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Posts com a tag "Gauchão"

Gaciba vs. Simon - Os números de cada um em clássicos Gre-Nal

20 de abril de 2010 14

Gaciba e Simon: um deles apita a final do Gauchão 2010/Banco de Dados ZH
A Federação Gaúcha de Futebol confirmou que o sorteio de arbitragem para o clássico Gre-Nal de domingo, o primeiro das finais do Gauchão 2010, terá o nome de Carlos Simon e Leonardo Gaciba.

Os principais nomes da arbitragem gaúcha buscam uma marca estatística: Gaciba quer apitar seu 10º clássico, enquanto Carlos Simon busca seu 19º (e último) Gre-Nal. Isto porque Carlos Simon não estará disponível no 2º jogo da final e se aposenta após a Copa do Mundo de 2010, em junho. 

Isto não significa nada. Na minha opinião, prefiro Gaciba, o melhor árbitro brasileiro em décadas. Para mim, Simon é um árbitro fraco e azar da FIFA que colocou ele no Mundial pela 3º vez seguida.

Basta procurar no histórico deste blog e verão minhas sérias restrições contra um árbitro que adora contemporizar e é péssimo disciplinarmente, sobretudo em jogos importantes.  Vejam os números:

LEONARDO GACIBA

1999 – Internacional 1×0 Grêmio – Gauchão
2000 – Internacional 1×1 Grêmio – Gauchão
2000 – Internacional 1×2 Grêmio – Brasileiro
2004 – Internacional 1×1 Grêmio – Gauchão
2004 – Internacional 2×1 Grêmio – Gauchão
2008 – Grêmio 2×2 Internacional – Copa Sul-Americana
2009 – Internacional 2×1 Grêmio – Gauchão 2009
2009 – Internacional 2×1 Grêmio – Gauchão 2009
2009 – Grêmio 2×1 Internacional – Brasileirão 2009
TOTAL: 9 jogos, 2 vitórias do Grêmio, 4 do Internacional e 3 empates

CARLOS SIMON

1995 – Grêmio 2×0 Internacional – Gauchão
1995 – Internacional 0×1 Grêmio – Brasileirão
1997 – Grêmio 0×0 Internacional – Gauchão
1997 – Grêmio 1×1 Internacional – Gauchão
1997 – Internacional 1×0 Grêmio – Gauchão
1999 – Grêmio 1×1 Internacional – Copa Sul
1999 – Grêmio 2×0 Internacional – Gauchão
1999 – Grêmio 1×0 Internacional – Gauchão
1999 – Grêmio 1×0 Internacional – Brasileirão
1999 – Internacional 1×1 Grêmio – Seletiva Pré-Libertadores
2000 – Grêmio 1×0 Internacional – Gauchão
2001 – Grêmio 1×0 Internacional – Brasileirão
2002 – Internacional 0×1 Grêmio – Brasileirão
2003 – Internacional 1×0 Grêmio – Gauchão
2004 – Grêmio 1×2 Internacional – Gauchão
2006 – Grêmio 0×0 Internacional – Gauchão
2006 – Grêmio 0×1 Internacional – Brasileirão
2009 – Grêmio 1×2 Internacional – Gauchão
TOTAL: 18 jogos, 8 vitórias do Grêmio, 5 do
Internacional e 5 empates.

2007:

2008:

2009:


2010:

Disputa de pênaltis da dupla desde 1994 - Grêmio

09 de abril de 2010 12

Ontem falamos do Internacional, hoje é a vez do Grêmio e suas disputas de penalidades desde 1994. Reitero que a escolha da data é aleatória e muito mais fruto da minha lembrança do que qualquer outra coisa. Tive muita ajuda do amigo de longa data Guilherme Boeira, habitual colaborador deste blog.

Antes deste período, lembro do Gauchão de 1987 quando Taffarel saiu do Torneio do Bicentenário da Austrália direto para o Beira-Rio, quando pegou penalidades e garantiu o 1° turno do Internacional. O troco veio em 1989, quando o Grêmio venceu o Gauchão nos pênaltis depois de um 0×0 no tempo normal e com o veteraníssimo Mazaropi de grande estrela daquela tarde pegando penalidades:

Também uma vitória para cada lado entre Grêmio e River Plate nas Supercopas de 1989 (deu Grêmio) e 1991 (deu River). Ainda a derrota de 1992 na Copa do Brasil, quando levou 3×0 nos pênaltis do Inter. Uma classificação sobre o Bragantino na Copa Conmebol em 1992. E outra vitória obre o Palmeiras, na Copa do Brasil de 1993.

Se lembrarem de mais alguma em torneios oficiais, me mandem!

CLASSIFICAÇÕES GREMISTAS

  • Grêmio 2 (2) x (1) 1 Guarany-PAR, Copa Libertadores 1997
  • Grêmio 2 (9) x (8) 2 Brasil de Pelotas, Gauchão 1997
  • Grêmio 2 (4) x 0 (2) Defensor-URU, Copa Libertadores 2007

ELIMINAÇÕES GREMISTAS

  • São Paulo 0 (6) x (5) 0 Grêmio, Copa Conmebol 1994
  • River Plate 3 (4) x (2) 2 Grêmio, Supercopa 1995
  • Ajax 0 (4) x (3) 0 Grêmio, Copa Intercontinental 1995 (sobre o nome da competição, ver nota abaixo).
  • Grêmio 0 (2) x (4) 0 Flamengo, Copa Mercosul 2001
  • Grêmio 1 (4) x (5) 0 Olímpia, Copa Libertadores 2002
  • Grêmio 1 (5) x (6) 0 15 de Novembro-RS, Copa do Brasil 2006
  • Grêmio 2 (3) x (4) 1 Atlético-GO, Copa do Brasil 2008Algumas curiosidades tricolores:
  • Na Copa CONMEBOL de 1994, o São Paulo tinha como treinador um jovem chamado Muricy Ramalho…
  • Os duelos contra o River Plate na Supercopa de 1995 (de Francescoli, Crespo & Cia), foram épicos. Eram os dois melhores times da América e o Grêmio mostrou um futebol fantástico naquele mata-mata. Caiu nas penalidades mas saiu aplaudido do Monumental de Nuñez.
  • A vitória de 2×1 em 1997 foi incrível: o Grêmio estava vencendo por 1×0 e indo para os pênaltis, levou 1×1 no finalzinho e fez 2×1 no “apagar das luzes”. Na disputa de penalidade, os três primeiros acertaram e depois tivemos sete cobranças erradas. SETE!
  • No mesmo ano, o Grêmio despachou o Brasil de Pelotas nas semifinais do estadual depois de 12 cobranças para cada lado. Até os goleiros e um jogador com distensão muscular (Zózimo, do Brasil-PEL) bateram!
  • Uma das derrotas mais dolorosas foi em 2003 2002, quando o Grêmio caiu para o Olímpia nos pênaltis em pleno Olímpico, acabando com o sonho da Libertadores no ano do Centenário. De campanha muito boa, o time do técnico Tite só parou nas semifinais em uma decisão do árbitro argentino Daniel Gimenez. Este acertou em validar a defesa de Tavarelli na cobrança de Rodrigo Fabri e acertou também ao invalidar a defesa de Eduardo Martini na cobrança de González (só ver o vídeo, o Tavarelli não se adianta e o Martini dá um passo à frente).
    Porém três anos depois, o MESMO juiz validou uma defesa absurda de Rogério Ceni nas quartas-de-final da Copa Libertadores quando Ceni foi quase na linha da pequena área defender um chute de jogador do Estudiantes.Corrigindo, foi nas semifinais contra o Chivas. Lembrava do lance, mas confundi os jogos. Não lembro quem bateu. Lembro que os gremistas ficaram irados quando isto ocorreu.
  • Em 2006 e 2008 o Grêmio caiu em casa na segunda fase da Copa do Brasil. Em ambas as disputas, perdeu nos pênaltis para times pequenos.
  • A mais importante foi na final da Copa Intercontinental entre Ajax e Grêmio em 1995. Batedores eméritos, Dinho e Arce desperdiçaram pelo Tricolor, que buscava o bicampeonato no torneio. No Ajax, apenas Patrick Kluivert desperdiçou, e o capitão Danny Blind converteu a decisiva. Aquele time do Ajax estava invicto há mais de um ano e tinha craques como Frank de Boer, Marc Overmars, Edwin van der Sar, o próprio Kluivert, o finlandês Jari Litmanen, o nigeriano Kanu e Edgard Davids. Mas as melhores chances do jogo foram Tricolores, quando Jardel perdeu dois gols feitos no segundo tempo em jogadas de Paulo Nunes.

OBSERVAÇÃO: Até 2004, o torneio mais importante no futebol mundial se chamava “European/South American Cup“, ou “Intercontinental Cup”. Este era o nome oficial e está no troféu que o Grêmio tem garbosamente em seu museu Hermínio Bittencourt. Aliás, são duas taças, a “Toyota Cup” (aquela com as argolas) e a “European/South-American Cup” (esta com os escudinhos dos dois continentes). Os sites da FIFA, UEFA, Wikipedia e de estatísticas como o RSSSF e a IFHHS utilizam esta nomenclatura, a mesma deste blog.

Disputa de pênaltis da dupla desde 1994 - Internacional

08 de abril de 2010 7

Depois da sofrida classificação do Internacional ontem sobre o Novo Hamburgo na disputa de pênaltis, resolvi relembrar todas as disputas nos últimos anos envolvendo a dupla Gre-Nal. Amanhã publico sobre o Grêmio.


Porquê escolho este ano de 1994? A opção é puramente acidental, já que não tenho memória nem dados do período antes disto (do Gauchão) e eu voltei a morar no RS justamente neste ano. Antes disto, tivemos disputa de pênaltis importantes em 1989 (derrota na semifinal da Libertadores para o Olímpia) e 1992 (vitória sobre o Grêmio na Copa do Brasil).

Se lembrarem de alguma, em torneios OFICIAIS, mandem!

CLASSIFICAÇÕES COLORADAS

  • Internacional 2 (3) x (2) 0 Santos, Copa do Brasil 1997
  • Internacional 2 (4) x (1) 2 Glória, Gauchão 2004
  • Internacional 1 (4) x (2) 1 Figueirense, Copa Sul-Americana 2004
  • Novo Hamburgo 3 (4) x (5) 3 Internacional, Gauchão 2010

ELIMINAÇÕES COLORADAS

  • Internacional 1 (3) x (5) 0 América-MG, Copa do Brasil 1998
  • Paulista 1 (4) x (2) 0 Internacional, Copa do Brasil 2005

Algumas curiosidades dos confrontos colorados:

  • A derrota de 1998 ficou marcada pelo pênalti desperdiçado por Enciso. A bola bateu em uma trave, correu sobre a linha, bateu na outra trave e nas costas do goleiro Gilberto, sem entrar.
  • O triunfo de 1997 pela Copa do Brasil ficou marcado pelas três defesas do arqueiro André.
  • Em 2004, o Inter fez um péssimo jogo contra a sensação Glória, do técnico Bagé. Chegou a estar perdendo na prorrogação. Venceu nos pênaltis e tirou a chance de uma final 100% dos pequenos (a Ulbra foi a outra finalista depois de despachar o Grêmio).
  • Uma das mais surpreendentes disputas foi de 2004 na 1º fase da Copa Sul-Americana. O Inter levou o gol de empate do Figueirense no último minuto. Mas nos pênaltis venceu facilmente.
  • O jogo mais famoso foi o de 2005, quando o futuro campeão Paulista de Jundiaí eliminou o Inter em disputa de penalidades. E nem uma tenebrosa bobagem de Djalma Beltrami (sim, o mesmo juiz fraco de sempre, que no final daquele mesmo ano ano faria outro desastre na “Batalha dos Aflitos“). Perdigão cobrou, a bola bateu no travessão e dentro do gol, mas o árbitro não viu. O bandeirinha viu e assinalou, mas o juiz, depois de invasão de campo da torcida do Paulista, não voltou atrás.

Cai invencibilidade colorada no Gauchão de 31 jogos

21 de fevereiro de 2010 7

Ocorreu na pior hora para o Internacional a perda da invencibilidade no Campeonato Gaúcho que já durava mais de 30 jogos. Desde as finais do Gauchão de 2008 o Colorado não perdia, mas ao ser derrotado por 2×1 pelo Novo Hamburgo, em pleno Beira-Rio, o Inter ficou fora da final do primeiro turno do Gauchão 2010.  Há três semanas, havia escrito que a sequência já durava 28 jogos

A última derrota na competição ocorreu há 31 jogos, Juventude 1×0 Inter no jogo de ida da final de 2008. Na partida de volta, um massacre colorado e o título no triunfo de históricos 8×1. Ano passado, o Colorado se sagrou campeão invicto do Gauchão 2009.

A última derrota no Beira-Rio foi na 4° rodada do Gauchão, 1º de fevereiro de 2008 (valeu, Vinicius!). Também foi 1×0 para o Juventude.

Invicto em casa há 43 jogos, Grêmio está perto de recorde nacional colorado

17 de fevereiro de 2010 54

Desde setembro de 2008, a torcida do Grêmio não sabe o que é perder em casa. São 43 jogos de invencibilidade no estádio Olímpico, a maior marca da história do clube. Se a sequência invicta se manter por mais 4 jogos, o Tricolor irá superar o recorde brasileiro, que é do arquirrival Internacional.

Este número, que pode aumentar para 44 partidas hoje contra o Veranópolis pelo Gauchão 2010, começou em um jogo contra o Goiás, derrota de 2×1 no Brasileirão 2008 no segundo tempo. Desde então o Grêmio não mais perdeu em seus domínios.

Um 2×1 sobre o Botafogo iniciou a série que perdura até hoje. Neste período, os maiores sustos foram no Brasileirão de 2009, quando o Grêmio arrancou empates contra o Goiás (2×2) e Vitória (1×1) nos cinco minutos finais. Neste Gauchão, o Grêmio ainda penou especialmente contra o Veranópolis (adversário de hoje) e São Luiz, que arrancaram empates de 1×1 no Olímpico.

Fábio Santos marca e mantém longa invencibilidade do Grêmio no Olímpico – Foto: Tadeu Vilani/RBS

Foram 6 jogos em 2008, 33 em 2009 (descontando Grêmio 1×2 Internacional pelo Gauchão 2009, disputado em campo neutro mas com o Grêmio de mandante), e mais 4 jogos em 2010, totalizando os 43 jogos sem perder.  São 12 empates e 31 vitórias até o momento.

Como escrevi no primeiro parágrafo, o recorde nacional é do Internacional. Entre 28 de novembro de 1973, quando levou 2×0 do Santos no Beira-Rio pelo Brasileirão, até 23 de julho de 1975, quando perdeu por 3×1 justo para o Grêmio pelo Gauchão, o Inter ficou 46 jogos sem perder em casa. Neste jogo também caiu uma invencibilidade de 55 jogos pelo Gauchão, já comentada no post da semana passada

O Santa Cruz chegou a ficar 45 jogos invicto no Arruda, entre agosto de 2004 e março de 2006. Assim como o Colorado, o tricolor pernambucano perdeu a invencibilidade justamente contra o arquirrival Sport.

Se passar pelo Veranópolis hoje, dificilmente o Grêmio terá os jogos da semifinal e final de turno no estádio Olímpico. Então o recorde pode ser batido na 3º partida em casa no returno do Gauchão.

IMPORTANTE: ao contrário do dito anteriormente, o Palmeiras ficou 68 jogos invicto no Palestra Itália na década de 80, mais especificamente entre 1986 e 1990. Os jogos que perdeu neste período como mandante foram no Pacaembu e Morumbi. Por questão de isenção, era necessário igualar isto ao jogo ‘ignorado’ em Erechim. Apaguem tudo abaixo.

O Palmeiras jamais ficou 68 jogos sem perder em casa entre 1986 e 1990, pois existem várias derrotas pelo Estadual no período.

Site do Palmeiras errado:
http://www.palmeiras.com.br/noticias/2009/10/08as15h53-id1016-resposta+do+quiz+sobre+invencibilidade+no+palestra.shtml

Derrotas do Palmeiras no período:
http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1986/09/03/palmeiras-1-x-2-inter-de-limeira

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1987/04/02/palmeiras-1-x-2-guarani

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1987/05/31/palmeiras-1-x-4-portuguesa

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1987/06/21/palmeiras-0-x-3-corinthians

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1987/08/23/palmeiras-1-x-3-sao-paulo

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1988/02/28/palmeiras-0-x-1-mogi-mirim

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1988/04/10/palmeiras-1-x-3-sao-paulo

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1988/07/03/palmeiras-1-x-2-sao-paulo

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-brasileiro/1989/12/10/palmeiras-0-x-1-corinthians

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1990/04/29/palmeiras-1-x-2-santos

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-brasileiro/1990/09/16/palmeiras-1-x-2-bahia

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-brasileiro/1990/10/04/palmeiras-0-x-1-botafogo

Regulamento confuso do Gauchão beneficia times com mais pontos, independente do grupo!

10 de fevereiro de 2010 30

Uma informação pode ser decisiva na preparação dos clubes para a última rodada da primeira fase do primeiro turno do Gauchão 2009. O Grêmio, líder isolado do grupo 1 com 14 pontos (e com posição já garantida sobre o segundo colocado Novo Hamburgo), terá o mando de campo garantido na próxima fase (as quartas-de-final da Copa Fernando Carvalho) contra o 4º colocado do grupo 2.

Porém, segundo o artigo 9º, parágrafo único, um time só terá mando de campo nas semifinais e finais dos dois turnos se, na soma das fases anteriores a este jogo, tiver melhor campanha que o seu adversário. Isto é especialmente relevante devido à disparidade de pontos que o grupo 2 tem com relação ao grupo 1. Hoje, o Grêmio tem menos pontos que os cinco primeiros do grupo 2.

Um exemplo prático é o seguinte. Vamos supor na última rodada vitórias do Inter sobre o Esportivo, do Grêmio contra o São José e do São Luiz sobre o Juventude. O Grêmio terminaria o 1º turno com 17 pontos (1º do grupo 1), e o São Luiz com 20 (2º do grupo 2).

Pelo regulamento, na próxima fase o Tricolor pegaria o 4º do grupo 2 (por exemplo, o Pelotas, que fecharia a 1º fase com 16 pontos). O jogo seria no Olímpico. O Grêmio vence, subindo para 20 pontos. Até aí, nada de novo.

Porém o São Luiz, pegando nas quartas-de-final da Taça Fernando Carvalho por exemplo o Ypiranga (3º do grupo 1) e vencendo, ficaria com 23 pontos. Neste caso, o confronto entre Grêmio e São Luiz NÃO SERIA NO OLÍMPICO, e sim no estádio 19 de outubro, em Ijuí.

Este raciocínio se aplica também à decisão, tanto da Taça Fernando Carvalho quanto da Taça Fábio Koff.

Ou seja, podemos ter o confronto entre o 4º de um grupo e o 2º de outro grupo e o mando de campo ser do primeiro, ao invés de logicamente premiar o time de melhor campanha!

Confuso? Evidentemente.

Era mais simples premiar o time de melhor campanha em seu grupo e, em caso de posições iguais, aí sim comparar a campanha.

Mas querer isto do Departamento Técnico da FGF, o mesmo que colocou por dois anos seguidos o Inter jogando em casa contra os times de Santa Cruz do Sul e o Grêmio pegando fora de casa estes mesmos times, é querer demais…

VEJA TAMBÉM:

Regulamento do Gauchão 2010
http://www.fgf.com.br/pdf/CG_1a_DIVISAO_2010_REGULAMENTO.pdf#centro_site

ARTIGO 9º – O jogo único na 2ª (segunda) Etapa do 1º (primeiro) e 2º (segundo) Turno da 1ª (primeira) Fase, será das equipes que obterem o 1º (primeiro) e o 2º (segundo) lugares nas respectivas chaves da 1ª (primeira) Etapa. 

§ Único – O mando de campo do jogo único da 3ª (terceira) e 4ª (quarta) Etapa do 1º (primeiro) e 2º (segundo) Turno da 1ª (primeira) Fase, será da equipe que tiver o
melhor retrospecto técnico desde a 1ª (primeira) Etapa dos respectivos turnos, na ordem dos critérios estabelecidos no Artigo 10º, parágrafo 2º.

Tabela do Gauchão 2010:
http://www.clicrbs.com.br/esportes/rs/futebol/central-de-jogos/campeonato/94,Gauchao-2010

Inter está invicto há 28 jogos no Gauchão, maior sequência é de 55 partidas

05 de fevereiro de 2010 6

Com a vitória de 3×1 sobre o Novo Hamburgo na última quarta-feira, o Internacional completou sua 28º partida invicto em jogos pelo estadual. A sequência começou no segundo jogo da final do Gauchão 2008, quando humilhou o Juventude por 8×1 e conquistou o estadual, passou por todo o Gauchão 2009 (21 jogos, bicampeão invicto) e completou mais 6 partidas no atual certame.

A última derrota foi no primeiro jogo da decisão de 2008, no distante 27 de abril. Na ocasião, um erro infantil do capitão Fernandão resultou em um gol de Maykon aos 47 minutos do segundo tempo, garantindo a vitória de 1×0 do Juventude sobre o Colorado.

Era a terceira vitória do time caxiense sobre o Inter de Abel Braga naquele estadual. É também do Juventude ainda a última derrota colorada em pleno Beira-Rio por um Gauchão, um 1×0 na quarta rodada daquele mesmo campeonato.

A maior sequência invicta da história é do Internacional. Entre Abril de 1973 e julho de 1975, o Colorado ficou incríveis 55 jogos sem perder. Com direito a vencer todos os 18 jogos do Gauchão de 1974, feito jamais igualado.

Última derrota antes da série invicta:
17/04/1973 – Internacional 1×3 Esportivo

Começou:
25/04/1973 – Aimoré 0×4 Internacional

Terminou:
20/07/1975 – Santa Cruz 0×2 Internacional

Primeira derrota:
23/07/1975 – Grêmio 3×1 Internacional

Total: 55 jogos, divididos em. Foram 16 jogos em 1973, 18 jogos em 1974 e 21 jogos em 1975.

Inter-B no Gauchão 2010? Como não repetir 2007, final

03 de dezembro de 2009 7

Ontem resgatei o fracasso do Inter-B no Gauchão 2007. Campeão mundial, o Colorado sequer passou da primeira fase devido a um péssimo planejamento, erros de avaliação, projeto, pacote completo. Tudo que tinha direito. Hoje analisaremos os pontos errados e o que pode/deve ser feito para não repetir os equívocos. 

Curiosamente, um jogador de 2007 ainda está no Inter-B: o capitão Josimar, que depois de vários empréstimos, hoje parece maduro. Talvez ele e o meia-atacante Ytalo, grande destaque do time na temporada 2009, possam subir para o grupo principal ao longo da próxima temporada, assim como o atacante Léo, que sofreu com muitas lesões neste ano.

Para não repetir isto neste ano, o Inter terá que mudar várias questões e todas me parecem bem encaminhadas:

1°) Definição de estratégia. O projeto atual é bem claro, com jovens atletas com potencial, custo baixo e que podem ser aproveitados no elenco principal. No passado o Inter-B era formado por uma maioria absoluta de reservas afastados, jogadores sem ritmo ou juniores com idade estourada. Várias promessas como Ytalo, Wágner Silva, Léo, Leandro Damião, Lima, etc…

2°) Retorno antecipado das férias. O Inter B volta em 11 dias para fazer uma longa pré-temporada para iniciar o Gauchão . Pode parecer óbvio, mas inacreditavelmente em 2007 o Inter NÃO fez isto. A pré-temporada dos reservas foi tão curta quanto as dos titulares (e eles NÃO foram pro Japão disputar o Mundial) e o resultado foi o já citado

3°) O treinador. Osmar Loss tem longa experiência com gurizada e consegue transmitir serenidade, além de ótimo conhecimento tático. Lisca é muito instável e isto atrapalha em um projeto de médio prazo. 

4º) Esquema tático. Lisca ainda mexeu demais no time. Jogou com 3 zagueiros, 3 volantes e 1 meia fora de casa contra o Santa Cruz. Mudou esquema de jogo e escalação diversas vezes em poucos jogos, uma gororoba tática total. Nem um pseudo-entrosamento seria possível.   Em 2009, Osmar Loss jogou no 4-4-2 durante quase todo o ano e deve manter esta formação.

5°) Escalar titulares fora do planejado. O Inter, em hipótese alguma, pode mudar os planos em virtude de maus resultados do Inter-B. Os titulares tem que estrear na data prevista, jogar os jogos previstos para ganhar ritmo de jogo. Nada de cometer o erro de 2007, quando o time titular inteiro foi chamado às pressas para jogos complicados e desgaste desnecessário. Por exemplo, jogou contra o Novo Hamburgo fora de casa, virando nos acréscimos em um jogo com 40°C de temperatura. Três dias depois, levava 3×0 do Vélez Sarsfield em Buenos Aires.

6°) Não pecar pelo excesso. Contraditoriamente ao ponto anterior, o time titular do Inter não pode passar de uma semana sem jogar entre as partidas da Libertadores. Este foi um erro grosseiro do Grêmio em 2009, que jogou contra o São Luiz numa segunda em casa com os titulares e aí levou 4×0 do Caxias com os reservas na quinta, custando um Gre-Nal logo na 2° fase e posterior eliminação na Taça Fábio Koff. O jogo pela Libertadores era só na metade da semana seguinte. 

Se seguir esta linha, acredito que a utilização do Inter-B (que jogará inclusive o 1º Gre-Nal do ano) será um sucesso. Em caso contrário, o atual bicampeão estadual terá sérios problemas na competição que se inicia em janeiro e vai até maio.

Inter-B no Gauchão 2010? Como não repetir 2007, parte I

02 de dezembro de 2009 9

A volta do Inter-B: ontem o vice-de-futebol Fernando Carvalho confirmou que em 2010 o Colorado será representado no início do Gauchão pelo time de aspirantes, campeão domingo da Copa Artur Dallegrave. Até a quinta rodada, incluindo o Gre-Nal de 31 de janeiro em Erechim, o Colorado será defendido pelo time reserva. Isto já ocorreu e não foi legal. 

Em 2007, campeão mundial há menos de um mês, o Internacional começou o Gauchão com o Inter-B. Na prática, ex-juniores sem nenhuma possibilidade de serem aproveitados, jogadores de péssima qualidade ou apostas duvidosas.

Sem um objetivo e projeto  definido, o resultado foi catastrófico. Custou a entrada de titulares em jogos desnecessários, aumentando o desgaste e prejudicando o time na Libertadores. No final, os titulares também deram vexame e o 7° lugar no Gauchão, eliminado na 1° fase na pior campanha da história vermelha em um estadual.

Foto: Alexandre Lops/VipComm
Crédito: Alexandre Lops/VipComm

Em 2007, o Inter-B só venceu um jogo em cinco partidas, contra o Glória no Beira-Rio. Empatou com o Novo Hamburgo, foi derrotado de maneira ridícula pela Ulbra e Santa Cruz, e perdeu ainda para o Juventude em um jogo que até mereceu melhor sorte.

Venceu outro jogo, 1×0 no Gaúcho em Passo Fundo, mas na prática não era um Inter-B pois a maioria dos jogadores era reserva do time titular. Mesmo jogadores que depois tiveram boas passagens, como Renan, Wílson, Danny Morais, ou reservas razoáveis como Maycon, Titi, Ramón e Mossoró, foram péssimos. Danny Morais era jogador totalmente descartado, mas bons jogos contra Santos e Cruzeiro no Brasileiro reaqueceram sua carreira.

Como curiosidade os zagueiros Rafael Santos e Gum, de triste memória no Beira-Rio mas que foram bem no Atlético-PR e Fluminense na Série A
deste ano. Outra curiosidade foi o gol de Martin Carvalho, filho do presidente Fernando Carvalho, na vitória de 2×1 sobre o Glória. Ficha dos cinco jogos:

Inter 0×0 Novo Hamburgo – Renan; Fabinho (Abu, aos 20min2ºT), Gum, Rafael Santos e Chiquinho; Maycon, Pierre (Josimar, aos 34min2ºT), Pinga e Ramon; Mossoró (Gustavo, aos 15min40seg2ºT) e Ricardo Jesus. Técnico: Lisca.


Ulbra 3×1 Inter – Renan; Gum, Wilson (Pierre, 27min2ºt) e Rafael Santos; Josimar (Fernando, 14min2ºt), Maycon, Ramon (Abu, intervalo), Pinga e Chiquinho; Mossoró e Gustavo. Técnico: Lisca.


Santa Cruz 3×1 Inter – Renan; Gum, Wilson (Diego) e Danny Morais; Fabinho, Maycon, Pierre (Ricardo Jesus), Fernando e Ramon; Mossoró (Martin) e Gustavo. Técnico: Lisca.


Inter 2×1 Glória – Renan; Fabinho, Danny Morais, Titi e Ramon (Márcio Mossoró); Maycon, Fernando (Pierre) e Ji-Paraná; Abu, Gustavo (Cristian Borja) e Martin. Técnico: Lisca.


Juventude 2×1 Inter – Renan; Diego, Danny Morais, Titi e Ramon; Maycon, João Guilherme, Fabinho (Mossoró) e Fernando (Roger); Martin e Abu (Cristian Borja). Técnico: Lisca.

Bom, feita esta recordação, o que deve mudar para 2010. Isto veremos amanhã

Gauchão 2010: FGF repete 2009, e Inter mais uma vez não joga em Santa Cruz do Sul

01 de dezembro de 2009 19

Totalmente tosco o que foi feito na tabela do Campeonato Gaúcho de 2010! Repetindo a bizarrice de 2009, o Grêmio vai enfrentar Santa Cruz e Avenida, os dois clubes de Santa Cruz do Sul na cidade do interior.

E, igual ao ano passado, o Internacional vai enfrentar estes mesmos times em casa.

Isto já irritou bastante os torcedores colorados em Santa Cruz do Sul. O mais curioso é que nas outras duas cidades com dois times: Pelotas e Caxias do Sul, os mandos de campo serão invertidos.

O Grêmio pega o Caxias no Olímpico depois de jogar no Centenário. Já o Inter pega o Juventude no Beira-Rio, depois de atuar no Alfredo Jaconi. O inverso ocorre entre Grêmio x Juventude e Inter x Caxias.

O Brasil de Pelotas, que pegou o Grêmio fora e o Inter em casa, foi rebaixado mas o rival Pelotas (que subiu) vai enfrentar o Internacional em Porto Alegre e o Grêmio na Boca do Lobo.

Ou seja, os colorados e gremistas de Pelotas e Caxias do Sul tiveram a oportunidade de ver seu time e seu rival uma vez contra cada time da cidade. E porquê isto não ocorreu em Santa Cruz do Sul?

Tentei um contato com a ouvidoria da FGF para explicar a esdrúxula escolha (ou o erro na montagem da tabela), sem sucesso. 

E os prejudicados são os torcedores.