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Posts com a tag "Gauchão"

OPINIÃO: O ‘artiheiro das duas áreas’ decide e Grêmio fica a um jogo do título

25 de abril de 2011 0

Agora só falta um jogo. Como o técnico Renato Portaluppi vem ressaltando há algumas rodadas, o Grêmio só precisa conquistar a final da Taça Farroupilha para se sagrar campeão antecipado do Gauchão 2011 e levantar o bicampeonato. Neste sábado, o dificílimo 3×2 sobre o Cruzeiro no gramado sintético do estádio Passo D’Areia mostrou um herói inusitado: Rafael Marques.

Depois de ter marcado o primeiro gol do campeonato, o último na Taça Piratini (que levou para a vitória nos pênaltis contra o Caxias), Rafael Marques marcou de novo no final do segundo tempo e deu a vitória que coloca sua equipe há 90 minutos do título estadual. Um pouco para desculpar as seguidas falhas no sistema defensivo, já que o próprio Rafael Marques falhou nos dois gols do Cruzeiro.

O adversário tricolor na final sai amanhã entre Juventude e Internacional. Quem vencer, decide o título em casa em jogo único contra o Grêmio. Se for nos pênaltis, só joga no Olímpico caso o adversário seja o Internacional. De negativo, lesão do goleiro Victor e lesão muscular de Lúcio, que não devem enfrentar a Universidad Catolica, terça-feira pelas quartas-de-final da Taça Libertadores em Porto Alegre. Com as lesões de Collaço e Gílson, agora são três laterais-esquerdos lesionados.

Em um sintético encharcado no Passo D’Areia, fica a pergunta: como estaria qualquer gramado ‘normal’ depois de 24 horas de chuvas torrenciais no estado? Sem as opções Bruno Collaço e Gílson, este lesionado no último treino, Renato não optou por Neuton e sim o outrora titular Lúcio na lateral-esquerda. Uma possibilidade já vista em outros jogos com William Magrão jogando bem mais adiantado. Gabriel e Rafael Marques jogaram de tênis, enquanto os demais atuaram de chuteiras baixas.

E a decisão quase se mostrou perfeita logo a 52 segundos, quando Magrão desferiu um petardo e Fábio fez monumental defesa. O jogo seguiu elétrico, com o Grêmio dominando um acossado Cruzeiro, que reagia com ação mas sem consequências. A estratégia gremista de marcar pressão adiantado se mostrava muito positiva, com o Cruzeiro errando passes e tendo dificuldades no toque de bola. O Grêmio conseguiu cavar diversas faltas na entrada da área. Na melhor delas, Rodolfo meteu na barreira.

Aos 34, o lance que preocupará a torcida gremista nos próximos dias: Em grande jogada de Jô, Mauro divide forte com Victor. O goleiro tenta se recuperar, não consegue e sai de campo lesionado, entrando Marcelo Grohe. Dois minutos depois, o Grêmio enfim abre o marcador: Leandro, até então apagado em campo, recebe ótimo passe de Borges, dribla a marcação e chuta cruzado, superando Fábio e 1×0 para o Tricolor. Completamente perdido, o Cruzeiro escapa do segundo aos 44 minutos, quando Adílson chuta, o goleiro Fábio desvia e a bola acerta o travessão. A “blitz” tricolor seguiu no minuto seguinte, com Rafael Marques e Gabriel perdendo ótimas chances em um mesmo escanteio. Fim de um primeiro tempo movimentado, com o Grêmio muito superior e o Cruzeiro completamente dominado.

O jogo mal havia recomeçado e o lateral-esquerdo Tinga sofreu falta dura de Gabriel, amarelo para o gremista. Na cobrança, Márcio Lima cruzou e Claudinho aproveitou erro de Rafael Marques e desviou de cabeça para empatar, 1×1 no Passo D’Areia. Dois minutos depois, em jogada semelhante, Borges cabeceou livre para fora. Então, algo que ocorreu a um minuto, foi concretizado 50 minutos depois: William Magrão conduziu a bola e chutou de longe, a bola desviou e entrou, Grêmio 2×1. Um prêmio à visão de Renato Portaluppi e ao bom jogo de Magrão, que mostra capacidade de jogar à frente dos volantes.

No minuto seguinte, Borges sofreu penalidade clara de Márcio Lima, mas o péssimo árbitro Vinícius Costa não marcou. Quatro minutos depois, Mauro aproveitou erro grosseiro de Lúcio e acertou o poste. No rebote, Almir desperdiçou o gol de empate. Logo depois, Márcio cruzou e Léo Maringá cabeceou para empatar, 2×2 em um jogo eletrizante! E, de novo, um gol de jogo aéreo na deficiente defesa do Grêmio. Renato, que tinha justificado a saída de Leandro contra o Ypiranga (também em um empate) por ‘não ser batedor de pênaltis’, tirou o batedor oficial Borges e colocou Carlos Alberto.

Aos 29 do segundo tempo, depois de tanto falhar na defesa, Rafael Marques resolve no ataque: Rochemback cruza e ele desvia de carrinho para colocar o Grêmio pela terceira vez na frente. Cinco minutos depois, Alberto fez falta de amarelo, levou o segundo e foi para rua. Sem reação, o Cruzeiro se atirou para o ataque, contra um agora sólido Grêmio. Sem forças físicas, o time sensação do Gauchão, que não disputava a Primeira Divisão há 31 anos, encerrou sua participação com brilhantismo. Final, Grêmio classificado 3×2 Cruzeiro.

Ao Grêmio, resta apenas 90 minutos para o título.
Para eliminar duas decisões emboladas com o mata-mata da Libertadores.
E para Renato conquistar seu primeiro caneco no comando do Grêmio.

Inter não vence em Caxias desde 2005; Juventude desde 2008

20 de abril de 2011 0

Juventude e Internacional se enfrentam no próximo domingo no estádio Alfredo Jaconi. Quem perder, dá adeus ao Gauchão 2011, e o classificado vai para a final da Taça Farroupilha, 2º turno da competição.  O jogo está marcado de forte expectativa, pois o alviverde mostra sinais de recuperação técnica depois de quatro anos desastrosos, caindo da Série A para a Série D.Já o Internacional terá o primeiro confronto no interior do técnico Paulo Roberto Falcão, no comando há duas partidas.

Ao longo da história, a vantagem do Internacional nos confrontos diretos é algo, digamos, abissal. São 182 jogos com 106 vitórias do Inter, 35 vitórias do Juventude, ocorrendo ainda 41 empates . 358 gols para o Inter e 166 para o Juventude.

Porém nos anos 90, o panorama foi bem diferente. Ao longo do período entre 1995 e 2001, o time caxiense teve mais vitórias que o Internacional, sobretudo em jogos decisivos. O Juventude eliminou o Colorado no Gauchão de 1996, na Copa do Brasil 1999 e ainda na decisão estadual em 1998.  A rivalidade se acirrou a níveis altíssimos, com diversas confusões dentro e fora de campo.Até mesmo nos confrontos pelo Campeonato Brasileiro, ocorre equilíbrio: 8 vitórias para cada lado e 3 empates em 19 jogos.

Porém desde 2005, a situação mudou. Somente em 2008 o Juventude terminou o ano com mais vitórias que o Inter (3×1), porém neste ano ocorreu o paradoxo: o Inter perdeu os três primeiros jogos, mas bateu o Ju na decisão do Gauchão por inacreditáveis 8×1, se sagrando campeão.

A última vitória colorada em Caxias ocorreu há cinco jogos, no Gauchão de 2005. Na ocasião, Edinho e Índio marcaram os gols da vitória colorada, com Bruno descontando para o Juventude. Curiosamente, o atual treinador do Juventude, Picoli, saiu desacordado de campo, em uma ambulância após choque de cabeça. No Inter, Tinga, Rafael Sobis e o provável reserva Índio jogaram naquele dia e devem atuar neste domingo.

FICHA DO JOGO:

Juventude 1 X 2 Internacional – 20/03/2005
Local: Alfredo Jaconi, Caxias do Sul; Arbitragem: Leandro Vuaden; Renda: R$ 100.080,00; Público: 12.650; Gols: Edinho (I), aos 14min do segundo tempo, Bruno (J), aos 27min50seg do segundo tempo, e Índio (I), aos 34min20seg do segundo tempo.; Cartões: Ageu, Daniel e Edu Silva (J), Edinho, Índio, Gavilán, Tinga e Wilson (I).

Juventude: Júlio Sérgio; Picoli (Daniel), Naldo e Ageu; Valentim, Camazzola (Rodrigo Silva), Lauro, Juliano e Edu Silva; Rodrigo e Marcelo (Bruno). Técnico: Ivo Wortmann.

Internacional: Clemer (André); Índio, Edinho e Wilson; Bolívar, Gavilán, Tinga, Fernandão e Jorge Wagner; Rafael Sobis e Diogo (Wellington). Técnico: Muricy Ramalho.


Já a última vitória do Juventude, tanto em Caxias do Sul quanto em qualquer outro local, ocorreu na final do Gauchão de 2008, primeiro turno. Na ocasião, um erro de Fernandão no último minuto de jogo, deu a vitória para o time caxiense. O gol foi de Maicon, no finalzinho da partida.

Juventude 1 X 0 Internacional – 27/04/2008
Local: Alfredo Jaconi, Caxias do Sul; Arbitragem: ; Renda: R$ 227.800,00.; Público: 13.385.; Gols: Maicon (J), aos 47min50seg do segundo tempo.; Cartões: Maicon (J), aos 47min50seg do segundo tempo. Cartões amarelos: Orozco, Ji-Paraná, Marcão (I), Márcio Alemão (J).

Juventude: Michel Alves; Hélder, Márcio Alemão, Nunes e Elvis; Renan (Hércules), Juan Peres, Lauro (Maicon) e Leandro Cruz (Márcio Goiano); Mendes e Ivo. Técnico: Zetti.

Internacional: Clemer; Índio, Orozco, Marcão; Bustos, Danny Morais, Magrão, Andrezinho (Adriano, 34min50seg2ºt) e Ji-Paraná (Titi, 18min2ºt); Nilmar (Iarley, 18min2ºt) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.


Últimos dez confrontos

  • 2007 – Juventude 2×1 Internacional – Brasileirão, 1º turno
  • 2007 – Internacional 3×0 Juventude – Brasileirão, 2º turno
  • 2008 – Internacional 0×1 Juventude – Gauchão, 1º turno
  • 2008 – Juventude 3×0 Internacional – Gauchão, 2º turno
  • 2008 – Juventude 1×0 Internacional – Gauchão, finais, 1º jogo
  • 2008 – Internacional 8×1 Juventude – Gauchão, finais, 2º jogo
  • 2009 – Juventude 3×3 Internacional – Gauchão, 2º turno
  • 2010 – Internacional 5×0 Juventude – Gauchão, 1º turno
  • 2010 – Internacional 2×0 Juventude – Gauchão, quartas-de-final do 1º turno
  • 2011 – Internacional 3×1 Juventude – Gauchão, 1º turno

TOTAL: 5V Inter, 1E, 4D Juventude, 25Gols Inter, 12 Gols Juventude

OPINIÃO: Oscar se afirma em vitória fácil do Inter

24 de março de 2011 1

Com vários desfalques, o Internacional montou um time misto e conseguiu uma importante vitória de 1×0 sobre o São José pela Taça Farroupilha do Gauchão 2010. Depois de um primeiro tempo fraco, o time de Celso Roth perdeu muitos gols no segundo tempo, mas não correu risco algum de sofrer o empate. O São José, de ótima campanha no primeiro turno, desandou e não teve uma única chance no jogo inteiro.

Dentro da grama sintética do Passo d’Areia, Oscar teve uma ótima atuação e segue cementando seu espaço no time. Comandou a maioria das jogadas de ataque, concluiu diversas vezes e ainda ajudou na marcação. Aos 19 anos, segue em nítida evolução técnica e pode se tornar um dos destaques do futebol brasileiro em 2011. Foi importante em um jogo no qual o Inter se ressentiu da ausência dos poupados Kléber e Nei, suspenso Rodrigo, selecionável Leandro Damião e Bolatti e dos lesionados D’Alessandro e Bolívar.

Graças à falta de atenção da FGF na montagem da tabela do Gauchão, pelo quarto ano seguido o Inter jogou contra o São José no Passo d’Areia, enquanto o Grêmio só enfrentou o mesmo adversário no Olímpico. Mesmo erro que fez o Inter jogar seis vezes seguidas contra times de Santa Cruz do Sul(Santa Cruz e Avenida) no Beira-Rio desde 2008, já analisado no Almanaque em 2010. Passou da hora de uma revisão urgente na área técnica na entidade.

Um imenso e absoluto nada. Assim se resumem os primeiros 20 minutos no gramado artificial do Passo D’Areia, até Cavenaghi girar e chutar cruzado, quase marcando o primeiro gol do jogo. Depois tudo continuou na mesma, mesmo com o São José tendo um gol corretamente anulado por impedimento do bom lateral-direito Suéllinton.

Gradualmente, o Colorado foi assumindo o controle das ações, mesmo com a absoluta ausência de jogadas pelo flanco. Se Daniel notadamente já mostrou suas limitações, Juan outra vez deixou claro que é um promissor zagueiro, mas é um crime colocá-lo na lateral. Talvez por isto, o Internacional esteja praticamente acertado com o lateral-esquerdo Fabrício, da Portuguesa em abril.

Quando nada parecia ocorrer, em uma jogada fortuita o Inter saiu na frente. O
Zequinha estava com 10 em campo, já que o zagueiro Gustavo sentiu batida de cabeça e estava sendo atendido. Daniel rolou na entrada da área e Andrezinho, de péssima atuação até então, fez 1×0 em um chute seco. E foi isto que ocorreu no primeiro tempo.

Já a etapa complementar começou diferente, com o Inter pressionando e o Zequinha dando mais espaços. Índio de cabeça e depois Oscar, arrancando da intermediária de defesa, perderam ótimas chances de ampliar. À esta altura, já era o melhor em campo. Ele de novo aos 25 chutou por cobertura e quase marcou.

Esforçado, mas com pouco resultado em campo, Cavenaghi começou a jogar bem, primeiro em uma jogada individual, chute forte e boa defesa de Rafael, e depois em um belíssimo voleio com uma espetacular defesa do goleiro do São José. Nos últimos 15 minutos, após a entrada de Rafael Sóbis no lugar do apagado Zé Roberto, o Inter ainda teve outras chances, mas não conseguiu ampliar. Em especial, Cavenaghi perdeu dois gols feitos e segue no zero em Porto Alegre.

O Inter venceu depois de dois jogos, mostrou bom futebol e ficou perto das finais.
O São José ficou com poucas chances de passar de fase.

E Oscar segue arrumando um (bom) problema para Celso Roth: tirá-lo do time como?

Post originalmente postado no “Jogo Aberto”, do Lédio Carmona

OPINIÃO: Os reservas nada artificiais no Passo D'Areia

21 de março de 2011 2
Os reservas do Grêmio venceram com autoridade o Porto Alegre por 3×0, no primeiro jogo oficial do Tricolor em um gramado artificial. O jogo foi disputado no estádio Passo D’Areia, do São José, pois jogos da dupla Gre-Nal devem ser disputados em estádios com no mínimo 20 mil espectadores. O time de suplentes queria eliminar a má impressão do último jogo, quando perderam de 2×0 para o Cruzeiro-RS em pleno Olímpico.
Apenas Victor, dos titulares, entrou em campo hoje. Os suplentes jogaram com vontade e qualidade contra o time de Ronaldinho e Assis Moreira, sem dúvida o pior do campeonato. E que, além de virtualmente rebaixado, está em vias de extinção ao término da competição.
Renato modificou a formatação tática e escalou um ortodoxo 4-4-2 com dois volantes (William Magrão e Fernando( e dois meias posicionados em linha (Mithyuê e Pessalli), decisão que se mostrou bastante acertada. Quem se beneficiou com isto foi o argentino Escudero, que jogou no ataque ao lado de Júnior Viçosa e teve ótima atuação. Ele, aos quatro minutos, aproveitou cruzamento de Mithyuê e chutou no ângulo, sem deixar a bola cair, Grêmio 1×0.
O jogo tava muito fácil e o Grêmio desperdiçou outras duas boas chances antes que Pessalli cruzasse da esquerda e Júnior Viçosa cabeceasse firme no canto para ampliar, 2×0. Um gol para homenagear o pai, falecido na última quarta-feira. Ele mesmo quase ampliou no minuto seguinte, chutando para fora. Aí o time ‘da casa’ teve um gol mal anulado com Da Silva, que não estava impedido. Escudero e Bruno Collaço desperdiçaram outras chances de ampliar ainda na etapa inicial.
O segundo tempo começou do mesmo jeito que terminou: o Tricolor tocando a bola e atacando, e o Porto Alegre especulando contra-ataques com pouca eficiência. Bem em campo, Bruno Collaço aumentou a pressão da torcida pela saída de Gílson do time titular. Pessalli, Maylson e William Magrão tiveram boas chances que pararam no ferrolho defensivo do Porto Alegre.
Então Renato resolveu trocar três jogadores para dar oportunidades aos reservas: Mateus Magro, Vinícius Pacheco e o garoto Leandro. E estes dois, no último minuto de partida, colocaram um ponto final no placar: Leandro conduziu a bola e tocou para Vinícius Pacheco, que driblou o goleiro e fez 3×0. Ele, que pediu para jogar no ataque e foi atendido, fez seu terceiro gol pelo Tricolor.
Depois do jogo, uma esperada coletiva na qual Renato, de imediato, foi questionado sobre o polêmico diálogo com Jorge Kajuru no qual indicava chances de ir para o Fluminense e pedia para que a informação não fosse publicada (algo que Kajuru ignorou completamente, publicando o diálogo no ar). O técnico gremista mostrou humildade e reconheceu que errou na declaração e que não foi um ‘trote’. Mas deixou claro que não pensa em sair do Grêmio neste momento, que está feliz no clube e deseja ficar muito tempo.
Pela primeira vez no gramado sintético, o Grêmio fez a obrigação e se recuperou no Gauchão.
E a torcida provocou bastante o Assis F.C.
Renato percebeu que Bruno Collaço e Escudero se tornaram opções imediatas para mudança no time titular.
E se explicou e colocou fim no assunto ‘Kajuru’.
Post originalmente postado no “Jogo Aberto”, do Lédio Carmona

OPINIÃO: Damigol, falhas defensivas e empate no Centenário

13 de março de 2011 8

Em um grande jogo de futebol, Caxias e Internacional empataram em 3×3 pela 2º rodada da Taça Farroupilha. O grande destaque foi o artilheiro Leandro Damião, que marcou seu sexto gol em dois jogos, doze na temporada. Mais uma vez, o Colorado se mostrou frágil defensivamente mas conseguiu eficiência no ataque. viu Oscar e Tinga jogando bem, mas sofreu com os erros de toda a defesa. Já o Caxias se afirma como melhor time do interior, buscando ao menos repetir o aproveitamento da Taça Piratini.

Mesmo com cinco desfalques e desgastado emocionalmente, o Caxias repetiu a tática do jogo do Olímpico contra o Grêmio e saiu marcando pressão adiantado em velocidade, com um ousado 4-3-3 com o experiente Lima e os ex-gremistas Éverton e Wáldison abertos pelos flancos. O Inter ainda não tinha trocado passes quando Itaqui, aproveitando erro de Massari na saída de bola, recebeu de Lima e chutou forte, cruzado, para fazer 1×0.

Novamente o Inter tomava um gol no início do jogo. Então Oscar chamou a atenção para si e deu uma bela janelinha no marcador, e Leandro Damião quase marcou. O Colorado assistia e Everton perdia a chance de ampliar. E continuava perdido quando Éverton disputou com Lauro e pediu pênalti que ocorreu. Aos 18, Oscar fez duas boas jogadas e na segunda quase empatou. Dois minutos depois, o empate: Oscar disparou pela direita e cruzou. O goleiro André Sangalli errou e Tinga dividiu, sobrando para Damião fazer 1×1.

Dois minutos depois, Zé Roberto caiu na área e o árbitro Fabrício Corrêa deu penalidade. Zé Roberto tomou a responsabilidade e bateu… Para a defesa de Sangalli! Se estava mal, o meia-atacante passou a errar tudo depois de perder a chance de virar. E, para piorar, o Caxias aproveitou e, em erro de posicionamento de Massari e Rodrigo, Wáldison disparou livre para fazer 2×1 dois minutos depois. Aí a defesa colorada desandou de vez e correu o tempo todo atrás dos atacantes do Caxias, que teve boas chances de ampliar, sobretudo com Lima chutando em cima de Daniel. Quando o primeiro tempo já terminava, Wílson Mathias cabeceou, Sangalli rebateu e Damião, livre e impedido, fez seu 11º gol na temporada e empatou novamente, 2×2.

Irritado com os erros, o técnico colorado Celso Roth acertou em tirar Massari para por o zagueiro Juan e Índio substituindo o lesionado Sorondo. O Caxias não conseguiu espaços contra uma zaga em linha de quatro e o jogo caiu muito. Nada ocorreu nos primeiros 20 minutos de jogo, nos dois lados.

Porém aos poucos o Inter começou a trocar passes ofensivos, especialmente com Oscar, Tinga e Damião, e o Caxias cedia espaços. Primeiro Damião cabeceando para fora, depois o substituto Sóbis em um chutaço que Sangalli tocou para escanteio. Na cobrança, Damião cabeceou com força e virou para o Inter, 3×2. Foi o 12º gol de Damião em sete jogos. Logo depois, Lima perdeu a cabeça e deu um pontapé em Índio, sendo expulso.

Então o lance do jogo: em um contra-ataque, Tinga rolou para Damião, que chutou fraco e perdeu um gol feito. Na sequência do lance, Éverton fez grande jogada a dribles sobre Juan e fuzilou Lauro, empatando de novo em 3×3. Tinga ainda perdeu a chance de colocar novamente o Inter na frente, mas chutou em cima de Sangalli, na chance derradeira.

O empate saiu justo. Caxias e Inter alternaram o domínio do jogo. Ao Caxias, reclamações procedentes contra o juiz Fabrício Correa, enquanto o Inter comemora mais uma ótima atuação de Leandro Damião.

O artilheiro do Fantástico.

Este texto foi escrito por mim também para o blog Jogo Aberto, do @lediocarmona

Damigol, falhas defensivas e empate no Centenário

dom, 13/03/11

OPINIÃO: A tarde do goleador Borges, e uma homenagem para Moacyr Scliar

28 de fevereiro de 2011 1
O Grêmio venceu o Cruzeiro por 4×2 e está na final da Taça Piratini. Foi a tarde de Borges, que marcou três gols e comandou o time gremista, com direito a escolher música no Fantástico (ele optou por uma canção gospel). O adversário, algoz do Inter-B na fase anterior, endureceu novamente contra um grande.
Vale destacar um ótimo jogo de Gabriel, um dos melhores laterais/alas do país. E a recuperação de Douglas, de má-jornada contra o Júnior-COL pela Libertadores. Em compensação, Carlos Alberto novamente fracassou ao jogar mais recuado. Caberá a Renato decidir: quer ele no ataque ao lado de um (Borges ou André Lima), ou no banco. Lúcio retorna naturalmente, para dar opções ao lado esquerdo tricolor.
Sem o lesionado Lúcio, Renato escalou o Grêmio com 2 volantes (Rochemback e Adílson) e 2 centroavantes (Borges e André Lima).
A primeira opção se mostrou mais uma vez acertada, com Rochemback aproveitando a liberdade fornecida por Adílson e sendo importante na saída de jogo. Já a segunda claramente prejudicou André Lima, que caiu de produção desde que passou a dividir o ataque com o antigo titular.
Ao time da Zona Leste, que se muda para a vizinha Cachoeirinha em 2011, fica a lembrança do dever cumprido. No dia que perdeu seu mais ilustre torcedor, o escritor Moacyr Scliar, o simpático Cruzeiro mostrou mais uma vez que um trabalho de longo prazo e organizado dá frutos até nos times pequenos. Depois de 30 anos na Segundona, a permanência estará garantida com mais 5 pontos no returno, mantendo a mesma base desde 2009.
Contra um Cruzeiro sólido defensivamente,o Tricolor dominou o primeiro tempo mas sem grandes chances. Aos poucos abriu brechas na defesa cruzeirense e Gabriel acertou o poste de Fábio. Logo depois, o bom meia Diego Torres quase surpreendeu o bom público no Olímpico ao obrigar Victor a fazer ótima defesa. Aos 36 o Grêmio superou a retranca em uma bela jogada envolvendo Douglas e Gabriel, que cruzou para Borges chutar mascado e abrir o marcador.
Na etapa complementar,três em cinco minutos: aos nove, André Lima escorou e Borges ampliou, 2×0. Na saída de bola, a zaga gremista errou no posicionamento e o baixinho Jô descontou para o Cruzeiro. Então foi a vez de Borges ser derrubado na área, pênalti que converteu com categoria, Grêmio 3×1.
Sem nada à perder, contra um Grêmio nitidamente cansado e um tanto displicente, o Cruzeiro foi para cima e, aproveitando outro erro no jogo aéreo gremista, o zagueiro Léo cabeceou cruzado e marcou, 3×2 aos 32 minutos. Com a expulsão justa de Alberto, acabaram as chances do Cruzeiro. E nos acréscimos, Júnior Viçosa fez bela jogada e sofreu pênalti, que Gabriel (o segundo melhor em campo), cobrou e fechou o placar. Final, Grêmio 4×2, finalista da Taça Piratini e já esperando o Caxias.
Ao enlutado Cruzeiro, o esforço e a simbólica homenagem à Scliar.
Ao Grêmio, o cumprimento com o dever. O retorno do goleador. E o talento de um lateral.

Federação Gaúcha se supera nas 'proezas': pelo 3º ano seguido o Inter não joga em Santa Cruz do Sul

27 de outubro de 2010 3

É algo que beira ao inaceitável o descaso da Federação Gaúcha de Futebol com a execução de algo tão simples como a tabela do Campeonato Gaúcho 2011. Ano passado, escrevi um post sobre a ausência de jogos do Internacional na região de Santa Cruz do Sul contra o Santa Cruz e o Avenida, enquanto o Grêmio no mesmo período e contra os mesmos times jogou quatro vezes. Vejam:

Gauchão 2010: FGF repete 2009, e Inter mais uma vez não joga em Santa Cruz do Sul

Tentei contato com a “ouvidoria” da FGF, que sequer respondeu o e-mail. Não sei qual a função dela, pois não interage com o público. Adivinhem o que a FGF fez para 2011, no Gauchão? NADA, é claro.

Como o Avenida foi rebaixado, o único jogo possível será contra o Santa Cruz. E sabem aonde será o jogo? Adivinhem?

No Beira-Rio, de novo!

Desde janeiro de 2007 (com o Inter B), e desde 2005 (com o time principal), o Internacional não joga nos Plátanos. Até nem foi bom (vejam matéria), mas não interessa. 

Alô presidente Francisco Novelletto: não tem como corrigir esta distorção? Ou evitar para 2011?

Outro ponto errado na tabela foi que os números de jogos em Porto Alegre seguem distorcidos para a dupla Gre-Nal. Com o aumento de times da Região Metropolitana (Inter, Grêmio, Universidade, Porto Alegre, São José e Cruzeiro) ocorreu uma grande alteração de forças. Um mínimo de cuidado resolveria a questão

O Inter joga 10 jogos em Porto Alegre, enquanto o Grêmio joga apenas 7 partidas. Ano passado foram 9 jogos do Grêmio e 8 do Inter na Capital, e em 2009 o inverso, desconsiderando-se o jogo neutro em Erechim/Rivera.  O levantamento de 2011 eu vi no blog Grêmio 1903 mas foi feito pelo blog Grêmio 1983, os outros foram meus.

E eu nem vou comentar o fato do regulamento exigir um número enorme de jogos, e provavelmente acúmulo de datas de semifinais de turno com jogos de Libertadores.

É MUITO time para um Campeonato Gaúcho, 16 equipes é demais!

Descobri agora que o Grêmio também tem um problema idêntico: há 3 anos consecutivos joga contra o São José no Olímpico. É uma bagunça…

ANÁLISE: Venceu quem é melhor. E este é o Grêmio

26 de abril de 2010 26

Tenho uma tese antiga sobre clássicos Gre-Nais. Ao contrário da teoria vigente de que “tudo pode acontecer” em um duelo entre arquirrivais, penso que na imensa maioria das vezes o melhor time vence. Foi assim na sequência de 13 Gre-Nais invictos do Grêmio. E está sendo assim desde 2003, desde quando a supremacia do Internacional é indiscutível.

E isto se aplica ao analisarmos o Gre-Nal de número 380. Hoje, indiscutivelmente, o Tricolor é mais time que o Colorado, sobretudo na defesa e no ataque. O domínio técnico, tático e físico hoje foi indiscutível. As opções de banco são razoáveis, mas o time titular é melhor.

Enquanto vimos a defesa do Internacional dormir nos dois gols, vimos a defensiva tricolor se segurar atrás e ainda se dando o luxo de marcar o primeiro gol. O Grêmio foi soberano em todos os setores e por quase todo o tempo, com exceção do final do primeiro tempo e mereceu indiscutivelmente a vitória. O Inter só foi melhor nos 25 minutos finais do primeiro tempo, quando propôs o jogo e teve em Wálter seu melhor jogador, ganhando todas sobre Mário Fernandes.

Confusão foi o que menos teve no Gre-Nal. O Grêmio foi soberano - Lucas Uebel/VIPCOMM

No intervalo, Silas fez a substituição que mudou o jogo, entrando Adílson no lugar do irregular Ferdinando, que ainda estava machucado. Isto acabou com o domínio colorado no meio-campo. Empolgado pelo domínio tático do jogo, o Grêmio empilhou chances de gol, acertou a trave três vezes e ainda outras duas chances incríveis. As jogadas foram pelos dois lados do campo e o garoto estreante Neuton foi muito bem.

O time visitante explorou a bola aérea, ponto fraco colorado desde o ano passado. E o Inter não explorou a bola cruzada na área, igualmente a deficiência gremista em 2010. Em vários lances, ao invés de cruzar na área, cobrou para a entrada da área em chutes de jogadores que não fazem gol de fora da área (o melhor chutador, Wálter, nunca é usado nesta possibilidade).

O técnico Jorge Fossati também colaborou ao errar na saída de Andrezinho, entrando Giuliano. Que, além de má fase, ainda foi mal escalado: jogando de meia aberto na esquerda, aonde seu futebol desaparece. Para piorar, o técnico colorado precisou usar as peças ofensivas de reserva, que não acrescentam em nada.

Ou seja, ao contrário do que a soberba e arrogante diretoria colorada, o “elenco” é muito fraco. As primeiras opções ofensivas são Taison, Edú e Kléber Pereira, este último um ex-atleta ainda em atividade. Isto diz tudo.

Parabéns ao Grêmio, virtual campeão gaúcho 2010.

Porque é melhor, mais time e jogou muito mais que o Internacional.

O jogo pode ser resumido assim, vou só considerar as chances clamorosas de gol:

CHANCES CLARAS DE GOL COLORADAS

1° TEMPO

- Chute de Wálter com defesa de Victor

- Chute de Wálter após erro em saída de gol de Victor, que Edílson salvou em cima da linha

2° TEMPO

- Chute de Wálter no ângulo, milagre de Victor – Jogo ainda em 0×0

CHANCES CLARAS DE GOL TRICOLORES

1° TEMPO:

- Borges sozinho perde gol incrível.

- Jonas demora para chutar e Pato defende.

2° TEMPO:

- Neuton dribla Nei e Leandro perde gol incrível

- Jonas acerta a trave em cruzamento da esquerda

- Jonas acerta a trave novamente em cruzamento da esquerda

- Falta distante que Alecsandro bate direto ao invés de cruzar na área. Contra-ataque gremista, escanteio. Na cobrança, Rodrigo sobe sozinho e marca de cabeça, Grêmio 1×0

- Falta desnecessária de Juan depois de errar o tempo da bola. Na cobrança, Borges, absolutamente livre, amplia para o Tricolor, 2×0.

- William Magrão cabeceia sozinho e quase amplia, final de jogo.

2007:

2008:

2009:


2010:

Tabu do clássico: Inter não é campeão no Olímpico desde 1982

24 de abril de 2010 1

Se o Grêmio tem seu tabu de 12 jogos sem vencer um Gre-Nal pelo Gauchão, o Internacional também tem sua marca negativa. Desde 1982 o Colorado não conquista um título estadual sobre o rival no estádio Olímpico, marca que obrigatoriamente deverá ser quebrada caso queira o tricampeonato. E é esta história de 1982, com Geraldão, que iremos contar neste sábado.

Os números são implacáveis: Em 1991, 1992 e 1997 o título do Inter veio em Gre-Nais, mas o decisivo sempre no Beira-Rio. Já em 1983, 1984, 2002, 2003, 2004, 2005, 2008 e 2009 os títulos foram conquistados contra times do interior, eventualmente contando com tropeços gremistas. 

Em 1985, 1986, 1987, 1989 e 1990 o Grêmio foi campeão sobre o Internacional, todas as vezes em jogos no estádio Olímpico. Em 1988, o título veio por antecipação contra o Caxias. Em 1996 e 2001, o derrotado foi o Juventude, ambas no Olímpico.

As derrotas vermelhas de 1985 e 1989 foram particularmente dolorosas: na primeira, o Inter jogava pelo empate, e na segunda perdeu nas penalidades. Finalizando, em 1998 (Juventude) e 2000 (Caxias), o título foi para o interior. 

Além disto, outro retrospecto marca este confronto: desde 1997 o Inter não vence o Estadual sobre o Grêmio. Perdeu as finais de 1999 e 2006 para o arquirrival, sendo que a última em pleno Beira-Rio. Esta foi também o único título gremista (OBS: O Adriano Henriques e o “Imortal” me informaram que em 1980 o título também foi no Beira-Rio) conquistado no atual estádio do Internacional.

O título de 1982 foi particularmente saboroso. A fase final daquele Campeonato Gaúcho foi disputada em um hexagonal, com turno e returno. Na última rodada, o Grêmio, de melhor campanha na primeira fase, precisava derrotar o Inter no Olímpico para se sagrar campeão, pois estava um ponto atrás.O personagem daquele ano foi o centroavante Geraldão, de 32 anos.

Geraldão nas finais do Gauchão 1982 - Fonte: Reprodução revista Placar arquivo pessoal

Ex-atacante do Grêmio, Geraldão tinha sido dispensado do time da Azenha no ano anterior, já que Baltazar (herói do título Brasileiro daquele ano) era o titular. O legendário cronista gaúcho Paulo Sant’Anna não queria, de jeito algum, ver o atacante no rival, mas sua briga foi em vão.

Ainda ‘mordida’ pela ida do ídolo Batista direto do Beira-Rio para o Olímpico, a diretoria do Inter trouxe Geraldão, mas as apostas eram mais baixas.

O hexagonal final marcou dois clássicos, dia 07 e 28 de novembro de 1982. No primeiro, um show de Geraldão e vitória colorada no Beira-Rio por 3×1. Três gols dele, Geraldão. O maior ídolo gremista, o ponteiro-direito Renato, foi expulso ainda no primeiro tempo deste jogo.

O jogo decisivo estava marcado para três domingos depois, no Olímpico. Precisando vencer, o Tricolor foi para cima, mas não conseguia criar grandes chances. O show veio com o talentoso meia-uruguaio Ruben Paz, um dos melhores do mundo na época. Ele comandou as ações que ocasionaram a vitória por 2×0. Sabem quem fez os dois gols? Geraldão, é claro. E Renato, de novo, foi expulso ainda no primeiro tempo.

Vejam os cinco gols daqueles dois clássicos, Inter bicampeão estadual, na voz do inesquecível Celestino Valenzuela:

De atacante mediano, dispensado pelo arquirrival, o centroavante Geraldão ficou eternizado no futebol gaúcho. Com cinco gols em dois clássicos, depois de ter marcado também pelo time da Azenha, Geraldão, Geraldo Manteiga ou, simplesmente, Geraldo da Silva, ganhou até música em sua homenagem:

Gera, Gera,
Gera, Gera, Geraldão

És um grande artilheiro, alegria do povão
Saiu do parque foi prá rua Javari
Com sua grande força, nunca foi de se trair

Foi pro Olimpico, a maior desilusão
Mas chegou no Beira-Rio para ser o Campeão

Gera, Gera

2007:

2008:

2009:


2010:

Tabu do clássico: Grêmio não vence pelo Gauchão há 12 jogos, desde 2001

23 de abril de 2010 12

1º de abril de 2001. Não é mentira, mas desde esta data o Grêmio não derrota o Internacional pelo Gauchão. Desde então foram quatro empates e oito vitórias coloradas pelo Estadual.

Foi neste dia, quando também foi disputado o GP do Brasil de Fórmula-1 daquele ano, que ocorreu a última vitória gremista em um clássico Gre-Nal pelo Campeonato Gaúcho, um humilhante 4×2 no estádio Olímpico. O resultado deu o título do primeiro turno do octogonal do Gauchão para o Tricolor, enquanto o Internacional se afundava na crise. Quatro dias depois, no dia do seu aniversário de 92 anos, o Colorado empatava em 0×0 com o São José, resultado que causou a demissão do técnico Zé Mário.

O jogo foi ainda o primeiro clássico Gre-Nal do então novato treinador Tite. Com a base do time que seria campeão da Copa do Brasil alguns meses depois, contra um dos piores times da história do Inter (vejam a escalação e entenderão), o placar foi obtido de forma fácil, com apenas um susto no segundo tempo.

Logo no primeiro tempo, o meia Tinga fez dois gols e deixou o Grêmio em larga vantagem. Aos 23, em rebote de escanteio, Tinga fez 1×0 para o Grêmio. Atordoado, o time Colorado não sabia o que fazer e antes do término do primeiro tempo, o mesmo Tinga recebeu de Rodrigo Mendes e ampliou, 2×0.

A goleada parecia iminente e se concretizou aos 16 do 2º tempo, quando Rodrigo Mendes recebeu na área e chutou forte. O Inter conseguiu uma reação do nada quando Luís Cláudio, de bicicleta, marcou um golaço e fez 3×1. Um minuto depois, em jogada do mesmo Luís Cláudio, Fábio Pinto descontou de novo, 3×2.

Marcelo Rosa (hoje no Ypiranga) e Luís Cláudio quase empataram, mas no finalzinho Eduardo Costa ganhou dividida com Fábio Rochemback (na época no Inter) e Zinho sofreu pênalti mandrake. Gol do Grêmio e 4×2. Um minuto depois, outro pênalti (desta vez bem claro) que o juiz Fabiano Gonçalves não marcou a favor do Grêmio. Foi a chance perdida de devolver o 5×2 de 1997.

Vejam os melhores momentos:

GRÊMIO (4) - Danrlei; Ânderson, Marinho, Mauro Galvão e Rubens Cardoso; Anderson Polga, Eduardo Costa, Tinga e Zinho; Rodrigo Mendes (Warley) e Renato Martins (Itaqui). Técnico: Tite.

INTERNACIONAL (2) - João Gabriel; Denílson, Fernando Cardozo, Espínola e Marcelo Santos (Marco Aurélio); Leandro Guerreiro (Gil Baiano), Carlinhos, Fábio Rochemback e Lê (Marcelo); Fábio Pinto e Luiz Cláudio. Técnico: Zé Mário.

CONFIRA A SEQUÊNCIA INVICTA DO INTERNACIONAL DESDE 2001 EM CAMPEONATOS GAÚCHOS:

  1. 2001 – Internacional 0×0 Grêmio
  2. 2003 – Grêmio 1×2 Internacional – Luís Mário (G), Vinícius e Daniel Carvalho (I)
  3. 2003 – Internacional 1×0 Grêmio – André Neles (I)
  4. 2004 – Internacional 1×1 Grêmio – Christian (G), Élder Granja (I)
  5. 2004 – Grêmio 1×2 Internacional – Élder Granja e Nilmar (I), Christian (G)
  6. 2004 – Internacional 2×1 Grêmio – Luciano Ratinho (G), Edinho e Nilmar (I)
  7. 2006 – Grêmio 0×0 Internacional
  8. 2006 – Internacional 1×1 Grêmio – Fernandão (I), Pedro Júnior (G)
  9. 2009 – Grêmio 1×2 Internacional – D’Alessandro e Nilmar (I), Jonas (G)
  10. 2009 – Internacional 2×1 Grêmio – Índio e Magrão (I), Alex Mineiro (G)
  11. 2009 – Internacional 2×1 Grêmio – Tcheco (G), Andrezinho e Índio (I)
  12. 2010 – Internacional 1×0 Grêmio – Alecsandro (I)

TOTAL: 12 JOGOS, COM 8 VITÓRIAS DO INTERNACIONAL E 4 EMPATES

2007:

2008:

2009:


2010: