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Posts com a tag "Gauchão"

TÚNEL DO TEMPO: Em um 1º de Abril há 12 anos, Grêmio patrolava Inter no Olímpico

01 de abril de 2013 2

Primeiro de Abril de 2001. Não, não era mentira, mas eram tempos conflituosos para o Grêmio, que daria a volta por cima e arrasaria o Internacional por 4×2, abrindo caminho para dois títulos no primeiro semestre daquele ano. Data especial para os gremistas, já que em 1950 no campo da Timbaúva segurou o Rolo Compressor em um 1×1 amistoso, e em 2006, cinco anos depois do jogo citado abaixo, empataria em 0×0 o primeiro jogo da final do Gauchão daquela temporada, quando o Tricolor se sagraria campeão de maneira surpreendente em um Beira-Rio abarrotado.

Em um domingo calorento e chuvoso, o Grêmio passava um momento de instabilidade fora dos gramados. O pedido de falência da ISL naquela semana havia abalado e causado muitos problemas ao presidente gremista, José Alberto Guerreiro. Além disto, a traumática saída de Ronaldinho para o Paris Saint-Germain e os três meses de salários atrasados causavam insatisfação no milionário elenco gremista.

Dentro dos gramados, o técnico Tite, então um iniciante em grandes clubes após um formidável trabalho no Caxias campeão gaúcho 2000, ainda se afirmava e tentava tirar o máximo de um elenco espetacular e que havia fracassado miseravelmente no ano anterior, ficando fora até da Copa Libertadores. Mas em campo o Grêmio tinha um time formidável, com opções no time titular e no banco. Além disto, o fato de não perder clássicos para o rival há 2 anos, a vantagem na tabela do primeiro turno do Gauchão deixavam o Grêmio como favorito.

Já o Internacional vivia um momento típico dos anos 90 em pleno século XXI. Depois de uma temporada bem acima das expectativas, com um sexto lugar honroso para um time modesto e sem investimentos, a diretoria colorada sob comando do presidente Fernando Miranda fez tudo errado: deu plenos poderes ao técnico Zé Mário, não investiu no time e promoveu mudanças que baixaram o nível técnico da equipe.

O resultado foi desastroso: o Inter já chegou no Gre-Nal três pontos atrás do rival, com um time contestado e jogando muito mal. Passou com as calças na mão pelo Vila Nova-GO e não tinha tido nenhuma atuação de qualidade, sendo contestado por público e crítica. Mesmo assim, 30 mil pessoas foram ao Olímpico Monumental, deixando de assistir uma pancada de Rubens Barrichello pela Ferrari na traseira de em Interlagos, no GP do Brasil de Fórmula-1 daquele ano. Corrida, aliás, decidida por uma ultrapassagem espetacular de David Coulthard sobre Michael Schumacher no “S do Senna” quase no final da corrida, usando um retardatário como “escudeiro” no movimento.

Dentro de campo, com um bom público no estádio Olímpico, o Grêmio dominou as ações do início ao fim: depois de perder chances de gol com Rodrigo Mendes e Zinho, o Grêmio abriu o marcador aos 23 minutos com Tinga em rebote de cobrança de escanteio. Aos 42, o mesmo Tinga recebeu passe de Renato Martins (com o peito!) e ampliou, 2×0.

No início do segundo tempo, Rodrigo Mendes aproveitou erro de Fábio Rochemback no início da jogada e ampliou para 3×0. Era a maior diferença em prol do Grêmio em um clássico desde 1990. Então, uma reação imediata do Inter: Luís Cláudio (de bicicleta!), Fábio Pinto descontaram, 3×2! Do nada, Marcelo Rosa quase empatou o jogo mas a zaga tirou em cima da linha. Depois dos 40, Zinho sofreu e cobrou pênalti cometido por  Fernando Cardozo, 4×2. O pesadelo colorado do “troco” pelo 5×2 de 1997 poderia ter ocorrido a seguir, em um pênalti que o árbitro Fabiano Gonçalves poderia ter marcado logo a seguir, mas o placar terminou inalterado até o final.

Ou seja: o favorito venceu, e convenceu. Se classificou para a final do Estadual com uma rodada de antecedência. O Juventude venceria o segundo turno, mas seria atropelado na final. O Grêmio, no dia 17 de junho, seria tetracampeão da Copa do Brasil ao atropelar o Corinthians. Data na qual Tite começava a entrar no rol dos grandes treinadores da história do futebol gaúcho…

GRÊMIO
Danrlei; Ânderson Lima, Marinho, Mauro Galvão e Rubens Cardoso; Anderson Polga, Eduardo Costa, Tinga e Zinho; Rodrigo Mendes (Warley) e Renato Martins (Itaqui). Técnico: Tite.

INTERNACIONAL
João Gabriel; Denílson, Fernando Cardozo, Espínola e Marcelo Santos (Marco Aurélio); Leandro Guerreiro (Gil Baiano), Carlinhos, Fábio Rochemback e Lê (Marcelo); Fábio Pinto e Luiz Cláudio. Técnico: Zé Mário.

Árbitro: Fabiano Gonçalves
Local: estádio Olímpico Monumental
Público: 29.062 (com 26.417 pagantes)
Renda: R$ 240.795,00

Cruzeiro faz história! Primeiro time gaúcho a ganhar no Beira-Rio e também na Arena!

29 de março de 2013 9

“Matador de Gigantes”. Assim podemos chamar o Cruzeiro, tradicionalíssimo time de Porto Alegre que completou 100 anos na última temporada. Ele entrou para a história da Arena do Grêmio ao se tornar o primeiro time brasileiro e gaúcho a vencer o Grêmio em seu novo estádio. O 2×1 desta quinta-feira pelo Campeonato Gaúcho foi a segunda derrota gremista na nova casa, a primeira em uma competição nacional (a outra foi para o Huachipato pela Copa Libertadores em fevereiro).

Só que isto não é uma façanha isolada do time da Zona Norte de Porto Alegre, que está se transferindo para Cachoeirinha. O Esporte Clube Cruzeiro também foi o primeiro time gaúcho a vencer o Internacional no estádio Beira-Rio! Isto ocorreu no dia 1º de maio de 1970, no 16º jogo colorado em seu novo estádio pelo Campeonato Gaúcho e o placar foi de 1×0 para o Cruzeiro.

Cruzeiro foi o 1º gaúcho a ganhar no Beira-Rio e também na Arena! - Foto: Ricardo Duarte, Agência RBS

O mando de campo era do Cruzeiro, mas por questões óbvias de público o jogo foi disputado no Beira-Rio. O Inter jogou inclusive com seu treinador reserva, Marco Eugênio, ao invés do titular Daltro Menezes, e um time bem descaracterizado. Isto porque o time titular estava fazendo uma série de amistoso no Peru, e havia vencido dois dias antes a então fortíssima Seleção Peruana por 2×0 em pleno estádio Nacional de Lima.

A derrota ocorreu na 42º partida do Inter no Beira-Rio. Antes deste jogo, o Inter já havia perdido outras quatro partidas no Beira-Rio, então com 13 meses de existência: para as Seleções da Hungria e Uruguai (em amistosos, obviamente) e para o Flamengo e Portuguesa (ambos no Robertão 1969).

Para garantir a confiabilidade da informação, fiz uma pesquisa bem apurada para isto e utilizei duas fontes diferentes: banco de dados próprio e o site RSSSF Brasil. Correções são bem-vindas!

Gauchão 2013: a agonia dos estádios vazios em um modelo errado de busca do público

20 de março de 2013 3

Ingressos caros versus nível técnico baixo? O resultado é: estádios vazios, torcidas desinteressadas, pouca repercussão e nenhuma qualidade. Temos aí a fórmula para um dos Campeonatos Estaduais mais medíocres dos últimos anos: o Gauchão 2013.

Levantamento da média de público feito por Wendell Ferreira e publicado esta semana ZH Esportes escancarou a situação vergonhosa nos estádios do Gauchão. A média de público é simplesmente desastrosa, como pode ser vista na planilha a seguir:

Tabela com média de público dos principais estaduais: Gauchão é um fiasco - Arquivo Pessoal

As explicações de Francisco Novelletto dizendo que a falta de cerveja nos estádios, o excesso de jogos transmitidos, e de que as bilheterias não são mais uma grande fonte de renda dos clubes simplesmente não convencem. Primeiro porque os times do interior tem poucos jogos transmitidos. O preço mínimo do Gauchão de 30 reais é totalmente incompatível com estádios velhos, mal-cuidados e jogos de nível técnico baixo.
Existe uma distorção no modelo apresentado por Novelletto: com os preços abusivos, sem promoções, os clubes estão se isolando de suas comunidades. E, para o futebol do interior, isto é o mesmo que morrer e continuar andando por aí. Sem contar os habituais absurdos na montagem da tabela da competição, algo salientado aqui no Almanaque Esportivo anualmente desde 2008, que privam comunidades inteiras de assistir jogos alternados de Grêmio e Internacional.
O importante nesta análise é fazer a qualificação dos dados. Na tabela apresentada, fica escarrado o problema quando analisamos a média sem considerar os jogos dos times grandes. A média em MG e SP é quatro vezes maior que a do Gauchão. MG tem mais que o dobro, enquanto apenas o Rio está em situação pior. Por exemplo, o modestíssimo Camboriú, pior média do Catarinense, teria média de público melhor que sete times do Gauchão.
E as soluções estão dentro do próprio futebol gaúcho. Sem preços mínimos, a Segunda Divisão tem um envolvimento bem maior das comunidades. Promoções, acertos com as empresas locais, horários adequados às realidades das comunidades em jogos não televisionados. É tão fácil, mas é necessário coragem e assumir a responsabilidade dos fatos.
Sobre o calendário inchado: o site Toda Cancha já apresentou uma tentativa de evolução no atual Calendário, publicada aqui no Almanaque: Gauchão pode evoluir: uma proposta de mudança no calendário do estadual.
Em 2000, com oito times na época, o Campeonato Gaúcho foi um impressionante sucesso de público e renda. Com alguns ajustes (talvez 12 times e semifinais e finais em jogo único por turno), o Gauchão poderia se tornar uma competição importante para as comunidades do Interior.

Como disse o amigo tuiteiro Luiz Mosca no Twitter: “-Se o Presidente da FGF entende q o dinheiro do público nao é mais relevante para os clubes do que o da TV, ele esquece o porquê destes clubes existirem”.


Bem longe dos “Congressos Técnicos em Cruzeiros marítimos” da FGF
Dos  OMISSOS dirigentes do futebol do interior.
O futebol gaúcho dos times do interior agoniza cada vez mais…

Em Ijuí, Inter conquista Taça Piratini e mantém escrita de não perder finais de turno

10 de março de 2013 2

A goleada de 5×0 sobre o São Luiz em Ijuí manteve uma estatística favorável ao Internacional: o time jamais perdeu uma final de turno desde 2009, quando foi implantado o atual regulamento do Gauchão. Com o triunfo na Taça Piratini, são seis conquistas de turno em seis finais disputadas. Além disto, outra estatística favorável: o Inter conquistou todos os segundo turnos do Gauchão disputados desde então, sendo campeão estadual em 3 dos 4 anos.

Em 2009, o Inter ganhou os dois turnos, sendo campeão invicto por antecipação. No primeiro turno, um 2×1 sobre o Grêmio no Beira-Rio e o título da então chamada taça Fernando Carvalho. Já no segundo turno, o histórico (porém não inédito) 8×1 sobre o Caxias, levando a conquista da Taça Fábio Koff e o título gaúcho.

Colorados comemoram Taça Piratini - Foto: Diego Vara/Agência RBS

Em 2010, o Inter venceu o segundo turno batendo o Pelotas por 3×2, levantando a taça Fábio Koff. Já em 2011, com a nova nomenclatura, o Colorado superou o Grêmio nos pênaltis por 4×2, depois de um 1×1 no tempo normal. Finalizando, em 2012 nova vitória, desta vez no segundo turno também sobre o Grêmio pelo placar de 2×1.

O Grêmio conquistou dois turnos desde então: o primeiro turno de 2010 (a Taça Fernando Carvalho), vitória de 1×0 sobre o Novo Hamburgo. Em 2011, em um jogo dramático, um 2×2 no tempo normal e 4×1 nos pênaltis sobre o Caxias.

O outro time a conquistar um turno foi o Caxias, que bateu o Novo Hamburgo por 3×2 nos pênaltis, depois de 1×1 no tempo normal em pleno estádio do Vale. Novo Hamburgo e Pelotas já chegaram na final de turno e nunca venceram (o Nóia 2x).

Confira abaixo todas as conquistas e confrontos:

  1. Internacional – 6 vitórias (1º e 2º turnos em 2009, 2º turno em 2010, 2011, 2012 e 1º turno em 2013)
  2. Grêmio – 2 vitórias (1º turno em 2010 e 2011), 3 derrotas (1º turno em 2009, 2º turno em 2011 e 2012)
  3. Caxias – 1 vitória (1º turno em 2012), 2 derrotas (1º turno em 2011, 2º turno em 2009)
  4. Pelotas – 1 derrota (2º turno em 2010)
  5. São Luiz – 1 derrota (1º turno em 2013)
  6. Novo Hamburgo – 2 derrotas (1º turno em 2010, 2º turno em 2013)

Todas as nove finais:

2009

  • Internacional 2×1 Grêmio – Taça Fernando Carvalho
  • Internacional 8×1 Caxias – Taça Fábio Koff

2010

  • Grêmio 1×0 Novo Hamburgo – Taça Fernando Carvalho
  • Internacional 3×2 Pelotas – Taça Fábio Koff

2011

  • Grêmio (4) 2×2 (1) Caxias – Taça Piratini
  • Internacional (4) 1×1 (2) Grêmio – Taça Farroupilha

2012

  • Novo Hamburgo (2) 1×1 (3) Caxias - Taça Piratini
  • Internacional 2×1 Grêmio – Taça Farroupilha.

2013

  • São Luiz 0×5 Internacional - Taça Piratini

OBS: matéria sugerida após comentário do tuiteiro @juniorcolorado5

Golaço de Forlán em Caxias lembra gols nas Copas de 2002 e 2010

04 de março de 2013 1

O golaço de canhota do uruguaio Diego Forlán, na vitória de 2×0 do Internacional sobre o Esportivo, me fez lembrar gols magistrais do atacante em Copas do Mundo. Ambidestro, Forlán sempre marcou muitos gols de fora da área, mas ainda não havia concluído assim no Internacional. Até este domingo, quando marcou duas vezes desta maneira.

Diego Forlán comemora o primeiro dos dois golaços contra o Esportivo - Foto: Mauro Vieira, RBS

O primeiro gol que me veio a mente foi no empate de 3×3 do Senegal com o Uruguai, Copa de 2002. Forlán marcou o primeiro na “remontada” da Celeste, insuficiente para a classificação mas mostrando um talento inegável:

Já em 2010 o gol foi tão bonito quanto. Na semifinal contra a Holanda, Forlán empatou o jogo com este chutaço, em jogo que os sul-americanos perderiam por 3×2:

Gauchão pode evoluir: uma proposta de mudança no calendário do estadual

11 de fevereiro de 2013 19

O Almanaque Esportivo segue na luta por uma evolução do Campeonato Gaúcho. Depois de mostrar que, ano após ano, a Federação Gaúcha de Futebol não sabe fazer a tabela do Gauchão e que um Estadual com apenas 12 times, 1o do interior e mais a dupla Gre-Nal seria muito mais rentável, sem mudar nada na formatação do futebol gaúcho, vamos a um passo adiante.

O Maurício Klaser e o Franco Garibaldi, do TodaCancha, me ressaltaram a questão do que fazer com os times do interior no resto do ano. A idéia proposta por mim no post anterior não deixa isto claro.

Sendo assim, as idéias e a campanha lançada em 2012no Blog TodaCancha pode ser posta em prática. Eu defendo a redução de datas e de times na Série A, e isto é perfeitamente atendida na proposta abaixo, que englobaria todas as regiões do estado. Vou repetir então, o que foi proposto em 2012:

O texto abaixo foi retirado do Blog Impedimento e o movimento busca uma conversa com Francisco Noveletto, presidente da Federação Gaúcha de Futebol, para expor nossa idéias e rejuvenescer o futebol do nosso interior, fortalecendo as rivalidades locais e pluralizando o acesso a todas as regiões do estado.

Um campeonato verdadeiramente gaúcho

Há algum tempo temos acompanhado discussões em sites com adeptos do futebol do interior gaúcho acerca de um calendário que permitisse aos clubes pequenos jogar futebol o ano inteiro. Atualmente é comum ver alguns clubes jogarem por quatro meses e fecharem seu departamento de futebol, seja por falta de verba, seja por falta de perspectivas. Aproveitando os mais diversos comentários, o Toda Cancha passou a construir um esboço de um calendário para o futebol gaúcho que agradasse à Dupla Gre-Nal – é preciso sempre levar em consideração sua grandeza – e aos clubes pequenos – que forjaram, ao longo de um século, a identidade do futebol gaudério. A proposta foi feita em cima do “ano” 2013/2014, pois seria quando essa hipótese pudesse, de fato, ser concretizada.

Após muito gritaria, chegamos ao que está detalhado abaixo. Um calendário com três competições: Gauchão – Fase Preliminar, Gauchão – Fase Final e Copa RS. Principal torneio do futebol do Rio Grande do Sul, o Gauchão é desmembrado em dois. Na primeira parte, uma proposta semelhante ao que acontecia até 1960 no Estado: 5 grandes zonais. Não haveria mais Segunda ou Terceira divisões e, sim, um campeonato que contemplasse todos os clubes em atividade e que os permitisse chegar ao título gaúcho no ano seguinte, disputando com quem estivesse nas Séries A, B ou C do Brasileirão. Na segunda parte, os campeões zonais disputariam, de fato, o título gaúcho com os “grandes” do Estado.

Procuramos aumentar a pré-temporada para mais de três semanas – e amenizar a choradeira de alguns – e fazer uma proposta com turno e returno e uma finalíssima, para que nenhum clube se desmotivasse e os “pequenos” pudessem enfrentar a Dupla Gre-Nal em seus estádios, além de realizar mais jogos em suas casas. A terceira competição da nossa proposta seria a Copa RS, com os clubes que não conseguiram vagas na Fase Final do Gauchão – novamente divididos em zonas.

Na Segunda Fase entrariam os “eliminados” do Gauchão Fase Final, propiciando uma segunda chance para que os “pequenos” chegassem à Série D, à Copa do Brasil e ao Gauchão – Fase Final. Embora não tenhamos nenhum estudo econômico acerca desse esboço, acreditamos que a regionalização permitirá a redução de custos, a fomentação de velhas e novas rivalidades, interesse da cobertura televisiva – colocamos os jogos dos times interioranos às segundas e sextas porque não há jogos dos “grandes”, e aos sábados para facilitar a vida do torcedor – e chance de todos ambicionarem o título gaúcho e tirarem uma casquinha da Dupla Gre-Nal. CALENDÁRIO – 2013/2014

Gauchão – Fase Preliminar: 5 grupos com turno e returno, disputados por clubes que não estejam nas Séries A, B ou C. Os campeões de cada turno fazem as finais das zonais. O único imbróglio envolve as duas equipes que disputarão a Série D. Nossa proposta é que caso a equipe seja eliminada até a Segunda Fase, ela dispute o Segundo Turno de sua Zonal. Caso avance até à Terceira Fase da Série D, mas não consiga o acesso, dispute um triangular com os campeões de sua zonal. Utilizamos, para exemplificar, as equipes que estiveram em atividade nas diferentes divisões do Campeonato Gaúcho em 2011 (com exceção do já CLAUSURADO Porto Alegre).

* Os nomes das zonas são meramente ilustrativos. Note ainda que as equipes de Passo Fundo e Carazinho, por questões de tradição e proximidade geográfica, tendem a ficar não no grupo da Serra, mas no da Campanha. A questão aqui é exemplificar a economia de distâncias de uma fórmula regionalizada. No caso do Ypiranga de Erechim, mesmo DESLOCADO, ele percorreria muito menos quilômetros do que faz no Gauchão atual (nos jogos fora de casa, entre ida e volta, seriam em média 429 km/jogo, contra 711 km/jogo feitos atualmente). Em relação ao São Luiz de Ijuí, hoje a equipe mais isolada geograficamente da primeira divisão, e que neste exemplo é colocada num grupo realmente regional, as distâncias percorridas cairiam a menos de um terço do que são hoje: cerca de 208 km/jogo contra os atuais 750 km/jogo.

Abaixo, o mapa do Gauchão atual e o mapa do Gauchão proposto:

O calendário:

JULHO

12-13: Início da Gauchão – Fase Preliminar
19-20: 2ª rodada do Gauchão
26-27: 3ª rodada do Gauchão

AGOSTO

2-3: 4ª rodada do Gauchão
9-10: 5ª rodada do Gauchão
16-17: 6ª rodada do Gauchão
23-24: 7ª rodada do Gauchão
30-31: 8ª rodada do Gauchão

SETEMBRO

6-7: 9ª rodada do Gauchão (Final do 1º Turno)
13-14: 10ª rodada do Gauchão
20-21: 11ª rodada do Gauchão
27-28: 12ª rodada do Gauchão

OUTUBRO

4-5: 13ª rodada do Gauchão
11-12: 14ª rodada do Gauchão
18-19: 15ª rodada do Gauchão
25-26: 16ª rodada do Gauchão

NOVEMBRO

1-2: 17ª rodada do Gauchão
8-9: 18ª rodada do Gauchão (Final do 2º Turno)
15: Primeiros jogos das finais zonais
22: Segundos jogos das finais zonais

Gauchão – Fase Final: disputado por 10 times em dois turnos. Os campeões de cada turno fazem a final. Vaga cativa: quem estiver nas Séries A, B ou C e eventual rebaixado à Série D. Juntam-se a eles os campeões regionais da primeira fase e o campeão e vice da Copa RS.

Caso o número de gaúchos nas três principais divisões brasileiras aumente, o número de participantes pode ser modificado – até 12 – assim como sua forma de disputa – dois grupos com turno e returno.

Os dois melhores colocado fora a Dupla Gre-Nal garantem vagas na Copa do Brasil do ano seguinte. O melhor colocado sem divisão conquista uma vaga à Série D e os demais eliminados entram na Segunda Fase da Copa RS (ver abaixo).

JANEIRO

1-23: pré-temporada
24-25: começo do Gauchão
29-30: 2ª rodada do Gauchão

FEVEREIRO

1-2: 3ª rodada do Gauchão
5-6: 4ª rodada do Gauchão
8-9: 5ª rodada do Gauchão
12-13: 6ª rodada do Gauchão
15-16: 7ª rodada do Gauchão
19-20: 8ª rodada do Gauchão
22-23: 9ª rodada do Gauchão (final do 1º turno)

MARÇO

1-2: 10ª rodada do Gauchão
5-6: 11ª rodada do Gauchão
8-9: 12ª rodada do Gauchão
15-16: 13ª rodada do Gauchão
22-23: 14ª rodada do Gauchão
26-27: 15ª rodada do Gauchão
29-30: 16ª rodada do Gauchão

ABRIL

2-3: 17ª rodada do Gauchão
5-6: 18ª rodada do Gauchão (final do 2º turno)
13: Primeiro jogo da final do Gauchão
20: Segundo jogo da final do Gauchão

Copa RS: 5 grupos com turno e returno dentro das chaves regionais lá de cima.

Passam os 3 melhores de cada chave + os 3 melhores 4º colocados em aproveitamento. Os campeões de cada grupo levam 1 ponto de bonificação à Segunda Fase.

Repescagem: 15 equipes desclassificadas da Primeira Fase. Dividem-se em 4 grupos; três com 4, um com três. Turno e returno e o campeão de cada grupo avança ao Mata-Mata

Segunda Fase: 18 equipes da Primeira Fase + 6 “eliminados” do Gauchão. Essas 24 equipes formam 6 grupos de 4, onde jogarão em turno e returno, passando os 2 melhores por grupo ao Mata-mata. Os cabeças-de-chave serão os campeões dos grupos da primeira fase e o “melhor eliminado” do Gauchão – que também leva 1 ponto de bonificação.

Mata-mata: 4 da Repescagem + 12 da Segunda Fase. Matam-se, em ida e volta, até sair o campeão, que irá à Série D. E tanto o campeão quanto o vice garantem vagas na Copa do Brasil e na Fase Final do Gauchão

FEVEREIRO

31-1: Início da Copa RS
3-4: 2ª rodada da Copa RS
7-8: 3ª rodada da Copa RS
10-11: 4ª rodada da Copa RS
14-15: 5ª rodada da Copa RS
17-18: 6ª rodada da Copa RS
21-22: 7ª rodada da Copa RS
24-25: 8ª rodada da Copa RS

MARÇO

28-1: 8ª rodada da Copa RS
3-4: 9ª rodada da Copa RS
7-8: 10ª rodada da Copa RS
10-11: 11ª rodada da Copa RS
13-14: 12ª rodada da Copa RS
17-18: 13ª rodada da Copa RS
21-22: 14ª rodada da Copa RS
24-25: 15ª rodada da Copa RS
28-29: 16ª rodada da Copa RS

ABRIL

31-1º: 17ª rodada da Copa RS
4-5: 18ª rodada da Copa RS (Final da Primeira Fase)
11-12: Início da Segunda Fase e da Repescagem
18-19: 2ª rodada da Segunda Fase e da Repescagem
25-26: 3ª rodada da Segunda Fase e da Repescagem

MAIO

2-3: 4ª rodada da Segunda Fase e da Repescagem
9-10: 5ª rodada da Copa Segunda Fase e da Repescagem
16-17: 6ª rodada da Segunda Fase e da Repescagem (Final de ambas as fases)
23-24: Oitavas-de-Final (ida)
30-31: Oitavas-de-Final (volta)

JUNHO

6-7: Quartas-de-Final (ida)
13-14: Quartas-de-Final (volta)
16-17: Semi-final (ida)
20-21: Semi-final (volta)
24: Final (ida)
28: Final (volta)

Assina a redação do Toda Cancha (assina embaixo a do Impedimento e mais abaixo ainda o Almanaque Esportivo)

Querem acabar com "time reserva", "time B" no Gauchão? REDUZAM PARA 12 TIMES

09 de fevereiro de 2013 18

Ano após ano, sistematicamente, a mesma reclamação proveniente dos dois grandes da capital, e sempre do time pequeno do interior irritado com time reserva, perdendo uma ótima receita no Campeonato Estadual. O Gauchão utiliza TODAS as 23 datas disponibilizadas pela CBF e é exatamente este o principal motivo pelo qual tanto Grêmio quanto Internacional jogam diversas vezes com time reserva, muitas vezes até com o time B (o grupo reserva do reserva, que nem trabalha com os principais).

Grêmio B x Canoas - Jogo inutil - Foto: Félix Zucco

Mas isto ocorre devido ao absurdo número de participantes: 16. Depois do rentável Campeonato Paulista (que tem 20), o pequeno estado do Rio Grande do Sul é o que tem mais times no estadual. O Campeonato Mineiro, de um estado equivalente ao RS, tem só 12 times, mesmo número do Paranaense.

Quando Grêmio e Inter se classificam para a Libertadores, ainda mais via Pré-Temporada, a superposição de datas chega às raias da loucura: em 2010 o Inter jogou um mata-mata do 1º tuno 48h antes da estréia na Libertadores, teve que jogar com time B e foi eliminado. Em 2012, o Inter jogou 24 horas depois de jogo da Libertadores, algo repetido pelo Grêmio 2x este ano!

Mantendo a fórmula, mas reduzindo o número de times, dá para fazer um Gauchão com 17 datas, 12 participantes:

  • Dois grupos de seis times
  • Jogos entre os grupos no 1º turno (6 jogos)
  • Classificam-se os 2 primeiros no 1º turno
  • Semifinal e final, ambas em jogo único na casa do time de melhor campanha
  • Jogos dentro do mesmo grupo no 2º turno (5 jogos)
  • Classificam-se os 2 primeiros no 2º turno
  • Semifinal e final, ambas em jogo único na casa do time de melhor campanha
  • Se o campeão não for o mesmo nos dois turnos (Taça Piratini e Farroupilha), finais com jogos de ida e volta
  • Total: 11 jogos na fase de grupos + 4 nos mata-mata + 2 em uma possível grande decisão = 17 datas.

Lajeadense x Inter reserva - outra inutilidade - Foto: Diego Vara

Simples, não? Imaginem que nos últimos 4 anos, desde 2009 utilizando esta fórmula, em nenhuma vez Grêmio ou Internacional usaram reservas por mais de seis rodadas. Ou seja, exatamente esta a diferença.

Sei que os clubes do interior morrem de medo de, na redução de 16 para 12 times, o time deles seja rebaixado.

Mas não é possível que eles vejam seu próprio produto, talvez o único que eles possuem de ampla exposição de sua marca, seja sistematicamente diminuído por jogos do time reserva.

O que seria mais interessante para o São Luiz, de Ijuí: jogar contra o time B do Grêmio ou contra os titulares? Nem preciso dizer, né?

Mas é necessário coragem para tomar decisões como estas.

E não vejo isto na Federação Gaúcha de Futebol.

Nem nos clubes do Gauchão.

VEJA TAMBÉM

FGF e sua infinita incapacidade de fazer uma tabela de jogos coerente

16 de fevereiro de 2012 4

A Federação Gaúcha de Futebol se supera, ano após ano. Com um campeonato de todos contra todos em turno único, é extremamente tranquilo fazer a tabela de jogos. E, claro, variar as partidas, alternando o mando de campo dos times: em um ano o confronto entre times A e B é na cidade A, no ano seguinte na cidade B. Para times que chegam da segunda divisão, basta metade jogar em casa, metade fora.

Pois bem. Nada disto eles conseguem. A última pérola foi marcar dois jogos para Porto Alegre na última rodada do primeiro turno, e ambos envolvendo a dupla Gre-Nal. Em uma data que  os jogos são simultâneos, por nivelamento técnico. É tão fácil evitar condições assim, mas a FGF é incapaz de perceber que Internacional, Grêmio e São José não poderiam jogar no mesmo dia.

E nem vou considerar o fato de que a rodada é em um sábado de carnaval e a previsão de temperatura para o jogo, no horário solar de 15h20min, é de temperaturas próximas aos 40º celsius

2008 a 2011 – Inter joga seis vezes em Porto Alegre contra times de Santa Cruz do Sul consecutivamente. Às vezes mais de uma vez no mesmo ano (contra o Santa Cruz e Avenida). Enquanto isto, o Grêmio jogava fora de casa contra os mesmos times. Isto foi relatado DUAS VEZES aqui no Almanaque Esportivo, a última em 2010.

2008, 2009 e 2011 – Inter joga sempre contra o São José no Passo D’Areia, enquanto o Grêmio pegava o mesmo time no Olímpico. Detalhe: o Inter já tinha jogado com o Zequinha em 2006 e 2007 no Passo D’Areia.

2009 a 2012 – FGF não consegue colocar a dupla Gre-Nal com número equilibrado de jogos em casa: às vezes um time joga 10 em POA e o outro 7. Bizarro. Isto foi levantado pelo blog Grêmio 1983 na época.

2010 a 2012 – Internacional enfrenta o Pelotas pela 3º vez consecutiva em Porto Alegre, enquanto o Grêmio joga sempre em Pelotas. Ridículo.

2009 a 2012 – Grêmio joga 3 vezes contra o Ypiranga em Erechim e só 1 em POA. Inter tem o mando invertido.

2011 – Ciente de que o Grêmio teria que jogar a pré-Libertadores e o Inter teria folga estendida após o Mundial, a FGF mantém data do Gre-Nal em Rivera para final de janeiro. Resultado: o Tricolor jogou com reservas, e o Colorado com seu time Sub-23. 4 mil pessoas no jogo, absolutamente ridículo.

EDITADO: dica do leitor Luís Bianchi, mais uma da FGF: o Veranópolis pega sempre Juventude e Caxias em casa, e isto se repete há anos.

2009 a 2012 – Regulamento confuso premia times com mais pontos, independente do grupo

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Sábado, 31 de maio de 2008
Regulamentos idiotas, parte I – O jogo que o time fez gol contra de propósito

Terça-feira, 03 de junho de 2008
Regulamentos Idiotas, parte II – O dia que o Grêmio jogou para perder

Quarta-feira, 04 de junho de 2008
Regulamentos idiotas, parte III – O dia que o Náutico jogou para perder

Sexta-feira, 29 de maio de 2009
Regulamentos idiotas, IV: Série D 2009, ou ‘como comparar laranjas com melancias’

Gre-Nal 386: O herói inusitado, o vilão de sempre e o Grêmio bem perto do título

08 de maio de 2011 9

Repetindo 2010, o Grêmio é o virtual bicampeão estadual após o primeiro jogo das finais do Gauchão. Com o brilho de Júnior Viçosa, que marcou duas vezes em duas falhas grotescas de Renan, o Tricolor venceu por 3×2 o Internacional em pleno Beira-Rio e pode perder no jogo de volta por 1×0 ou 2×1 para ser campeão. O Colorado já começa a partida precisando fazer dois gols, e tentar levantar a taça no Olímpico, algo que não ocorre desde 1982.

Mais do que isto, o chamado “Gre-Nal Farrapo”, com os dois times vindo de traumáticas eliminações na Copa Libertadores, deixou claro que o time do Grêmio hoje tem muito mais atitude. Está menos desorganizado tecnica e taticamente, mesmo com uma infindável série de desfalques que ainda aumentou hoje. Renato está muito perto do seu primeiro título com o Grêmio. No jogo de hoje, mudou completamente a escalação do clássico de domingo passado e se deu bem: jogou no 4-2-2-2 com Escudero no meio e Leandro no ataque, enquanto Falcão mais uma vez adotou o 4-2-3-1 trocando o meia Oscar pelo atacante Rafael Sobis, que jogou recuado.

O treinador gremista venceu o duelo tático e conseguiu impor mais vibração em sua equipe. O Grêmio foi rápido na frente, se impôs ofensivamente e teve Rochemback, Viçosa e Leandro como destaques individuais. Na finalíssima domingo, Renato não terá Escudero (expulso), Fernando (suspenso) e Rodolfo (lesionado), voltando Adílson, Lúcio e provavelmente William Magrão. No Tricolor, a satisfação de ter tido mais oportunidades de gol, dominar a maioria do jogo (algo que não ocorreu na final do 2º turno) e obter uma excelente vantagem. Já o Inter não terá o suspenso Tinga, substituído naturalmente pelo retorno do suspenso Guiñazu.

Já Falcão, há um mês no cargo, recebe críticas por praticamente manter a espinha dorsal do time de Celso Roth, com os mesmos defeitos defensivos e ofensivos. Impactante a apatia absoluta do Inter no segundo tempo, outro gol na saída de bola do intervalo. E os velhos problemas de sempre: defesa muito mal, jogadores em fase técnica sofrível e questionamentos no gol, aonde Renan teve novas falhas em jogo decisivo e pode estar encerrando seu ciclo no Internacional.

O jogo começou com o Grêmio melhor e assustando Renan em duas conclusões, mas na primeira estocada colorada, Rafael Sobis ajeitou para Andrezinho chutar seco e marcar 1×0. Um minuto depois, em erro de Bolívar na saída de bola, Douglas deixou Viçosa sozinho e este perdeu para Renan, um gol incrível desperdiçado pelo Grêmio. Dez minutos depois, em lance muito parecido, Andrezinho desperdiçou o 2×0 em uma grande defesa de Marcelo Grohe. De novo, Viçosa errou chance clara em jogadaça de Mário Fernandes aos 30 minutos.

Quando parecia diminuir a pressão, o Grêmio empatou: Rochemback lançou e Viçosa, aproveitando saída errada de Renan, fez 1×1. Logo depois, Kléber recebeu livre e chutou para fora, perdendo a chance do 2×1 antes do segundo tempo.

Vestiário é o momento do time entrar ligado, marcando em cima no segundo tempo. Desde que não seja o Internacional… Quarta, o Peñarol empatou com 15 segundos de jogo, e hoje o Grêmio virou aos 39 segundos: Leandro entrou a dribles, tabelou com Viçosa e chutou cruzado para deixar o Tricolor em ótima vantagem. Aí ocorreu uma pane geral em todo o Internacional: Bolívar cometeu diversos erros, Nei foi driblado várias vezes e o Grêmio brincou de perder gols, com Escudero, Leandro e Viçosa.

Viçosa silencia Beira-Rio novamente - Foto: Ricardo Duarte (grupoRBS)

De tão mal, Falcão tirou o apático D’Alessandro e o quase nulo Sobis, colocando Cavenaghi e Oscar. Fora dois chutes isolados deste último, só deu Tricolor. Mas o Colorado tem um atacante em fase iluminada. Em sua primeira conclusão real no jogo, Kléber lançou no segundo poste e Leandro Damião marcou, contando com um leve desvio de Gílson, 2×2 aos 38 minutos. Porém, em um lance de desatenção colorada, Renan saiu mal e Viçosa, em gol idêntico ao do primeiro tempo, tocou de cabeça por cobertura para fazer o 3×2 e, com as mãos, fazer o gesto de silenciar a torcida colorada.

Resultado que deixa o Grêmio com uma mão e meia na taça. O quarto título gaúcho em seis anos.
Em frangalhos, o Inter é cobrado tecnica, tatica e animicamente. Improvável reação no Olímpico, aonde o Inter não ganha o Estadual há 29 anos.
Nas últimas três decisões entre Grêmio e Internacional, o Tricolor foi campeão em todas: 1999, 2006 e 2010.

E o 37º título está bem pertinho.

Especial Gre-Nal no Almanaque Esportivo: Os clássicos de 1996 a 2010:

2007:

2008:

2009:


2010
2011

GAUCHÃO - A evolução, década a década, das conquistas da Dupla Gre-Nal

06 de maio de 2011 4

Ao longo das décadas, Grêmio e Internacional alternaram seu predomínio no futebol gaúcho. São 39 títulos estaduais para o Internacional, contra 36 do Grêmio. Mas como foi a evolução desta disputa? Quando cada time abriu vantagem? E quando ocorreram as “viradas”?

Mais antigo, o Tricolor iniciou a disputa na frente e chegou a abrir uma boa vantagem. Depois, com o “Rolo Compressor” dos anos 40, o Colorado reverteu a diferença. O levantamento foi feito pelo Anderson Poester para seu blog, POESTER ESPORTE.

Anos 20
De 1921 a 1926 – Grêmio 3×0 Internacional
1927 – Grêmio 3×1 Internacional

Anos 30
De 1931 a 1932 – Grêmio 5×1 Internacional (maior diferença de títulos a favor do Grêmio: 4 estaduais)
1934 – Grêmio 5×2 Internacional

Anos 40
De 1940 a 1945 – Grêmio 5×8 Internacional (Internacional assume a hegemonia a partir de 1943)
1946 – Grêmio 6×8 Internacional
1947 e 1948 – Grêmio 6×10 Internacional
1949 – Grêmio 7×10 Internacional

Anos 50
De 1950 a 1953 – Grêmio 7×14 Internacional
1955 – Grêmio 7×15 Internacional (maior diferença de títulos da história: 8 títulos a favor do Internacional)
De 1956 a 1959 – Grêmio 11×15 Internacional

Anos 60
1960 – Grêmio 12×15 Internacional
1961 – Grêmio 12×16 Internacional
De 1962 a 1968 – Grêmio 19×16 Internacional (Grêmio passa Internacional em 1966)
1969 – Grêmio 19×17 Internacional

Anos 70
De 1970 a 1976 – Grêmio 19×24 Internacional (Internacional volta a assumir a ponta em 1972)
1977 – Grêmio 20×24 Internacional
1978 – Grêmio 20×25 Internacional
1979 – Grêmio 21×25 Internacional

Anos 80
1980 – Grêmio 22×25 Internacional
De 1981 a 1984 – Grêmio 22×29 Internacional
De 1985 a 1989 – Grêmio 27×29 Internacional

Anos 90
1990 – Grêmio 28×29 Internacional
De 1991 a 1992 – Grêmio 28×31 Internacional
1993 – Grêmio 29×31 Internacional
1994 – Grêmio 29×32 Internacional
De 1995 a 1996 – Grêmio 31×32 Internacional
1997 – Grêmio 31×33 Internacional
1999 – Grêmio 32×33 Internacional

Anos 2000
2001 – Grêmio 33×33 Internacional (Grêmio empata)
De 2002 a 2005 – Grêmio 33×37 Internacional (maior diferença nos últimos 30 anos: 4 títulos a favor do Internacional)
De 2006 a 2007 – Grêmio 35×37 Internacional
De 2008 a 2009 – Grêmio 35×39 Internacional (maior diferença nos últimos 30 anos: 4 títulos a favor do Internacional)

Anos 2010

2010 – Grêmio 36×39 Internacional

Inter, campeão gaúcho em 2009; Grêmio campeão em 2010 - Arte sobre fotos de Daniel Marenco e Fernando Gomes (grupoRBS)

Períodos de Hegemonia

Internacional
1943 a 1964 – 22 anos
1972 a 2000 – 29 anos
2002 a 2010 – 9 anos
Total: 60 anos

Empate: 6 anos (1919, 1920,1942, 1965, 1971 e 2001)

Grêmio
1921 a 1941 – 21 anos*
1966 a 1970 – 5 anos (último período de hegemonia gremista)
Total: 26 anos
* Não foi disputado nos anos de 1923 e 1924

Por décadas – (quem venceu mais na década)

Internacional
décadas de 40, 50, 70 e 2000

Grêmio
décadas de 20, 30, 60, 80

Empate

90

Especial Gre-Nal no Almanaque Esportivo: Os clássicos de 1996 a 2010:

2007:

2008:

2009:


2010
2011