1 trocando o meia Oscar pelo atacante Rafael Sobis, que jogou recuado.

O treinador gremista venceu o duelo tático e conseguiu impor mais vibração em sua equipe. O Grêmio foi rápido na frente, se impôs ofensivamente e teve Rochemback, Viçosa e Leandro como destaques individuais. Na finalíssima domingo, Renato não terá Escudero (expulso), Fernando (suspenso) e Rodolfo (lesionado), voltando Adílson, Lúcio e provavelmente William Magrão. No Tricolor, a satisfação de ter tido mais oportunidades de gol, dominar a maioria do jogo (algo que não ocorreu na final do 2º turno) e obter uma excelente vantagem. Já o Inter não terá o suspenso Tinga, substituído naturalmente pelo retorno do suspenso Guiñazu.

Já Falcão, há um mês no cargo, recebe críticas por praticamente manter a espinha dorsal do time de Celso Roth, com os mesmos defeitos defensivos e ofensivos. Impactante a apatia absoluta do Inter no segundo tempo, outro gol na saída de bola do intervalo. E os velhos problemas de sempre: defesa muito mal, jogadores em fase técnica sofrível e questionamentos no gol, aonde Renan teve novas falhas em jogo decisivo e pode estar encerrando seu ciclo no Internacional.

O jogo começou com o Grêmio melhor e assustando Renan em duas conclusões, mas na primeira estocada colorada, Rafael Sobis ajeitou para Andrezinho chutar seco e marcar 1×0. Um minuto depois, em erro de Bolívar na saída de bola, Douglas deixou Viçosa sozinho e este perdeu para Renan, um gol incrível desperdiçado pelo Grêmio. Dez minutos depois, em lance muito parecido, Andrezinho desperdiçou o 2×0 em uma grande defesa de Marcelo Grohe. De novo, Viçosa errou chance clara em jogadaça de Mário Fernandes aos 30 minutos.

Quando parecia diminuir a pressão, o Grêmio empatou: Rochemback lançou e Viçosa, aproveitando saída errada de Renan, fez 1×1. Logo depois, Kléber recebeu livre e chutou para fora, perdendo a chance do 2×1 antes do segundo tempo.

Vestiário é o momento do time entrar ligado, marcando em cima no segundo tempo. Desde que não seja o Internacional… Quarta, o Peñarol empatou com 15 segundos de jogo, e hoje o Grêmio virou aos 39 segundos: Leandro entrou a dribles, tabelou com Viçosa e chutou cruzado para deixar o Tricolor em ótima vantagem. Aí ocorreu uma pane geral em todo o Internacional: Bolívar cometeu diversos erros, Nei foi driblado várias vezes e o Grêmio brincou de perder gols, com Escudero, Leandro e Viçosa.

Viçosa silencia Beira-Rio novamente - Foto: Ricardo Duarte (grupoRBS)

De tão mal, Falcão tirou o apático D’Alessandro e o quase nulo Sobis, colocando Cavenaghi e Oscar. Fora dois chutes isolados deste último, só deu Tricolor. Mas o Colorado tem um atacante em fase iluminada. Em sua primeira conclusão real no jogo, Kléber lançou no segundo poste e Leandro Damião marcou, contando com um leve desvio de Gílson, 2×2 aos 38 minutos. Porém, em um lance de desatenção colorada, Renan saiu mal e Viçosa, em gol idêntico ao do primeiro tempo, tocou de cabeça por cobertura para fazer o 3×2 e, com as mãos, fazer o gesto de silenciar a torcida colorada.

Resultado que deixa o Grêmio com uma mão e meia na taça. O quarto título gaúcho em seis anos.
Em frangalhos, o Inter é cobrado tecnica, tatica e animicamente. Improvável reação no Olímpico, aonde o Inter não ganha o Estadual há 29 anos.
Nas últimas três decisões entre Grêmio e Internacional, o Tricolor foi campeão em todas: 1999, 2006 e 2010.

E o 37º título está bem pertinho.

Especial Gre-Nal no Almanaque Esportivo: Os clássicos de 1996 a 2010:

2007:

2008:

2009:


2010
2011

GAUCHÃO - A evolução, década a década, das conquistas da Dupla Gre-Nal

06 de maio de 2011 4

Ao longo das décadas, Grêmio e Internacional alternaram seu predomínio no futebol gaúcho. São 39 títulos estaduais para o Internacional, contra 36 do Grêmio. Mas como foi a evolução desta disputa? Quando cada time abriu vantagem? E quando ocorreram as “viradas”?

Mais antigo, o Tricolor iniciou a disputa na frente e chegou a abrir uma boa vantagem. Depois, com o “Rolo Compressor” dos anos 40, o Colorado reverteu a diferença. O levantamento foi feito pelo Anderson Poester para seu blog, POESTER ESPORTE.

Anos 20
De 1921 a 1926 – Grêmio 3×0 Internacional
1927 – Grêmio 3×1 Internacional

Anos 30
De 1931 a 1932 – Grêmio 5×1 Internacional (maior diferença de títulos a favor do Grêmio: 4 estaduais)
1934 – Grêmio 5×2 Internacional

Anos 40
De 1940 a 1945 – Grêmio 5×8 Internacional (Internacional assume a hegemonia a partir de 1943)
1946 – Grêmio 6×8 Internacional
1947 e 1948 – Grêmio 6×10 Internacional
1949 – Grêmio 7×10 Internacional

Anos 50
De 1950 a 1953 – Grêmio 7×14 Internacional
1955 – Grêmio 7×15 Internacional (maior diferença de títulos da história: 8 títulos a favor do Internacional)
De 1956 a 1959 – Grêmio 11×15 Internacional

Anos 60
1960 – Grêmio 12×15 Internacional
1961 – Grêmio 12×16 Internacional
De 1962 a 1968 – Grêmio 19×16 Internacional (Grêmio passa Internacional em 1966)
1969 – Grêmio 19×17 Internacional

Anos 70
De 1970 a 1976 – Grêmio 19×24 Internacional (Internacional volta a assumir a ponta em 1972)
1977 – Grêmio 20×24 Internacional
1978 – Grêmio 20×25 Internacional
1979 – Grêmio 21×25 Internacional

Anos 80
1980 – Grêmio 22×25 Internacional
De 1981 a 1984 – Grêmio 22×29 Internacional
De 1985 a 1989 – Grêmio 27×29 Internacional

Anos 90
1990 – Grêmio 28×29 Internacional
De 1991 a 1992 – Grêmio 28×31 Internacional
1993 – Grêmio 29×31 Internacional
1994 – Grêmio 29×32 Internacional
De 1995 a 1996 – Grêmio 31×32 Internacional
1997 – Grêmio 31×33 Internacional
1999 – Grêmio 32×33 Internacional

Anos 2000
2001 – Grêmio 33×33 Internacional (Grêmio empata)
De 2002 a 2005 – Grêmio 33×37 Internacional (maior diferença nos últimos 30 anos: 4 títulos a favor do Internacional)
De 2006 a 2007 – Grêmio 35×37 Internacional
De 2008 a 2009 – Grêmio 35×39 Internacional (maior diferença nos últimos 30 anos: 4 títulos a favor do Internacional)

Anos 2010

2010 – Grêmio 36×39 Internacional

Inter, campeão gaúcho em 2009; Grêmio campeão em 2010 - Arte sobre fotos de Daniel Marenco e Fernando Gomes (grupoRBS)

Períodos de Hegemonia

Internacional
1943 a 1964 – 22 anos
1972 a 2000 – 29 anos
2002 a 2010 – 9 anos
Total: 60 anos

Empate: 6 anos (1919, 1920,1942, 1965, 1971 e 2001)

Grêmio
1921 a 1941 – 21 anos*
1966 a 1970 – 5 anos (último período de hegemonia gremista)
Total: 26 anos
* Não foi disputado nos anos de 1923 e 1924

Por décadas – (quem venceu mais na década)

Internacional
décadas de 40, 50, 70 e 2000

Grêmio
décadas de 20, 30, 60, 80

Empate

90

Especial Gre-Nal no Almanaque Esportivo: Os clássicos de 1996 a 2010:

2007:

2008:

2009:


2010
2011

OPINIÃO: O ‘artiheiro das duas áreas’ decide e Grêmio fica a um jogo do título

25 de abril de 2011 0

Agora só falta um jogo. Como o técnico Renato Portaluppi vem ressaltando há algumas rodadas, o Grêmio só precisa conquistar a final da Taça Farroupilha para se sagrar campeão antecipado do Gauchão 2011 e levantar o bicampeonato. Neste sábado, o dificílimo 3×2 sobre o Cruzeiro no gramado sintético do estádio Passo D’Areia mostrou um herói inusitado: Rafael Marques.

Depois de ter marcado o primeiro gol do campeonato, o último na Taça Piratini (que levou para a vitória nos pênaltis contra o Caxias), Rafael Marques marcou de novo no final do segundo tempo e deu a vitória que coloca sua equipe há 90 minutos do título estadual. Um pouco para desculpar as seguidas falhas no sistema defensivo, já que o próprio Rafael Marques falhou nos dois gols do Cruzeiro.

O adversário tricolor na final sai amanhã entre Juventude e Internacional. Quem vencer, decide o título em casa em jogo único contra o Grêmio. Se for nos pênaltis, só joga no Olímpico caso o adversário seja o Internacional. De negativo, lesão do goleiro Victor e lesão muscular de Lúcio, que não devem enfrentar a Universidad Catolica, terça-feira pelas quartas-de-final da Taça Libertadores em Porto Alegre. Com as lesões de Collaço e Gílson, agora são três laterais-esquerdos lesionados.

Em um sintético encharcado no Passo D’Areia, fica a pergunta: como estaria qualquer gramado ‘normal’ depois de 24 horas de chuvas torrenciais no estado? Sem as opções Bruno Collaço e Gílson, este lesionado no último treino, Renato não optou por Neuton e sim o outrora titular Lúcio na lateral-esquerda. Uma possibilidade já vista em outros jogos com William Magrão jogando bem mais adiantado. Gabriel e Rafael Marques jogaram de tênis, enquanto os demais atuaram de chuteiras baixas.

E a decisão quase se mostrou perfeita logo a 52 segundos, quando Magrão desferiu um petardo e Fábio fez monumental defesa. O jogo seguiu elétrico, com o Grêmio dominando um acossado Cruzeiro, que reagia com ação mas sem consequências. A estratégia gremista de marcar pressão adiantado se mostrava muito positiva, com o Cruzeiro errando passes e tendo dificuldades no toque de bola. O Grêmio conseguiu cavar diversas faltas na entrada da área. Na melhor delas, Rodolfo meteu na barreira.

Aos 34, o lance que preocupará a torcida gremista nos próximos dias: Em grande jogada de Jô, Mauro divide forte com Victor. O goleiro tenta se recuperar, não consegue e sai de campo lesionado, entrando Marcelo Grohe. Dois minutos depois, o Grêmio enfim abre o marcador: Leandro, até então apagado em campo, recebe ótimo passe de Borges, dribla a marcação e chuta cruzado, superando Fábio e 1×0 para o Tricolor. Completamente perdido, o Cruzeiro escapa do segundo aos 44 minutos, quando Adílson chuta, o goleiro Fábio desvia e a bola acerta o travessão. A “blitz” tricolor seguiu no minuto seguinte, com Rafael Marques e Gabriel perdendo ótimas chances em um mesmo escanteio. Fim de um primeiro tempo movimentado, com o Grêmio muito superior e o Cruzeiro completamente dominado.

O jogo mal havia recomeçado e o lateral-esquerdo Tinga sofreu falta dura de Gabriel, amarelo para o gremista. Na cobrança, Márcio Lima cruzou e Claudinho aproveitou erro de Rafael Marques e desviou de cabeça para empatar, 1×1 no Passo D’Areia. Dois minutos depois, em jogada semelhante, Borges cabeceou livre para fora. Então, algo que ocorreu a um minuto, foi concretizado 50 minutos depois: William Magrão conduziu a bola e chutou de longe, a bola desviou e entrou, Grêmio 2×1. Um prêmio à visão de Renato Portaluppi e ao bom jogo de Magrão, que mostra capacidade de jogar à frente dos volantes.

No minuto seguinte, Borges sofreu penalidade clara de Márcio Lima, mas o péssimo árbitro Vinícius Costa não marcou. Quatro minutos depois, Mauro aproveitou erro grosseiro de Lúcio e acertou o poste. No rebote, Almir desperdiçou o gol de empate. Logo depois, Márcio cruzou e Léo Maringá cabeceou para empatar, 2×2 em um jogo eletrizante! E, de novo, um gol de jogo aéreo na deficiente defesa do Grêmio. Renato, que tinha justificado a saída de Leandro contra o Ypiranga (também em um empate) por ‘não ser batedor de pênaltis’, tirou o batedor oficial Borges e colocou Carlos Alberto.

Aos 29 do segundo tempo, depois de tanto falhar na defesa, Rafael Marques resolve no ataque: Rochemback cruza e ele desvia de carrinho para colocar o Grêmio pela terceira vez na frente. Cinco minutos depois, Alberto fez falta de amarelo, levou o segundo e foi para rua. Sem reação, o Cruzeiro se atirou para o ataque, contra um agora sólido Grêmio. Sem forças físicas, o time sensação do Gauchão, que não disputava a Primeira Divisão há 31 anos, encerrou sua participação com brilhantismo. Final, Grêmio classificado 3×2 Cruzeiro.

Ao Grêmio, resta apenas 90 minutos para o título.
Para eliminar duas decisões emboladas com o mata-mata da Libertadores.
E para Renato conquistar seu primeiro caneco no comando do Grêmio.

Inter não vence em Caxias desde 2005; Juventude desde 2008

20 de abril de 2011 0

Juventude e Internacional se enfrentam no próximo domingo no estádio Alfredo Jaconi. Quem perder, dá adeus ao Gauchão 2011, e o classificado vai para a final da Taça Farroupilha, 2º turno da competição.  O jogo está marcado de forte expectativa, pois o alviverde mostra sinais de recuperação técnica depois de quatro anos desastrosos, caindo da Série A para a Série D.Já o Internacional terá o primeiro confronto no interior do técnico Paulo Roberto Falcão, no comando há duas partidas.

Ao longo da história, a vantagem do Internacional nos confrontos diretos é algo, digamos, abissal. São 182 jogos com 106 vitórias do Inter, 35 vitórias do Juventude, ocorrendo ainda 41 empates . 358 gols para o Inter e 166 para o Juventude.

Porém nos anos 90, o panorama foi bem diferente. Ao longo do período entre 1995 e 2001, o time caxiense teve mais vitórias que o Internacional, sobretudo em jogos decisivos. O Juventude eliminou o Colorado no Gauchão de 1996, na Copa do Brasil 1999 e ainda na decisão estadual em 1998.  A rivalidade se acirrou a níveis altíssimos, com diversas confusões dentro e fora de campo.Até mesmo nos confrontos pelo Campeonato Brasileiro, ocorre equilíbrio: 8 vitórias para cada lado e 3 empates em 19 jogos.

Porém desde 2005, a situação mudou. Somente em 2008 o Juventude terminou o ano com mais vitórias que o Inter (3×1), porém neste ano ocorreu o paradoxo: o Inter perdeu os três primeiros jogos, mas bateu o Ju na decisão do Gauchão por inacreditáveis 8×1, se sagrando campeão.

A última vitória colorada em Caxias ocorreu há cinco jogos, no Gauchão de 2005. Na ocasião, Edinho e Índio marcaram os gols da vitória colorada, com Bruno descontando para o Juventude. Curiosamente, o atual treinador do Juventude, Picoli, saiu desacordado de campo, em uma ambulância após choque de cabeça. No Inter, Tinga, Rafael Sobis e o provável reserva Índio jogaram naquele dia e devem atuar neste domingo.

FICHA DO JOGO:

Juventude 1 X 2 Internacional – 20/03/2005
Local: Alfredo Jaconi, Caxias do Sul; Arbitragem: Leandro Vuaden; Renda: R$ 100.080,00; Público: 12.650; Gols: Edinho (I), aos 14min do segundo tempo, Bruno (J), aos 27min50seg do segundo tempo, e Índio (I), aos 34min20seg do segundo tempo.; Cartões: Ageu, Daniel e Edu Silva (J), Edinho, Índio, Gavilán, Tinga e Wilson (I).

Juventude: Júlio Sérgio; Picoli (Daniel), Naldo e Ageu; Valentim, Camazzola (Rodrigo Silva), Lauro, Juliano e Edu Silva; Rodrigo e Marcelo (Bruno). Técnico: Ivo Wortmann.

Internacional: Clemer (André); Índio, Edinho e Wilson; Bolívar, Gavilán, Tinga, Fernandão e Jorge Wagner; Rafael Sobis e Diogo (Wellington). Técnico: Muricy Ramalho.


Já a última vitória do Juventude, tanto em Caxias do Sul quanto em qualquer outro local, ocorreu na final do Gauchão de 2008, primeiro turno. Na ocasião, um erro de Fernandão no último minuto de jogo, deu a vitória para o time caxiense. O gol foi de Maicon, no finalzinho da partida.

Juventude 1 X 0 Internacional – 27/04/2008
Local: Alfredo Jaconi, Caxias do Sul; Arbitragem: ; Renda: R$ 227.800,00.; Público: 13.385.; Gols: Maicon (J), aos 47min50seg do segundo tempo.; Cartões: Maicon (J), aos 47min50seg do segundo tempo. Cartões amarelos: Orozco, Ji-Paraná, Marcão (I), Márcio Alemão (J).

Juventude: Michel Alves; Hélder, Márcio Alemão, Nunes e Elvis; Renan (Hércules), Juan Peres, Lauro (Maicon) e Leandro Cruz (Márcio Goiano); Mendes e Ivo. Técnico: Zetti.

Internacional: Clemer; Índio, Orozco, Marcão; Bustos, Danny Morais, Magrão, Andrezinho (Adriano, 34min50seg2ºt) e Ji-Paraná (Titi, 18min2ºt); Nilmar (Iarley, 18min2ºt) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.


Últimos dez confrontos

  • 2007 – Juventude 2×1 Internacional – Brasileirão, 1º turno
  • 2007 – Internacional 3×0 Juventude – Brasileirão, 2º turno
  • 2008 – Internacional 0×1 Juventude – Gauchão, 1º turno
  • 2008 – Juventude 3×0 Internacional – Gauchão, 2º turno
  • 2008 – Juventude 1×0 Internacional – Gauchão, finais, 1º jogo
  • 2008 – Internacional 8×1 Juventude – Gauchão, finais, 2º jogo
  • 2009 – Juventude 3×3 Internacional – Gauchão, 2º turno
  • 2010 – Internacional 5×0 Juventude – Gauchão, 1º turno
  • 2010 – Internacional 2×0 Juventude – Gauchão, quartas-de-final do 1º turno
  • 2011 – Internacional 3×1 Juventude – Gauchão, 1º turno

TOTAL: 5V Inter, 1E, 4D Juventude, 25Gols Inter, 12 Gols Juventude

OPINIÃO - Displicência e raça alviverde derrotam Grêmio em Caxias

31 de março de 2011 0

Mostrando uma enorme preguiça, o Grêmio acabou levando uma virada heróica do Juventude no estádio Alfredo Jaconi e deixando de obter sua terceira vitória seguida na Taça Farroupilha. Vencendo por 2×1, o Tricolor ficou com um jogador a mais por 30 minutos após a expulsão correta de Rafael Pereira e nem assim segurou o resultado, levando dois gols nos últimos quinze minutos.

Com alguns desfalques e outros poupados, Renato errou nas substituições e será cobrado pelos torcedores. Nem tanto pela derrota, que influencia muito pouco no Gauchão. Mas sim pela insistência com Gílson. Desde que chegou ao estádio Olímpico, o lateral-esquerdo tem sido criticado, merecidamente, por atuações ruins.

Nos últimos jogos, ele caiu de rendimento e viu a sombra do outrora criticado Bruno Collaço crescer. Para completar, nesta quarta até jogava bem antes de marcar um gol contra antológico, cedendo o empate em 2×2. Porém nem tudo foi ruim na noite. Positivamente, os tricolores viram Borges sair do jejum de gols e a promessa Leandro, em seu primeiro jogo como titular, marcar o quarto gol em cinco jogos e ter uma bela atuação.

O Grêmio saiu com a bola, errou e Umberto enfiou uma bomba no poste de Victor. O cronômetro marcava nove SEGUNDOS. Refeito do susto e muito superior tecnicamente, aos poucos o Grêmio conseguiu encaixar passes e pressionar o alviverde. As jogadas pelo lado direito, com o sempre presente Gabriel, e pela esquerda, acionando especialmente a promessa Leandro. Porém em sua segunda chegada real no ataque, de novo o Juventude acertou a trave, desta vez com Cristiano aos 24 minutos.

Só que Lúcio mostrou sua extrema qualidade no passe aos 33 minutos, quando cruzou na medida para Borges marcar seu primeiro gol em cinco jogos. William Magrão, de boas atuações nas últimas partidas, quase ampliou aos 40 da etapa inicial. Resultado magro em um jogo equilibrado, no qual o Grêmio mostrava um pouco de displicência, frouxo na marcação e pouco objetivo no ataque.

No segundo tempo, novamente o Juventude foi com tudo. Antes dos dois minutos, Cristiano cruzou, Zulu cabeceou no poste (a 3º do jogo), mas no rebote Júlio Madureira, às vezes criticado pela “Papada”, marcou seu décimo gol na competição, 1×1. Então o brilho de Leandro apareceu: aproveitou um balão aleatório de Fernando, dominou com categoria, avançou em velocidade e driblou o goleiro Jonatas para fazer 2×1. O garoto assinou com mais um gol seu carimbo no time titular gremista. Está jogando muito e tem, acreditem, 17 anos. É a grande promessa ofensiva no Grêmio desde Ronaldinho, afinal Anderson e Carlos Eduardo acabaram se afirmando como meias no futebol europeu.

O que estava fácil pareceu resolvido quando Rafael Pereira fez duas faltas seguidas de cartão amarelo e foi expulso três minutos depois. Fernando e Neuton perderam chances de ampliar em boas faltas frontais. Renato tirou William Magrão e colocou Mateus Magro, depois Bruno Collaço no lugar de Lúcio. O time perdeu força no meio-campo e retenção de bola.

Ainda assim, aos 31, Leandro chutou em cima da zaga e depois Borges, em uma chance incrível, perdeu uma oportunidade clara de fazer o terceiro. Tava tão fácil que o Grêmio resolveu complicar tudo…

O castigo veio imediatamente: Neuton afastou mal e Cristiano cruzou a esmo. A bola estava tranquila, mas Gílson tentou afastar e marcou um golaço contra, 2×2. Visivelmente o lance intranquilizou o Tricolor que aumentou a dose de passes errados. Aos 44, o castigo: Vinícius Pacheco perdeu a dividida e o jovem Ramiro, de 18 anos, desferiu um petardo indefensável para Victor. Juventude, que não vencia o Grêmio desde 2008, virava com 10 jogadores para 3×2 e voltava à briga pela classificação.

Mais importante que a classificação, o finalista Grêmio precisa garantir em pontos a melhor campanha para decidir o título no Olímpico.
Está muito perto disto, mas não pode bobear.

Hoje faltou determinação e objetividade.

OPINIÃO: Os reservas nada artificiais no Passo D'Areia

21 de março de 2011 2
Os reservas do Grêmio venceram com autoridade o Porto Alegre por 3×0, no primeiro jogo oficial do Tricolor em um gramado artificial. O jogo foi disputado no estádio Passo D’Areia, do São José, pois jogos da dupla Gre-Nal devem ser disputados em estádios com no mínimo 20 mil espectadores. O time de suplentes queria eliminar a má impressão do último jogo, quando perderam de 2×0 para o Cruzeiro-RS em pleno Olímpico.
Apenas Victor, dos titulares, entrou em campo hoje. Os suplentes jogaram com vontade e qualidade contra o time de Ronaldinho e Assis Moreira, sem dúvida o pior do campeonato. E que, além de virtualmente rebaixado, está em vias de extinção ao término da competição.
Renato modificou a formatação tática e escalou um ortodoxo 4-4-2 com dois volantes (William Magrão e Fernando( e dois meias posicionados em linha (Mithyuê e Pessalli), decisão que se mostrou bastante acertada. Quem se beneficiou com isto foi o argentino Escudero, que jogou no ataque ao lado de Júnior Viçosa e teve ótima atuação. Ele, aos quatro minutos, aproveitou cruzamento de Mithyuê e chutou no ângulo, sem deixar a bola cair, Grêmio 1×0.
O jogo tava muito fácil e o Grêmio desperdiçou outras duas boas chances antes que Pessalli cruzasse da esquerda e Júnior Viçosa cabeceasse firme no canto para ampliar, 2×0. Um gol para homenagear o pai, falecido na última quarta-feira. Ele mesmo quase ampliou no minuto seguinte, chutando para fora. Aí o time ‘da casa’ teve um gol mal anulado com Da Silva, que não estava impedido. Escudero e Bruno Collaço desperdiçaram outras chances de ampliar ainda na etapa inicial.
O segundo tempo começou do mesmo jeito que terminou: o Tricolor tocando a bola e atacando, e o Porto Alegre especulando contra-ataques com pouca eficiência. Bem em campo, Bruno Collaço aumentou a pressão da torcida pela saída de Gílson do time titular. Pessalli, Maylson e William Magrão tiveram boas chances que pararam no ferrolho defensivo do Porto Alegre.
Então Renato resolveu trocar três jogadores para dar oportunidades aos reservas: Mateus Magro, Vinícius Pacheco e o garoto Leandro. E estes dois, no último minuto de partida, colocaram um ponto final no placar: Leandro conduziu a bola e tocou para Vinícius Pacheco, que driblou o goleiro e fez 3×0. Ele, que pediu para jogar no ataque e foi atendido, fez seu terceiro gol pelo Tricolor.
Depois do jogo, uma esperada coletiva na qual Renato, de imediato, foi questionado sobre o polêmico diálogo com Jorge Kajuru no qual indicava chances de ir para o Fluminense e pedia para que a informação não fosse publicada (algo que Kajuru ignorou completamente, publicando o diálogo no ar). O técnico gremista mostrou humildade e reconheceu que errou na declaração e que não foi um ‘trote’. Mas deixou claro que não pensa em sair do Grêmio neste momento, que está feliz no clube e deseja ficar muito tempo.
Pela primeira vez no gramado sintético, o Grêmio fez a obrigação e se recuperou no Gauchão.
E a torcida provocou bastante o Assis F.C.
Renato percebeu que Bruno Collaço e Escudero se tornaram opções imediatas para mudança no time titular.
E se explicou e colocou fim no assunto ‘Kajuru’.
Post originalmente postado no “Jogo Aberto”, do Lédio Carmona

OPINIÃO: A tarde do goleador Borges, e uma homenagem para Moacyr Scliar

28 de fevereiro de 2011 1
O Grêmio venceu o Cruzeiro por 4×2 e está na final da Taça Piratini. Foi a tarde de Borges, que marcou três gols e comandou o time gremista, com direito a escolher música no Fantástico (ele optou por uma canção gospel). O adversário, algoz do Inter-B na fase anterior, endureceu novamente contra um grande.
Vale destacar um ótimo jogo de Gabriel, um dos melhores laterais/alas do país. E a recuperação de Douglas, de má-jornada contra o Júnior-COL pela Libertadores. Em compensação, Carlos Alberto novamente fracassou ao jogar mais recuado. Caberá a Renato decidir: quer ele no ataque ao lado de um (Borges ou André Lima), ou no banco. Lúcio retorna naturalmente, para dar opções ao lado esquerdo tricolor.
Sem o lesionado Lúcio, Renato escalou o Grêmio com 2 volantes (Rochemback e Adílson) e 2 centroavantes (Borges e André Lima).
A primeira opção se mostrou mais uma vez acertada, com Rochemback aproveitando a liberdade fornecida por Adílson e sendo importante na saída de jogo. Já a segunda claramente prejudicou André Lima, que caiu de produção desde que passou a dividir o ataque com o antigo titular.
Ao time da Zona Leste, que se muda para a vizinha Cachoeirinha em 2011, fica a lembrança do dever cumprido. No dia que perdeu seu mais ilustre torcedor, o escritor Moacyr Scliar, o simpático Cruzeiro mostrou mais uma vez que um trabalho de longo prazo e organizado dá frutos até nos times pequenos. Depois de 30 anos na Segundona, a permanência estará garantida com mais 5 pontos no returno, mantendo a mesma base desde 2009.
Contra um Cruzeiro sólido defensivamente,o Tricolor dominou o primeiro tempo mas sem grandes chances. Aos poucos abriu brechas na defesa cruzeirense e Gabriel acertou o poste de Fábio. Logo depois, o bom meia Diego Torres quase surpreendeu o bom público no Olímpico ao obrigar Victor a fazer ótima defesa. Aos 36 o Grêmio superou a retranca em uma bela jogada envolvendo Douglas e Gabriel, que cruzou para Borges chutar mascado e abrir o marcador.
Na etapa complementar,três em cinco minutos: aos nove, André Lima escorou e Borges ampliou, 2×0. Na saída de bola, a zaga gremista errou no posicionamento e o baixinho Jô descontou para o Cruzeiro. Então foi a vez de Borges ser derrubado na área, pênalti que converteu com categoria, Grêmio 3×1.
Sem nada à perder, contra um Grêmio nitidamente cansado e um tanto displicente, o Cruzeiro foi para cima e, aproveitando outro erro no jogo aéreo gremista, o zagueiro Léo cabeceou cruzado e marcou, 3×2 aos 32 minutos. Com a expulsão justa de Alberto, acabaram as chances do Cruzeiro. E nos acréscimos, Júnior Viçosa fez bela jogada e sofreu pênalti, que Gabriel (o segundo melhor em campo), cobrou e fechou o placar. Final, Grêmio 4×2, finalista da Taça Piratini e já esperando o Caxias.
Ao enlutado Cruzeiro, o esforço e a simbólica homenagem à Scliar.
Ao Grêmio, o cumprimento com o dever. O retorno do goleador. E o talento de um lateral.