Como aquecimento para a grande final entre os alemães Bayern de Munique e Borussia Dortmund, que chegaram na final da Liga dos Campeões 2012/13 em Wembley. Com campanhas empolgantes e semifinais devastadora, o futebol alemão comprovou sua força na atualidade e tem agradado até os mais fervorosos críticos.
Borussia Dortmund é o azarão - Foto: JOHN MACDOUGALL - AFP
Nada melhor que recuperar as melhores histórias do Almanaque Esportivo ao longo destes anos envolvendo a final da Liga dos Campeões da Europa. Vamos então repetir as histórias de 1999 a 2009? Recontamos a história de dois títulos do Real Madrid, dois do Barcelona, dois do Manchester United, um do Bayern de Munique, outro do Milan, um do Liverpool e finalizando um do Porto. Fico na dívida com 2010 (Internazionale campeã), 2011 (Barcelona campeão) e 2012 (Chelsea campeão), mas prometo que farei um especial sobre elas no início da próxima temporada.
Bayern de Munique é o favorito na final da Liga dos Campeões - Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP
Especial Finais de 1999 a 2007
As finais de 1999, 2000 e 2001 - A virada nos acréscimos do Manchester United, o passeio do Real Madrid e o sofrido título do Bayern de Munique
As finais de 2002, 2003 e 2004 - O gol antológico de Zidane, a modorrenta vitória nos pênaltis do Milan e o inesperado título do Porto de Mourinho
As finais de 2005, 2006 e 2007 - A histórica "remontada" do Liverpool em Istambul, o herói Belletti dá o título ao Barcelona e a "vendetta" do Milan
Normalmente entrevistas de estágio são chatas, cansativas e, principalmente, previsíveis. A cervejaria holandesa transformou isto em uma situação totalmente inusitada: nove candidatos passaram por três situações diferentes, cada um por uma delas. Eles não sabiam que seria um comercial...
Um dos estagiários, em situação 'inesperada' - Captura de tela
A primeira era um recrutador que gostava de andar de mãos dadas. A segunda, o mesmo recrutador passava mal e precisava de ajuda. A terceira, o candidato e o recrutador tinham que sair correndo por uma evacuação de emergência do prédio, e os "bombeiros" precisavam de mais uma pessoa para ajudar a posicionar uma barreira de queda para um suicida.
Se eu contar mais estraga, especialmente o final. Divirtam-se:
Hoje teremos Real Madrid vs. Manchester United, pelas oitavas-de-final da Liga dos Campeões no majestoso Santiago Bernabéu. Será o primeiro confronto do gênio Cristiano Ronaldo contra seu ex-clube, 3 temporadas após sua ida para Madrid e contra um técnico que considera como um pai, o multicampeão Sir Alex Ferguson.
Virtual campeão inglês, o time visitante busca seu quarto título europeu, enquanto os espanhóis tentam salvar a temporada desastrosa na Liga nacional, na caça de seu décimo título continental. Este jogo tem muita história ao longo de quase 50 anos, que serão contadas agora pelo Almanaque Esportivo. 3 dos 4 confrontos tiveram o vencedor campeão europeu ao final da competição. Então, divirtam-se!
O primeiro confronto ocorreu na temporada 56/57, 3x1 para o Real na ida, 2x2 na volta nas semifinais da então Copa dos Campeões, e o Real Madrid seria o campeão pelo segundo ano consecutivo. Já em 1967/68, o Manchester ganhou de 1x0 e segurou um mítico 3x3 no Santiago Bernabéu, também válido pelas semifinais da Copa dos Campeões. O Manchester se sagraria campeão europeu pela primeira vez, pouco mais de 10 anos após a Tragédia de Munique.
Temporada 99/2000. Depois da histórica "Tríplice Coroa", com direito ao título da Liga dos Campeões sobre o Bayern de Munique com requintes de crueldade (dois gols nos acréscimos), o Manchester United era o melhor time do planeta naquela temporada. Nas quartas-de-final da Liga dos Campeões pegaria o Real Madrid, 0x0 na partida de ida.
No jogo de volta, as coisas começaram erradas quando Roy Keane fez um gol contra. Raúl, em lançamento de Steve McManaman, ampliaria para 2x0. Então, o lance mágico: após um drible absurdamente humilhante de calcanhar sobre Henning Berg, o cracasso argentino Fernando Redondo cruzou para Raúl fazer 3x0. David Beckham (um golaço), e Paul Scholes (de pênalti), reduziriam o marcador, mas a vitória e a classificação já eram de Madrid. Dali em diante, del Bosque se firmaria e se consagraria como técnico campeão mundial em 2010 e europeu em 2012, ambos pela Seleção Espanhola. Vejam o compacto :
Em 2003, foi a vez de um brasileiro brilhar, o mítico Ronaldo, em confronto também pelas quartas-de-final da Liga dos Campeões. E olha que nos dois lados tínhamos: Zidane, Raúl, Roberto Carlos, David Beckham, Ryan Giggs, Ruud van Nistelrooy! No jogo de ida, 3x1 para o Real Madrid com gols de Luís Figo e Raúl (2x). Na partida de volta, Ronaldo abriu o marcador, cancelado por van Nistelrooy. Em oito minutos frenéticos, Ronaldo faria 2x1, Iván Helguera (contra) deixaria tudo igual, antes de Ronaldo fazer seu hat-trick aos 14 do segundo tempo, e deixando a classificação praticamente garantida. Com uma reação de muita raça, o Manchester empatou e virou com dois gols de Beckham, insuficientes para a classificação mas valorizando os brios do time inglês. Confiram os gols:
Simplesmente lamentável o que o atacante brasileiro Luiz Adriano, do ucraniano Shakhtar Donetsk, fez ontem na vitória de 5x2 contra o dinamarquês Nördsjaelland, pela quinta rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa. Quando o jogo estava 1x0, ainda no primeiro tempo, Luiz Adriano aproveitou uma devolução de bola escancarada para marcar um gol, sob os olhares atônitos dos dinamarqueses.
Pior, o time depois tentou deixar o adversário fazer um gol e um zagueiro impediu. Vejam o lance.
Há alguns anos, meu amigo Alexandre Limeira me demonstrou que o excesso de fair-play acaba jogando contra o andamento da partida, pois aumenta o número de interrupções e de 'cêra técnica'. Isto fica exemplificado ao ver vídeos de jogos dos anos 80 e 90. Passei a defender a idéia e quanto mais observo os jogos atuais, mais fica claro o problema.
Parkhurst revoltado com Luiz Adriano - Lars Poulsen / AP
Hoje li um texto do amigo Vicente Fonseca, que também tem um posicionamento semelhante, falando que exatamente os defensores da "redução do fair-play" é que ficarão prejudicados por uma atitude como a do ex-atacante colorado. Vejam seus argumentos em "Gol Contra".
Outras histórias eu já contei aqui no Almanaque, vou resumir nos links abaixo:
Lances de Fair-Play bacanas - Robbie Fowler e Miroslav Klose negando penalidades marcadas, e o Arsenal pedindo o replay de um jogo com gol contra o fair-play
Fair-Play é isto aí! - O time do Leicester City deixa o Nottingham Forest marcar um gol após remarcação de jogo, assim como o Ajax-B, enquanto Paolo Di Canio, do Aston Villa, deixa de chutar sem goleiro por causa da lesão do arqueiro Paul Gerrard, do Everton.
O jovem atacante Romain Alessandrini marcou um golaço de calcanhar na vitória de 3x2 do Rennes sobre o Nancy, em jogo válido ontem pela Copa da Liga Francesa. O Nancy vencia por 1x0, quando o meia francês fez isto (no vídeo, 36 segundos):
Imediatamente minha memória lembrou de um histórico gol do argelino Madjer, marcado na final da então Copa dos Campeões da Europa entre Porto e Bayern de Munique, ano de 1987 no Praterstadion em uma Viena lotada de alemães. O Porto perdia por 1x0, gol de Ludwig Kögl aos 24 minutos do primeiro tempo, e jogava muito mal nos minutos iniciais.
No intervalo, uma famosa intervenção do técnico Artur Jorge mudou os ânimos portistas, que entraram no segundo tempo jogando para cima, buscando uma reação. Então o talento do argelino Rabah Madjer, um dos maiores de sua época, decidiu o jogo: primeiro marcou um golaço de calcanhar (bem parecido com o gol acima de Alessandrini) aos 32 minutos do 2º tempo. Dois minutos depois, fez uma jogadaça pela esquerda e cruzou para o brasileiro Juari virar! Porto campeão europeu pela primeira vez!
O leitor Adriano Fuchs enviou o vídeo do gol de Márcio Hahn no empate de 2x2 entre o seu Caxias e o Joinville, pela Série C 2012. Eu achei meio sem querer, maaaaas realmente foi bonito:
Pessoal, como faço há muitos anos, entrei noFantasy Football da Liga dos Campeões da Europa. O site, que pode ser acessado em português, permite que você monte seu time e receba pontuações conforme o desempenho dos atletas e de seus respectivos times.
Você está imaginando: isto parece o Cartola FC. Sim, ele é muito parecido. Com uma diferença:a competição da UEFA é bem mais antiga que a brasileira. E ela também não é original, por sua vez repetiu os antigos Fantasy Football que existem há mais de década no futebol inglês.
Quais atletas brasileiros conquistaram os títulos continentais da América e da Europa jogando por equipes de outros países? Por sugestão do leitor André Soares Ribeiro (que por sua vez contou com informações de Rafael Maranhão, Manoel Junqueira, Heitor e dados do comentarista esportivo Paulo Vinícius Coelho), que fez o levantamento abaixo dos jogadores campeões na Liga dos Campeões da Europa, fiz o levantamento de atletas campeões na Copa Libertadores da América jogando em times do exterior.
Vários dos atletas na listagem da Libertadores tiveram passagens formidáveis no futebol gaúcho: Jair, Manga, Iarley, Salvador. Outro deles, João Cardoso, que jogou no Grêmio com um destaque apenas fugaz, se tornou uma lenda no futebol argentino nos anos 60. Brasileiros campeões e vice da Libertadores por times estrangeiros CAMPEÕES
1982 – Jair – Peñarol (URU)
1971 – Manga – Nacional (URU)
1967 – João Cardoso – Racing Club (ARG)
1960 – Salvador – Peñarol (URU)
VICE-CAMPEÕES
2004 – Iarley – Boca Juniors (ARG)
1997 – Julinho – Sporting Cristal (PER)
1969 – Manga - Nacional (URU)
1963 – Orlando Peçanha – Boca Juniors (ARG)
Brasileiros campeões e vice da Copa dos Campeões/Liga dos Campeões da Europa por times estrangeiros CAMPEÕES
1960 - Canário, Didi - Real Madrid-ESP
1963 - Dino Sani e Mazola Altafini e Germano - Milan-IT
1964 - Jair da Costa - Internazionale-ITA
1965 - Jair da Costa - Internazionale-ITA
1969 - Sormani - Milan-ITA
1987 - Juari, Casagrande, Celso, Paulo Ricardo e Elói - Porto-POR
1997 - Júlio César - Borussia Dortmund-ALE
1998 - Roberto Carlos, Zé Roberto e Sávio - Real Madrid-ESP
2000 - Roberto Carlos, Júlio César e Sávio - Real Madrid-ESP
2001 - Élber, Paulo Sérgio - Bayern de Munique-ALE
2002 - Roberto Carlos, Flávio Conceição e Sávio - Real Madrid-ESP
2003 - Dida, Serginho, Roque Júnior e Rivaldo - Milan-ITA
2004 - Carlos Alberto, Derlei, Deco e Bruno Moraes - Porto-POR (obrigado Diego Zanini e Fábio pelas correções)
2011 - Daniel Alves, Maxwell, Adriano e Thiago Alcântara - Barcelona-ESP
2012 - David Luiz, Ramires e Alex - Chelsea-ING Total: 50 jogadores, com Roberto Carlos e Sávio sendo tricampeões europeus, sempre pelo Real Madrid (valeu, André!)
VICE-CAMPEÕES
1957 - Julinho - Fiorentina-ITA
1961 - Evaristo de Macedo - Barcelona-ESP
1962 - Canário - Real Madrid-ESP
1972 - Jair da Costa - Internazionale-ITA
1973 - Mazola Altafini - Juventus-ITA
1984 - Falcão e Toninho Cerezzo - Roma-ITA
1992 - Toninho Cerezzo - Sampdoria-ITA
1988 - Elzo,Chiquinho, Wando, Mozer - Benfica-POR
1990 - Aldair, Ricardo Gomes e Valdo - Benfica-POR
1991 - Mozer - Olympique Marseille-FRA
1994 - Romário - Barcelona-ESP
1999 - Élber - Bayern de Munique-ALE
2001 - Fábio Aurélio - Valencia-ESP
2002 - Zé Roberto, Lúcio - Bayer Leverkusen-ALE
2005 - Dida, Cafu, Serginho e Kaká - Milan-ITA
2006 - Gilberto Silva - Arsenal-ING
2007 - Fábio Aurélio - Liverpool-ING
2008 - Alex, Belletti - Chelsea-ING
2009 - Anderson, Rodrigo Possebom, Rafael e Fábio - Manchester United-ING
2010 - Breno - Bayern de Munique-ALE
2011 - Anderson, Rafael e Fábio - Manchester United-ING
2012 - Rafinha e Luiz Gustavo - Bayern de Munique-ALE
Total: 34 jogadores , com Anderson, Rafael e Fábio duas vezes vice pelo Manchester United, enquanto Mozer e Toninho Cerezzo, atuando por dois times diferentes, também terminaram em segundo lugar.
Ao longo de mais de 50 anos, a Liga dos Campeões da Europa (outrora chamada de Copa dos Campeões da Europa) já vivenciou diversas viradas de expectativa. Isto quase ocorreu na última semana, quando o Arsenal fez 3x0 no Milan depois de ter levado 4x0 no jogo de ida em Milão. A quase reviravolta depois de levar quatro gols já ocorreu antes, e várias vezes.
Vamos à listinha? Valendo Liga dos Campeões, Liga Europa e as extintas Recopa Européia, Copa da UEFA e Copa dos Campeões. Das histórias, a mais sensacional é a do Metz em 1985, que reverteu um 4x2 em casa para 4x1 em pleno Camp Nou contra o todo-poderoso Barcelona.
AS MAIORES VIRADAS DA HISTÓRIA
Schalke 04-ALE OCI 3x0 KB-DIN (2x5 no jogo de ida e 3x1 para os alemães-ocidentais na partida desempate) - Copa dos Campeões 1958/59
Leixões-POR 5x0 La Chaux-de-Fonds-SUI (2x6 no jogo de ida) - Recopa Européia 1961/62
Real Madrid-ESP 5x1 Derby County-ING (1x4 no jogo de ida) - Copa dos Campeões 1975/76
Partizan Belgrado-IUG 4x0 Queens Park Rangers-ING (2x6 no jogo de ida) - Copa da UEFA 1984/85 *
Barcelona-ESP 1x4 Metz-FRA (4x2 no jogo de ida) - Recopa Européia 1984-85
Real Madrid-ESP 4x0 Borussia Moechengladbach-ALE OCI (1x5 no jogo de ida) - Copa da UEFA 1985/86 *
Barcelona-ESP 3x0 IFK Gotenborg-SUE (0x3 no jogo de ida) - Copa dos Campeões 1985/86
Werder Bremen-ALE 5x0 Dínamo Berlim-ALE ORI (0x3 no jogo de ida) - Copa dos Campeões 1987/88
Bayer Leverkusen-ALE 3x0 Espanyol-ESP (0x3 no jogo de ida)- Copa da UEFA 1987/88 **
Deportivo La Coruña-ESP 4x0 Milan-ITA (1x4 no jogo de ida) - Liga dos Campeões 2003/04
Fulham-ING 4x1 Juventus-ITA (1x3 no jogo de ida) - Liga Europa 2009/10 OBS: * = Classificado no critério de gols fora OBS: ** = Classificado nos pênaltis
Está de volta a Liga dos Campeões da Europa, e seu tradicionalíssimo Fantasy Football. Este jogo é o percursor de competições populares como o Cartola, mas tem regras mais estritas de pontuação e organização. As premiações oferecidas são apenas para participantes do continente europeu, mas o que vale é a diversão.
Eu estava de férias e esqueci de montar na primeira rodada, então a competição deste ano começa na segunda. Eu disputo esta competição há alguns anos, acho que desde o início da década passada. Vale a diversão
CÓDIGO DA LIGA DO ALMANAQUE ESPORTIVO: 261699-38507
Em 2009, Manchester United e Barcelona fizeram o confronto direto mais importante de suas histórias. De um lado, o time inglês, já tricampeão e buscando ser o primeiro time campeão consecutivo da Liga dos Campeões, desde o início do novo formato em 1993. Do outro, o gigante catalão buscando o tricampeonato europeu. Mais do que isto, a Tríplice Coroa, pois já havia obtido o título espanhol e da Copa do Rei. A decisão seria no majestoso estádio Olímpico de Roma.
Como atual campeão, teoricamente o time inglês seria o favorito. Porém não era isto que ocorria naquele time. Com Cristiano Ronaldo praticamente de saída (isto se confirmaria 2 meses depois), o time carecia de conjunto, tinha problemas com lesões e uma fase ruim de boa parte dos titulares.Michael Carrick e Anderson, que então jogava de volante, viviam um momento muito ruim.
Depois de uma primeira fase irregular, líder com 2 vitórias e 4 empates contra o Villarreal (Espanha), Aalborg (Dinamarca) e Celtic Glasgow (Escócia), o Manchester embalou na fase de mata-mata: despachou Internazionale, Porto (com direito a um gol histórico de Cristiano Ronaldo) e o arquirrival Arsenal com uma goleada nas semifinais de 4x1.
Já o Barcelona, em seu primeiro ano sob comando de Pep Guardiola, tinha um time que encantava a cada jogo e era o favorito dos torcedores e da imprensa. Em uma fase brilhante, o argentino Lionel Messi fazia uma dupla incrível no ataque com o camaronês Samuel Eto'o. Iniesta e Xavi começavam a montar o senhor meio-campo de futebol que assombraria o mundo pelos próximos anos.
Depois de atropelar na primeira fase o Sporting Lisboa (Portugal), o Shakhtar Donetsk(Ucrânia) e o Basel(Suíça), o Barcelona surrou o Lyon e o Bayern de Munique antes de duelos históricos contra o Chelsea. 0x0 no Camp Nou e 1x1 no finalzinho com um golaço de Iniesta garantiram a vaga na final, em um jogo fenomenal marcado pela polêmica arbitragem de Tom Henning Øvrebø, que teve quatro reclamações de pênalti do time inglês (eu teria dado 2 deles sem nem pensar) .
Na decisão, o jogo começou com uma blitz do Manchester United. Em menos de 10 minutos, o United perdeu três chances boas de gol com Cristiano Ronaldo, com o Barcelona visivelmente perdido. Então, o lance que decidiu o jogo: Iniesta conduziu a bola com liberdade sobre Carrick e Anderson e achou Eto'o. Este se livrou de Nemanja Vidic e chutou forte para fazer 1x0.Perdido, o Manchester viu Messi chutar perto do travessão dez minutos depois.
A estratégia do técnico Alex Ferguson de deixar Carlos Tévez, em grande fase, no banco, centralizar Wayne Rooney e adiantar Cristiano Ronaldo se mostrava um naufrágio completo. Xavi em falta e Messi em jogada individual deram sustos à Van der Sar, em uma noite surpreendentemente insegura.
No segundo tempo, Ferguson voltou ao esquema padrão, colocando Tévez no ataque e recuando Cristiano Ronaldo. Mas nem assim segurou, pois Thierry Henry e Xavi (de falta novamente e desta vez no travessão) quase ampliaram. O Manchester até tentou avançar, mas não conseguia controlar o jogo no meio-campo. Em atuação brilhante, Xavi comandava o setor e puxava os ataques blaugrana. A saída de Park para a entrada de Berbatov bagunçou o jogo de novo e decidiu a partida.
Aos 24 minutos, Xavi cruzou e o pequenino Messi cabeceou no alto, cruzado, marcando 2x0. Na saída de bola, Cristiano Ronaldo quase descontou para o United, mas depois não teve jeito. Nos minutos finais, a raça inglesa se tornou violência e Ronaldo, mais Paul Scholes, fizeram lances desleais passíveis de expulsão, mas só receberam amarelo. Aos espanhóis, algumas chances em contra-ataque, mas o título estava assegurado.
COMPACTO DO JOGO:
O Barcelona era tricampeão europeu! Até o final daquele ano, o Barcelona ainda conquistaria a Supercopa Espanhola e Européia e o Mundial de Clubes da FIFA. Todos os seis títulos no ano. É mole?
FICHA DA DECISÃO
27 de maio de 2009 ESTÁDIO OLÍMPICO DE ROMA (ITÁLIA)
BARCELONA: Valdés, Puyol, Touré, Piqué e Sylvinho; Busquets, Xavi e Iniesta (Pedro); Messi, Eto'o e Henry (Keita). Técnico: Pep Guardiola
MANCHESTER UNITED: Van der Sar, O'Shea, Ferdinand, Vidic e Evra; Carrick, Anderson (Tevez), Giggs (Scholes) e Park (Berbatov); Rooney e Cristiano Ronaldo. Técnico: Alex Ferguson
SÉRIE COMPLETA DOS DUELOS ENTRE BARCELONA E MANCHESTER UNITED
Analista de T.I. da área Online do grupo RBS, também um apaixonado e profundo estudioso dos esportes, em uma cruzada pela Opinião Esportiva de qualidade e norteada pela verdade
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