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Brasileiros na Libertadores - Confiram os principais recordes

14 de março de 2013 1

Não tem sido lá grandiosa a participação brasileira até o momento na Copa Libertadores 2013. O único invicto é o Atlético-MG, e times como São Paulo e Palmeiras fazem campanhas tenebrosas. Porém historicamente os números são bem melhores.

Selecionei os nove brasileiros campeões da Libertadores (pela ordem de títulos: Santos, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, São Paulo, Vasco, Palmeiras, Internacional e Corinthians) e tirei alguns números interessantes. Vamos à eles (dados atualizados até o início da Libertadores 2013, exclusive)?

O São Paulo, tricampeão e tri-vice campeão, é o recordista em jogos e vitórias, mas cabe ao Palmeiras o maior número de gols pelos brasileiros. O melhor aproveitamento é do Cruzeiro, e o pior é do Vasco da Gama. Campeão invicto, o Corinthians tem a maior sequência sem derrotas: 16 partidas, na última edição. Já o Vasco tem o recorde negativo: 10 jogos sem vencer nas edições de 1985 e 1990, consecutivamente.

Os dados completos estão nesta planilha do Excel, compartilhada no Google Drive

  • Maior número de títulos: São Paulo e Santos, 3 títulos cada
  • Maior número de participações entre os campeões: São Paulo, 15 disputas
  • Menor número de participações entre os campeões: Vasco da Gama, 8 disputas
  • Maior número de jogos: São Paulo, 149 jogos
  • Maior número de vitórias: São Paulo, 77 vitórias
  • Maior número de gols: Palmeiras, 255 gols
  • Melhor aproveitamento entre os brasileiros campeões: Cruzeiro, 65%
  • Pior aproveitamento entre os brasileiros campeões: Vasco da Gama, 51%
  • Maior goleada: Santos 9x1 Cerro Porteño, 1962
  • Pior derrota: Santos 0x5 Flamengo, 1984 e Grêmio 5x0 Palmeiras, 1995

Fiz um levantamento também envolvendo os confrontos nacionais: ou seja contra que países cada time brasileiro campeão da Libertadores já atuou na história. Entraram as 10 Federações da CONMEBOL mais o México, que participa desde 1998.

O Inter jamais enfrentou times chilenos, enquanto o Corinthians nunca jogou contra peruanos. Já o Vasco da Gama não enfrentou times bolivianos. O Grêmio é o único a perder para todos os países. O Inter só se escapa pois nunca perdeu para bolivianos.

Confrontos dos brasileiros campeões versus adversários por países - Arquivo Pessoal

POR TODA A VIDA: quem são os jogadores brasileiros que só defenderam um time!

18 de fevereiro de 2013 7

TREZE. Este é o número de jogadores brasileiros que atuaram em um só clube por dez ou mais temporadas. Ou seja, atletas que começaram a jogar profissionalmente e encerraram suas carreiras defendendo uma única agremiação de maneira oficial (e, em alguns casos, a Seleção Brasileira). Não vale jogadores que ficaram muito tempo e depois voltaram ao mesmo clube.

O recordista é o lendário goleiro Kafunga, do Atlético-MG, que defendeu por assombrosos 20 anos o gol do time de Belo Horizonte, de 1935 até 1955. Com um ano a menos, o goleiro palmeirense Marcos, campeão mundial pela Seleção Brasileira em 2002, com 19 temporadas. Com 16 anos, temos o zagueiro Altair, lenda do Fluminense e que também ganhou uma Copa do Mundo, em 1962, ao lado do bicampeão mundial Nilton Santos, talvez um dos maiores laterais-esquerdos da história do futebol e ídolo eterno do Botafogo.

Kafunga - Goleiro do Atlético-MG por assombrosos 20 anos

O atacante Pepe, com 15 anos pelo Santos de Pelé vem a seguir, assim como o zagueiro Junqueira (Palmeiras, 14 anos). Os atacantes Carlitos (Internacional) e Jarbas Batista (Flamengo), defenderam estes clubes por 13 anos. Com 12 anos como profissionais por um só time, dois laterais-direito do Flamengo: Biguá (dos anos 40) e Leandro (dos anos 70 e 80), e o atacante Preguinho (Fluminense). Nesta longa lista, o único meia: Carlinhos, que desfilou seu futebol clássico por 11 anos no Flamengo. Por último, um volante, Zé do Monte, que atuou por 10 anos no Atlético-MG

Nenhum deles está em atividade, boa parte já faleceu e o mais jovem da lista encerrou a carreira em 2011. São 2 goleiros, 2 zagueiros, 3 laterais, 1 volante, 1 meia e 4 atacantes. O que jogou há mais tempo foi Preguinho, que iniciou a carreira em 1928. E o mais recente, o goleiro Marcos, que encerrou em 2011.

O Almanaque Esportivo está aberto a novas inclusões, sobretudo de jogadores de futebol do interior, inclusive jogadores que ainda estão em atividade! Aguardo indicações (a primeira veio com Rafael Kfoury, de Belo Horizonte, que lembrou de Zé do Monte), seguindo as regras:

  • Jogou profissionalmente em um, e apenas um, time.
  • Jogou pelo menos 10 ou mais anos por este time.

AMANHÃ: jogadores famosos que defenderam apenas um clube ainda em atividade


PESQUISA: Todos os estrangeiros campeões ou vice da Libertadores jogando no Brasil

12 de julho de 2012 2

Depois do post falando sobre  Brasileiros no exterior: quais venceram a Libertadores e Liga dos Campeões!, resolvi inverter. Pesquisei quais jogadores estrangeiros foram campeões da Copa Libertadores da América jogando por clubes brasileiros. A lista, ao contrário do que eu pensava, não é muito extensa. O último a entrar foi o reserva, e quase nunca acionado, Luís Ramirez, peruano e campeão pelo Corinthians na semana passada.

O primeiro  estrangeiro campeão foi uma surpresa para mim. Achava que tinha sido o argentino Perfumo pelo Cruzeiro em 1976, mas depois vi que o defensor tinha sido adversário do Cruzeiro na final, jogando pelo River Plate.

Sendo assim, a primazia coube ao capitão gremista Hugo de León, campeão da América em 1983. Apenas dez anos depois, o também uruguaio Matosas (reserva), foi campeão. Depois tivemos dois títulos de Arce e Rivarola, os únicos estrangeiros bicampeões por clubes brasileiros (no Grêmio em 1995 e Palmeiras em 1999).

O recorde eu imaginava: o Inter de 2010 com 5 estrangeiros campeões da América, dois deles titulares e outros dois que começaram titulares, mas terminaram no banco. Curiosidade: o Santos jamais foi campeão ou vice-campeão da Libertadores com um atleta estrangeiro no grupo.

ESTRANGEIROS CAMPEÕES DA LIBERTADORES POR TIMES BRASILEIROS

  • 1983 – De León (URU) - Grêmio
  • 1993 – Matosas (URU) - São Paulo
  • 1995 – Arce (PAR), Rivarola (PAR) - Grêmio
  • 1999 – Arce (PAR), Rivarola (PAR) - Palmeiras
  • 2005 – Lugano (URU) – São Paulo
  • 2006 – Rentería (COL) – Internacional
  • 2010 – Bruno Silva (URU), Sorondo (URU), Pato Abbondanzieri (ARG), Guiñazu (ARG), D’Alessandro (ARG) - Internacional
  • 2012 – Luís Ramirez (PER) - Corinthians
  • Total: 12 jogadores campeões. Arce e Rivarola foram campeões 2 vezes.

Os vice-campeões são praticamente o mesmo número. Os primeiros foram os uruguaios Pedro Rocha e Forlán, vice-campeões em 1974 pelo São Paulo. Como curiosidade, Matosas que foi campeão em 1993 e vice-campeão em 1994, assim como Arce e Asprilla em 1999 e 2000; e Lugano em 2005 e 2006
ESTRANGEIROS VICE-CAMPEÕES DA LIBERTADORES POR TIMES BRASILEIROS

  • 1974 - Pedro Rocha (URU), Forlán (URU) - São Paulo
  • 1980 – Benítez (PAR) – Internacional
  • 1984 - De León (URU) - Grêmio
  • 1994 – Matosas (URU) - São Paulo
  • 2000 - Arce (PAR), Asprilla (COL) - Palmeiras
  • 2006 – Lugano (URU) – São Paulo
  • 2007 – Saja (ARG), Schiavi (ARG), Gavilán (PAR) – Grêmio
  • 2008 - Darío Conca (ARG) - Fluminense
  • 2009 – Sorín (ARG) – Cruzeiro
  • TOTAL: 13 jogadores vice-campeões

LEITURA COMPLEMENTAR

Grêmio atropela no centésimo jogo do Bahia pela Copa do Brasil: confira os recordistas

18 de maio de 2012 0

100. Este é o número de jogos da história do Bahia pela Copa do Brasil. Mas o Grêmio não quis saber e deu um verdadeiro "presente de grego" contra o tricolor baiano, vencendo por 2x1 em pleno Pituaçu e praticamente se garantindo nas semifinais da competição.

Fernando comemora o gol de empate do Grêmio contra o Bahia - Diego Vara/RBS

O Grêmio, apesar de dividir com o Cruzeiro o recorde de títulos na Copa do Brasil (4 conquistas), tem um número bem maior de jogos. É o recordista com 139 partidas, superando o Vasco da Gama na noite de ontem (o time carioca está fora da Copa do Brasil). Logo na sequência, Flamengo, Atlético-MG e Vitória completam o G5. Antes que me perguntem, o Internacional tem 99 jogos.

TIMES COM MAIS JOGOS NA HISTÓRIA DA COPA DO BRASIL

  1. GRÊMIO - 139 jogos
  2. VASCO DA GAMA - 138 jogos
  3. FLAMENGO - 132 jogos
  4. ATLÉTICO-MG - 128 jogos
  5. VITÓRIA - 126 jogos
  6. CORINTHIANS - 114 jogos
  7. PALMEIRAS - 108 jogos
  8. FLUMINENSE - 107 jogos
  9. CRUZEIRO - 106 jogos
  10. BOTAFOGO - 103 jogos
  11. GOIÁS - 101 jogos
  12. BAHIA - 100 jogos

Fonte: Arquivo Pessoal do pesquisador Edison Klein

Campeonato Brasileiro: Recordes e maiores goleadas desde 1971

17 de maio de 2012 4

Em 41 anos de história (não vou considerar a unificação dos títulos), o Campeonato Brasileiro teve muitos campeões: 17 equipes. A principal competição nacional também já teve um número quase insano de fórmulas, bizarras em sua maioria (uma delas tinha como critério de classificação a média de público, em 1974!) até a estabilização com os pontos corridos desde 2003. Mas e as goleadas? E os recordes? Todas as infos estatísticas foram obtidas com o sempre atento colaborador Edison Klein.

No Campeonato Brasileiro foram 2011 goleadas em 15.250 jogos desde 1971, totalizando 13,18%. Na "era pontos corridos" (isto é de 2003 em diante), a frequência de goleadas aumenta: 14,45% de goleadas, 556 em 3846 jogos. Sempre considerando goleada por 3 gols ou mais.

O time que mais goleou neste período é o Santos. A equipe paulista sapecou 113 goleadas até o momento, superando por muito pouco o São Paulo, que tem 112. Na sequência, o Cruzeiro com 107 goleadas, o Internacional com 103 e três times empatados com 95: Flamengo, Vasco da Gama e Atlético-MG. Em casa, o recordista de surras também é o Santos com 85, à frente de Cruzeiro e São Paulo com 81. Já como visitante, o São Paulo tem 31 goleadas, o Santos tem 28 e o Palmeiras 27.

No quesito negativo, o inglório líder das estatísticas é o Vitória com 67 goleadas sofridas, à frente de Goiás (61), Flamengo (57), Botafogo (54) e Cruzeiro (52). Em casa o time mais goleado da história é o Corinthians, com 20 derrotas. Depois, o Vitória com 19 e, empatados, Cruzeiro e Goiás com 14 derrotas por goleada. Já fora de seus domínios, o 'líder' é o Vitória com 48, à frente de Goiás com 47, Flamengo e Paysandú com 45.

As maiores goleadas de todos os tempos no Brasileirão:

  1. 09/02/1983 - Corinthians 10x1 Tiradentes/PI
  2. 14/02/1984 - Vasco da Gama 9x0 Tuna Luso/PA
  3. 02/10/1986 - Guarani 8x2 Piauí/PI
  4. 05/12/1993 - Guarani 8x2 Remo/PA
  5. 16/09/1976 - Flamengo 8x1 Sampaio Corrêa-MA
  6. 23/03/1980 - Vitória/BA 8x1 América/RN
  7. 07/02/1982 - Guarani 8x1 Ceará
  8. 04/02/1982 - Guarani 8x0 River/PI
  9. 04/02/1981 - Flamengo 8x0 Fortaleza
  10. 08/11/1997 - Internacional 7x0 Bragantino (OBS: valeu, Otávio!)

Copa do Brasil: Recordes e maiores goleadas desde 1989

13 de abril de 2012 2

Ontem tivemos mais três jogos da Copa do Brasil 2012. Curiosamente três goleadas pela mesma diferença: Atlético-PR 5x1 no Criciúma, mais os 4x0 da Portuguesa no Juventude e do Fortaleza sobre o Náutico, todos pela segunda fase da competição. Considerando-se "goleada" no critério por 3 ou mais gols de diferença. A maioria das informações deste post são do grande colaborador Edison Klein.

Até hoje foram 447 goleadas em 2245 jogos, percentual de 19,91% na competição. Para efeito de comparação, no Campeonato Brasileiro foram 2011 goleadas em 15.250 jogos desde 1971, totalizando 13,18%. Se formos considerar apenas desde 1989, foram 13,19% de goleadas, 1022 em 7746 jogos. Idêntico! Mesmo nos pontos corridos (isto é de 2003 em diante), este panorama não se inverte, pelo contrário: 14,45% de goleadas, 556 em 3846 jogos. Confesso que fiquei bastante surpreso com estes dados.

O Atlético-MG é o time que mais goleou na história desta competição nacional: 25 vezes, a última de 5x0 no Peñarol-AM fora de casa. Ele superou o Flamengo, que tem 24 goleadas, o São Paulo e o Vasco da Gama com 21 goleadas. Na sequência, Vitória, Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro com 20. Em casa, o Atlético-MG e o Vitória tem 17 goleadas, contra 16 do Palmeiras. Já como visitante, o recordista é o Corinthians com 9, seguido por Atlético-MG e Flamengo com 8.

O outro lado da moeda: os times mais goleados da competição. O 'recorde' é dividido por quatro times: CSA-AL, Rio Branco-AC, Remo e América-RN, todos goleados 9 vezes. Em casa, o América-RN, o CSA-AL, o Flamengo-PI, o Náutico e, pasmem, o Vasco da Gama tem 3 goleadas sofridas. Já como visitante, o Remo 'lidera' com 8, seguido por Rio Branco-AC e Atlético-MG.
Como referência, as maiores goleadas da competição em todos os tempos:

  1. 28/02/1991 - Atlético/MG 11 x 0 Caiçara/PI - Belo Horizonte/MG
  2. 28/03/2001 - São Paulo/SP 10 x 0 Botafogo/PB - São Paulo/SP
  3. 10/03/2010 - Santos/SP 10 x 0 Naviraiense/MS - Santos/SP
  4. 06/04/1993 - Internacional/RS 9 x 1 Ji-Paraná/RO - Porto Alegre/RS
  5. 28/02/1996 - Sergipe/SE 0 x 8 Palmeiras/SP - Aracajú/SE
  6. 10/02/1998 - Vasco da Gama/RJ 8 x 0 Picos/PI - Rio de Janeiro/RJ
  7. 04/03/1997 - Portuguesa/SP 8 x 0 Kaburé/TO - São Paulo/SP
  8. 26/04/1995 - Flamengo/RJ 8 x 0 Kaburé/TO - Rio de Janeiro/RJ
  9. 15/03/2000 - Interporto/TO 0 x 8 Bahia/BA - Porto Nacional/TO

Desempenho: Corinthians liderou por 27 rodadas, vejam outras curiosidades

06 de dezembro de 2011 0

Nada mais justo que o título brasileiro de 2011 para o Corinthians. O time de Parque São Jorge liderou o Brasileirão por 27 de 38 rodadas, um aproveitamento realmente espetacular.  Só uma rodada abaixo do G5 (naquela rodada o Vasco não estava entre os melhores), então absolutamente merecido.

Quem realmente bobeou foi o São Paulo, que ficou 29 das 38 rodadas na zona da Libertadores, mas acabou de fora, assim como Botafogo (31 rodadas) e Palmeiras (13 rodadas). Já o Internacional ficou apenas 3 rodadas no G5, e acabou obtendo a vaga. Em uma campanha absolutamente média, o Grêmio ficou 11 rodadas na insossa 12º colocação, posição aliás que acabou encerrando a competição.

Na ponta de baixo, o Atlético-MG ficou 15 rodadas no Z4 e escapou, assim como o Atlético-GO (6 rodadas) e o Cruzeiro (4 rodadas). O Avaí ficou todo o Brasileirão na zona de rebaixamento, sendo rebaixado merecidamente em último lugar. Outro que jamais saiu do Z4 foi o Atlético-PR. Porém foi o América-MG, também rebaixado (e 34 rodadas no Z4), quem ficou mais tempo na lanterna: 21 jogos.

Confira a relação completa (tabela NACOPA.NET):

Mapa do Desempenho - Brasileirão 2011 - Foto: Arquivo Pessoal

A "Maldição dos oito anos" vai rebaixar o 6º time: o Cruzeiro! Será?

23 de novembro de 2011 1

Os 'números' são incontestáveis: o Cruzeiro será rebaixado! Ao menos é o que indica a já conhecida "Maldição dos oito anos" para deleite dos arquirrivais atleticanos.Campeão brasileiro em 2003, há exatos oito anos, a Rap0sa vive um momento desesperador no atual Brasileirão de 2011

Até hoje quatro CINCO (valeu Augusto Faber Flores!) campeões brasileiros tiveram o desprazer de serem rebaixados oito anos depois. O primeiro foi o Coritiba, campeão em 1985 e rebaixado em 1993. Depois, o Palmeiras, em 1994 e rebaixado em 2002. Depois o Grêmio, campeão em 1996 e rebaixado em 2004. A próxima vítima foi o Corinthians, campeão em 1999 e rebaixado em 2007. E o último amaldiçoado foi o Vasco da Gama, campeão em 2000 e rebaixado em 2008.

OBS: O curioso é que o Atlétic0-MG foi rebaixado em 2005 mas não foi campeão em 1997, caindo na fase semifinal da Série A.

OBS2: Os meus amigos cruzeirenses (Lincolm, Thiago) vão me matar...

Brasileirão 2010 - Balanço final, quem foi reprovado na temporada

13 de dezembro de 2010 0

Beneficiado por um pacote PPV e por prioridade aos jogos do Campeonato Brasileiro, devo ter visto mais de 100 jogos no último Campeonato, sem contar as transmissões divididas via mosaico da SKY, acho que posso dar uma boa pincelada nos times desta Série A. Vou fazer diferente, irei separar os times nos quais, na minha opinião, se deram bem, os que ficaram na média e os que foram abaixo do esperado.

Começo pelos reprovados de 2010: São Paulo, Palmeiras, Atlético-MG, Flamengo, Vitória, Guarani, Goiás e Grêmio Prudente.

Amanhã os que ficaram na 'zona da marola': Cruzeiro, Corinthians, Atlético-PRBotafogo, Internacional, Santos, Vasco da Gama e Avaí

Na terça, os que foram bem: Fluminense, Grêmio, Ceará e Atlético-GO

São Paulo – Nono lugar

A pior colocação desde 2005 já representaria muito para o maior campeão da década. O fato de, em nenhum momento, ter disputado o título, aumenta este impacto. Nem mesmo a boa fase com o técnico Paulo César Carpegiani ajudaram em 2010. Terminar o ano com vários jogadores encerrando o ciclo deixando o clube e apostando nas categorias de base podem mostrar novos ares para o São Paulo.

Destaques positivos: A revelação Lucas, Rogério Ceni e o bom trabalho de Carpegiani

Destaques negativos: A péssima fase de Richarlysson, a saída de Hernanes e a confusão tática do interino Sérgio Baresi.

Palmeiras – Décimo lugar

Além de ter ficado longe demais de qualquer maior aspiração, o Palmeiras contabilizou alguns fiascos no Brasileirão 2010. A temporada termina desastrosa, com a eliminação ridícula na Copa Sul-Americana e caos político no clube. Com salário milionário, Felipão terá que mostrar muito trabalho em 2011 para fazer jus ao investimento. Nem os retornos dos ídolos Kléber e Valdívia deram resultado

Destaques positivos: A temporada soberba do goleiro Deola e a boa fase de Edinho

Destaques negativos: a ruindade ofensiva do time

Atlético-MG – Décimo-terceiro lugar

Apesar de muita festa nas rodadas finais, o Atlético-MG só pode lamentar o Brasileirão 2010. Com inúmeras contratações festejadas, o time de Vanderlei Luxemburgo afundou ao longo de toda a competição. Somente a contratação de Dorival Júnior salvou o Galo do segundo rebaixamento de sua história, afastando medalhões, trocando jogadores desinteressados por jogadores mais esforçados.

Destaques positivos: Renan Ribeiro, Obina, o técnico Dorival Jr.

Destaques negativos: as inúmeras contratações erradas, incluindo Luxemburgo e os 4 goleiros que fracassaram em 2010: Carini, Aranha, Marcelo e Fábio Costa

Flamengo – Décimo-quarto lugar

Em um ano no qual o então campeão brasileiro viveu mais nas páginas policiais com escândalos envolvendo Adriano, Vágner Love e principalmente o outrora capitão Bruno, tudo só podia dar errado, como correr risco de rebaixamento por quase todo o segundo turno. A saída de Andrade por Silas foi mais um dos equívocos, aliado aos problemas ofensivos e falta de comando geral.

Destaques positivos: a afirmação de Diego Maurício e Williams

Destaques negativos: ataque ruim, Silas e os casos policiais extracampo

Vitória – Décimo-sétimo lugar

De finalista da Copa do Brasil para rebaixado no Brasileiro em menos de 5 meses. Esta foi a trágica trajetória do Vitória em 2010. Faltou ao time planejamento e comando, evidenciado nas trocas de treinador, um pior que o outro. O time em si nem era tão ruim, mas a bagunça tática detonou resultados importantes, sobretudo em casa.

Destaques positivos: o goleiro Viáfara e lampejos de Élkesson

Destaques negativos: os cinco treinadores, incluindo repetição do técnico Ricardo Silva

Guarani – Décimo-oitavo lugar

O Guarani, campeão brasileiro em 1978 e vice em 1986, subiu da Série C para a Série A em 3 anos. A torcida, que se tornou ausente nos últimos 10 anos de crise, viu uma equipe que manteve um técnico ao longo de todo o torneio mas nunca engrenou. Teve alguns bons momentos no primeiro turno, mas um péssimo returno selou a volta à Série B.

Destaques positivos: Mazola

Destaques negativos: a saída do centroavante Roger no início do 1° turno e a falta de qualidade geral

Goiás – Décimo-nono lugar

Outrora organizado, o Goiás chegou no Brasileiro em crise, com um caos administrativo, salários atrasados, crise política que culminou na deposição do presidente Syd de Oliveira. Com um time alternando veteranos, refugos e quase nenhum talento da base, passou a competição inteira lutando contra o inexorável rebaixamento. Trocou muito de treinador e no returno chegou a dar sinais de esperança, que afundaram na reta final. A defesa foi o pior setor do time.

Destaques positivos: Boa fase de Rafael Moura e a ascensão do jovem Douglas

Destaques negativos: caos institucional ao longo de toda a temporada.

Grêmio Prudente – Vigésimo lugar

O ex-Barueri mudou de cidade mas detonou com seu futebol em 2010. De um time repleto de promessas do interior se tornou um elenco pobre, sem nenhum destaque individual, nível Segunda Divisão mesmo. Passou quase todo o returno na última colocação e voltou para a Série B com 4 rodadas de antecipação. Além disto, trocou demais de treinador (5 trocas).

Destaques positivos: o jovem atacante William José.

Destaques negativos: a ruindade geral do time, nível Série B

Amanhã: os 'times da marola

Libertadores 2011 - Ranking de participações de times brasileiros

09 de dezembro de 2010 13

Com a vitória do Independiente na final da Copa Sul-Americana, a última vaga brasileira na Copa Libertadores 2011 ficou com o Grêmio. Sendo assim, os seis times brasileiros na competição serão: Internacional (atual campeão), Santos (campeão da Copa do Brasil), Fluminense (campeão brasileiro), Cruzeiro (vice-campeão), Corinthians (3º colocado) e Grêmio (4º lugar).

Até hoje, 27 times brasileiros disputaram a principal competição continental, com 14 conquistas. Pela primeira vez desde 2003, o São Paulo não irá disputar a competição, na qual é o maior campeão brasileiro (3 conquistas) e time que mais disputou (15 participações). O Palmeiras, que disputou 14 vezes o torneio, também está de fora. Já o Grêmio vai para sua 13º participação, quatro a mais que o Internacional (9 disputas).

Confiram o ranking completo:

  1. São Paulo - 15 disputas - 3 títulos
  2. Palmeiras - 14 disputas - 1 título
  3. Grêmio - 13 disputas - 2 títulos
  4. Cruzeiro - 13 disputas - 2 títulos
  5. Santos - 11 disputas - 2 títulos
  6. Flamengo - 10 disputas - 1 título
  7. Internacional - 9 disputas - 2 títulos
  8. Corinthians - 9 disputas
  9. Vasco da Gama - 7 disputas - 1 título
  10. Atlético-MG - 4 disputas
  11. Atlético-PR - 3 disputas
  12. São Caetano - 3 disputas
  13. Fluminense - 3 disputas
  14. Botafogo - 3 disputas
  15. Guarani - 3 disputas
  16. Bahia - 3 disputas
  17. Sport - 2 disputas
  18. Coritiba - 2 disputas
  19. Criciúma - 1 disputa
  20. Paysandú - 1 disputa
  21. Paraná - 1 disputa
  22. Goiás - 1 disputa
  23. Santo André - 1 disputa
  24. Paulista - 1 disputa
  25. Náutico - 1 disputa
  26. Bangu - 1 disputa
  27. Juventude - 1 disputa