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Posts com a tag "Liverpool"

Especial Liga dos Campeões 1999 a 2009 no Almanaque Esportivo

25 de maio de 2013 1

Como aquecimento para a grande final entre os alemães Bayern de Munique e Borussia Dortmund, que chegaram na final da Liga dos Campeões 2012/13 em Wembley. Com campanhas empolgantes e semifinais devastadora, o futebol alemão comprovou sua força na atualidade e tem agradado até os mais fervorosos críticos.

Borussia Dortmund é o azarão - Foto: JOHN MACDOUGALL - AFP

Nada melhor que recuperar as melhores histórias do Almanaque Esportivo ao longo destes anos envolvendo a final da Liga dos Campeões da Europa. Vamos então repetir as histórias de 1999 a 2009? Recontamos a história de dois títulos do Real Madrid, dois do Barcelona, dois do Manchester United, um do Bayern de Munique, outro do Milan, um do Liverpool e finalizando um do Porto. Fico na dívida com 2010 (Internazionale campeã), 2011 (Barcelona campeão) e 2012 (Chelsea campeão), mas prometo que farei um especial sobre elas no início da próxima temporada.

Bayern de Munique é o favorito na final da Liga dos Campeões - Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP

Especial Finais de 1999 a 2007
  • As finais de 1999, 2000 e 2001 – A virada nos acréscimos do Manchester United, o passeio do Real Madrid e o sofrido título do Bayern de Munique
  • As finais de 2002, 2003 e 2004 – O gol antológico de Zidane, a modorrenta vitória nos pênaltis do Milan e o inesperado título do Porto de Mourinho
  • As finais de 2005, 2006 e 2007 – A histórica “remontada” do Liverpool em Istambul, o herói Belletti dá o título ao Barcelona e a “vendetta” do Milan

Especial Final de 2008:

Especial Final de 2009:

Campeão Inglês, Evra lembra desafeto Suarez e "come" um braço de plástico!

22 de abril de 2013 0

E tivemos outra cena bizarra hoje no jogo do título do Campeonato Inglês! O Manchester United se sagrou campeão inglês pela 20º vez nesta segunda-feira ao golear o Aston Villa por 3×0, três gols de Robin Van Persie.  Foi o 38º título de Sir Alex Ferguson no comando do time, ele que senta na casamata desde 1986. Foi o 13º título inglês do galês Ryan Giggs, que aos 38 anos iguala o número de troféus do rival Arsenal na competição.

Mas quem roubou a cena foi o francês Patrice Evra, lateral-esquerdo titular do time.Um torcedor jogou um braço de plástico amputado para o gramado e ele fingiu que estava comendo. Foi uma ironia direta para o atacante uruguaio Luis Suarez, que ontem mordeu o sérvio Branislav Ivanovic no jogo Liverpool 2×2 Chelsea.

Patrice Evra "comendo" um braço e mandando BEJO para Suarez - Reprodução TV

O fato é ainda mais significativo em relação à Evra pois ele se envolveu em 2012 em um incidente ainda mais controverso. Evra acusou Suarez de racismo após um jogo contra o Liverpool ainda no primeiro turno da temporada 2011/12. No jogo do returno, depois de panos quentes por parte das duas diretorias, Evra estendeu a mão no protocolar cumprimento antes do jogo e foi esnobado por Suarez, deixando furiosa a diretoria do Liverpool com o polêmico atacante uruguaio, que havia prometido ser cortês com o adversário.

Por causa do incidente deste domingo, Suarez deve ficar afastado até o final da temporada, perdendo a artilharia do Inglês justamente para o holandês Van Persie, que hoje passou para 24 gols contra 23 do atacante sul-americano.

Revolução Alemã, Parte IV: aonde patinam as Ligas da Inglaterra, Espanha e Itália

18 de abril de 2013 2

A Liga Alemã já foi o “patinho feio” dos grandes países europeus. Com gramados ruins, estádios piores e poucos craques, a Bundesliga estava muito longe de seus pares ingleses, alemães e espanhóis. Hoje é a segunda liga mais badalada da Europa, com regras atrativas de divisão de cotas de TV e premiações esportivas. O equilíbrio técnico é muito maior que nos gramados espanhóis, a situação técnica e financeira é bem superior à italiana. Por fim, a transparência da origem dos recursos é melhor que a inglesa.

Se dentro de campo, os grandes craques ainda estão na Inglaterra na milionária Premier League, a distância para a Bundesliga reduziu-se drasticamente. Os mercados consumidores dos países em desenvolvimento já assistem mais o futebol alemão. Vamos avaliar hoje as causas desta mudança radical e a comparação com os demais, sempre traçando um paralelo entre o modelo econômico (já discutido na parte III) e aspectos técnicos/táticos (avaliados na parte II deste estudo).

  • ESPANHA

O futebol espanhol e sua “La Liga” vivem um momento perigoso. Barcelona e Real Madrid hoje possuem 50% da receita de TV , existindo um profundo abismo entre eles e os demais. O economista espanhol José María Gay de Liébana comentou recentemente que o modelo está fracassado, citando o fato de que em 2011 os times espanhóis gastaram 200 milhões de euros a mais do que arrecadaram. Algo ainda mais dramático avaliando-se a profunda crise econômica do país, que afeta a média de público, a situação financeira dos clubes, patrocinadores e o valor dos direitos de televisionamento.

Crise econômica na Espanha afeta o futebol – Foto: Andres Kudacki / AP

Na Espanha os horários de televisão são esdrúxulos (lembra algum lugar?) e os preços mínimos são abusivos: o ingresso mais barato na Espanha é de 25 euros. E isto que o modelo espanhol tem três preços: “normal”, “clássicos locais” e “contra Barcelona e Real Madrid”. Os estádios espanhóis, em sua maioria, são péssimos e incompatíveis com os valores apresentados. E o valor ínfimo do pay-per-view de 15 euros (lembra algum lugar, parte II?) acomoda os torcedores em casa, na TV.

Barcelona e Real Madrid chegam a receber 10x mais de TV que os times menores, e 5x mais que todos os demais, com quase 50% da audiência. Já fiz um estudo sobre isto em 2012, intitulado “Futebol espanhol: ‘Nossa liga não é só a maior porcaria da Europa, mas do mundo’ “. Vale conferir também o documentário abaixo, em inglês:

Em compensação a situação das categorias de base da Espanha é melhor que no resto do mundo. Há 20 anos um processo longo de formação de jogadores deixou clara esta evolução, com títulos nas divisões de base e depois com o sucesso total em duas Eurocopas e na última Copa do Mundo, que a “Fúria” é um dos países de elite no esporte. Resta saber se o naufrágio econômico recente e a incompreensível divisão dos direitos de televisionamento possam ter um impacto futuro nesta política de sucesso na formação de jogadores.

  • INGLATERRA

No país que criou o futebol, o problema é o desequilíbrio financeiro causado por grandes investidores na Premier League, e uma incapacidade de formar novos jogadores. Estamos acostumados a ver magnatas despejando centenas de milhões de euros (em alguns casos, ‘lavando’), buscando a glória rápida, sem planejamento.

Isto nem sempre promove o sucesso, caso recente do Queens Park Rangers, virtualmente rebaixado com um elenco milionário na atual temporada inglesa. O Portsmouth sofreu um castigo ainda maior: depois de ter sido sucessivamente comprado e vendido por diversos controladores, descumpriu pagamentos, atrasou salários, perdeu pontos. Quase faliu e hoje está próximo da quarta divisão, em uma derrocada fulminante.

Eventualmente os resultados são positivos, como no Manchester City (campeão inglês) e no Chelsea (campeão europeu), mas a dependência de uma fonte externa de recursos é imensa. O que será do Chelsea no dia que Roman Abramovich resolver parar de “brincar de futebol”? Não temos esta resposta.

Roman Abramovich gastou 2.2 bilhões no Chelsea até chegar ao título europeu – Foto: CARL COURT / AFP

Porém o problema também existe nos gramados. O trabalho nas categorias de base, seguindo um modelo implementado em 1997 pelo ex-treinador Howard Wilkinson é terrível. Oss grandes times, quase todos comandados por bilionários, almejam resultados rápidos e investem em grandes estrelas, enfraquecendo o desenvolvimento local.

Jogadores formados em times como Arsenal e Liverpool acabam rodando em times menores, por falta de oportunidades, e contratados posteriormente pelos mesmos times nos quais iniciaram a carreira. E não é falta de locais de treinamento: existem centros de excelência nas categorias de base, um acesso rápido ao site da Federação Inglesa deixa claro que não é a estrutura e sim o resultado deste trabalho o “xis da questão”

Decisões radicais como exigir que cinco, seis ingleses devem sempre serem escalados pelas equipes promoveriam uma gradual qualificação do futebol nacional, mas teriam resultados de mídia e financeiros impopulares, com a fuga das grandes estrelas dos principais times. Então, nem a Premier League tampouco os clubes de elite adotam medidas deste porte. Com clubes dependentes de investimentos externos, regras financeiras bastante flexíveis, os débitos se avolumam.

Os times ingleses ainda estão entre os principais da Europa, mas suas finanças não estão sadias. Um calendário sem parada de inverno deixa os times bastante desgastados, com dificuldades na reta final da temporada. A constatação final fica evidenciada nos resultados ruins do “English Team” nos últimos 15 anos, sempre longe dos favoritos desde o ótimo time de 1998 e com jogadores que ainda não jogam em outros centros, o habitual “anglocentrismo“. Até fora de uma Eurocopa, como em 2008, a Inglaterra já conseguiu. São questões não tão visíveis perante ao charme da Premier League. Mas os problemas existem, e são graves.

  • ITÁLIA

Se na Espanha os resultados dos gigantes e da Seleção são brilhantes, e na Inglaterra a liga é ainda a melhor do mundo, o “Calcio” sofre problemas generalizados que afetam a saúde de sua histórica “Serie A“. Primeiro, uma situação econômica ruim. Depois, violência desenfreada entre os “ultras” sem uma resposta qualificada das autoridades. Também com estádios decrépitos e uma Liga em franca decadência, minada por escândalos consecutivos de corrupção. Outro problema são ingressos caríssimos nos grandes centros, afastando os jovens dos estádios.

Terminaram os problemas? Que nada: muitos times em situação financeira delicada, alguns em estado de falência ou falidos. Um modelo de futebol ultrapassado, no qual os presidentes dos clubes mandam demais e planejam de menos. A situação do futebol italiano só não é pior porque encerrou-se em 2006 um ciclo de grandes craques com um titulo mundial. Problemas. Problemas. Problemas.

Mas os clubes não sabem o caminho do sucesso. Por quase uma década, um contrato de TV que deu dinheiro demais para alguns times deixou a situação parecida com a da Espanha. Em 2011 o contrato foi renegociado em termos muito melhores, diminuindo a discrepância de valores entre os maiores e os menores, mas o resultado ainda não ocorreu de fato nos gramados. Recentemente, a Fiorentina, o Perugia, Piacenza, Ancona e outros tantos clubes menores pediram falência e foram declarados extintos.

Itália, campeã mundial em 2006, vive momento conturbado fora de campo – AFP PHOTO / GIUSEPPE CACACE

Nas categorias de base, a preocupação é grande. Repetindo o ocorrido com o futebol alemão na década retrasada, os italianos chegaram ao esgotamento de uma geração talentosa de Alessandro Del Piero, Francesco Totti, Alessandro Nesta, Fabio Cannavaro, Paolo Maldini sem reposição. Poucos times, como a Fiorentina e o Genoa, possuem um trabalho primoroso nas equipes “Primavera“. Recentemente passos foram dados na direção correta, formando novos atletas e organizando as categorias de base. Ainda em um patamar inferior ao do passado, das glórias dos anos 80 e 90. Falta um longo caminho.

Mas, talvez, o grande problema seja fora dos gramados: a sempre presente corrupção, envolvendo suborno de árbitros e atletas. Três grandes escândalos estouraram na Itália nos últimos 30 anos, 2 deles só na década passada. O problema endêmica em todas as esferas da sociedade italiana, é particularmente profunda no futebol: gigantes como Milan e Juventus já foram rebaixados, e muitos outros foram punidos. Porém viradas de mesa e redução de penas são comuns, o que afeta a credibilidade do esporte nacional.

Não foi à toa que recentemente os times italianos perderam a quarta vaga na Liga dos Campeões, dada apenas aos três primeiros do ranking da UEFA. Líderes do mesmo há cerca de dez anos, os times da Série A foram ultrapassados primeiro pelos espanhóis, depois pelos ingleses. E agora, adivinhem… Pelos alemães!

E o Brasil nesta análise? Este será o tema da última parte da análise, a ser publicado amanhã…

Michael Owen anuncia aposentadoria: aquele que foi sem nunca ter sido

19 de março de 2013 0

O atacante inglês Michael Owen anunciou hoje sua precoce aposentadoria, aos 33 anos,. O garoto-prodígio, que aos 17 anos já era convocado e estrela da Seleção Inglesa, não aguentou a série de lesões que arrasaram com sua carreira especialmente nos últimos 8 anos.  Lenda do Liverpool, Owen estava jogando no Stoke City e vai parar em maio, ao término do Campeonato Inglês.

Pela Inglaterra, Owen marcou 40 gols em 89 jogos, se tornando o 4º maior artilheiro da história do selecionado. Ele disputou as Copas do Mundo de 1998 (quando foi eleito a revelação do torneio), 2002 e 2006, e também as Eurocopas de 2000 e 2004.

Michael Owen, camisa 10, comemorando um dos seus últimos gols pela Inglaterra em 2008 - Foto: Alastair Grant/AP

Michael Owen estreou em maio de 1997, quando tinha apenas 17 anos. Nos dois anos seguintes, foi o artilheiro do Campeonato Inglês pelo Liverpool e se tornou estrela da Copa do Mundo da França com apenas 18 anos, marcando dois gols. Na ocasião, marcou um dos gols mais bonitos da competição, no derradeiro jogo inglês contra a Argentina pelas oitavas-de-final em Nantes:

De volta ao Liverpool, Owen se tornou um dos principais atacantes do planeta. Sua média de gols é das melhores: 297 jogos, 158 gols. Seu grande momento foi em 2001, quando foi campeão da Copa da Inglaterra, da Copa da Liga Inglesa e da Copa da UEFA, em uma antológica final contra o espanhol Alavés:

Depois de sete temporadas, em 2005, Owen se tornou um dos jogadores mais caros do planeta ao se transferir para os “Galáticos” do Real Madrid. Lá, claramente não se adaptou ao clube e teve uma certa má-vontade da torcida e imprensa. Ainda assim marcou 13 gols e se tornou o jogador com melhor relação entre gols e minutos jogados da Liga.

De volta à Inglaterra, se tornou o jogador mais caro da história do Newcastle. Depois de um ano parado por lesão (ocorrida durante o Mundial 2006 e que causou uma surpreendente indenização de 11 milhões de libras para o Newcastle), marcou muitos gols no time de Tyneside antes de começar a sentir lesões recorrentes. Sem contrato renovado, assinou um compromisso de risco e foi para o Manchester United, arquirrival histórico do Liverpool. Jogou eventualmente, as lesões aumentaram e em 2012 foi para o Stoke City aonde tem jogado muito pouco.

Ficamos com o tributo a Michael Owen: aquele que foi sem nunca ter sido:

POR TODA A VIDA: jogadores ainda em atividade que só jogaram em um time!

19 de fevereiro de 2013 8

Ontem contei a história dos doze jogadores brasileiros que atuaram por um só time ao longo de toda a carreira e por mais de dez anos. Hoje vamos citar os principais jogadores (das maiores ligas sul-americanas e européias) que atuaram por um só time por dez ou mais anos e que ainda estão em atividade.

Esta história é repleta de craques, muitos deles conhecidos de todos nós, e outros jogadores surpreendentes. Mas, repetindo: só valem atletas que jamais defenderam dois times como profissionais, valendo empréstimos, times no início ou final de carreira.

Interessante ressaltar que o jogador que ficou mais tempo em um só clube e por toda a sua carreira é o supremo defensor italiano Paolo Maldini, que jogou por assombrosos 25 anos pelo Milan. Ainda em atividade, o galês Ryan Giggs é o recordista. Ele está há 23 temporadas no Manchester United.

Ryan Giggs, recordista com 23 anos no Manchester United - Foto: Andrew Yates / AFP

Apenas um time tem quatro atletas na lista: o Barcelona, que novidade né? Xavi, Iniesta, Puyol e Victor Valdés (que sairá desta lista pois vai trocar de clube em 2014). Com três atletas o Manchester United (Darren Fletcher, Ryan Giggs e Paul Scholes), o japonês Kashima Antlers (Masashi Motoyama, Hitoshi Sogahata e Takeshi Aoki).

Com dois jogadores: o escocês Kilmarnock (Garry Hay e James Fowler), o inglês Liverpool (Jamie Carragher e Steven Gerrard), a italiana Roma (Francesco Totti e Daniele de Rossi) e o russo Zenit (Vyacheslav Malafeev e Igor Denisov).

Ainda vou ressaltar alguns nomes e seus respectivos times: Gianpaolo Bellini (Atalanta-ITA), Gastón Turus (Belgrano-ARG), Carlos Gurpegi (Athletic Bilbao-ESP), Bastian Schweinsteiger (Bayern de Munique-ALE), Marc Planus (Bordeaux-FRA), Oka Nikolov (Eintracht Frankfurt-ALE), Héctor Reynoso (Chivas Guadalajara-MÉX), Tony Hibbert (Everton-ING), Steven Cherundolo (Hannover 96-ALE), Sabri Sarioglu (Galatasaray-TUR) e Iker Casillas (Real Madrid-ESP)

JUSTIÇA: 23 anos depois, tragédia em Hillsborough ainda abala Liverpool

18 de setembro de 2012 3

Uma linda cena marcou a entrada do jogo  Everton 2×2 Newcastle, pelo encerramento 4° rodada do Campeonato Inglês. Uma menina, com camisa azul do Everton, entrou de braços dados com um garoto de camisa vermelha, do Liverpool, arquirrival da região de Merseyside.  Nas camisas de ambos, o número 9 + o número 6, sintetizando a mensagem: “Justiça para os 96“.

Depois de duas décadas acusados de terem causado uma tragédia nos gramados, as vítimas da maior tragédia do futebol europeu enfim foram inocentados de todas as acusações, dando paz para a família das quase cem vítimas fatais, e os 766 feridos daquela tarde de primavera de 1989… É esta história que queremos contar hoje.

Menina e Menino com a mensagem - Justiça para os 96 - Reprodução TV

Na última semana, o futebol inglês e a sociedade britânica enfim mostraram que a Justiça (a entidade, com letra maiúscula no nome) pode demorar. Talvez 23 anos. Ela também pode unir torcedores com uma rivalidade tão grande como Everton e Liverpool, tão diferentes entre si. Mas cientes de seu papel em busca de um esporte, de um país e de uma vida melhor. E que, se ela for incessantemente almejada, um dia será obtida.

O  Primeiro-Ministro britânico David Cameron divulgou os resultados de um relatório independente de mais de 396 páginas no qual o Governo assumiu a responsabilidade na tragédia de Sheffield, na qual 96 torcedores do Liverpool morreram no estádio Hillsborough, em um jogo da Copa da Inglaterra contra o Nottingham Forest pela temporada de 88/89.

As palavras do Primeiro-Ministro são claras: “Em nome do Governo, e consequentemente de toda a nação, eu profundamente peço desculpas por esta dupla injustiça não-corrigida por tanto tempo”.Cameron assim isentava de quaisquer culpa os torcedores, tese defendida desde o início pela Polícia do condado de York, e apoiada por uma infame capa do tablóide The Sun.

Segundo a tese policial, divulgada amplamente pelo jornal de maior circulação no país, a culpa do desastre foi da torcida: torcedores roubaram os mortos e moribundos, bêbados causaram o incidente e mijaram nos policiais, além de espancar os mesmos quando estes estavam fazendo respiração boca-a-boca.

Capa do The Sun em 1989 culpando a torcida e da semana passada pedindo desculpas

No dia 14 de abril de 1989, um estádio superlotado e uma inacreditável sequência de erros das autoridades do jogo e da polícia do condado de York causaram a maior tragédia da história do futebol europeu, uma das piores no futebol mundial. Foi o ápice de décadas de horrores nos estádios ingleses, misturando violência, maus-tratos, estádios decrépitos e uma estrutura em colapso.

A estupidez da ação policial naquele dia, que não abriu os portões do gramado e suspendeu o jogo. Quando uma grade foi derrubada, os policiais foram para cima dos torcedores com cachorros, batendo nos mesmos para “evitar uma invasão” enquanto pessoas lutavam por suas vidas. O goleiro Bruce Grobelaar foi um dos primeiros a perceber que estava tudo errado: “-Pessoas me diziam, esmagadas na grade: Bruce, me salva, estou sufocando. Pedi ajuda para uma policial, que disse que ia chamar seu chefe“.

Menos de 10 minutos e o jogo foi suspenso pelas autoridades. As grades foram abertas, mas só uma ambulância estava dentro do estádio. Do lado de fora, 42 ambulâncias chamadas emergencialmente esperavam porque a informação errada de que havia uma batalha campal no gramado estava sendo divulgada pelas autoridades.

O estudo do Painel Independente apontou as seguintes constatações (em inglês):

  • Os torcedores do Liverpool foram vítimas, não causadores do incidente.
  • Os torcedores, mortos ou feridos, não causaram a tragédia por estarem bêbados.
  • Os torcedores tinham ingressos.
  • A polícia de York alterou 164 documentos e relatórios oficiais para incriminar os torcedores.
  • O relatório original dizia que todas as vítimas morreram antes de 15h15min. Porém neste horário, mais de 41 vítimas estavam vivas.
  • Até 59 vítimas poderiam ter sido salvas se o socorro tivesse sido mais adequado, o jogo cancelado antes mesmo de começar.
  • A polícia foi responsável por não controlar a multidão.
  • A polícia foi responsável por não paralisar o jogo e atender as vítimas que estavam esmagadas e asfixiadas nas grades de proteção, a 1 metro do gramado.

Torcedores sufocados e asfixiados no estádio – Polícia nada fez

  • O estádio não estava de acordo para um jogo de tamanha importância, sua capacidade foi superestimada.
  • Havia ocorrido esmagamento naquele mesmo estádio um ano antes, também em um jogo contra o Liverpool.
  • Não havia um plano para desastre de grandes proporções implementado no estádio pelas autoridades.
  • A  Polícia de South Yorkshire e um membro importante da política local, Irvine Patnick, foram as fontes das matérias sensacionalistas do The Sun, então comandado pelo editor Kelvin MacKenzie.
  • Os policiais alteraram os registros no sistema nacional de identificação colocando referências a teores alcoólicos nos mortos, culpando uma suposta bebedeira.
  • Os policiais fizeram exames de sangue sem consentimento das vítimas fatais. Inclusive das crianças (50% dos mortos eram menores de idade, o mais jovem sendo um garoto de 10 anos, primo da lenda do Liverpool Steven Gerrard).
  • Não houve evidências de que os torcedores planejaram para chegarem atrasados (e forçarem as entradas), tampouco de que roubaram as vítimas.
  • Após as orquestradas matérias do “The Sun”, o Governo fez veladas críticas aos torcedores, assim como dirigentes da UEFA, incluindo seu presidente.
  • A Primeira Ministra Margaret Tatcher se omitiu de uma posição mais firme e deixou claro que um relatório independente culpando a polícia seria um “desastre para a credibilidade da instituição”. Está claro na nota de gabinete do Briefing de sua secretária particular
  • O Governo enviou os resultados para o Promotor-Geral que irá decidir se fará processos, além de autorizar as famílias a buscarem seus direitos na justiça.

O presidente do “Hillsborough Families Support Group” (ONG de apoio às vítimas da tragédia) Trevor Hicks (que perdeu as duas filhas adolescentes na tragédia), exigiu a renúncia de autoridades policiais ligadas à investigação original e ao encobrimento dos fatos. Também não aceitou as desculpas do ex-editor do The Sun, McKenzie. Aliás, expulsou os jornalistas do tablóide da coletiva.

Aliás, o jornal The Sun até hoje é boicotado em Liverpool e condado de Merseyside. O The Sun vendia 200 mil cópias diárias na época e hoje vende apenas 12 mil naquela região. De um total de 3.3 milhões ao dia. McKenzie, até semana passada, se recusava a pedir desculpas para as vítimas. O tablóide, que novamente pediu desculpas semana passada, já havia feito um “mea-culpa” em 2004.

A tragédia fez os ingleses mudarem a relação com o esporte. Por exigência do Governo, foi preparado um estudo através do Barão Taylor de Gosforth, denominado “Relatório Taylor“.

Tudo que você hoje vê no futebol inglês, de estádios confortáveis, torcedores comportados e um espetáculo para a família começou a partir da tragédia de Hillsborough, desta análise profunda no futebol inglês. Já contei esta história:

Peter Taylor, Barão de Gosforth e seu famoso Relatório Taylor - Culpando os responsáveis

Relatório Taylor: como mudar o futebol de um país

Enfim, se encerra o capítulo mais doloroso da história do Liverpool.

A civilidade venceu a violência. A morte.

A corrupção dos valores mais sagrados da humanidade.

Homenagens dos torcedores do Everton para a torcida do Liverpool

O menino com a camisa do Liverpool e a menina com a camisa do Everton só representavam um sentimento que uniu uma cidade em torno de um pensamento: “Podia ter sido conosco. Ocorreu com nossos amigos, nossos parentes”

JUSTIÇA PARA OS 96

Manchester United na história: o soberano da Inglaterra com 19 títulos

14 de maio de 2011 2

O suado empate em 1×1 contra o Blackburn Rovers deu o título do Campeonato Inglês para o Manchester United. Mais do que isto, o time se sagrou vencedor pela 19° vez da competição, superando o arquirrival Liverpool na soberania do futebol da terra da Rainha. A conquista veio com uma rodada de antecipação, sendo inalcançável pelo virtual vice-campeão, o Chelsea. E a festa pode ser completa, pois dia 28 ocorre a final da Liga dos Campeões da Europa contra o Barcelona em Wembley, bem pertinho de Manchester.

A vitória de hoje é histórica. Desde 1976, o Liverpool tinha a hegemonia do futebol nacional ao conquistar seu nono título e superar o Arsenal. Ganhou mais nove conquistas até 1990, quando obteve seu último Inglês. Neste momento, o Manchester United amargava um longo jejum desde 1967 sem conquistas. Um presidente do Manchester City, campeão em 1968, chegou a falar nos anos 80: “O City foi o último campeão nacional de Manchester e será o próximo“. Proféticas palavras… ao contrário.

O título de hoje é a síntese do trabalho do técnico Alex Ferguson, há 25 anos no comando do time. Hoje “Sir” (Cavaleiro da Rainha), o escocês de 70 anos assumiu o time no meio do jejum, que teve direito a uma temporada na Segunda Divisão em 1976. Dez anos depois, depois de surpreendentes e contínuos títulos no futebol escocês pelo modesto Aberdeen (incluindo uma inacreditável Recopa Européia!), últimos títulos que escaparam da dupla de Old Firm (Glasgow Rangers e Celtic Glasgow).

Depois de recusar uma proposta do Arsenal (ele só não foi porque Walter Smith, que seria seu auxiliar técnico, assumiu o Glasgow Rangers), chegou a Old Trafford em um time que vivia do passado. Coube a ele reestruturar um time mágico nos anos 50 (arrasado pelo acidente aéreo de Munique) e igualmente espetacular nos anos 60 (conquistando 3 títulos nacionais e uma Copa dos Campeões da Europa), Ferguson correu risco de ser demitido em 1990, caso não vencesse o rival Manchester City em uma Copa da Inglaterra. Venceu por 1×0 e acabou conquistando aquele torneio, e depois a Recopa Européia.

Era o fôlego que precisava Ferguson. Naquele mesmo ano, a reestruturação das categorias de base lançava seu primeiro diamante. Um tímido ponteiro esquerdo galês chamado Ryan Giggs, com 17 anos. Ele iniciou o lançamento da geração chamada “Class of 92″ (campeã da Copa da Inglaterra de Juniores), que tinha ele e mais David Beckham, Paul Scholes, Gary Neville e Nicky Butt.

"Adeus Cantona e United - Voltem aqui somente quando tiverem 18 títulos"

Dali para frente… Tudo seria diferente… Para a temporada seguinte, Ferguson faria seu grande golpe: contrataria a peso de ouro o francês Eric Cantona do arquirrival Leeds United. Polêmico, sanguíneo, o astro francês comandou um período de glórias do United conquistando seu primeiro título após 25 anos, justamente no início da Premier League em 1993 e que já tinha talentos como Peter Schmeichel, Roy Keane e Mark Hughes.

Então, um momento curioso: em janeiro de 1994, a torcida do Liverpool fez uma faixa escrita “Adeus, Cantona e United. Voltem aqui quando tiverem 18 títulos” após um empate em 3×3 em Anfield Road.

A saída de Cantona, que abandonou o futebol precocemente em 1997, não abalou o time. Pelo contrário, abriu o espaço para a afirmação do inesquecível time da Tríplice Coroa, que conquistou o Campeonato Inglês, a Copa da Inglaterra (incluindo um lendário duelo contra o Arsenal na semifinais e o mágico gol de Giggs:

E a final da Liga dos Campeões, virando por 2×1 contra o Bayern de Munique com os dois gols nos acréscimos marcados por Teddy Sheringham e Ole Solskjaer.

Ver Ryan Giggs visivelmente emocionado, conquistando seu décimo segundo título Inglês no auge de seus 37 anos, é algo impressionante. Com quase 900 jogos e quase inacreditáveis 33 títulos pelo Manchester United, é realmente especial. Ele acaba de igualar o recorde mundial do goleiro português Vítor Baia, e pode superar caso vença a Liga dos Campeões (o que seria, para ele, um tricampeonato do torneio).

Finalmente, depois de 17 anos aguardando o momento certo, chegou a vez de colocar a faixa, respondendo aqueles torcedores de Anfield Road em um longínquo inverno de 1994:

Recordes de Giggs, de Ferguson, do Manchester United.

O novo soberano da Inglaterra!

As 10 maiores transferências da história do futebol gaúcho - Jan/2011

28 de janeiro de 2011 20

Com as vendas de Giuliano e Sandro, o Internacional agora domina completamente o ranking das maiores negociações da história do futebol gaúcho. São sete das 10 maiores vendas, incluindo as cinco maiores. As transferências de Douglas Costa (Shakthar Donetsk por 15 milhões de reais) e Taison (13,8 milhões de reais), possíveis candidatas a entrarem na lista, ficaram abaixo do último colocado no ranking, o gremista Anderson em 2005.


A ida de Sandro para Londres se tornou a sétima mais rentável, enquanto a partida de Giuliano para o futebol ucraniano entrou no oitavo lugar. Sendo assim, Anderson, Carlos Eduardo e Sídnei deixaram a lista nesta atualização.

Ressalva importante: Carlos Eduardo recentemente rendeu mais 2 milhões de euros para o Grêmio, que tinha 20% do lucro do Hoffenheim-ALE em uma venda futura. Ele foi negociado por estonteantes 20 milhões de euros para o Rubin Kazan-RUS). Mas meu critério é simples: receitas flutuantes e flexíveis (ou seja, que não necessariamente podem ser atingidas), não entram na minha contabilização.

Vamos aos dados? Cliquem na imagem para ampliar:

As Maiores Transferências da História do RS - Arquivo Pessoal

As Maiores Transferências da História do RS – Arquivo Pessoal

VEJA TAMBÉM

Jogadores ainda não aprenderam que Twitter não é penico

10 de janeiro de 2011 7

Não adianta, a inclusão digital proporciona micos de pessoas que não sabem utilizar direito a tecnologia… O último caso ocorreu semana passada na quarta divisão inglesa envolvendo o atleta Marvin Morgan, do Aldershot Town. Substituído durante a derrota de 2×1 para o Hereford, Morgan desabafou no Twitter depois do jogo.

Agradeço aos torcedores que me vaiaram ontem. Sabe o que espero deles? Quero que todos eles morram“, disse Morgan. Obviamente ele foi multado pelo clube (duas semanas de salário), suspenso e colocado à venda.

Nos últimos meses, está crescendo na sociedade uma nova doença, cuja principal consequência é a demissão. Trata-se da ‘incontinência tuitária’, cujo sintoma básico é falar o que não devia no Twitter. Chad Ochocinco, do Cincinatti Bengals (time de futebol americano), ‘tuitou’ durante um jogo e foi multado, assim como Brandon Jennings, do Milwaukee Bucks (time da NBA). Já Brian Ching, jogador de futebol do Houston Dynamos (time da MLS norte-americana) foi multado por criticar um juiz.

Os casos mais famosos no Brasil em 2010 foram o executivo Alex Glikas, torcedor do Corinthians e demitido da Locaweb por ofensas aos torcedores do São Paulo (time patrocinado pela empresa) e da estudante de direito Mayara Petruso, que ofendeu os nordestinos após o 2º turno das eleições. Vários jogadores do Santos, incluindo o astro Neymar, se envolveram em uma polêmica no início de 2010 por utilizar a Twitcam (recurso vinculado ao Twitter) e entrar em conflito com torcedores.

Como eu digo no meu trabalho: ‘MALDITA INCLUSÃO DIGITAL’.

EDITADO: o leitor Adriano lembrou do último caso, ocorrido ontem. O holandês Ryan Babbel, irritadíssimo com a polêmica arbitragem de Howard Webb na derrota de 1×0 do seu Liverpool para o Manchester United, pela 3º fase da Copa da Inglaterra, fez uma montagem no photoshop no qual colocou Webb com a camisa do Manchester. Foi multado pela federação inglesa.  Webb marcou um pênalti discutível no primeiro minuto de jogo, sofrido por Dimitar Berbatov e convertido por Ryan Giggs, e ainda expulsou Steven Gerrard, capitão do Liverpool, ainda no primeiro tempo.

Transferências: as maiores negociações da temporada 2010

29 de dezembro de 2010 1

A temporada 2010 está terminando no futebol mundial. Então é a hora das famosas ‘listas’ (uma obsessão de Nick Hornby), e uma delas é tradicional aqui no Almanaque Esportivo: as maiores transferências do futebol mundial neste ano.

Todas elas ocorreram no Mercado de Verão europeu, algumas antes e outras após o Mundial da África do Sul.O jogador mais caro foi o artilheiro da Copa do Mundo, o espanhol David Villa, que deixou o Valencia para o Barcelona por 40 milhões de euros.

Chama a atenção o fato de que 25% da lista se referem aos cinco jogadores comprados pelo Manchester City, todos com valores inflacionados e com custo benefício altamente discutível. Porém o objetivo do City, cujo dono é o bilionário Sheikh Mansour bin Zayed bin Sultan Al Nahyan, é gastar agora antes que as regras de ‘fair-play‘ econômico (que impedem grandes dívidas) sejam implementadas, a partir da próxima temporada.

Quatro brasileiros estão na lista: Ramires (7º), Carlos Eduardo (12º), Robinho (13º) e Diego (18º). A de Robinho impressiona pois o valor pago foi pelo empréstimo até o final do contrato dele com o Manchester City, recorde mundial.

Em colossal crise financeira, o espanhol Valencia foi o time que mais arrecadou, com quase 70 milhões de euros vendendo os homônimos David Silva e David Villa. Curiosamente, nenhuma das vendas de 2010 entraria no ranking das 10 maiores de todos os tempos, que começa em 45 milhões de euros com o brasileiro Ronaldo indo para o Real Madrid.

Jogador País Pos Origem Destino Valor
1 David Villa ESP A Valência Barcelona 40.000.000 €
2 Yaya Touré CM M Barcelona Manchester City 30.000.000 €
3 Mario Balotelli ITA A Internazionale Manchester City 29.500.000 €
4 David Silva ESP M Valência Manchester City 28.750.000 €
5 Angel Di Maria ARG M Benfica Real Madrid 25.000.000 €
6 Aleksander Kolarov SER D Lazio Manchester City 22.700.000 €
7 Ramires BRA M Benfica Chelsea 22.000.000 €
8 Yoann Gourcuff FRA M Bordeaux Olympique Lyon 22.000.000 €
9 James Milner ING M Aston Villa Manchester City 22.000.000 €
10 Bruno Alves POR D Porto Zenit 22.000.000 €
11 Javier Mascherano ARG M Liverpool Barcelona 20.000.000 €
12 Carlos Eduardo BRA M Hoffenheim Rubin Kazan 20.000.000 €
13 Robinho BRA A Manchester City Milan 18.000.000 €
14 Mesut Özil ALE M Werder Bremen Real Madrid 18.000.000 €
15 André-Pierre Gignac FRA A Toulouse Olympique Marselha 16.000.000 €
16 Asamoah Gyan GHA A Rennes Sunderland 16.000.000 €
17 Leonardo Bonucci ITA D Bari Juventus 15.500.000 €
18 Diego BRA M Juventus Wolfsburg 15.500.000 €
19 Loic Rémy FRA A Nice Olympique Marselha 15.500.000 €
20 Milos Krasic SER M CSKA Moscou Juventus 15.000.000 €

VEJA TAMBÉM:

As 10 maiores transferências do futebol mundial de todos os tempos (até 2009):

http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2009/06/13/as-10-maiores-transferencias-e-o-resultado/

As 20 contratações mais caras de 2009/2010

http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2009/09/21/as-20-contratacoes-mais-caras-de-20092010/