O meia inglês David Beckham, um dos ícones do futebol mundial nas últimas duas décadas, anunciou hoje sua aposentadoria ao final da temporada. Jogador do Paris Saint-Germain, aos 38 anos o ex-astro do Manchester United, Real Madrid, Milan, Los Angeles Galaxy termina sua participação no Campeonato Francês e vai curtir as benesses de um ex-jogador milionário, símbolo sexual e que marcou uma mudança na visão dos jogadores perante o mercado publicitário.
David Beckham, em seu último time, o PSG. E agora oficialmente aposentado - Franck Fife/AFP
Talvez o jogador mais bem pago do futebol mundial em todos os tempos ao longo de sua carreira, Beckham também foi um grande jogador. Começou sua carreira como um clássico winger inglês, pela direita. Detentor de um chute e um cruzamento fora do normal, com uma ótima velocidade, Beckham é um especialista em bolas paradas.
Depois de ser multicampeão no Manchester United, foi para o Real Madrid no projeto "Galácticos" do presidente Florentino Pérez. Em Madrid, se tornou um meio-campista central aonde se destacou pela precisão nos passes, apesar de ter tido sua faixa preferencial ocupada por outro "galáctico", o português Luís Figo, mas só obteve conquistas nacionais, não obtendo sucesso na Liga dos Campeões.
Fora dos gramados, se tornou garoto propaganda de diversas multinacionais, desde ternos de luxo, passando por carro, refrigerantes, lâminas de barbear, etc. Sua receita com publicidade superava e muito os já espetaculares salários, e 'Becks' sempre foi um dos 3 jogadores com camisas mais vendidas, em quaisquer dos times que defendeu.
Fora de campo, casado com a ex-Spice Girl Victoria Adams, era figurinha carimbada nas notas sociais, grandes eventos, envolvido em diversas polêmicas de "affairs" extra-conjugais, mas nada comprovado e nunca em um escândalo digamos, mais "pesado". Até por sua fortíssima imagem de marketing era necessário uma exibição quase sempre positiva. Não à toa, sua chegada ao futebol norte-americano aumentou consideravelmente o público e o interesse dos EUA na Major League Soccer, a Liga Norte-Americana de futebol.
Beckham virou garoto-propaganda da MLS, a Liga norte-americana - Foto: Saul-Loeb-AFP
Ficamos aqui com alguns tributos a um dos mais técnicos jogadores que eu vi atuar. Gols antológicos ou decisivos.
A Liga Alemã já foi o "patinho feio" dos grandes países europeus. Com gramados ruins, estádios piores e poucos craques, a Bundesliga estava muito longe de seus pares ingleses, alemães e espanhóis. Hoje é a segunda liga mais badalada da Europa, com regras atrativas de divisão de cotas de TV, premiações esportivas. O equilíbrio técnico é muito maior que nos gramados espanhóis, a situação técnica e financeira é bem superior à italiana e a transparência da origem dos recursos é melhor que a inglesa.
Se dentro de campo, os grandes craques ainda estão na Inglaterra na milionária Premier League, a distância para a Bundesliga reduziu-se drasticamente. Os mercados consumidores dos países em desenvolvimento já assistem mais o futebol alemão. Vamos avaliar hoje as causas desta mudança radical e a comparação com os demais, sempre traçando um paralelo entre o modelo econômico (já discutido na parte III) e aspectos técnicos/táticos (avaliados na parte II deste estudo).
ESPANHA
O futebol espanhol e sua "La Liga" vivem um momento perigoso. Barcelona e Real Madrid hoje possuem 50% da receita de TV , existindo um profundo abismo entre eles e os demais. O economista espanhol José María Gay de Liébana comentou recentemente que o modelo está fracassado, citando o fato de que em 2011 os times espanhóis gastaram 200 milhões de euros a mais do que arrecadaram. Algo ainda mais dramático avaliando-se a profunda crise econômica do país, que afeta a média de público, a situação financeira dos clubes, patrocinadores e o valor dos direitos de televisionamento.
Crise econômica na Espanha afeta o futebol - Foto: Andres Kudacki / AP
Na Espanha os horários de televisão são esdrúxulos (lembra algum lugar?) e os preços mínimos são abusivos: o ingresso mais barato na Espanha é de 25 euros. E isto que o modelo espanhol tem três preços: "normal", "clássicos locais" e "contra Barcelona e Real Madrid". Os estádios espanhóis, em sua maioria, são péssimos e incompatíveis com os valores apresentados. E o valor ínfimo do pay-per-view de 15 euros (lembra algum lugar, parte II?) acomoda os torcedores em casa, na TV.
Barcelona e Real Madrid chegam a receber 10x mais de TV que os times menores, e 5x mais que todos os demais, com quase 50% da audiência. Já fiz um estudo sobre isto em 2012, intitulado "Futebol espanhol: 'Nossa liga não é só a maior porcaria da Europa, mas do mundo' ". Vale conferir também o documentário abaixo, em inglês:
Em compensação a situação das categorias de base da Espanha é melhor que no resto do mundo. Há 20 anos um processo longo de formação de jogadores deixou claro, com títulos nas divisões de base e depois com o sucesso total em duas Eurocopas e na última Copa do Mundo, que a "Fúria" é um dos países de elite no esporte. Resta saber se o naufrágio econômico recente e a incompreensível divisão dos direitos de televisionamento possam ter um impacto futuro nesta política de sucesso na formação de jogadores.
INGLATERRA
No país que criou o futebol, o problema é o desequilíbrio financeiro causado por grandes investidores na Premier League, e uma incapacidade de formar novos jogadores. Estamos acostumados a ver magnatas despejando centenas de milhões de euros (em alguns casos, 'lavando'), buscando a glória rápida, sem planejamento. Isto nem sempre promove o sucesso, caso recente do Queens Park Rangers, virtualmente rebaixado com um elenco milionário na atual temporada inglesa. O Portsmouth sofreu um castigo ainda maior: depois de ter sido sucessivamente comprado e vendido por diversos controladores, descumpriu pagamentos, atrasou salários, perdeu pontos. Quase faliu e hoje está próximo da quarta divisão, em uma derrocada fulminante.
Eventualmente os resultados são positivos, como no Manchester City (campeão inglês)e no Chelsea (campeão europeu), mas a dependência de uma fonte externa de recursos é imensa. O que será do Chelsea no dia que Roman Abramovich resolver parar de "brincar de futebol"? Não temos esta resposta.
Roman Abramovich gastou 2.2 bilhões no Chelsea até chegar ao título europeu - Foto: CARL COURT / AFP
Porém o problema também existe nos gramados. O trabalho nas categorias de base, seguindo um modelo implementado em 1997 pelo ex-treinador Howard Wilkinson é terrível. Oss grandes times, quase todos comandados por bilionários, almejam resultados rápidos e investem em grandes estrelas, enfraquecendo o desenvolvimento local. Jogadores formados em times como Arsenal e Liverpool acabam rodando em times menores, por falta de oportunidades, e contratados posteriormente pelos mesmos times nos quais iniciaram a carreira. E não é falta de locais de treinamento: existem centros de excelência nas categorias de base, um acesso rápido ao site da Federação Inglesa deixa claro que não é a estrutura e sim o resultado deste trabalho o "xis da questão"
Decisões radicais como exigir que cinco, seis ingleses devem sempre serem escalados pelas equipes promoveriam uma gradual qualificação do futebol nacional, mas teria resultados de mídia e financeiros impopulares, com a fuga das grandes estrelas dos principais times. Então, nem a Premier League tampouco os clubes de elite adotam medidas deste porte. Com clubes dependentes de investimentos externos, regras financeiras bastante flexíveis, os débitos se avolumam.
Os times ingleses ainda estão entre os principais da Europa, mas suas finanças não estão sadias. Um calendário sem parada de inverno deixa os times bastante desgastados, com dificuldades na reta final da temporada. A constatação final fica evidenciada nos resultados ruins do "English Team" nos últimos 15 anos, sempre longe dos favoritos desde o ótimo time de 1998 e com jogadores que ainda não jogam em outros centros, o habitual "anglocentrismo". Até fora de uma Eurocopa, como em 2008, a Inglaterra já conseguiu.
ITÁLIA
Se na Espanha os resultados dos gigantes e da Seleção são brilhantes, e na Inglaterra a liga é ainda a melhor do mundo. O "Calcio" sofre problemas generalizados que afetam a saúde de sua histórica "Serie A": situação econômica ruim. Violência desenfreada entre os "ultras" e as autoridades. Estádios decrépitos e uma Liga em franca decadência. Escândalos consecutivos de corrupção. Ingressos caríssimos nos grandes centros. Muitos times em situação financeira delicada, alguns em estado de falência ou falidos. Um modelo de futebol ultrapassado, no qual os presidentes dos clubes mandam demais e planejam de menos. A situação do futebol italiano só não é pior porque encerrou-se em 2006 um ciclo de grandes craques com um titulo mundial.
Itália, campeã mundial em 2006, vive momento conturbado fora de campo - AFP PHOTO / GIUSEPPE CACACE
Nas categorias de base, a preocupação é grande. Repetindo o ocorrido com o futebol alemão na década retrasada, os italianos chegaram ao esgotamento de uma geração talentosa de Alessandro Del Piero, Francesco Totti, Alessandro Nesta, Fabio Cannavaro, Paolo Maldini sem reposição. Poucos times, como a Fiorentina e o Genoa, possuem um trabalho primoroso nas equipes "Primavera". Recentemente passos foram dados na direção correta, formando novos atletas e organizando as categorias de base. Ainda em um patamar inferior ao do passado, das glórias dos anos 80 e 90. Falta um longo caminho.
Mas, talvez, o grande problema seja fora dos gramados: a sempre presente corrupção, envolvendo suborno de árbitros e atletas. Três grandes escândalos estouraram na Itália nos últimos 30 anos, 2 deles só na década passada. O problema endêmica em todas as esferas da sociedade italiana, é particularmente profunda no futebol: gigantes como Milan e Juventus já foram rebaixados, e muitos outros foram punidos. Porém viradas de mesa e redução de penas são comuns, o que afeta a credibilidade do esporte nacional.
Não foi à toa que recentemente os times italianos perderam a quarta vaga na Liga dos Campeões, dada apenas aos três primeiros do ranking da UEFA. Líderes do mesmo há cerca de dez anos, os times da Série A foram ultrapassados primeiro pelos espanhóis, depois pelos ingleses. E agora, adivinhem... Pelos alemães!
E o Brasil nesta análise? Este será o tema da última parte da análise, a ser publicado amanhã...
O craque italiano Francesco Totti foi o grande protagonista na vitória de 2x0 da Roma sobre o Parma neste domingo pelo Campeonato Italiano. "Il Capitano", maior jogador da história da Roma, fez uma jogada de cinema no primeiro tempo e ainda marcou, já na etapa complementar, o segundo gol da partida.
Francesco Totti em 2008 comemorando um gol - Foto: Maurizio Brambatti, EFE
Primeiro o lance de pura categoria, usando uma de suas especialidades: o calcanhar. Armando um contra-ataque, Totti fez simplesmente isto:
Há alguns anos, em um treinamento, de brincadeira, Totti fez este 'gol' em uma cobrança de pênalti:
Mais do que isto, com o tento assinalado, Totti chegou aos 226 e se tornou o segundo maior artilheiro da história da Série A, atrás apenas da lenda Silvio Piola, que marcou 274 gols nos anos 30 e 40. O falecido sueco Gunnar Nordahl, que jogou também na Roma e ainda no Milan nos anos 50, estava empatado com ele até este gol:
Totti só jogou pela Roma desde que estreou no futebol em 1993, são 20 temporadas. É o jogador que mais atuou pela Roma (668 jogos), maior número de gols (281), capitão do time há quase 15 anos e jogador da Roma que mais foi convocado para a Seleção Italiana. Preciso dizer mais alguma coisa?
O goleiro Mattia Perin (tá, não sei se é parente) teve uma atuação simplesmente antológica na vitória de 2x0 do seu pequeno Pescara sobre a tradicional Fiorentina, em pleno estádio Artemio Franchi em Florença. Foi um show de defesas que garantiu a vitória e manteve o Pescara fora da zona de rebaixamento. Duas delas, ainda no primeiro tempo, são simplesmente espetaculares. Confira os melhores momentos da surpreendente vitória.
De acordo com o jornalista Braitner Moreira, Perin bateu o recorde na atual temporada européia em um mesmo jogo, considerando-se as cinco grandes ligas: 15 defesas. A atuação de Perin não é nenhuma novidade.
O jovem arqueiro de 20 anos, formado pelo Genoa, já foi inclusive convocado para a Seleção Principal da Itália, em agosto para o amistoso contra a Inglaterra. Está emprestado ao Pescara, mas já está sob o olhar de gigantes que estão com problemas no gol, como Milan e Internazionale.
Uma nova página vergonhosa foi escrita no futebol italiano. O atacante ganês Kevin-Prince Boateng, do Milan, saiu de campo após ser repetidamente ofendido em um amistoso de inter-temporada contra o Pro Pátria, da Segunda Divisão italiana. Ao receber a bola e tentar um drible, Boateng foi ofendido.
Kevin Prince Boateng revoltado com o incidente de racismo - Foto de Alberto Lingria/AFP
Irritado, o jogador chutou a bola em direção aos torcedores e, após argumentar com o juiz, saiu de campo. Em solidariedade, os jogadores do Milan também abandonaram o amistoso. Grande parte do estádio aplaudiu a iniciativa do jogador e vaiou os ofensores. Vejam as imagens:
A discussão sobre o gol ilegal de Hernán Barcos com a mão contra o Internacional e a falta de "fair-play" do jogador argentino do Palmeiras remeteram ao lance ocorrido com o alemão Miroslav Klose, da Lazio, que também fez gol com a mão mas se acusou e o lance foi invalidado. Vejam o lance do alemão:
Ao longo dos anos, criei a convicção que este "fair-play" imposto à força pela FIFA e pela UEFA são totalmente contrários ao bem do futebol. Jogadores fingem lesões para parar o jogo, o tempo de jogo em andamento é reduzido, fora o inevitável "mimimi". Sendo assim, resolvi homenagear alguns lances de verdadeiros momentos de "fair-play":
ROBBIE FOWLER, ARSENAL X LIVERPOOL - 1997 - CAMPEONATO INGLÊS
O temperamental e talentoso atacante inglês Robbie Fowler, uma lenda dos torcedores do Liverpool, protagonizou um dos mais memoráveis lances que eu vi de puro "jogo limpo". Em uma partida duríssima contra o rival Arsenal em Highbury Park peloCampeonato Inglês em 1997, Fowler caiu na área após toque com David Seaman, goleiro do Arsenal.
Imediatamente, o juiz Gerald Ashby marcou pênalti. Então a surpresa: Fowler categoricamente acenou e falou que não foi pênalti, mas o juiz não voltou atrás. Batedor-oficial, Fowler acabou batendo mal (não errou de propósito segundo ele), Seaman pegou mas no rebote Jason McAteer tocou para as redes:
VITTORIO ESPOSITO, U.S. TERMOLI X TORRES - COPPA ITALIA DILLETANI 2012
Em jogo válido pela Copa da Itália amadora, a "Coppa Italia Dilletani", o U.S. Termoli vencia o Torres por 1x0 e já se classificava. Quase no final da partida, Vittorio Esposito caiu na área e o juiz deu pênalti, mesmo com o jogador dizendo que não foi e para desespero do Torres. Em protesto, o goleiro não se mexeria na cobrança, de braços cruzados. Porém Esposito fez questão de errar o pênalti, chutando propositadamente para fora, em um momento de grandeza:
MORTEN WIEGHORST - DINAMARCA X IRÃ - TORNEIO AMISTOSO CARLSBERG CUP 2003
O capitão dinamarquês Morten Wieghorst também agiu de maneira admirável em um torneio amistoso de 2003. Quase no final do primeiro tempo de um jogo contra o Irã, válido pela competição amistosa Carlsberg Cup em Copenhague, o defensor iraniano Alireza Nikbakht Vahdi pegou a bola com a mão na grande área após ouvir o apito final do juiz. Porém o apito havia vindo da arquibancada, confundindo o atleta, que acabou tendo uma penalidade contra si marcada pelo árbitro Albert Chiu Sin Chuen, que não tinha outra escolha.
Após consultar o técnico Morten Olsen, Wieghorst propositadamente bateu o pênalti para fora por considerar injusta esta vantagem. Deste lance, não tenho imagens mas pesquisei que a partida encerrou-se em 1x0 para os iranianos. Sobre isto, um dirigente iraniano disse: "Os dinamarqueses não ganharam o jogo. Mas ganharam a nossa admiração".
Outras histórias eu já contei aqui no Almanaque, vou resumir nos links abaixo:
Lances de Fair-Play bacanas - Robbie Fowler e Miroslav Klose negando penalidades marcadas, e o Arsenal pedindo o replay de um jogo com gol contra o fair-play
Fair-Play é isto aí! - O time do Leicester City deixa o Nottingham Forest marcar um gol após remarcação de jogo, assim como o Ajax-B, enquanto Paolo Di Canio, do Aston Villa, deixa de chutar sem goleiro por causa da lesão do arqueiro Paul Gerrard, do Everton.
O brasileiro Maicosuel, ex-Botafogo e Palmeiras, foi protagonista da rodada de hoje no futebol europeu. Infelizmente pelo lado negativo. sUA Udinese foi eliminada nesta terça-feira da Liga dos Campeões da Europa pelo Braga, na terceira e última fase classificação para a rentável etapa de grupos.
O time italiano, jogando em pleno estádio Friuli, empatou em 1x1 com o adversário português, gols de Pablo Armero (também ex-Palmeiras) para a Udinese e Rúben Micael para o Braga. Como foi o mesmo resultado da partida de ida, a decisão foi para as penalidades, vencida pelos visitantes por 5x4.
O único a não converter sua cobrança foi Maicosuel. Na terceira série, o meia-atacante tentou bater de cavadinha, aquela mesma inventada pelo tcheco Antonín Panenka em 1976, e o goleiro Beto pegou no meio do gol, em pé e sem fazer esforço. Vejam o replay da bobagem:
Cada um dos 32 participantes da primeira fase tem 8 milhões de euros garantidos, mais premiações variáveis de 870 mil euros por vitória e 472 mil euros por empate. Isto sem contar patrocínios eventuais por jogo e as polpudas bilheterias dos times com grandes estádios, como Manchester United, Barcelona, Real Madrid, Borussia Dortmund ou Arsenal. Para piorar, a Itália agora pode perder a 4º posição no ranking da UEFA justamente para Portugal, além da 5º posição para os franceses.
Perceberam o tamanho do prejuízo que a falta de noção de um jogador recém-contratado causou ao seu novo clube?
E o mais bizarro é que não foi a 1º vez. Na Copa do Brasil de 2009, o Botafogo foi eliminado pelo Americano nos pênaltis e Maicosuel também foi o único a errar a cobrança: fingiu uma paradinha e chutou na trave, revejam:
Depois não sabem porque o jogador brasileiro sempre vale menos que o argentino quando é comprado diretamente aqui da América do Sul...
Em 2007, escrevi uma série no Almanaque Esportivo sobre grupos de ultra-direita envolvidos no futebol. Não só englobavam torcedores violentos, como também tinham posicionamentos políticos radicais. Em resumo, essencialmente grupos racistas, xenófobos e violentos.
The Muckers - Torcida neonazista do modesto inglês Blackpool
E violência é inimiga do futebol. Isto não combina, não faz sentido. Não existe.
Para lutar contra um inimigo, temos que conhecê-lo o máximo possível. Esta foi a intenção da série de posts sobre grupos de ultra-direita inseridos no futebol. Espero que tenham gostado.
Pelo jeito, a temporada dos gols perdidos de maneira bizarra segue com força no futebol mundial. Lorenzo Insigne, do Pescara, errou um gol incrível na vitória de 2x0 sobre o Gubbio no último sábado, dia 28 pela Série B do Campeonato Italiano. Lembrou muito o já célebre gol perdido pelo centroavante flamenguista Deivid no clássico contra o Vasco. Vejam o lance ocorrido no calcio:
Mas não se enganem: o garoto Insigne, de apenas 1.63m de altura, é um dos mais promissores talentos de seu país. Emprestado pelo Napoli, é peça fundamental na ótima campanha do Pescara, vice-líder e a uma vitória de subir para a Primeira Divisão.
A morte do meia Piermario Morosini, de ataque cardíaco em pleno jogo Pescara x Livorno, pela Série B italiana, expôs um lado dramático ainda maior deste trágico acontecimento. O jogador, de 25 anos e que pertencia à Udinese e estava emprestado ao Livorno, era o único parente em primeiro grau vivo da irmã Maria Carla, que é deficiente mental.
Amigo de longa data de Morosini, o craque e capitão da Udinese Antônio Di Natale pedirá a guarda de Maria Carla. "Para Mario, a irmã era o que de mais importante havia na vida. Pela Maria Carla e pelo Mario, irei ficar ao seu lado o resto da minha vida”, declarou um emocionado Di Natale. A família havia perdido a mãe em 2003, o pai dois anos depois. O outro irmão, também deficiente, suicidou-se em 2009.
Piermario Morosini, 25 anos, morreu em campo no sábado - AFP/AFP
A corrente de solidariedade se estendeu à Atalanta, time que formou Morosini, e também à Udinese, que irá amparar a moça por meio de sua entidade assistencial. O Livorno também pode pagar uma pensão anual para auxiliar Maria Carla. A moça vive em uma casa de saúde em Bérgamo.
Analista de T.I. da área Online do grupo RBS, também um apaixonado e profundo estudioso dos esportes, em uma cruzada pela Opinião Esportiva de qualidade e norteada pela verdade
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