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Posts com a tag "futebol inglês"

David Beckham anuncia aposentadoria: confira grandes lances do astro inglês

16 de maio de 2013 0

O meia inglês David Beckham, um dos ícones do futebol mundial nas últimas duas décadas, anunciou hoje sua aposentadoria ao final da temporada. Jogador do Paris Saint-Germain, aos 38 anos o ex-astro do Manchester United, Real Madrid, Milan, Los Angeles Galaxy termina sua participação no Campeonato Francês e vai curtir as benesses de um ex-jogador milionário, símbolo sexual e que marcou uma mudança na visão dos jogadores perante o mercado publicitário.

David Beckham, em seu último time, o PSG. E agora oficialmente aposentado - Franck Fife/AFP

Talvez o jogador mais bem pago do futebol mundial em todos os tempos ao longo de sua carreira, Beckham também foi um grande jogador. Começou sua carreira como um clássico winger inglês, pela direita. Detentor de um chute e um cruzamento fora do normal, com uma ótima velocidade, Beckham é um especialista em bolas paradas.

Depois de ser multicampeão no Manchester United, foi para o Real Madrid no projeto “Galácticos” do presidente Florentino Pérez. Em Madrid, se tornou um meio-campista central aonde se destacou pela precisão nos passes, apesar de ter tido sua faixa preferencial ocupada por outro “galáctico“, o português Luís Figo, mas só obteve conquistas nacionais, não obtendo sucesso na Liga dos Campeões.

Fora dos gramados, se tornou garoto propaganda de diversas multinacionais, desde ternos de luxo, passando por carro, refrigerantes, lâminas de barbear, etc. Sua receita com publicidade superava e muito os já espetaculares salários, e ‘Becks’ sempre foi um dos 3 jogadores com camisas mais vendidas, em quaisquer dos times que defendeu.

Fora de campo, casado com a ex-Spice Girl Victoria Adams, era figurinha carimbada nas notas sociais, grandes eventos, envolvido em diversas polêmicas de “affairs” extra-conjugais, mas nada comprovado e nunca em um escândalo digamos, mais “pesado”. Até por sua fortíssima imagem de marketing era necessário uma exibição quase sempre positiva. Não à toa, sua chegada ao futebol norte-americano aumentou consideravelmente o público e o interesse dos EUA na Major League Soccer, a Liga Norte-Americana de futebol.

Beckham virou garoto-propaganda da MLS, a Liga norte-americana - Foto: Saul-Loeb-AFP

Ficamos aqui com alguns tributos a um dos mais técnicos jogadores que eu vi atuar. Gols antológicos ou decisivos.

PRINCIPAIS TÍTULOS

Manchester United

  • Supercopa Inglesa (4)
  • Campeonato Inglês (6)
  • Copa da Inglaterra (2)
  • Liga dos Campeões (1)
  • Copa Intercontinental (1)

Real Madrid

  • Campeonato Espanhol (1)
  • Supercopa Espanhola (1)

Los Angeles Galaxy

  • Campeonato Norte-Americano (MLS Cup) (2)

Paris Saint-Germain

  • Campeonato Francês (1)

Loucura na Segundona Inglesa: de novo pênalti desperdiçado nos acréscimos e gol no contra-ataque!

12 de maio de 2013 0

Nos acréscimos, um time errou um pênalti em um confronto direto na luta para subir de divisão, e levou o gol fatal no contra-ataque. Sim, vocês já viram isto aqui no Almanaque Esportivo há duas semanas, na rodada final: “Terceira Divisão Inglesa tem final histórico: pênalti perdido, gol de contra-ataque!”

SÓ QUE ESTOU FALANDO DE OUTRA HISTÓRIA! Incrivelmente, repetiu-se a cena da Terceirona agora em um jogo decisivo da Segunda Divisão Inglesa, levando um time do céu ao inferno (e o outro do inferno ao céu) em menos de 20 segundos.

Nos play-0ffs de promoção da Segunda Divisão, o Watford levou 1×0 do Leicester City fora de casa e precisava vencer para continuar sonhando com o retorno à elite. Saiu na frente com Matej Vydra, mas levou o empate ainda no primeiro tempo, gol de Dave Nugent. Vydra fez 2×1 aos 20 do segundo tempo, resultado que levava o jogo para a prorrogação.

Aos 49 do 2º tempo, em um pênaltizinho “a la brasileira” de Marco Cassetti em cima de Anthony Knockaert, o Leicester teve a chance de empatar e se garantir. O próprio Knockaert, que já comemorava na frente da torcida visitante, bateu a penalidade. Muito mal, o goleiro espanhol Manuel Almunia (ex-Arsenal) pegou e também defendeu o rebote. A defesa deu um bicão pro ataque e no lance a seguir, Jonathan Hogg desviou do goleiro Kasper Schmeichel, Vydra tocou na bola e Troy Deeney pegou de voleio com força para classificar o Watford!

Invasão de campo, loucura do técnico Gianfranco Zola, ex-ídolo do futebol italiano e do Chelsea. Incrível!

Reação na SkySports:

Invasão de campo após gol incrível do Watford - Reprodução TV

Com o resultado, o Watford vai disputar o jogo mais valioso do futebol mundial: o play-off decisivo que vale mais de 100 milhões de euros para o vencedor.

Terceira Divisão Inglesa tem final histórico: pênalti perdido, gol de contra-ataque!

28 de abril de 2013 3

O Doncaster Rovers se sagrou campeão da League One, a Terceira Divisão Inglesa, de maneira inacreditável neste sábado. O time chegou na rodada em segundo lugar, atuando fora de casa contra o Brentford no centenário Griffin Park em Londres. O time do norte da Inglaterra estava na iminência de perder a promoção automática (garantida aos dois primeiros colocados da divisão) em uma cobrança de pênalti contra seu adversário direto. Era só Marcello Trotta converter o pênalti marcado já nos segundos finais da partida.

O jovem atacante italiano, emprestado pelo Fulham e de apenas 20 anos, resolveu assumir uma responsabilidade que não era sua, “se consagrar”. Mas deu tudo errado: Trotta chutou no travessão e, com um gol no contra-ataque do lance,  James Coppinger aproveitou o atônito Brentford e marcou para os Rovers, dando a vitória por 1×0 e o título para o time de Yorkshire.  A sequência, de pouco menos de um minuto, é desesperadora:

Para entender melhor, vejam a situação antes do jogo:

  1. Bournemouth- 82 pontos – Promovido à Segunda Divisão matematicamente
  2. Doncaster Rovers – 81 pontos – Promovido à Segunda Divisão
  3. Brentford  - 79 pontos – Nos playoffs entre o 3º e o 6º colocados, valendo uma vaga na Segunda Divisão

Se a cobrança fosse convertida por Marcelo Trotta:

  1. Bournemouth - 83 pontos  - Promovido à Segunda Divisão
  2. Brentford – 82 pontos – Promovido à Segunda Divisão
  3. Doncaster Rovers – 81 pontos – Nos playoffs entre o 3º e o 6º colocados, valendo uma vaga na Segunda Divisão

Como ficou no final, com o gol no contra-ataque:

  1. Doncaster Rovers – 84 pontos – Campeão e promovido à Segunda Divisão
  2. Bournemouth – 83 pontos – Vice-Campeão e promovido à Segunda Divisão
  3. Brentford – 79 pontos – Nos playoffs entre o 3º e o 6º colocados, valendo uma vaga na Segunda DivisãoIsto obviamente me lembrou os instantes a seguir da cobrança de Ademar defendida por Galatto, até o gol de Anderson que deu o título da Série B para o Grêmio (se o jogo terminasse em empate, o Grêmio subia mas o título iria para o Santa Cruz).

DIA DO GOLEIRO: Parabéns para meus ídolos Taffarel, Schmeichel e Van der Sar

26 de abril de 2013 6

Hoje, 26 de abril é o “Dia do Goleiro” aqui no futebol brasileiro. A data foi escolhida para comemorar o aniversário do histórico goleiro Manga, nascido em 26 de abril de 1937. E o Almanaque Esportivo fará uma homenagem aos seus três ídolos de infância: Taffarel, o dinamarquês Peter Schmeichel e o holandês Edwin van der Sar.

Dia do Goleiro em homenagem à "Manguita Fenômeno" - Foto: Genaro Joner / Agencia RBS

  • TAFFAREL – BRASIL – INTERNACIONAL, PARMA, REGGIANA, ATLÉTICO-MG, GALATASARAY

Difícil falar sobre o jogador mais importante em minha vida como torcedor de futebol. Taffarel é especial para mim. Um goleiro que nunca foi muito alto, mas sempre se posicionou de maneira espetacular, com uma inteligência e firmeza indiscutível.

Depois de se tornar o primeiro goleiro brasileiro com status de estrela no futebol mundial, virou ídolo em quase todos os times que passou. Na Seleção Brasileira é uma lenda. Então, fica minha homenagem com dois vídeos, cenas raras de defesas pouco lembradas:

E as mais clássicas:

  • PETER SCHMEICHEL – DINAMARCA – GLADSAXE-HERO, HVIDOVRE – MANCHESTER UNITED – SPORTING LISBOA – ASTON VILLA – MANCHESTER CITY

Peter Schmeichel me chamou a atenção no inverno de 1992. Com atuações assombrosas pela Dinamarca, me fez procurar saber que time ele atuava e mais detalhes sobre o atleta. Dali iniciou-se uma relação de 20 anos com o Manchester United, mas hoje o assunto é Schmeichel. Gigantesco, o dinamarquês era um líder dentro e fora de campo, mas sua suprema técnica e a explosão muscular eram imbatíveis. Com uma firmeza impressionante, se tornou um dos maiores goleiros da história do futebol mundial. Vejam grandes momentos de Peter, The Dane.

EDWIN VAN DER SAR – AJAX – JUVENTUS – FULHAM – MANCHESTER UNITED

O goleiro Edwin van der Sar é um misto das duas lendas anteriores. Gigante como Schmeichel, ágil como Taffarel. Um goleiro que aos 40 anos estava em plena forma, com atuações espetaculares por um dos maiores times do mundo. Ícone do Ajax, se tornou quase ao final de carreira um dos mais brilhantes jogadores recentes do Manchester United.

Grandes defesas de Van der Sar até chegar ao Manchester United:

E sua fase gloriosa em Old Trafford:

Campeão Inglês, Evra lembra desafeto Suarez e "come" um braço de plástico!

22 de abril de 2013 0

E tivemos outra cena bizarra hoje no jogo do título do Campeonato Inglês! O Manchester United se sagrou campeão inglês pela 20º vez nesta segunda-feira ao golear o Aston Villa por 3×0, três gols de Robin Van Persie.  Foi o 38º título de Sir Alex Ferguson no comando do time, ele que senta na casamata desde 1986. Foi o 13º título inglês do galês Ryan Giggs, que aos 38 anos iguala o número de troféus do rival Arsenal na competição.

Mas quem roubou a cena foi o francês Patrice Evra, lateral-esquerdo titular do time.Um torcedor jogou um braço de plástico amputado para o gramado e ele fingiu que estava comendo. Foi uma ironia direta para o atacante uruguaio Luis Suarez, que ontem mordeu o sérvio Branislav Ivanovic no jogo Liverpool 2×2 Chelsea.

Patrice Evra "comendo" um braço e mandando BEJO para Suarez - Reprodução TV

O fato é ainda mais significativo em relação à Evra pois ele se envolveu em 2012 em um incidente ainda mais controverso. Evra acusou Suarez de racismo após um jogo contra o Liverpool ainda no primeiro turno da temporada 2011/12. No jogo do returno, depois de panos quentes por parte das duas diretorias, Evra estendeu a mão no protocolar cumprimento antes do jogo e foi esnobado por Suarez, deixando furiosa a diretoria do Liverpool com o polêmico atacante uruguaio, que havia prometido ser cortês com o adversário.

Por causa do incidente deste domingo, Suarez deve ficar afastado até o final da temporada, perdendo a artilharia do Inglês justamente para o holandês Van Persie, que hoje passou para 24 gols contra 23 do atacante sul-americano.

Revolução Alemã, Parte IV: aonde patinam as Ligas da Inglaterra, Espanha e Itália

18 de abril de 2013 2

A Liga Alemã já foi o “patinho feio” dos grandes países europeus. Com gramados ruins, estádios piores e poucos craques, a Bundesliga estava muito longe de seus pares ingleses, alemães e espanhóis. Hoje é a segunda liga mais badalada da Europa, com regras atrativas de divisão de cotas de TV e premiações esportivas. O equilíbrio técnico é muito maior que nos gramados espanhóis, a situação técnica e financeira é bem superior à italiana. Por fim, a transparência da origem dos recursos é melhor que a inglesa.

Se dentro de campo, os grandes craques ainda estão na Inglaterra na milionária Premier League, a distância para a Bundesliga reduziu-se drasticamente. Os mercados consumidores dos países em desenvolvimento já assistem mais o futebol alemão. Vamos avaliar hoje as causas desta mudança radical e a comparação com os demais, sempre traçando um paralelo entre o modelo econômico (já discutido na parte III) e aspectos técnicos/táticos (avaliados na parte II deste estudo).

  • ESPANHA

O futebol espanhol e sua “La Liga” vivem um momento perigoso. Barcelona e Real Madrid hoje possuem 50% da receita de TV , existindo um profundo abismo entre eles e os demais. O economista espanhol José María Gay de Liébana comentou recentemente que o modelo está fracassado, citando o fato de que em 2011 os times espanhóis gastaram 200 milhões de euros a mais do que arrecadaram. Algo ainda mais dramático avaliando-se a profunda crise econômica do país, que afeta a média de público, a situação financeira dos clubes, patrocinadores e o valor dos direitos de televisionamento.

Crise econômica na Espanha afeta o futebol – Foto: Andres Kudacki / AP

Na Espanha os horários de televisão são esdrúxulos (lembra algum lugar?) e os preços mínimos são abusivos: o ingresso mais barato na Espanha é de 25 euros. E isto que o modelo espanhol tem três preços: “normal”, “clássicos locais” e “contra Barcelona e Real Madrid”. Os estádios espanhóis, em sua maioria, são péssimos e incompatíveis com os valores apresentados. E o valor ínfimo do pay-per-view de 15 euros (lembra algum lugar, parte II?) acomoda os torcedores em casa, na TV.

Barcelona e Real Madrid chegam a receber 10x mais de TV que os times menores, e 5x mais que todos os demais, com quase 50% da audiência. Já fiz um estudo sobre isto em 2012, intitulado “Futebol espanhol: ‘Nossa liga não é só a maior porcaria da Europa, mas do mundo’ “. Vale conferir também o documentário abaixo, em inglês:

Em compensação a situação das categorias de base da Espanha é melhor que no resto do mundo. Há 20 anos um processo longo de formação de jogadores deixou clara esta evolução, com títulos nas divisões de base e depois com o sucesso total em duas Eurocopas e na última Copa do Mundo, que a “Fúria” é um dos países de elite no esporte. Resta saber se o naufrágio econômico recente e a incompreensível divisão dos direitos de televisionamento possam ter um impacto futuro nesta política de sucesso na formação de jogadores.

  • INGLATERRA

No país que criou o futebol, o problema é o desequilíbrio financeiro causado por grandes investidores na Premier League, e uma incapacidade de formar novos jogadores. Estamos acostumados a ver magnatas despejando centenas de milhões de euros (em alguns casos, ‘lavando’), buscando a glória rápida, sem planejamento.

Isto nem sempre promove o sucesso, caso recente do Queens Park Rangers, virtualmente rebaixado com um elenco milionário na atual temporada inglesa. O Portsmouth sofreu um castigo ainda maior: depois de ter sido sucessivamente comprado e vendido por diversos controladores, descumpriu pagamentos, atrasou salários, perdeu pontos. Quase faliu e hoje está próximo da quarta divisão, em uma derrocada fulminante.

Eventualmente os resultados são positivos, como no Manchester City (campeão inglês) e no Chelsea (campeão europeu), mas a dependência de uma fonte externa de recursos é imensa. O que será do Chelsea no dia que Roman Abramovich resolver parar de “brincar de futebol”? Não temos esta resposta.

Roman Abramovich gastou 2.2 bilhões no Chelsea até chegar ao título europeu – Foto: CARL COURT / AFP

Porém o problema também existe nos gramados. O trabalho nas categorias de base, seguindo um modelo implementado em 1997 pelo ex-treinador Howard Wilkinson é terrível. Oss grandes times, quase todos comandados por bilionários, almejam resultados rápidos e investem em grandes estrelas, enfraquecendo o desenvolvimento local.

Jogadores formados em times como Arsenal e Liverpool acabam rodando em times menores, por falta de oportunidades, e contratados posteriormente pelos mesmos times nos quais iniciaram a carreira. E não é falta de locais de treinamento: existem centros de excelência nas categorias de base, um acesso rápido ao site da Federação Inglesa deixa claro que não é a estrutura e sim o resultado deste trabalho o “xis da questão”

Decisões radicais como exigir que cinco, seis ingleses devem sempre serem escalados pelas equipes promoveriam uma gradual qualificação do futebol nacional, mas teriam resultados de mídia e financeiros impopulares, com a fuga das grandes estrelas dos principais times. Então, nem a Premier League tampouco os clubes de elite adotam medidas deste porte. Com clubes dependentes de investimentos externos, regras financeiras bastante flexíveis, os débitos se avolumam.

Os times ingleses ainda estão entre os principais da Europa, mas suas finanças não estão sadias. Um calendário sem parada de inverno deixa os times bastante desgastados, com dificuldades na reta final da temporada. A constatação final fica evidenciada nos resultados ruins do “English Team” nos últimos 15 anos, sempre longe dos favoritos desde o ótimo time de 1998 e com jogadores que ainda não jogam em outros centros, o habitual “anglocentrismo“. Até fora de uma Eurocopa, como em 2008, a Inglaterra já conseguiu. São questões não tão visíveis perante ao charme da Premier League. Mas os problemas existem, e são graves.

  • ITÁLIA

Se na Espanha os resultados dos gigantes e da Seleção são brilhantes, e na Inglaterra a liga é ainda a melhor do mundo, o “Calcio” sofre problemas generalizados que afetam a saúde de sua histórica “Serie A“. Primeiro, uma situação econômica ruim. Depois, violência desenfreada entre os “ultras” sem uma resposta qualificada das autoridades. Também com estádios decrépitos e uma Liga em franca decadência, minada por escândalos consecutivos de corrupção. Outro problema são ingressos caríssimos nos grandes centros, afastando os jovens dos estádios.

Terminaram os problemas? Que nada: muitos times em situação financeira delicada, alguns em estado de falência ou falidos. Um modelo de futebol ultrapassado, no qual os presidentes dos clubes mandam demais e planejam de menos. A situação do futebol italiano só não é pior porque encerrou-se em 2006 um ciclo de grandes craques com um titulo mundial. Problemas. Problemas. Problemas.

Mas os clubes não sabem o caminho do sucesso. Por quase uma década, um contrato de TV que deu dinheiro demais para alguns times deixou a situação parecida com a da Espanha. Em 2011 o contrato foi renegociado em termos muito melhores, diminuindo a discrepância de valores entre os maiores e os menores, mas o resultado ainda não ocorreu de fato nos gramados. Recentemente, a Fiorentina, o Perugia, Piacenza, Ancona e outros tantos clubes menores pediram falência e foram declarados extintos.

Itália, campeã mundial em 2006, vive momento conturbado fora de campo – AFP PHOTO / GIUSEPPE CACACE

Nas categorias de base, a preocupação é grande. Repetindo o ocorrido com o futebol alemão na década retrasada, os italianos chegaram ao esgotamento de uma geração talentosa de Alessandro Del Piero, Francesco Totti, Alessandro Nesta, Fabio Cannavaro, Paolo Maldini sem reposição. Poucos times, como a Fiorentina e o Genoa, possuem um trabalho primoroso nas equipes “Primavera“. Recentemente passos foram dados na direção correta, formando novos atletas e organizando as categorias de base. Ainda em um patamar inferior ao do passado, das glórias dos anos 80 e 90. Falta um longo caminho.

Mas, talvez, o grande problema seja fora dos gramados: a sempre presente corrupção, envolvendo suborno de árbitros e atletas. Três grandes escândalos estouraram na Itália nos últimos 30 anos, 2 deles só na década passada. O problema endêmica em todas as esferas da sociedade italiana, é particularmente profunda no futebol: gigantes como Milan e Juventus já foram rebaixados, e muitos outros foram punidos. Porém viradas de mesa e redução de penas são comuns, o que afeta a credibilidade do esporte nacional.

Não foi à toa que recentemente os times italianos perderam a quarta vaga na Liga dos Campeões, dada apenas aos três primeiros do ranking da UEFA. Líderes do mesmo há cerca de dez anos, os times da Série A foram ultrapassados primeiro pelos espanhóis, depois pelos ingleses. E agora, adivinhem… Pelos alemães!

E o Brasil nesta análise? Este será o tema da última parte da análise, a ser publicado amanhã…

Michael Owen anuncia aposentadoria: aquele que foi sem nunca ter sido

19 de março de 2013 0

O atacante inglês Michael Owen anunciou hoje sua precoce aposentadoria, aos 33 anos,. O garoto-prodígio, que aos 17 anos já era convocado e estrela da Seleção Inglesa, não aguentou a série de lesões que arrasaram com sua carreira especialmente nos últimos 8 anos.  Lenda do Liverpool, Owen estava jogando no Stoke City e vai parar em maio, ao término do Campeonato Inglês.

Pela Inglaterra, Owen marcou 40 gols em 89 jogos, se tornando o 4º maior artilheiro da história do selecionado. Ele disputou as Copas do Mundo de 1998 (quando foi eleito a revelação do torneio), 2002 e 2006, e também as Eurocopas de 2000 e 2004.

Michael Owen, camisa 10, comemorando um dos seus últimos gols pela Inglaterra em 2008 - Foto: Alastair Grant/AP

Michael Owen estreou em maio de 1997, quando tinha apenas 17 anos. Nos dois anos seguintes, foi o artilheiro do Campeonato Inglês pelo Liverpool e se tornou estrela da Copa do Mundo da França com apenas 18 anos, marcando dois gols. Na ocasião, marcou um dos gols mais bonitos da competição, no derradeiro jogo inglês contra a Argentina pelas oitavas-de-final em Nantes:

De volta ao Liverpool, Owen se tornou um dos principais atacantes do planeta. Sua média de gols é das melhores: 297 jogos, 158 gols. Seu grande momento foi em 2001, quando foi campeão da Copa da Inglaterra, da Copa da Liga Inglesa e da Copa da UEFA, em uma antológica final contra o espanhol Alavés:

Depois de sete temporadas, em 2005, Owen se tornou um dos jogadores mais caros do planeta ao se transferir para os “Galáticos” do Real Madrid. Lá, claramente não se adaptou ao clube e teve uma certa má-vontade da torcida e imprensa. Ainda assim marcou 13 gols e se tornou o jogador com melhor relação entre gols e minutos jogados da Liga.

De volta à Inglaterra, se tornou o jogador mais caro da história do Newcastle. Depois de um ano parado por lesão (ocorrida durante o Mundial 2006 e que causou uma surpreendente indenização de 11 milhões de libras para o Newcastle), marcou muitos gols no time de Tyneside antes de começar a sentir lesões recorrentes. Sem contrato renovado, assinou um compromisso de risco e foi para o Manchester United, arquirrival histórico do Liverpool. Jogou eventualmente, as lesões aumentaram e em 2012 foi para o Stoke City aonde tem jogado muito pouco.

Ficamos com o tributo a Michael Owen: aquele que foi sem nunca ter sido:

Demitido liderando campeonato, temperamental técnico Paolo Di Canio surta e rouba ex-clube

22 de fevereiro de 2013 0

Paolo Di Canio, agora ex-treinador do Swindon Town da Terceira Divisão inglesa (a League One), reagiu de forma inesperada à sua já surpreendente demissão nesta semana. Líder da competição,  o Swindon trocou de dono recentemente e o novo dono achou muito alto o salário de Di Canio.

O temperalmental astro do futebol italiano e inglês  fazia um trabalho formidável no modestíssimo time do sudoeste da Inglaterra há alguns anos, mas a diretoria queria renegociar o contrato, de 850 mil libras anuais. Revoltado, Di Canio pediu demissão no último dia 18, substituído pelos interinos Tommy Miller e Darren Ward.

Mas a saída de Di Canio não ficou assim: na madrugada de ontem, ele e alguns membros de sua ex-comissão técnica, invadiram o seu antigo escritório. Com a senha, Di Canio desarmou o alarme e levou diversos objetos, alguns pessoais de sua parte e outros que pertenciam ao clube. A informação foi confirmada pela diretoria do Swindon Town, que não indicou que providências irá tomar.

A história do roubo é estranhíssima, mas não é a primeira doideira na carreira de Paolo Di Canio. Ele iniciou a carreira na Lazio e teve brilhantes passagens pelo West Ham, Sheffield Wednesday e de volta na Lazio, e sempre foi ‘fora da casinha’.

Com notórias relações com a parte facista da torcida da Lazio, causou polêmica mais de uma vez comemorando gols fazendo a saudação fascista. Vejam um vídeo com uma comemoração assim no início e outra no final da carreira, quando foi punido pela Federação Italiana de Futebol:

Na Inglaterra, sua primeira grande bobagem foi ainda como jogador do Sheffield Wednesday, quando empurrou o árbitro Paul Alcock após ser expulso de campo:

Em 2000, jogando pelo West Ham contra o Bradford City,  Di Canio pediu substituição após se revoltar totalmente três pênaltis não-marcados sobre ele no mesmo jogo. Dois deles foram simplesmente escandalosos. Aliás, este foi para mim, o último grande time do West Ham, que tinha os então garotos Joe Cole, Frank Lampard (autor do gol da vitória de 5×4!!! em jogada de Di Canio) , Rio Ferdinand, o falecido Marc-Vivien Foé, Trevor Sinclair, e o costarriquenho Paulo Wanchope. Vejam os lances e o gol desta famosa vitória em Upton Park, também conhecido como Boleyn Ground:

A história final de Di Canio eu já contei, sobre o sensacional gesto de fair-play, quando pegou a bola com a mão para não se provalecer do goleiro Paul Gerrard, do Everton, que estava lesionado. Vejam a história aqui no Almanaque e o lance em si:

Estrela do Chelsea chuta gandula e é expulso: Swansea na final da Copa da Liga!

23 de janeiro de 2013 1

O Swansea City empatou em 0×0 com o Chelsea, atual campeão europeu, e se classificou para a final da Copa da Liga Inglesa, depois de vencer por 2×0 no jogo de ida em pleno Stamford Bridge. Será a primeira final de Copa do time de País de Gales, que joga pelos campeonatos da Inglaterra e está fazendo bonito na Primeira Divisão há duas temporadas (está em 9º lugar). Além da Copa da Liga e do Campeonato Inglês, o Swansea disputou a Copa da Inglaterra, competição na qual foi eliminado pelo Arsenal na 3º fase.

Chute de Hazard no gandula - Foto: Captura de TV

O jogo foi marcado por uma bizarra agressão da estrela belga Eden Hazard, quase ao final da partida. O gandula, uma criança, estava em cima da bola e deliberadamente atrasando o recomeço do jogo quando foi chutado por Hazard nas costelas. O árbitro Chris Foy expulsou Hazard, enquanto o gandula foi retirado de campo para ser atendido. Hazard deverá pegar uma punição pesada, mas o Swansea e também o garoto escaparam de uma punição:

O mais incrível é que o Swansea pegar na decisão em Wembley contra o Bradford City, time da QUARTA divisão e que eliminou, de maneira épica, o Arsenal e o Aston Villa no caminho para a decisão.

INGLATERRA: O que está acontecendo? 21 gols em 2 jogos na Copa da Liga!

02 de novembro de 2012 5

Em um dos mais inacreditáveis jogos da história do futebol inglês, o Arsenal bateu o Reading, fora de casa, por impressionantes 7×5 em jogo válido pela Copa da Liga Inglesa. O mais incrível é que o Arsenal perdia por 4×0 até 44 minutos do primeiro tempo, quando Theo Walcott descontou. No intervalo, delírio em Reading e desespero da torcida do Arsenal. O criticadíssimo atacante Marroukh Chamakh era o mais visado.

No segundo tempo a reação foi impressionante, com mais três gols em sequência até o placar ficar em 4×4, com direito a gol aos 44 e outro aos 49min55s do segundo tempo em prol dos visitantes!!!

Na prorrogação, o corneteado Chamakh fez 5×4 mas o Reading ainda empatou de novo, 5×5! No últimos dois minutos, Walcott e de novo Chamakh fecharam o placar em estrondosos 7×5.

Confiram aqui todos os gols do jogo:

Copa da Liga Inglesa: Gols de Reading 5 x 7 Arsenal

O site “101 Great Goals” separou os tuits mais engraçados citados durante o jogo, quando o gigante da capital perdia de goleada. Selecionei os melhores:

  • Se Chamakh fizer um gol, eu como cocô de cachorro” – @seangooner
  • Me sinto fisicamente doente. O time inteiro do Arsenal deveria ser levado no intervalo e afundado no Tâmisa com força. E depois levar um tiro” – @dpmcbride
  • Se Chamakh fizer um gol, eu como meu cocô” – @lukehines
  • Se o Arsenal vencer e Chamakh fizer um gol eu vou tatuar seu nome na minha testa” – @BillyBishop01 (BEJO amigo @eduknijinik)

O mais incrível é que no dia seguinte, depois de 12 gols no jogo do Arsenal, o rival Chelsea bateu o Manchester United, também na prorrogação, por estrondosos 5×4.

Em um jogo repleto de viradas, o Manchester United saiu vencendo, levou a virada e o jogo foi para o tempo extra em um frenético 3×3. Lá o Chelsea fez 2×1 e saiu com a vitória, contando com gols dos brazucas David Luiz e Ramires (este na prorrogação). Simplesmente sensacional!

Copa da Liga Inglesa: Gols de Chelsea 5 x 4 Manchester United