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Posts com a tag "Grêmio"

Presidentes da Dupla Gre-Nal: todos os títulos e vice-campeonatos nos últimos 20 anos

20 de maio de 2013 7

Quem foi o presidente mais vitorioso da Dupla Gre-Nal? E quais foram os que conquistaram os títulos mais relevantes? Para organizar o estudo, adotei a "linha de corte" em 20 anos. Ou seja, só contabilizei os títulos de 1991 para cá, citando de passagem os 4 presidentes que comandaram Grêmio e Internacional neste intervalo de tempo e que já tinham sido presidentes anteriormente (Fábio Koff e Paulo Odone no Grêmio, José Asmuz e Pedro Paulo Záchia no Internacional). Este período foi cuidadosamente escolhido para refletir as maiores décadas de títulos de Grêmio e Internacional.

Fábio Koff e Fernando Carvalho - Os presidentes mais vitoriosos da Dupla

No lado gremista, o esperado: Fábio Koff é o presidente com mais títulos. Em cinco anos comandando o Grêmio (considerando-se apenas desde 1991), Koff levantou nada menos que sete títulos, quatro deles muito especiais: Copa do Brasil de 1994, o Brasileirão de 1996, a Recopa Sul-Americana de 1996 e a Libertadores de 1995. Koff foi vice-campeão ainda de 2 Copas do Brasil e do Mundial. Com o título da Copa do Brasil de 2001 e da Copa Sul, José Alberto Guerreiro está na frente de Paulo Odone neste período (se contabilizarmos a história, Odone tem ainda outros quatro Campeonatos Gaúchos e 1 Copa do Brasil).

Pelos caminhos do Beira-Rio, o dirigente com os títulos mais importantes é Fernando Carvalho, com seis conquistas incluindo uma Libertadores em 2006 e o Mundial de Clubes FIFA no mesmo ano. Já Vittorio Piffero também tem seis conquistas, também uma Libertadores (2010), e mais uma Recopa (2007) e uma Copa Sul-Americana (2008). O único presidente colorado no estudo com um título nacional é José Asmuz.

Três presidentes do Internacional (Carvalho, Piffero e o atual, Giovanni Luigi), conquistaram títulos em todos os anos de seu mandato. Apenas Fábio Koff conseguiu a proeza. Outra estatística curiosa: 4 presidentes gremistas e 3 colorados ficaram sem títulos ao longo de todo seu mandato. Os três colorados foram consecutivos, entre 1998 e 2001. O presidente que ficou mais tempo comandando um clube neste período foi Paulo Odone, por seis temporadas, seguido por Fernando Carvalho com cinco anos.

PRESIDENTES DO GRÊMIO NOS ÚLTIMOS 20 ANOS

TÍTULOS

  • Rafael Bandeira dos Santos: sem títulos
  • Fábio Koff - 1993/96: Campeonato Gaúcho (1993, 1995 e 1996), Copa do Brasil (1994), Recopa Sul-Americana (1996), Campeonato Brasileiro (1996), Copa Libertadores (1995)
  • Luís Carlos Silveira Martins (Cacalo) - 1997/98: Copa do Brasil (1997)
  • José Alberto Guerreiro - 1999/02: Campeonato Gaúcho (1999 e 2001), Copa do Brasil (2001), Copa Sul (1999)
  • Flavio Obino - 2003/04 - sem títulos
  • Paulo Odone - 2005/08 - Campeonato Gaúcho (2006 e 2007), Segunda Divisão (2005)
  • Duda Kroeff - 2009/10 - Campeonato Gaúcho (2010)
  • Paulo Odone - 2011/12 - sem títulos
  • Fábio Koff - 2013 - sem títulos

VICE-CAMPEONATOS IMPORTANTES NOS ÚLTIMOS 20 ANOS

  • Fábio Koff - 1993/96 - Copa do Brasil (1993 e 1995), Mundial (1996)
  • Paulo Odone - 2005/08 - Copa Libertadores (2007), Brasileiro (2008)

OBS: O atual presidente Fábio Koff também conquistou títulos importantíssimos em sua primeira gestão, nos anos de 1982 e 1983: 1 Copa Libertadores e 1 Mundial, além de ter sido vice-campeão brasileiro em 1982 Já Paulo Odone, também nos anos 80 (entre 1987 e 1990) se sagrou tetracampeão gaúcho e campeão da Copa do Brasil em 1989, e era o presidente na dramática derrota para o Internacional no chamado "Gre-Nal do século" em 1989.

PRESIDENTES DO INTERNACIONAL NOS ÚLTIMOS 20 ANOS

TÍTULOS

  • José Asmuz - 1990/93 - Campeonato Gaúcho (1991 e 1992), Copa do Brasil (1992)
  • Pedro Paulo Záchia - 1994/97 - Campeonato Gaúcho (1994 e 1997)
  • Paulo Rogério Amoretty - 1998/99 - sem títulos
  • Jarbas Lima - 2000 - sem títulos
  • Fernando Miranda - 2001 - sem títulos
  • Fernando Carvalho - 2002/06 - Campeonato Gaúcho (2002, 2003, 2004 e 2005), Copa Libertadores (2006), Mundial de Clubes FIFA (2006)
  • Vittorio Piffero - 2007/10 - Campeonato Gaúcho (2008 e 2009), Recopa Sul-Americana (2007), Copa Libertadores (2010), Copa Sul-Americana (2008), Copa Suruga Bank (2009)
  • Giovanni Luigi - 2011/2013 - Campeonato Gaúcho (2011, 2012 e 2013), Recopa Sul-Americana (2011)

VICE-CAMPEONATOS

  • Fernando Carvalho - 2002/06 - Campeonato Brasileiro (2005 e 2006)
  • Vittorio Piffero - 2007/10 - Campeonato Brasileiro (2009), Copa do Brasil (2009), Recopa Sul-Americana (2009)

OBS: O ex-presidente José Asmuz, que comandou o Inter entre 1980 e 1981, foi bicampeão gaúcho e vice-campeão da Libertadores em 1980. Já Pedro Paulo Záchia não obteve títulos em sua primeira passagem no comando colorado, em 1988 e 1989. Sua gestão foi marcada pelos dois dramáticos jogos contra o Bahia (final do Brasileiro de 1988) e Olímpia (semifinal da Libertadores de 1989), além da dolorosa derrota no Gauchão de 1989 nos pênaltis para o Grêmio.

Disputas de pênaltis ao longo da história - Internacional (com vídeos!)

09 de maio de 2013 4

O Internacional se sagrou campeão gaúcho no último domingo ao bater, nos pênaltis, o Juventude por 4x3, levantando o tricampeonato estadual. Repetindo 2011, quando conquistou o Gauchão na disputa de pênaltis contra o Grêmio, o título veio nas mãos de um goleiro: Muriel, que repetiu Renan e defendeu a cobrança decisiva.

Muriel pega o pênalti decisivo do tricampeonato - Foto: Ricardo Duarte/Zero Hora

Ao longo da história, foram 28 disputas, contabilizando-se apenas jogos oficiais e divididos assim: Campeonato Gaúcho (13), Copa do Brasil (4), Brasileirão (9 ), Copa Sul-Americana (1) e Copa Libertadores (1).

O Internacional venceu em 19 oportunidades: Campeonato Gaúcho (10), Copa do Brasil (2), Brasileirão (5) e Copa Sul-Americana (1). As derrotas: Campeonato Gaúcho (3), Copa do Brasil (2), Brasileirão (4) e Copa Libertadores (1).

VITÓRIAS COLORADAS NOS PÊNALTIS (19)


DERROTAS COLORADAS NOS PÊNALTIS


ALGUMAS CURIOSIDADES

  • No Brasileiro de 1988 e no Gauchão de 1989, jogos terminados em empate eram decididos em disputas de pênaltis. Por isto tantas repetições nestas duas competições.
  • O Inter se sagrou campeão nos pênaltis em 2011 no Gauchão e 2013, também no Gauchão.
  • Em compensação, perdeu o título na derrota de 1989 no Campeonato Gaúcho.
  • Nesta competição, o Colorado venceu seis disputas. Só não podia perder a que perdeu, na última rodada do hexagonal final contra o Grêmio.
  • A derrota mais significativa foi de 1989, quando o Internacional perdeu nos pênaltis a semifinal da Libertadores contra o paraguaio Olímpia, depois de já perder no tempo normal por 3x2, com direito a pênalti desperdiçado pelo artilheiro colorado Nílson com o marcador em 2x2.

VEJA TAMBÉM

A 'touca' virou: Juventude virou carrasco do Grêmio e freguês do Inter nos últimos 5 anos

29 de abril de 2013 21

A decisão do próximo domingo entre Internacional e Juventude, que vale o título da Taça Farroupilha, também vale o título do Gauchão antecipadamente para o time de Porto Alegre. E talvez consagrar de vez a mudança que ocorreu nos últimos cinco anos, quando o Juventude não assusta mais o Inter e tem atormentado a vida do Grêmio. Mais um capítulo no último sábado, quando o Grêmio foi eliminado do Gauchão pelo time de Caxias do Sul nas penalidades. Uma mudança do que víamos até pouco tempo atrás...

Tudo começou nos anos 90. Qualquer jogo entre Internacional e Juventude era cercado de muita expectativa. O "Juve-Nal" era quase sempre um dos jogos mais importantes. A derrota na final do Gauchão de 1998 e, principalmente, a humilhação na semifinal da Copa do Brasil de 1999, além de outras derrotas nas competições geraram uma rivalidade acirrada. Com o Grêmio, parecia o oposto: além do Juventude ter perdido todas as finais para o Tricolor (Gauchões de 1996, 2001 e 2007), ainda foi eliminado diversas vezes, inclusive de mata-matas do Brasileirão no qual tinha vantagem do mando de campo (2002).

Porém os últimos 5 anos mostram uma mudança significativa nos resultados. Tudo começou com as quartas-de-final do Gauchão daquela temporada. O Grêmio foi eliminado pelo Juventude em pleno Olímpíco, depois de vencer fora de casa no Alfredo Jaconi. Naquele mesmo ano, o Inter enfiou assombrosos 8x1 no mesmo Juventude e foi campeão estadual. Deste momento em diante, o Grêmio tem mais derrotas que vitórias contra o Juventude, e o Inter não perdeu mais. Desde aquela calorenta tarde de domingo em maio, quando o centroavante Mendes arrasou o time treinado por Celso Roth em um Olímpico lotado, esta rivalidade mudou de lado.

Jogo da virada: Grêmio 2x3 Juventude, quartas-de-final Gauchão 2008 - Grêmio eliminado

2009
Grêmio 2x0 Juventude
Grêmio 2x0 Juventude - Juventude eliminado 1º turno
2010
Juventude 1x2 Grêmio
2011
Juventude 3x2 Grêmio
2012
Juventude 2x1 Grêmio
2013
Juventude 2x1 Grêmio
Juventude (5)1x1(4) Grêmio - Grêmio eliminado do 2º turno e do Gauchão.
TOTAL: 8J, 3V Grêmio, 4V Juventude, 1E, 13 gols Grêmio, 12 gols Juventude

No mesmo período, o Internacional brilhou contra o Juventude e acabou com a sina de "touca". O Colorado vinha de três derrotas seguidas para o Juventude no Gauchão daquele ano: 1x0 no Beira-Rio, 3x0 em Caxias e 1x0 no Alfredo Jaconi, partida de ida das finais do Gauchão daquele ano. Em uma atuação épica, o Colorado enfiou 8x1 no Juventude, 4 gols em cada tempo e com direito a gol do goleiro Clemer no finalzinho da partida. De lá para cá, nenhuma derrota e apenas um único empate. O Juventude foi eliminado em dois mata-matas.

Jogo da virada: Internacional 8x1 Juventude, finalíssima Gauchão 2008 - Inter campeão

2009
Juventude 3x3 Internacional

2010
Internacional 5x0 Juventude
Internacional 2x0 Juventude - Juventude eliminado 1º turno

2011
Internacional 3x1 Juventude
Juventude 1x2 Internacional - Juventude eliminado 2º turno e do Gauchão.

2012
Internacional 7x0 Juventude

2013
Internacional 4x1 Juventude
TOTAL: 9J, 8V Inter, 1E, 34 Gols Inter, 7 gols Juventude

Revolução Alemã, Parte V (final): O futuro do futebol alemão e lições a serem aprendidas pelo Brasil

19 de abril de 2013 8

Ao longo desta semana, o Almanaque Esportivo fez uma profunda análise de tudo que ocorreu na Alemanha nos últimos quinze anos. De como o futebol alemão chegou ao fundo do poço (para os rigorosos padrões germânicos). E a maneira pela qual conseguiu se reerguer do atoleiro: planejamento, organização, investimentos corretos e disciplina financeira.

Muitas dos problemas e das soluções apresentadas ao longo desta semana são perfeitamente factíveis de serem implementadas no Brasil, salvo as habituais diferenças culturais e econômicas entre os dois países. Podemos avaliar em três grandes grupos: formação de atletas, alterações estruturais no plano de jogo e modelo financeiro dos clubes.

  • CATEGORIAS DE BASE

Esta talvez seja a parte mais fácil de ser implementada no futebol brasileiro, mas a que requer mais seriedade e organização. A CBF, federação mais rica e rentável do planeta, tem totais condições financeiras de bancar centros de treinamentos espalhados em todo o Brasil. A questão é a falta de interesse da entidade em reduzir os lucros em prol do desenvolvimento do esporte. Sem contar a falta de transparência da gestão de Ricardo Teixeira e da atual, do contestado José Maria Marín.

Ao contrário da entidade máxima do futebol brasileiro, preocupada apenas em faturar com a Seleção, os clubes estão muito mais avançados na formação de atletas. Muitos times fazem investimentos pesados em categorias de base, com despesas e estruturas de gigantes europeus. É o caso da dupla Gre-Nal, Cruzeiro, Atlético-MG, São Paulo, Santos e o Fluminense.

O problema é no aspecto técnico dos treinamentos. O foco nas categorias de base é na obtenção de títulos e a parte física é privilegiada. Jogadores fisicamente privilegiados se destacam contra adversários ainda em formação física. Esquema táticos focados na vitória e não na construção correta do perfil técnico do atleta são priorizados.

O resultado é bastante insatisfatório porque, excetuando-se os jogadores diferenciados de praxe, os atletas chegam ao profissional com deficiências severas em fundamentos básicos, como passe, cruzamento, conclusões ou cabeceio. Uma reformulação no modelo técnico das categorias de base deve ser estudado, adaptado à realidade brasileira, e executado individualmente pelo menos entre os grandes clubes do país.

O curioso é que esta interessante fonte de renda para clubes com torcidas tradicionais em mercados consumidores mais restritos, como times de capitais nordestinas ou de estados como Pará e Goiás, investem muito pouco em algo que poderia ser a salvação financeira dos mesmos. O comparativo é válido com clubes portugueses como Porto, Benfica, e holandeses como Ajax e PSV, de mercados bem menores na Europa mas que conseguem equilibrar confrontos muitas vezes com um trabalho de excelência na formação de jogadores e prospecção de talentos.

  • REVISÃO DE CONCEITOS TÁTICOS DO FUTEBOL NACIONAL

A discussão neste ponto é mais ampla. Há muito tempo não vemos um time brasileiro com uma solução tática original, jogando de um jeito diferente. Existe uma uniformidade de esquemas táticos, e os resultados se baseiam apenas na diferenças individuais dos elencos e no moral (estado anímico) de cada equipe.

Os clubes brasileiros não possuem uma "filosofia de futebol" alinhada com o histórico de cada equipe, implementado desde as categorias de base. Falta um trabalho de longo prazo, que transcenderia o mandato dos presidentes eleitos das equipes brasileiras e estaria no DNA de cada time.

A média geral dos treinadores nos grandes times brasileiros ganha muito e está totalmente parada no tempo, repetindo trabalhos insatisfatórios e pulando de um clube para outros. Novos nomes no cenário nacional demoram demais para se afirmar. Com salários dos maiores do mundo, a Série A do Brasileirão hoje expõe treinadores limitados, com soluções táticas ultrapassadas e que habitualmente sofrem em confrontos contra adversários de outros países da América do Sul, com poder econômico bastante inferior ao do Brasil.

A sistemática de treinos nos grandes clubes brasileiros é uma repetição de movimentações sem maior profundidade, focados em individualidades contra um trabalho em conjunto. A eterna insistência em "definição dos onze titulares" resulta em um desgaste físico do grupo principal, além da ausência de alternativas táticas.

Mario Gotze, da nova geração alemã, passa pelo brasileiro Júlio César em amistoso de 2012 - Foto: Michael Probst AP

Quando pressionados, os principais treinadores "escapam pela direita", como o multicampeão Muricy Ramalho. Depois de escalar, pela primeira vez no ano, um esquema com três zagueiros justamente contra o Barcelona na final do Mundial, e ser impiedosamente surrado, Muricy ainda teve a audácia de dizer em 2013: "No Barcelona eles não levam muito a sério a parte tática"... Oi?

  • REFORMULAÇÃO DA MATRIZ DE RECEITAS DOS CLUBES BRASILEIROS

Hoje os times brasileiros sobrevivem das cotas de televisionamento. Mesmo que alguns, como Internacional e Grêmio, consigam receitas expressivas em seus quadros sociais, os estádios são fontes de despesas, não de receitas. O futebol brasileiro ainda não está pronto para uma presença de torcedores independentemente da fase do time, como vemos sistematicamente no Newcastle, Sunderland, Southampton e outros times médios. Afinal, o brasileiro só vai ao campo quando seu time está ganhando ou quase sendo rebaixado.

Sem esta fidelidade ainda impregnada no futebol brasileiro, o preço do espetáculo deve ser proporcional ao interesse do torcedor. Ao nível da competição. Ao poder aquisitivo do mercado envolvido. Para definições como estas, existem dois modelos financeiros: o inglês, com ingressos elitizados e que possuem demanda nos grandes clubes. E o alemão, intensamente discutido na última quarta-feira, focado na ocupação plena dos estádios.

Em decisões incompreensíveis de dirigentes de clubes e federações, ou atendendo à interesses das redes de TV, os preços mínimos dos jogos dos campeonatos inclusive competições menores como os Estaduais, estão muito acima de qualquer bom senso. É mais barato você assistir Borussia Dortmund x Bayern de Munique pelo Campeonato Alemão que ver Internacional x Esportivo pelo Gauchão. Isto simplesmente é inaceitável!

Com dezenas de milhões de pessoas entrando na emergente classe média brasileira, os times de futebol do país deveriam estar focando seus esforços neste público-alvo. Fidelizando um número maior de pessoas nos estádios, com uma taxa de ocupação bem superior à atual, aumenta a exibição dos patrocinadores aumenta neste mercado,pois a exposição de mídia da marca em um jogo com casa cheia é infinitamente maior que a de um estádio vazio.

O consumo no estádio aumenta, o número de famílias presentes aumenta. Um ciclo virtuoso de receitas.

A torcida é a razão de existir de todo e qualquer clube. Mais do que títulos, ídolos, estádios, dinheiro. Sem ela, o clube perde sua alma.

O futebol brasileiro precisa recuperar-se. Existem caminhos. E

O difícil é reconhecer os problemas e passar a trilhar, com paciência, planejamento e determinação.

Boa sorte, Brasil. E parabéns, Alemanha.

TÚNEL DO TEMPO: Em um 1º de Abril há 12 anos, Grêmio patrolava Inter no Olímpico

01 de abril de 2013 2

Primeiro de Abril de 2001. Não, não era mentira, mas eram tempos conflituosos para o Grêmio, que daria a volta por cima e arrasaria o Internacional por 4x2, abrindo caminho para dois títulos no primeiro semestre daquele ano. Data especial para os gremistas, já que em 1950 no campo da Timbaúva segurou o Rolo Compressor em um 1x1 amistoso, e em 2006, cinco anos depois do jogo citado abaixo, empataria em 0x0 o primeiro jogo da final do Gauchão daquela temporada, quando o Tricolor se sagraria campeão de maneira surpreendente em um Beira-Rio abarrotado.

Em um domingo calorento e chuvoso, o Grêmio passava um momento de instabilidade fora dos gramados. O pedido de falência da ISL naquela semana havia abalado e causado muitos problemas ao presidente gremista, José Alberto Guerreiro. Além disto, a traumática saída de Ronaldinho para o Paris Saint-Germain e os três meses de salários atrasados causavam insatisfação no milionário elenco gremista.

Dentro dos gramados, o técnico Tite, então um iniciante em grandes clubes após um formidável trabalho no Caxias campeão gaúcho 2000, ainda se afirmava e tentava tirar o máximo de um elenco espetacular e que havia fracassado miseravelmente no ano anterior, ficando fora até da Copa Libertadores. Mas em campo o Grêmio tinha um time formidável, com opções no time titular e no banco. Além disto, o fato de não perder clássicos para o rival há 2 anos, a vantagem na tabela do primeiro turno do Gauchão deixavam o Grêmio como favorito.

Já o Internacional vivia um momento típico dos anos 90 em pleno século XXI. Depois de uma temporada bem acima das expectativas, com um sexto lugar honroso para um time modesto e sem investimentos, a diretoria colorada sob comando do presidente Fernando Miranda fez tudo errado: deu plenos poderes ao técnico Zé Mário, não investiu no time e promoveu mudanças que baixaram o nível técnico da equipe.

O resultado foi desastroso: o Inter já chegou no Gre-Nal três pontos atrás do rival, com um time contestado e jogando muito mal. Passou com as calças na mão pelo Vila Nova-GO e não tinha tido nenhuma atuação de qualidade, sendo contestado por público e crítica. Mesmo assim, 30 mil pessoas foram ao Olímpico Monumental, deixando de assistir uma pancada de Rubens Barrichello pela Ferrari na traseira de em Interlagos, no GP do Brasil de Fórmula-1 daquele ano. Corrida, aliás, decidida por uma ultrapassagem espetacular de David Coulthard sobre Michael Schumacher no "S do Senna" quase no final da corrida, usando um retardatário como "escudeiro" no movimento.

Dentro de campo, com um bom público no estádio Olímpico, o Grêmio dominou as ações do início ao fim: depois de perder chances de gol com Rodrigo Mendes e Zinho, o Grêmio abriu o marcador aos 23 minutos com Tinga em rebote de cobrança de escanteio. Aos 42, o mesmo Tinga recebeu passe de Renato Martins (com o peito!) e ampliou, 2x0.

No início do segundo tempo, Rodrigo Mendes aproveitou erro de Fábio Rochemback no início da jogada e ampliou para 3x0. Era a maior diferença em prol do Grêmio em um clássico desde 1990. Então, uma reação imediata do Inter: Luís Cláudio (de bicicleta!), Fábio Pinto descontaram, 3x2! Do nada, Marcelo Rosa quase empatou o jogo mas a zaga tirou em cima da linha. Depois dos 40, Zinho sofreu e cobrou pênalti cometido por  Fernando Cardozo, 4x2. O pesadelo colorado do "troco" pelo 5x2 de 1997 poderia ter ocorrido a seguir, em um pênalti que o árbitro Fabiano Gonçalves poderia ter marcado logo a seguir, mas o placar terminou inalterado até o final.

Ou seja: o favorito venceu, e convenceu. Se classificou para a final do Estadual com uma rodada de antecedência. O Juventude venceria o segundo turno, mas seria atropelado na final. O Grêmio, no dia 17 de junho, seria tetracampeão da Copa do Brasil ao atropelar o Corinthians. Data na qual Tite começava a entrar no rol dos grandes treinadores da história do futebol gaúcho...

GRÊMIO
Danrlei; Ânderson Lima, Marinho, Mauro Galvão e Rubens Cardoso; Anderson Polga, Eduardo Costa, Tinga e Zinho; Rodrigo Mendes (Warley) e Renato Martins (Itaqui). Técnico: Tite.

INTERNACIONAL
João Gabriel; Denílson, Fernando Cardozo, Espínola e Marcelo Santos (Marco Aurélio); Leandro Guerreiro (Gil Baiano), Carlinhos, Fábio Rochemback e Lê (Marcelo); Fábio Pinto e Luiz Cláudio. Técnico: Zé Mário.

Árbitro: Fabiano Gonçalves
Local: estádio Olímpico Monumental
Público: 29.062 (com 26.417 pagantes)
Renda: R$ 240.795,00

Cruzeiro faz história! Primeiro time gaúcho a ganhar no Beira-Rio e também na Arena!

29 de março de 2013 8

"Matador de Gigantes". Assim podemos chamar o Cruzeiro, tradicionalíssimo time de Porto Alegre que completou 100 anos na última temporada. Ele entrou para a história da Arena do Grêmio ao se tornar o primeiro time brasileiro e gaúcho a vencer o Grêmio em seu novo estádio. O 2x1 desta quinta-feira pelo Campeonato Gaúcho foi a segunda derrota gremista na nova casa, a primeira em uma competição nacional (a outra foi para o Huachipato pela Copa Libertadores em fevereiro).

Só que isto não é uma façanha isolada do time da Zona Norte de Porto Alegre, que está se transferindo para Cachoeirinha. O Esporte Clube Cruzeiro também foi o primeiro time gaúcho a vencer o Internacional no estádio Beira-Rio! Isto ocorreu no dia 1º de maio de 1970, no 16º jogo colorado em seu novo estádio pelo Campeonato Gaúcho e o placar foi de 1x0 para o Cruzeiro.

Cruzeiro foi o 1º gaúcho a ganhar no Beira-Rio e também na Arena! - Foto: Ricardo Duarte, Agência RBS

O mando de campo era do Cruzeiro, mas por questões óbvias de público o jogo foi disputado no Beira-Rio. O Inter jogou inclusive com seu treinador reserva, Marco Eugênio, ao invés do titular Daltro Menezes, e um time bem descaracterizado. Isto porque o time titular estava fazendo uma série de amistoso no Peru, e havia vencido dois dias antes a então fortíssima Seleção Peruana por 2x0 em pleno estádio Nacional de Lima.

A derrota ocorreu na 42º partida do Inter no Beira-Rio. Antes deste jogo, o Inter já havia perdido outras quatro partidas no Beira-Rio, então com 13 meses de existência: para as Seleções da Hungria e Uruguai (em amistosos, obviamente) e para o Flamengo e Portuguesa (ambos no Robertão 1969).

Para garantir a confiabilidade da informação, fiz uma pesquisa bem apurada para isto e utilizei duas fontes diferentes: banco de dados próprio e o site RSSSF Brasil. Correções são bem-vindas!

Gauchão 2013: a agonia dos estádios vazios em um modelo errado de busca do público

20 de março de 2013 3

Ingressos caros versus nível técnico baixo? O resultado é: estádios vazios, torcidas desinteressadas, pouca repercussão e nenhuma qualidade. Temos aí a fórmula para um dos Campeonatos Estaduais mais medíocres dos últimos anos: o Gauchão 2013.

Levantamento da média de público feito por Wendell Ferreira e publicado esta semana ZH Esportes escancarou a situação vergonhosa nos estádios do Gauchão. A média de público é simplesmente desastrosa, como pode ser vista na planilha a seguir:

Tabela com média de público dos principais estaduais: Gauchão é um fiasco - Arquivo Pessoal

As explicações de Francisco Novelletto dizendo que a falta de cerveja nos estádios, o excesso de jogos transmitidos, e de que as bilheterias não são mais uma grande fonte de renda dos clubes simplesmente não convencem. Primeiro porque os times do interior tem poucos jogos transmitidos. O preço mínimo do Gauchão de 30 reais é totalmente incompatível com estádios velhos, mal-cuidados e jogos de nível técnico baixo.
Existe uma distorção no modelo apresentado por Novelletto: com os preços abusivos, sem promoções, os clubes estão se isolando de suas comunidades. E, para o futebol do interior, isto é o mesmo que morrer e continuar andando por aí. Sem contar os habituais absurdos na montagem da tabela da competição, algo salientado aqui no Almanaque Esportivo anualmente desde 2008, que privam comunidades inteiras de assistir jogos alternados de Grêmio e Internacional.
O importante nesta análise é fazer a qualificação dos dados. Na tabela apresentada, fica escarrado o problema quando analisamos a média sem considerar os jogos dos times grandes. A média em MG e SP é quatro vezes maior que a do Gauchão. MG tem mais que o dobro, enquanto apenas o Rio está em situação pior. Por exemplo, o modestíssimo Camboriú, pior média do Catarinense, teria média de público melhor que sete times do Gauchão.
E as soluções estão dentro do próprio futebol gaúcho. Sem preços mínimos, a Segunda Divisão tem um envolvimento bem maior das comunidades. Promoções, acertos com as empresas locais, horários adequados às realidades das comunidades em jogos não televisionados. É tão fácil, mas é necessário coragem e assumir a responsabilidade dos fatos.
Sobre o calendário inchado: o site Toda Cancha já apresentou uma tentativa de evolução no atual Calendário, publicada aqui no Almanaque: Gauchão pode evoluir: uma proposta de mudança no calendário do estadual.
Em 2000, com oito times na época, o Campeonato Gaúcho foi um impressionante sucesso de público e renda. Com alguns ajustes (talvez 12 times e semifinais e finais em jogo único por turno), o Gauchão poderia se tornar uma competição importante para as comunidades do Interior.

Como disse o amigo tuiteiro Luiz Mosca no Twitter: "-Se o Presidente da FGF entende q o dinheiro do público nao é mais relevante para os clubes do que o da TV, ele esquece o porquê destes clubes existirem".


Bem longe dos "Congressos Técnicos em Cruzeiros marítimos" da FGF
Dos  OMISSOS dirigentes do futebol do interior.
O futebol gaúcho dos times do interior agoniza cada vez mais...

Geral do Grêmio: Assentos retráteis utilizados na Alemanha podem resolver impasse na Arena

20 de março de 2013 15

Os assentos retráteis, uma solução utilizada em Dusseldorf, na Alemanha, pode resolver o complicado problema envolvendo o Grêmio, a OAS, o Ministério Público RS e o Corpo de Bombeiros. A exigência de cadeiras por parte dos Bombeiros vai de contra o interesse dos administradores da Arena do Grêmio, que querem manter espaços populares e, principalmente, contra a identidade da Geral do Grêmio, um clamor popular pela permanência de locais em pé naquele setor.

Irritado com a falta de diálogo entre as partes envolvidas, pesquisei na internet e achei esta solução, que não foi implementada há muito tempo na Europa, é bem recente. A Espirit Arena em Dusseldorf, casa do Fortuna, tem 51 mil lugares e foi construída para a Copa do Mundo de 2006 e já está utilizando a solução tanto na área "popular" quanto na torcida visitante. Isto porque o assento retraído seria útil para evitar a depredação da torcida visitante, não ficando exposto.

Produzidos em metal, o assento retrátil, chamado de VARIO SEAT, 'se esconde' no degrau da arquibancada. Mais importante: atende os padrões da FIFA e UEFA, que exige locais sentados. Ou seja: ele atende o princípio básico do 'safe-standing' (torcer em segurança),introduzido no futebol europeu através do Relatório Taylor, na Inglaterra no início dos anos 90 pelo Lorde Taylor of Gosforth. Por exemplo, se isto já estivesse sendo utilizado em um jogo da Libertadores do Grêmio em uma quinta-feira, em poucas horas se tornaria padrão da FIFA para o amistoso da Seleção Brasileira contra a França, que irá ocorrer em junho.

Assento retrátil: ninguém consegue ver que ele existe - http://www.varioseat.com.br/

Aberta a cadeira, atende os padrões da FIFA

O assento retrátil também poderia ser utilizado em outro clamor do RS: na área da Popular do Inter. Prevista em sua totalidade por cadeiras para a Copa do Mundo de 2014, ontem mesmo o presidente Giovanni Luigi falou em buscar alternativas, com preços mais populares, para a torcida Colorada depois do Mundial.

Brasileiros na Libertadores - Confiram os principais recordes

14 de março de 2013 1

Não tem sido lá grandiosa a participação brasileira até o momento na Copa Libertadores 2013. O único invicto é o Atlético-MG, e times como São Paulo e Palmeiras fazem campanhas tenebrosas. Porém historicamente os números são bem melhores.

Selecionei os nove brasileiros campeões da Libertadores (pela ordem de títulos: Santos, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, São Paulo, Vasco, Palmeiras, Internacional e Corinthians) e tirei alguns números interessantes. Vamos à eles (dados atualizados até o início da Libertadores 2013, exclusive)?

O São Paulo, tricampeão e tri-vice campeão, é o recordista em jogos e vitórias, mas cabe ao Palmeiras o maior número de gols pelos brasileiros. O melhor aproveitamento é do Cruzeiro, e o pior é do Vasco da Gama. Campeão invicto, o Corinthians tem a maior sequência sem derrotas: 16 partidas, na última edição. Já o Vasco tem o recorde negativo: 10 jogos sem vencer nas edições de 1985 e 1990, consecutivamente.

Os dados completos estão nesta planilha do Excel, compartilhada no Google Drive

  • Maior número de títulos: São Paulo e Santos, 3 títulos cada
  • Maior número de participações entre os campeões: São Paulo, 15 disputas
  • Menor número de participações entre os campeões: Vasco da Gama, 8 disputas
  • Maior número de jogos: São Paulo, 149 jogos
  • Maior número de vitórias: São Paulo, 77 vitórias
  • Maior número de gols: Palmeiras, 255 gols
  • Melhor aproveitamento entre os brasileiros campeões: Cruzeiro, 65%
  • Pior aproveitamento entre os brasileiros campeões: Vasco da Gama, 51%
  • Maior goleada: Santos 9x1 Cerro Porteño, 1962
  • Pior derrota: Santos 0x5 Flamengo, 1984 e Grêmio 5x0 Palmeiras, 1995

Fiz um levantamento também envolvendo os confrontos nacionais: ou seja contra que países cada time brasileiro campeão da Libertadores já atuou na história. Entraram as 10 Federações da CONMEBOL mais o México, que participa desde 1998.

O Inter jamais enfrentou times chilenos, enquanto o Corinthians nunca jogou contra peruanos. Já o Vasco da Gama não enfrentou times bolivianos. O Grêmio é o único a perder para todos os países. O Inter só se escapa pois nunca perdeu para bolivianos.

Confrontos dos brasileiros campeões versus adversários por países - Arquivo Pessoal

Em Ijuí, Inter conquista Taça Piratini e mantém escrita de não perder finais de turno

10 de março de 2013 2

A goleada de 5x0 sobre o São Luiz em Ijuí manteve uma estatística favorável ao Internacional: o time jamais perdeu uma final de turno desde 2009, quando foi implantado o atual regulamento do Gauchão. Com o triunfo na Taça Piratini, são seis conquistas de turno em seis finais disputadas. Além disto, outra estatística favorável: o Inter conquistou todos os segundo turnos do Gauchão disputados desde então, sendo campeão estadual em 3 dos 4 anos.

Em 2009, o Inter ganhou os dois turnos, sendo campeão invicto por antecipação. No primeiro turno, um 2x1 sobre o Grêmio no Beira-Rio e o título da então chamada taça Fernando Carvalho. Já no segundo turno, o histórico (porém não inédito) 8x1 sobre o Caxias, levando a conquista da Taça Fábio Koff e o título gaúcho.

Colorados comemoram Taça Piratini - Foto: Diego Vara/Agência RBS

Em 2010, o Inter venceu o segundo turno batendo o Pelotas por 3x2, levantando a taça Fábio Koff. Já em 2011, com a nova nomenclatura, o Colorado superou o Grêmio nos pênaltis por 4x2, depois de um 1x1 no tempo normal. Finalizando, em 2012 nova vitória, desta vez no segundo turno também sobre o Grêmio pelo placar de 2x1.

O Grêmio conquistou dois turnos desde então: o primeiro turno de 2010 (a Taça Fernando Carvalho), vitória de 1x0 sobre o Novo Hamburgo. Em 2011, em um jogo dramático, um 2x2 no tempo normal e 4x1 nos pênaltis sobre o Caxias.

O outro time a conquistar um turno foi o Caxias, que bateu o Novo Hamburgo por 3x2 nos pênaltis, depois de 1x1 no tempo normal em pleno estádio do Vale. Novo Hamburgo e Pelotas já chegaram na final de turno e nunca venceram (o Nóia 2x).

Confira abaixo todas as conquistas e confrontos:

  1. Internacional - 6 vitórias (1º e 2º turnos em 2009, 2º turno em 2010, 2011, 2012 e 1º turno em 2013)
  2. Grêmio - 2 vitórias (1º turno em 2010 e 2011), 3 derrotas (1º turno em 2009, 2º turno em 2011 e 2012)
  3. Caxias - 1 vitória (1º turno em 2012), 2 derrotas (1º turno em 2011, 2º turno em 2009)
  4. Pelotas - 1 derrota (2º turno em 2010)
  5. São Luiz - 1 derrota (1º turno em 2013)
  6. Novo Hamburgo - 2 derrotas (1º turno em 2010, 2º turno em 2013)

Todas as nove finais:

2009

  • Internacional 2x1 Grêmio - Taça Fernando Carvalho
  • Internacional 8x1 Caxias - Taça Fábio Koff

2010

  • Grêmio 1x0 Novo Hamburgo - Taça Fernando Carvalho
  • Internacional 3x2 Pelotas - Taça Fábio Koff

2011

  • Grêmio (4) 2x2 (1) Caxias - Taça Piratini
  • Internacional (4) 1x1 (2) Grêmio - Taça Farroupilha

2012

  • Novo Hamburgo (2) 1x1 (3) Caxias - Taça Piratini
  • Internacional 2x1 Grêmio - Taça Farroupilha.

2013

  • São Luiz 0x5 Internacional - Taça Piratini

OBS: matéria sugerida após comentário do tuiteiro @juniorcolorado5